OOPS!!!AGORA MORAMOS AQUI:http://irmaosol.blogs.sapo.pt

Pim!

Anúncios

incrível…..

Escrevemos e, Verificar encontradas como, um tudo altera wordpress!!

O que sairá do mesmo agora que estamos a escrever?

DE MALAS AVIADAS….

Como podem ver pelo nosso último post, o wordpress está transtornada! Não nos deixa corrigir e textos vêem que não dá!

Pois bem, estamos de malas aviadas a caminho de um outro servidor, sem estes problemas e. .. com muito mais velocidade para abrir imagem e textos!

Aguarda notícias!

MATINAS

Basílica da Estrela, pouco há.

Um céu feito de fios, candeeiros e outros mil sinais.

Um Sol rompendo as nuvens Iluminando-os nos ais, mas, Tu, Sempre presente, por muito que te de nós julguemos Fabrica de Campeões, ausente, encerrado nas Catedrais erguidas.

António Colaço

NR

Vês, João Teixeira, é bom saber que esta Cyber Vela, Trémula Apesar de, aqui está, sempre, à nossa espera. O nosso silêncio não perturba o seu silêncio, mas o seu silêncio convida-nos a serenar as Perturbações de que são feitos alguns dos nossos tantos silêncios. Obrigado, irmão Francisco, e só perdoa estas aparentes ausências. Mostra aos irmãos por onde temos andado, um tijolo tijolo Reconstruindo o Teu Telhado!

Problemas de edição

A WordPress anda com problemas de edição.Os textos saem alterados e a correcção torna-se impossível!Se leres este texto com erros, é isso!!

Aguardemos por decisões!

Também a  ânimo já passou para aqui:

http://animo.blogs.sapo.pt

Será que o irmão sol segue o trilho?

 

Abraços!

 

PS – De qualquer forma, a nossa caixa de correio continua tremendamente só.Nenhum comentário. O silêncio é demasiado sublime para que o perturbemos com os nossos estafados comentários! Obrigado, na mesma. ac

 

COMUNHÃO INDESTRUTÍVEL

Copia de Nova imagem

 Caríssimo Tó Zé

Aquela tua cartinha, cheia de doçura e candura (que pena não sermos sempre crianças!), associada àqueles deliciosos bolinhos e à doce recordação do coração doce e terno de uma mãe, humedececeram-me os olhos e povoaram-me este dia de Todos os Santos da presença saudosa, tão distante e tão perto ao mesmo tempo, da tua e da minha  Santa Mãe e de todas as Santas Mães, porque todas as verdadeiras Mães, são Santas!
São estes docinhos que nos fazem, tantas vezes, falta na vida, meu caríssimo Tó Zé. Como estes docinhos, nenhuns!… e nada os substitui.

 Obrigado pela tua cartinha. Não sabes como me fez bem e me confortou desta saudade que nos mói, muito mais nos dias em que ela mais se aviva! Obrigado pelos Bolinhos da Meninha! Obrigado, Mãe!

 Agradeço a tua grande amizade e imaginaçao. Não deixes de nos enviar estes teus “docinhos”, autênticas preciosidades a alimentar e tornar muito mais saborosa uma comunhão indestrutível, que nos une  todos, porque sincera,fraterna,límpida,pura e profun-damen-te franciscana.

Neste dia de todos os Santos, um Santo abraço para ti e todos os teus.

 

João Teixeira 

vaz2AG  

Jonhy, muito obrigado! Estou sem palavras, vamos é cantar o fado!

 (Nem o Luís Gonçalves diria melhor!!!)

antónio colaço               

WEBANGELHO DE ANSELMO

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Pe Anselmo Borges

In DN 31Outubro 2009

SERIA INJUSTO NÃO HAVER DEUS

As nossas sociedades científico-técnicas, comandadas pela razão instrumental, pelo progresso, o êxito e o consumo, hedonistas, nas quais a fé se obnubilou, são as primeiras da História a fazer da morte tabu. Este tabu, acompanhado da perda da fé no Além e da eternidade, é essencial para o entendimento do que se passa. Porque já não há eternidade, o tempo não faz texto, ficando reduzido a instantes que se devoram. Como pode então ainda haver valores e futuro num tempo que se dissolve na voragem de instantes?

De qualquer modo, estas nossas sociedades permitem a visita dos mortos dois dias por ano: 1 e 2 de Novembro. Os cemitérios enchem-se e, de forma mais ou menos explícita e funda, num silêncio ao mesmo tempo vazio e opaco, plúmbeo, há o confronto com a ultimidade, aí onde verdadeiramente se é Homem. Afinal, qual é o sentido da existência e de tudo? O que vale verdadeiramente? M. Heidegger chamou a atenção para isso: a diferença entre a existência autêntica e a existência inautêntica dá-se nesse confronto. Se tudo decorre na banalidade rasante e na gritaria oca, a explicação está aqui: no último tabu.

Para onde vão os mortos? Para o Silêncio. O mistério da morte é esse: dizemos que partiram, mas o que abala é não deixarem endereço. Na morte, a evidência é o cadáver. Mas quem se contenta com o cadáver? Por isso, a morte é o impensável que obriga a pensar e, enquanto formos mortais, havemos de perguntar por Deus.

Deus não é “objecto” de ciência, mas uma esperança, sobretudo quando se pensa nas vítimas inocentes. Como escreveu o agnóstico M. Horkheimer, um dos fundadores da Escola Crítica de Frankfurt, “se tivesse de descrever a razão por que Kant se manteve na fé em Deus, não saberia encontrar melhor referência do que aquele passo de Victor Hugo: uma anciã caminha pela rua. Ela cuidou dos filhos e colheu ingratidão; trabalhou e vive na miséria; amou e vive na solidão. E no entanto está longe de qualquer ódio e rancor, e ajuda onde pode… Alguém vê-a caminhar e diz: Ça doit avoir un lendemain!… Porque não foram capazes de pensar que a injustiça que atravessa a História seja definitiva, Voltaire e Kant postularam Deus – não para eles mesmos”.

A curto, a médio, a longo prazo, todos foram estando mortos. A curto, a médio, a longo prazo, todos iremos, todos irão estando mortos, e lá, no final, só há uma alternativa.

Claude Lévi-Strauss conclui assim o seu L’homme nu: “Ao homem incumbe viver e lutar, pensar e crer, sobretudo conservar a coragem, sem que nunca o abandone a certeza adversa de que outrora não estava presente e que não estará sempre presente sobre a Terra e que, com o seu desaparecimento inelutável da superfície de um planeta também ele votado à morte, os seus trabalhos, os seus sofrimentos, as suas alegrias, as suas esperanças e as suas obras se tornarão como se não tivessem existido, não havendo já nenhuma consciência para preservar ao menos a lembrança desses movimentos efémeros, excepto, através de alguns traços rapidamente apagados de um mundo de rosto impassível, a constatação anulada de que existiram, isto é, nada”.

A Bíblia, no último livro, Apocalipse, conclui assim: “Vi então um novo céu e uma nova terra. E vi descer do céu, de junto de Deus, a cidade santa, a nova Jerusalém. E ouvi uma voz potente que vinha do trono: ‘Esta é a morada de Deus entre os homens. Ele habitará com eles; eles serão o seu povo e o próprio Deus estará com eles e será o seu Deus. Ele enxugará todas as lágrimas dos seus olhos; e não haverá mais morte, nem luto, nem pranto, nem dor. Porque as primeiras coisas passaram.'”

No meio da perplexidade, fico com Kant: “A balança do entendimento não é completamente imparcial, e um braço da mesma com o dístico ‘esperança do futuro’ tem uma vantagem mecânica, que faz com que mesmo razões leves, que caem no seu respectivo prato, levantem o outro braço, que contém especulações em si de maior peso. Esta é a única incorrecção que eu não posso eliminar e que eu na realidade não quero abandonar.”

BOLINHOS, BOLINHOS….

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Querida Mãezinha, não sei se consegues perceber a nossa alegria, apesar de termos deixado os nossos lares há tão poucos dias, aqui estamos a reclamar que não nos faltes, tu e as Mães dos meus queridos colegas de aventura, com os “Bolinhos, bolinhos, à porta dos seus santinhos!!!” que faziam a delícia das nossas gulosas gargantas por estes dias!

Lembras-te das bolsinhas em retalhinhos coloridos que com tanta paciência para nós costuravas? Se quiseres podes mandar no cabaz pela carreira dos Claras que aqui no seminário depois vão lá buscar. Vê se mandas daquelas broas de milho,das maiores, lembras-te, com intenso sabor a erva doce, para além daquelas mais pequeninas, com sabor a nozes e mel… Mas olha, manda em quantidade para repartir com os meus novos amigos. Eles estão neste momento, tal como eu, na solidão das suas carteiras, um bocadinho às escondidas, a escrever o mesmo postal que eu…espera, tenho de parar, vou disfarçar e esconder o postal entre as páginas da Selecta Latina.

Vem aí o padre perfeito que está sempre de olho em nós. Eu estou aqui mesmo ao pé de um santo em madeira, acho que se chama S.Tomás de Aquino, se queres que te diga ainda não sei bem quem ele é, mas, se a santa protecção dele pode ser uma vantagem a verdade é que tenho de olhar sempre para trás para ver se o padre já entrou na sala o que, como deves clacular, exige uma capacidade de manobra mais rápida que a dos meus colegas que estão lá mais para o fundo.Pronto, o padre Emílio já se foi, dizem que bate muito com uma vergasta, acho que não me vou safar até porque a Matemática, de que ele é professor, não é muito do meu agrado, como sabes! Que S.Tomás me ajude e desvie a vergastinha das minhas queridas orelhas.

Pronto, não posso demorar mais até porque daqui a bocado vamos todos para o recreio e, imagina tu, enquanto os outros meninos vão jogar a bola, descobri ali numa sala um velho órgão mas que está meio estragado e custa um pouco a pôr-se de pé!!!É engraçado acho que vou ser capaz de o pôr a tocar. Claro que eu não sei como é que aquilo se toca mas deve ser melhor do que aquelas imitações que fazia aí com os dedos na nossa mesa que o Pai carpinteirou no Verão passado, enquanto comia e que tanto te irritavam, ” pára, Tóze!!! Come, Tóze!!!”….Mãezinha, tenho muitas saudades tuas e…. das tuas broínhas….

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Mãezinha, na linha do que diz aquele nosso amigo lá de Proença, o Zé Henrique, mas agora ao contrário, ” a sorte que nós tivemos em encontrar umas mulheres assim” ( a mulher dele também se chama Filomena, como a nossa Meninha, sabes?!) toma, prova das broínhas que fizemos a noite passada sob a criativa batuta de Meninha.

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Já comprámos numa grande superfície tudo o que precisávamos para os putos que amanhã nos vão bater lá à porta. Não tem nada a ver com os nossos tempos, em que, pela manhã cedo, nos metíamos ao caminho das aldeolas em torno de Cardigos, como a Lameirancha….

Pronto, faz de conta que onde estás nos agradeces por manter viva a tradição e que te soube bem na Net eterna de que são feitos os teus dias dar uma espreitadela pelos aromas da nossa receita. Vai lá descansar mais um bocadinho que é para os meninos que costumam passar por aqui se deliciarem também um pouquinho!

Bolinhos, bolinhos, à porta dos seus santinhos!!!

antónio colaço

MATINAS

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Ainda que as nuvens demorem a desvanecer-se, sei que a Tua Luz paira sobre as ondas e que um pedaço de terra, a Tua Terra Prometida, para sempre nos espera.

antónio colaço

MATINAS

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Sol, Irmão Sol, toma, para ti este farol. Para que nunca te percas de nós. Precisamos de ti tanto quanto tu precisas de nós.

“Eu sou a Luz do mundo…”.

Nunca ficaremos sós.

antónio colaço

VÉSPERAS

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Capela do Convento de StºAntónio, Barcelos. 6 Setembro 2009

 

Foi tudo tão a fugir, sabes bem, que não nos  conseguimos juntar todos, aqui, nesta tua S.Damião de Barcelos. Quarenta anos depois, faltam aqui o João Teixeira, tão afadigado andava para que nada falhasse na Quinta D’Alvarenga, o Jockin ( onde te meteste meu safado?!) e tantos outros que não subiram sequer a Barcelos, o “Ferminho”, o Linú….

