COMUNHÃO INDESTRUTÍVEL

Copia de Nova imagem

 Caríssimo Tó Zé

Aquela tua cartinha, cheia de doçura e candura (que pena não sermos sempre crianças!), associada àqueles deliciosos bolinhos e à doce recordação do coração doce e terno de uma mãe, humedececeram-me os olhos e povoaram-me este dia de Todos os Santos da presença saudosa, tão distante e tão perto ao mesmo tempo, da tua e da minha  Santa Mãe e de todas as Santas Mães, porque todas as verdadeiras Mães, são Santas!
São estes docinhos que nos fazem, tantas vezes, falta na vida, meu caríssimo Tó Zé. Como estes docinhos, nenhuns!… e nada os substitui.

 Obrigado pela tua cartinha. Não sabes como me fez bem e me confortou desta saudade que nos mói, muito mais nos dias em que ela mais se aviva! Obrigado pelos Bolinhos da Meninha! Obrigado, Mãe!

 Agradeço a tua grande amizade e imaginaçao. Não deixes de nos enviar estes teus “docinhos”, autênticas preciosidades a alimentar e tornar muito mais saborosa uma comunhão indestrutível, que nos une  todos, porque sincera,fraterna,límpida,pura e profun-damen-te franciscana.

Neste dia de todos os Santos, um Santo abraço para ti e todos os teus.

 

João Teixeira 

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Jonhy, muito obrigado! Estou sem palavras, vamos é cantar o fado!

 (Nem o Luís Gonçalves diria melhor!!!)

antónio colaço               

WEBANGELHO DE ANSELMO

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Pe Anselmo Borges

In DN 31Outubro 2009

SERIA INJUSTO NÃO HAVER DEUS

As nossas sociedades científico-técnicas, comandadas pela razão instrumental, pelo progresso, o êxito e o consumo, hedonistas, nas quais a fé se obnubilou, são as primeiras da História a fazer da morte tabu. Este tabu, acompanhado da perda da fé no Além e da eternidade, é essencial para o entendimento do que se passa. Porque já não há eternidade, o tempo não faz texto, ficando reduzido a instantes que se devoram. Como pode então ainda haver valores e futuro num tempo que se dissolve na voragem de instantes?

De qualquer modo, estas nossas sociedades permitem a visita dos mortos dois dias por ano: 1 e 2 de Novembro. Os cemitérios enchem-se e, de forma mais ou menos explícita e funda, num silêncio ao mesmo tempo vazio e opaco, plúmbeo, há o confronto com a ultimidade, aí onde verdadeiramente se é Homem. Afinal, qual é o sentido da existência e de tudo? O que vale verdadeiramente? M. Heidegger chamou a atenção para isso: a diferença entre a existência autêntica e a existência inautêntica dá-se nesse confronto. Se tudo decorre na banalidade rasante e na gritaria oca, a explicação está aqui: no último tabu.

Para onde vão os mortos? Para o Silêncio. O mistério da morte é esse: dizemos que partiram, mas o que abala é não deixarem endereço. Na morte, a evidência é o cadáver. Mas quem se contenta com o cadáver? Por isso, a morte é o impensável que obriga a pensar e, enquanto formos mortais, havemos de perguntar por Deus.

Deus não é “objecto” de ciência, mas uma esperança, sobretudo quando se pensa nas vítimas inocentes. Como escreveu o agnóstico M. Horkheimer, um dos fundadores da Escola Crítica de Frankfurt, “se tivesse de descrever a razão por que Kant se manteve na fé em Deus, não saberia encontrar melhor referência do que aquele passo de Victor Hugo: uma anciã caminha pela rua. Ela cuidou dos filhos e colheu ingratidão; trabalhou e vive na miséria; amou e vive na solidão. E no entanto está longe de qualquer ódio e rancor, e ajuda onde pode… Alguém vê-a caminhar e diz: Ça doit avoir un lendemain!… Porque não foram capazes de pensar que a injustiça que atravessa a História seja definitiva, Voltaire e Kant postularam Deus – não para eles mesmos”.

A curto, a médio, a longo prazo, todos foram estando mortos. A curto, a médio, a longo prazo, todos iremos, todos irão estando mortos, e lá, no final, só há uma alternativa.

Claude Lévi-Strauss conclui assim o seu L’homme nu: “Ao homem incumbe viver e lutar, pensar e crer, sobretudo conservar a coragem, sem que nunca o abandone a certeza adversa de que outrora não estava presente e que não estará sempre presente sobre a Terra e que, com o seu desaparecimento inelutável da superfície de um planeta também ele votado à morte, os seus trabalhos, os seus sofrimentos, as suas alegrias, as suas esperanças e as suas obras se tornarão como se não tivessem existido, não havendo já nenhuma consciência para preservar ao menos a lembrança desses movimentos efémeros, excepto, através de alguns traços rapidamente apagados de um mundo de rosto impassível, a constatação anulada de que existiram, isto é, nada”.

A Bíblia, no último livro, Apocalipse, conclui assim: “Vi então um novo céu e uma nova terra. E vi descer do céu, de junto de Deus, a cidade santa, a nova Jerusalém. E ouvi uma voz potente que vinha do trono: ‘Esta é a morada de Deus entre os homens. Ele habitará com eles; eles serão o seu povo e o próprio Deus estará com eles e será o seu Deus. Ele enxugará todas as lágrimas dos seus olhos; e não haverá mais morte, nem luto, nem pranto, nem dor. Porque as primeiras coisas passaram.’”

No meio da perplexidade, fico com Kant: “A balança do entendimento não é completamente imparcial, e um braço da mesma com o dístico ‘esperança do futuro’ tem uma vantagem mecânica, que faz com que mesmo razões leves, que caem no seu respectivo prato, levantem o outro braço, que contém especulações em si de maior peso. Esta é a única incorrecção que eu não posso eliminar e que eu na realidade não quero abandonar.”

BOLINHOS, BOLINHOS….

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Querida Mãezinha, não sei se consegues perceber a nossa alegria, apesar de termos deixado os nossos lares há tão poucos dias, aqui estamos a reclamar que não nos faltes, tu e as Mães dos meus queridos colegas de aventura, com os “Bolinhos, bolinhos, à porta dos seus santinhos!!!” que faziam a delícia das nossas gulosas gargantas por estes dias!

Lembras-te das bolsinhas em retalhinhos coloridos que com tanta paciência para nós costuravas? Se quiseres podes mandar no cabaz pela carreira dos Claras que aqui no seminário depois vão lá buscar. Vê se mandas daquelas broas de milho,das maiores, lembras-te, com intenso sabor a erva doce, para além daquelas mais pequeninas, com sabor a nozes e mel… Mas olha, manda em quantidade para repartir com os meus novos amigos. Eles estão neste momento, tal como eu, na solidão das suas carteiras, um bocadinho às escondidas, a escrever o mesmo postal que eu…espera, tenho de parar, vou disfarçar e esconder o postal entre as páginas da Selecta Latina.

Vem aí o padre perfeito que está sempre de olho em nós. Eu estou aqui mesmo ao pé de um santo em madeira, acho que se chama S.Tomás de Aquino, se queres que te diga ainda não sei bem quem ele é, mas, se a santa protecção dele pode ser uma vantagem a verdade é que tenho de olhar sempre para trás para ver se o padre já entrou na sala o que, como deves clacular, exige uma capacidade de manobra mais rápida que a dos meus colegas que estão lá mais para o fundo.Pronto, o padre Emílio já se foi, dizem que bate muito com uma vergasta, acho que não me vou safar até porque a Matemática, de que ele é professor, não é muito do meu agrado, como sabes! Que S.Tomás me ajude e desvie a vergastinha das minhas queridas orelhas.

Pronto, não posso demorar mais até porque daqui a bocado vamos todos para o recreio e, imagina tu, enquanto os outros meninos vão jogar a bola, descobri ali numa sala um velho órgão mas que está meio estragado e custa um pouco a pôr-se de pé!!!É engraçado acho que vou ser capaz de o pôr a tocar. Claro que eu não sei como é que aquilo se toca mas deve ser melhor do que aquelas imitações que fazia aí com os dedos na nossa mesa que o Pai carpinteirou no Verão passado, enquanto comia e que tanto te irritavam, ” pára, Tóze!!! Come, Tóze!!!”….Mãezinha, tenho muitas saudades tuas e…. das tuas broínhas….

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Mãezinha, na linha do que diz aquele nosso amigo lá de Proença, o Zé Henrique, mas agora ao contrário, ” a sorte que nós tivemos em encontrar umas mulheres assim” ( a mulher dele também se chama Filomena, como a nossa Meninha, sabes?!) toma, prova das broínhas que fizemos a noite passada sob a criativa batuta de Meninha.

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Já comprámos numa grande superfície tudo o que precisávamos para os putos que amanhã nos vão bater lá à porta. Não tem nada a ver com os nossos tempos, em que, pela manhã cedo, nos metíamos ao caminho das aldeolas em torno de Cardigos, como a Lameirancha….

Pronto, faz de conta que onde estás nos agradeces por manter viva a tradição e que te soube bem na Net eterna de que são feitos os teus dias dar uma espreitadela pelos aromas da nossa receita. Vai lá descansar mais um bocadinho que é para os meninos que costumam passar por aqui se deliciarem também um pouquinho!

-Bolinhos, bolinhos, à porta dos seus santinhos!!!

antónio colaço

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Ainda que as nuvens demorem a desvanecer-se, sei que a Tua Luz paira sobre as ondas e que um pedaço de terra, a Tua Terra Prometida, para sempre nos espera.

antónio colaço

MATINAS

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Sol, Irmão Sol, toma, para ti este farol. Para que nunca te percas de nós. Precisamos de ti tanto quanto tu precisas de nós.

“Eu sou a Luz do mundo…”.

Nunca ficaremos sós.

antónio colaço

Memória.Toma lá música, irmão!

 

Agostinho Vaz, baterista dos POPBRES

Bom dia caro Tozé e demais irmãos capuchinhos!
 
O nosso blog apresenta-se de boa saúde, graças à participação militante de alguns capuchinhos clérigos e não só. Este convento virtual exerce sobre mim um magnetismo que não consigo repelir. A ideia foi bem concebida pelo meu irmão Tozé Colaço que detém as chaves do convento e o administra com muita sabedoria, generosidade e empenho, qualidades que lhe reconhecemos de sempre, como é seu apanágio.
Sem os atributos de profunda espiritualidade e elevada abstracção que gostaria de ter, tal como alguns dos participantes, proponho-me acompanhar, diariamente, as rotinas do nosso convento associando-me aos tempos de oração, nas horas de matinas, laudes, vésperas e completas.
Sempre que se revele oportuno intervir em temas atinentes com a nossa condição de antigos alunos capuchinhos, cá estarei para ajudar a construir o nosso convento.
Fiquei particularmente feliz, quando o Sério apareceu, dando sinal de vida e testemunho da pujança franciscana que todos lhe reconhecemos. Na verdade, a sua ausência no encontro de Gondomar criou um buraco maior que o de ozono. Mas eu, nessa matéria, também tenho telhados de vidro, pois não estive em Fátima, em 2007.
Caro Tozé, junto em anexo algumas fotos do nosso ano, as quais já tinha apresentado em Gondomar. Mas que saudades da nossa caminhada, juntos, solidários e amigos que sempre fomos, à parte as picardias no futebol, principalmente os grandes craques que eram o Carlos Rito, o Agostinho Mendes e o João Teixeira! Há muitas histórias para contar e partilharmos…
Um forte abrassom ( moda do Poôrto para todos os meus irmãos capuchinhos.

Agostinho Vaz

NOTA DA REDACÇÃO

Já depois de darmos início à “montagem” deste filme, Spielbergs de nós ( e esta, hein? ), decidimos ficar por aqui, por hoje. A riqueza e variedade da reportagem do Agostinho é tanta que a entidade patronal nos despediria tantos os minutos para a editar.

Fiquemo-nos, então,  pela música onde os menores foram os maiores ( na, nada de gabarolice.Santa humildade!)! Nomes incontornáveis como os de Acílio Mendes, à cabeça, mas, também, Leonel Ribeiro, Constantino Sério, o Rui (mais, Rui, já não me lembro do teu nome todo…) o José Ramos, Pe Avelino, Artur Beleza, no canto ( para além do Sério, claro!) e outros que, a seu tempo poderemos e deveremos actualizar.

É bom rever, aqui, o Pe Alberto, e as tantas horas de animados serões que nos proporcionou. No tempo em que as televisões ainda não tinham substituído as noites convivenciais…

Para amanhã, poderemos seguir pelo futebol, passeios e outras animadas e franciscanas tarefas.

Podem guardar os vossos bilhetes.São válidos para as próximas sessões.Obrigado, uma vez mais, Agostinho Vaz, por nos proporcionares dinâmicos regressos ao passado. Quer dizer, lembrando-nos o que fomos melhor poderemos lembrar-nos do que devemos continuar a ser.

ac

 

Vésperas

Uff, Senhor. Que dia tão cheio de coisas boas. Pepitas de ouro começam a cair aqui na redacção. Há uma mina dentro de cada um de nós, à espera, por escavar. O Agostinho falava de magnetismo e eu ando lá perto, bem o sabes. Mineiros de nós, regressámos às minas da solidariedade, da convivencialidade, da alegria de cantar, de bem fazer.Porto, Barcelos, Fátima, Gondomar…tanto mar. Acho que a net vai ser pequena, Senhor. Vamos começar a extravasar .

Não é isso que nos pedes? No silêncio da noite ajuda-nos a ir mais looooooonge no dia de amanhã. Apenas, amanhã. Um dia de cada vez, todos os dias.Obrigado, bom Deus.

ac

Matinas

Acho que tudo começou aqui, faz, hoje, uma semana, mais ou menos.Como Maria, sim, ainda não nos tinhamos lembrado de Vós, Senhora, só nos resta, sempre, e uma vez mais, agradecer. Obrigado, pelo milagre do nascer. E creio, mesmo, que as sementinhas dos pequenos girassóis que levámos para Gondomar prenunciavam esta explosão de vida em que o irmão sol se está a tornar para cada um de nós que por aqui passa.

A minha alma engrandece o Senhor….Possamos, como tu, Maria, ajudar a germinar, mais do que esta ideia as boas práticas para que ela nos convoca, a começar pela alegria de nos sentirmos vivos, mais um dia.Que o mesmo é dizer, obrigado, bom Deus, nosso Criador.

ac

ULTIMA HORA.S.Francisco adere Irmão Sol!!!

A originalidade cresce, hora a hora, aqui no irmão sol.

Pela mão do Artur Rito, chegam-nos estas duas preciosidades, vindas, directamente, de Assis e que configuram aquilo a que poderíamos chamar a adesão de S.Francisco, “lá no teu reino de glória”, à edição electrónica do seu irmão sol!!!

Ou, de como, aqui está o exemplo do que pode ser, também, este tu-cá-tu-lá entre nós.

Aproveitamos para anunciar que outras páginas, dentro desta página, estão a ser programadas, como sejam a edição em vídeo, leituras, reportagens em directo ( por ex. imagens dos locais onde vivemos, trabalhamos, passamos tempos livres, visitas aos nossos conventos, etc), um forum com hora e tema de discussão marcadas, convites a algumas personalidades para nos ajudar a reflectir sobre diversos temas da actualidade, e o mais que queiram sugerir

Durante o próximo fim-de-semana a edição poderá abrandar. A ver vamos.

Bom fim-de-semana.

A palavra ao Artur Rito:

DE ASSIS, COM AMOR!

Amigo e companheiro “Colaço”

Os meus sinceros parabens por esta feliz iniciativa, uma das formas entre outras formas de irmos sabendo coisas uns dos outros.

Eu já tive a oportunidade e felicidade de visitar Assis. Só mesmo visto.

Trouxe de lá, entre outros, os dois bonecos que em anexo junto fotos, para eventualmente, e se assim o entenderes, publicar.

A primeira é S. Francisco já naquele tempo, agarrado às novas …. tecnologias.

A segunda é S. Francisco e Santa Clara, numa das suas viagens, ou de “lazer”, ou para mais uma jornada de trabalho.

Um abraço
Artur Rito

Memória.Zé Mourinho,”ópranós”!

Deco está lesionado? Ronaldo ainda não se decidiu?

Pois bem, meu caro, Zé Mourinho, ponha aqui os olhos nesta berdadeira selessom ( para imitar o Agostinho Vaz !).

Estádio do Ameal, algures nos idos de setenta, certamente, e, oh tantas glórias dos nossos “relvados”. A começar pelo nosso actual e querido Padre Provincial. Meu caro Martins, não sei, mas acho que nalgum momento não consegui, de todo, fugir a algum dos teus involuntários…toques de canela!Não, não é de especiarias que falo!! E tu, meu caro Frei Adelino, era cá uma pontaria.Bom, calo-me,já, que para estas bandas era mais o estilo do que… a eficácia!

Quem reconhecer mais gente, terá direito a um “doce”….

Mais um contributo do Agostinho Vaz.

ac

Vésperas

Que dia Contigo sempre presente, mesmo quando te pareço ausente. Pois, a gente sabe como é essa coisa de não te preocupares em ser, porque…És. Nem sempre Te vislumbro na buzinadela do frenético trânsito citadino, ou no gesto mais cortês que deveria ter para a senhora – sempre elas, pronto, está bem, é prova de machismo – que não foi capaz de facilitar a manobra, ou no torcer do nariz ao arroz que não estava bem cozido, ou, quem sabe, nalguma manifestação de excesso de zelo profissional – detesto todos os excessos de zelo, a começar pelos meus próprios – ou não agradecer, repetidamente, algumas vantagens financeiras decorrentes do cargo, quando outros, tantos, Senhor,que nem sequer para comer têm um euro…

Tudo isto te deixo aqui na sumptuosidade dos Jerónimos. Na tua Igreja, física, às vezes imagino que te sintas um pouco desconfortável. O que queres, os nossos antepassados assim te quiseram glorificar. Foi mais um repto para os vindouros, se calhar :”agora preocupem-se, tal como Francisco, em fazer da rua, do trabalho ou das vossas casas e famílias, a tal Igreja viva onde Cristo se sente bem”.

Matinas

Mação,esta manhã.

A grande cidade ficou para trás. Obrigado, Senhor, por este humilde refúgio.Mesmo que o Sol tarde, mesmo que as nuvens persistam e  o reconhecimento da tua Presença, em mim, tarde também, obrigado pelos sinais  da beleza da tua obra que nos  deixas pelo caminho. No meio das ruínas em volta, envolves-nos com o fulgor destas esplendorosas boganvílias. Que aqueles com quem vou trabalhar, hoje, em mim Te reconheçam, também.Amen.

ac

Correio.Nas ondas do Mar de Timor

Aqui, em Timor, quando o Sol olha para o mar,

os nossos olhos vem todas estas cores.

Do outro lado deste mar fica Portugal,

um pais distante, com pessoas iguais às daqui,

um pouco diferentes na cor,

bastante diferentes no bem-estar

e muito diferentes no egoísmo.

Mesmo assim, nós estamos cá,

para dizer aos timorenses

que o sol ainda ninguém o comprou

e que este mar… nada que se pareça.

 

Abraco para todos

Frei Manuel Rito Dias

Dili / Timor-Leste

Olá, irmão!Estamos com problemas na edição da foto.Na segunda, rsolveremos.

Também por  aqui, no nosso interior, a rede é um …temor!

Grande abraço e venham todas as notícias do vosso fabuloso empenhamento.Os menores capucnhinhos ajudando aà construção de um Timor Maior!

ac

Futebol

Para vir editar…o editor está a perder o jogo! Mas aquilo, ao intervalo, estava ao ritmo do jogo do empata habitual.

Bem avisámos o Mourinho de que a nossa selessom  do Amial era milhuor!

ac

Vésperas

Não está cá ninguém, Senhor. Hoje, estamos todos a rezar Contigo no mais íntimo do coro da íntima capela de cada um.

Ainda bem que estás em todo o lado, a nosso lado, quer dizer no lado mais íntimo de cada um de nós.

Mas, hoje, ficou por editar a leitura dessa grande evangelista Anselmo Borges, no Diário de Notícias.Acho que nos vai fazer uma surpresa, um destes dias.Aqui fica o link, Senhor.Na segunda iremos reler.

Obrigado por todas estas graças que colocas no caminho para nos iluminar.

ac

Leitura.Estão todos convidados

Do Público. de hoje.Imprescindível ler e…meditar.

 

 

Estão todos convidados

12.10.2008, Frei Bento Domingues, O. P.

 

A Igreja existe para testemunhar que todos os seres humanos estão convidados por Deus para um grande banquete


1.A publicidade é uma actividade especializada em atiçar desejos e tornar infelizes os que não consumirem os sonhos e as novidades que ela apresenta como irrecusáveis. É um banquete virtual que o recurso ao crédito pode tornar efectivo para quem procura não pensar muito nas consequências. Agora, fala-se, debate-se e escreve-se abundantemente sobre a crise, assegurando uns que o pior já passou e outros que o pior está para vir. Continuam, no entanto, por explicar, de forma adequada, as causas reais que cegaram tantos economistas, gestores, conselheiros e reguladores – muito bem pagos e premiados, servidos pela melhor tecnologia – a ponto de não conseguirem ver o desastre que estavam a provocar.


Repetiu-se, até à saciedade, que era preciso menos Estado e mais iniciativa privada, pois ele só servia para complicar e empatar. Seja como for, o Estado acaba de receber a maior consagração que se poderia imaginar e a economia de mercado, na sua expressão neoliberal, perdeu a aura fictícia da sua auto-regulação.

2.Começou, em Roma, no passado dia 5, a XII Assembleia Geral Ordinária do Sínodo dos Bispos da Igreja católica. Terminará no próximo dia 26. É cedo para comentar este acontecimento. Dir-se-á que o Sínodo dos Bispos não goza de grande prestígio. A colegialidade episcopal, uma redescoberta do Vaticano II, voltou a ser tão invisível como antes. No entanto, o tema – A Palavra de Deus na vida e missão da Igreja – é primordial. Veremos se o compacto Instrumentum laboris (“Instrumento de trabalho”) será, de facto, operacional para que a Igreja redescubra a verdadeira natureza da evangelização do mundo contemporâneo, pois é, a partir desta, que ela pode renascer e reencontrara sua juventude.
Os textos da Bíblia são interpretados, pelos crentes, como testemunhos escritos, cheios de meandros, da revelação divina. Para os cristãos, a palavra humana de Deus é Jesus Cristo. Como diz Eduardo Lourenço, “Cristo é o momento (sem limite de tempo) em que a humanidade tomou forma humana. (…) Foi crucificado, não por querer ser deus, mas por nos ensinar o que era ser homem. Dois mil anos passaram sem que esquecêssemos nem aprendêssemos a lição. (…) No Ocidente não se levantou outro modelo cultural (e, mais além do cultural, um modelo existencial) mais profundo e mais radical do que o modelo de Cristo” (1).

3.Na perspectiva da liturgia deste domingo, a Igreja existe, precisamente, para testemunhar, na opacidade da história, que os seres humanos, todos os seres humanos, estão, desde sempre e para sempre, convidados por Deus para um grande banquete. Tanta generosidade, mesmo no estilo enigmático das parábolas, sabe um pouco a publicidade enganosa.
Num mundo de feira das religiões, de novos movimentos religiosos, de religião à la carte, de consumo de espiritualidades intimistas, o convite da liturgia de hoje ou surge como pouco adequado a esses consumos individualistas, ou como um sonho inconsistente.
Quem poderá tomar a sério, mesmo numa perspectiva escatológica, o belo sonho de Isaías? “No monte Sião, o Senhor do universo prepara para todos os povos um banquete de carnes gordas, acompanhadas de vinhos velhos, carnes gordas e saborosas, vinhos velhos e bem tratados. Neste monte, Ele arrancará o véu de luto que cobre todos os povos, o pano que encobre todas as nações. Aniquilará a morte para sempre, enxugará as lágrimas de todas as faces e eliminará o opróbrio que pesa sobre o seu povo, sobre toda a nação. Foi o Senhor quem o proclamou. Dir-se-á naquele dia: ‘Este é o nosso Deus, nele confiámos e Ele nos salva. Este é o Senhor em quem confiámos. Congratulemo-nos e rejubilemos com a sua salvação. A mão do Senhor repousará sobre este monte’” (Is 25, 6-10).
Podia ser o sonho de toda a humanidade. De facto, o seu horizonte não vai além do regresso dos exilados de Israel – o “povo de Deus” – ao monte Sião, a Jerusalém. Não ultrapassa as fronteiras do nacionalismo. A leitura cristã do Antigo Testamento vê nele o prenúncio do universalismo aberto por Jesus e incarnado a partir da intervenção de S. Paulo. Note-se, porém, que este universalismo irrestrito vai de encontro a uma das grandes orientações da religião de Israel centrada na criação e na aliança de Noé, uma aliança cósmica.
No Evangelho de S. Mateus, da Missa de hoje, acerca da controvérsia entre os que aceitaram o messianismo de Jesus e aqueles que o recusavam, a metáfora do banquete revela-se extremamente sugestiva (Mt 22, 1-14). Não é um texto anti-semita. Esquecemos que não só Jesus, mas também os autores dos Evangelhos e dos Actos e todos os seus primeiros seguidores, eram judeus. Se controvérsias há, e algumas são radicais, são desavenças de família. No entanto, quer para os que aceitam o messianismo de Jesus, quer para aqueles que o recusam, o “mundo parece continuar tão cruel, corrupto e caótico como antes”. Mas, se desistirmos de sonhar e trabalhar por um mundo em que não haja uns à mesa e outros à porta, é porque celebramos a Eucaristia em vão.
(1) Cf. Opção n° 97 (Março 1978) e Reflexão Cristã n° 42 (Dez.84/Jan. 85

Reflexões de Agostinho Vaz.Para onde vamos?

 

Caro irmão Tozé Colaço:

 

Ao colocar a nossa página nos “favoritos”, fiquei com a impressão que esta é patrocinada pela Volkswagen, pois o logotipo da worldpress, é muito idêntico. Nunca seria demais sermos patrocinados por uma marca tão prestigiada. Mas… vamos ao que interessa:

- tenho reflectido na disposição e orientação do nosso blog, do qual és o principal mentor. Congratulo-me com a estrutura conventual que imprimiste, organizando o espaço em função do tempo de oração e meditação, que cada um de nós pode, espontaneamente, utilizar.

Foi, realmente, uma ideia genial. Até aqui, o nosso espaço, ou convento a construir com os “tijolos e pedras”, vem-se concretizando com a natural euforia e felicidade, por termos encontrado o local de encontros virtuais, que nos vai preparar para o Grande Encontro Anual.

 

O referido espaço, em construção, obedece a uma arquitectura por ti, bem concebida. Após o entusiasmo impulsivo sugiro que se reserve uma dependência do nosso “convento” para abordarmos matérias de cariz sócio-cultural, tais como: a nossa integração nas comunidades de origem, a relação com a Igreja local, com as forças vivas dessa comunidade, a nossa situação profissional, etc., etc.

