Pim!
OOPS!!!AGORA MORAMOS AQUI:http://irmaosol.blogs.sapo.pt
Publicado Novembro 19, 2009 Uncategorized Deixar um ComentárioEscrevemos e, Verificar encontradas como, um tudo altera wordpress!!
O que sairá do mesmo agora que estamos a escrever?
Como podem ver pelo nosso último post, o wordpress está transtornada! Não nos deixa corrigir e textos vêem que não dá!
Pois bem, estamos de malas aviadas a caminho de um outro servidor, sem estes problemas e. .. com muito mais velocidade para abrir imagem e textos!
Aguarda notícias!
Basílica da Estrela, pouco há.
Um céu feito de fios, candeeiros e outros mil sinais.
Um Sol rompendo as nuvens Iluminando-os nos ais, mas, Tu, Sempre presente, por muito que te de nós julguemos Fabrica de Campeões, ausente, encerrado nas Catedrais erguidas.
António Colaço
NR
Vês, João Teixeira, é bom saber que esta Cyber Vela, Trémula Apesar de, aqui está, sempre, à nossa espera. O nosso silêncio não perturba o seu silêncio, mas o seu silêncio convida-nos a serenar as Perturbações de que são feitos alguns dos nossos tantos silêncios. Obrigado, irmão Francisco, e só perdoa estas aparentes ausências. Mostra aos irmãos por onde temos andado, um tijolo tijolo Reconstruindo o Teu Telhado!
A WordPress anda com problemas de edição.Os textos saem alterados e a correcção torna-se impossível!Se leres este texto com erros, é isso!!
Aguardemos por decisões!
Também a ânimo já passou para aqui:
Será que o irmão sol segue o trilho?
Abraços!
PS – De qualquer forma, a nossa caixa de correio continua tremendamente só.Nenhum comentário. O silêncio é demasiado sublime para que o perturbemos com os nossos estafados comentários! Obrigado, na mesma. ac
Agostinho Vaz, baterista dos POPBRES
Bom dia caro Tozé e demais irmãos capuchinhos!
O nosso blog apresenta-se de boa saúde, graças à participação militante de alguns capuchinhos clérigos e não só. Este convento virtual exerce sobre mim um magnetismo que não consigo repelir. A ideia foi bem concebida pelo meu irmão Tozé Colaço que detém as chaves do convento e o administra com muita sabedoria, generosidade e empenho, qualidades que lhe reconhecemos de sempre, como é seu apanágio.
Sem os atributos de profunda espiritualidade e elevada abstracção que gostaria de ter, tal como alguns dos participantes, proponho-me acompanhar, diariamente, as rotinas do nosso convento associando-me aos tempos de oração, nas horas de matinas, laudes, vésperas e completas.
Sempre que se revele oportuno intervir em temas atinentes com a nossa condição de antigos alunos capuchinhos, cá estarei para ajudar a construir o nosso convento.
Fiquei particularmente feliz, quando o Sério apareceu, dando sinal de vida e testemunho da pujança franciscana que todos lhe reconhecemos. Na verdade, a sua ausência no encontro de Gondomar criou um buraco maior que o de ozono. Mas eu, nessa matéria, também tenho telhados de vidro, pois não estive em Fátima, em 2007.
Caro Tozé, junto em anexo algumas fotos do nosso ano, as quais já tinha apresentado em Gondomar. Mas que saudades da nossa caminhada, juntos, solidários e amigos que sempre fomos, à parte as picardias no futebol, principalmente os grandes craques que eram o Carlos Rito, o Agostinho Mendes e o João Teixeira! Há muitas histórias para contar e partilharmos…
Um forte abrassom ( moda do Poôrto para todos os meus irmãos capuchinhos.
Agostinho Vaz
NOTA DA REDACÇÃO
Já depois de darmos início à “montagem” deste filme, Spielbergs de nós ( e esta, hein? ), decidimos ficar por aqui, por hoje. A riqueza e variedade da reportagem do Agostinho é tanta que a entidade patronal nos despediria tantos os minutos para a editar.
Fiquemo-nos, então, pela música onde os menores foram os maiores ( na, nada de gabarolice.Santa humildade!)! Nomes incontornáveis como os de Acílio Mendes, à cabeça, mas, também, Leonel Ribeiro, Constantino Sério, o Rui (mais, Rui, já não me lembro do teu nome todo…) o José Ramos, Pe Avelino, Artur Beleza, no canto ( para além do Sério, claro!) e outros que, a seu tempo poderemos e deveremos actualizar.
É bom rever, aqui, o Pe Alberto, e as tantas horas de animados serões que nos proporcionou. No tempo em que as televisões ainda não tinham substituído as noites convivenciais…
Para amanhã, poderemos seguir pelo futebol, passeios e outras animadas e franciscanas tarefas.
Podem guardar os vossos bilhetes.São válidos para as próximas sessões.Obrigado, uma vez mais, Agostinho Vaz, por nos proporcionares dinâmicos regressos ao passado. Quer dizer, lembrando-nos o que fomos melhor poderemos lembrar-nos do que devemos continuar a ser.
ac
Uff, Senhor. Que dia tão cheio de coisas boas. Pepitas de ouro começam a cair aqui na redacção. Há uma mina dentro de cada um de nós, à espera, por escavar. O Agostinho falava de magnetismo e eu ando lá perto, bem o sabes. Mineiros de nós, regressámos às minas da solidariedade, da convivencialidade, da alegria de cantar, de bem fazer.Porto, Barcelos, Fátima, Gondomar…tanto mar. Acho que a net vai ser pequena, Senhor. Vamos começar a extravasar .
Não é isso que nos pedes? No silêncio da noite ajuda-nos a ir mais looooooonge no dia de amanhã. Apenas, amanhã. Um dia de cada vez, todos os dias.Obrigado, bom Deus.
ac
Acho que tudo começou aqui, faz, hoje, uma semana, mais ou menos.Como Maria, sim, ainda não nos tinhamos lembrado de Vós, Senhora, só nos resta, sempre, e uma vez mais, agradecer. Obrigado, pelo milagre do nascer. E creio, mesmo, que as sementinhas dos pequenos girassóis que levámos para Gondomar prenunciavam esta explosão de vida em que o irmão sol se está a tornar para cada um de nós que por aqui passa.
A minha alma engrandece o Senhor….Possamos, como tu, Maria, ajudar a germinar, mais do que esta ideia as boas práticas para que ela nos convoca, a começar pela alegria de nos sentirmos vivos, mais um dia.Que o mesmo é dizer, obrigado, bom Deus, nosso Criador.
ac
ULTIMA HORA.S.Francisco adere Irmão Sol!!!
Publicado Outubro 10, 2008 Uncategorized Deixar um ComentárioA originalidade cresce, hora a hora, aqui no irmão sol.
Pela mão do Artur Rito, chegam-nos estas duas preciosidades, vindas, directamente, de Assis e que configuram aquilo a que poderíamos chamar a adesão de S.Francisco, “lá no teu reino de glória”, à edição electrónica do seu irmão sol!!!
Ou, de como, aqui está o exemplo do que pode ser, também, este tu-cá-tu-lá entre nós.
Aproveitamos para anunciar que outras páginas, dentro desta página, estão a ser programadas, como sejam a edição em vídeo, leituras, reportagens em directo ( por ex. imagens dos locais onde vivemos, trabalhamos, passamos tempos livres, visitas aos nossos conventos, etc), um forum com hora e tema de discussão marcadas, convites a algumas personalidades para nos ajudar a reflectir sobre diversos temas da actualidade, e o mais que queiram sugerir!