Que estaríamos a fazer, há 40 anos, por estas horas? Se calhar a rezar-Te desconhecendo ainda outras formas de ter-Te presente no nosso meio, como agora, neste preciso momento.

Que estará cada um dos meus irmãos a fazer neste momento? Rezo com eles para que nunca percamos a ligação contigo, mesmo que esta casa esteja tão triste, como que abandonada…. ou, se calhar, o mais importante é que possa vir aqui agradecer-Te porque a esta hora todos eles Te louvam num outro lado da vida, algures por Coimbra, Stº Tirso, Lisboa, Feira, Pombal… a leccionar, a vender as vacinas, a analisar processos, a preparar aulas … como se não houvesse sítio específico algum onde louvar-Te a Ti que estás em toda a parte?!

Obrigado pelo silêncio, pelo Irmão Silêncio e por poder Ouvir as vozes de todos eles. A Tua voz, neles, aqui.

antónio colaço

SEM NOME,SEM ABRIGO, PERDÃO, COM ABRIGO

Sem palavras é o que é.

O Expresso acaba de me pregar mais esta agradável partida.

Obrigado, Zita Seabra. Do fundo do meu coração. Um coração do tamanho de todos os nomes.

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 Clique no Van Gogh!!!

antónio colaço

VÉSPERAS

Sem palavras. Jesu, de Bach. Uma das mais melodiosas versões que o You Tube nos proporciona.

FRANCISCANOS, SEMPRE!

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Está na Única, revista do Expresso, desta semana. Um trabalho que deveria ter sido publicado aquando da Exposição “Perto do Princípio“, que decorreu em Messejana, no passado mês de Agosto. A obra fotografada rendeu 600 euros que foram inteirinhos para os 50 putos órfãos de pais com sida de Bulenga, nos arredores do Uganda e foi feita a partir de três tijolos oitocentistas deitados para o lixo das obras de recuperação do Plenário da Assembleia da República.Intitula-se “A última pedra“, por oposição ao tradicional lançamento da ….primeira pedra! Aqui é a última pedra que foi lançada, não para o lixo, e, sim, para uma boa causa!

Obrigado João Casais, outra vez!

Ou de como a “vocação esvaída”  se converteu numa vocação outra, ainda mais sentida, de continuarmos, João,  espalhando a PAZ e o BEM!

Franciscanos, portanto!

Hoje e sempre!

antónio colaço

MATINAS

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Sabes que não ando afastado de Ti, oh Deus nosso Criador e sim, por causa do frenesim dos últimos dias, Tu é que andas, descaradamente, afastado daqui, por mim.

Entra com o sol do teu Sol Todo.

antónio colaço

OUTRA VEZ

É apenas um registo, um despretensioso registo. O Dr. Francisco Assis acabou de me convidar para trabalhar consigo na coordenação do Gabinete de Imprensa do GPPS. Outra vez.

Louvado sejas, oh meu Senhor.

ac

ENCERRADOS PARA….REFLEXÃO

O Sol adianta , hoje, que apenas 37 Câmaras mudarão de mãos. Miguel Sousa Tavares constatava, ontem, que muitos autarcas/ou as forças políticas que os apoiam já levam quase 34 anos de eternizado poder….e que é muito difícil que algum deles o perca.
Assim, que reflexão é possível? Ficamos em casa durante quatro anos,deixando que os outros decidam por nós? Temos algum tácito bem bom negocial – um emprego, uma licençazita por baixo da mesa, um concursozito com informação antecipada, um estranho pudor em afrontar “o senhor presidente”?!

Vinde, o artista contratado para nos animar o silêncio é um bom artista, tem as suas (muitas) limitações mas a única coisa que pretende é que, no próximo domingo, cada um se meta ao caminho e execute a mais bela peça da democracia: VOTE!

 

 

Órgão da Igreja da Ameixoeira, Lisboa.

ÓRGÃO.FINAL DO 12ºFESTIVAL.JERÓNIMOS

Uff!Finalmente o YouTube aceitou o vídeo ( pequeno excerto) do Concerto de Encerramento do 12º Festival de Órgão e que teve lugar no Mosteiro dos Jerónimos.
Fiquem com a soprano Susana Gaspar, com Rui Paiva no (novo) órgão, o Coro de Câmara de Lisboa e a Orquestra Nacional do Tejo sob a direcção de Alberto Roque executando o “Sanctus” e o “Benedictus” da Pequena Missa para Órgão de Joseph Haydn(1732-1809)
Um privilégio! Um sortilégio!
Para o ano há mais. Pela nossa parte esperamos que com mais tempo para fruir o que não pudemos este ano.
ac

UM ANO DE IRMÃO SOL.PARABÉNS,S.FRANCISCO!PARABÉNS, ARMANDO PINTO!

Finalmente, vamos ligar não à Matriz de Mação mas à Igreja da Ameixoeira!

Foi completamente impossível a edição do que quer que fosse nos últimos dias mas também não vamos bater mais no ceguinho. O irmão sol nasceu por vontade própria de quem o alimenta, numa fase incial, e de todos os que o têm alimentado, num outro momento e por uma causa que pareceu justa. Mais não fosse o grande Encontro de Barcelos, o ter-se realizado, já teria sido suficiente para justificar o seu aparecimento.

Compromissos vários impedem maior disponibilidade do irmão que zela aqui pela port@ria pelo que a vida que desejaríamos mais intensa – sim, nomeadamente, a via da oração e meditação – ficarão no coraçãozinho de cada um. Ao menos isso. Só que franciscanismo é partilha!

Durante o próximo ano evitaremos, assim, qualquer tipo de choradinho balofo. Isto faz-se com quem quiser, quando quiser e como quiser!

Agora queremos ir para a FESTA!!!

Amanhã editaremos aqui as mensagens que já recebemos.

Para já, obrigado, João Teixeira, Sério, João Casais e Frei Morgado.

Atenção: o artista contratado estava um pouco nervoso e o Melo ficou com a partitura do “S.Francisco lá na Glória” na pasta lá do coro de Gondomar!!!( Toma, é para não ficar com as culpas todas!!!!).

Parabéns S.Francisco! Este pedacinho vai inteiramente para o nosso querido Acílio! Obrigado pela tua Grande Coragem!

 

Já faz um ano que o IRMÃO SOL se ergueu espargindo a sua luz. De PARABÉNS o parturiente. De PARABÉNS todos nós: os que vamos espreitando a portinhola deste conventinho, os que vamos alimentando a candeia.
Ad multos anos!
Sério

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No 1º aniversário do blog Irmão Sol e passado um mês do nosso (re)Encontro
Passado tanto tempo, volvidos cerca de quarenta anos desde que a vida de horizontes conventuais ficou para trás, no que nos diz respeito, houve, finalmente, um reencontro vivido com essas memórias no Encontro de 2009, dos antigos alunos capuchinhos…
– Algo proporcionado pela convivência neste blog de local de encontro virtual, criado há um ano precisamente e descoberto pessoalmente numa das nossas buscas informáticas, há alguns meses, pouco depois da sua criação.
Ora, fora em Junho de 1969 que houvera essa tal alteração na existência pessoal, de quem agora revive, “escrevivendo” isso, na primeira pessoa. Depois de entrada em Gondomar que, não mais esquece, ocorrera a 27 de Setembro de 1965.
A caminho do recente encontro de Barcelos diversas imagens pairaram no subconsciente, de passagens de um passado que fez parte dos caminhos percorridos. Sabendo que nada era igual, já, mas com ânsia de alguma reposição interior, pelo menos em rever caras e feições agora transformadas. Quanto logo à chegada, defronte e no interior da igreja, nos deparamos com fisionomias que nos diziam algo mas não reconhecemos de imediato, tão só pudemos depois descortinar, já na convivência durante a visita ao convento e posteriormente na quinta onde decorreu o convívio, pelas conversas de uns e outros dos antigos amigos e conhecidos.
O tempo passou, mas continua presente o que representa algo que só quem está por dentro de tal dimensão pode comprovar. E este local informático teve tão por demais importante papel, assim todos queiram e possam corresponder. Porque o que representa o nosso passado, por mais que possa de permeio ter acontecido, jamais poderá ser apagado da nossa memória e do nosso ser.
Longra / Felgueiras, 5 de Outubro de 2009
Armando Pinto

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Estimado Tó Zé

No dia  de S.Francisco orientei o Coral do Amial. Foi muito bonito! Quem me veio dar um abraço ? O nosso Afonso! Que surpresa! Não contava com ele. Convidei o Vaz para vir alomoçar a minha casa. Não pode vir pois a esposa partiu uma perna. Fica para breve. Não te liguei antes pois presumi estares ocupado com a campanha. Eu também com o começo das aulas e preocupação com a saúde. Felizmente que foi um pequeno susto. Fico à espera da tua gravação “orgãsmico-musical”.Um abraço.

João Teixeira, teu irmão e do Sol! 

NR – As melhoras para ti e lá para casa do Agostinho, nomeadamente para a sua carinhosa mulher.

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Olá! A sorte ( ou a estratégia ) do irmão sol foi ter nascido na Festa de S.Francisco. Os Capuchinhos também o juntamos às nossas comemorações: ontem e hoje, em Fátima, os nossos 75  anos em Barcelos foram e são particularmente lembrados:entregamos a Cruz de S.Damião que peregrinou 3 anos pelas  Fraternidades Franciscanas do país, o grupo de jovens de Stº António cantou a Missa  e representou o Auto Francisco, Um Jovem, Como, Nós. Hoje, às 19 horas, encerram os 50 anos em Gondomar com missa presididda pelo Bispo do Porto.

Parabéns a tutti quanti e Paz e Bem para a AAAC e o irmão sol

Frei Morgado

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Olá caros amigos: Irmão Sol e irmão Colaço.
Irmão Sol, Parabéns pelo teu primeiro aninho de vida!!! Como seria a nossa vida sem a tua companhia virtual?
Embora nem tudo tenham sido rosas neste teu primeiro ano de vida, acabaste por fazer muito mais do que aquilo que se pode esperar de alguém com a tua idade. Devemos concordar que cumpriste a tua missão exemplarmente.
Mas aqui, não poderemos esquecer o teu Criador, e Guardião. Sem a sua coragem e persistência, não terias sobrevivido…Disso não temos dúvidas.
Irmão sol, feliz aniversário.
Irmão Colaço, Guardião deste Conventinho. Obrigado. Não te arrependas. A coragem é própria dos fortes.
Um abração para ti e para todos os visitantes deste Conventinho.
João Casais
 
PS. Voltarei brevemente.

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A todos, uma vez mais, muito obrigado.

E assim, o Girassol de Ouro/1º aniversário, vai inteirinho para o Armando Pinto. Para além de colaborador regular foi o único que, por sua exclusiva iniciativa e sem qualquer intuito, voltou a meter-se ao caminho para saudar este espaço. Ele, que nos descobriu, nas suas habituais “buscas” informáticas. Armando que esteve em Barcelos, não o duvidamos, pelas energias que encontrou no irmão sol. Energias que aproveitaram a mais gente de entre os seus.

O Armando é uma alma incansável e sempre em busca de Sentido para a vida. Obrigado pelo teu estímulo! Parabéns pelo teu Girassol!

ac

ACÍLIO.A CORAGEM DE OLHAR OS IRMÃOS OLHOS BEM DE FRENTE.

Sem mais palavras, o mail do Acílio.Obrigado pela tua lição!

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Acílio, deixamos-te na animada companhia de Rito e Vaz. Para que continues a viver em PAZ, mesmo no sofrimento, que sabemos em ti ter todo o franciscano acolhimento.

 «OLHOS FRANCISCANOS»

Bom Dia,Com Paz e Alegria!

 «Subamos para Assis». Foi a última mensagem enviada da cidade do Poverello, no longínquo 22 de Maio. Com o consequente desafio a «descer», partilhando com simplicidade a mensagem evangélica de Francisco, o Irmão universal. Escrevo a 4 de Outubro, um Domingo – Dia do Ressuscitado, mas também dia em que celebramos Francisco de Assis, o Santo da Paz e do Bem. Luís de Camões, num soneto (apócrifo) ao Serafim de Assis, canta:

 

«Fostes de santos uma rara mina;

Almas de mil a mil ao Céu mandastes

Do mundo que, perdido, reformastes.»