 

Outro departamento poderia ser dirigido para as nossas vivências religiosas e possíveis dificuldades de testemunhos da nossa fé…

 

Iniciei este post, convencido que iria dar algum contributo, porém, neste momento, hesito em continuar, pois, sem querer alterar o formato inicial e espontâneo estarei, involuntariamente, a inclinar-me para o modelo de forum.

Diz o nosso povo que: -candeia que vai à frente “alumeia” duas vezes. Colaço,tu és a nossa candeia. Segue, rezando, como bem sabes; pela minha parte revejo-me, totalmente, na forma singela e directa com que modelas a oração. Direi mais: estás a contribuir, fortemente, para a minha reconversão!

 

Para que outros irmãos e companheiros de percurso possam projectar-se mais, neste espaço, entendo que seria interessante auscultar a nossa gente, sobre temas a listar, tais como:

                                                            

1- Reformulação do modelo de Encontros Anuais;

2- Divulgação do blog a todos os Antigos Alunos Capuchinhos (por correio), utilizando a nossa base de dados;

3- Informações sobre o estado de saúde de companheiros, que estejam doentes;

4- Partilha de fotografias de grupo, dos vários anos;

5- Partilha de músicas e letras de cantos franciscanos, com cifras;

6- Partilha de cantos religiosos dos nossos autores capuchinhos portugueses, tais como: Frei Acílio Mendes, Leonel Ribeiro dos Santos, José Augusto Ramos,Constantino Sério Pereira, Ilídio Novais Matos Pereira, Frei Lopes Morgado, etc;

7- Os valores do humanismo cristão recebidos no Seminário e o nosso testemunho em sociedade.

 

Caros irmãos: desculpem lá este arrazoado de questões, mas ajudem-nos a erguer este edifício em conformidade com as boas práticas de construção. Venham daí mais achegas, ou mais tijolos, para construirmos a “nossa casa” e nela nos acolhermos à sombra do nosso patrono: Francisco de Assis.

Um abraço solidário do

 

 Agostinho Henriques Vaz

Fátima.Um sol de mil milagres feito.

A nossa reportagem esteve em Fátima, há minutos.Outubro, ou o outro milagre do…”irmão sol”!

No preciso momento em que o Cardeal de Vilnius, Lituânia, por volta das 18.30, abria as celebrações da 91ª Peregrinação.

Entre a assistência, uma mulher com a sua pomba branca, acompanhada de uma ramo de oliveira, chama a atenção dos fotógrafos.(Vai ser imagem, amanhã, pela certa. Roído de inveja, não consegui melhor plano do que este.).

Por mim, estava ali para dizer “Olá, Mãe.Muito obrigado pelo teu colinho.Em qualquer parte, sim, mas também aqui”. Por que não?!

 

Meu caro Frei Joaquim Lopes Morgado, desculpa lá, mas hoje não deu mesmo para pararmos. O que vale é que temos a porta sempre aberta, dia 13 como noutro dia qualquer. Ficam as saudades por saudar as plantas do vosso jardim.

ac

Regressos de Domingo

A chuva acompanha-nos no regresso à grande Capital.Todos os domingos, muitos regressos, na expectativa de que já não sobrem muitos mais para esse regresso outro há tanto tempo desejado. Às origens. Ao Portugal interior.

Por agora, as mil gotas que nos saúdam no vidro dianteiro como que nos refrescam as ideias. A reflexão de Agostinho a bailar-me na cabeça e de mil e uma gotas feita. Disciplino-me. Venham de lá esses contributos.(Às 0h desta segunda, nenhum correio.Explicarei.)

Boa noite.Uma outra forma de rezar.

ac

Matinas

Sabes a vontade que sinto, bom Deus, na aridez da crise que grassa de dar dois simpáticos murros na mesa.

Tudo porque uma semana depois os meus irmãos tardam em perceber que este espaço é deles, dele devem dispor como bem entenderem, aqui devem entrar quando e como bem quiserem, dando conta do seu dia-a-dia, partilhando a suas dúvidas, celebrando as certezas, aplaudindo e incentivando a diversidade  dos olhares sobre a realidade, invocando, ou não, o Teu nome – há dias li, e cito de cor, que Tu até agradecias que não te incomodassem se o invocar-Te fosse incómodo para quem o faz, numa manifestaçao do Teu amor e respeito pela nossa liberdade – mas tudo, em nome da grande necessidade que descobrimos, este ano, em Gondomar, de recorrermos à Net como forma de preencher o vazio de um ano até ao próximo encontro.Daí o chamar a este, um “Lugar de Encontro”! É evidente que as nossas vidas não se esgotam na net, mas, quando, por vezes, esgotamos o nosso tempo na net  e dela saímos mais que esgotados porque procuramos nela a vida virtual, porque persistimos, inconscientemente, quero acreditar, Senhor – e bem sabes do que, felizmente, já posso falar – em fugir ao empenhamento na vida real, assim, de facto, nem o irmão sol, nem o que quer que seja poderá ajudar-nos a superar aquela sensação com que saímos dos Encontros, tipo, “mas… o que é fui lá fazer”?!Para o ano já não me apanham cá!”

Ajuda-me a fazer-lhes ver, Senhor, que eu também tenho mais que fazer mas que isto me tem estado, também, e por isso Te agradeço,  a fazer muito Mais do que eu próprio imaginava. Que nenhum deles julgue que este é o meu mais recente brinquedo e que só quero é mandar nas regras do como jogar com ele. Sabes bem como aceitei os quase quatro anos afastado dos blogs e que estou nas Tuas mãos para o que quiseres de mim fazer. Sei que concordas connosco nesta aventura, faz, então, que entre nós concordemos, também,em aventurarmo-nos um pouco mais. Sabes bem como corro, com insistente avidez, ao irmaossol@gmail.com para de lá escavar, qual mina diamantífera, as últimas e mais recentes pepitas que regresso a colocar nesta nossa montra colectiva.É por isso que te agradeço, também, todas as preciosas colaborações que já vieram desde Timor a Fafe, desde Santo Tirso, ao Porto, a Lisboa, com passagem obrigatória por Fátima.

Deixo-te, Senhor, com esta preciosa urze, ontem captada, algures, para as bandas de Mação. Ela é a garantia de que, mesmo na aridez dos dias de mil e uma pedras feitos, o Milagre da Beleza  da Tua Criação acontece.

Obrigado.

ac

Coraggio, Anselmo, che paura non manca!

Pe Anselmo, qem o não reconhece?

Aquela simplicidade que saltava dos olhos e escorria pelas barbas e por todo o “apessoamento” do Pe. Anselmo!…

É o que me vem à cabeça perante a leitura do teu desabafo de hoje, Colaço. Medo, receio, desencanto – é o que temos de raiz. O que nos falta – tantas vezes! – é coragem.

Tem-me dado tanto jeito aquele dito do Pe. Anselmo! Em tantos momentos!

Vamos em frente, Colaço. E há tanto contributo por aí à espera de um momento para despontar.

Talvez seja também uma questão de “coraggio”, já que  ”paura non manca”.

Obrigado pelos momentos que partilhas. Sabem à Natureza acompanha a tua oração.

O Agostinho alargou horizontes.

Será também oração  partilharmos memórias, experiências, vivências.

No percurso que nos foi comum em tempos, ou, no caminho que se abrindo ou rasgando vai, à nossa frente…

Até breve.

 

Sério

Nota

Mais palavras para quê, meu caro Sério?! Do que precisamos é da multiplicação de … mais Sérios. Sim, uma ansiedade  de querer dar imediata conta do que se paassa no quotidiano íntimo e exterior de cada um esteve na origem do desabafo. Nada mais.

O irmão sol fará o seu percurso ao ritmo da vontade dos seus colaboradores, que somos todos nós. Rezará, quem quiser rezar, evocará o passado quem quiser evocar o passado, falaremos do presente de cada um e de todos com queira falar, leremos e debateremos os temas que cada um quiser ler e debater.

Não, não estamos aqui à espera do próximo encontro. O Encontro é aqui, ou nalgum outro sítio, para onde, espontaneamente, o Espírito nos congregue, mas sempre com a ideia de que tudo é possível, todos os dias.

Pimva! como diria o nosso querido Jockin Afonso.

Para ti, Sério, toma lá um doce, que deves partilhar com o João Paz:

 

Já podemos anunciar a surpresa, Sério?

O quê, ainda não?!

Sim aquela ideia de te pormos no You Tube a cantar o….

Shiu, meu! Se é surpresa não podes revelar.

És mesmo um ansioso, pá!

ac

 

Acílio Mendes.Parabéns, pelos 65 anos.

 

Meu caro Acílio, julgavas que nos escapavas, mas enganaste-te.Aqui no irmão sol nada nos escapa.Sabemos tudo, por isso, apesar do atraso, chamo ao palco o Coro contratado ( a peso de ouro, diga-se, embora para menores leigos, desobrigados do voto….e por ser para ti!) para cantar os parabéns na versão cá da casa: O que os anos nos fazem, quando fazemos anos! De seguida publicamos o mail que também tivemos o privilégio de receber do Acílio, ainda o irmão sol não tinha nascido mas já “estremecia” no nosso ventre, como Maria no Magnificat! Que contes muitos e…(vê lá se começas a colaborar, tá?!).

Saia o Coro:

(E agora, o texto que Frei Acílio Dias Mendes enviou para a sua mailing list e que, aqui, recuperamos, de tão delicioso!)

Bom Dia,

Com Paz e Alegria!

 

As surpresas que o Pai das misericórdias nos tem reservado!

É verdade que a entrada na TERCEIRA IDADE

foi algo surpreendente e jamais esperado!

Depos de uma hora e quinze minutos de FADOS,

na Praça do Município do Funchal (a celebrar 500 anos)

pela voz quente, sonora e empolgante da Ana Moura,

ainda me estava reservada a estreia numa Casa de Fados, e aqui é que veio a surpresa; ao iniciar os primeiros minutos dos 65 anos, os quatro os cinco Fadistas (amadores!) cantam os PARABÉNS a um (seu) desconhecido! Mas a iniciativa era auspiciosa!

É verdade que desde esse sábado, comecei a rezar – com mais fervor – o «SALMO DOS MEUS ANOS» (65), segundo uma bela inspiração de um miúdo que, na altura andava pelos treze. São verdadeiramente proféticos estes versículos:

 

«Coroas o ano com os teus benefícios,

por onde passas brota abundância.

Vicejam as pastagens do deserto,

as colinas vestem-se de festa,

Os campos cobrem-se de rebanhos

e os vales enchem-se de trigais,

Tudo aclama e grita de alegria.»

(Salmo 65, 12-14)

 

O segredo foi finalmente desvendado!

Ontem tocou-me fazer o percurso Fátima – Porto.

De autocarro, que é mais tranquilo e económico.

Na Rede Expressos.

Timidamente pergunto se há desconto

para a Terceira Idade.

Os tais privilégios deste Mundo!

Oh! Surpresa das surpresas!

Jamais tinha imaginado semelhantes benesses

da nossa Sociedade.

Pasmem-se!

O preço total do percurso eram 15,50€.

Sim, senhor. Há um desconto.

São exactamente 80 cêntimos.

Sim. Oitenta cêntimos!

Apeteceu-me gritar ao mundo inteiro:

«Alegrai-vos comigo! Sou um felizardo!»

Compreendo que oitenta cêntimos

não tenham grande expressão

no orçamento de um Bill Gates

ou de um Américo Amorim

ou do Cristiano Ronaldo…

Mas, na bolsa de um pobre frade menor franciscano,

80 cêntimos têm um peso de inegável valor…

Conservo o bilhete comigo. Qual relíquia sagrada.

 

É o nº 405.01.43697. Lá consta o ferrete «3ª IDADE».

Para que não haja dúvidas

e não venha, mais tarde, a ser acusado

de corrupção activa ou passiva.

A viatura é a nº 50.

Também o lugar é o nº 50.

Pois. Lá atrás, no «galinheiro».

Ainda pensei perguntar o nome do motorista

e, à chegada ao Porto,

convidá-lo para umas ‘tripas à moda do Porto».

Oitenta cêntimos – bem administrados – até dão para estes pequenos luxos.

Pelo caminho fui assaltado com alguns maus pensamentos. De soslaio, olhava para alguns companheiros de viagem. Sobretudo para os mais novos.

Não poderiam eles queixar-se de mais um cota (ou tecla 3) que vai roubando alguns cêntimos ao erário público?!…

À minha frente viajavam duas jovens

animadíssimas na sua conversa.

Nas duas horas e cinco minutos de viagem,

talvez tenham feito um muito prolongado silêncio

de dois minutos. Ou talvez minuto e meio.

Foi à passam por Gaia. 

Quem sabe se a pensar no Filipe Menezes e na Manuela Ferreira Leite…

Falaram de concertos e de música e de namorados e de outros meandros da vida…

Felizmente, não me apercebi que tenham aflorado o assunto dos velhote sanguessugas deste nobre Povo, nação valente e imortal dos teus egrégios Avós…

Ao passar pela minha cidade de Coimbra,

o pensamento fugiu-me para a tromba de água

que pôs em pânico alguns moradores e comerciantes.

Mas era tal o meu contentamento com os 80 cêntimos

que me foi difícil esboçar um sentimento de solidariedade para com as vítimas destas «trombas»…

Porque há outras trombas que provocam outras vítimas…

À noitinha, no aconchego do quarto,

soube-me bem aquele penálti da minha briosa Académica, arrancando três preciosos pontos ao Vitória de Setúbal.

Era o coroar de um Domingo cheio de sorte!

Está desvendado o segredo:

É «A FORÇA DA MUDANÇA».

E ainda há quem se queixe

desta Sociedade Livre, Democrática, Solidária…

Uns ingratos e maus.

Da minha parte, continuarei,

ao longo destes 356 dias,

a cantar o Salmo dos meus anos:

«A TI, Ó DEUS, É DEVIDO O LOUVOR EM SIÃO!»

Assim Deus me ajude

e o Governo não me desampare|

Ámen. Aleluia!

 

O abraço fraterno e amigo,

frei Acílio

Passatempo.Como o tempo passa.

Por isso, aqui vai um passatempo ao melhor jeito do “Veja as diferenças”!

NOTA – Na primeira foto, Frei Firmino Ribeiro, o primeiro da esquerda, na segunda fila, ( por onde andas, meu? Firmino é irmão de Leonel e Arménio, os Ribeiros de Abiúl!) evidencia uma valente “carecada”!Por acaso o autor foi, nem mais nem menos que o escriba de serviço. As desculpas, Firmino, quase 30 anos depois!

Barcelos, Noviciado, 1969.

Gondomar, 2008.

Peço desculpa ao pessoal do meu ano por tomarmos a dianteira, neste saudável exercício de expormos, assim, em público, o que o tempo em nós foi operando…

amtónio colaço

Força, Acílio.

Já depois de editado o texto dedicado aos 65 anos do nosso querido Frei Acílio Mendes, fomos informados de que se encontra em franca recuperação de delicada operação à vista.

A redacção do irmão sol compreende, agora, porque é que Acílio ainda não tenha dado um ar da sua graça aqui por estas bandas e fica a torcer para que, tão rápido quanto possível, Acílio regresse ao quotidiano. Até podes compor um tema – sim, tu compões quer de olhos fechados quer de olhos abertos, irmão – e fica garantido que publicaremos em primeira mão a tua primeira visão melódica. Força, Acílio!

ac

Gira , sol!

Acaba de sair a conceituada revista mensal EGOÍSTA, editada pela Estoril Sol e de que é director o conhecidíssimo Mário Assis Ferreira.

A  EGOÍSTA, de um grafismo de meter inveja a qualquer apreciador destas matérias, assinala a sua edição de Setembro, trazendo na sua capa …. um pequeno saco de plástico com …duas sementes de … girassol:”Plante uma semente, ofereça a outra!” Afinal, a nossa iniciativa de levar sementes de girassol para Gondomar até nem foi uma má ideia.

O que é preciso, mesmo, é proclamar o amor pela nossa Irmã Terra e tratá-la bem para que, na volta, ela nos trate ainda melhor.

ac

Memória

Tu é que vens com cada surpresa, Colaço!

Esta foto!!! O Pe. Anselmo, o Pe. Carlos, o Pe. Miguel! (saudade de tantos que me souberam acompanhar o crescimento… e de tantos outros…)  o Pe. Zé Lopes (parece-me), o Pe. Zé Machado Lopes, o Morgado (não falo do Martins nem do Luís Gonçalves…) Lá atrás, o Pe. Rafael de Serafão!… Que idade terá a foto?!… É que me parece o D. António Ferreira Gomes!… Algum acontecimento no Amial…

A gente deita prà í uma gota e.. o irmão sol transborda!

Ainda me atarantam as TIC… Gostaria de aprender a fazer render este local de encontro… Para já, com algumas achegas.

Até já.

Sério

As palavras acima transcritas são do menino Sério que, infelizmente não pode estar em Gondomar.Foi lá que lançámos o livro “50 anos dos Capuchinhos em Gondomar”!

E agora, como é que o menino Sério se vai sair desta?!

Mas para que não te falte nada e possas passar no teste… aqui vai a resposta à pergunta acerca da foto que te emocionou – a quem não emociona a recordação do Frei Anselmo? Deve andar guardado lá para a mala do sótão,  na minha selecta Latina, um longo e alvo pêlo da barba do nosso santo, tantos eram os que ficavam na aula dada a constante “fiacção” a que se entregava!!! – ou seja, está na página 83 do referido livro ( pedes a Morgado? À Difusora? Quem nos responde? ) e a missa refere-se à inauguração de…Gondomar!! Sim, é o D. António Ferreira Gomes. São visíveis, também, Frei Fernando de Negreiros.

Como és bom aluno, aqui vai, com o patrocínio da confeitaria Agostinho Vaz ( dono das fotos!!! ) mais um doce. Um momento para recordarmos o nosso saudoso António Paz.

Paz à sua alma.

ac

Matinas

Mação, Penhascoso.Ribeira Coadouro.

O irmão sol começa a funcionar como uma verdadeira ponte entre as nossas vidas, entre as margens de que são feitos os nossos muitos quotidianos. Obrigado, Senhor, pela luz com que me tornas esta realidade mais perceptível, escolhendo continuar a caminhada de mãos dadas com o Irmão Optimismo deixando de lado o inomeável pessimismo.

Estou seguro de que, hoje, começaremos a dar passos mais decididos no sentido de investirmos um pouquinho mais na abordagem do que é que cada um de nós faz, no hoje de cada dia, por onde é que anda e que sonhos acalenta, ainda, sem que com isto deixemos de matar as tantas saudades do que fomos, revisitando, sempre que cada um quiser, os “dias andados”, os trilhos percorridos e, mesmo, as esperanças adiadas. Move os corações e as vontades de todos nós, Senhor, encaminha-nos para os baús onde guardamos fotos, textos, e outros inimagináveis apêndices ( por ex. alguém levou, aquando da saída, o seu hábito? Tem foto? Alguém tem uma edição da revista Sinal+, Ideal, ou um livro de cânticos, um terço feito por si, um…”cilício”,sei lá?! ) que possamos partilhar? Regressando aos dias de hoje, alguém tem artigos escritos sobre um tema que queira ver debatido, ou artigos guardados que queira partilhar?

Vem, ilumina-nos, sê Tu a nossa verdadeira ponte entre passado e presente. Faz com que nunca de Ti estejamos ausentes.

ac

Leitura.Criadores de vida

“Se queremos crescer, mudar, explorar novas condutas e possibilidades na nossa vida, se queremos deixar de fazer coisas que não funcionam, há que deixar de ser memória para ser criadores da nossa vida.”

É um primeiro texto para leitura que tomo a liberdade de partilhar.Aqui e ali, sinto que as nossas incursões pelo passado ainda causam em alguns de nós algum desconforto. De facto, por muito que algumas coisas  tenham corrido menos bem, hoje, sabemos que não podemos mudar o passado e sim, o modo como olhamos para ele. Tudo isso passa por desinstalarmos das nossas cabeças – para recorrer à linguagem informática – alguns programas mais que desactualizados. Claro, para lá chegar é preciso tomar consciência de tal facto. Este artigo, que tomei a liberdade de traduzir do El País, com as desculpas para algumas insuficiências de estilo, e que tomo a liberdade de partilhar, pode ajudar a perceber melhor o que é, e o que fazer com essa terrível ferramenta chamada mente que ao longo dos anos, muitas vezes, tomámos como sendo a nossa verdadeira identidade. De facto, “não somos a nossa mente” somos, sim, quem lhe determina o que a nossa Consciência sente. Em suma, não é a nossa mente que nos comanda somos nós, em Consciência, quem nela manda.Não é ela que nos condiciona, somos nós que, conscientemente, lhe ditamos as condições. Fim, pois, ao reinado da mente condicionada. Sim a uma consciência cada vez mais Iluminada. Sabemos do que falamosVoltaremos a este assunto.

ac

 

NÃO DEIXE QUE A MENTE

O TORNE LOUCO

 

 

Sim.Pare.Não dê mais voltas à cabeça em espiral.

Acabará obsessionando-se e angustiando-se.

Deve ter algo muito claro: pensar não é fácil.

Mas, fazê-lo bem também se aprende.

Xavier Guix

(El País Semanal – 6 Jun.08)

 

Por estas alturas do conhecimento sobre a conduta humana, já não há lugar para mais dúvidas:O problema é a faladora mente. Ou, talvez, o que fazemos com ela, que não é outra coisa senão  atormentá-la à base de pensamentos.

Deixemos claro, pois, que não é a mente a má da fita, e sim o nosso inquisidor afã em pensar tudo.

Somos o que pensamos.

Não podemos deixar de acreditar naquilo que nós mesmos criámos.

Sem darmos conta, criamos aquilo em que (depois) cremos.

Antes de penetrarmos nos meandros mentais, convém recordar que pensar não é um acto gratuito. Necessita de um investimento energético que, por sua vez, gera mais energia. Não em vão acabamos esgotados de “ tanto pensar”.A mensagem que não devemos esquecer é que essa energia que gera o pensamento, igual à que geram os estados emocionais, traduz-se numa vibração pessoal, numa bola de informação que se lança no universo. Dito de outro modo: o pensar gera estados internos ( demo-nos ou não conta ) e os ditos estados emocionais geram uma vibração pessoal que vai mais além de nós próprios. Captamo-la nos outros assim como somos também captados.

 

PENSO LOGO DUVIDO:O escritor e filósofo Henri Fréderic Amiel dizia:” O homem que pretende ver tudo com claridade, antes de decidir, nunca decide”. Para seu entretenimento, a mente necessita sempre, pelo menos, de dois pensamentos em conflito.

Metidos nesta dualidade, as nossas vidas padecem do síndrome da dúvida, ou seja, que algum medo nos está atrapalhando e por isso começamos a especular.

É impossível apagar o fogo com mais fogo.

Como explica Jenny Moix Queralto, da Universidade Autónoma de Barcelona, nós, os humanos,  temos tendência à generalização, à etiquetagem  para ordenar a realidade. Assim, a mente converte o que é uma simples situação, mais ou menos desagradável, num problema. Caímos no jogo de pensar que, se estivéssemos noutro lugar, se tivéssemos outra namorada, ou mais dinheiro, se pudéssemos fazer isto ou aquilo, sentir-nos-íamos melhor, aguentaríamos os temores actuais.

Tal pensamento é uma bomba de relógio: mete-nos na necessidade de resolver esse problema e impede-nos de aprender a aceitar os momentos e situações pouco agradáveis.

 

DEMASIADA ANTECIPAÇÃO. O maior privilégio e o pior pesadelo da nossa mente é a sua capacidade de fazer representações  de tudo e logo movê-las pelo tempo como se fôssemos directores do nosso próprio filme. Essa maravilha a que chamamos imaginação pode converter-se de repente no túnel do terror. Se o passado nos condiciona, a antecipação do futuro mete-nos em duas complexas dimensões: as altas expectativas e os medos de um destino dramático, ou seja , sofrer antes da hora.

O curioso do caso é que tanto um como o outro não existem na realidade, não estão sucedendo! São só alternativas dentro de um mundo inteiro e inacabável de possibilidades.

Mas as representações mentais são tão reais dentro da nossa cabeça que, por fim – os estudiosos do tema investigaram-no e chegaram à conclusão de que o cérebro não distingue tão claramente o que está ali fora do que é uma montagem interior. A mente espraiou-se pelo futuro e traz de volta a pior das opções. E fá-lo precisamente por isso, para estar preparados caso venha a ocorrer.

Científicos norte-americanos descobriram que a mera preocupação pelo que possa vir a acontecer grava-se no cérebro com a mesma intensidade que uma recordação negativa real, inclusivamente antes que aconteça. Ou seja, a preocupação pode converter-se na recordação de um acontecimento que ainda não tenha acontecido. Quando alguma coisa nos preocupa, activa-se um “circuito do medo” que amplifica o medo de voar ( ter iniciativa) ou a falar em público, e condiciona assim os nossos comportamentos futuros. O estudo sugere que quanto mais tempo passe pensando na própria intervenção  ou próximo voo ( iniciativa), a memória da referida preocupação ficará mais fortemente gravada quando tenha passado, o que, por sua vez, provocará que a seguinte antecipação seja ainda mais angustiante.

 

MALDITAS COMPARAÇÕES. Outra das nossas habituais distracções consiste em fazer comparações. Isto não teria nada de mal se as comparações tivessem o propósito de aprender. Mas… as comparações acabam por ser odiosas porque não têm outro propósito que não seja o de nos culpabilizar, envergonhar, humilhar por não sabermos fazer tão bem como os outros, fazendo-nos sentirmo-nos inferiores. Estamos perdidos. A mente traidora há-de recordar-nos diariamente, a cada instante, o que deveríamos ser que ainda não somos. O que deveríamos fazer e que ainda não fazemos.

 

O EFEITO REBOTE. Conta-se que um professor disse a um aluno:”Vê-te de cara para a parede… e não te voltes até que deixes de ver na tua mente um elefante branco”.O aluno lutou para eliminar essa “dichosa” imagem do elefante branco, porém, quanto mais se dizia a si próprio que não a queria ver, mais presente estava no seu cérebro.

A nossa mente não entende o não, a negação. O que não queres ver, já o estás a ver. A este fenómeno convencionou-se chamar “efeito rebote”. A nós, psicólogos, é-nos  útil para contar como algumas estratégias  erróneas do controlo da ansiedade se baseiam neste efeito. As pessoas que se angustiam com frequência caem no rebote quando pretendem negar os primeiros sintomas da ansiedade. Chegam a obcecar-se mandando ordens ao cérebro, para que não comece de novo o rosário de pensamentos antecipatórios e dramáticos que os fazem sofrer. Porém, estão tão dependentes dele, tão hipervigilantes, que a única coisa que conseguem é rebotá-los (recomeçar tudo de novo).

 

SOMOS CRIAÇÃO OU SOMOS MEMÓRIA. Persistimos cair na trampa de acreditar que o que fazemos, pensamos e sentimos é produto de cada momento, quando, na realidade, é produto do nosso passado.