Durante o próximo fim-de-semana a edição poderá abrandar. A ver vamos.
Bom fim-de-semana.
A palavra ao Artur Rito:
DE ASSIS, COM AMOR!
Amigo e companheiro “Colaço”
Os meus sinceros parabens por esta feliz iniciativa, uma das formas entre outras formas de irmos sabendo coisas uns dos outros.
Eu já tive a oportunidade e felicidade de visitar Assis. Só mesmo visto.
Trouxe de lá, entre outros, os dois bonecos que em anexo junto fotos, para eventualmente, e se assim o entenderes, publicar.
A primeira é S. Francisco já naquele tempo, agarrado às novas …. tecnologias.
A segunda é S. Francisco e Santa Clara, numa das suas viagens, ou de “lazer”, ou para mais uma jornada de trabalho.
Deco está lesionado? Ronaldo ainda não se decidiu?
Pois bem, meu caro, Zé Mourinho, ponha aqui os olhos nesta berdadeira selessom ( para imitar o Agostinho Vaz !).
Estádio do Ameal, algures nos idos de setenta, certamente, e, oh tantas glórias dos nossos “relvados”. A começar pelo nosso actual e querido Padre Provincial. Meu caro Martins, não sei, mas acho que nalgum momento não consegui, de todo, fugir a algum dos teus involuntários…toques de canela!Não, não é de especiarias que falo!! E tu, meu caro Frei Adelino, era cá uma pontaria.Bom, calo-me,já, que para estas bandas era mais o estilo do que… a eficácia!
Quem reconhecer mais gente, terá direito a um “doce”….
Mais um contributo do Agostinho Vaz.
ac
Que dia Contigo sempre presente, mesmo quando te pareço ausente. Pois, a gente sabe como é essa coisa de não te preocupares em ser, porque…És. Nem sempre Te vislumbro na buzinadela do frenético trânsito citadino, ou no gesto mais cortês que deveria ter para a senhora – sempre elas, pronto, está bem, é prova de machismo – que não foi capaz de facilitar a manobra, ou no torcer do nariz ao arroz que não estava bem cozido, ou, quem sabe, nalguma manifestação de excesso de zelo profissional – detesto todos os excessos de zelo, a começar pelos meus próprios – ou não agradecer, repetidamente, algumas vantagens financeiras decorrentes do cargo, quando outros, tantos, Senhor,que nem sequer para comer têm um euro…
Tudo isto te deixo aqui na sumptuosidade dos Jerónimos. Na tua Igreja, física, às vezes imagino que te sintas um pouco desconfortável. O que queres, os nossos antepassados assim te quiseram glorificar. Foi mais um repto para os vindouros, se calhar :”agora preocupem-se, tal como Francisco, em fazer da rua, do trabalho ou das vossas casas e famílias, a tal Igreja viva onde Cristo se sente bem”.
Mação,esta manhã.
A grande cidade ficou para trás. Obrigado, Senhor, por este humilde refúgio.Mesmo que o Sol tarde, mesmo que as nuvens persistam e o reconhecimento da tua Presença, em mim, tarde também, obrigado pelos sinais da beleza da tua obra que nos deixas pelo caminho. No meio das ruínas em volta, envolves-nos com o fulgor destas esplendorosas boganvílias. Que aqueles com quem vou trabalhar, hoje, em mim Te reconheçam, também.Amen.
ac
Aqui, em Timor, quando o Sol olha para o mar,
os nossos olhos vem todas estas cores.
Do outro lado deste mar fica Portugal,
um pais distante, com pessoas iguais às daqui,
um pouco diferentes na cor,
bastante diferentes no bem-estar
e muito diferentes no egoísmo.
Mesmo assim, nós estamos cá,
para dizer aos timorenses
que o sol ainda ninguém o comprou
e que este mar… nada que se pareça.
Abraco para todos
Frei Manuel Rito Dias
Dili / Timor-Leste
Olá, irmão!Estamos com problemas na edição da foto.Na segunda, rsolveremos.
Também por aqui, no nosso interior, a rede é um …temor!
Grande abraço e venham todas as notícias do vosso fabuloso empenhamento.Os menores capucnhinhos ajudando aà construção de um Timor Maior!
ac
Não está cá ninguém, Senhor. Hoje, estamos todos a rezar Contigo no mais íntimo do coro da íntima capela de cada um.
Ainda bem que estás em todo o lado, a nosso lado, quer dizer no lado mais íntimo de cada um de nós.
Mas, hoje, ficou por editar a leitura dessa grande evangelista Anselmo Borges, no Diário de Notícias.Acho que nos vai fazer uma surpresa, um destes dias.Aqui fica o link, Senhor.Na segunda iremos reler.
Obrigado por todas estas graças que colocas no caminho para nos iluminar.
ac
Do Público. de hoje.Imprescindível ler e…meditar.
12.10.2008, Frei Bento Domingues, O. P.
A Igreja existe para testemunhar que todos os seres humanos estão convidados por Deus para um grande banquete
1.A publicidade é uma actividade especializada em atiçar desejos e tornar infelizes os que não consumirem os sonhos e as novidades que ela apresenta como irrecusáveis. É um banquete virtual que o recurso ao crédito pode tornar efectivo para quem procura não pensar muito nas consequências. Agora, fala-se, debate-se e escreve-se abundantemente sobre a crise, assegurando uns que o pior já passou e outros que o pior está para vir. Continuam, no entanto, por explicar, de forma adequada, as causas reais que cegaram tantos economistas, gestores, conselheiros e reguladores – muito bem pagos e premiados, servidos pela melhor tecnologia – a ponto de não conseguirem ver o desastre que estavam a provocar.
Repetiu-se, até à saciedade, que era preciso menos Estado e mais iniciativa privada, pois ele só servia para complicar e empatar. Seja como for, o Estado acaba de receber a maior consagração que se poderia imaginar e a economia de mercado, na sua expressão neoliberal, perdeu a aura fictícia da sua auto-regulação.
2.Começou, em Roma, no passado dia 5, a XII Assembleia Geral Ordinária do Sínodo dos Bispos da Igreja católica. Terminará no próximo dia 26. É cedo para comentar este acontecimento. Dir-se-á que o Sínodo dos Bispos não goza de grande prestígio. A colegialidade episcopal, uma redescoberta do Vaticano II, voltou a ser tão invisível como antes. No entanto, o tema – A Palavra de Deus na vida e missão da Igreja – é primordial. Veremos se o compacto Instrumentum laboris (“Instrumento de trabalho”) será, de facto, operacional para que a Igreja redescubra a verdadeira natureza da evangelização do mundo contemporâneo, pois é, a partir desta, que ela pode renascer e reencontrara sua juventude.
Os textos da Bíblia são interpretados, pelos crentes, como testemunhos escritos, cheios de meandros, da revelação divina. Para os cristãos, a palavra humana de Deus é Jesus Cristo. Como diz Eduardo Lourenço, “Cristo é o momento (sem limite de tempo) em que a humanidade tomou forma humana. (…) Foi crucificado, não por querer ser deus, mas por nos ensinar o que era ser homem. Dois mil anos passaram sem que esquecêssemos nem aprendêssemos a lição. (…) No Ocidente não se levantou outro modelo cultural (e, mais além do cultural, um modelo existencial) mais profundo e mais radical do que o modelo de Cristo” (1).