 

            Nestes últimos tempos têm-me chegado muitas mensagens de pessoas amigas, manifestando preocupação e perplexidade perante o meu silêncio. Terei abandonado os Capuchinhos e entrado na Cartuxa de Évora?

Agradeço a inquietação. Morremos quando já ninguém pergunta por nós, ou quando nos desinteressamos dos irmãos.

Chegou a hora de partilhar umas migalhas de vida. É tempo de interagir – como agora se diz. Com a firme convicção de que a comunhão vai para além das palavras e das mensagens. Mas também se alimenta com a comunicação fraterna.

            Iniciei há pouco tempo a oração do Salmo 66 como o «Salmo dos meus anos». Por vezes, detemo-nos a esquadrinhar as palavras da Bíblia. Missão necessária, exigente e fundamental: para respeitar o texto sagrado e, sobretudo, para ali descobrir a Palavra que nos rasga horizontes de futuro. Mas há também um movimento inverso: é preciso deixar que a Palavra de Deus nos interprete a nós, interprete e interpele a nossa vida com seus avanços e recuos, alegrias, tristezas, lutas e esperanças.

            Faço este pequeno exercício com o «Salmo dos meus anos». Qual sinfonia em três andamentos. A nível hegeliano, até poderia enveredar pela tese, a antítese e a síntese. Em perspectiva bíblica, podemos evocar a experiência vital de três livros: Génesis (projecto), Êxodo (luta), Apocalipse (realização).

É bom saber que o Salmo 66 é um belo cântico de acção de graças públicas. Destaco a dimensão «pública», comunitária, fraterna, eclesial. Daí esta partilha de vida.

 

 

  1. 1.            «Vinde e admirai as obras de Deus»

 

«Aclamai a Deus, terra inteira,

cantai a glória do seu nome,

proclamai os seus louvores.

Dizei a Deus: «São admiráveis as tuas obras!

Toda a terra te adora e canta louvores;

entoa hinos ao teu nome.»

Vinde e admirai as obras de Deus,

as obras admiráveis que Ele fez diante dos homens.

Por isso nos alegramos nele!

Bendizei, ó povos, o nosso Deus,

fazei ressoar a voz do seu louvor.» (Sl 66, 1-8)

 

São os primeiros versículos do Salmo, o pórtico desta grande doxologia. Por muitos anos que vivamos, sempre ficaremos em défice para com Deus e os seus admiráveis carinhos para connosco. Milhares e milhares de anos não chegariam para cantar a nossa gratidão ao Altíssimo e Bom Senhor, fonte de todo o bem, beleza e encanto por viver. A eternidade mais não é do que uma vibrante sinfonia de Encantamento, Amor e Gratidão.

Como peregrinos, na saúde e na doença, na tempestade e na bonança, na claridade e nas trevas: «Vinde e admirai as obras de Deus»

Nas pequeninas coisas do quotidiano, semeadas de agradáveis surpresas aos de olhar vigilante: ««Vinde e admirai as obras de Deus»

 

Com as três maravilhosas famílias de que vivo rodeado (os Irmãos Capuchinhos, os familiares e os amigos), proclamo: «Toda a terra Te adora e canta louvores.»

De dia e de noite, hoje e por toda a eternidade: «Fazei ressoar a voz do seu louvor».

 

 

  1. 2.             «Tu nos puseste à prova»

 

«Foi Ele quem salvou a nossa vida

e não permitiu que os nossos pés resvalassem.

 Ó Deus, Tu nos puseste à prova

e nos purificaste como se faz com a prata.

 Fizeste-nos cair na armadilha,

puseste um fardo pesado às nossas costas.» (Sl 66,9-11)

 

            Vivo, desde o dia 15 de Setembro do ano passado, uma interminável «Via Crucis», sempre em busca da «Via Lucis» que tarda em despontar. Depois de uma dolorosa e sempre enriquecedora experiência ao longo de vários meses, finalmente  em Maio e Junho, o olho esquerdo atingiu uma percentagem de visão jamais esperada: rondou os 80%, também com o recurso a «avastin», a milagrosa injecção intra-ocular. Uma vista que esteve a poucos segundos das trevas da morte…

            Na Solenidade do Corpo de Deus, concelebrei a Eucaristia na Paróquia da Sagrada Família do Calhariz de Benfica, em Lisboa. Ao proclamar o Evangelho, apercebo-me de que algo estranho me dificulta a visão. Pouco depois, a causa é certeiramente identificada na Clínica: descolamento da retina. Uma retina já bastante fragilizada. No início desta longa Via-Sacra, o arguto Dr. Paulo alertava para a importância decisiva do comportamento da retina em todo este processo.

Eis que, de repente, tudo se desmorona! E a visão desce drasticamente para uns escassos 20%. Voltam as trevas. É a «prova» a que o Senhor me submete, o «pesado fardo» colocado sobre os meus ombros. Em linguagem automobilística dos máximos, médios e mínimos, encontro-me actualmente quase abaixo dos mínimos.

Mas, nada de desistir! A fortaleza é um dom Espírito!

E vieram mais quatro intervenções cirúrgicas: a primeira, a 15 de Junho, com anestesia geral, no Hospital da Ordem de São Francisco, no Porto; as outras três, com anestesia local, todas na Clínica Oftalmológica Ribeiro-Barraquer, nos dias 27 de Junho, 7 de Setembro (hora e meia de intenso e exaustivo trabalho e aturada perícia para o Dr. Paulo) e 12 de Setembro. Nesta última foram 276 «raios» Laser – pacientemente contados pelo incansável frei Avelino. Como «intermezzo», há a juntar ainda uma virose (epiteliopatia ocular) sanada com pomadas de várias espécies. A luta continua! O objectivo é salvar a retina. Sem retina não há visão para ninguém. Será que os espinafres  (graças à luteína e zeaxantina) vão dar uma ajudinha?!

E vão 7 operações à vista esquerda! Corrida ao Guinness Book? Expressão bíblica da plenitude com a «Via Lucis» à espreita? Na Bíblia, o Êxodo só conclui com a entrada na Terra da Promissão…

 

 

  1. 3.            «Bendito seja Deus, que não me retirou a sua misericórdia»

 

 «Vinde e ouvi, todos os que temeis a Deus;

vou narrar-vos o que Ele fez por mim.

 Bendito seja Deus, que não rejeitou a minha oração,

nem me retirou a sua misericórdia.» (Sl 66, 16-20)

 

                        O Deus da Bíblia é Abbá, Papá, com entranhas maternas de misericórdia e de ternura. Cada palavra, cada silêncio, cada respiração há-de transformar-se numa majestosa sinfonia à eterna misericórdia do Senhor!

            Volto ao tripé desta partilha. O «Glória» que todos os Domingos cantamos na Eucaristia, tendo origem no cântico dos Anjos do Natal, é um hino profundamente pascal. Também aqui os três andamentos: o louvor, a súplica e a exaltação. Tentei uma nova composição, arriscando a mudança de tonalidade no segundo andamento, o da súplica e da piedade (oscilando entre o Fá maior e o Fá menor…). Mas retomando a simplicidade e beleza do tom inicial: o Dó natural. Em anexo, segue a partitura.

            Não esqueço um antigo alerta de Chico Buarque: «A coisa aqui está preta». Apesar disso, por aqui, o céu continua azul, o mar é imenso, há estrelas no céu, verdes são os campos, há cheiro a maresia… É Outono. Mas com sabor a Primavera…De Evangelho no coração, somos visceralmente pessoas da aventura e da esperança, teimosos sonhadores de paraísos de portas a todos sempre abertas.

            Há dias, numa sessão de fados a que tive o ensejo de assistir, o vasto reportório incluía um conhecido fado: «Ai! Quem me dera ter outra vez 20 anos…» Mais sensível agora a tudo o que refere ao olhar, surpreendeu-me a expressão: «Meus olhos pareciam dois franciscanos…». Vai por outra vertente o itinerário do romântico fado. Mas, quero acreditar que «olhos franciscanos» são aqueles que, mesmo na escuridão, se encantam com a luz e a beleza que o Altíssimo e Bom Senhor derramou, a mãos cheias, por toda a parte, nas pessoas e na natureza.

            É com «olhos franciscanos» que contemplo cada uma das grandes letras com que redijo estes parágrafos. Cada uma destas letras é um hino ao Senhor que criou o Homem e a Mulher com capacidades inauditas de amor e de comunicação – também através destas novas tecnologias.

É com «olhos franciscanos» que, em espírito, contemplo cada irmã, cada irmão que vier a ler esta partilha de vida.

 

Com o abraço irmão e amigo de Paz e Bem,

Porto, 04 de Outubro de 2009

(Festa de São Francisco de Assis)

 frei Acílio

UM ANO DE IRMÃO SOL

Vai uma enchente mensagens pelo 1º ano do irmão sol que bloqueou…..bla,bla,

 

aguarda edição

 

(Quer dizer se quiseres mandar mensagem podes fazê-lo!Que mais não seja pelos 8oo anos de S.Francisco!!!A ele todos os parabéns!!!)

PARABÉNS, FRANCISCO LÁ NA GLÓRIA!

Ligação “directa” à Matriz de Mação.Aguarda!

WEBANGELHO SEGUNDO ANSELMO.OS CRISTÃOS E A CRISE

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Pe Anselmo Borges

In Diário de Notícias, hoje

Os cristãos e a criseFrente a este título, temos, logo à partida, de reconhecer que é nos países de maioria cristã que estão os responsáveismaiores pela crise. Não foi no hemisfério Norte que começou? Por outro lado, é na Europa que se encontra hoje o melhor nível de vida da história, e o modelo social europeu é invejado. Mas há uma pergunta, aparentemente cínica, para a qual não é fácil encontrar resposta definitiva: somos ricos à custa do Terceiro Mundo? Eles são pobres porque nós somos ricos?

Depois, é preciso perceber que há, nesta questão, níveis ou esferas a distinguir, como escrevi aqui, no artigo “O capitalismo é moral?”. À economia não se pede que seja moral, mas eficiente. Por isso, não há uma moral da economia ou da empresa, mas deve haver moral na economia e na empresa.

No Evangelho segundo São Mateus, há um texto terrível – o da parábola dos talentos. Um servo recebeu cinco e conseguiu outros cinco; outro, dois e ganhou outros dois; o terceiro recebeu um só talento e, com medo, guardou-o, para poder entregá-lo ao senhor, quando voltasse. Resposta do senhor: “Devias ter levado o meu dinheiro aos banqueiros e tê-lo-ia levantado com juros. Tirai-lhe o talento e dai-o ao que tem dez. Porque ao que tem será dado e terá em abundância; mas ao que não tem até o que tem lhe será tirado” O dito “ao que tem mais será dado e ao que não tem até o que tem lhe será tirado” ficou conhecido na sociologia como “o efeito de Mateus”.

É certo que a parábola deve ser lida à luz do texto seguinte, referente ao Juízo Final, portanto, à verdade última da História: “Vinde, benditos de meu Pai, porque me destes de comer, de beber, de vestir…” O critério de salvação é a bondade e o bem-fazer aos preferidos de Deus, os pobres. Mas isso não nega a necessidade de eficiência da economia.

Onde está então um sistema novo a unir liberdade e justiça, política e moral, amor e eficiência? De qualquer modo, há uma nova tomada de consciência, sintetizada nesta afirmação contundente de um especialista em economia, Jacques Attali: hoje, “coabitam duas tendências: a selvajaria absoluta, que vai fazer com que tudo expluda, se não se agir rapidamente; e a tomada de consciência do interesse de um Estado de direito global, que tudo pode salvar”.

No contexto da crise, realizou-se de 3 a 6 de Setembro, em Madrid, com 700 participantes, o XXIX Congresso de Teologia sobre o tema “O cristianismo perante a crise”. Ficam aí algumas conclusões.