Se queremos crescer, mudar, explorar novas condutas e possibilidades na nossa vida, se queremos deixar de fazer coisas que não funcionam, há que deixar de ser memória para ser criadores da nossa vida. E, sobretudo, há que deixar em paz a essa mente que pode ser o nosso pior pesadelo por culpa da sua voracidade.

Por onde andamos

Alguém tinha de dar o primeiro passo para demonstrar como é que isto nos pode ajudar a perceber por onde andamos e o que fazemos.

Pronto, o escriba, correndo todos os riscos de sobre ele desabar meio mundo, abre as portas ao seu quotidiano profissional com um pequeno salto até às berças onde passa os fins de semana.

Mais do que um qualquer deslumbrado protagonismo ( está quase na reforma e ambições políticas, ou outras,não tem, sendo que a ser útil é que se sente bem, como nesta árdua tarefa editorial.Ou seja, saio já de cena!!!).

Serve isto para dizer que ficamos à espera de que vocês próprios nos enviem a vossa própria reportagem sobre o que fazem, poir onde andam o que não quer dizer que um destes dias não apareçamos de surpresa, por ex. na Faculdade de Letras e ali “apanhemos” o Leonel Ribeiro ou o José Ramos leccionando as suas cadeiras, ou subamos a Pombal e ver o que o Firmino anda a fazer, ou o Arménio, ou o, o, o.

Tenho a sorte de ter sido entrevistado para o Parlamento Global, em S.Bento, onde trabalho e coordeno o gabinete de imprensa do PS e, depois de quase duas horas de entrevistas, deu isto.

Divirtam-se e, se quiserem, lá podem também ver isto, ou isto, e ainda isto, para finalizar aqui, embora este último trabalho tenha sido desvirtuado com a ordem das fotografias,( oh, pra mim tão modesto!).

Por favor, não me deixem sózinho no palco.Quem é o próximo?

ac

Laudes

Não estamos sós.As nossas famílias contam

Lisboa,2005. As famílias Vaz, Afonso, Colaço e Filomena. Rito e Acílio, também.

De facto, não estamos sós. O mérito destes Encontros anuais é, também, o de constatarmos em que medida, cada um de nós, tendo seguido por outros caminhos, jamais perdeu a noção do Caminho, ou, tendo-a perdido, não O ignora, e a ele regressamos para, durante umas horas – ou, agora, por este meio on line, SEMPRE, em contacto – melhor e mais acompanhados nos sentimos. Também as famílias que constituímos sentem que, por esta via, são parte integrante de todo um património vivencial que lhes compete prolongar.

Pelo seu presente, acrescentam mais vida ao nosso próprio presente. Como quem diz “lembrai-vos: estais aqui reunidos não só para recordar o passado, mas para reafirmar um presente de que também somos parte. Agora, tudo o que se passa, também se passa connosco“!

Frei Lopes Morgado e seu irmão (manda aí o nome, meu!).

A filha de Constantino Sério e sua neta. Venham de lá os nomes (Isto é o que se chama jornalismo em directo!)

Almoço em Gondomar, este ano.Alguém identifica nomes? Venham de lá eles.

Carlos Rito, Agostinho Vaz, Joaquim Afonso e…?

Arménio e sua mulher…. para além de um desfocadíssimo Sério (desculpa!).

Agostinho Vaz e sua prole.Nomes, Agostinho? E os outros?

Frei Lopes Morgado, Rito, Vaz, Colaço e sua mulher Filomena. E mais…?

Vêem. Os vosso nomes podem estar “inscritos no Céu” mas não no blog por…desconhecimento. Alguém que ajude.

ac

Memória.O Teresinha,o lagarto e as asas dele

Esta patente nos corredores do Palácio de S. Bento, durante todo o mês de Outubro, uma exposição colectiva de artistas cubanos. Clic no link que verá a respectiva reportagem.

Mas por que é que a convoco para aqui, nomeadamente, pela mostra deste quadro de Agustin Bejarano -Mentes Flotando? Porque ao explicar a um colega de trabalho, sem dar por ela disse-lhe adoro estes dois quadros mas este, aqui, faz-me lembrar O Teresinha. E lá expliquei que no meu ano de noviciado, 1968/69, costumávamos visitar os doentes com deficiência mental, do Hospital de S.João de Deus, em Barcelos. Em regra tínhamos que cumprimentar, sempre, o Teresinha. Sentado no seu banco de jardim, em posição yoga, inclinava, repetidamente, o tronco num vai-vém que nos incomodava. Quase sem me fixar, naquela tarde, ao perguntar-lhe como estava, disse-me “frei Colaço, esta noite sonhei que me apareceu um lagarto com asas que me disse:Teresinha, forma-te em bioquímicas e…casa-te”!!!

Aqui está, como, sem querer, tropeçamos no passado tão forte foi o presente dele.

Venham daí, também, as pequenas historinhas dos vossos teresinhas. 

ac

Vésperas

Mação.( Vês? Como serão as noites no largo da tua igreja natal? Envia fotos.)

 

Obrigado, Senhor, por mais um dia cheeeeeeeeeio. Na memória, porém,  a conversa comsabor a vazzzzzio de um colega, cuja identidade preservo, e que passa, neste momento, lá para os arrabaldes de Gondomar, por uma situação de quase falência da empresa onde trabalha, há mais de trinta anos.”Má gestão”, diz. E a gente abençoando  o milagre de um posto de trabalho.

Na memória, ainda, a conversa de um outro colega a quem, solicitado para enviar fotografias, textos, o que quiser – sim, sei que estou a ficar demasiado cansativo, mas tem de ser, para que isto seja de todos - me disse, ” sim eu tenho, mas …. são só dos do meu ano!!! Mas, claro, é o que queremos. Se todos mandarem as coisas dos seus anos, temos os ANOS TODOS, DE TODOS.

No vazio dos nossos dias, lembra-nos que só Tu podes preencher-nos. Boa noite.

ac

Matinas

Mação, nascer do sol.Serra do Bando

Faz com que nada perca das surpresas que tens preparadas para mim, sobretudo, a de continuar a acreditar que, Tu , és as a única Certeza em mim. Faça sol, chuva ou frio, embrulhado, Contigo, nenhum arrepio, nenhuma melancolia. Sim, Tu és a Alegria de que preciso para mais um dia cheio de partilhado e fraternal sorriso.

ac

Última hora.Já estamos ligados/linkados aos Capuchinhos

Frei Hermano Filipe acaba de nos ligar/linkar à página da Ordem dos nossos queridos Frades Menores Capuchinhos. É um momento bonito, que agradecemos. Afinal, como dissémos desde a primeira hora, queremos fazer parte, somos parte da grande família franciscana em qualquer parte em que a vida nos encontre. Que a Ordem connosco…conte! Sempre!

Todos os motivos para partirmos, assim, mais animados para um novo dia! Obrigado!

Não queremos fazer de conta e, sim, que façam conta connosco!

ac

Leitura.Lobo Antunes: celebrar a vida

António Lobo Antunes fascina-nos, de entrevista para entrevista. De facto, o ALB resingão, com tudo e com todos, depois da experiência de vida – um cancro no intestino - por que passou ficou para trás.

É imprescindível a leitura da última entrevista “Pública” (12,Out,08).De lá respigamos: “Tive a sorte de ter um bom sistema imunitário e acho mesmo que Santo António me protegeu.É engraçado a relação com Deus. Dantes zangava-me quando via a morte de crianças. Agora já assisto a isso melhor. Como aceito a minha. Que é que vai ficar de mim? Livros. Já não é mau. Já não é mesmo nada mau se eles forem aquilo que eu acho que eles são.”

E ainda: “O meu pai morreu há quatro anos, e muito mudou em mim – até estar em paz com ele. Está a ver como fiquei muito mais terno com a doença? Estar aqui sentado já é uma festa. Haver sol. Eu não tinha isto. Agora sinto-me em paz comigo.”

E à pergunta ” O que é que mudou com a doença, ou seja com sombra da morte?.

A resposta de ALB: “Aldrabices, mentiras, jogos, em nada na minha vida – nem nos livros. A doença foi fucral”.

Mas, Lobo Antunes dirá, ainda, e acerca dos cuidados com o corpo que não tinha:

Tinha medo de fazer um exame e ter qualquer coisa – não me apetecia. E agora periodicamente faço exames a tudo, fígado, rim… Fiquei surpreendido: estava tudo tão bem. Como é que diz o S. Francisco de Assis? “Confesso que pequei muito contra o meu pobre irmão corpo.” A grande lição  são as pessoas.( ALB fala dos tratamentos de quimio e radioterapia) Pessoas que sabiam que iam morrer.Às vezes, tinha vergonha:”Eu vou viver, eles vão morrer”.

Uma celebração da vida.

ac

Correio.Mais cartas

Sou Armando Pinto, um antigo seminarista, que estive em Gondomar entre Setembro de 1965 e Junho de 1969. Tive lá um irmão, mais novo um ano, Fernando Pinto, e um primo, o António Rosário, mais velho. Conheci bem o Agostinho Vaz, o Luís Marques, mas outros não. Já tentei contactar o Agostinho, mas o número de telemóvel que consegui não atende. Gostava de adquirir o livro dos 50 anos… Se os comentários neste blog estivessem activos podia comunicar.

Parabéns por este espaço.

 

Armando Pinto

NR – Olá Armando. Em boa hora nos contactas, porque, ainda hoje, vais ter oportunidade de falar com o Agostinho Vaz. Vai ao teu mail e…verás! E não podemos ter uma foto tua , do tempo de Gondomar e hoje, outras tantas, da actualidade. Que fazes? Onde vives? Isto começa a funcionar como verdadeiro Lugar de Encontro.

Como vês, por enquanto, o gmail é a porta de entrada para comunicarmos. Os comentários avançarão quando tivermos os alicerces da casa mais consolidados. Como sabes, a net tem as suas vantagens e, por enquanto, não queremos sofrer com as desvantagens.

Tão breve quanto possível, também iremos disponibilizar as chaves de edição directa do irmão sol. Até para facilitar a vida aqui ao escriba de serviço. Passo a passo, avançamos, e ninguém ficará sem resposta. Obrigado e ficamos à espera de mais colaboração.

Quanto ao livro,creio que em Fátima poderás encontrá-lo. Vai ao link que temos ali em baixo para a Ordem, ou, aqui, pronto, e vê a morada. Frei Morgado deve saber como. ac

João Casais EM DIRECTO DO KAZAKHSTAN

Vista Parcial Refinaria Kazakhstan

A Vida tem destas coisas…

Caro Irmão Colaço, (em particular). E caros irmãos e amigos, (em geral). Confesso que nem sei por onde começar. Vamos ver se eu consigo pôr as minhas ideias por ordem. Antes de mais Colaço, vais desculpar-me, mas vou tratar-te por tu, embora me vá custar, pois em tempos idos apanhei o hábito de tratar todo o mundo por Você, mas quero modernizar-me. (Os meus 9 netos também me tratam por tu). Quero desde já felicitar-te pelo excelente trabalho, (Não sei se alguém fazia melhor. Eu não. Nem sabia por onde lhe pegar…), de tornar possível o “Irmãos Sol”, e, ao mesmo tempo agradecer-te o tempo que vais retirando à tua vida privada para dares vida a esta Casa. Praticar o Bem é gratificante. Sei que não te arrependerás, ainda que o desânimo te bata à porta.

Mas, afinal, quem é este tipo, que está aqui a deitar faladura e não se identifica? Eu disse, que não sabia por onde começar.

J. Casais    No trabalho Kazakhstan

    J. Casais  Com o Tradutor  Kazakhstan

Alguém ainda se recorda do João Ponte Casais? Entrei para o Seminário, em Poiares, no ano de 1955. Estive lá 3 anos lectivos, (55-56, 56-57 e 57-58). Em 1958 comecei o meu 4º ano em Gondomar. Disse Comecei? Sim. Porque não acabei…Fui expulso…Não me perguntem porquê, pois nunca me foi dito porquê. Sei que está para fazer 50 anos que subi a Avenida das Camélias a chorar…acompanhado, salvo erro, pelo Saudoso Pe. Fulgêncio que me veio trazer à Estação de Campanhã e me comprou o bilhete de comboio, e me despachou para Barcelos, onde o meu falecido pai me esperava, e me levou para casa, em Cristelo.

Continuar estudos? Nem pensar. Eu fazia parte da família mais pobre da minha aldeia. Solução? Começar a trabalhar de carpinteiro com o meu Pai.

Os 3 anos a seguir à expulsão, foram de desânimo e revolta. Todas as portas se fechavam para mim. Contudo, quero  aqui publicamente deixar-vos o meu testemunho: Se não fosse a Fé Sólida Adquirida, durante os 3 anos e pouco, que passei no Seminário, acredito seriamente que não sei se teria vencido as  adversidades, que me foram surgindo ao longo da vida.  S. Francisco protegeu-me. Obrigado.

João Casais  Canada 01-01-2008

19-09-2008   J.Casais e Miquelina 44 Anos de Casados

Depois veio o serviço militar, Casamento, e imigração para o Canadá. Presentemente, encontro-me no Kazakhstan destacado pela minha companhia do Canadá. Faço 4 semanas dentro (Kazakhstan), e 4 fora para descanso, (No Canadá, ou, em Portugal). Prometo voltar, com mais pormenores da minha vida, para que melhor nos possamos conhecer  uns aos outros. Esta é a minha primeira pedra (bem tosca), para ajudar a construir a nossa casa.

 

J.Casais, Esposa Miquelina e Neta Kelly Aeroporto de Toronto

Contudo antes de finalizar: Eu e a minha mulher estivemos em Gondomar, no mês passado. Fiquei emocionado entrar naquela casa, de onde tinha partido há 50 anos, (sem nunca mais por lá passar).

 

Em Cristelo Barcelos  À espera do Regresso às origens

Precisamos de nos conhecer melhor, uns aos outros. Só conversei com 5 ou 6 dos presentes. Mas não devo queixar-me, porque por razões óbvias, não me tem sido possível estar convosco nos encontros. Até breve.

Para todos um abraço do tamanho do mundo.João Casais

NR- Ora aqui está um tijolão de todo o tamanho. Não há distâncias . O que torna mais exigente colaborações futuras. O João tem o seu mail assinalado na lista que enviamos por outras vias. Quem quiser entrar em contacto, caso o tenha perdido, escreva-nos para o irmaossol@gmail.com.

O escriba fica aguardar as prometidas novidades.Muito obrigado João.

 

 

 

Memória.Mais histórias do Teresinha.

Viva a minha gente!!!
Não, Colaço; ainda não é desta que vais ler a história que te fascina…
Por falares no “Teresinha” veio-me à mente a imagem hilariante de uma cena passada, precisamente, durante um jogo de futebol que decorria entre nós e os noviços espiritanos da Silva. Já não me recordo do resultado do jogo, nem da sequência do mesmo, quando, repentinamente, se ouviram gritos e ameaças, junto à barbearia. Os irmãos de S. João de Deus acudiram, conjuntamente, com alguns funcionários, na tentativa de serenarem os doentes que se envolveram numa cena de pancadaria. Mas tudo não passaria de uma arruaça contra o barbeiro que estava no desempenho do ofício, quando o nosso jogo foi interrompido. É que, o dito “Teresinha” saltou a janela da barbearia e com uma faca, aos gritos,  ameaçava cortar o pescoço ao barbeiro. Recorrendo aos procedimentos adequados, os irmãos da casa lá atenuaram a situação e o nosso jogo continuou, sob a arbitragem do frade de S. João de Deus. Já não me recordo do resultado.


Normalmente ganhávamos os jogos aos irmãos hospitaleiros, graças ao nosso espírito de equipa e às nossas “estrelas” que eram: o Carlos Rito, o Agostinho Mendes e o nosso “bombardeiro”, João Angolano (João Teixeira)!
Quando jogávamos contra a malta da Silva, normalmente, perdíamos, apesar dos dribles estonteantes do Rito, da desmarcação e passe elegante do Mendes e do “petardo” do João Teixeira!!!

UM RECADO
 
E, já agora, só dois ou três “gatos pingados” é que debitam posts (não confundir com postas), para o nosso blog?
Estou em crer que, dentro de pouco tempo, quando o pessoal do meu ano, do Sério, do Santos Costa, etc, começarem a participar, o blog vai entupir…
 
Um abraço de Paz e Bem do

 A. Henriques Vaz.

NR- Como vês, a casa continua a crescer. Hoje tivemos o exemplo disso. Vamos com calma. A propósito, podes relatar como foi o reencontro com o nosso amigo Armando Pinto?!ac

Vésperas

Mação.Pôr-do-sol. ( À espera de outras imagens…)

Está bonita esta tua igrej@ , Senhor, dia-a-dia, erguida com as pedras vivas em que nos vamos tornando.

ac

De Fátima ao Kazakhstan, passando por Poiares

Poiares.5 Outubro 1957.Alguém se reconhece por ali?

(In,Livro 50 anos Gondomar)

Olá, TóZé.

 

Fiquei tocado pela carta do João Casais.

Pela sua franqueza em expor-se, pelo seu testemunho de fé e pelo Português fluente e perfeito em que escreve, depois de tantos anos por terras de emigração e não tendo feito, como diz, mais estudos que os dos 3 ANOS passados no Seminário. Vê-se que AQUELA ESCOLA era, de facto, uma boa pedra angular. Quem sabe se ele, um dia, ainda nos escreve uma carta em Latim?

 

Claro, não conheci o Casais, nem nunca ouvi falar nele, pois no ano em que ele entrou em Poiares (inaugurado no meu Quarto ano, em 1953), estava o meu ano a começar o que então se chamava 2º de Filosofia, no Colégio de Santa Marta del Tormes, frente a Salamanca.

 

Mas, embora não conheça o João, conheço bem a sua aldeia de Cristelo (donde é, aliás, o nosso Irmão frei José Carlos, que vive na Fraternidade da Baixa da Banheira, e que talvez conheça o João ).

Sou de Areias de Vilar, ou Vilar de Frades, onde os Irmãos de S. João de Deus compraram a Quinta e o Convento que era a casa-mãe dos Frades Lóios em Portugal, antes da expulsão dos religiosos. ( Um dia destes mando-te uma reportagem). Um outro capuchinho de lá, morto a 8 de Março de 2000 (DIA DE S. JOÃO DE DEUS, NADA MENOS!) esteve uns 20 anos com emigrantes no Canadá. Como isto anda tudo ligado…!

 

Já que me “chamaste ao quadro”, terei muito gosto em enviar ao João e à sua família o livro dos nossos 50 anos em Gondomar, para que ele mostre aos netos (e netas, como se vê pela foto), a casa que, pelos vistos, já revisitou com a sua mulher… Manda-me o endereço dele no Canadá ou, se ele preferir, em Cristelo.

 

Um abraço aos dois.

E continua a fazer pontes, mas de modo que um dia destes, lá no emprego, não te mandem dormir para debaixo de uma ponte…

frei morgado

NR. Agora mesmo segue o mail. Aliás, vamos reenviar, outra vez, a lista de todos os mails para todos os que e têm mail ( via BCC ) para que assim, cada um comunique, entre si, sem ser chancelado pelo is (irmão sol).

ACTUALIDADE.De Benfica a Timor

FREI JOÃO SANTOS COSTA, NOVO PÁROCO EM LISBOA

Parabéns ao Frei João Santos Costa.

É o novo pároco do Calhariz de Benfica. A notícia pode ser lida no link, que é para não retirarmos audiência ao Frei Hermano Filipe!

Os parabéns, esses, ficam aqui, com um pedido ao nosso pároco Pintor: para quando uma exposição na nossa …. Galeria, também?

S.FRANCISCO DE ASSIS PADROEIRO EM HATU KARAU

As últimas de Frei Fernando Alberto e dos aspirantes timorenses.

No dia 19 de Setembro de 2008, o frei Fernando com os aspirantes, acompanhados por dois leigos de Laleia, entregaram a imagem de São Francisco de Assis aos poucos cristãos de Hatu-Karau, que a receberam num clima de muita devoção, alegria e festa.

Para ler mais, aqui.

GALERIA.Inauguração

Mais uma vez o escriba tem de dar o seu desinteressado exemplo. Aqui vamos expor as obras dos nossos artistas plásticos, dos nossos fotógrafos (sejam de fim-de-semana, ou de todos os dias) e, claro…os vídeos, quando lá chegarmos.

Tudo serve para partilharmos, para iluminarmos os nossos dias, ou seja, aquilo ou aquelas coisas mais pequeninas de que são feitos. O quê, alguém disse aí do fundo da sala que poderíamos inaugurar, antes, era um quadro com as cotações da Bolsa?!!

Bom, vamos lá a ver, quer dizer…. se for para aplicar as mais valias em obras onde possamos valer MAIS para aqueles que precisam, alinho já! Eu, que ainda hoje, não sei, e recuso saber de que é feito o sobe e desce dos diversos “Niqueis”!!!( Acho que também tenho lá para o sótão uns papeis que voaram do assalto à embaixada de Espanha e que, por acaso, vieram ter comigo quando, ocasionalmente ali passava.Quer dizer.)

Para a inauguração de hoje, ficam estas despretensiosas obras:

Um tríptico serigráfico (  não, não é  seráfico!!!) sobre o vinho, um óleo de 1974, pintado aquando do conhecimento da morte de Picasso, a última serigrafia  sobre a Assembleia, editada pela Associação dos Antigos deputados, a serigrafia comemorativa dos 19 anos do 25 de Abril, editada pela Associação 25 de Abril e uma fotografia sobre a Procissão dos Passos em Mação. Um cheirinho só pra dar o pontapé de saída. Claro que o irmão sol/aaac poderá e deverá sair, um dia, dos écrans e descer à terra, quer dizer, fazer exposições (colóquios, etc, visitas, etc) O artista, neste caso, é, também, o escriba, que já participou em diversas colectivas e individuais, e chega.

ADIVINHO-TE

PICASSO, In Memoriam

DE MÃOS DADAS COM A CONSTITUIÇÃO

25 DE ABRIL UM OUTRO PORTUGAL POR ACHAR

FOTOGRAFIA :P ROCISSÃO DOS PASSOS (MAÇÃO)

Uff!A “vernissage” está feita!Venham de lá esses trabalhos.ac

Mais correio. Entrem os do ano de 1965

Com a redacção quase fechada, por hoje ( ufff! ) o gmail, sim, a S. Damião dos nossos dias, como que chama por nós: “Há um outro irmão querendo entrar!”. Aqui está, finalmente, o menino Armando Pinto….

…hoje, Administrativo, no Centro de Saúde de Felgueiras.

A riqueza da colaboração que o Armando nos envia é tanta que vamos editá-la num outro momento, para que nada se perca do que nos enviou, texto e…belíssimas fotos.Fica só, para abrir o apetite, esta, que data da entrada em Gondomar, em 1965. Até mais logo.

ac

Vésperas

Lisboa, Restelo, há minutos

Obrigado por mais um dia.Um dia Mais.

Matinas

Do alto deste sótao, quase rente aos telhados, quase rente aos sinos das  duas torres, quase rente ao chilreio da passarada, muito obrigado, Senhor, por conseguir entender os sinais que me envias, para que nada perca deste novo dia, para que nada perca do que faz,verdadeiramente, falta Entender.

ac

Leitura.A PROCURA DO ABSOLUTO

 

Como é hábito, aos Sábados, a Iluminação que procuramos, também passa por aqui. A Palavra ao Pe Anselmo:

A ‘BÍBLIA’: 73 LIVROS 


Anselmo Borges
Padre e professor de Filosofia
 

A palavra Bíblia vem do grego e significa livros, no plural. Em latim e, por derivação, em português, transformou-se num singular feminino: a Bíblia como “O Livro”. Quem não estiver atento pensará que se trata de um livro como os outros. Na realidade, é, segundo o cânone católico, o conjunto de 73 livros – uma pequena biblioteca -, e a sua redacção e formação prolongaram-se por mais de mil anos.

Assim, como reconhece o Sínodo dos Bispos, reunido em Roma até 26 deste mês, para tratar precisamente da Bíblia, o magno problema bíblico é o da interpretação. De tal modo foi possível, com base na Bíblia, fazer leituras díspares que o filósofo Hegel tem o dito famoso de que ela é como um nariz de cera, expressão que já vem de Alain de Lille, no fim do século XII.

Dou exemplos, um pouco ao acaso, apenas para mostrar, perante o emaranhado de textos, a urgência da tarefa gigantesca da exegese e da hermenêutica.

No primeiro livro – o Génesis -, há duas narrativas da criação, que não são coincidentes. Logo por aí se vê que não podem ser tomadas à letra.

Sobre o amor, encontra-se na Bíblia um dos livros mais eróticos da história da literatura: o Cântico dos Cânticos é um poema que canta o amor de um homem e de uma mulher, com a sua expressão sexual, e não são casados. Mas, no Levítico, lê-se: “O homem e a mulher adúlteros serão punidos com a morte”; “Se um homem coabitar sexualmente com um varão serão os dois punidos com a morte”. Na Bíblia, ao lado de uma ética sexual do amor, da justiça e da bondade, encontramos éticas da pureza e da propriedade.

No salmo 137, está: “Cidade da Babilónia, feliz de quem agarrar nas tuas crianças e as esmagar contra as rochas!” Mas Jesus mandou amar os inimigos e, do alto da cruz, rezou: “Pai, perdoa-lhes, porque não sabem o que fazem”.

Jesus disse que Deus e a Mamona (a riqueza divinizada) são incompatíveis, mas também se lê no Evangelho o que ficou conhecido como “o efeito de Mateus”: “Ao que tem será dado e terá em abundância; mas, ao que não tem, até o que tem lhe será tirado.

Sobre as mulheres, diz São Paulo que “já não há homem nem mulher, pois todos são um em Cristo”. Mas, no Eclesiástico, lê-se: “Pela mulher começou o pecado e por sua culpa todos morremos.”

Os livros dos Profetas constituem uma revolução na história da consciência religiosa da Humanidade, pois, contra a corrente sacerdotal, reivindicam a moralização da religião, cujo núcleo está na justiça e não nos sacrifícios, dos quais Deus diz que “fedem”.

Job, esmagado pela dor na sua inocência, ousa convocar Deus para um tribunal independente.

Frente à morte, diz-se que o Homem morre como o gado. Mas São Paulo escreve que a fé cristã tem o seu fundamento na ressurreição dos mortos: “Sem ressurreição, é vã a nossa fé.”

Com a Bíblia, justificou-se a teocracia e também a laicidade, matou-se, cometeram-se crueldades sem fim, fizeram-se as cruzadas, mas também se ergueu, como nunca tinha acontecido, a dignidade divina da pessoa humana.

Deus é o Deus dos exércitos e da vingança, mas também é o Libertador, e a única tentativa de definição diz: “Deus é amor.”

Afinal, a Bíblia escreve sobre a história dos homens, no seu melhor e no seu pior, na busca do absoluto. É preciso entender que ela é um livro religioso e não científico e só no seu todo é que se reclama da verdade. Ora, se toda a religião tem como ponto de partida e de “definição” a pergunta essencial: o quê ou quem traz libertação, salvação, sentido final?, então, quando se pergunta pelo fio hermenêutico essencial e decisivo para a interpretação correcta dos livros sagrados, ele só pode ser o do sentido último, da libertação-salvação total. Só a esta luz é que são verdadeiros. Em tudo o que neles se encontra de menos humano ou até de desumano, revela-se o que Deus não é e o que o Homem não deve ser.