3.Na perspectiva da liturgia deste domingo, a Igreja existe, precisamente, para testemunhar, na opacidade da história, que os seres humanos, todos os seres humanos, estão, desde sempre e para sempre, convidados por Deus para um grande banquete. Tanta generosidade, mesmo no estilo enigmático das parábolas, sabe um pouco a publicidade enganosa.
Num mundo de feira das religiões, de novos movimentos religiosos, de religião à la carte, de consumo de espiritualidades intimistas, o convite da liturgia de hoje ou surge como pouco adequado a esses consumos individualistas, ou como um sonho inconsistente.
Quem poderá tomar a sério, mesmo numa perspectiva escatológica, o belo sonho de Isaías? “No monte Sião, o Senhor do universo prepara para todos os povos um banquete de carnes gordas, acompanhadas de vinhos velhos, carnes gordas e saborosas, vinhos velhos e bem tratados. Neste monte, Ele arrancará o véu de luto que cobre todos os povos, o pano que encobre todas as nações. Aniquilará a morte para sempre, enxugará as lágrimas de todas as faces e eliminará o opróbrio que pesa sobre o seu povo, sobre toda a nação. Foi o Senhor quem o proclamou. Dir-se-á naquele dia: ‘Este é o nosso Deus, nele confiámos e Ele nos salva. Este é o Senhor em quem confiámos. Congratulemo-nos e rejubilemos com a sua salvação. A mão do Senhor repousará sobre este monte’” (Is 25, 6-10).
Podia ser o sonho de toda a humanidade. De facto, o seu horizonte não vai além do regresso dos exilados de Israel – o “povo de Deus” – ao monte Sião, a Jerusalém. Não ultrapassa as fronteiras do nacionalismo. A leitura cristã do Antigo Testamento vê nele o prenúncio do universalismo aberto por Jesus e incarnado a partir da intervenção de S. Paulo. Note-se, porém, que este universalismo irrestrito vai de encontro a uma das grandes orientações da religião de Israel centrada na criação e na aliança de Noé, uma aliança cósmica.
No Evangelho de S. Mateus, da Missa de hoje, acerca da controvérsia entre os que aceitaram o messianismo de Jesus e aqueles que o recusavam, a metáfora do banquete revela-se extremamente sugestiva (Mt 22, 1-14). Não é um texto anti-semita. Esquecemos que não só Jesus, mas também os autores dos Evangelhos e dos Actos e todos os seus primeiros seguidores, eram judeus. Se controvérsias há, e algumas são radicais, são desavenças de família. No entanto, quer para os que aceitam o messianismo de Jesus, quer para aqueles que o recusam, o “mundo parece continuar tão cruel, corrupto e caótico como antes”. Mas, se desistirmos de sonhar e trabalhar por um mundo em que não haja uns à mesa e outros à porta, é porque celebramos a Eucaristia em vão.
(1) Cf. Opção n° 97 (Março 1978) e Reflexão Cristã n° 42 (Dez.84/Jan. 85
Reflexões de Agostinho Vaz.Para onde vamos?
Publicado Outubro 12, 2008 Uncategorized Deixar um Comentário
Caro irmão Tozé Colaço:
Ao colocar a nossa página nos “favoritos”, fiquei com a impressão que esta é patrocinada pela Volkswagen, pois o logotipo da worldpress, é muito idêntico. Nunca seria demais sermos patrocinados por uma marca tão prestigiada. Mas… vamos ao que interessa:
- tenho reflectido na disposição e orientação do nosso blog, do qual és o principal mentor. Congratulo-me com a estrutura conventual que imprimiste, organizando o espaço em função do tempo de oração e meditação, que cada um de nós pode, espontaneamente, utilizar.
Foi, realmente, uma ideia genial. Até aqui, o nosso espaço, ou convento a construir com os “tijolos e pedras”, vem-se concretizando com a natural euforia e felicidade, por termos encontrado o local de encontros virtuais, que nos vai preparar para o Grande Encontro Anual.
O referido espaço, em construção, obedece a uma arquitectura por ti, bem concebida. Após o entusiasmo impulsivo sugiro que se reserve uma dependência do nosso “convento” para abordarmos matérias de cariz sócio-cultural, tais como: a nossa integração nas comunidades de origem, a relação com a Igreja local, com as forças vivas dessa comunidade, a nossa situação profissional, etc., etc.
Outro departamento poderia ser dirigido para as nossas vivências religiosas e possíveis dificuldades de testemunhos da nossa fé…
Iniciei este post, convencido que iria dar algum contributo, porém, neste momento, hesito em continuar, pois, sem querer alterar o formato inicial e espontâneo estarei, involuntariamente, a inclinar-me para o modelo de forum.
Diz o nosso povo que: -candeia que vai à frente “alumeia” duas vezes. Colaço,tu és a nossa candeia. Segue, rezando, como bem sabes; pela minha parte revejo-me, totalmente, na forma singela e directa com que modelas a oração. Direi mais: estás a contribuir, fortemente, para a minha reconversão!
Para que outros irmãos e companheiros de percurso possam projectar-se mais, neste espaço, entendo que seria interessante auscultar a nossa gente, sobre temas a listar, tais como:
1- Reformulação do modelo de Encontros Anuais;
2- Divulgação do blog a todos os Antigos Alunos Capuchinhos (por correio), utilizando a nossa base de dados;
3- Informações sobre o estado de saúde de companheiros, que estejam doentes;
4- Partilha de fotografias de grupo, dos vários anos;
5- Partilha de músicas e letras de cantos franciscanos, com cifras;
6- Partilha de cantos religiosos dos nossos autores capuchinhos portugueses, tais como: Frei Acílio Mendes, Leonel Ribeiro dos Santos, José Augusto Ramos,Constantino Sério Pereira, Ilídio Novais Matos Pereira, Frei Lopes Morgado, etc;
7- Os valores do humanismo cristão recebidos no Seminário e o nosso testemunho em sociedade.
Caros irmãos: desculpem lá este arrazoado de questões, mas ajudem-nos a erguer este edifício em conformidade com as boas práticas de construção. Venham daí mais achegas, ou mais tijolos, para construirmos a “nossa casa” e nela nos acolhermos à sombra do nosso patrono: Francisco de Assis.
Um abraço solidário do
Agostinho Henriques Vaz
A nossa reportagem esteve em Fátima, há minutos.Outubro, ou o outro milagre do…”irmão sol”!
No preciso momento em que o Cardeal de Vilnius, Lituânia, por volta das 18.30, abria as celebrações da 91ª Peregrinação.
Entre a assistência, uma mulher com a sua pomba branca, acompanhada de uma ramo de oliveira, chama a atenção dos fotógrafos.(Vai ser imagem, amanhã, pela certa. Roído de inveja, não consegui melhor plano do que este.).
Por mim, estava ali para dizer “Olá, Mãe.Muito obrigado pelo teu colinho.Em qualquer parte, sim, mas também aqui”. Por que não?!
Meu caro Frei Joaquim Lopes Morgado, desculpa lá, mas hoje não deu mesmo para pararmos. O que vale é que temos a porta sempre aberta, dia 13 como noutro dia qualquer. Ficam as saudades por saudar as plantas do vosso jardim.
ac
A chuva acompanha-nos no regresso à grande Capital.Todos os domingos, muitos regressos, na expectativa de que já não sobrem muitos mais para esse regresso outro há tanto tempo desejado. Às origens. Ao Portugal interior.