A crise de 2008 e 2009 é “uma prova de fogo não só para os dirigentes mundiais, mas também para a consciência de muitos cristãos, ao questionar o seu nível de solidariedade comprometida”.

Trata-se de “uma realidade de injustiça económica que exclui os mais necessitados e vulneráveis da sociedade”, tornando-se patente a fragilidade de uma sociedade que substituiu os valores cristãos pelo “enriquecimento fácil e a ostentação sem limites”. Assim, quando “não só a economia e a política, mas também a fé e a ética estão em crise, é hora de solidarizar-se com os grupos mais frágeis da humanidade e recuperar alguns valores cristãos, como a opção preferencial pelos pobres”.

“Embora consideremos que o responsável pela crise é o sistema capitalista, que permite que alguns enriqueçam à custa do empobrecimento das maiorias populares, denunciamos a apatia e a falta de compromisso social das confissões religiosas, que se preocupam mais com questões de poder e com continuar a defender situações de privilégio no campo económico e social do que em denunciar as injustiças de um sistema que atenaza os sectores mais necessitados.”

Impõe-se construir “uma nova ordem mundial – política, económica, jurídica – alternativa ao neoliberalismo, baseada na cooperação, na solidariedade e capaz de levar a cabo controles efectivos do actual sistema financeiro”.

No plano pessoal, “como cidadãos e crentes”, temos de assumir compromissos concretos, “renunciando ao consumo irracional e insolidário, vivendo com austeridade, solidarizando-nos de modo efectivo com as vítimas da crise”.

NOVO ÓRGÃO TUBOS DOS JERÓNIMOS.ESTREIA ABSOLUTA

Graças à informação de um amigo, aqui mesmo – obrigado, Zé – pudemos desfrutar do Concerto de estreia do novo Órgão de Tubos do Mosteiro doa Jerónimos!

Apenas um reparo, que não é tão pequeno assim. Discordamos, em absoluto, da sua localização. Por que não colocá-lo no Coro alto?

A leitura do conjunto da Igreja fica completamente anulada.Isto se diz a favor da belíssima peça que é o Órgão fabricado pela Organaria Mathis AG de Nafels, Suiça. Uma opinião para fundamentar melhor – diga-nos de sua justiça – mas que hoje, agora, pode esperar.

É para lá que vamos já com o Prof Wolfgang Seifen, Professor Catedrático de Improvisação na Universidade das Artes de Berlim :

antónio colaço

MARCO DO CORREIO

Boa tarde!
Em primeiro lugar vou me apresentar, sou a mulher do Américo Fernandes Oliveira antigo seminarista de Gondomar e Amial.
Feita apresentação começo por dizer que leio com atenção o vosso e meu blog Irmão Sol e vou dizer o que me vai na alma neste momento, acho que não é de bom tom fazer politica num sitio que a todos pertence, porque as pessoas têm ideologias diferentes e se fossem todos a falar então o blog não seria visto com o mesmo espírito.
Também pergunto o porquê de não se poder fazer comentários no mesmo espaço, é que eu também tenho um blog (só meu) e não me importo nada com qualquer  tipo de comentários, porque a minha alma é grande tanto ouve elogios como não, e assim vou aprendendo.
Desde já agradeço atenção dispensada.
Maria de Fátima Oliveira

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NR

Obrigado, Maria de Fátima, por participar na construção deste espaço e obrigado por senti-lo, também como seu. Temos muito gosto nisso e mais, como pode verificar, aqui estamos a publicar, na íntegra, todo o seu texto e num espaço com muito maior destaque do que os dos tradicionais comentários.

O texto a que se refere, foi publicado depois do acto eleitoral mas não teria nenhuma repulsa em publicá-lo antes . Este, assinado por mim, como a qualquer outro assinado por quem quer que fosse, reflectindo opções de esquerda , do centro ou de direita , numa palavra, um texto respeitador dos valores da democracia em que, afortunadamente, respiramos há mais de 35 anos.

Se há alguma questão editorial que não poderá assacar, como sugere, ao editor do irmão sol, é a de falta de constante apelo à participação dos nossos leitores através das formas mais usuais que entendam como textos de opinião, textos de evocação do passado, imagens do que foram, imagens do que são….

Vá lá Maria de Fátima, essa do não ser de bom tom fazer politica num sitio que a todos pertence, porque as pessoas têm ideologias diferentes e se fossem todos a falar então o blog não seria visto com o mesmo espírito” não tem aqui qualquer aplicação e depois, é como vê, saudemos a sua primeira participação, e se é de uma riqueza política que desde já saudamos. Alguém ficou incomodado?

Nem pensar.E porque a política não tem pátria nem lugar especial onde afirmar-se ( apesar de este lug@r me pertencer editorialmente, tudo nele tenho feito para que cada vez mais seja pertença de todos, na melhor imitação de partilha de nosso seráfico Pai S.Francisco ) é que por muito que não queiramos, tudo em nós é politico! Claro que se refere à partidarização da política, sim, mas, deixe que lhe diga, que também não vem nenhum mal ao mundo afirmarmos aqui as nossas diferenças desde que assinemos por baixo que o mesmo é dizer, não  tememos o confronto de ideias! Lembra-se do Evangelho do passado domingo e do receio dos apóstolos de que outros andassem a fazer milagres à sua revelia e o que lhes respondeu Jesus?!

 

As nossas almas são todas tão grandes como a sua, irmã, e se Deus não criou almas de primeira e de segunda, como deve calcular, não percamos mais tempo. Venha de lá a próxima colaboração.

Por exemplo, por que não abrir aqui um espaço para ouvirmos os testemunhos das nossas queridas mulheres? O que significa ser mulher, companheira de alguém que tinha como meta servir a Deus em exclusividade? Ou isso não é questão que se coloque e todos não somos demais para exaltar o nosso bom Deus, amando-nos uns aos outros como ele nos amou?!

Obrigado, Fátima, e um abraço ao Américo.

Espero que mais alguém se junte a nós escrevendo para o mail, a  porta de entrada deste nosso conventinho virtual, quer dizer, de todas as virtudes.

antónio colaço

JINGO.5

capuchinhos (39)

 

26 de Setembro de 2009. Os 49 anos já lá vão. Começa o 50º ano após aquele dia 26 de Setembro de 1960 em que dei entrada no Seminário de Gondomar.

Havia saído de São Romão cerca das 6 da manhã, em direcção a Coimbra, onde se apanhou o comboio (botafogo – mais farrusco que a minha cozinha sem chaminé – por isso óptima para fumeiro).
Com as preocupações nas costas do meu irmão Zé, nem me lembro se descemos em Campanhã, se fomos a São Bento. Parece que fomos de táxi de Campanhã para Gondomar. ((Jingo 0 – 4 Novembro 2008)
Boa altura para retomar o Jingo.
Saudade? E se for?! Nenhum mal vem daí.Mas se algum valor encontro nesta recordação é o sentimento profundo de gratidão – à Instituição e aos colegas. Se o Seminário me formou, sublinho o que os colegas me proporcionaram de aprendizagem.

Se o meu OBRIGADO vai para o Seminário, quero também enviá-lo aos colegas: os que entraram comigo naquele 26 de Setembro de 1960 (caloiros como eu), aos que entretanto já lá estavam, aos que vieram depois.
Muito OBRIGADO!!!
Sério

ÚLTIMA HORA.SÉRIO REGRESSA COM JINGO!!!

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Constantino Sério regressa para defender a baliza da melhor ficção publicada no irmão sol!

Constantino Sério defende com unhas e dentes o seu girassol de ouro regressando à publicação das mais ansiadas crónicas de que há memória: JINGO!

Mas…. o que você não sabe é que Constantino Sério se recusa a receber o girassol de ouro que lhe foi atribuído pelo plenário de 5 de Setembro, en Barcelos, enquanto não cumprir ….. a edição nº 10!

 

 

AGUARDE PARA SABER MAIS!!!

Mais logo, mais um capítulo!

ac

A FALA DAS URNAS.UMA NOVA MAIORIA.A DOS QUE MAIS PRECISAM

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(EDITADO AQUI, ONTEM, às 20.30)

Imagem da única rosa colhida, esta tarde, no meu Vale das Árvores. Quase ao fechar das urnas, um botão a desabrochar.

É tempo de assumir que o caminho se faz com mais gente. Gente do lado do pão, da paz e da justiça para os que mais precisam. Gente do lado da maioria.

Viva a nova maioria.

Tem de ser Melhor. Tem de ser Maior.

Com todos. A Esquerda TODA.

antónio colaço*

Um post assumidamente pouco correcto.Politicamente falando…depois da fala das urnas! Uma fala…correcta!Não há volta a dar!

Acredito no ânimo de José Sócrates para fazer todas as pontes com as esquerdas! Todas.

ACERCA DESTE NOSSO SILÊNCIO…

Já que optamos pelo silêncio, aqui neste lugar, escutemos o que o Pe Anselmo Borges nos tem a dizer para percebermos se é deste silêncio que o nosso se faz!!!!.ac

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Pe. Anselmo Borges

In Diário de Notícias ( 19.Set.09)

No meio da vertigem das tempestades de palavras em que vivemos, que nos atordoam e paralisam, talvez se torne urgente parar. Para ouvir.

Ouvir o quê? Ouvir o silêncio. E só depois de ouvir o silêncio será possível falar, falar com sentido e palavras novas, seminais, iluminadas e iluminantes, criadoras. De verdade. Onde se acendem as palavras novas, seminais, iluminadas e iluminantes, criadoras, e a Poesia, senão no silêncio, talvez melhor, na Palavra originária que fala no silêncio?

Ouvir o quê? Ouvir a voz da consciência, que sussurra ou grita no silêncio. Quem a ouve?

Ouvir o quê? Ouvir música, a grande música, aquela que diz o indizível e nos transporta lá, lá ao donde somos e para onde verdadeiramente queremos ir: a nossa morada.

Ouvir o quê? Ouvir os gemidos dos pobres, os gritos dos explorados, dos abandonados, dos que não podem falar, das vítimas das injustiças.

Ouvir o quê? Talvez Deus – um dia ouvi Jacques Lacan dizer que os teólogos não acreditam em Deus, porque falam demasiado dele -, o Deus que, no meio do barulho, só está presente pela ausência.

Ouvir o quê? Ouvir a sabedoria. Sócrates, o mártir da Filosofia, que só sabia que não sabia, consagrou a vida a confrontar a retórica sofística com a arrogância da ignorância e a urgência da busca da verdade. Falava, depois de ouvir o seu daímon, a voz do deus e da consciência.

Ninguém sabe se Deus existe ou não. Como escreve o filósofo André Comte-Sponville, tanto aquele que diz: “Eu sei que Deus não existe” como aquele que diz: “Eu sei que Deus existe” é “um imbecil que toma a fé por um saber”. Deus não é “objecto” de saber, mas de fé. E há razões para acreditar e razões para não acreditar.

Comte-Sponville não crê, apresentando argumentos, mas compreendendo também os argumentos de quem crê. Numa obra sua recente, L’Esprit de l’athéisme, mostra razões para não crer, mas sublinhando a urgência de pensar, se se não quiser cair no perigo iminente de fanatismos e do niilismo, e, consequentemente, na barbárie, “uma espiritualidade sem Deus”.

Constituinte dessa espiritualidade, no quadro de um “ateísmo místico”, é precisamente o silêncio. “Silêncio do mar. Silêncio do vento. Silêncio do sábio, mesmo quando fala. Basta calar-se, ou, melhor, fazer silêncio em si (calar-se é fácil, fazer silêncio é outra coisa), para que só haja a verdade, que todo o discurso supõe, verdade que os contém a todos e que nenhum contém. Verdade do silêncio: silêncio da verdade.”

Encontrei Raul Solnado apenas uma vez. Num casamento. Surpreendeu-me a imagem que me ficou: a de um homem reflexivo. Não professava nenhuma religião. Por isso, não teve funeral religioso. Mas deixou um pequeno escrito, com uma experiência, no silêncio, na Expo, em Lisboa, em 2007.