Lídia Jorge disse de modo iluminante: “A Bíblia é o poema colectivo mais longo criado até agora pela Humanidade. Nele se espelham as várias batalhas que os homens engendram na sua demanda pelo amor absoluto.”

NR.Sublinhados nossos.Está aberto o debate.Venham daí esses contributos.ac

WEBANGELHO de Domingo

A palavra, hoje, a Frei Bento Domingos,com a devida vénia:

A evangelização da sexualidade

 

19.10.2008, Frei Bento Domingues 

 

Muitas pessoas afastaram-se da Igreja e a Igreja afastou-se dos seres humanos. Ficou muito prejudicada com essa atitude

 

 

O ano só tem 365 dias. Ao consultar os calendários mundiais, internacionais, nacionais e regionais – cívicos, políticos, religiosos -, fica-se com a impressão de que há menos dias do que propostas de celebração de tudo e mais alguma coisa. O passado dia 16 foi o Dia Mundial da Alimentação. No dia 17, consagrado à erradicação da pobreza, realizou-se também o I Encontro Nacional de Actores Sociais. Logo a seguir, dia 18, tivemos o Dia Europeu contra o Tráfico de Seres Humanos e a Igreja Católica celebra, hoje, o Dia Mundial das Missões. Este domingo tem uma história.
Em 1922, Pio XI foi eleito Papa e marcou logo o dia de Pentecostes com um gesto insólito: interrompeu a homilia e, no meio de um impressionante silêncio, tirou o solidéu e fê-lo passar entre a multidão de bispos, padres e fiéis presentes na Basílica de S. Pedro, pedindo a todos ajuda para as missões. No Ano Santo de 1925, abriu, no Vaticano, uma exposição missionária mundial e publicou a encíclica Rerum Ecclesiae sobre as missões, mas o grande acontecimento foi a inesperada consagração dos seis primeiros bispos chineses. No ano seguinte, instituiu o Dia Mundial das Missões, a celebrar, em toda a Igreja, no penúltimo domingo de Outubro.

2O Papa Bento XVI, na mensagem para este domingo, recorreu à notável exortação apostólica de Paulo VI, Evangelii Nuntiandi (1975), sobre a evangelização do mundo contemporâneo, sublinhando que “evangelizar constitui, de facto, a graça e a vocação própria da Igreja, a sua mais profunda identidade”.
Ninguém estranhará que a contemporaneidade deste Papa já não seja a de Paulo VI, embora se mantenha exacta a caracterização da missão da Igreja. O que surpreende é a fugacidade da noção de “mundo contemporâneo”. Bento XVI assinou a mensagem para este domingo no dia 11 de Maio passado. Ora, a turbulência global das últimas semanas, provocada pela especulação financeira, deixou sem cobertura o contraponto que ele procurou destacar na conjuntura actual: “Vejamos mais de perto a situação do mundo de hoje. Se, por um lado, o panorama internacional apresenta perspectivas de um desenvolvimento económico e social promissor, por outro, chama a nossa atenção para algumas graves preocupações no que diz respeito ao próprio porvir do homem. Em muitos casos, a violência caracteriza os relacionamentos entre os indivíduos e os povos; a pobreza oprime milhões de habitantes; as discriminações e às vezes até as perseguições por motivos raciais, culturais e religiosos impelem numerosas pessoas a fugir dos seus países para procurar refúgio e salvaguarda noutras paragens. Quando não tem como finalidade a dignidade e o bem do homem, quando não tem em vista um desenvolvimento solidário, o progresso tecnológico perde a sua potencialidade de factor de esperança e, pelo contrário, corre o risco de agravar os desequilíbrios e as injustiças já existentes.”

3No Vaticano II, a Igreja Católica procurou os gestos, as palavras e as decisões que traduzissem o Evangelho de Jesus Cristo para o mundo contemporâneo. Alguns acusaram a sua visão de optimismo excessivo. Não me parece. É mais exacto dizer que foi a persistência do pessimismo acerca da sexualidade humana, retomado no pós-concílio, que mais dificultou a evangelização de mulheres e homens do nosso tempo.
Estamos a 40 anos da Humanae Vitae (1968), chamada, muitas vezes, a “encíclica da pílula”. Este documento produziu um desconforto eclesial inapagável. Importa conhecer a sua génese, estudar as consequências que produziu e as resistências eclesiásticas à sua alteração. Miguel Oliveira da Silva, professor de Ética Médica na Universidade de Lisboa, acaba de publicar uma obra pioneira em Portugal que merece a maior atenção e debate (1).
Para o cardeal Carlo M. Martini (2), a Igreja deve trabalhar no desenvolvimento de uma nova cultura da sexualidade e da relação, pois esta encíclica é, em parte, responsável por muitos já não tomarem a sério a Igreja como interlocutora ou como mestra. Aos jovens dos países ocidentais, já quase não lhes passa pela cabeça recorrer a representantes da Igreja para os consultar sobre questões de planificação familiar ou de sexualidade. Muitas pessoas afastaram-se da Igreja e a Igreja afastou-se dos seres humanos. Ficou muito prejudicada com essa atitude.
Este cardeal deseja uma nova encíclica, na qual o magistério diga algo de positivo sobre a sexualidade. Ele próprio faz sugestões e aponta um método de diálogo para que, nesse documento, não sejam dadas respostas a perguntas que não existem.
No Dia das Missões, é importante ter presente a advertência de Jesus: não adianta percorrer mar e terra só para fazer prosélitos. É preciso, antes de mais, fazer da Igreja um lugar habitável para mulheres e homens, jovens e adultos, sejam eles hetero ou homossexuais. Toda a realidade humana é ambígua. A sexualidade também é terra de evangelização.
(1) A Sexualidade, a Igreja e a Bioética. 40 Anos de Humanae Vitae, Lisboa, Caminho, 2008.
(2) Carlo M. Martini/Georg Sporschill, Coloquios nocturnos en Jerusalem, Madrid, San Pablo, 2008.

Vésperas

E cai a noite. A ver se Te encontro, Senhor, na beleza desta ria.

A CAMINHO DO NORTE

No passado distante, era o regresso das férias de Verão de um homem do sul, a caminho do Norte. Esperavam-nos as vindimas na quinta da benfeitora Dª Irma, algures, na Maia, mas, também, a ajuda nas vindimas em … Gondomar. Foi, aliás, o meu primeiro contacto com Gondomar e com as altas ramadas do vinho “amaricano”. João, Afonso, Vaz ou Mendes, ajudem-me, eu acho que ainda andámos de hábito empoleirados nas altas escadas.

Hoje, a caminho, algures no Norte, um festival de nuvens de ” algodão doce”. Esperamos que façam desabar sobre todos nós uma semana de grandes surpresas editoriais, assim espero.

Ao fim de semana é que a “vindima”é fraca. Uma pausa, não faz mal.

ac

Matinas

Hoje, matinas, pode rimar com salinas. Bom, Deus,sê Tu, o sal, para um dia bem temperado.

ac

Matinas

Sempre Contigo ao leme, mesmo que as encapeladas ondas nos tentem molhar  a alma por dentro, a ver se treme.

Obrigado, bom Deus, por mais um dia.

ac

EM DIRECTO DE…LONGRA (FELGUEIRAS)

ARMANDO PINTO EM DIRECTO DE FELGUEIRAS

Obrigado pelo acolhimento. Foi uma emoção íntima contactar com alguém que sente o mesmo… pois só quem esteve num local como nós, sabe o que isso é…

Quando escrevo estas linhas ainda não pude contactar o Agostinho Vaz, mas quando lerem isto já de certeza que sim…

Ora, actualmente sou Administrativo de saúde, no quadro do Centro de Saúde de Felgueiras (ARS Porto), desempenhando funções de responsável da Unidade-Extensão de Saúde da Longra. Nas horas vagas gosto de escrever e de investigação histórica. Aliás quando fui contactado para o 1º Encontro dos Antigos Alunos Capuchinhos, não podendo ir, então, escrevi a justificar-me e enviei oferta de um livro que escrevera pouco antes (monografia sobre a minha região), para a biblioteca da Ordem. Após isso escrevi mais alguns livros, sempre em edição de autor, motivo que leva a que não tenha publicado mais já… Sou ainda colaborador de imprensa local, por carolismo, escrevendo de quando em vez umas crónicas no jornal Semanário de Felgueiras.

( NR-O link é surpresa nossa!)

Sou casado, pai de um casal de filhos, ambos já casados, ele Engenheiro Electrónico, trabalhando na região, e ela Enfermeira, radicada na área de Lisboa. Mas ainda não tenho netos, por ora. Até há pouco tempo estive envolvido em diversas actividades de carácter associativo e cultural, fui presidente de uma instituição daqui (Associação Casa do Povo da Longra, na qual fundei um Rancho Folclórico Infantil, entre outras coisas, por bairrismo apenas, pois que nem sei dançar, nem tocar e muito menos tenho queda para cantar, mas consegui que aquilo fosse e ainda seja uma realidade). Contava estar reformado daqui a poucos anos, já que presentemente estou nos 54 anos, mas com as novas regras já nem sei como vai ser – completo no próximo Março trinta e três anos de serviço… entretanto, já tive um problema cardíaco o ano passado, e para já viv’ó velho…!

( NR – O link para a Feira da Longra é da Redacção!!!)

Não pude ir aos iniciais Encontros precisamente derivado às actividades que referi. Quase sempre a data coincidia com algum ida do meu Rancho a qualquer Festival ou algo do género. Mas também porque assim tinha essa desculpa… Quem porventura se lembrar de mim (além de ferrenho pelo F. C. Porto, até porque havia os jogos do Benfica contra os do Porto – e ainda deve haver nos álbuns da casa umas fotografias dessas equipas, nós tínhamos camisolas às riscas finas azuis e brancas), deve recordar-se que eu era muito tímido e calado,

deveras reservado, e isso ainda se mantém, pelo menos em encontros com muita gente, logo nunca tive coragem de ir… Ao Seminário fui apenas uma vez, depois de ter saído e muitos anos volvidos, na companhia do meu primo, que foi lá tratar de umas papeladas. Mas, tendo aparecido alguns srs Padres do meu tempo, e inclusive um que foi meu colega de ano, o reencontro foi tão frio que fiquei desiludido…

O meu irmão está como professor na Secundária de Alfândega da Fé (Nordeste Transmontano) e o m/ primo Rosário, que foi funcionário da Segurança Social em Felgueiras, teve problemas de saúde há anos (espécie de AVC) e está ainda em convalescença…

E é tudo, para já. Alguém que diga mais alguma coisa, O. K. e continuem. O meu bem-haja a esta iniciativa e um abraço a todos.

Junto umas imagens, que, se servirem, poderão ajudar a recuar o tempo… até Gondomar – 1965/69!

 

Na primeira fila, reconheço, salvo erro, a partir da esquerda, o Frei João, os P.es, Donato, Fernando Pereira da Silva, Boaventura (depois alguns membros da Ordem que na altura visitaram a casa, estando ao centro o então Provincial, P.e Rafael de Serafão); e do outro lado, a partir da direita, P.es Paulo, Mário. A. Pojeira, Afonso, Dinis, …, e Boaventura. Na segunda fila, atrás estão dois freis, o do lado esquerdo é o Frei Domingos, o da direita julgo que era Frei Pedro, do qual me lembro que era de Lisboa… 

A foto não tem qualidade, porque é já de uma cópia que consegui muito depois. Eu fiquei duas filas atrás do P.e Rafael – conforme pormenor de seguinte ampliação, em que estou entre meu irmão e o Manuel Lopes, de Escapães.

 

 

 

Uma pose, em período de férias de transição de vida – Na época em que saí do Seminário, prestes a entrar no ensino externo – eu, ao centro, mais o meu irmão Fernando, do lado esquerdo, e o meu primo A. Rosário Carvalho, do outro lado (agachado). Eles ainda continuaram, depois, mais alguns anos, tendo passado os dois por Gondomar, Ameal-Porto, Fátima, até Barcelos…

Armando Pinto.

O SOL DA NOITE

-O quê ?! É da redacção do Irmão Sol?! Oh, Colaço deixa-te de mer… e diz, depressa, o que é que queres? Mas tu julgas que eu tenho a tua vida ?Antes de mais, está tudo bem contigo? Então conta aí..

-Estamos a estrear um novo espaço no irmão sol

-Irmão quê ?! Ah! o meu filho já me tinha falado nisso, ele é que abre os mails e a net. Sim, eu também utilizo a net, claro.Pois….

-Então não estiveste em Gondomar e não decidimos fazer da net um lugar onde nos possamos encontrar, durante todo o ano, trocar notícias, impedir que as notícias nos troquem os passos, em suma, convivermos, relembrando o passado, passando-nos, cada vez mais, para o presente…etc

-Tens razão. Deixa lá que, a partir de hoje, vou começar a fazer do fim do dia o meu momento privilegiado para ver como é que está o pessoal e o que é que deixou escrito na net. Em suma, ver os rastos e os rostos de quem por lá passou. Pronto, já percebi o que é que queres.Então vou enviar-te uma telefoto do meu telemóvel aqui “em directo” da A1, a caminho de Coimbra. Está uma chuva do caraças e tenho lá uns clientes a quem tenho de vender os mais recentes produtos da cerâmica em que trabalho. Gostei de te ouvir e… espero não me despistar com esta coisa de quereres uma foto do que é que estou a fazer… AGORA.

NOTA DA REDACÇÃO

A partir de hoje, e sempre que possível, o SOL DA NOITE é uma espécie de contacto em directo com os nossos amigos a partir do seu ….telemóvel!!!

Ou seja, ou por nossa iniciativa, ou por iniciativa dos nossos amigos, tentaremos dar um pulo ao quotidiano de cada um, em princípio, ao fim do dia, como que a fazer o balanço de como correu o dia. As expectativas, as esperanças goradas, as desilusões mas, também, e, sobretudo, as grandes realizações do dia!

Certo? Uma espécie não de “Quando o telefone toca” e sim Toca-nos com o teu telefone”, quer dizer, faz-nos sentir mais próximos de ti, do teu quotidiano através de uma imagem captada pelo telemóvel.

Ou seja, de como poderemos utilizar as novas tecnologias para nos aproximarmos mais uns dos outros e, não, deixar que elas nos utilizem para nos afastarmos mais uns dos outros. Sim, a televisão e a net, usadas em sentido contrário, são responsáveis por acabar com os serões em família.

Quem quiser saber o nº de telemóvel para onde enviar, ou, para ser contactado, deixe o nº no nosso mail de serviço:

irmaossol@gmail.com

 

Pronto, dadas as explicações, resta dizer que o diálogo acima transcrito é uma mera ficção que serviu, assim, de pretexto para o pontapé de saída deste novo espaço. A foto, por acaso, foi tirada pelo escriba que regressava de Aveiro, sob intensa chuvada, onde esteve em trabalho, razão pela qual nestes últimos dias a actividade editorial decresceu!!!!

ac

Mais Correio.Relembrar 2004

Olá amigos

A primeira foto, todos conhecem o local, no entanto, não sei precisar  o ano deste encontro (NR-Está lá na foto, meu caro:2004!!! )e, a segunda, na mesma altura,

vejam só para este “batalhão” de Ritos, do Soito, a saber:

Frei Manuel Rito (Timor Leste)

Artur Rito

Rafael Rito

Josué Rito

Zacarias Rito

 - uma equipa e peras, devidamente coadjuvados  pelo Frei Pojeira, Frei Armando e o Artur da lavadeira.

 

Um abraço

Artur Rito

O SOL DA NOITE….João Teixeira

Este jovem aqui em baixo, João Teixeira, foi o primeiro a ser abordado pela nossa redacção para sabermos como correu esta Quarta-Feira, 22 de Outubro. “Um dia normal“, disse-nos o João que é, actualmente, professor de Português e Filosofia no Colágio das Caldinhas/Instituto Nuno Álvares, em Santo Tirso, com mais de 2000 alunos.

Para o João, hoje, não havia grandes expectativas e na aula de Filosofia,  os seus alunos leram Fernando Pessoa, “O menino de sua mãe”.

João Teixeira, o seu potente pé esquerdo ainda hoje ecoa pelo “relvado” do Ameal ( gostaste desta figura de estilo, Jonhy? Nem o Pessoa diria melhor!).O João está a recuperar de um problemazito de saúde e o seu médico não o quer em casa a tempo inteiro. Aos poucos, lá vai indo. Temos repórter. João, manda aí umas fotos dos estaladiços “jesuítas” de St.Tirso que é para arregalarmos os olhos e… o palato! Já sabes, é o teu trabalho de casa para amanhã: João Teixeira, capuchinho, em directo da pastelaria …jesuita!!! É verdade, e o nosso amigo Frei Hermano da Câmara ainda anda por aí? Bora lá, até Singeverga para um dedal do exótico licor!O escriba ainda por lá andou a tocar tambores num ensaio com Hermano e onde estiveram, também, Sério e Leonel, certo?! 

ac

Vésperas

E cai a noite. Mais tempo para o recolhimento, menos dispersão, sendo que em Ti, tempo, o nosso tempo, o tempo que criaste para nós, não é:Tu és a Eternidade para que caminhamos ou … com que já caminhamos dentro.Tão simples e tanto que complexificamos. Obrigado por querer-Te,  a todo o tempo, e nem sempre ter … tempo.

ac

Matinas

Obrigado por este pão. Mais do que este alimento para o corpo, quero que saibas – é lógico que sabes tudo – que, hoje, sobretudo, hoje, preciso de alimento para a alma e bem sabes porquê. Tu, o Justo, a fonte da Justiça, ilumina-me o entendimento que faço dela para que, em minha legítima defesa, não incorra no seu contrário – a vingança cega – ao querer repor - como Tu, contra os vendilhões do Templo -aquela que, creio, é a verdade que mais se aproxima da Verdade que em ti bebo.

ac

Chegou o carteiro(esqueceu-se da foto!)

NR-É com muito gosto que damos entrada a este correio de Frei Hermano Filipe. Por todas as razões e mais alguma.Para além do apoio que deu ao arranque deste espaço e, bem assim, a alguns arrumos de casa que serão necessários. Mas, sobretudo, porque este Convento é de todos: os que saíram e os que ficaram.Quer dizer, estamos todos, com muito agrado, “obrigados” a um só voto : o da CONVIVENCIALIDADE, em nome de Francisco, por causa do amor ao mesmo Deus em que acreditamos.

Já a seguir iniciamos um novo espaço a que chamamos “A FALA DAS GAVETAS“. Sim, ali publicaremos toda a espécie de textos de cariz literário, prosa e poesia ou outro estilo,e que permanecem adormecidos nas gavetas da vossa envergonhada criatividade!!!! E será inaugurado com o Frei Hermano.A propósito, Hermano, trata lá de enviar a tua foto.Queremos conhecer-te!

Ainda hoje, abriremos, também, a nossa Adega! Pois claro, não percam!ac

Convento de Barcelos. Frei Hermano Filipe, em directo de lá.

FREI HERMANO FILIPE

A HISTÓRIA VIVA QUE AJUDAMOS A FAZER

Num post aí abaixo perguntam pelo frei Hermano… o da Câmara não sei mas o da Fraternidade de Barcelos volta e meia passa por aqui.
Eu sei que muitos não me conhecem; pois, eu,a muitos também não conheço!… A não ser pelas fotografias espalhadas pelas paredes de algumas das nossas casas e, ainda assim, tira-lhes 40 ou 50 anos, a barba e o bigode e veste-lhes um hábito!

Quem sabe se além de espaço de reencontro entre os Antigos Alunos Capuchinhos, não poderá ser também espaço de encontro e descoberta [da minha parte] da história que Deus foi fazendo com a Província Portuguesa dos Capuchinhos e cada um de vós ao longo das últimas décadas.

Num mundo onde só se fala de crise financeira, crise de valores ou falta de teores, quiçá um retrocesso civilizacional, o blog do “irmão sol” possa vestir-se de arco-íris e ser espaço para cantar salmos ao sol, o irmão,, pois claro!

Vosso irmão menor e mais novo,
frei hermano filipe

CHEGOU O CARTEIRO

Recordando tempos muito antigos…

Foi agora no 12º AAC, em Gondomar, na sala agora muito diferente, onde todos nós passámos  muitas horas agarrados aos livros.

Quem não se lembra ?

A outra foto é Frei Adelino vindo de Angola, conversando animadamente com três dos Ritos.

Um abraço

Artur Rito

FALA DAS GAVETAS .Frei Hermano Filipe

Cá estamos nós para a estreia de um espaço inteiramente ao teu dispor. Quer dizer, ao dispor da criatividade que,envergonhadamente,conservaste, durante todos estes anos, na gaveta dos teus dias. Poesia, prosa, um texto experimental, o que quiseres. Qualidade, estilo ?! Por favor, interessa-nos mais … o estalo com que queiras acordar-nos o sono dos dias! Mexe-te.

Aqui vai, em absoluta estreia mundial, o nosso querido Frei Hermano Filipe. Olha só, as fotos que nos envia: O que é e… o que quer ser! Boas leitura.

FREI HERMANO FILIPE

O que sou

O que quero ser

Num mundo onde só se fala de crise financeira, crise de valores ou falta de teores, quiçá, um retrocesso civilizacional, que o blog do “irmão sol” possa vestir-se de arco-íris e ser espaço para cantar salmos ao sol, o irmão, pois claro!Vosso irmão menor e mais novo,
frei hermano filipe

 

 

Esperança

     Na última carta que esperei

falavas da vida de lábios entorpecidos

aos poucos que te proíbem de morrer.

 E caminhavas em cada sílaba

com tímida firmeza

recenseando as histórias da calçada.

 

Já não basta por isso a primavera

o aroma da luz, do vento ou quaisquer cartas.

É preciso um novo despertar

de gratuito entendimento:

 vê como se espreguiçam as pétalas

abrindo o orvalho ao canto perfumado da manhã

alimenta-te dos corações gotejados do leite das mães

e senta-te na soleira da porta a cantar salmos ao sol.

 Então amarás o seu reflexo

mesmo nas paredes da casa

e poderás abrir mais uma ripe da tua janela

e vestir-te de arco-íris.

Frei Hermano Filipe

     26 de Maio de 2006

Adega espirituosa

Este é o Dionísius que guardo na minha sala, adquirido em Roma, nas redondezas da Via Apia Antica, perto de uma Villa  de Adriano, e Dante Lieri assim se chamava o seu autor. A sua textura fascina e o estar ali, bem por cima dos diversos licoreiros, em nada desafia os céus e, neles, mais do que um qualquer pândego deus, o nosso verdadeiro Deus que a tudo preside.

Creio, pois, que, desde os tempos imortais, Deus, em tudo o que fez só pensou em nós, no nosso bem estar, mesmo que, dotados da liberdade, fazendo mau uso dela, gerássemos algum ..mal-estar! Quero eu dizer, abusássemos do sumo de uva que tanta canseira nos custa.

Mas, foi o vinho que Jesus, o Cristo, escolheu para nos sinalizar o quanto connosco queria ficar. Oh, para este lindíssimo recorte do púlpito da Matriz de Mação.

Um outro pormenor riquíssimo de talha dourada da Matriz de Mação.

Eis-nos, então, chegados ao pequeno santuário dos meus licores. Em memória de minha saudosa Mãe, ali permanecem, aconchegados em delicados licoreiros – sim, o vidro, a transparência para que nos convoca é decisiva para o primeiro impulso – a tangerina, a amora, o poejo, a lúcia lima, a romã mas, também, a ginja.

Mais não são do que pretextos para as tantas conversas, celebrações intensas de continuarmos vivos, dando graças.

E tu, que aqui paraste. De que licores se faz o teu dia? Não queres partilhar uma receita? Hoje, para não se dizer que puxo a brasa, perdão o licor à minha sardinha, ergo um “Singeverga” em homenagem ao labor dos nossos amigos beneditinos. ( Vês, irmão Francisco, por que raio não descobriste tu o lemonchelo e aqui estaríamos a celebrar os doces fulgores do…Irmão limão?!).

ac

Vésperas. O sol da noite

Obrigado, Senhor, por este Monte, por esta Serra do Bando . Como se nunca noite e dia tivessem lugar e, apenas, a Ti, aqui Te pudéssemos já contemplar. Obrigado por este pedacinho de Céu, que, neste momento, nesta noite, apesar de tão looooonge me fazes sentir cá dentro tão perto. Sim, estou apenas perto de ti. Ainda preciso de um monte para saber de ti. Mas sei que estou cada vez mais perto de sentir a Totalidade que És, cá bem dentro, e que cada coisa que faço à tua imagem e semelhança, pelo menos, por agora, eu bem tento.

ac

TODOS PARA O RECREIO

Mais uma semana a puxar pelo pessoal. A redacção confessa o seu cansaço. A “gente” inventa “números”, “espaços”, “secções”, vasculhamos no baú de todas as recordações, à espera das muitas reacções, lançando avisados e, quiçá, excessivos alertas, precauções, tipo, “eh! pessoal a ver se isto não vira passadismo balofo, estamos cá para dar conta do presente, não para fazer de conta que o passado não mexe com a gente, sim, mas que a gente é que quer que o presente conte com a gente”, etc, etc, lançamos temas, convocamos debates – neste preciso momento o escriba acaba de falar com esse grande evangelista do sec XXI, Pe Anselmo Borges ( de quem, amanhã, aqui publicaremos o seu Webangelho do Diário de Notícias ) a quem pedimos nos honre com dois ou três parágrafos sobre a importância da net como lugar de Webangelização – e, aos despois, vai-se a ver e as reacções são tão escassas.

É lógico que não podemos, e não seria justo da nossa parte, deixar de sublinhar a qualidade das participações até agora registadas. Mas… queremos mais, muito Mais. Queremos, por exemplo, encontrar muito mais gente nas Matinas, nas Vésperas, ( sim, o escriba continua à procura de um fio condutor, se calhar, rezar é mesmo “querer rezar”). Queremos, por exemplo, investir no “directo” simulado e, num minuto, tomar o pulso ao que está a acontecer na vida de cada um, para que ela possa ser partilhada por todos. Sim, somos uma tribo e se não nos preocuparmos com aqueles que nos estão mais próximos, quem é, de facto,  o “nosso próximo” a quem devemos amar, como nos disse Jesus?

Pronto. Tudo isto para dizer que vai tudo para o recreio … de fim-de-semana. Toca a gozá-lo o melhor possível. A edição também não pode conhecer o ritmo intenso dos outros dias, desde logo, porque a rede da redacçao – algures , no Portugal interior - não é estável, o que faz tornar em dolorosa espera aquilo que é a alegria da esfera ( o Globo!!!), quer dizer, a rápida  Web.

Voltaremos, amanhã e domingo, pelo menos, para o WEBANGELHO de Anselmo Borges, Bento Domingos e outros.