Por agora, as mil gotas que nos saúdam no vidro dianteiro como que nos refrescam as ideias. A reflexão de Agostinho a bailar-me na cabeça e de mil e uma gotas feita. Disciplino-me. Venham de lá esses contributos.(Às 0h desta segunda, nenhum correio.Explicarei.)
Boa noite.Uma outra forma de rezar.
ac
Sabes a vontade que sinto, bom Deus, na aridez da crise que grassa de dar dois simpáticos murros na mesa.
Tudo porque uma semana depois os meus irmãos tardam em perceber que este espaço é deles, dele devem dispor como bem entenderem, aqui devem entrar quando e como bem quiserem, dando conta do seu dia-a-dia, partilhando a suas dúvidas, celebrando as certezas, aplaudindo e incentivando a diversidade dos olhares sobre a realidade, invocando, ou não, o Teu nome – há dias li, e cito de cor, que Tu até agradecias que não te incomodassem se o invocar-Te fosse incómodo para quem o faz, numa manifestaçao do Teu amor e respeito pela nossa liberdade – mas tudo, em nome da grande necessidade que descobrimos, este ano, em Gondomar, de recorrermos à Net como forma de preencher o vazio de um ano até ao próximo encontro.Daí o chamar a este, um “Lugar de Encontro”! É evidente que as nossas vidas não se esgotam na net, mas, quando, por vezes, esgotamos o nosso tempo na net e dela saímos mais que esgotados porque procuramos nela a vida virtual, porque persistimos, inconscientemente, quero acreditar, Senhor – e bem sabes do que, felizmente, já posso falar – em fugir ao empenhamento na vida real, assim, de facto, nem o irmão sol, nem o que quer que seja poderá ajudar-nos a superar aquela sensação com que saímos dos Encontros, tipo, “mas… o que é fui lá fazer”?!Para o ano já não me apanham cá!”
Ajuda-me a fazer-lhes ver, Senhor, que eu também tenho mais que fazer mas que isto me tem estado, também, e por isso Te agradeço, a fazer muito Mais do que eu próprio imaginava. Que nenhum deles julgue que este é o meu mais recente brinquedo e que só quero é mandar nas regras do como jogar com ele. Sabes bem como aceitei os quase quatro anos afastado dos blogs e que estou nas Tuas mãos para o que quiseres de mim fazer. Sei que concordas connosco nesta aventura, faz, então, que entre nós concordemos, também,em aventurarmo-nos um pouco mais. Sabes bem como corro, com insistente avidez, ao irmaossol@gmail.com para de lá escavar, qual mina diamantífera, as últimas e mais recentes pepitas que regresso a colocar nesta nossa montra colectiva.É por isso que te agradeço, também, todas as preciosas colaborações que já vieram desde Timor a Fafe, desde Santo Tirso, ao Porto, a Lisboa, com passagem obrigatória por Fátima.
Deixo-te, Senhor, com esta preciosa urze, ontem captada, algures, para as bandas de Mação. Ela é a garantia de que, mesmo na aridez dos dias de mil e uma pedras feitos, o Milagre da Beleza da Tua Criação acontece.
Obrigado.
ac
Coraggio, Anselmo, che paura non manca!
Publicado Outubro 14, 2008 Uncategorized Deixar um ComentárioPe Anselmo, qem o não reconhece?
Aquela simplicidade que saltava dos olhos e escorria pelas barbas e por todo o “apessoamento” do Pe. Anselmo!…
É o que me vem à cabeça perante a leitura do teu desabafo de hoje, Colaço. Medo, receio, desencanto – é o que temos de raiz. O que nos falta – tantas vezes! – é coragem.
Tem-me dado tanto jeito aquele dito do Pe. Anselmo! Em tantos momentos!
Vamos em frente, Colaço. E há tanto contributo por aí à espera de um momento para despontar.
Talvez seja também uma questão de “coraggio”, já que ”paura non manca”.
Obrigado pelos momentos que partilhas. Sabem à Natureza acompanha a tua oração.
O Agostinho alargou horizontes.
Será também oração partilharmos memórias, experiências, vivências.
No percurso que nos foi comum em tempos, ou, no caminho que se abrindo ou rasgando vai, à nossa frente…
Até breve.
Sério
Nota
Mais palavras para quê, meu caro Sério?! Do que precisamos é da multiplicação de … mais Sérios. Sim, uma ansiedade sã de querer dar imediata conta do que se paassa no quotidiano íntimo e exterior de cada um esteve na origem do desabafo. Nada mais.
O irmão sol fará o seu percurso ao ritmo da vontade dos seus colaboradores, que somos todos nós. Rezará, quem quiser rezar, evocará o passado quem quiser evocar o passado, falaremos do presente de cada um e de todos com queira falar, leremos e debateremos os temas que cada um quiser ler e debater.
Não, não estamos aqui à espera do próximo encontro. O Encontro é aqui, ou nalgum outro sítio, para onde, espontaneamente, o Espírito nos congregue, mas sempre com a ideia de que tudo é possível, todos os dias.
Pimva! como diria o nosso querido Jockin Afonso.
Para ti, Sério, toma lá um doce, que deves partilhar com o João Paz:
Já podemos anunciar a surpresa, Sério?
O quê, ainda não?!
Sim aquela ideia de te pormos no You Tube a cantar o….
Shiu, meu! Se é surpresa não podes revelar.
És mesmo um ansioso, pá!
ac
Acílio Mendes.Parabéns, pelos 65 anos.
Publicado Outubro 14, 2008 Uncategorized Deixar um Comentário
Meu caro Acílio, julgavas que nos escapavas, mas enganaste-te.Aqui no irmão sol nada nos escapa.Sabemos tudo, por isso, apesar do atraso, chamo ao palco o Coro contratado ( a peso de ouro, diga-se, embora para menores leigos, desobrigados do voto….e por ser para ti!) para cantar os parabéns na versão cá da casa: O que os anos nos fazem, quando fazemos anos! De seguida publicamos o mail que também tivemos o privilégio de receber do Acílio, ainda o irmão sol não tinha nascido mas já “estremecia” no nosso ventre, como Maria no Magnificat! Que contes muitos e…(vê lá se começas a colaborar, tá?!).
Saia o Coro:
(E agora, o texto que Frei Acílio Dias Mendes enviou para a sua mailing list e que, aqui, recuperamos, de tão delicioso!)
Bom Dia,
Com Paz e Alegria!
As surpresas que o Pai das misericórdias nos tem reservado!
É verdade que a entrada na TERCEIRA IDADE
foi algo surpreendente e jamais esperado!
Depos de uma hora e quinze minutos de FADOS,
na Praça do Município do Funchal (a celebrar 500 anos)
pela voz quente, sonora e empolgante da Ana Moura,
ainda me estava reservada a estreia numa Casa de Fados, e aqui é que veio a surpresa; ao iniciar os primeiros minutos dos 65 anos, os quatro os cinco Fadistas (amadores!) cantam os PARABÉNS a um (seu) desconhecido! Mas a iniciativa era auspiciosa!
É verdade que desde esse sábado, comecei a rezar – com mais fervor – o «SALMO DOS MEUS ANOS» (65), segundo uma bela inspiração de um miúdo que, na altura andava pelos treze. São verdadeiramente proféticos estes versículos:
«Coroas o ano com os teus benefícios,
por onde passas brota abundância.
Vicejam as pastagens do deserto,
as colinas vestem-se de festa,
Os campos cobrem-se de rebanhos
e os vales enchem-se de trigais,
Tudo aclama e grita de alegria.»
(Salmo 65, 12-14)
O segredo foi finalmente desvendado!