“Numa das vezes que fui à Expo, em Lisboa, descobri, estranhamente, uma pequena sala completamente despojada, apenas com meia dúzia de bancos corridos. Nada mais tinha. Não existia ali qualquer sinal religioso e por essa razão pensei que aquele espaço se tratava de um templo grandioso. Quase como um espanto, senti uma sensação que nunca sentira antes e, de repente, uma vontade de rezar não sei a quem ou a quê. Sentei-me num daqueles bancos, fechei os olhos, apertei as mãos, entrelacei os dedos e comecei a sentir uma emoção rara, um silêncio absoluto. Tudo o que pensava só poderia ser trazido por um Deus que ali deveria viver e que me envolvia no meu corpo amolecido. O meu pensamento aquietou-se naquele pasmo deslumbrante, naquela serenidade, naquela paz. Quando os meus olhos se abriram, aquele Deus tinha desaparecido em qualquer canto que só Ele conhece, um canto que nunca ninguém conheceu e quando saí daquela porta, corri para a beira do rio para dar um grito de gratidão à minha alma, e sorri para o Universo. Aquela vírgula de tempo foi o mais belo minuto de silêncio que iluminou a minha vida e fez com que eu me reencontrasse. Resta-me a esperança de que, num tempo que seja breve, me volte a acontecer. Que esse meu Deus assim queira.”

TODOS AO 12º FESTIVAL INTERNACIONAL DE ÓRGÃO

Não. O órgão da Matriz de Mação não integra o Programa do 12º Festival Internacional de Órgão deste ano.

Consulte o Programa e não perca nenhuma das sessões. Infelizmente as muitas tarefas impediram, ao contrário do que é costume, participar na Abertura. Pelo menos, contamos aparecer pelos Jerónimos.

Por isso, demos um pulo até ao órgão da Matriz de Mação(Sec XVII), com uma breve visita prévia que partilhamos convosco. Não, o problema não é de algumas palhetas desafinadas e sim do executante, um aprendiz de sons a quem aquela fabulosa peça agradece, pelo menos, algumas improvisadas festinhas. Nada mais do que isso. O órgão agradece, como se pode ler aqui!

O “organista é um bom organista …” e na linha de alguns comentários anteriores, tentou, em 1980, a aprendizagem no Conservatório Regional de Tomar que, de uma vez por todas, desse consistência a um irreprimivível autodidatismo.Um acidente de automóvel interromperia tão saudável aspiração! Estavam por lá, entre outros, o prof Antoine Sibertin Blanc,hoje, organista titular da Sé Patriarcal de Lisboa, então nosso professor de Canto Coral ( foi lá que fomos companheiros de carteira dessa grande estrela Carlos Moisés, dos Quinta do Bill!Ah! Carlos, saudades da Dª Tamagnini e suas exigências!!!)

antónio colaço

UMA CONFISSÃO.DUAS SEMANAS DEPOIS

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Fotos: LMorgado

Duas semanas depois e não havendo por ora mais correio deixem-me, hoje, finalmente, partilhar convosco uma pequena reflexão, não sem que, antes, reporte, para aqueles que não estiveram presentes, a quem e porque foram atribuídos os girassois de our0.2009:

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GIRASSOL DE MÉRITO – Para o nosso querido Provincial, Frei António Martins. Desde a primeira hora connosco e, sobretudo, incentivando-nos a que, juntamente com a AAC levássemos por diante o 13º Encontro que parecia não ter lugar. Queremos continuara a contar contigo. O Webangelho tambem tem aqui um púlpito privilegiado. Junta-te ao Pe Anselmo e a Frei Bento.

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O MELHOR LEITOR COLABORADOR – Sem sombra de dúvidas para o João Casais que, desde a primeira hora, nos descobriu no então distante Kazakhstan e para quem o irmão sol era o seu “bom dia, João” antes de partir para o trabalho. Leu-nos, escreveu-nos, enviou imagens, partilhou, enfim, o seu quotidiano. Não contente com isso foi solidário e graças à sua generosidade, fruto do cruzamento com este e outros sítios, as crianças de Bulenga puderam beneficiar de mais de um milhar de euros para construirem um novo quotidiano.

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O MELHOR ARQUIVO DE IMAGENS –Sem sombra de dúvidas para o Agostinho Vaz. Um entusiasta da primeira hora em subir ao sótão das suas tantas memórias fotográficas cujo envio faz acompanhar de textos vibrantes e fino recorte literário.

Uma palavra, vulgo, “Menção honrosa”,  tal como foi dito na “sessão de entrega”, também para o Agostinho Mendes, chegado aqui mais recentemente, mas que não tem parado de vasculhar os seus arquivos. É para continuar, meu caro.

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A MELHOR FICÇÃO – Outro girassol de ouro onde não houve nenhuma dúvida na atribuição, e que foi inteirinho para o Constantino Sério pelas suas crónicas JINGO, incompreensivelmente interrompidas ( isto é para te provocar, irmão!). São de ler e chorar por mais. Só uma grande vaga de reclamações poderá demover o Sério a que não demore tanto tempo!!!(A propósito, quando envias a solicitada morada para que te enviemos o que te pertence?!)Queremos mais! Também aqui uma Menção Honrosa para o Armando Pinto, da Longra, de quem esperamos renovada colaboração. Vê se logras os deuses,meu!

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PREMIAR A NOSSA ASSOCIAÇÃO – Não é fácil nos dias de hoje, desenvolver e manter tarefas associativas com o pessoal cada vez mais remetido ao bem bom da pantufinha & telenovela . O António Joaquim foi incansável a atender os telefonemas e mails da nossa redacção, mas também o Arménio Ribeiro e o Luis Marques.Para eles, portanto, este girassol com o pedido de que não deixem morrer as mil e uma pétalas de que se faz a nossa fraternidade.

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A MELHOR COLABORAÇÃO DENTRO DA ORDEM – Nenhuma hesitação em distinguir a permanente atitude de colaboração do nosso querido Frei Lopes Morgado. A todos os níveis mas, sobretudo, com o claro entendimento de que nós, os que saímos, também contamos nesta tarefa de alcançarmos juntos a Terra Prometida.

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OBRIGADO, QUINTA PEDAGÓGICA – Um obrigado que, nunca é demais sublinhá-lo, tornou possível o maior Encontro de todos os que realizámos. Os nomes para este girassol de ouro já todos os sabem, João Teixeira e João Alvarenga. Foram inexcedíveis  e daqui vão os renovados votos de agradecimento para todos os que, desde a cozinha ao Filipe Guedes, public relations, motorista e tudo e tudo, tudo fizeram para tornar a tarde tão preenchida.

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O TEU GIRASSOL DE OURO – Dos 8 girassóis – um por cada 100 dos 800 anos de Francisco de Assis – falta entregar este! Pois bem, renovamos o que dissemos, até ao final de Setembro o melhor texto/colaboração que nos chegar e aludindo ao papel do irmão sol em manter-nos minimamente irmanados, qual Igreja de S.Damião do sec XXI onde possamos falar e rezar, será premiado com este valioso troféu feito de um ouro mais precioso que todos os quilates de trazer por casa, o ouro da nossa amizade franciscana.Não pedimos muito, entre 80 a 800 caracteres!

Pim!

E agora a confissão, mas, antes, João Alvarenga e Luís Marques cheguem-se aqui ao pé de mim que não quero ficar sózinho “em palco!”

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A ideia da atribuição dos Girassóis, apareceu quase já com as malas feitas para Barcelos. Desde a concepção e feitura até à entrega final, tudo foi sendo arquitectado quase em cima do joelho. O objectivo era introduzir no habitual convívio que, em regra se segue após o almoço, um factor mais, de animação. Ao mesmo tempo para aproveitar falar do irmão sol que muitos ainda ignoravam (e ignoram!). Não por causa da deslumbrada equipa e sim para que, durante um ano em que ficamos sem nos contactarmos, ficássemos a saber que , desde há uma ano, exactamente, que o desafio fora lançado e estava em concretização. Ou seja, utilizar a net ao serviço do nosso permanente convívio.

Cedo me apercebi que dada a vastidão dos sítios e dos desafios para que a Quinta nos desafiava, que tal sessão deveria ser feita logo ali durante o almoço, a partir da sobremesa. Ir tomar o café lá abaixo era cortar a dinâmica e a maior parte do pessoal daria ao “slide” até porque havia esse desafio do futebol!

Tudo estava a correr bem, acordámos não haver condições para passar um trabalho de Frei Morgado sobre Assis ( algo que nós próprios aqui estimulámos como surpresa a apresentar ) e lá demos início a uma tentativa de Casino Estoril à nossa franciscana maneira!!! Só mais tarde me apercebi de que as condições de audibilidade não seriam as melhores mas pareceu-me que a coisa estva a correr bem, conversa aqui, conversa acolá, com alguns dos protagonistas, entrada musical de Artur Beleza, em beleza, a que faltou o RÉ MAIOR por má programação da minha parte, confesso, conjugada com uma debandada geral para o salão onde teria lugar o café!

E é aqui que sinto alguma insatisfação já que o modelo que continuo a defender passa por cada um que quiser usar da palavra deve fazê-lo, para partilhar o que quiser, nem que seja só para se identificar, caso seja a primeira vez que aparece. Não. As coisas ficaram por ali e os poucos que restaram foram lá para baixo e nada mais foi dito.

Este tipo de encontros precisa de um diálogo, de um fio condutor,tal como Pojeira e Cesar fizeram, sim, mas, se possível, mais partilhado. Foi o que tentei fazer mas, em consequência de entusiasmos vários, deixei que as coisas ficassem a meio. Penitencio-me, por isso, sem qualquer ressentimento ou sentimento de culpa. Não percebi na ocasião os riscos da desmobilização e pronto.

É aqui que entra o “senhor do micro”, na linha do que disse a nossa irmã Rosa Lobo ( esperamos que as mulheres aqui entrem, finalmente, com mais assiduidade!!!!). Ou seja, o micro ( liderei com muito orgulho com mais algumas pessoas a luta das rádios livres em Portugal ), as novas tecnologias, são, para mim, mais do que objectos de fácil deslumbramento, meios de enriquecimento comunicacional na linha do pessoano comunicar é preciso.

Admito que algum entusiasmo possa ter sido excessivo da minha parte. Mas acho preferível pecar por excesso do que por defeito e, no caso, o defeito era irmos para casa de mãos a abanar, sem nos ouvirmos, sem nada para partilhar.

Pelo menos ouvimos o nosso Provincial, os laureados, e tantos outros. Sim, eu também queria mais.

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Caríssimo Agostinho Vaz, de joelhos, a teus pés, estou disposto a cumprir a penitência que Frei Lopes Morgado me quiser atribuir pelo facto de o teu/nosso RÉ MAIOR não ter actuado logo a seguir a Artur Beleza ( o que daria uma perfeita combinação de estilos clássico/popular!!!)!

 

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Por que não fazerem-me subir e descer, de joelhos, os fresquinhos relvados da Quinta d’Alvarenga…. para o próximo ano?! João Teixeira, esta é para ti!!!

antónio colaço

ANDA UMA VOZ EM S.BENTO….

A meio da campanha, longe do frenesi eleitoral, na antiga Capela de S.Bento, uma voz, enquanto não chegam as vozes de eleição.

antónio colaço

BARCELOS.5 SETEMBRO.MAIS REPORTAGEM FOTOGRÁFICA….

…enviada por Frei Lopes Morgado, João Casais, nós próprios, irá sendo divulgada à medida que os outros afazeres ( sim, também temos outros afazeres!) possibilitem. Aqui ficam mais algumas, hoje.

Obrigado, Frei Morgado ( e assim ficas perdoado, quer dizer, mais  descansado!!!) por possibilitares este exercicio:

Frei Bernardino e seu noviço, hoje:

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E ontem, quer dizer, há, precisamente, 40 anos!

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E ainda da objectiva de Frei Lopes Morgado:

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A palavra, perdão, as imagens recolhidas pelo João Casais:

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Rui, não penses que nos escapas mais o teu acordeão para a próxima!!!

 

antónio colaço

MARCO DO CORREIO .6

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Foto: J.Casais

Colaço, viva!

Acho que, depois do ENCONTRO de Sábado passado, pelo que ouvi o mais frequentado de sempre, o IRMÃO  SOL não precisa de mais provas da sua existência nem da sua capacidade de mobilização.