Um bom fim-de-semana. Toca a desentorpecer esses músculos emperrados, venham de lá muitos textos bem esgalhados.

ac

MATINAS

Neste soalheiro acordar para um novo dia, olha só, como dissipas todas as minhas dúvidas, enviando, qual estrada de Damasco acima, os sinais de que estamos no caminho certo.Obrigado, bom Deus, pelas palavras que hoje escolhemos para esta oração inicial:

SINAIS DE VIDA

Verificava-se nos encontros anuais dos antigos alunos capuchinhos que a equipa de 54 estava sempre
em maioria (se estou enganado que o digam), reparo que, de tantos, ainda ninguém  deu entrada no
IRMAO SOL.Lembro alguns:Mendes, Afonso, Ventura,Zeferino, etc etc.

Apresento-me: José Campos!, nada letrado mas, de vez em quando, prometo “botar”palavra, não para ser mais um, mas porque estou
convencido que o IRMÂO SOL vai ser (para mim já é) um grande instrumento de muita paz que sinto
todos os dias ao ler e reler tudo o que lá consta.

Faço votos para que os acima referenciados dêem sinais de vida e apareçam no nosso SOL.
Um abraço para todos.
José Campos.

NR- Zé, envia, quanto antes, uma foto tua e do teu ano. É do teu ânimo que o nosso também se faz para continuarmos por aqui! Muito obrigado. Esta, foi, de facto, uma das mais compensadoras Matinas dos últimos tempos. Obrigado, outra vez.ac

E porque temos problemas de edição, aos fins-de semana, aproveitamos a embalagem e fazemos do belíssimo texto do Pe Anselmo Borges, publicado, hoje, Sábado, no DN, assim prolongando estas nossas riquíssimas Matinas.Obrigado, Senhor, outra vez!

QUEM TESTEMUNHA O QUÊ

Padre Anselmo Borges

As Conferências do Lumiar, organizadas pelas monjas dominicanas, têm como tema neste ano lectivo “testemunhar”. A mim, na abertura, coube-me o título em epígrafe: Quem Testemunha o Quê?

No plano cristão, o testemunho ocupa lugar nuclear e determinante. Jesus, diante de Pilatos, o representante do Império Romano, respondeu: “Para isto nasci, para isto vim ao mundo: para dar testemunho da Verdade. Todo aquele que vive da Verdade escuta a minha voz.” E antes da ascensão ao Céu, disse aos discípulos: “Ides receber uma força, a do Espírito Santo, que descerá sobre vós, e sereis minhas testemunhas em Jerusalém, por toda a Judeia e Samaria e até aos confins do mundo.” Na Bíblia, é infindável o número de referências ao testemunho, ser testemunha, dar testemunho.

Testemunha e testemunho provêm do latim testis (*tristis, “que está ou assiste como terceiro”, com raiz em tri, redução de tres, treyas + sto). Percebe-se assim a ligação com tribunal. Essa conexão é dada do mesmo modo em alemão, por exemplo: Zeuge (testemunha), a partir de ziehen, especialmente das Ziehen vor Gericht (levar a tribunal) e, também, Zeugnis ablegen (dar testemunho), überzeugen (convencer, levar alguém com provas a reconhecer algo como verdadeiro); Zeugnis é o comprovativo das notas dos alunos, que provam o seu esforço e saber.

Num tribunal, há testemunhas de defesa e de acusação, o que está em julgamento e um juiz. No cristianismo, Jesus, por palavras e obras, deu testemunho do que viu e ouviu de Deus, seu Pai: que é amor, e espera-se e exige-se que os cristãos dêem, por palavras e obras, testemunho do que viram e ouviram de e sobre Jesus: ele é o Messias de Deus, que revela quem é Deus para os homens e o que são os homens para Deus, com todas as consequências.

Há testemunhas que dão testemunhos verdadeiros e outras, falsos. O tribunal procurará averiguar a verdade ou a falsidade do testemunho, buscando contradições. No nosso caso, pode haver, de facto, contradição entre o testemunho dito e o testemunho pela acção. Pense-se, por exemplo, no Vaticano, no luxo do clero, na pedofilia, na avareza e na injustiça cínica dos cristãos – não contradiz a prática o que se confessa por palavras?

Por outro lado, é preciso testemunhar até ao fim. Não se pode negar o que se viu e ouviu. Foi assim que fizeram Jesus e os discípulos: testemunharam, atestaram, certificaram até ao sangue e à morte – mártys e martyrion, em grego, significam, respectivamente, mártir e testemunho ou prova. O testemunho implica coragem de ser: significativamente, outra acepção de testis (testemunha e testículo) é força varonil.

Então, dá-se testemunho de quê? Da verdade? Da beleza? Da dignidade? Da solidariedade? Da malvadez? Da vulgaridade? Da fealdade? Da injustiça?

Porque todos damos testemunho. O próprio mundo dá testemunho. Mas de quê ou de quem? Esse testemunho é ambíguo. Porque há a beleza e a ordem do mundo e também a sua desordem e fealdade. O mundo exalta, o mundo horroriza. A natureza tudo dá à luz e tudo destrói e sepulta.

O Homem recebe o testemunho e tenta decidir. O que são as filosofias e teologias e a grande música e poesia e artes senão testemunhos? Mas o mundo é racional ou irracional? Na sua raiz, está a Vontade cega? É sempre o eterno jogo do mesmo? E a História dos homens? Tem sentido? A História do mundo é o juízo do mundo, como queria Hegel – Weltgeschichte Weltgericht? A História é moral? Mas então quem dá razão às vítimas inocentes? Há uma dívida para com elas. Quem a paga? E testemunha-se perante o quê ou perante quem? Perante a consciência, perante os outros, perante a História. Mas, para quê, se tudo for devorado pelo nada? Quem é o juiz?

O mundo está em processo, e o processo ainda não transitou em julgado. Ninguém sabe o que está em questão na História do mundo e na História dos homens. A História lê-se do fim para o princípio e precisamente o fim ainda não chegou. Mas os crentes esperam que, no fim – no chamado Juízo Final -, Deus se revele como testemunha favorável a todos e juiz misericordioso. |

VÉSPERAS/MATINAS

(Por dificuldades de edição, aqui ficam as Vésperas de ontem.São as Matinas de hoje.Mais um belíssimo texto de Frei Bento Domingos, no Público, de ontem, Domingo.Alguém quer adiantar comentários?)

ac

Mação, entardecer de Domingo.

Espiritualidade do provisório
26/10/2008    Frei Bento Domingues, O.P.


 
As instituições e as leis das Igrejas só têm sentido como instrucções e recursos de viagem

1.Nos anos incendiados pelo Maio de 68, quando todos os fundamentos pareciam abalados, interessei-me pela “dinâmica do provisório” do irmão Roger Schutz, da célebre comunidade de Taizé. Com ar de troça, um amigo dizia: mas esse irmão Roger não saberá que, em Portugal, há cigarros Provisórios e Definitivos? Os definitivos não tiveram mais sorte do que os provisórios.
Pelo contrário, na Igreja católica, nos finais dos anos 80 do século passado, até algumas proposições que pareciam provisórias – não são dogmas de fé – passaram a ter estatuto de “verdades definitivas”.
Não pretendo, como Qohélet, render-me à lei do provisório – ilusão das ilusões, tudo é ilusão: “Há tempo para nascer, tempo para morrer; tempo para plantar, tempo para arrancar o plantado” (Ecl 3,2). No entanto, para S. Paulo, só a caridade, o mais alto dom do Espírito (agapé) – o amor irrestrito e incondicional ao próximo – é para sempre: Ainda que eu tivesse o dom da profecia e conhecesse todos os mistérios e toda a ciência, ainda que eu tivesse toda a fé, a ponto de transportar montanhas, se não tivesse amor, eu nada seria. Ainda que distribuísse todos os meus bens e entregasse o meu corpo às chamas, se não tivesse amor, isso nada me adiantaria. (…) O amor jamais passará. (…) Agora permanecem estas três coisas: a fé, a esperança e o amor, mas a maior delas, porém, é o amor (1 Cor 13, 2-13). A fé e a esperança são, apenas, virtudes do caminho.
Tomás de Aquino (1224/1225-1274), num outro contexto cultural, dirá que a lei do Novo Testamento consiste principalmente na graça do Espírito Santo, graça do amor e da liberdade. Tudo o resto conta na medida em que prepara o seu acolhimento, favorece e exprime a sua floração e os seus frutos (ST, M, q. 106, a.1).

2.Seria, porém, temerário desprezar a Igreja como instituição em nome da pureza do Evangelho de Cristo, esquecendo que o Verbo se fez “carne”, fragilidade humana. O Evangelho da fraternidade precisa da instituição para que a sua energia não se dissolva. Importa, no entanto, que as instituições e as leis das Igrejas não se tornem um objectivo ou um fim. Só têm sentido como instrucções e recursos de viagem. Christian Duquoc escreveu, precisamente, uma obra de eclesiologia ecuménica sobre o carácter provisório das Igrejas (1). A sua tese, embora subtil, é simples. A Igreja de Cristo afirma-se na multiplicidade das Igrejas, mas elas não devem seguir a tendência para a exclusão, lei natural dos grupos. Nenhuma deve estar tão imersa no profano a ponto de já não se diferenciar dele; nenhuma deve assumir o profano com a ilusão de o transubstanciar. A visibilidade das Igrejas não é a antecipação do Reino de Deus: nem na forma de celebrar, nem na vida social, nem no valor espiritual. Essa visibilidade serve para afirmar uma ordem simbólica, abrindo o quotidiano a uma dimensão de gratuitidade e de comunhão, traço de Deus em Cristo. O modelo das Igrejas cristãs deve ser o acontecimento da Páscoa: Aquele, que todos julgavam definitivamente morto, vive para sempre. Elas devem proclamá-lo, no quotidiano, transformando a vida.

3.A objecção a esta esperança é grave: a nossa história desenrola-se sob o domínio da violência e a morte parece vitoriosa; as Igrejas nem sempre reconhecem que são provisórias nas suas formas, imperfeitas e criticáveis nas suas opções e condutas. Diz-se que o Espírito de Cristo nunca faltará à Igreja, mas as Igrejas, santas e pecadoras, podem faltar à convocatória da sua Palavra. Numa leitura retrospectiva, não reparando no que falhou, é sempre possível dizer que, em cada época, surgiram as iniciativas de que precisavam para se manterem em movimento (2).
João Paulo II, secundado pelo cardeal Ratzinger, destacou a importância dos novos movimentos eclesiais, privilegiando aqueles que reproduzem as suas opções. Mas é uma maneira de dizer que também esses são provisórios.
O Graal, um movimento internacional feminino, surgiu em 1921, na Holanda. Com a participação de mulheres de vários mundos [Maria de Lurdes Pintasilgo, na foto, foi uma das personalidades portuguesas mais marcantes], celebra, neste fim-de-semana, em Fátima, o jubileu da sua entrada em Portugal, interrogando a sua história no horizonte do futuro: “Que raízes e que espírito nos moveram no passado e nos movem hoje? Como identificar hoje os grandes desafios do mundo? Será possível proteger a Terra duma catástrofe ecológica? Que acessos trilhar para uma vida de qualidade para todos? Terão as mulheres um gesto diferente ou a igualdade é o alvo? Poder-se-á passar do medo da diferença cultural ao louvor da alteridade? Que ética para enfrentar os novos problemas?”
Enquanto “tribo” dentro da comunidade da Igreja, o Graal investe numa liturgia ligada aos problemas e questões do mundo actual, expressão de uma Igreja inclusiva e aberta a todos, inscrevendo-se nas inquietações espirituais do nosso tempo.
A espiritualidade do provisório não é a resignação à ditadura do momento, à sedução do evanescente. É um caminho de sabedoria que, no quotidiano agitado e fragmentado, escuta a voz do Mistério presente em tudo para nada idolatrar.
(1) Des Églises provisoires. Essai d’ecclésiologie ecuménique, Paris, Cerf, 1985.
(2) Fidel González Fernández, I movimenti dalla Chiesa degli apostoli a oggi, Milão, Rizzoli, 2000

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PERTO DO PRINCÍPIO

UM GRANDE MOMENTO EDITORIAL

Não posso deixar de começar por agradecer ao Armando Pinto o grande momento editorial que nos proporciona com a disponibilização do seu acervo documental .(Armando, esquece lá o teu 9 a Música, mas, hoje, és tu quem nos dás um grande baile. O baile de como tudo isto pode ser tão enriquecedor!).

E nem sequer quero demorar muito tempo, para não perturbar a leitura que cada um, no mais íntimo de si,vai fazer do seu enxoval, da sua família sem casos de loucura e da inexistência, em si, de notável deformação corporal, apenas convocando toda a compaixão e compreensão para as condições em que a história nos apanhou no dobrar do século que nos coube viver, na linha de um texto aqui publicado, há dias.Ou seja, devemos saber que se não podemos mudar o passado, podemos, isso sim, mudar a forma como olhamos para ele.Eu quero olhar para ele com toda a ternura deste mundo.

Façam chegar as vossas leituras. Sigam o exemplo do Armando.Toca a subir aos tantos sótãos onde jazem, tão sós, abandonados, cheios de mil pós, os documentos que nos podem ajudar a dar a volta aos tantos passados. Tudo  porque aqui estamos, vivos, desempoeirados.Bem presentes no nosso presente!

Obrigado, bom Deus, por este momento de oração.É, assim, que, hoje, fazemos desta carta as Vésperas que Te dedicamos.

ac

ARMANDO PINTO,OUTRA VEZ!

 

Amigo Colaço e Equipa do blog Irmão Sol.

Partilha.

Cá volto eu, a este lugar de (re)Encontro, enquanto não aparecem mais… e outros possam ganhar ânimo.

A propósito, eu conheci este blog por mero acaso, numa deambulação no Google. Em tempos tinha descoberto locais do género de antigos alunos de outras Ordens e há muito que pesquisava com esperança de possível aparecimento de algo nosso… Por isso, em virtude de muita gente ainda nem sonhar com esta existência, em especial dos que nunca foram fisicamente aos encontros de convívio, como eu aliás, julgo (como o Agostinho Vaz já sugeriu também) que deveria ser enviada uma carta a todos, a dar notícia do blog, como fazem na convocatória anual para a realização do Encontro.

(NR-Atenção, dirigentes da AAAC!).

Já adquiri o livro dos 50 Anos dos Capuchinhos em Gondomar, que me tocou profundamente. E tive a grata surpresa de ver que o autor é o Frei Albino, anteriormente chamado pelo nome com que professou, Padre Donato de Ourém. Ora o Pe Donato foi quem esteve ligado ao meu conhecimento sobre os Capuchinhos e teve directa responsabilidade na minha ida para o Seminário. Ele veio à minha paróquia, a S. Tiago de Rande (concelho de Felgueiras – diocese do Porto) como “pregador” para a festa paroquial do Padroeiro e da Comunhão Solene, em 1964, aquando da minha Comunhão e Profissão de Fé. Ele então aproveitou para fazer uma captação de possíveis vocações, tendo-se logo inscrito algumas crianças, das quais, no entanto, nesse ano, apenas, o meu primo Rosário chegou a ir para o Seminário e depois (porque, sendo mais novo um ano, só em 65 terminei a escola primária), no ano seguinte fui eu… até que, volvido um ano mais, o meu irmão me seguiu as pisadas.

Já passaram tantos anos, que as imagens se diluem e confundem na retina e no subconsciente. Não adiantando considerações, que o tempo varreu. Interessando o presente, mas sem esquecer o passado, como vou mostrar a seguir.

Assim, depois de há dias ter enviado aquele texto e respectivas fotos de enquadramento, envio, desta feita, imagens de algumas “papeladas” das minhas recordações, que guardo, religiosamente, do que retive, como do que meu pai guardou e eu preservo, por minha vez. De cuja colecção dou aqui três exemplos, do que possuo.

Em primeiro lugar:

  Carta, dirigida a meu pai, assinada pelo Padre Vitor de Oleiros – que me recebeu e foi o meu 1º Director – missiva essa que fala por si:

 

A seguir, desdobrável com as disposições para a entrada, contendo rol do enxoval:

 

 

 

 

Uma das comunicações de notas e da conta a pagar (com assinatura do meu 2º e último director, P.e Fernando Pereira):

 

 

 

 

Alguém que diga mais alguma coisa, de sua justiça.

Por que não, através de quem tenha acesso à biblioteca e arquivo, também  fazer-se com que apareçam aqui imagens e transcrições de recordações da antiga revista do Seminário de Gondomar ( “Jardim seráfico”, onde eu, ao que me recordo, também colaborei em 1967 e 68, salvo erro), bem como dos tomos das memórias da ordem, fotos dos álbuns, etc. etc. Sem esquecer colaborações pessoais de todos os nossos antigos companheiros, obviamente.

SUGESTÃO FINAL

Já agora, para que todos continuemos irmanados e inteirados em tudo, por que não, sugeria que alguém desse ainda uma panorâmica da situação actual de todos os membros da ordem, ou seja os senhores Padres que ainda estão vivos (com indicação do ano de entrada no Seminário, para melhor identificação), os que entretanto se desligaram, por qualquer motivo (matéria que nunca deve ser olvidada, sem falsos pudores) e os já falecidos. Em todos os casos com os nomes de baptismo e profissão, por motivos óbvios.

Até sempre.

Armando Pinto

 

Leitura/Mais espiritualidade menos stress

É uma notícia da Lusa acabada de chegar. Dá para reflectir. Ou, de como por aqui, onde, só, aparentemente, parece que o que nos une é o passado, aqui estamos, com esta e outras leituras, a demonstrar que, sem o temer, sem o esquecer,  ele jamais nos impedirá o alcance do presente que nos cabe viver. Comentários, venham eles!

ac

Penafiel, 28 de Out (Lusa) – As sociedades actuais estão a transformar-se num “grande manicómio global” tão grande vai ser, no futuro, o número de pessoas afectadas por doenças do foro psíquico, defende o psiquiatra e investigador brasileiro Augusto Cury.

    “O mundo vai ser um grande hospital psiquiátrico. As doenças vão aumentar, não tenho dúvida nenhuma”, disse, em entrevista à Lusa, após uma conferência que realizou em Penafiel.

    O psiquiatra tem-se notabilizado internacionalmente por estudar os temas relacionados com os processos de construção do pensamento, com a inteligência humana e com o funcionamento da mente.

    Em Portugal, Augusto Cury celebrizou-se com a publicação dos livros “Filhos Brilhantes, alunos fascinantes” e “Pais brilhantes, professores fascinantes”, considerados “best-sellers” dado o elevado número de exemplares já vendidos.

    “O modelo de sociedade actual transformou-se numa fábrica de pessoas stressadas e ansiosas”, que apresentam sintomas como a irritabilidade, a impaciência, a intolerância e pensamentos antecipatórios”, explicou.

    Para o investigador, não espanta que um número crescente de pessoas tenha dores de cabeça e musculares, queda de cabelo, fadiga, défice de concentração e défice de memória, sintomas que, sublinha, decorrem muitas vezes do modo de vida agitado que têm.

    “O normal é ter essa sintomatologia, o anormal é ser tranquilo, sereno, trocar experiências de vida com as pessoas que nos rodeiam, não ter medo das nossas lágrimas diante dos nossos filhos, não ter medo dos nossos fracassos, não ter medo de falar deles diante dos nossos alunos”, disse.

    Augusto Cury considera que a situação se agravou nas últimas décadas, marcadas pela globalização da economia, mas também a globalização da informação, que conduz àquilo que diz ser o “Síndrome do Pensamento Acelerado”.

    “No passado, o número de informações dobrava a cada 200 anos, hoje dobra a cada cinco anos e vai dobrar a cada ano na próxima década. O excesso de informações é registado no córtex cerebral pelo fenómeno RAM – Registo Automático da Memória – e tem produzido uma nova síndrome, que eu tive a felicidade de descobrir, que é saber que grande parte da população mundial, das crianças aos adultos, é acometido por ela. Chama-se Síndrome do Pensamento Acelerado, que é uma agitação mental, uma inquietação mental e um défice de concentração mental”, explicou à Lusa.

    Segundo o psiquiatra, as pessoas são hoje mais inseguras do que eram no passado, “mas o verniz demonstra que elas são falsamente seguras”: “Elas vendem a imagem de que está tudo bem, vendem a imagem de que a sua vida não tem conflitos, mas, por dentro, estão chorando”.

    Augusto Cury insiste em que “a sociedade moderna tomou o caminho errado”, porque as pessoas têm cada vez mais uma vida exteriorizada e não sabem “desenvolver a arte da introspecção, da observação, da capacidade de pensar antes de agir, de se colocar no lugar dos outros”.

    O psiquiatra diz que as pessoas conseguirão um maior equilíbrio emocional “se derem ao outro sem esperar demais o retorno, se entenderem que uma pessoa que fere é uma pessoa ferida e se nunca exigirem dos outros o que os outros não podem dar”.

    Augusto Cury alerta também para os perigos de hierarquização dos alunos nas salas de aula, que pode gerar traumas que se perpetuam para a vida toda.

    “A hierarquia intelectual bloqueia a espontaneidade, o debate de ideias e o trabalho de equipa. Parece incrível, mas no mundo todo a escola, que deveria ser promotora da inteligência da arte de pensar, tem gerado bloqueios psicológicos e traumas”.

    O psiquiatra aconselha os professores a estimular os seus alunos, sentando-os em forma de U ou em círculo, “para que olhem nos olhos uns dos outros e desacelerem os pensamentos, diminuindo a intensidade da síndrome do pensamento acelerado, ao mesmo tempo que “melhoram a concentração e o rendimento intelectual”.

    O investigador, que tem obras publicadas em mais de meia centena de países, apresentou em Penafiel, o livro “O Código da Inteligência – Formação de Mentes Brilhantes”., onde propõe uma nova teoria sobre a inteligência humana, afirmando-a como “o caminho para melhorar o potencial de cada um, abarcando de forma interdisciplinar as áreas da psicologia, do intelecto, da emoção e da espiritualidade”.

    O psiquiatra aponta no seu novo livro “doze leis fundamentais” para as pessoas mudarem a sua qualidade de vida, propondo “um caminho menos agitado e stressante” e um diálogo permanente com o eu”.

Lopes Morgado tira o Chapéu a Armando Pinto

 

Frei Lopes Morgado

 

 

 

Meu caro Armando Pinto,

 

acabo de ler o teu [também posso, por TU?] belo testemunho,

em que, além do mais, abres o baú dos registos da tua passagem

pelo nosso Seminário de Gondomar. Já não me apanhaste lá, pois

só lá estive como professor de 1961 a 1965 (fui ainda como diácono,

com 22 anos e meio, tendo sido ordenado quando lá estava, em 6 de

Agosto de 1962) ano em que fui dirigir a revista Bíblica em Lisboa…

 

Nem imaginas como a lista do enxoval mexeu cá dentro… Olha,

no meu tempo ainda levávamos camisas de dormir (as minhas

irmãs muito se riram, quando leram a lista!); e os fatos, as gravatas,

as meias e o chapéu (!!!) eram pretos. Como gostaria hoje de me rir

de mim assim vestido, com chapéu preto na cabeça, aos 11 anos!

 

 

NR_Aqui vai a estreia do You Tube no IS.Para animar.

 

Claro, não fazia sentido continuar com isso, tanto mais que nos

esperava vestir um hábito castanho a partir do Noviciado… Por isso,

no papel enviado ao teu pai, o padre Vítor emendou à mão “de cor”

onde dizia “preto”. Os tempos já eram BEM outros…

 

Mas eu só vinha para responder à TUA SUGESTÃO final,

de informarmos acerca dos padres da nossa Província…

Uma vez que dizes ter o livro sobre Gondomar, sugiro que vejas nas pp.

142-143 a lista dos frades (padres ou não) que estiveram em Gondomar e

que entretanto faleceram ou saíram da Ordem. Só falta lá um, por esquecimento:

o frei Júlio Loureiro, da minha terra (Areias de Vilar – Barcelos), que até lá

foi ordenado mas saiu por doença e foi integrado no clero da arquidiocese de Braga,

sendo actualmente pároco em três freguesias do concelho de Barcelos.

Embora não fale de todos, nem da data da sua entrada no Seminário, aparece

o seu nome de baptismo e de profissão (os que ainda mudaram o nome) e

fala certamente daqueles que terás conhecido e estiveram mais ligados à tua

passagem pela nossa vida. Concretamente, dos que surgem nestes documentos.

 

Para saber mesmo de todos, só o livro

 

      OS CAPUCHINHOS EM PORTUGAL

                  (1939-1989)

      memória de um cinquentenário

 

escrito pelos padres Francisco Leite de Faria (da Academia Portuguesa da História,

já falecido) e Fernando de Negreiros (muitos anos Secretário e Ecónomo Provincial,

bem como um dos primeiros directores da revista BÍBLICA).

Terei muito gosto em oferecer-to, se disseres a morada.

Um abraço do

 

frei Lopes Morgado 

 

 

NR – O escriba de serviço não resiste a meter aqui uma colherada. Nesta foto muito antiga de Cardigos, freguesia do concelho de Mação, na rua à direita, existia a loja do Sr. Joaquim Mata. Foi lá que minha querida e saudosa Mãezinha terá adquirido parte das peças do meu “enxoval” com a ajuda de mão amiga, algures, muito longe dali, respondendo, assim, aos meus insistentes pedidos de querer ir para o seminário, “nem que fosse preciso pedir de porta em porta”, nomeadamente, para arranjar … o enxoval. Não saberia ainda, como nenhum de nós, que , para além do Nº do BI, de Contribuinte, da tropa, etc, 406 seria o nº que ela bordaria nas muitas peças de roupa com que vestiríamos a nossa vontade de sermos padres…

ac 

Vésperas

Sabes como me apetecia o aconchego e o silêncio que uma qualquer das nossas muitas capelas conventuais possibilitaria e, no entanto, Senhor, como quero, cada vez mais, descobrir-te no ruído da rua, no desencontro das vontades, nos pequenos egoísmos que magoam,e, no entanto, quanta deriva, quanta incerteza, quanta dúvida, se eu ou eles é que verdadeiramente estão contigo, do teu lado, ao Teu encontro, sendo que não os sentindo comigo julgo ver nisso uma distinção que não me confirmas…

Diz-me de que é feita a tua Voz, ajuda-me a desatar estes nós e, no entanto, sinto-Te, não estamos sós….

ac

Laudes/ Especial

Clique para ampliar

Senhor, aqui estou, aparentemente só, retomando aquela ideia em que Te convoco para que me ilumines sobre o sentido desta oração que, sabes bem, desejava tanto pudesse ser partilhada por todos porque eu, pura e simplesmente, não sei rezar e ao apelar à participação é porque quero aprender. Não sei o que se passa, só sei falar Contigo, assim, deste jeito, clicando no qwert deste computador, só, aparentemente, frio, mas, desde logo, quente, porque feito com a sabedoria de que nos dotaste.