Ontem tocou-me fazer o percurso Fátima – Porto.
De autocarro, que é mais tranquilo e económico.
Na Rede Expressos.
Timidamente pergunto se há desconto
para a Terceira Idade.
Os tais privilégios deste Mundo!
Oh! Surpresa das surpresas!
Jamais tinha imaginado semelhantes benesses
da nossa Sociedade.
Pasmem-se!
O preço total do percurso eram 15,50€.
Sim, senhor. Há um desconto.
São exactamente 80 cêntimos.
Sim. Oitenta cêntimos!
Apeteceu-me gritar ao mundo inteiro:
«Alegrai-vos comigo! Sou um felizardo!»
Compreendo que oitenta cêntimos
não tenham grande expressão
no orçamento de um Bill Gates
ou de um Américo Amorim
ou do Cristiano Ronaldo…
Mas, na bolsa de um pobre frade menor franciscano,
80 cêntimos têm um peso de inegável valor…
Conservo o bilhete comigo. Qual relíquia sagrada.
É o nº 405.01.43697. Lá consta o ferrete «3ª IDADE».
Para que não haja dúvidas
e não venha, mais tarde, a ser acusado
de corrupção activa ou passiva.
A viatura é a nº 50.
Também o lugar é o nº 50.
Pois. Lá atrás, no «galinheiro».
Ainda pensei perguntar o nome do motorista
e, à chegada ao Porto,
convidá-lo para umas ‘tripas à moda do Porto».
Oitenta cêntimos – bem administrados – até dão para estes pequenos luxos.
Pelo caminho fui assaltado com alguns maus pensamentos. De soslaio, olhava para alguns companheiros de viagem. Sobretudo para os mais novos.
Não poderiam eles queixar-se de mais um cota (ou tecla 3) que vai roubando alguns cêntimos ao erário público?!…
À minha frente viajavam duas jovens
animadíssimas na sua conversa.
Nas duas horas e cinco minutos de viagem,
talvez tenham feito um muito prolongado silêncio
de dois minutos. Ou talvez minuto e meio.
Foi à passam por Gaia.
Quem sabe se a pensar no Filipe Menezes e na Manuela Ferreira Leite…
Falaram de concertos e de música e de namorados e de outros meandros da vida…
Felizmente, não me apercebi que tenham aflorado o assunto dos velhote sanguessugas deste nobre Povo, nação valente e imortal dos teus egrégios Avós…
Ao passar pela minha cidade de Coimbra,
o pensamento fugiu-me para a tromba de água
que pôs em pânico alguns moradores e comerciantes.
Mas era tal o meu contentamento com os 80 cêntimos
que me foi difícil esboçar um sentimento de solidariedade para com as vítimas destas «trombas»…
Porque há outras trombas que provocam outras vítimas…
À noitinha, no aconchego do quarto,
soube-me bem aquele penálti da minha briosa Académica, arrancando três preciosos pontos ao Vitória de Setúbal.
Era o coroar de um Domingo cheio de sorte!
Está desvendado o segredo:
É «A FORÇA DA MUDANÇA».
E ainda há quem se queixe
desta Sociedade Livre, Democrática, Solidária…
Uns ingratos e maus.
Da minha parte, continuarei,
ao longo destes 356 dias,
a cantar o Salmo dos meus anos:
«A TI, Ó DEUS, É DEVIDO O LOUVOR EM SIÃO!»
Assim Deus me ajude
e o Governo não me desampare|
Ámen. Aleluia!
O abraço fraterno e amigo,
frei Acílio
Por isso, aqui vai um passatempo ao melhor jeito do “Veja as diferenças”!
NOTA – Na primeira foto, Frei Firmino Ribeiro, o primeiro da esquerda, na segunda fila, ( por onde andas, meu? Firmino é irmão de Leonel e Arménio, os Ribeiros de Abiúl!) evidencia uma valente “carecada”!Por acaso o autor foi, nem mais nem menos que o escriba de serviço. As desculpas, Firmino, quase 30 anos depois!
Barcelos, Noviciado, 1969.
Gondomar, 2008.
Peço desculpa ao pessoal do meu ano por tomarmos a dianteira, neste saudável exercício de expormos, assim, em público, o que o tempo em nós foi operando…
amtónio colaço
Já depois de editado o texto dedicado aos 65 anos do nosso querido Frei Acílio Mendes, fomos informados de que se encontra em franca recuperação de delicada operação à vista.
A redacção do irmão sol compreende, agora, porque é que Acílio ainda não tenha dado um ar da sua graça aqui por estas bandas e fica a torcer para que, tão rápido quanto possível, Acílio regresse ao quotidiano. Até podes compor um tema – sim, tu compões quer de olhos fechados quer de olhos abertos, irmão – e fica garantido que publicaremos em primeira mão a tua primeira visão melódica. Força, Acílio!
ac
Acaba de sair a conceituada revista mensal EGOÍSTA, editada pela Estoril Sol e de que é director o conhecidíssimo Mário Assis Ferreira.
A EGOÍSTA, de um grafismo de meter inveja a qualquer apreciador destas matérias, assinala a sua edição de Setembro, trazendo na sua capa …. um pequeno saco de plástico com …duas sementes de … girassol:”Plante uma semente, ofereça a outra!” Afinal, a nossa iniciativa de levar sementes de girassol para Gondomar até nem foi uma má ideia.
O que é preciso, mesmo, é proclamar o amor pela nossa Irmã Terra e tratá-la bem para que, na volta, ela nos trate ainda melhor.
ac
Tu é que vens com cada surpresa, Colaço!
Esta foto!!! O Pe. Anselmo, o Pe. Carlos, o Pe. Miguel! (saudade de tantos que me souberam acompanhar o crescimento… e de tantos outros…) o Pe. Zé Lopes (parece-me), o Pe. Zé Machado Lopes, o Morgado (não falo do Martins nem do Luís Gonçalves…) Lá atrás, o Pe. Rafael de Serafão!… Que idade terá a foto?!… É que me parece o D. António Ferreira Gomes!… Algum acontecimento no Amial…
A gente deita prà í uma gota e.. o irmão sol transborda!
Ainda me atarantam as TIC… Gostaria de aprender a fazer render este local de encontro… Para já, com algumas achegas.
Até já.
Sério
As palavras acima transcritas são do menino Sério que, infelizmente não pode estar em Gondomar.Foi lá que lançámos o livro “50 anos dos Capuchinhos em Gondomar”!
E agora, como é que o menino Sério se vai sair desta?!
Mas para que não te falte nada e possas passar no teste… aqui vai a resposta à pergunta acerca da foto que te emocionou – a quem não emociona a recordação do Frei Anselmo? Deve andar guardado lá para a mala do sótão, na minha selecta Latina, um longo e alvo pêlo da barba do nosso santo, tantos eram os que ficavam na aula dada a constante “fiacção” a que se entregava!!! – ou seja, está na página 83 do referido livro ( pedes a Morgado? À Difusora? Quem nos responde? ) e a missa refere-se à inauguração de…Gondomar!! Sim, é o D. António Ferreira Gomes. São visíveis, também, Frei Fernando de Negreiros.
Como és bom aluno, aqui vai, com o patrocínio da confeitaria Agostinho Vaz ( dono das fotos!!! ) mais um doce. Um momento para recordarmos o nosso saudoso António Paz.
Paz à sua alma.
ac
Mação, Penhascoso.Ribeira Coadouro.