Claro, as máquinas precisam sempre de um maquinista ou de um técnico – e, neste caso, tu foste o mobilizador da iniciativa em boa hora apoiada pelo João Alvarenga e o João Teixeira, a quem mais uma vez agradeço.

 

Enviei-te as fotos que considerei mais sofríveis esteticamente e podes editá-las quando quiseres. Por enquanto não posso enviar-te mais nada. Estou de saída para a Madeira (amanhã), aonde vou participar na XXII SEMANA BÍBLICA e donde só voltareia 22; mas, no regresso, já cá tenho a BÍBLICA do Natal á minha espera para editar e paginar.

 Tenho olhado para o IRMÃO SOL 2009 que me atribuíste e  entregaste no convívio a seguir ao almoço e sinto-me envergonhado.

Envergonhado pelo modo como NÃO te agradeci a atenção e pela oportunidade que NÃO aproveitei exactamente para sublinhar as capacidades deste espaço virtual para congregar e reUNIR tanta gente que não teve outro meio de contacto.

Mas, sobretudo, pelo modo sem graça como pretendi moderar o teu entusiasmo e espontaneidade ao microfone. Vi, depois, que poderia ter estragado a festa se não fosse o teu traquejo nesses meios em directo.

Desculpa, mano. De facto, eu não “estava” LÁ, naquele momento, pelas razões que te expliquei antes e depois. Mas devia, também, este pedido público de desculpas aos que estavam presentes.

Tive que vir embora mais cedo, porque estava condicionado pelo programa de quem me deu boleia. E não cheguei a despedir-me como deveria. Mas continuo por AQUI e vou tentar manter os contactos.

Até um dia destes, talvez a partir da Madeira.

Abraço amigo do

frei Morgado

MARCO DO CORREIO . 5

050920091446

1ª CARTA

My dear friend Colaço.

Já li, reli e vi os vídeos. És um bom animador. Continua, que estás no caminho certo.Foi o mais animado encontro a que assisti. Já conheci e convivi com muitos mais AAC, do que nos anteriores encontros. A Quinta Alvarenga é um Paraíso Terreal…Obrigado.

Depois voltarei com algumas sugestões. Penso que o factor tempo, deveria ser repensado.

Um abração, e até breve.

J. Casais

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 2ª CARTA

Olá amigo Colaço.
Desculpa o meu silêncio, mas ainda não consegui recuperar de casamentos e encontros.
Talvez à falta de melhor este material te ajude a manter a chama viva.
Um abração.

João Casais

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Olá Colaço

O Encontro de Barcelos foi espectacular, foi sem dúvida o de maior participação e decorreu muito bem. Este foi o sentimento geral dos que lá estiveram e com quem tive a alegria e o prazer de conversar e ouvir as suas opiniões.

 Desde o convívio inicial, passando pela Eucaristia, saboreando o almoço numa quinta que é um pequeno paraíso, e revivendo o passado fazendo projectos e sonhando com o futuro junto dos nossos amigos, tudo foi muito bom.

Quero-te agradecer em nome da comissão dos Antigos Alunos dos Capuchinhos, a tua teimosia e o empenho que tiveste através do IrmaoSol, para que o encontro se realizasse, e pedir desculpa por alguma coisa menos correcta ao longo destes meses de preparação e que não tenha sido do teu agrado. O meu e o nosso muito obrigado.

Um abração

António Joaquim

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Foto:J.Casais

Amigo Colaço:
Antes de mais, deixa dizer-te que foi bom conhecer-te, pessoalmente. A ti e aos outros que pude conhecer e reconhecer. E fica a saber que valeu a pena ir, finalmente, sobretudo, como sabes, por ter sido uma decisão fortemente influenciada pelo nosso convívio virtual ao longo de vários meses, depois que conheci este blog de encontro.
Estas linhas não são relacionadas com o apelo que fizestes, do envio de textos, mas sim com a intenção que eu já tinha, apenas não tendo sido possível antes por afazeres vários.
Quanto ao nosso encontro, dos antigos alunos, gostei mesmo, tendo revisto alguns antigos companheiros que já não via há décadas. A propósito, julgo que, entre alguns acertos naturais que deverão ser tomados em conta para futuro, faltou uma apresentação pública de todos os presentes. Unicamente para todos saberem quem estava ali, pois, falando por mim, só quase a meio da tarde, em conversa com outros, soube que alguns dos meus conhecidos também aí se encontravam e não cheguei a reconhecer meio mundo –  já que não via esses amigos há coisa de quarenta anos, tendo-os conhecido jovenzinhos, enquanto agora me  apreceram obviamente com  fisionomia dos anos vividos.

Assim, numa próxima oportunidade, no próximo ano por exemplo, deveria ser feito algo do género, bastando dizer-se (pelo apresentador, p. ex.) o nome e ano de entrada de cada um, sem gastar muito tempo nem obrigar a exposição desnecessária, para tal se concretizar e toda a gente se ver e reconhecer. Já que só o cartão (crachat) ao peito não resolve isso e o tempo acabou por se passar (tendo eu ido embora mais cedo por o meu sobrinhito, filho de meu irmão, estar já impaciente), dizia, sem ficar completamente preenchido o desejo de reencontro total.
Outros aspectos haverá a rever, nomeadamente uma fotografia de conjunto, para recordação, mas no mais julgo que tudo esteve bem. Estando, assim de parabéns a organização.
Um abraço do
Armando Pinto

 

NR. Sublinhados da redacção.

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BONS AMIGOS:
 
Paz e Bem!
 
Diz o nosso povo que «recordar é viver!»
É por isso que eu recordo com saudade o ENCONTRO do passado dia 5 de Setembro em Barcelos.
Gostei tanto de ver velhos amigos que há tanto tempo não via!
Que bom, poder abraçar-te amigo Colaço. Como recordo os nossos tempos de estudantes no Porto!
Que bom voltar a ver o Manuel do Adro! O Arménio! A malta de Serafão!
Que bom poder estar de novo com o meu velho amigo JOÃO PAZ, amigo de tantas horas distantes …e presentes!
Que bom ver os amigos BENFIQUISTAS  de outros tempos!
Gostei do encontro. Foi bela a EUCARISTIA.
Foi maravilhoso o Convívio!
Para todos, deixo o MEU ABRAÇO.
E apetece-me dizer como o autor do Princepezinho: «O Essencial é invisível para os olhos!»
Por isso não tenho mais palavras.
Para todos um GRANDE ABRAÇO e para os organizadores os meus PARABÉNS!
 
Frei Luís Gonçalves

MARCO DO CORREIO . 1

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Damos início à publicação do conjunto das mensagens recebidas. Nenhum comentário, a não ser para esta primeira carta de alguém a quem nós ( sim “o sr. sempre de micro na mão“) desafiámos para que nos escrevesse, participasse. Como vê, Rosa Maria, já cá está.

Esperamos que se sinta bem. E mais não dizemos para já. Os nossos amigos que leiam, partilhem opiniões, em suma, sigam o seu exemplo! Ah! Obrigado por este tão franciscano irmão lobo!E não é que ele se mexe mesmo?! ac

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As minhas saudações!

 Em primeiro lugar não sei precisamente com quem estou a falar; no entanto, como o meu marido não domina o computador e eu vou arranhando, vou-me identificar como sendo Rosa Maria S Lobo Ribeiro, esposa do vosso companheiro José Lobo Ribeiro.

Estou a contactar-vos depois do convívio numa zona espectacular com uma forte animação por parte de alguns  convivas  e que o Sr.  que sempre de micro na mão falando entusiasticamente, depois de breves palavras com ele, me convidou a participar na vossa revista.Pois aqui estou eu com a minha modéstia tentando dar alguma colaboração que espero agradar.E começo com um poema dedicado ao sol do meu 3º livro de poesia.

  O SOL

 Haverá beleza maior

 Que o cintilar incandescente

Da estrela que a todos ilumina

E dá vida permanente?

 Doce e quente luz,

  Farol majestoso e imponente,

 Despertar dos poetas e artistas,

 É a mensagem divina presente.

Na natureza é rei que reina

Com seus raios reluzentes.

É querido pelos Homens e pelas flores,

 É esperança dos dias quentes.

 Em cada dia é promessa

 Duma vida para o Além.

  O sol, em todo o seu esplendor,

 Sorriso maior o Mundo não tem.

 Rosa Maria

PS.

Se alguém estiver interessado em adquirir o livro, está à venda em Lisboa na Livraria Barata, em Gaia na Fnac do Gaiashopping, no Porto  na livraria Porto Editora Lda , livraria Latina Editora Lda e em Matosinhos no Marshopping Fnac.,e chama-se A MAGIA DO SENTIR (não é caro…)

E para hoje mais um poema:

O AMOR É

O amor

É chama que arde

E que se sente.

É o despoletar da vida,

Que nos anima

A ir em frente.

É a saudade

De quem está junto

E tantas vezes ausente.

É uma flor

De cor radiosa,

 Com um perfume quente.

 É um doce sofrer

Que grava no coração

 Uma ferida permanente.

É um querer profundo

 Que adormece a razão

E anestesia a mente.

O amor

É Deus que vive

Na alma de cada crente.

 Rosa Maria

Com os melhores cumprimentos e saudações fraternas

DEFENDER AS NOSSAS CRIAS

Achei oportuno convocar para aqui este texto, ia a dizer da Casa Mãe…, para percebermos de que é que isto se pode também alimentar. De facto, cada vez mais, o irmão sol é nosso e … dos nossos !Portanto, façam favor de trazer histórias das vossas crias. Gosto deste lado animal, crias, assim como as crias do terno irmão lobo de Assis. Quer dizer, se calhar é chover no molhado, tantos são os apelos!Adiante.ac

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Estas são imagens colhidas no passado Domingo, em Abrantes, e mostram o Novo Arquivo Municipal “Eduardo Campos“, que será inaugurado no próximo Sábado,19 de Setembro, pelas 10.30.

O projecto da obra é da autoria do Arquitecto João Colaço*.

Nova imagem

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Este é o Convite endereçado pela Câmara Municipal de Abrantes e no qual é omitido o nome do autor da obra.

Sendo que um Arquivo serve, entre outras coisas, para guardar, como memórias vivas, quem foi quem e o que fez, no Concelho, será que a Câmara Municipal, o seu Presidente, já não tem memória de quem foi o autor?

Ficamos a aguardar pelo Convite para a inauguração do polémico MIA, o chamado Pedregulho de Abrantes, vulgo Museu Ibérico.

O quê, não sabem quem é o autor?! Pronto, somos humildes, batem-nos mas damos a outra face, Carrilho, Carrilho da Graça!

Ironias à parte, não fica bem a uma câmara, ainda por cima socialista, para quem a valorização das pessoas está acima de tudo, passar ao lado de quem suou estopinhas para dar corpo a uma ideia que, ao princípio, parecia não querer ultrapassar a feitura de um moderno armazém de velharias documentais e nada mais. Sei do que falo.

É tempo de as câmaras municipais começarem a dar nome aos autores das suas obras, sejam eles os humildes arquitectos dos seus gabinetes ou os badalados arquitectos pagos a peso de ouro mas de quem, a reboque da sua mediática áurea , os senhores autarcas lá vão embarcando alguns dos seus desmedidos deslumbramentos.

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*Declaração de interesses – O Arquitecto João Colaço é meu filho e com o qual tenho grandes discussões sobre alguns dos caminhos e opções da moderna arquitectura. Era o que faltava não defender as minhas crias quando passo o tempo a defender as crias de todos os meus queridos amigos.Parabéns, grande João, e desculpa nem sempre ter-te dado toda a atenção para os mil e um esquiços com que perpetuaste a memória do “tio Eduardo Campos”!!!Parabéns, Eduardo Campos – tu que já estás nessa Eternidade inarquivável – apesar das polémicas, das distâncias do Arquivo em relação ao centro da cidade, ele ali está para nos encurtar distâncias com as memórias dos nossos antepassados. Como tu tão bem soubeste comprovar!