Estamos quase a cumprir um mês na net e, de facto, não sinto que os meus companheiros sintam vontade de vir até aqui, falar Contigo. Persistem em evocar o passado como se mais presente entre nós não houvesse. Algum narcizismo da minha parte, sendo que as chaves desta capela - o nosso email- estão nas suas mãos? Diz-me do que é que eles te falam quando falam contigo, diz-me que me cale de uma vez por todas e deixe que o teu Espírito actue. Diz-me que não quero forçar ninguém e que cada vez mais quero sentir-me apenas um simples instrumento da tua paz e que a cada mail/prece que vier, só me competirá deixá-la aqui na silenciosa cadeira, genuflectório , o que quiseres, desta perfumada e nética capela.

Ajuda-me a perceber que foi tão bom fazer esta caminhada que leva quase um mês – para a semana, terça-feira, 4 de Novembro, um mês depois do aniversário do nosso oitocentista “seráfico Pai S. Francisco” ( lembro-me sempre do nosso saudoso provincial António Monteiro ) - ter descoberto tantos amigos com tanto para contarem, não só do seu passado, como do presente dos seus dias e perceber neles a vontade de fazerem deste sítio um lugar que os ajude a jamais ficarem sitiados, indefesos, sózinhos, como que ignorados, sem qualquer ligação com uma significativa parte da sua história.

Como é bom, passados todos este anos, sabermos, a cada dia que passa por onde é que andamos, o que é que cada um de nós faz, os seus êxitos e sucessos e, bem assim, que podemos contar com todos para partilhar e superar os fracassos e insucessos.

Obrigado, Senhor, por poder saber-Te aqui.

Olha, para celebrar a Tua presença, chega mais um documento, precioso, do ano de 1949/50, no Ameal. Enviada pelo Frei Lopes Morgado, que aqui iniciava o seu primeiro ano. Não consigo descortiná-lo, para já, mas é uma tarefa que proponho, como desafio , a todos os que, do seu ano ou outros, ainda entre nós, felizmente, o possam fazer. Não só que o descubram a ele e sim a cada um de vós que ali estais!!!

ILUMINA, SENHOR, AS VONTADES DOS NOSSOS AMIGOS PARA QUE COLABOREM EM CHEIO NA

COMEMORAÇÃO DO PRIMEIRO MÊS DO IRMÃO SOL!

ac

ÚLTIMA SESSÃO

Procura-se guião para esta última sessão.

Fonte:Agostinho Vaz

ac

Vésperas

Tudo surge ao ser exposto à luz e tudo o que é exposto à própria luz se torna luz “. Como S. Paulo, sê Tu, cada vez mais a nossa Luz. Ou, antes, deixe cada um de nós que Tu nos ilumines por completo, como se a noite e o dia jamais fossem obstáculo ao eterno vislumbre da tua Presença.

ac

Matinas

Como frescas notas em pauta musical, assim estas gotas de água cantando em louvor da tua Criação. A irmã água chegou, de novo. De que música se fará o meu dia de hoje, Senhor ?

ac

Ah!Água….

Nesta rendilhada manhã de mil gotas tecida,  que ideias, que anseios, que receios, páram-arrancam, no condicionado asfalto das  mentes  que tardam em libertar-se dos mil e um semáforos que, em si, trazem fixados, intermitentes …

Um dia virá em que á agua, ah! a água, como boa condutora, nos deixará a todos menos doentes.

antónio colaço

 

NR – O Irmão Sol não pode parar. Nem que tenha de alimentar-se convocando outros lugares. Onde se fala mais do presente, sem que o passado dali esteja ausente. É o que agora se faz, aproveitando o escriba para dar conhecimento de um outro lugar que a todos aconselha a … visitar. /E não é que rima e tudo, e tudo!!!

EXCLUSIVO.MUSEU DO PRESÉPIO vem aí

Aguardamos a todo o momento a ligação a Fátima. Saiba as últimas do Museu do Presépio que todos queremos e vamos ajudar a impôr-se no panorama da museologia nacional! Pimva!(Gostaste, Jockin?!).ac

CHEGOU O CARTEIRO.E vão 100 posts!

Desculpa, Armando, mas, antes da tua carta vamos assinalar o exacto momento em que, com ela, se cumprem 100 posts ( textos, digamos ) editados aqui no irmão sol!!!Como que para comemorar, repararam que o Frei Hermano Filipe já conseguiu colocar o nosso Francisquinho no cabeçalho. Estamos a melhorar o aspecto da casa embora o que nos preocupa, para já, é assegurar a qualidade e continuidade do seu recheio. E pronto, é só o que há para dizer!A todos os que têm colaborado, obrigado, aos que se preparam para o fazer, bamos,lá, carago!!!!  ac

__________________________________________

 

A missiva do Frei Lopes Morgado deixou-me embasbacado, faltando-me, de momento, palavras para dizer como apreciei a sua reacção. Sinceramente, contava que antigos colegas dissessem alguma coisa, mas, afinal,, foi o Frei Morgado, o que me tocou mesmo profundamente.

Obviamente, pode e deve tratar-me por tu.

Nem valerá a pena querer dizer muito mais, agora, a não ser que nestas ocasiões não sabemos transmitir quanto queremos mesmo dizer, mas todos entendemos, não é.

Apressei-me a enviar-lhe uma mensagem com o meu endereço e, desde já, lhe digo que lhe vou remeter dentro de dias dois dos meus livros, dos que ainda possuo alguns exemplares disponíveis, assim como ao amigo Colaço (envia-me o teu endereço postal, O. K.), que conheço apenas pela sua grande obra que é este espaço de encontro, mas é como se conhecesse desde sempre por tudo o que une quem passou pelo Seminário dos Capuchinhos…e, no caso, o que mais nos está a cativar – este convívio humano e espiritual.

         

( NR-Para que o Frei Morgado não se zangue comigo, ficas, também, a conhecer o escriba! ac)

Pois o Frei Lopes Morgado, embora naturalmente não se lembre (já que eu era um miúdo, entre tantos que por ali andávamos), ainda o conheci, mas como Padre Agostinho, num retiro que ele dirigiu em Gondomar, talvez por volta de 1967 ou 68, salvo erro na semana do Carnaval… ou algo do género. Reconheci-o pelas fotografias do livro. E, nas minhas pesquisas, como por vezes dou largas à minha curiosidade, já descobrira em tempos o seu apego ao coleccionismo de presépios, tendo mesmo conseguido formar um museu alusivo. Daí que, como sinto apreço por essas coisas, o admirasse por tamanho entusiasmo, embora sem imaginar que ainda comunicaríamos, como agora. Isto, porque apesar de tudo (como disse numa anterior comunicação), o que se relacione com os Capuchinhos sempre mexeu comigo, continuando a ser algo especial para mim.

Até sempre.

Armando Pinto

MUSEU DO PRESÉPIO.Entrai, pastorinhos, entrai!

A REDACÇÃO DO IRMÃO SOL, APELA A TODOS OS SEUS LEITORES E AMIGOS – E AOS AMIGOS DOS AMIGOS DELES – PARA QUE SE EMPENHEM EM TORNAR ESTE MUSEU UMA REALIDADE.

SÓ QUEM AINDA NÃO DEU PELO LABOR DE FORMIGUINHA DE FREI JOAQUIM LOPES MORGADO

É QUE PODE FICAR INDIFERENTE.

VOLTAREMOS A ESTE ASSUNTO.NO FINAL DO TEXTO ESTÁ O Nº DE CONTA

PARA ONDE PODEM E DEVEM ENCAMINHAR

 OS VOSSO CONTRIBUTOS.

_____________________________________

PREPARANDO O

MUSEU DO PRESÉPIO

 

NO CENTRO BÍBLICO DOS CAPUCHINHOS, EM FÁTIMA

 

 

Este documento é complementar de um PowerPoint museu do presépio.

 

( NR – Iremos enviá-lo, por mail, a todos)

 

 Pretende dar a conhecer a Colecção de Presépios que temos vindo a fazer desde 1993 até hoje, e falar-lhe dos passos que, neste momento, devem ser dados para garantir a sua preservação e dignificação, pondo-a ao serviço do público – donde veio, na sua maior parte, por muitas doações de Famílias e particulares e ofertas de vários artesãos. O objectivo último é, mesmo, a construção de um museu do presépio, com o projecto que apresentamos no PowerPoint. Podemos contar consigo?

 

A Colecção de Presépios

 

  1. No Centro Bíblico do Capuchinhos, em Fátima, sito na Avenida Beato Nuno, nº 407, existe uma Colecção de mais de 770 Presépios de 60 países, que vem sendo recolhida, valorizada e acrescentada desde 1993.

 

  1. Os países representados são os seguintes: África do Sul, Alemanha, Angola, Argentina, Áustria, Bangladesh, Bélgica, Bolívia, Brasil, Bulgária, Cabo Verde, Canadá, Chile, China, Colômbia, Croácia, Egipto, El Salvador, Equador, Eslovénia, Espanha, Estónia, Filipinas, França, Grécia, Guatemala, Guiné-Bissau, Haiti, Holanda, Irlanda, Israel, Itália, Japão, Luxemburgo, Madagáscar, México, Moçambique, Níger, Palestina, Paraguai, Peru, Polónia, Portugal, Quénia, República Checa, Ruanda, Rússia, São Tomé, Senegal, Suíça, Tailândia, Tanzânia, Timor-Leste, Tunísia, Turquia, União Indiana, Uruguai, Venezuela, Zaire e Zimbabué.

 

3.     Em Setembro de 1993, quando vim de Lisboa para Fátima, trazia comigo apenas um Presépio ladeado pelas figuras de S. Francisco e Santa Clara de Assis, e uma imagem de Nossa Senhora da Palavra – tudo obras do artesão José Franco. Dois anos depois, no Natal de 1995, fiz a I Exposição com mais de centena e meia de peças, na sala de jantar do Centro Bíblico. Dei-lhe como título “O EVANGELHO DA VIDA”, a propósito dos 9 meses da Encíclica homónima de João Paulo II, assinada a 25 de Março do mesmo ano, solenidade da Anunciação do Senhor.

 

 

 

4.     Quase espontaneamente, a Colecção foi crescendo graças a muitas doações particulares e a ofertas de vários artesãos. De Novembro de 1997 a Janeiro de 1998, as peças principais foram disponibilizadas para uma II Exposição no Museu da Olaria, em Barcelos, no contexto da abertura do triénio preparatório para o JUBILEU DA ENCARNAÇÃO, no ano 2000. O título dessa Exposição, que integrava outras Colecções, foi apenas PRESÉPIOS. Para as pp. 7-16 do Catálogo, escrevi o texto “PRESÉPIO – História, Fé e Cultura”.

 

5.     O interesse e o êxito despertados por esta Exposição, levou-me a manter esses Presépios disponíveis ao público, na dependência da nossa Casa onde se encontram actualmente. Entretanto, as entrevistas e reportagens saídas nalguns meios de comunicação social, fizeram chegar vários pedidos de cedência da Colecção para Exposições similares. Mas, sobretudo porque todos os pedidos eram para a época do Natal, quando a Colecção é mais visitada por bastantes grupos e Escolas, esse empréstimo foi sendo negado.

 

6.     Em Setembro de 1999, ao ser-me concedido um ano sabático, findo o qual era previsto vir a integrar a Fraternidade de Gondomar, resolvi expor permanentemente esta Colecção, confiando a toda a Província Portuguesa dos franciscanos Capuchinhos, nomeadamente à Fraternidade de Fátima, o seu cuidado e manutenção. Porém, ao ficar suspensa a minha ida para Gondomar em Julho de 2000, regressando a Fátima voltei a interessar-me pela Colecção e foi-se afirmando cada vez mais a ideia de se pensar num MUSEU DO PRESÉPIO.

 

7.     De 08 de Novembro de 2006 a 02 de Fevereiro de 2007, uns 30 Presépios foram excepcionalmente disponibilizados ao Colégio S. Miguel, de Fátima, para uma III Exposição na sua “Galeria S. Miguel”, no centro desta cidade. Na ocasião, a Galeria mandou imprimir em postal, para venda, seis dos Presépios expostos. Segundo o relatório final apresentado, foi das Exposições mais interessantes e concorridas naquela Galeria. No Natal de 2007, o Colégio voltou a pedir outros Presépios para nova Exposição; mas, por coincidir com a época de mais visitas, e dado a Galeria também ser em Fátima, achou-se melhor não renovar o empréstimo, pois estas duas razões tinham sido dadas a outras pessoas e instituições com igual interesse na cedência da Colecção para o mesmo efeito.

 

8.     Mais 19 Presépios foram cedidos para o livro “Um Menino chamado Natal”, de Joaquim Franco, editado em Lisboa em Dezembro de 2006 pela Sociedade Bíblica de parceria com a Lucerna. A experiência não foi satisfatória, mas veio dizer-nos, tal como a referida no ponto 7, a vantagem de nós próprios editarmos imagens de alguns Presépios da Colecção, como forma de apoiar economicamente a construção e manutenção do futuro Museu.

 

9.     A grande maioria das obras existentes nesta Colecção são ofertas de pessoas amigas, conhecedoras do gosto que desde sempre nutro pelo tema do Presépio, bem como de vários artesãos. A pouco e pouco, esse grupo foi-se alargando a muitos visitantes, que se aperceberam do interesse artístico e cultural de uma Colecção destas e das suas possibilidades para a Evangelização acerca do Natal e da Vida. Também os Irmãos Capuchinhos, de Portugal e do estrangeiro, foram manifestando a sua simpatia e o apoio, sendo já bastantes os que trazem um novo Presépio para esta Colecção quando se deslocam dentro ou fora do nosso País ou quando nos visitam.

 

10.  A multiplicação quase espontânea do número de Presépios, fez com que, nos últimos dois anos, a maior parte deles tenha ficado nas suas caixas ou sacos de origem à espera de espaço para serem expostos.

 

11.  Chegou, pois, o momento de criar um espaço condigno, que os preserve de qualquer degradação, permita divulgar a sua existência e possibilite organizar uma Exposição permanente e outras temporárias, cumprindo os objectivos que há muito nos propusemos e temos divulgado junto dos amigos e visitantes, tornando essa visita mais agradável e proveitosa.  

 

O Museu do Presépio

 

  1. Convém ter em conta que, ao situar-se num complexo chamado “Centro Bíblico dos Capuchinhos”, esta Colecção é mais uma oportunidade para a formação cultural e religiosa de quem o frequenta para cursos, retiros, actividades bíblicas, dias de reflexão ou simples hospedagem em dia de Peregrinação a Fátima. Deve, por isso, ser de fácil e rápido acesso a essas pessoas geralmente com pouco tempo disponível à margem do programa dos grupos em que se integram.

 

  1. Do espaço em que se integra, também faz parte um Jardim Bíblico, único no género em Portugal, com idênticos objectivos culturais, religiosos e de interiorização da mensagem proporcionada pela simbólica das árvores na Bíblia. Estas, além do nome científico e em português, serão acompanhadas por uma referência bíblica e outras sugestões constantes de um catálogo a organizar. Vai ser criada uma sinalética exterior, visível da Avenida Beato Nuno, que oriente os interessados para os vários pólos do CENTRO BÍBLICO DOS CAPUCHINHOS: Hospedaria, Difusora Bíblica, revista Bíblica, Fraternidade dos Capuchinhos, Jardim Bíblico e Museu do Presépio.

 

  1. O espaço destinado ao Museu é o mesmo onde actualmente se encontra a Colecção, junto à porta de entrada da Fraternidade dos Capuchinhos, do lado da capela do Centro, tendo em conta as condições de acessibilidade de grupos, sobretudo de crianças, adultos e deficientes motores e a sua ligação com as outras propostas, sobretudo o Jardim Bíblico, mesmo em frente.

 

  1. Irá haver uma Exposição permanente, limitada a pouco mais de metade das peças actuais, dada a impossibilidade de fruir da contemplação de um número maior no tempo razoável para uma visita. As outras peças serão guardadas em gavetões na parte inferior das estantes, de modo a facilitar a organização de Exposições temporárias sobre vários temas, como:

       - Presépios de Portugal

       - Presépios da Europa

       - Presépios da América Latina

       - Presépios de África

       - S. Francisco e o Presépio.

 

  1. O Projecto, realizado pelos arquitectos Mário Marques e Pedro Pinto, da Firma J. Bragança – M. Marques, Arquitectos. Lda, com sede em Gondomar, pretende criar a intimidade de uma gruta (que sugira às pessoas interioridade e reflexão), tendo no centro da sala principal um hexágono em aço e acrílico assente no centro de uma Estrela de David, que é acompanhada no tecto por pontos de luz incidindo no chão. Na sala mais pequena, um vídeo mostrará todos os Presépios da Colecção, ou pelo menos um número bastante mais alargado que o exposto. No exterior, um azulejo com S. Francisco e Santa Clara adorando o Menino Jesus, numa gravura de Pier de Lode (séc. XVII), que se conserva no Museu Franciscano dos Capuchinhos, em Roma, depois reproduzida em pintura por Josefa de Óbidos, evocará o Jubileu da Encarnação nos 2000 mil anos do Nascimento de Jesus. Na obra, pretende-se juntar a qualidade e beleza da concepção à simplicidade das soluções, exigida pela exiguidade do espaço e pedida tanto pelo tema da Exposição como pela Ordem que a suportará.

 

  1.  A quem deseje apoiar a construção do Museu com uma prenda já neste Natal, indicamos o nº da conta da Fraternidade dos Capuchinhos de Fátima: NIB 003503040000660713006 ♦♦♦ 0304006607130 – Caixa Geral de Depósitos, Fátima. E também um cupão que pode preencher com a quantia da sua oferta, a fim de lhe ser enviado recibo para desconto no IRS, quando o seu depósito for registado e comunicado por aquela instituição bancária.

 

  1.  Desde já o nosso muito obrigado, com votos de um Santo Natal e um Bom Ano 2009 para si e para os seus. E também a nossa prenda antecipada: o PowerPoint MUSEU DO PRESÉPIO, com algumas imagens do Projecto e dos Presépios, para que os nossos visitantes e amigos se entusiasmem também com a ideia e pensem no melhor modo de valorizarmos esta Colecção e de apoiarem a construção do Museu do PRESÉPIO.

 

Frei Lopes Morgado

Fátima / Centro Bíblico dos Capuchinhos

MATINAS

… e, no entanto, cada dia é um novo dia, só possível porque Tu és a Novidade. Sabes, Senhor, que não é facil, mas é, seguramente, muito mais difícil sem acreditar na Tua contínua, amiga e sempre acolhedora Presença. Fico Contigo, tudo porque disseste “ficarei convosco …”

ac

BOLINHOS,BOLINHOS.Amanhã, em Mação…

Era certo e sabido: amanhã, dia de Todos os Santos, teria de acordar mal dormido. Eu e os meus companheiros de despreocupada infância do Bairro do Quintal da Estrada, lá para as bandas de Cardigos, freguesia de Mação, já bem no coração da Beira Baixa, como o meu alto alentejano natal, Gavião, quase a perder-se no horizonte.Esperava-nos a madrugadora aventura de descer à Lameirancha, pequeno lugarejo ali à mão, regressar e subir à ingreme sede da vila. Tudo isto em demanda das saborosas broas de mel, broas de milho, alguns chupas de açúcar caramelizado, bem cheirosos marmelos e alguns centavos, também.

Bolinhos, bolinhos, às portas dos seus santinhos“!!!Depois do minuto de expectativa lá se abriam, prazenteiras, as donas de casa, arregalando os olhos para as nossas bolsinhas, pequenas maravilhas em retalhos ( patchwork, como agora se diz!) e que as nossas atentas Mãezinhas confeccionavam, aos domingos, em demoradas e colectivas tardes de costura junto à Capelinha das benditas alminhas.

Maria, temos de ir ao Jumbo, comprar os rebuçados para os pequenos heróis que ainda resistem.

Amanhã, em Mação, resistindo a todos os atentados, os que por cá vamos existindo e insistindo em não querermos perder o contacto com as nossas raízes, é o Dia Maior, a Feira de Todos os Santos. Venham daí!

Bom dia de todos os Santos.

ac

Matinas/Na eternidade do Deus vivo

Sei que detestas ser o deus que dá jeito, mas, obrigado, pelo pedacinho de rede com que me ajudas a começar esta enregelada e enevoada manhã.

Bom Deus, obrigado, pela oração do Pe Anselmo, no DN de hoje.

ac

DIAS DE ANIVERSÁRIO: 1 E 2 DE NOVEMBRO
Anselmo Borges
Padre e professor de Filosofia

 

Nas nossas sociedades tecnocientíficas e urbanas, a morte é tabu, mas permite-se que todos os anos, nos dias 1 e 2 de Novembro, os mortos regressem: são os dias dos mortos. E os cemitérios enchem-se de vivos, numa saudade sem fim. A palavra saudade talvez venha de solitate (solidão) – talvez melhor, de salutem dare (saudar). De qualquer forma, do abismo sem fundo da nossa solidão, ergue-se uma prece, mais religiosa ou mais laica, pelos mortos: estejam onde estiverem, que estejam bem! É o aniversário dos mortos, no sentido etimológico (annus+vertere): o que volta cada ano, todos os anos. Se pensarmos bem, não é o aniversário dos mortos, mas apenas dos vivos, que, cada ano, recordam os mortos. Para os mortos, precisamente porque apanhados pela morte, já não há aniversário.

É por isso que, na celebração do aniversário, há algo que remete para a metafísica. Como escreve o filósofo P.-H. Tavoillot, “lembra-nos que há um princípio e um fim e que, na aparente repetição das estações, se esconde um fio cada vez mais curto e ténue”. Lá está o que se encontra na maior parte das lápides dos túmulos: a data do nascimento, frequentemente com a indicação de uma estrela – ter vindo à luz do mundo – e a data da morte – entre nós, a maior das vezes, com um sinal da cruz. Daí a diferença com que as crianças e os adultos encaram a festa de aniversário: os primeiros sonham exaltados com as prendas; os outros, sobretudo com o avanço da idade, tomam consciência do cutelo do tempo. O mistério do Homem é o tempo e a morte.

Foi também com Tavoillot que aprendi que a celebração do aniversário é recente. Antes, com este nome, o que se celebrava não era o dia do nascimento – aliás, antes da generalização do registo civil, a referência a esse dia nem sempre era exacta -, mas o dia da morte, concretamente dos mártires, chamado dies natalis (dia do nascimento).

A Igreja opunha-se à celebração do nascimento. Para Santo Agostinho e outros Padres da Igreja, celebrá-lo significaria, por um lado, ligar-se a práticas pagãs e, por outro, lembrar a vinda ao mundo de um pecador. Ora, exceptuando Jesus, Maria ou João Baptista, não havia “qualquer razão para alegrar-se!”

Aí está a razão de, ainda hoje, mais em países de influência protestante, como a Alemanha, estar presente a tradição de os católicos festejarem o dia do nome (Namenstag): nome do santo patrono a quem o recém-nascido foi confiado. O tempo efémero ficava ancorado na eternidade.

Ao pôr em causa o culto dos santos, “o protestantismo abriu a via do novo aniversário”: atente-se nas palavras alemã – Geburtstag – e inglesa – Birthday -, com o significado explícito de dia do nascimento. Agora, a vida do indivíduo tem consistência própria e não já em referência a uma realidade superior. Mesmo entre os católicos, lentamente a festa da celebração do aniversário natalício impôs-se, e lá estão a família e os amigos e os presentes e o bolo do/da aniversariante e as velas e o canto universal do Happy Birthday to You, cuja letra remontará a 1924, mas a música a 1893.

No quadro da secularização e do individualismo, é um modo de dar sentido e consistência a uma existência que se sabe efémera e mortal: “Pelo menos uma vez por ano, o fluxo quotidiano que cada um vive tenta transformar-se em destino e até em epopeia. É uma maneira profana de dar sentido ao curso da vida.” Assim, as crianças aprendem a viver; os adultos, a envelhecer; quanto aos velhos, “é um modo de os honrar”, pois, num mundo de exaltação da juventude e do êxito, “a performance suprema não é envelhecer?”.

Para tentar explicar o espaço e o tempo como formas da sensibilidade, segundo Kant, desafio os estudantes a captar as coisas sem o espaço e a narrar a sua vida sem o tempo. Impossível! Aí está a razão por que a morte e o seu depois, porque para lá do espaço e do tempo, são completamente irrepresentáveis para nós. Depois da morte, para os mortos, já não há aniversário, porque, com a morte, sai-se do tempo e entra-se na eternidade. Na eternidade do nada ou na eternidade de Deus. Espero que na eternidade do Deus vivo e infinitamente bom.

 

In Memoriam

Oportuna recordação de Frei Lopes Morgado.Talhão dos Capuchinhos em Gondomar.Para sempre no nosso coração.

Vésperas

Cemitério de Mação, esta tarde.

Mãezinhas,Paizinho,Cunhado,Avós…acreditar que as flores que vos trouxemos do Vale não podem trazer-vos de volta…O que vale é que um destes dias voltaremos a encontrar-vos na Eternidade do Grande Vale de todas as flores.

ac

Vésperas

Aparentemente, um pôr-do-sol, normal, como tantos outros. E no entanto, especial, porque Te descubro nele, Senhor, para celebrar o quanto és tão Especial para nós. Algures, na Beira Baixa, tão à beira de Ti, tão à beira do Alto, Tu, que de nós, sempre te abeiras. Obrigado por este fim-de-tarde, tão especial, como todos os outros, afinal, porque Tu és mesmo e sempre Especial.

“A vida humana é uma evolução contínua. Se a morte fosse a última palavra, a pessoa humana estaria a evoluir para o nada. A fé consiste em acreditar que a personalidade de cada um de nós está inscrita no eterno amor de Deus que nenhuma morte poderá vencer”

É esse o convite para a reconfortante oração de Frei Bento Domingos, hoje, no Público.

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WEBANGELHO

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Não deixar à morte a última palavra

02.11.2008, Frei Bento Domingues O.P.

A obra mais digna de nota de cada ser humano é ele próprio


1.”Tentemos viver de tal modo que, quando morrermos, até o homem da agência funerária lamente a nossa morte.” Esta proposta de Mark Twain é um grande programa. A suposição de que ele raramente é cumprido separou a festa de Todos os Santos da celebração dos Fiéis Defuntos. Há pessoas que nem no céu gostaríamos de encontrar como a morte as encontrou. Só uma boa purificação (um purgatório) as poderia tornar companhia apetecível. Quando se pensa em todos aqueles que foram um inferno para os outros, só o inferno parece o seu destino adequado.