O irmão sol começa a funcionar como uma verdadeira ponte entre as nossas vidas, entre as margens de que são feitos os nossos muitos quotidianos. Obrigado, Senhor, pela luz com que me tornas esta realidade mais perceptível, escolhendo continuar a caminhada de mãos dadas com o Irmão Optimismo deixando de lado o inomeável pessimismo.
Estou seguro de que, hoje, começaremos a dar passos mais decididos no sentido de investirmos um pouquinho mais na abordagem do que é que cada um de nós faz, no hoje de cada dia, por onde é que anda e que sonhos acalenta, ainda, sem que com isto deixemos de matar as tantas saudades do que fomos, revisitando, sempre que cada um quiser, os “dias andados”, os trilhos percorridos e, mesmo, as esperanças adiadas. Move os corações e as vontades de todos nós, Senhor, encaminha-nos para os baús onde guardamos fotos, textos, e outros inimagináveis apêndices ( por ex. alguém levou, aquando da saída, o seu hábito? Tem foto? Alguém tem uma edição da revista Sinal+, Ideal, ou um livro de cânticos, um terço feito por si, um…”cilício”,sei lá?! ) que possamos partilhar? Regressando aos dias de hoje, alguém tem artigos escritos sobre um tema que queira ver debatido, ou artigos guardados que queira partilhar?
Vem, ilumina-nos, sê Tu a nossa verdadeira ponte entre passado e presente. Faz com que nunca de Ti estejamos ausentes.
ac
“Se queremos crescer, mudar, explorar novas condutas e possibilidades na nossa vida, se queremos deixar de fazer coisas que não funcionam, há que deixar de ser memória para ser criadores da nossa vida.”
É um primeiro texto para leitura que tomo a liberdade de partilhar.Aqui e ali, sinto que as nossas incursões pelo passado ainda causam em alguns de nós algum desconforto. De facto, por muito que algumas coisas tenham corrido menos bem, hoje, sabemos que não podemos mudar o passado e sim, o modo como olhamos para ele. Tudo isso passa por desinstalarmos das nossas cabeças – para recorrer à linguagem informática – alguns programas mais que desactualizados. Claro, para lá chegar é preciso tomar consciência de tal facto. Este artigo, que tomei a liberdade de traduzir do El País, com as desculpas para algumas insuficiências de estilo, e que tomo a liberdade de partilhar, pode ajudar a perceber melhor o que é, e o que fazer com essa terrível ferramenta chamada mente que ao longo dos anos, muitas vezes, tomámos como sendo a nossa verdadeira identidade. De facto, “não somos a nossa mente” somos, sim, quem lhe determina o que a nossa Consciência sente. Em suma, não é a nossa mente que nos comanda somos nós, em Consciência, quem nela manda.Não é ela que nos condiciona, somos nós que, conscientemente, lhe ditamos as condições. Fim, pois, ao reinado da mente condicionada. Sim a uma consciência cada vez mais Iluminada. Sabemos do que falamosVoltaremos a este assunto.
ac
NÃO DEIXE QUE A MENTE
O TORNE LOUCO
Sim.Pare.Não dê mais voltas à cabeça em espiral.
Acabará obsessionando-se e angustiando-se.
Deve ter algo muito claro: pensar não é fácil.
Mas, fazê-lo bem também se aprende.
Xavier Guix
(El País Semanal – 6 Jun.08)
Por estas alturas do conhecimento sobre a conduta humana, já não há lugar para mais dúvidas:O problema é a faladora mente. Ou, talvez, o que fazemos com ela, que não é outra coisa senão atormentá-la à base de pensamentos.
Deixemos claro, pois, que não é a mente a má da fita, e sim o nosso inquisidor afã em pensar tudo.
Somos o que pensamos.
Não podemos deixar de acreditar naquilo que nós mesmos criámos.
Sem darmos conta, criamos aquilo em que (depois) cremos.
Antes de penetrarmos nos meandros mentais, convém recordar que pensar não é um acto gratuito. Necessita de um investimento energético que, por sua vez, gera mais energia. Não em vão acabamos esgotados de “ tanto pensar”.A mensagem que não devemos esquecer é que essa energia que gera o pensamento, igual à que geram os estados emocionais, traduz-se numa vibração pessoal, numa bola de informação que se lança no universo. Dito de outro modo: o pensar gera estados internos ( demo-nos ou não conta ) e os ditos estados emocionais geram uma vibração pessoal que vai mais além de nós próprios. Captamo-la nos outros assim como somos também captados.
PENSO LOGO DUVIDO:O escritor e filósofo Henri Fréderic Amiel dizia:” O homem que pretende ver tudo com claridade, antes de decidir, nunca decide”. Para seu entretenimento, a mente necessita sempre, pelo menos, de dois pensamentos em conflito.
Metidos nesta dualidade, as nossas vidas padecem do síndrome da dúvida, ou seja, que algum medo nos está atrapalhando e por isso começamos a especular.
É impossível apagar o fogo com mais fogo.
Como explica Jenny Moix Queralto, da Universidade Autónoma de Barcelona, nós, os humanos, temos tendência à generalização, à etiquetagem para ordenar a realidade. Assim, a mente converte o que é uma simples situação, mais ou menos desagradável, num problema. Caímos no jogo de pensar que, se estivéssemos noutro lugar, se tivéssemos outra namorada, ou mais dinheiro, se pudéssemos fazer isto ou aquilo, sentir-nos-íamos melhor, aguentaríamos os temores actuais.
Tal pensamento é uma bomba de relógio: mete-nos na necessidade de resolver esse problema e impede-nos de aprender a aceitar os momentos e situações pouco agradáveis.
DEMASIADA ANTECIPAÇÃO. O maior privilégio e o pior pesadelo da nossa mente é a sua capacidade de fazer representações de tudo e logo movê-las pelo tempo como se fôssemos directores do nosso próprio filme. Essa maravilha a que chamamos imaginação pode converter-se de repente no túnel do terror. Se o passado nos condiciona, a antecipação do futuro mete-nos em duas complexas dimensões: as altas expectativas e os medos de um destino dramático, ou seja , sofrer antes da hora.
O curioso do caso é que tanto um como o outro não existem na realidade, não estão sucedendo! São só alternativas dentro de um mundo inteiro e inacabável de possibilidades.
Mas as representações mentais são tão reais dentro da nossa cabeça que, por fim – os estudiosos do tema investigaram-no e chegaram à conclusão de que o cérebro não distingue tão claramente o que está ali fora do que é uma montagem interior. A mente espraiou-se pelo futuro e traz de volta a pior das opções. E fá-lo precisamente por isso, para estar preparados caso venha a ocorrer.
Científicos norte-americanos descobriram que a mera preocupação pelo que possa vir a acontecer grava-se no cérebro com a mesma intensidade que uma recordação negativa real, inclusivamente antes que aconteça. Ou seja, a preocupação pode converter-se na recordação de um acontecimento que ainda não tenha acontecido. Quando alguma coisa nos preocupa, activa-se um “circuito do medo” que amplifica o medo de voar ( ter iniciativa) ou a falar em público, e condiciona assim os nossos comportamentos futuros. O estudo sugere que quanto mais tempo passe pensando na própria intervenção ou próximo voo ( iniciativa), a memória da referida preocupação ficará mais fortemente gravada quando tenha passado, o que, por sua vez, provocará que a seguinte antecipação seja ainda mais angustiante.