IRMÃ ÁGUA DE SETEMBRO

O irmão sol.TV está na fase de emissões experimentais e perante o silêncio reinante ( sim, já pedimos que nos enviem os vosso filmes de Barcelos, já pedimos que nos escrevam, já pedimos que testemunhem sobre como decorreu ou/e como deveria ter decorrido o Encontro, já pedimos envio de fotos, já, já,já….) mas como não somos de virar a cara aos desafios – sim, Irmão Silêncio, queremos ser dignos de ti, da Irmã Serenidade que em ti habita e nos faz acalmar a nevrite aguda perante as tantas contrariedades que nos envias para nos testar a solidez da Paz e do Bem que dizemos praticar, a começar na nossa casa, entre estes nossos queridos irmãos – aqui estamos com este pequeno filme experimental, ontem, à tarde, no final de uma vindima caseira e perante uma pequena carga da Irmã Água de Outono, algures, no Centro de Portugal.

Partilhamos.

ac

NOTA DA REDACÇÃO

Acabámos de receber alguns textos. Na maior parte deles carregam a bondade de reconhecer o êxito do 5 de Setembro. Vamos pedir à Irmã Coragem que nos ajude a publicá-los e que em nosso rosto as ruborizadas faces  jamais possam esconder  as tantas e involuntárias lacunas e sim revelar a firme vontade de as superar.ac

WEBANGELHOS DE ANSELMO BORGES E BENTO DOMINGUES

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Frei Bento Domingues, In Público 13 Setembro 2009

Conversas interrompidas

 

 

 

Por Frei Bento Domingues O.P.

Quando se chega à minha idade, a morte está sempre a interromper conversas ou a impedir outras que andavam adiadas

1. Quando se chega à minha idade, a morte está sempre a interromper conversas ou a impedir outras que andavam adiadas. Almocei com Raúl Solnado no dia anterior à sua entrada no hospital com a promessa de continuarmos os nossos encontros. Em Junho, durante um lanche em sua casa, foi a uma estante, retirou um livro de colaboração – não me lembro do título – e apontou-me um pequeno texto assinado por ele. Estava, ali, o essencial de tudo. Pedi-lhe para o fotocopiar e dar a conhecer. Disseram-me que foi colocado em cima do caixão e teria sido lido, por alguém da RTP, durante o percurso para o cemitério. Não posso deixar de o reproduzir na primeira crónica depois das férias:

“Numa das vezes que fui à Expo, em Lisboa, descobri, estranhamente, uma pequena sala completamente despojada, apenas com meia dúzia de bancos corridos. Nada mais tinha. Não existia ali qualquer sinal religioso e por essa razão pensei que aquele espaço se tratava de um templo grandioso.

“Quase como um espanto, senti uma sensação que nunca sentira antes e, de repente, uma vontade de rezar não sei a quem ou a quê. Sentei-me num daqueles bancos, fechei os olhos, apertei as mãos, entrelacei os dedos e comecei a sentir uma emoção rara, um silêncio absoluto. Tudo o que pensava só poderia ser trazido por um Deus que ali deveria viver e que me envolvia no meu corpo amolecido. O meu pensamento aquietou-se naquele pasmo deslumbrante, naquela serenidade, naquela paz.

“Quando os meus olhos se abriram, aquele Deus tinha desaparecido em qualquer canto que só Ele conhece, um canto que nunca ninguém conheceu e quando saí daquela porta, corri para a beira do rio para dar um grito de gratidão à minha alma, e sorri para o Universo.

“Aquela vírgula de tempo foi o mais belo minuto de silêncio que iluminou a minha vida e fez com que eu me reencontrasse. Resta-me a esperança de que, num tempo que seja breve, me volte a acontecer. Que esse meu Deus assim queira.” (Raúl Solnado, Um Vazio no Tempo, 2007).

2. Há muitos anos que não consigo separar-me da obra Os Degraus do Parnaso, de M. S. Lourenço. É, para mim, uma fonte inesgotável. Na sua harmonia literária e filosófica – fruto de uma “fecundação cruzada” – cumpre, de forma admirável, a tarefa de nos levar, pela sua perfeição, até à fronteira do inexprimível e à incapacidade de nos rendermos à crescente “indústria da cultura” e às suas inundações de lixo.

Nesses textos não há, apenas, uma fecundação cruzada de criação literária e de presença filosófica actuante. A ligação entre religião e literatura é omnipresente: sustenta que “o artista verdadeiro é aquele que alcançou o conhecimento verdadeiro, o qual consiste na percepção da realidade sensível e na intuição da realidade inexprimível. A aura que rodeia o artista verdadeiro é um efeito do Sopro divino”.

Depois de marcar a diferença entre o processo científico e o literário na procura da verdade e de concluir pelo valor cognitivo da experiência simbólica da obra de arte, enfrenta a questão das fronteiras entre a literatura e a religião: “Tenho defendido a ideia de que o culto religioso não existe incondicionalmente e que a expressão da experiência religiosa é condicionada pela formulação literária que a descreve, uma vez que esta é o veículo da asserção religiosa. O passo de S. João segundo o qual o princípio é o Logos é assim interpretável como exprimindo a ideia segundo a qual o Logos, a fórmula, é a linguagem universal e, portanto também, a da religião e do seu culto. Assim, o problema da verdade da religião reconduz-se ao problema da verdade das fórmulas da literatura subjacente. Uma doutrina religiosa é apenas tão verdadeira quanto o for a fórmula literária que a transmite.”

A última vez que falei com M. Lourenço ao telefone, não lhe exprimi, apenas, a minha admiração pela sua “cultura da subtileza”, mas também o desejo de a ver contrariar, de forma activa, a mediocridade da nossa cultura católica. Era uma conversa adiada para quando me mandasse a obra completa, em processo de publicação na Assírio & Alvim. Agora, espero que o Sopro divino que o habitava não me abandone até ao novo encontro porque, como escreveu, a “ressurreição é uma ideia justa”.

3. Em 1960, foi eleito o primeiro Presidente católico dos EUA, John Kennedy. Tomou posse em 1961. Foi assassinado em 1963. Era o mais velho de nove irmãos. As grandes causas, as tragédias e os escândalos desta espantosa família católica encheram as bocas do mundo. Morreu, em Agosto, o mais novo, Edward Kennedy.

Alguns sectores da Igreja – dadas as suas posições controversas – procuraram impedir a celebração católica do seu funeral. O cardeal Sean O’Malley justificou-a, lendo uma carta de E. Kennedy ao Papa: “(…) Trabalhei para receber os imigrantes, combater a discriminação e ampliar o acesso aos cuidados médicos e à educação. Procurei sempre ser um católico fiel, Santidade, e, embora as minhas debilidades me tenham feito falhar, nunca deixei de crer e respeitar os ensinamentos fundamentais da minha fé.”

Esta carta, à boca da morte, de um político livre no seio da Igreja, é uma conversa para continuar.

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Pe.Anselmo Borges, In Diário de Notícias

PORTUGUÊS E MATEMÁTICA

 

 

 

 

Se a compreensão do Português for frágil, não há razão para espanto no desastre a Matemática

 

A palavra escola vem do grego scholê, que significa ócio. Não se trata, porém, do ócio da preguiça, mas do tempo livre para o exercício da liberdade do cidadão enquanto homem livre, tendo, portanto, a escola de ser o lugar e a instituição da formação para o ser Homem pleno e íntegro.

Há aquele preceito paradoxal de Píndaro: “Homem, torna-te no que és”. Então, o Homem já é e tem de tornar-se no que é? Realmente, quando se compara o Homem e os outros animais, constata-se que os outros já vêm ao mundo feitos enquanto o Homem nasce prematuro, por fazer e tendo de fazer-se: devido ao que os biólogos chamam a neotenia, já nasce Homem, mas tem de fazer-se plenamente humano. E aí está a razão da educação enquanto o trabalho mais humano e humanizador, de tal modo que Fernando Savater pode justamente considerar os professores como “a corporação mais necessária, mais esforçada e generosa, mais civilizadora de quantos trabalham para satisfazer as exigências de um Estado democrático”. Porque o que é próprio do Homem não é tanto aprender como “aprender de outros homens, ser ensinado por eles”.

Savater também escreve, com razão, que “a principal disciplina que os homens ensinam uns aos outros é em que consiste ser Homem”. Por isso, o horizonte da escola tem de ser o Homem na sua humanidade plena, o humanismo integral. Não se justifica aquela abusada separação entre ciências e humanidades. Aliás, na base dessa separação está um equívoco: a denominação de “humanidades” é de origem renascentista, não por oposição às ciências – essa separação entre ciências da natureza, com base na explicação, e ciências do espírito, com base na compreensão, acentuou-se no século XIX -, mas aos estudos bíblico-teológicos. De facto, das humanidades faziam parte tanto o Banquete, de Platão, como os Elementos de Geometria, de Euclides.

Compreende-se, pois, que da educação faça parte tanto o Português como a Matemática. Mas, se a linguagem é estruturante de mundo e o saber fundamental, torna-se claro que, se a compreensão do Português for frágil, não há razão para espanto no desastre em Matemática.

Fica aí uma súmula de erros em Português em escritos académicos recentes de estudantes universitários.

Erro constante é o de colocar o verbo haver no plural, quando deveria ser colocado no singular. Note-se, porém, que este erro é frequente mesmo em professores dos diversos graus de ensino, ministros, gestores, advogados… Exemplos: “haviam muitas possibilidades”, “poderiam haver outros partidos”. Neste caso, será preciso perguntar qual é o sujeito.

Uma boa pontuação é rara e uma bênção, pois dificilmente se sabe colocar uma vírgula no lugar certo. Mas não é raro colocá-la imediatamente a seguir ao sujeito da frase. Será então preciso perguntar: qual é a lógica que preside à coisa?

Agora, casos concretos: “o homem dasse a conhecer”; “vou reflectir à cerca de outro tema”; “deve-se dizer não há violência”; “se ele mandá-se, como seria?”; “há-dem ver” – aqui, observo que já ouvi esta a um ministro; “o nosso tempo trás de volta o mito”; “isto nada tem haver com o que foi dito”; “à muito tempo que é assim”; “tratam-se de questões complexas” – é muito frequente ouvir este erro na televisão, na rádio e em conferências; “vamos, quando quiser-mos”; “é assim; senão vejamos” – outro erro comum.

Por onde começar na reforma do ensino?

Tive a sorte de ter tido excelentes professores, mas talvez aquele ao qual mais devo seja o da escola primária, como então se dizia – saíamos de lá a dividir correctamente as orações, a distinguir entre um “que” relativo e um “que” integrante, um “se” condicional e um “se” infinitivo, e a redigir sem erros mortais. Ele não tinha passado pela Universidade, mas era dedicado e punha-nos a fazer essas coisas – redacções ou composições literárias, ditados, cópias… – com naturalidade e exigência, corrigindo diariamente o que era para corrigir. Cumpria como professor o que diz o étimo, que é profiteor: declarar abertamente, confessar publicamente, proclamar, obrigar-se a, dar a conhecer, entregar uma mensagem, ensinar.

ESTE GIRASSOL PODE SER TEU (onde também se comenta o silêncio reinante…)

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Este é o “girassol de ouro-2009” que falta atribuir, do conjunto dos 8 com que assinalamos os 800 anos de Francisco de Assis.

Até ao final de Setembro, o melhor texto sobre qual o melhor contributo que o irmão sol pode dar para nos tornar os dias mais habitados, mais Iluminados, um texto que pode variar entre os 80 e os 800 caracteres, e no qual, mais do que as palmadinhas nas costas, queremos saber aquilo de que mais gostas e aqui não vês abordado.

Temos muitos assuntos em carteira ( nomeadamente, quem foram e porque é que ganharam os girassóis de ouro 2009), mas, com excepção de três colaborações que, por pudor ainda não publicámos, não queríamos, de qualquer maneira, quebrar o silêncio desta pasmaceira (Luís Gonçalves repegaste-me o rimanço!!!).

O irmão sol completará o seu primeiro aniversário?

O irmão sol é para todos, e cada um, um adversário?

O irmão sol está a mais nas vossas vidas?

Duvidas?

ac

RIGOROSO EXCLUSIVO: “IRMÃO SOL MOVIES” APRESENTA

Pedimos aos nossos amigos que parem de consumir mais pipocas já que a qualidade das imagens e do som exige toda a atenção!