Este aparente bom senso – a que se poderiam acrescentar as tristes “reencarnações” – não vai além da transposição para o “outro mundo” do sistema de prémios e castigos que nem para este vale grande coisa. Tem o inconveniente de não respeitar o imenso mistério da vida e da morte e faz de Deus um miserável justiceiro.
Temos testemunhos de que, há muitos milhares de anos, os seres da nossa espécie se despediam dos falecidos com diversos rituais, segundo as diferentes culturas e religiões. Confessavam, sabendo ou não de forma reflexa, que o funeral não era o fim de tudo, a última palavra sobre as pessoas que amavam. Se assim não fosse, todas aquelas flores e ritos poderiam celebrar uma memória, mas seriam dirigidos a ninguém.
Quando morre uma personalidade célebre, faz-se o elogio da sua obra, mas o autor parece que já não conta. Só há futuro para o património. Destaca-se a obra e as pessoas são reduzidas à categoria de cinzas, de estrume.
Nos cemitérios, as lápides e os jazigos podem evocar um itinerário, mas a obra mais digna de nota, de cada ser humano, é ele próprio. Ser verdadeiramente bom vale mais do que todas as realizações científicas, técnicas, filosóficas e artísticas. O santo, o verdadeiro santo, configurado pelo amor de compaixão, vale mais do que todo o mundo material, embora tudo isso possa e deva contribuir para o bem e a beleza da humanidade. Como se costuma dizer, quando morremos, deixamos tudo o que possuímos e só levamos o que somos.
Aqui, são possíveis as atitudes mais diversas, mas não é muito cristão desqualificar as posições de ateus, agnósticos ou dos membros de outras religiões. Perante a morte, não importa procurar saber quem está certo ou errado. Estamos todos sem defesa. O próprio Jesus, no Jardim das Oliveiras e na Cruz, mergulhou no medo e na angústia. O cristão deve, no entanto, estar pronto a dar razão da sua esperança.
2.Conta-se que Jesus enviou setenta e dois discípulos a anunciar o seu Evangelho. Regressaram como adolescentes de um campo de férias. Jesus ouviu tudo e confirmou que tinha sido realmente espantoso. Depois, acrescentou: “Não vos alegreis pelo facto de nada deste ou de outro mundo ter resistido à vossa palavra; alegrai-vos, sobretudo, porque os vossos nomes estão escritos nos Céus.”
A expressão “nos céus” é o equivalente a Deus transcendente que está acima de todo o nome, isto é, alegrai-
-vos porque a vossa vida está para sempre inscrita no coração de Deus e ninguém vos poderá arrancar desse amor.
Ao dizer isto, o próprio Cristo ficou espantado: “Nesse mesmo instante, Jesus exultou de alegria sob a acção do Espírito Santo e disse: ‘Bendigo-te, ó Pai, Senhor do Céu e da Terra, porque escondeste estas coisas aos sábios e aos inteligentes e as revelaste aos pequeninos (…).’ Voltando-se, depois, para os discípulos, disse-lhes em particular: ‘Felizes os olhos que vêem o que estais a ver. Porque – digo-vos – muitos profetas e reis quiseram ver o que vedes e não o viram, ouvir o que ouvis e não o ouviram!’” (Lc 10, 17-24).

3. A vida humana é uma evolução contínua. Se a morte fosse a última palavra, a pessoa humana estaria a evoluir para o nada. A fé consiste em acreditar que a personalidade de cada um de nós está inscrita no eterno amor de Deus que nenhuma morte poderá vencer.
Para mim, é este o coração da revelação cristã. Não adianta preocupar-se em saber como será a vida depois da vida que conhecemos
. Não temos nem a geografia nem o calendário nem a configuração do céu. Todas as evocações ou descrições são, apenas, tentativas de preencher a nossa ignorância, transpondo, para o Além, o que há de melhor (o céu) e o que há de pior (o inferno) neste mundo. É certo que há música e pintura que procuram evocar o estado daqueles que já se encontram na alegria de Deus. No entanto, as evocações de todas as artes, mesmo as mais sublimes, serão sempre a miséria que se pode arranjar para não ficarmos mudos e cegos.
Para quem acredita que “os defuntos” estão, misteriosamente, com Cristo e connosco, neste dia dos Fiéis Defuntos deveria alterar as suas representações: não se reza por eles, reza-se com eles e eles connosco. Deus é Deus dos vivos. Não fez a morte nem à morte deixou a última palavra (Sb 1, 13-15). Não conhecemos, no entanto, nenhuma possibilidade de representar aquilo que Paulo chama “ressurreição” (1Cor 15, 53ss). Podemos, porém, rezar Àquele que tem compaixão de todos: “Porque todos são teus, ó Senhor, que amas a vida!” (Sb 11, 23. 26).

NR-Sublinhados nossos.

 

 

 

Matinas

OUTONO.Um mês depois vale a pena continuar?

Irmão Dióspireiro, do meu querido Vale das Árvores, que, neste momento, tenho na minha frente em versão digital, graças às maravilhas da técnica – sim ainda sou do tempo em que era preciso deslocarmo-nos à sede do concelho, quando em férias, para deixar lá o rolo 126, asa, creio, da saudosa maquineta preta saída na farinha Amparo, rolo, cujas fotografias, estariam prontas daí a uma semana pois seriam enviadas para revelar para uma outra terra, creio, e só convoco isto para a conversa para se perceber como hoje podemos fazer tanta coisa, em tão pouco tempo, ou, ainda e, pior, as coisas que hoje, com outros meios, nós deixamos de fazer para tornar os dias mais ricos e preenchidos – dizia, eu, boa tarde, irmão dióspireiro, com quem, neste momento, partilho esta minha dor tão outonal como a tua.

Sim, sinto que, folha a folha, se desprende a energia com que aqui cheguei a este terreno webniano há precisamente um mês. De facto, uma terrível melancolia percorre tudo o que em mim habitualmente mexia, tal como tu no esplendor da floração – e que eu, privilegiadamente, acompanho – e olha, fruto da não colaboração dos meus colegas, um dia, outro dia, uma saltada ao gmail, mais um telefonema para ali, uma revisitação a uma foto e outra foto mais, e as perguntas, lancinantes, que,  como folhas a desprenderem-se dos teus ramos, tomam conta do que em mim ainda ousa resistir:

-Por onde andará esta gente toda? Que temerão ? Estarão fartos desta provocação, deste desplante  de serem, assim,  desafiados a vir expôr os seus quotidianos para a net, a ponto de pressentirem que uma qualquer saltada ao google deixará expostos os seus rostos, os seus rastos? Mas, quem é que aquele gajo ( sim, assim mesmo! ) que passa os dias a qwertar-nos os nossos dias para que rezemos, de manhã, desabafemos à tarde, voltemos a rezar à noite, etc, etc se julga?

Vês, irmão dióspireiro, eu sei que devia ser forte e não me identificar com este lado condicionado da minha mente, passando ao lado do que  me propõe pensar, porque ela, mente, adora remoer neste lado da vida: melancolias, angústias, tristezas, soa tudo a desejos de passado ou ansiedades pelo futuro, passando ao lado dos verdadeiros desafios que o presente, este aqui e agora, mesmos, exigem. E depois, persistindo, sabes como dói imaginá-los, a eles, que estão no bem bom dos seus lares, a dizerem baixinho, ” este gajo, agora, anda para aqui a pavonear santidade de trazer por casa, iludindo-nos com falsas colaborações que mais não são do que pequenas e subtis encenações, onde possa, subtilmente, exibir as suas pequenas e grandes frustações.”

Irmão dióspireiro, sabes no que é que isto está quase a dar, que me deixe ficar como tu, impotente, ao vento e à chuva dos tantos desânimos juntos e, aos poucos, menos um post aqui, menos uma telefonadela acolá e, aquilo que queria fosse a igrejinha de S. Damião, à semelhança do nosso Francisco, na net, pouco a pouco, sem folhas, sem vida, acabe por expirar.

Irmão dióspireiro e todo o outono que carregas, sei que me acenas para que não desista, que em mim, a Primavera, ao contrário de ti é quando quiser, assim eu saiba reconhecer a força do Espírito que, desde a primeira hora me anima e impele a continuar.

Olha, se calhar, um mês depois, pode ser que este desabafo com carga outonal provoque nos meus irmãos um abalo editorial, convivencial, tipo, bora lá às arcas, bora lá aos telemóveis, bora lá aos textos, bora lá às imagens…

De facto, são possíveis novas viagens.

Boa noite.

ac

Escolhas

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Afinal, este lugar onde passo todos os dias, hoje, revelou-se-me no seu esplendor. Infante Santo de mim, nem sempre estou disponível, assim. As coisas estão lá, sempre. Nós é que nem sempre escolhemos vê-las com o  esplendor que trazemos adormecido, no aconchegado recanto das nossas retinas.

ac

WEB MISSA

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Da Lusa de ontem. Para ler e perceber que, afinal, as novas tecnologias são mesmo para criar novas sinergias e, no caso dos emigrantes de S. Marinho de Sande, estar em contacto, mesmo que visual, ajudará a encurtar a distância…espiritual.

Guimarães, 03 Nov (Lusa) – A paróquia de S. Martinho de Sande, em Guimarães, equipou a igreja para poder transmitir a missa pela Internet, revelou à Lusa o pároco local.

    “É um processo informático simples que foi adaptado às necessidades da igreja”, explicou o padre Abel Arantes de Faria, salientando que a primeira emissão vai ter lugar no próximo domingo no site da paróquia, seguindo-se depois transmissões regulares das eucaristias dominicais.

    “Não conheço nenhuma situação idêntica a esta, em que a missa de domingo possa ser vista em qualquer parte do mundo”, salientou o sacerdote.

    A igreja de S. Martinho de Sande sofreu obras de restauro durante dois anos e foi colocado um sistema de videogilância, através de seis câmaras, que pode ser visto on-line por cinco elementos do Conselho Económico da paróquia.

    “Agora a igreja estará sempre aberta já que haverá sempre alguém a ver o que se passa no interior do templo”, explicou Abel Faria.

    “A ideia de transmitir a missa e as cerimónias religiosas pela Internet nasceu para aproveitar o investimento que tínhamos feito nas câmaras de vigilância”, disse a mesma fonte.

    A juntar às seis câmaras já instaladas, foi colocada na igreja uma nova máquina, capaz de filmar todo o espaço. As imagens captadas, vão estar disponíveis em www.mogulus.com, no espaço TVSande.

    Com cinco mil habitantes e cerca de 1.500 participantes regulares nas cerimónias religiosas, a freguesia tem grande parte da população a residir no estrangeiro e esse é também o público-alvo destas emissões.

    “As pessoas deixaram a freguesia porque procuram uma vida melhor em outras terras mas, quando regressam para passar férias, assistem à missa”, salientou o padre Abel Arantes de Faria.

    No entanto, será mais a pensar nos “emigrantes, nos idosos e nos doentes”, a missa das 11:00, ao domingo, pode ser seguida via Internet, através da TVSande.

    Também no edifício da igreja foram introduzidas diversas alterações. Atrás do altar-mor foi colocado um projector multimédia que fará projecções numa tela colocada no meio do templo.

    E o próprio altar dispõe de um painel electrónico que muda as imagens religiosas expostas. Com um custo total de 350 mil euros, as obras de restauro do edifício, construída há duzentos anos, incidiram apenas no interior do templo.

    “A população está ansiosa para poder ver o resultado do investimento e para poder assistir à missa através da Internet”, salientou o sacerdote.

 Lusa/Fim

 

 

 

Intervalo musical

micaspiano

Quem disse que as coisas por aqui não estavam animadas?! Micas, a pequena gata que ciranda pelo nosso virtual convento, resolveu prendar-nos com a sua mais recente composição musical “Serenata para Jingo“.

Jing….o quê?!

O quê, não sabes o que quer dizer Jingo?!

Então espera um pouco mais. Deixa-te surpreender, já que tardas em surpreender-nos a nós. Ou, de como  é bom estar por aqui e ser surpreendido com as fabulosas colaborações que, de vez em quando, se metem ao caminho!

Já voltamos.ac

No comboio a caminho do Jingo

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Colaço, toca a continuar. O dióspireiro deixa cair as folhas, mas vai retomar energias na mãe/irmã terra, para de novo rebentar, viçoso, em novas folhas, flores e fruto tão apetecido!

Gostaria de partilhar memórias, à volta do jingo. Momentos que nos marcaram. A cada um à sua maneira.

 

Também gostaria de reconstruir uma ou outra música com a ajuda de colegas ( partes que não recordo…)

 

Sou pobre em fotos. As antigas moram em Trás-os-Montes, na mala que ainda levei para Gondomar.

Um abraço amigo. Encorajador (se ainda necessário…)

 

 

Sério

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Nota -Já reparaste quem é o caixa de óculos atrás de ti?!Grande abraço, irmão!ac

 

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O Jingo – 0

25 de Setembro de 1960. Onze anos e de fato e gravata. Pretos. O laço da Comunhão Solene a pender do braço esquerdo era ao único sinal da festa. Uma vaga memória de posar intencionalmente esse laço para a fotografia ( na sacristia da igreja de São Romão)

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Ah! E sapatos! Sapatos, pois então! Sandálias e tamancos passavam à história. É que no dia seguinte ia para o Seminário.

Segunda, 26. Cinco e meia da manhã. Sentia-me importante: a casa mobilizara-se à volta de mim, nomeadamente na confecção do enxoval. Enxoval! Coisa de raparigas casadoiras. que toda a gente ligava só a raparigas casadoiras!…

Fato, gravata, sapatos – pretos. A mala e o saco distribuíam-se pelos que me acompanhavam da família. Seguíamos para a garagem da Arganilense. Sobravam dedos na conta dos momentos que gozara andar de camioneta! Qualquer coisa parecida, só na traseira dum carro de bois, a ver o chão a andar para trás, para trás – e não precisar de dar às canetas… Em pulgas por andar de camioneta, nem recordo com nitidez o beijo de despedida da mãe. Preocupações eram com o Zé, que me levava para o Seminário.

Três horas e meia, quase quatro, para os 89 Km que tantas vezes lera na placa junto à nossa casa.

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Coimbra. Estação Nova. Comboio para o Porto. Desilusão! – Imaginara-o camionetas atreladas umas às outras, bonitas, pintadas – afinal tão farrusco! Mais farrusco que a minha cozinha!!!

Na Pampilhosa, outros miúdos, de fato preto como eu. Haviam deixado o comboio da Linha da Beira Alta. Entre eles, alguns já crescidos. Iam também para o Seminário. Sensação estranha. Com toda aquela gente, o comboio já não ia para o Porto – ia para o Seminário!!!

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Salto para o assento do banco comprido de ripas de madeira, em cima do qual se atafulhavam malas e sacos, nas redes. Lanço o braço por cima das altas costas do banco, curioso pelo que haveria do lado de lá. Às apalpadelas, encontro o que suponho ser mais um saco de roupa entre tantos. Fofinho. E toca a rufar com os dedos.

 De repente, um alvoroço. E pra cima de mim! O Zé agarra-me pelo braço, faz-me descer do banco e contorna-o: – Pede desculpas, JÁ!!! Uma freira, já de idade, desaconselha o puxão de orelhas do meu irmão. Mas foi-me dizendo: – Temos de ter cuidado, respeitar as pessoas…

Foi então que reparei noutra freira, bem mais nova, sentada na parte de cá do banco e que me sorria, complacente, enquanto endireitava o véu, o prendia ao cabelos e o ajustava na cabeça.

E resguardei cá dentro, num canto qualquer, aquele sorriso brilhando no meio do chinfrim que eu provocara…

 Sério

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NOTA – O editor do irmão sol depreende que este saboroso naco de prosa é mesmo para continuar. Obrigado, Constantino Sério, por mais este exemplo, por mais esta pepita de cintilante história,que, tal como tu, sem preocupações de estilo, cada um de nós pode  arrancar ao inexplorado sub-solo das suas tantas  e adormecidas histórias por contar. Quanto ao teu apoio, por que é que achas que estamos aqui? “Senhor, como é bom estarmos aqui. Construamos mais duas tendas para ouvir histórias tão eternas“!ac 

O ânimo do Padre Anselmo Borges

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Meu bom Amigo
Aí vai o convite.
E não desanimar… Já sabe: a malta anda com imenso trabalho e alguns nem escrever sabem. Mas sabem ler.

Por isso, continue a mandar as suas belas fotos e iluminantes pequenos comentários.
Creia na minha estima

Anselmo


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NOTA

Ao fim de mais um dia de continuidade do irmão sol, uma palavra de muita gratidão ao meu querido amigo Pe Anselmo Borges. De facto, também, graças a ele, e à iluminação das suas palavras sobre a Palavra, é que ainda por aqui estamos. Gostava muito de, lá mais para a frente, aqui nos dedicarmos aquilo que insisto em chamar o WEBangelho do sec XXI, ou seja, ouvirmos e partilharmos, mais do que “debatermos”, a inspirada leitura que, tanto ele como outros amigos ( Frei Bento Domingos, os nossos irmãos Capuchinhos e tantos outros) fazem dos evangelhos tendo em conta os tempos em que vivemos.

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Aqui fica o CONVITE para os nossos amigos que estejam por Lisboa, e não só, para que participem, na próxima Quinta-feira, no lançamento do livro “A Sexualidade, A Igreja e a Bioética“ e o privilégio de, sobre a matéria, ouvirmos o Pe Anselmo, bem como os outros oradores.

Muito Obrigado, uma vez mais.

antónio colaço

ACTUALIZAÇÃO

Acabamos de respigar da Lusa, de há momentos, um excerto do seu take:

(…)

Miguel Oliveira da Silva considera que será “inevitável, mais tarde ou mais cedo”, uma abertura da Igreja Católica a estas questões, mas “não será com certeza com este Papa [Bento XVI]”.

    “Mais tarde ou mais cedo há-de vir um Papa que ninguém espera – quem esperava que Barack Obama vencesse as eleições nos Estados Unidos quando concorreu contra Hilary Clinton? – que irá abrir a pouco e pouco” a posição da Igreja sobre estas questões.

    No livro, o autor acrescenta que “é tempo de aprendermos com os acontecimentos das últimas quatro décadas e ver que as posições do Magistério – a hierarquia que define as posições doutrinais – estão e estarão cada vez mais dissociadas da realidade dos próprios fiéis, com todas as consequências que daí advêm”.

    “Efectivamente, Roma perdeu a batalha da contracepção e da procriação medicamente assistida (PMA)”, lê-se no livro, que será apresentado quinta-feira na Casa-Museu da Fundação Medeiros e Almeida pelo padre Anselmo Borges, o bispo das Forças Armadas, D. Januário Torgal Ferreira, e por Maria de Jesus Barroso.

    O prefácio do livro de Miguel Oliveira da Silva é da autoria do padre e professor de Filosofia na Universidade de Coimbra Anselmo Borges.

    Em declarações à Lusa, o padre Anselmo Borges disse concordar “completamente” com a perspectiva do autor quando diz que “há um tremendo mal-estar não apenas nos fiéis mas das pessoas em geral contra a Igreja”, provocado pela “não abertura da Igreja em relação à sexualidade”.

    “Há posições da Igreja Católica em relação à sexualidade que estão profundamente envenenadas”, sustentou.

    Para Anselmo Borges, há questões que precisam ser reequacionadas como o celibato dos padres, que enquanto for “uma lei obrigatória a Igreja dificilmente sai para fora da suspeita no domínio da sexualidade”, e a possibilidade de “as mulheres terem acesso em igualdade com os homens em toda a realidade da Igreja”.

    Por outro lado, acrescentou, “é absolutamente inadmissível que se continue a condenar o preservativo”, que em certas circunstâncias deve ser “não só possibilitado, mas considerado obrigatório”, em questões relacionadas com a saúde.

    Numa altura em que se assinalam os 40 anos da encíclica “Humanae Vitae”, Anselmo Borges defendeu a necessidade de rever toda a questão da concepção artificial e que a Igreja deve abrir-se com “outra visão” em relação a esta matéria.

    “É necessário um caminho novo para, de modo digno e fiável, falar do casamento, do controlo da natalidade, da procriação medicamente assistida e da contracepção”, concluiu.

HN.

Hossana,Oprahma,OBAMA

micasobama

Anda, Micas. Já podemos dormir em Paz. A Paz pode, finalmente, começar a pensar em poder dormir um pouco.

Começou a guerra à guerra.

obama

Como seria bom que os mesmos meios, nomeadamnete, os mediáticos, que ajudaram a construir este presidente, presidissem, agora, com igual eficácia e … rapidez à construção de um mundo mais justo e com uma nova agenda, desde logo, com a resolução dos problemas da pobreza, dos sem-abrigo e, tudo o mais, à cabeça.

antónio colaço

Matinas

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Obrigado, bom Deus, por este esplendoroso sol matinal.E Tu, sempre atento, Presente, imperturbável, mesmo que o meu dia seja feito de tantas cortinas, de algum queixume porque não Te encontro. Deixa-me ser digno deste Silêncio, o único silêncio em que te vislumbro e alcanço.

ac

MUSEU DO PRESÉPIO.Outra vez

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Nem os leitores imaginam como chegámos aqui!

Perguntarão, “sim, qual o mistério, o site da Ordem dos Capuchinhos, que todos já conhecemos”!

A verdade é que sabíamos que muito em breve este pps sobre a criação do Museu do Presépio iria ser colocada na página da Ordem. Dissemos, mesmo, a Frei Lopes Morgado, que o link seria assegurado logo que lá estivesse colocado. Só que, ao contrário do que alguns irmãos possam pensar, o irmão sol é um pequenina parte do nosso imenso e intenso quotidiano e o facto de não estarmos aqui a tempo inteiro…

Vai daí….a net tem destas coisas, já que o pessoal (assim fica mais distendido!!!) não escreve para o nosso irmaossol@gmail.com ( clica no link e … de pronto, estás a “falar” connosco!!! ) alguém do lado de lá do Atlântico já nos “descobriu” como passamos a relatar, com os links e tudo que nos enviou.

Portanto, e ainda antes de atravessarmos o Atlântico, aqui fica o sublinhado para a divulgação do trabalho do nosso querido Frei Lopes Morgado, toma lá outro link, que esperamos um destes dias “surpreender” numa breve visita (gostaste deste novo conceito de surpresa?!) a concretizar.

Quanto ao resto, fiquem com “esti taul dji Rivaldo, né” para quem publicamente enviamos um abraço.

ac

Rivaldo R.Ribeiro
SITE/BLOG:
http://aldeia.mundus.zip.net (Meio Ambiente. VEJA CARTA AOS GOVERNANTES por ocasião das comemoraçoes dos 800 anos do carisma franciscano )
 
http://caminho.perfeito.zip.net (ATITUDE CRISTÃ, links católicos, acenda sua velinha virtual do Santuário Pai Eterno)
 
http://carisma.franciscano.zip.net  ( Conheça um pouco sobre São Francisco de Assis e o maravilhoso movimento dos franciscanos)
 Louvado Sejas Meu senhor, por estar aqui nesse teclado me comunicando com tantos amigos…Somos filhos de Deus, Deus é onipresente, portanto mesmo a distância somos irmãos e podemos sentir a presença uns dos outros.
Somos todos um(João 17,20-26), leiam na Bíblia é lindo!
 

Igreja: menos cultista mais participativa

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Lisboa, 06 Nov (Lusa) – O bispo emérito de Setúbal, D. Manuel Martins, lamenta que a igreja esteja “muito parada e adormecida” e que se tenha esquecido da sua missão no mundo, de consciencializar a sociedade civil para a necessidade de ser participativa.

    “Digo muitas vezes que a nossa igreja está muito cultista (virada para o culto e para si), muito parada, muito adormecida e que se esqueceu desta missão que tem no mundo e que passa por ajudar as pessoas a descobrirem a sua dignidade, a sua importância e os seus direitos naturais e levá-las a aparecerem de forma justa através de baixo assinados, participações, movimentos” disse à Lusa o bispo de Setúbal.

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    De acordo com D. Manuel Martins, a participação da sociedade é uma das soluções para que se mude a política, orientada por interesses económicos e não para o “Homem”.

    As declarações do bispo emérito de Setúbal surgem a propósito da sua participação no I Congresso Internacional da Associação Portuguesa de Solidariedade Mãos Unidas Padre Damião, que se realiza no próximo fim-de-semana, e onde será abordada, entre outros assuntos, “A luta contra a fome e a pobreza em Portugal”.

    “A sociedade civil tem que se consciencializar que tem de ser participativa. Tem que tomar consciência que é construtora de história, que não pode ser levada porque não é um sujeito passivo, mas activo”, defendeu.

    Para o bispo, as necessidades de apoio por parte de um sector da sociedade, “os que andam cá em baixo”, tem crescido com a actual crise económica, mas a sua situação fragilizada, sublinhou, já vem de trás.

    “Há uma grande insatisfação, um grande medo e uma grande sensação de incapacidade nestes tempos. As pessoas compram muito menos e do que compram, compram muito mais barato, para não falar daquelas que não tem dinheiro para comprar”, disse, recordando que há “dois milhões de pobres em Portugal”.

    Lamentou a existência de famílias que vivem com um rendimento reduzido e com o “medo permanente” de perderem emprego, ou que surja uma despesa, nomeadamente de saúde, que não possam suportar.

    “Admiro-me e aflige-me como uma família com rendimento pequeno pode viver tendo em conta que no momento mais próximo esse orçamento tem que ser invadido por uma circunstância como uma doença. Pensar que há famílias que vivem neste medo permanente, que não podem sonhar, sorrir, projectar porque a qualquer momento pode surgir uma circunstância que fure aquele orçamento pequeno”, explicitou.

    De acordo com o Bispo de Setúbal, vive-se em “dois mundos em Portugal”: o “irreal do “foguetório” e o “real das pessoas que andam cá em baixo, com os pés no chão”.

    D. Manuel Martins considera que as “políticas não têm sido acertadas, porque não tem havido um critério humanista”.

    “O Homem é que é o grande critério, o grande fundamento, destinatário e objectivo” da política, referiu.

    O Bispo desculpa, no entanto, os políticos que “não mandam nada”, considerando que são conduzidos pelo poder económico, actualmente envolvido numa economia “super, hiper neo-liberal”, que também não tem o “Homem” como objectivo.

    Face a esta realidade, D. Manuel Martins diz que o medo, que já não é só “físico”, se instalou na sociedade portuguesa.

    “O medo instalou-se na sociedade portuguesa. Este medo foi ainda aumentado, engordou, por causa de toda esta bancarrota da banca. Além deste medo insatisfação que já vem de trás agora vem este terramoto que só dá para assustar as pessoas”, sublinhou.

 SB

Vésperas

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Senhor, sim, sei que um passado condicionado me leva a olhar-te, a procurar-te lá no Alto, como se não estivesses bem dentro de mim e dos irmãos que, daqui a pouco, vou poder ouvir, discutindo, procurando os melhores caminhos, afinal, com Quem caminhar, SEMPRE.

ac

O CORPO:E Deus viu que era bom

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O irmão sol esteve no lançamento do livro, “A sexualidade, A Igreja e a Bioética“, de Miguel Oliveira da Silva, numa edição da editora Caminho. 

A fabulosa sala/auditório da Casa Museu da Fundação Medeiros e Almeida foi pequena para os muitos participantes com destaque para a camada jovem – muitos, alunos do Prof Miguel Oliveira – e que , assim, não quiseram perder pitada de uma obra que, a todos os títulos, como sublinharia o Pe Anselmo, “constitui um contributo exemplarmente lúcido” para o tratamento, por parte da Igreja, do tema da sexualidade. “É legítimo o desejo de que o Magistério diga algo de positivo sobre o tema da sexualidade.É um sinal de grandeza e autoconsciência“, quarenta anos depois da encíclica Humanae Vitae,” alguém confessar os seus erros e visão limitada“, adiantaria Anselmo, citando o cardeal Carlo Martini.