MALDITAS COMPARAÇÕES. Outra das nossas habituais distracções consiste em fazer comparações. Isto não teria nada de mal se as comparações tivessem o propósito de aprender. Mas… as comparações acabam por ser odiosas porque não têm outro propósito que não seja o de nos culpabilizar, envergonhar, humilhar por não sabermos fazer tão bem como os outros, fazendo-nos sentirmo-nos inferiores. Estamos perdidos. A mente traidora há-de recordar-nos diariamente, a cada instante, o que deveríamos ser que ainda não somos. O que deveríamos fazer e que ainda não fazemos.
O EFEITO REBOTE. Conta-se que um professor disse a um aluno:”Vê-te de cara para a parede… e não te voltes até que deixes de ver na tua mente um elefante branco”.O aluno lutou para eliminar essa “dichosa” imagem do elefante branco, porém, quanto mais se dizia a si próprio que não a queria ver, mais presente estava no seu cérebro.
A nossa mente não entende o não, a negação. O que não queres ver, já o estás a ver. A este fenómeno convencionou-se chamar “efeito rebote”. A nós, psicólogos, é-nos útil para contar como algumas estratégias erróneas do controlo da ansiedade se baseiam neste efeito. As pessoas que se angustiam com frequência caem no rebote quando pretendem negar os primeiros sintomas da ansiedade. Chegam a obcecar-se mandando ordens ao cérebro, para que não comece de novo o rosário de pensamentos antecipatórios e dramáticos que os fazem sofrer. Porém, estão tão dependentes dele, tão hipervigilantes, que a única coisa que conseguem é rebotá-los (recomeçar tudo de novo).
SOMOS CRIAÇÃO OU SOMOS MEMÓRIA. Persistimos cair na trampa de acreditar que o que fazemos, pensamos e sentimos é produto de cada momento, quando, na realidade, é produto do nosso passado.
Se queremos crescer, mudar, explorar novas condutas e possibilidades na nossa vida, se queremos deixar de fazer coisas que não funcionam, há que deixar de ser memória para ser criadores da nossa vida. E, sobretudo, há que deixar em paz a essa mente que pode ser o nosso pior pesadelo por culpa da sua voracidade.
Alguém tinha de dar o primeiro passo para demonstrar como é que isto nos pode ajudar a perceber por onde andamos e o que fazemos.
Pronto, o escriba, correndo todos os riscos de sobre ele desabar meio mundo, abre as portas ao seu quotidiano profissional com um pequeno salto até às berças onde passa os fins de semana.
Mais do que um qualquer deslumbrado protagonismo ( está quase na reforma e ambições políticas, ou outras,não tem, sendo que a ser útil é que se sente bem, como nesta árdua tarefa editorial.Ou seja, saio já de cena!!!).
Serve isto para dizer que ficamos à espera de que vocês próprios nos enviem a vossa própria reportagem sobre o que fazem, poir onde andam o que não quer dizer que um destes dias não apareçamos de surpresa, por ex. na Faculdade de Letras e ali “apanhemos” o Leonel Ribeiro ou o José Ramos leccionando as suas cadeiras, ou subamos a Pombal e ver o que o Firmino anda a fazer, ou o Arménio, ou o, o, o.
Tenho a sorte de ter sido entrevistado para o Parlamento Global, em S.Bento, onde trabalho e coordeno o gabinete de imprensa do PS e, depois de quase duas horas de entrevistas, deu isto.
Divirtam-se e, se quiserem, lá podem também ver isto, ou isto, e ainda isto, para finalizar aqui, embora este último trabalho tenha sido desvirtuado com a ordem das fotografias,( oh, pra mim tão modesto!).
Por favor, não me deixem sózinho no palco.Quem é o próximo?
ac
Não estamos sós.As nossas famílias contam
Publicado Outubro 15, 2008 Uncategorized Deixar um ComentárioLisboa,2005. As famílias Vaz, Afonso, Colaço e Filomena. Rito e Acílio, também.
De facto, não estamos sós. O mérito destes Encontros anuais é, também, o de constatarmos em que medida, cada um de nós, tendo seguido por outros caminhos, jamais perdeu a noção do Caminho, ou, tendo-a perdido, não O ignora, e a ele regressamos para, durante umas horas – ou, agora, por este meio on line, SEMPRE, em contacto – melhor e mais acompanhados nos sentimos. Também as famílias que constituímos sentem que, por esta via, são parte integrante de todo um património vivencial que lhes compete prolongar.
Pelo seu presente, acrescentam mais vida ao nosso próprio presente. Como quem diz “lembrai-vos: estais aqui reunidos não só para recordar o passado, mas para reafirmar um presente de que também somos parte. Agora, tudo o que se passa, também se passa connosco“!
Frei Lopes Morgado e seu irmão (manda aí o nome, meu!).
A filha de Constantino Sério e sua neta. Venham de lá os nomes (Isto é o que se chama jornalismo em directo!)
Almoço em Gondomar, este ano.Alguém identifica nomes? Venham de lá eles.
Carlos Rito, Agostinho Vaz, Joaquim Afonso e…?
Arménio e sua mulher…. para além de um desfocadíssimo Sério (desculpa!).
Agostinho Vaz e sua prole.Nomes, Agostinho? E os outros?
Frei Lopes Morgado, Rito, Vaz, Colaço e sua mulher Filomena. E mais…?
Vêem. Os vosso nomes podem estar “inscritos no Céu” mas não no blog por…desconhecimento. Alguém que ajude.
ac
Memória.O Teresinha,o lagarto e as asas dele
Publicado Outubro 15, 2008 Uncategorized Deixar um ComentárioEsta patente nos corredores do Palácio de S. Bento, durante todo o mês de Outubro, uma exposição colectiva de artistas cubanos. Clic no link que verá a respectiva reportagem.
Mas por que é que a convoco para aqui, nomeadamente, pela mostra deste quadro de Agustin Bejarano -Mentes Flotando? Porque ao explicar a um colega de trabalho, sem dar por ela disse-lhe adoro estes dois quadros mas este, aqui, faz-me lembrar O Teresinha. E lá expliquei que no meu ano de noviciado, 1968/69, costumávamos visitar os doentes com deficiência mental, do Hospital de S.João de Deus, em Barcelos. Em regra tínhamos que cumprimentar, sempre, o Teresinha. Sentado no seu banco de jardim, em posição yoga, inclinava, repetidamente, o tronco num vai-vém que nos incomodava. Quase sem me fixar, naquela tarde, ao perguntar-lhe como estava, disse-me “frei Colaço, esta noite sonhei que me apareceu um lagarto com asas que me disse:Teresinha, forma-te em bioquímicas e…casa-te”!!!
Aqui está, como, sem querer, tropeçamos no passado tão forte foi o presente dele.
Venham daí, também, as pequenas historinhas dos vossos teresinhas.
ac
Mação.( Vês? Como serão as noites no largo da tua igreja natal? Envia fotos.)
Obrigado, Senhor, por mais um dia cheeeeeeeeeio. Na memória, porém, a conversa comsabor a vazzzzzio de um colega, cuja identidade preservo, e que passa, neste momento, lá para os arrabaldes de Gondomar, por uma situação de quase falência da empresa onde trabalha, há mais de trinta anos.”Má gestão”, diz. E a gente abençoando o milagre de um posto de trabalho.
Na memória, ainda, a conversa de um outro colega a quem, solicitado para enviar fotografias, textos, o que quiser – sim, sei que estou a ficar demasiado cansativo, mas tem de ser, para que isto seja de todos - me disse, ” sim eu tenho, mas …. são só dos do meu ano!!! Mas, claro, é o que queremos. Se todos mandarem as coisas dos seus anos, temos os ANOS TODOS, DE TODOS.