É altura para pedir a quem tenha melhores imagens – fotografia e vídeo – pois que as disponibilize para o nosso mail! O quê, ainda está alguém na sal que não sabe o que é o nosso mail? Que não sabe o que é o irmão sol?! Mas… então como chegaram aqui?!

João Alvarenga e João Teixeira, peçam ao incansável Filipe Guedes que explique aos nosso amigos como chegar até aqui!!!!

Em relação ao próximo e último filme, pedimos as máximas desculpas aos nosso amigos do Ré Maior! Ficámos sem bateria! Inadmissível! Se alguém possui mais filmes, faxfavor!

ÚLTIMA SESSÃO DO CINE IRMÃO SOL!ANTE-ESTREIA A TODO O MOMENTO!!!LOTAÇÃO QUASE ESGOTADA!ISTO É UM GRANDE TÍTULO PARA UM GRANDE FILME!!!

Aguardamos a todo o momento ligação directa ao nosso Drive In  instalado numa das mais panorâmicas colinas da Quinta d’Alvarenga.

Ainda temos bilhetes para exibição dos seguintes filmes:

Almoço na Quinta d’ Alvarenga

Artur Beleza, em directo e rigoroso exclusivo, vindo directamente de Granada!

Ré Maior Franciscano em verdadeira descamisada minhota!

Até lá, fiquem com um pequeno “documentário”! Não permitimos consumo de  pastilha elástica, para não estragar a fabulosa relva, mas temos ao vosso dispor as saborosas e estaladiças pipocas TAL & TAL dos nossos pedagógicos  milheirais (digam lá TAL- Teixeira & Alvarenga, ainda não se tinha lembrado desta, hein?! Vai de borla como forma de agradecer o vosso infinito empenho!!!)!!

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Ei!Ei, vamos lá a a regressar à realidade!!!!A propósito, quando é que vamos saber a verdadeira história dos ” Os Noviços Salteadores do Pavilhão Proibido“?!

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SENHOR, COMO FOI BOM ESTARMOS AQUI!

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Faz de conta que ainda não escreveste o que vamos ler a seguir, primeiras reacções a chegarem à redacção, e que ainda  – sim, caríssimo Agostinho Vaz, como advinhaste que era por ti, pela tua generosidade, pela tua alegria, que queria começar ( hoje vou falar na primeira pessoa!) –  faz de conta, dizia, que todos os que estivemos, perdão, todos os que estamos no grande salão Eros e Psique e que acabámos de ouvir, placidamente, o nosso Artur Beleza e que, em seguida, aquele castiço que andava lá com o micro na mão, anunciava o último girassol e, em seguida, prevendo a desmobilização que iria acontecer, com a descida para a outra sala para tomar o café, e chamava os Ré Maior para fecharem com chave de ouro o nosso almoço?!

Sim, meu caro Agostinho, não me sai da cabeça que tenhamos permitido que o pessoal “debandasse” sem que o dito castiço, que lá andou com o micro na mão, não tivesse anunciado a vossa actuação, ali e, em seguida, permitisse que outros dissessem o que lhes ia na alma. ( Parece que estávamos todos com muita pressa para ir ver os empatas de Portugal na TV! ) Oh! balha-me Deus! Não habia nexexidade! É uma reflexão que fica por fazer! Afinal, este encontro que era para não se realizar, converteu-se, segundo o António Joaquim ( já falo contigo, também, grande e silencioso obreiro!!!) no maior Encontro até hoje realizado, sim, mas deixámos incompleto esse lado do tu-cá-tu-lá do que é que cada um faz ou quer vir a fazer,  tão importante para matarmos as saudades e consolidarmos as tantas solidariedades, ali, cara-a-cara com todos.

Sinto-me penalizado, embora já esteja preparado para outra e confesso perante todos que a festa terminou com um “soube-me a pouco” no que a este aspecto diz respeito, não obstante termos dado a voz a muitos de nós! É sempre um risco. Já em Barcelos, o risco foi o de visitarmos espaços que nos foram tão queridos mas …. a fugir. A disponibilidade das nossas companheiras, o convocá-las para as tarefas em que serão timoneiras, é um outro aspecto que temos de melhorar

De qualquer forma não vamos ficar a carpir lágrimas e penso mesmo que, independentemente das condições de audibilidade da sala (algo de que pessoalmente não me apercebi) houve espaço para as mil e uma conversas de cada um entre si eos seus pares – que já tinham começado em Barcelos e se prolongaram nas formalidades da recepção, não é crítica, é descobrirmos como poderíamos ter aproveitado melhor o tempo – e ali, na fabulosa sala, ter tido um fio condutor previamente melhor acertado mas qu,  apesar de tudo, foi tentado nas conversas prévias tidas quer com Frei Martins, Frei Morgado, João Alvarenga, João Teixeira, Luis Nunes e António Joaquim. Está feito e nada adianta chorar sobre o leite derramado. Devo assumir, por inteiro, esse lado falhado. A boa vontade e a boa fé não chegam. Uma nova oportunidade mas, sobretudo, novos protagonistas.

Pronto, voltaremos para uma reflexão mais serena, mais tarde, ficando disponíveis para ouvir todas as críticas – batam, não se encolham! – mas, agora, mesmo antes de referir quem ganhou os girassóis de ouro e como será a atribuição do 8º girassol de ouro que falta, a ser encontrado entre todos os nossos leitores!!!, antes de vos anunciar a estreia do CINE IRMÃO SOL…. vamos já em directo para as fabulosas colinas da Quinta d’ Alvarenga ( ah! João Alvarenga e João Teixeira, só a vossa encantadora e solidária disponibilidade consegue atenuar esta pequenita “moínha” que sinto por ter incomodado alguns irmãos com os meus excessos palavrosos, muito obrigado uma vez mais!) ouvir o Ré Maior sob a batuta do Agostinho Vaz, José Melo, Carlos Rito, o Nuno (?ajudem-nos a acertar nos nomes!!!), do Zacarias e de todos quantos permaneceram!Deixámos fugir o Rui Chamusco que, finalmente apareceu!!!

Vamos, assim, começar pelo fim! Os últimos serão os primeiros!

Somos todos ouvidos para ti, caro Agostinho:

 

Bom dia a todos os que estão no batente!
 
Bem, o nosso Encontro foi algo de memorável!
Como diria o Chico Buarque: – “foi bonita a festa, pá, estou contente!!!
Um abraço franciscano a todos os meus confrades.
 
A. Henriques Vaz

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AÍ VAMOS NÓS!

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Um coro de alvoraçadas  e madrugadoras gaivotas parece querer juntar-se a nós, mais do que os galos da nossa aldeia!

É deste Porto ,quase ribeirinho, que nos fazemos ao caminho!

Para todos, votos de óptima viagem a caminho de Barcelos!

A pedido do António Joaquim, da direcção da Associação, enviámos este pequeno texto que integrará o habitual  desdobrável de acolhimento:

 

Cada vez Mais Contigo, Senhor!

 

Aqui estamos mais uma vez e, de cada vez, mais disponíveis para voltarmos outras vezes.

Porque continuas a chamar-nos, como a Francisco, para que reconstruamos a Tua igreja, para que nos reconstruamos, cada um de nós, como pedras vivas da Tua Igreja. Em cada ano que passa, um esquecimento aqui, um menor empenhamento ali, uma solidariedade esquecida acolá e, sem querermos, os alicerces do Amor que trazemos argamassados em Ti, estremecem, tantas as solicitações destes últimos tempos, que saudamos, como consequência do progresso de que nos fizeste  capazes, sim, mas de que, deslumbrados, não raro, facilmente, deixamos se nos imponham e nos isolem num desmesurado egoísmo.

 

Altíssimo, Omnipotente, bom Senhor, a TI o louvor, a  glória, a honra e toda a bênção!

 

Obrigado, por estarmos juntos, outra vez, sabendo que nunca entre nós há distância porque, em cada hora que passa, sentimos-Te entre nós, cada vez mais nosso, Deus connosco, de Lisboa ao Porto, do Pombal a Fafe, de Serafão a Cristelo, de mãos dadas com as alegrias e tristezas do Joaquim, do João, do Afonso, do António, de todos os que vieram e dos que não puderam vir, mas sabemos.

 

Obrigado, pela Irmã Coragem que nos deste e pela Iluminação que alcançámos e que nos fez ultrapassar todas as barreiras, desde a dúvida ao bem-bom dos nossos dias e, como entusiasmados peregrinos de uma outra Assis, fez-nos rumar até esta nossa saudosa Barcelos, qual Igreja de São Damião dos nossos dias e, onde, desejosos, estamos prontos, como Francisco, para ouvir-Te.

 

Senhor, fazei de nós um instrumento da vossa Paz, conseguindo, desde logo, contar com cada um dos nossos irmãos, nas boas e más horas da nossa vida e, bem assim, com aqueles que nos são mais próximos, no emprego, no lar ou na sociedade,  procuremos sempre menos “ser consolado do que consolar, ser compreendido do que compreender, ser amado do que amar. Porque é dando que se recebe. É perdoando que se é perdoado. É morrendo que se ressuscita para a Vida eterna!”

 

antónio colaço

Bom Encontro para todos! Para os que, de todo, não puderam ir, passem por aqui, tentaremos editar em directo o que for possível!

E O PORTO AQUI TÃO PERTO (II). A CAMINHO DE BARCELOS!É HOJE

040920091276 040920091271 040920091278 040920091289 040920091290 040920091297 040920091303 040920091308 040920091314 040920091328 040920091335 040920091341 040920091343 E cai a noite em Santa Catarina. No mesmo sítio onde começou o dia, o pedinte com um “pédemeia”, um outro em forma de estátua, o esplendor do Majestic, S.Bento do chegar e partir,a catedral dos livros na Livraria Lello,a Cedofeita do calçado de outrora, dizem-me,o Palácio Cristal dos inacessíveis mundiais de hóquei, o velho ISET-InstitutoSuperior de Teologia e os dois anos por lá passados, no Palácio D.Manuel,a agradável surpresa do Via Catarina e a fabulosa recriação de um Porto antigo para lugar de comer e conversar. Porto, tão Perto do meu Princípio. antónio colaço

A CAMINHO DE BARCELOS!!!O SANTO E A SENHA!!!

040920091265

Este será, provavelmente, o nosso último post! A caminho de Barcelos com as nossas “armas e bagagens”( o computador, que é um meio, simplesmente, e…. o poejo, a romã, e as cavacas de Mação)!!!

Mas, sobretudo, uma imeeeeeeeensa, uma inteeeeeensa vontade de conviver!

Obrigado a todos!Boa viagem para todos!

antónio colaço

AS COORDENADAS!FINALMEEEEEENTE!!!!

Piscina de Asclépio

Até parece que mergulhámos, não nas cálidas águas do Cávado, mas na piscina de …..Asclépio ( oh!João Alvarenga mas como no sentimos pequeninos perante tamanha erudição!!!Onde raio foram descobrir tanta gente!!!Isto, assim dito, resulta “boca” pouco cultural mas, depois de tanta canseira era só para recuperar da nossa tanta asneira técnico editorial!)

Quinta D'Alvarenga

Ena, tantos!!!Mas nós, pelos vistos, ainda somos mais!

Salão de Eros e Psique

E eis-nos em pleno “Salão de Eros e Psique”. Bom, aqui na redacção já não dizemos nada!Isto promete!

A propósito de mesa…..a redacção do irmão sol traz de Mação algumas cavacas e algum licor de poejo e romã!

Embora o João Teixeira tenha dito que não, retomamos a proposta: era interessante uma partilha gastronómica destas pequenas iguarias conventuais! Ninguém está a dizer para trazerem….Leitão da Bairrada, Chanfana da Mealhada, Rojões de Viana….

 

 Então, é assim, siga, não o cherne mas… os links!!! e veja as maravilhas que esta equipa fabulosa preparou para nós!!!!

 

13 Encontro Capuchinhos 05_09_2009

Colégio Didalvi a partir da A11

Colégio Didálvi e partir da Igreja de Stº António_BCL


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