Aguardamos o texto da intervenção do Pe Anselmo e como nos sobra pouco tempo para a edição que desejávamos mais serena, a promessa de que voltaremos ao assunto.

De realçar os testemunhos de Maria Barroso, que confessou não ter ainda lido a obra mas que quis emprestar com a sua presença o reconhecimento e o mérito do debate que ela vem lançar, o apelo do jovem Albino Aroso para que os jovens da sua provecta idade se abram às mudanças que o tempo convoca, mas, sobretudo, a coragem de D.Januário Torgal que ali confessou ter recebido n mails pedindo-lhe para que não participasse na sessão. Evocou, então, a liberdade como contraponto para o sentimento de confiança que nutre em relação à esperada mudança da Igreja em relação a este domínio, confessando que, também há 4 anos foi contra a guerra do Iraque, tendo participado numa criticada sessão e, hoje, é o que se vê; o apoio que deu ao saudoso Bispo D.António Ferreira Gomes, que, ainda veria a liberdade de Abril…Enfim, D.Januário a acreditar que este livro pode ajudar a abrir as mentes lançando um apelo, sobretudo aos mais jovens, para que o debatam.

Numa sala carregada de um passado cheio de arte, acreditamos na arte de acabar com visões retrógradas. Como se lê, a dado passo, “deve a Igreja ser reformável e engrandecer-se, sabendo reconhecer nesta área os erros do passado? É isto possível ou desejável? É uma outra ética da sexualidade compatível com a Fé em Jesus Cristo, numa Igreja que seja hoje farol de Esperança e amor para homens e mulheres?E por que se calam nesta matéria tantos dos bioeticistas, crentes e não crentes“?

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Pe Anselmo e a mesa com os participantes.

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Uma entusiasmada assistência.

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-Vou ler, sim senhor!

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-Manel (Vilas Boas, com quem muitos dos nossos leitores estudaram ) desculpa, lá, o mau jeito, mas…era um momento imperdível!

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Pe Anselmo com Maria de Belém Roseira

antónio colaço

Matinas

 

novembro

Tantas vezes estes telhados, este sol matinal, e, no entanto, cada momento sempre único, nunca igual. Assim quisera a percepção da Tua presença, como um momento único, sem igual. Muitas vezes, todas as vezes, afinal.

ac

DEUS,presente.

Sábado, momento aguardado com crescente ansiedade.Rapidamente e em força a folhear o DN.

Bom dia, Pe Anselmo:

DEUS CONTRA DARWIN?

Anselmo Borges
Padre e professor de Filosofia

 

 

 Não cabe aqui um esboço sequer da história das concepções evolucionistas. De qualquer modo, a ideia de evolução já tinha acenado entre os gregos. Em 1809, Lamarck expôs a sua teoria da não imutabilidade das espécies. Mas foi em 1858, há 150 anos, que a ideia da selecção natural e da luta pela existência, de Alfred Russel Wallace e Charles Robert Darwin, foi apresentada na Linnean Society de Londres. No ano seguinte, em 1859, Darwin publicou a obra célebre: A Origem das Espécies.

Atendendo a estas datas e sobretudo às celebrações do segundo centenário do nascimento de Charles Darwin – nasceu em 12 de Fevereiro de 1809 -, aumentarão os estudos científicos sobre as teorias da evolução, não faltando os debates à volta da sua relação com a religião, por causa do livro do Génesis, do “criacionismo” e do chamado “desígnio inteligente”.

O primeiro embate célebre deu-se logo em 1860, em Oxford. Perante uma assistência numerosa, o bispo de Oxford, Samuel Wilberforce, foi perguntando ao naturalista Thomas Huxley, defensor de Darwin, se descendia do macaco pelo lado do avô ou pelo lado da avó. Huxley respondeu: “Penso que um homem não tem que envergonhar-se por ter um macaco como avô. Se tivesse de envergonhar-me de um antepassado, seria de um homem: um homem de inteligência superficial e versátil que, em vez de contentar-se com os sucessos na sua esfera própria de actividade, vem imiscuir-se em questões científicas que lhe são completamente estranhas, não faz senão obscurecê-las com uma retórica vazia, e distrai a atenção dos ouvintes do verdadeiro ponto da discussão através de digressões eloquentes e hábeis apelos aos preconceitos religiosos.”

Por causa desta resposta, considerada pouco elegante, uma senhora desmaiou. A mulher do bispo, essa, terá dito entre dentes: “Só faltava esta: descender de macacos! Se for verdade, rezemos para que ninguém saiba.”

A teoria da evolução constituiu uma daquelas humilhações do Homem de que falou Freud. Embora o Homem não descenda do macaco, ele e o macaco descendem de um antepassado comum, o que não constituiu uma descoberta particularmente exaltante. Desde então a nossa visão da natureza, do Homem e de Deus modificou-se.

Significativamente, já na altura, muitos religiosos britânicos declararam que não havia incompatibilidade com a fé. O historiador das ciências D. Lecourt escreveu: “A figura mais importante da Igreja escocesa declarou-se evolucionista e, num curso, em 1874, aconselhou os teólogos a sentirem-se ‘perfeitamente à vontade com Darwin’.” Darwin, sepultado com pompa, em 1882, na abadia de Westminster, a alguns passos do túmulo de Newton, nunca foi oficialmente condenado pela Igreja católica e A Origem das Espécies nunca esteve no Índex.

De qualquer modo, segundo o reverendo Malcom Brown, director dos serviços de relações públicas da Igreja Anglicana, a sua Igreja deveria agora pedir desculpa pela má interpretação de Darwin e algum fervor anti-evolucionista.

Hoje, os equívocos beligerantes provêm essencialmente do “criacionismo” americano e do chamado “desígnio inteligente”. Mas o “criacionismo” assenta numa leitura literal do mito da criação do Génesis, esquecendo que o Génesis é um livro religioso e não de ciência e que só uma leitura simbólica é adequada. Quanto ao “desígnio inteligente”, o seu equívoco provém da ambição de demonstrar Deus pela ciência.

De facto, como é evidente, a existência de Deus não é nem pode ser objecto de ciência. Mas afirmar taxativamente que a evolução é mero produto do acaso não deixa de ser também uma posição dogmática. A ciência vai respondendo ao “como” da evolução, mas não responde ao “porquê”, concretamente ao porquê e para quê da existência do Homem e de tudo: “Porque há algo e não pura e simplesmente nada?”

Como escreveu o cientista Francisco J. Ayala, na conclusão da sua obra Darwin e o Desígnio Inteligente, “a evolução e a fé religiosa não são incompatíveis. Os crentes podem ver a presença de Deus no poder criativo do processo de selecção natural descoberto por Darwin”.

O GIRASSOL DO ZACARIAS!!!

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Olá amigos

 

Tudo o que se planta com amor e carinho cresce.

Lembram-se do girassol do Colaço?

Certamente foi-nos oferecido com carinho. Pois ele já está a florescer.

Creio que é a melhor homenagem que podemos fazer a São Francisco.

Ele tão naturalista que foi.

 

Um abraço a todos os amigos capuchinhos.

Continuarei a dar-vos notícias do nosso gira-sol.

 

Zacarias Dias (Gondomar 1966)

NOTA: É melhor não dizer mais nada!O editor, como de costume, antes de fechar a edição passa pelo gmail, a porta deste nosso convento virtual, a ver se algum irmão quer entrar!Nos últimos tempos a vontade é quase nenhuma tantas as vezes que regressa sem gente querendo entrar, partilhar.

Mas hoje, Sábado, há minutos, OLHA SÓ?!

Mais palavras para quê?

Voltaremos ao assunto.

Obrigado, Zacarias.

O teu girassol vai tornar mais luminoso este nosso dia!

Graças a Deus!

ac

Matinas

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Esplendoroso sol que se alevanta do Tejo.Esplendoroso Tejo que se alevanta com o sol.Esplendorosas nuvens que, de braço dado com o Tejo, se alevantam, bendizendo, o irmão sol.

Assim eu, Senhor, sabendo que por trás de outras nuvens, que, em mim, de chumbo trago tecidas, como as do Gólgota da tua sexta-feira, prontas a desabar em dor, talvez que chamando por Ti, para que não me abandones, também, talvez te descubra em Plenitude,onde, por enquanto, só vejo negritude.

ac

WEBangelho.Quotidiano e profundidade espiritual

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Do Público de hoje, com a devida vénia:

NÃO FUJAM. ESCUTEM

 

 

 

Frei Bento Domingues, O.P.

 

Não fujam, procurem, em tudo, discernir o que é bom. É essa a proposta do primeiro escrito cristão

 

1.Estamos na oitava dos “Fiéis Defuntos”. Gosto da irritação de Jacques Maritain, filósofo católico de ascendência judaica: “Escandaliza-me o modo como os cristãos se referem aos seus defuntos. Chamam-lhes mortos; não foram capazes de renovar o pobre vocabulário humano sobre um ponto que atinge dons essenciais da fé. Mortos! Poder-se-á assistir a uma Missa pelos mortos? Vai-se ao cemitério levar flores aos mortos? Reza-se pelos mortos? Como se eles não fossem mil vezes mais vivos do que nós!… Os que deixaram esta terra para entrar no outro mundo não estão mortos. Se estão no céu, vêem Deus. São os vivos por excelência. Se estão no purgatório, sofrem, mas com a certeza que verão a Deus. Devido a esta certeza, estão muito mais vivos do que nós…”
J. Maritain tem toda a razão, mas nem ele consegue descolar de um conjunto de enganosas metáforas geográficas. Prefiro Santo Agostinho: “Os mortos não estão ausentes. Estão invisíveis. Têm os olhos cheios de luz, fixos nos nossos cheios de lágrimas.”
É a impossibilidade da comunicação recíproca que nos testemunha a morte, mas, para nós, só ficarão mortos aqueles que esquecermos. Por isso, sem um Deus de puro amor não haverá memória redentora para todos e para sempre. Foi o que tentei dizer no domingo passado.

2.Recebi, no entanto, um reparo bem áspero: “Deixe-se de mortos e cuide dos que, hoje, vivem mal.” Esta observação não se inscreve, apenas, numa crítica à religião – que já vem do século XIX e percorreu o século XX – enquanto alienação intelectual, antropológica, psíquica e socioeconómica. A uma religião sem mundo parecia suceder um mundo sem religião. Era uma nova crença: na medida em que se forem resolvendo, de forma científica e técnica, os nossos problemas mais palpáveis, as religiões irão perdendo terreno e acabarão por desaparecer.
A crítica mais certeira das falsas devoções veio, porém, do interior da própria religião, de alguns profetas do antigo Israel que Jesus Cristo radicalizou. Quem beber nessa Fonte e se aquecer a esse Lume será sempre confrontado com a mesma pergunta: “Que fizeste do teu irmão?”
Quando nos referimos às religiões, pensamos, de imediato, em sistemas culturais e simbólicos, em credos, em dogmas, em ritos, em organizações mais ou menos hierarquizadas e em normas morais. Ao dizer isto, devemos ter cuidado, pois as religiões são diversas, multifuncionais e podem ser utilizadas para o melhor e para o pior: para fazer a paz e para fazer a guerra; para manter a concórdia e suscitar a revolta.
A própria etimologia da palavra religião tanto pode vir de “religar” o humano e o divino e os membros de uma comunidade, como de “reler”, reconsiderar, observar cuidadosamente as formas e as fórmulas que mantêm a separação do sagrado e do profano. Sob este ponto de vista, o contrário de religião é a negligência, a distracção, a falta de regras para manter o sagrado e o profano nos seus respectivos lugares.
A primeira etimologia evoca um universo integrado. A segunda é tentada pelo ritualismo e até pelo fanatismo. Daí, a saborosa adivinha eclesiástica: qual a diferença entre um terrorista e um liturgista? Com o terrorista é possível negociar. Com o liturgista, nunca.

3.Por causa de usos e abusos de práticas rituais e de imposições dogmáticas, há pessoas, profundamente religiosas, que preferem caminhos de meditação, de espiritualidade, de mística, em regime de isolamento ou de peregrinação. Quando, porém, se foge de manifestações exteriores, pode-se cair num intimismo alheio às questões da sociedade. Ao evitar o ritualismo e o dogmatismo, não se deve esquecer que a ritualidade faz parte do ser humano e que precisa de articular convicções em constante aprofundamento. A grande questão é esta: como alimentar a qualidade estética, a exigência ética, a profundidade contemplativa e a clarividência profética nas celebrações da fé cristã?
Pode-se dizer, com razão, que as celebrações da Eucaristia – isto pode ser extensivo a todos os sacramentos – têm uma estrutura que permite articular palavra, silêncio, gesto, imagem, música, interpretação, relação entre quotidiano e festa, profundidade espiritual e intervenção profética, vencendo o reino das aparências, sem resvalar para o esotérico ou para o comício.
Dizer isto não é difícil. No entanto, para promover todas essas dimensões com autenticidade, seria preciso, nas paróquias e nos movimentos, conceber e realizar programas que saibam unir formas de vida e de expressão que há muito tempo andam divorciadas. Esta é uma das tarefas primordiais da Igreja.
Dir-se-á que os verdadeiros problemas de hoje dizem respeito ao genoma humano, aos organismos geneticamente modificados, à identidade sexual, às novas formas de viver em comum, à clonagem, à globalização, à regulação financeira e das telecomunicações, etc. A Igreja católica não vive ausente de toda essa nova problemática cultural que também faz parte do seu corpo. Precisa, no entanto, de escutar a voz do Espírito. É essa, aliás, a proposta do primeiro escrito cristão: não fujam, procurem, em tudo, discernir o que é bom (1 Ts 5, 19-21).

 

Matinas

Senhor, sei que não saiste da minha vida, mas, hoje, sinto-me como se a Vida tivesse saído de mim. Quase não te sinto, mas ainda sei de Ti…

ac

Matinas

livrosarmandopinto

Sabes, Senhor, que continuo com todo o Tempo para ti. Tu és, afinal, o Tempo.

Que não tenha tempo para vir aqui, falar, aqui, Contigo, pouco importa porque, afinal, estou sempre à tua porta. Aliás, percebo , agora, porque é que nenhum dos nossos amigos sente qualquer entusiasmo por esta ideia de fazer da net um lugar de oração. Têm a sua vida, não lhes sobra um minuto para vir aqui, assim, neste lugar…”devassado”, exposto, dar conta do que te dizem.

Sim, Senhor, também sabes que entre o que te digo e o que aqui é deixado, qwertado, sobra tanto tempo, como nos últimos dias, em que mil e uma tarefas tomaram conta de todos os meus minutos. Mas… tanto que falamos, sim, é de conversas Contigo que se faz a nossa Oração, sim, eu falo, tu, em regra, nada dizes porque assim é que está certo, quer dizer, Tu não precisas de falar porque saber de Ti não precisa de qualquer palavra, apenas que Te sinta. Senhor, nada quero de tudo o que quero a não ser que nunca me deixes sem a percepção de que, verdadeiramente, Te quero para sempre.

Sabes como sofro perante o silêncio dos meus irmãos, sobretudo porque julgam que eu sou isto, eu só vivo para isto e que passo a vida a criticá-los, a julgar o seu silêncio, eles que têm mais que fazer do que abrir o seu computador com páginas bem mais apetecíveis e serem chagados por um pseudo-iluminado da Web que lhes critica a passividade e se arroga no direito de se ciliciar por dá cá aquele byte.

Mas, no entanto, quando parece chegar a hora de clicar no ícon da WordPress “DELETE BLOG!”, há sempre uma mãozinha invisível que se encarrega de trazer uma boa nova para a nossa comunidade – sim, reafirmo, é de uma verdadeira comunidade que gostava que o irmão sol se tratasse e onde o único voto por que nos sentimos obrigados se chamasse convivencialidade – como acaba de ser, outra vez, o envio pelo Armando Pinto, de dois dos seus livros. Já o envio da foto dos girassóis do Zacarias deixou um rasto de um incomensurável ânimo, agora os livros do Armando, como vês, Senhor, até nem teria razões para estar para aqui com esta conversa toda, pois, em última análise sou eu o primeiro beneficiário da primeira ondinha das mil e uma ondinhas de entusiasmo que tais iniciativas causam.

Só que, somos ambiciosos, queremos sempre Mais, muito mais e … – pois, para os qualificativos menos simpáticos, aqui estou eu a usar o “nós” que tanto jeito dá !!!

Pronto, está certo, não dói nada. Isto vai. Devagarinho vai. Seja o que Deus quiser… o Espírito vai dar um jeito e, por certo, mais corações vão abrir-se.

ac

WEBangelho. DAR(ME)

Tomo a liberdade de dar a voz ao Pe Vítor Gonçalves, actual pároco da Igreja do Sagrado Coração de Jesus, Lisboa. Confesso, conheço-o mal. É um dos jovens padres que já percebeu a importância da net como forma de antecipar a abordagem da Palavra/Evangelho, aos domingos. Estive para publicar a “homilia” da semana passada mas, face à riqueza e actualidade do que nos propõe, aqui vai. O Pe Vítor, não tem página, creio. “Anda” de porta em porta, através dos mails. É lá das minhas bandas. Acho que vão gostar, tanto como eu. Por que digo isto? Porque temos, entre nós, entre a comunidade de leitores, tantos pregadores a quem, espero, não seja preciso dizer – mais uma vez – entrem, façam favor! Sirvam-se deste “púlpito”, queremos ouvi-los. Sejam dominicanos, seculares, franciscanos, beneditinos. Tá?!

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P. Vítor Gonçalves

 

DOMINGO XXXIII DO TEMPO COMUM     Ano A

 

Tive medo e escondi o teu talento na terra.

Aqui tens o que te pertence.”

Mt 25, 25

 

Dar(-me)

 

           Entre o ter e o dar dividimo-nos ao longo de toda a vida. Muitos julgam que só podem dar quando tiverem em abundância, e outros tantos planeiam ser muito generosos se lhes sair o euromilhões. É tão fácil esquecer que as maiores dádivas quase nunca têm a ver com quantidade ou com coisas materiais. No fundo, o que temos que não nos tenha sido dado? A começar pela vida, passando pelo dom da amizade e o milagre do amor, é importante o nosso trabalho e esforço, mas quanto existe de dádiva que dependeu mais de outros do que de mim? Concordo com o Einstein: “o valor de um homem reside no que dá e não no que é capaz de receber.”

           Jesus bem insiste na batalha contra o medo. E também há o medo de dar, de confiar (que é dar-me a alguém), de correr riscos por algo maior. Porque o dar implica deixar de ser dono de algo (e somos verdadeiramente donos de quê?). Tempo, dinheiro, saúde, fama, coisas que consideramos tão essenciais, mas tão facilmente se esboroam perante a inevitabilidade da morte. Irvin Yalom, um psicoterapeuta norteamericano, defende que é o medo da morte e do esquecimento que nos impede de viver verdadeiramente: “Se sente que o terror do esquecimento lhe rouba a alegria de viver, talvez esteja a viver mal, talvez não esteja a dar-se o suficiente, a estender a mão aos outros, a partilhar com eles as suas descobertas”, afirma. Quando pensamos e agimos dependentes do medo é difícil o salto generoso e aberto que toda a dádiva implica. Medo do outro, do que pensa diferente, da novidade, da conversão, do compromisso: quantos medos podemos descobrir? E quando o medo vence, enterra-se sempre uma riqueza!

           Num tempo em que a mulher era pouco considerada, é espantoso o elogio da mulher trabalhadora do Livro dos Provérbios. Como se a sabedoria de Deus se revestisse com os seus traços! Perante o seu incansável trabalho e generosidade, um pedido que permanece actual: “Dai-lhe o fruto das suas mãos, e suas obras a louvem às portas da cidade”. Grande e ousado o risco da Escritura em apresentar a mulher como modelo de trabalho e de dádiva! E quantos medos ainda persistem em reconhecê-lo, dentro das paredes de casas e instituições, longe e perto de nós?! Quem não aprendeu e cresceu na alegria de dar com as nossas mães, com as mulheres das nossas vidas? Não só a dar mas a darmo-nos, com o enlevo de quem gera vida nova e a oferece ao mundo? Deve ser por acaso que foram servos e não servas quem recebeu os talentos da parábola. Talvez pelas dificuldades ou pela capacidade de alargar o coração, dificilmente uma mulher enterraria o talento recebido!

Pe LUIS GONÇALVES.Onde estás?

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Há dias tropecei nesta fotografia. Mas… não posso crer, é ele mesmo o meu querido amigo Luís Gonçalves. O Padre Luís!Ele o seu imperturbável cigarro, segurado com os dedos hirtos como só ele sabia, qual poetisa Natália Correia e sua saudosa boquilha, sempre em riste, desafiando os deuses, sim, sei do que falo, Luís, realmente!

Sim, realmente, é ele!

Luis, não acredito que ainda não tenhas dado uma volta aqui por estas páginas! Estou mesmo a crer , juro, estou a ver-te sair da tua cela para nos leres, realmente, o teu último poema!

Luís, realmente, francamente, ainda nada disseste!

Temos aqui um espaço à tua espera! Sim, a FALA DAS GAVETAS. Sim, já viste como todo o mundo pode, agora, ler os teus poemas. Luís, realmente, já devias ter dito alguma coisa.

Tenho saudades, tantas saudades de te ouvir, Luís, realmente!

ac

NICOLAU SANTOS.Às 18.30…

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 O meu amigo Nicolau Santos autoriza-me a alargar o convite aos leitores do irmão sol, da zona de Lisboa, e não só ( olhó relógio!)para que se dirijam, em força e…!!! para o Auditório da Biblioteca Nacional onde, a partir das 18.30 decorre, entre jazz, comida, bebida e autógrafos, o lançamento do livro de poesia de António Costa Silva e do próprio Nicolau Santos!

O Nicolau, amigo, desde sempre, do irmão sol, é daquelas pessoas que não se fecham no pequeno casulo das efémeras glórias, antes, decidiu, de há alguns anos a esta parte, acrescentar mais vida à sua vida e à daqueles com quem convive.A poesia tem sido o caminho.

Por isso, e enquanto não temos acesso ao livro – o Nicolau disse-nos, há minutos, que está no ensaio e como tal não podia enviar o mail com a capa do dito, logo, também não pode ler aqui o ânimo que lhe queremos deixar!!! – pelo que temos de esperar.

Bamos embuora Nicolauê!!!!Espero que gostes desta pobre imitação andywarholiniana da tua foto de verdadeiro diseur! Acho que o nosso Viegas está ansioso por ouvir-te!

antónio colaço

NOTA DO EDITOR

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Uma pequena nota, com foto e tudo, do editor!

Mal o post foi editado, mão amiga, que muito prezo, célere, pergunta: “O Nicolau é nosso?!”

De facto, o Nicolau não é nosso. Quer dizer, acho que percebi, se tinha andado nos capuchinhos?! É, então, uma ocasião soberana para explicar o lado de que está o irmão sol, ou seja, do lado do quotidiano, entre o passado de que somos feitos e o presente que estamos  a fazer.

Ou seja, quando fizemos um apelo à participação, queríamos dizer exactamente isto, que nos enviassem o que quisessem, desde recordações do passado mas, também, e, se calhar, participações do presente, que é a fórmula acabada de dizer que tudo o que fazemos, no instante seguinte passa a ser, já, passado! É um facto que, face à pouca participação, quer de coisas do passado, quer de coisas do agora, o editor, entre a opção de fechar as portas e a de continuar a carrear vida para dentro desta c@sa, tem optado por esta segunda dimensão que o mesmo é dizer, vá, façam como ele, divulguem as coisas de que gostam, que têm a ver convosco, partilhem tudo o que quiserem.

Chamo a isto acrescentar vida à nossa própria vida,a de antigos alunos capuchinhos,sim, mas actuais alunos da vida!Sempre.

Concordo com D.António Marcelino, ontem no DN:” A Igreja do Vaticano II não pode ser mais uma Igreja de cristandade, na qual a tradicional vertente clerical substitua ou impeça a integração dos leigos na vida e na missão concreta da Igreja.”

Sei que não querias ir para aqui, Amigo, mas ajudou a precisar este conceito editorial que assumo.Por isso, Obrigado.

antónio colaço

LEONEL RIBEIRO SANTOS, então?!

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Delirava – e acho que me ficou esse fascinante vício, agora que regressei à titularidade, partilhada, do órgão da matriz de Mação! – no final das Missas, quando o Leonel, terminada a função do coro, sacava do órgão da nossa Igreja do Ameal fabulosas interpretações dos mais conhecidos clássicos do órgão.Mas com o Leonel aprendi muitas outras coisas, nomeadamente, a arte de editar o Sinal+( alguém tem, por aí, algum Nº perdido de que possa enviar foto.Já agora, também da revistinha Ideal?! Não sei o que é feito da minha colecção!!!) a arte de policopiar as nossas edições e, mesmo, a arte de compor, sendo que aqui, Acílio Mendes, leva a dianteira já que fez o seu estágio como padre no nosso Noviciado, em Barcelos, e então aquilo era compormos de manhã à noite!(Ainda guardo o caderninho das mil e uma inspirações!!!)Do Leonel, para além da amizade e dos seus fulgurantes ataques no “relvado” do Ameal, guardo o intenso relacionamento que pudemos manter “já cá fora”, em Lisboa, e o grande professor/filósofo que é, na Faculdade de Letras de Lisboa, creio.

 Mas… os anos passaram, cada um para seu lado, e então, rapaz, por onde andas ? Diz qualquer coisa, prenda-nos com as tuas acutiliantes reflexões. Não sei se leste, aqui, um destes dias, o recado do Sério que precisa de recompor temas musicais…

Recompõe-nos, também.

ac

Matinas

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Tímido, primeiro, ei-lo, resplandecente, altaneiro, fagueiro, iluminando e aquecendo o que em mim, de ontem, ainda resta enregelado, embrulhado, confundido.

Obrigado, bom Deus, não por comandares o Sol a teu belo prazer, mas, por nos teres dado esta capacidade de, em cada dia, todos os dias, com a tua obra, ainda e sempre, sermos capazes de nos surpreendermos.

ac

JÁ A SEGUIR:O JINGO (1)

Constantino Sério Pereira continua a surpreeender!

Não percam, mais logo, a continuação da saga “O JINGO” que continua a prender os nossos corações!

Um assinalável êxito editorial!!

Constantino Sério Pereira, o nosso Virgílio Ferreira … mas para MUITO MELHOR!

ac

HISTÓRIAS DA NOSSA HISTÓRIA.O Jingo(1)

 O Jingo – 1

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Achei esquisito entrar por uma portinha do portão. Pousei o saco e passei para dentro, uma perna após outra, e puxei o saco. O Zé passou sem pousar a mala. Depois, um grande terreiro. Árvores alinhadas, com rosas, a receber-nos. Aprendi-lhes o nome depois: japoneiras ou magnólias. Ao fundo, uma linda escadaria. À direita, alinhavam-se muitas janelas, até ao muro de entrada. Chegámos ao Seminário!

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Subimos para o dormitório (Já resmungava que não queria dormir!) Tantas camas! E havia uma para mim! Número 35. Mudei de roupa. Vesti a bata, cinzento-escura. E calcei as botas. Grandes, por sinal  duraram, uso diário,