No vazio dos nossos dias, lembra-nos que só Tu podes preencher-nos. Boa noite.
ac
Mação, nascer do sol.Serra do Bando
Faz com que nada perca das surpresas que tens preparadas para mim, sobretudo, a de continuar a acreditar que, Tu , és as a única Certeza em mim. Faça sol, chuva ou frio, embrulhado, Contigo, nenhum arrepio, nenhuma melancolia. Sim, Tu és a Alegria de que preciso para mais um dia cheio de partilhado e fraternal sorriso.
ac
Última hora.Já estamos ligados/linkados aos Capuchinhos
Publicado Outubro 16, 2008 Uncategorized Deixar um ComentárioFrei Hermano Filipe acaba de nos ligar/linkar à página da Ordem dos nossos queridos Frades Menores Capuchinhos. É um momento bonito, que agradecemos. Afinal, como dissémos desde a primeira hora, queremos fazer parte, somos parte da grande família franciscana em qualquer parte em que a vida nos encontre. Que a Ordem connosco…conte! Sempre!
Todos os motivos para partirmos, assim, mais animados para um novo dia! Obrigado!
Não queremos fazer de conta e, sim, que façam conta connosco!
ac
António Lobo Antunes fascina-nos, de entrevista para entrevista. De facto, o ALB resingão, com tudo e com todos, depois da experiência de vida – um cancro no intestino - por que passou ficou para trás.
É imprescindível a leitura da última entrevista “Pública” (12,Out,08).De lá respigamos: “Tive a sorte de ter um bom sistema imunitário e acho mesmo que Santo António me protegeu.É engraçado a relação com Deus. Dantes zangava-me quando via a morte de crianças. Agora já assisto a isso melhor. Como aceito a minha. Que é que vai ficar de mim? Livros. Já não é mau. Já não é mesmo nada mau se eles forem aquilo que eu acho que eles são.”
E ainda: “O meu pai morreu há quatro anos, e muito mudou em mim – até estar em paz com ele. Está a ver como fiquei muito mais terno com a doença? Estar aqui sentado já é uma festa. Haver sol. Eu não tinha isto. Agora sinto-me em paz comigo.”
E à pergunta ” O que é que mudou com a doença, ou seja com sombra da morte?.
A resposta de ALB: “Aldrabices, mentiras, jogos, em nada na minha vida – nem nos livros. A doença foi fucral”.
Mas, Lobo Antunes dirá, ainda, e acerca dos cuidados com o corpo que não tinha:
“Tinha medo de fazer um exame e ter qualquer coisa – não me apetecia. E agora periodicamente faço exames a tudo, fígado, rim… Fiquei surpreendido: estava tudo tão bem. Como é que diz o S. Francisco de Assis? “Confesso que pequei muito contra o meu pobre irmão corpo.” A grande lição são as pessoas.( ALB fala dos tratamentos de quimio e radioterapia) Pessoas que sabiam que iam morrer.Às vezes, tinha vergonha:”Eu vou viver, eles vão morrer”.
Uma celebração da vida.
ac
Sou Armando Pinto, um antigo seminarista, que estive em Gondomar entre Setembro de 1965 e Junho de 1969. Tive lá um irmão, mais novo um ano, Fernando Pinto, e um primo, o António Rosário, mais velho. Conheci bem o Agostinho Vaz, o Luís Marques, mas outros não. Já tentei contactar o Agostinho, mas o número de telemóvel que consegui não atende. Gostava de adquirir o livro dos 50 anos… Se os comentários neste blog estivessem activos podia comunicar.
Parabéns por este espaço.
Armando Pinto
NR – Olá Armando. Em boa hora nos contactas, porque, ainda hoje, vais ter oportunidade de falar com o Agostinho Vaz. Vai ao teu mail e…verás! E não podemos ter uma foto tua , do tempo de Gondomar e hoje, outras tantas, da actualidade. Que fazes? Onde vives? Isto começa a funcionar como verdadeiro Lugar de Encontro.
Como vês, por enquanto, o gmail é a porta de entrada para comunicarmos. Os comentários avançarão quando tivermos os alicerces da casa mais consolidados. Como sabes, a net tem as suas vantagens e, por enquanto, não queremos sofrer com as desvantagens.
Tão breve quanto possível, também iremos disponibilizar as chaves de edição directa do irmão sol. Até para facilitar a vida aqui ao escriba de serviço. Passo a passo, avançamos, e ninguém ficará sem resposta. Obrigado e ficamos à espera de mais colaboração.
Quanto ao livro,creio que em Fátima poderás encontrá-lo. Vai ao link que temos ali em baixo para a Ordem, ou, aqui, pronto, e vê a morada. Frei Morgado deve saber como. ac
Vista Parcial Refinaria Kazakhstan
A Vida tem destas coisas…
Caro Irmão Colaço, (em particular). E caros irmãos e amigos, (em geral). Confesso que nem sei por onde começar. Vamos ver se eu consigo pôr as minhas ideias por ordem. Antes de mais Colaço, vais desculpar-me, mas vou tratar-te por tu, embora me vá custar, pois em tempos idos apanhei o hábito de tratar todo o mundo por Você, mas quero modernizar-me. (Os meus 9 netos também me tratam por tu). Quero desde já felicitar-te pelo excelente trabalho, (Não sei se alguém fazia melhor. Eu não. Nem sabia por onde lhe pegar…), de tornar possível o “Irmãos Sol”, e, ao mesmo tempo agradecer-te o tempo que vais retirando à tua vida privada para dares vida a esta Casa. Praticar o Bem é gratificante. Sei que não te arrependerás, ainda que o desânimo te bata à porta.
Mas, afinal, quem é este tipo, que está aqui a deitar faladura e não se identifica? Eu disse, que não sabia por onde começar.
J. Casais No trabalho Kazakhstan
| J. Casais Com o Tradutor Kazakhstan |
Alguém ainda se recorda do João Ponte Casais? Entrei para o Seminário, em Poiares, no ano de 1955. Estive lá 3 anos lectivos, (55-56, 56-57 e 57-58). Em 1958 comecei o meu 4º ano em Gondomar. Disse Comecei? Sim. Porque não acabei…Fui expulso…Não me perguntem porquê, pois nunca me foi dito porquê. Sei que está para fazer 50 anos que subi a Avenida das Camélias a chorar…acompanhado, salvo erro, pelo Saudoso Pe. Fulgêncio que me veio trazer à Estação de Campanhã e me comprou o bilhete de comboio, e me despachou para Barcelos, onde o meu falecido pai me esperava, e me levou para casa, em Cristelo.
Continuar estudos? Nem pensar. Eu fazia parte da família mais pobre da minha aldeia. Solução? Começar a trabalhar de carpinteiro com o meu Pai.
Os 3 anos a seguir à expulsão, foram de desânimo e revolta. Todas as portas se fechavam para mim. Contudo, quero aqui publicamente deixar-vos o meu testemunho: Se não fosse a Fé Sólida Adquirida, durante os 3 anos e pouco, que passei no Seminário, acredito seriamente que não sei se teria vencido as adversidades, que me foram surgindo ao longo da vida. S. Francisco protegeu-me. Obrigado.
João Casais Canada 01-01-2008
19-09-2008 J.Casais e Miquelina 44 Anos de Casados
J.Casais, Esposa Miquelina e Neta Kelly Aeroporto de Toronto

Em Cristelo Barcelos À espera do Regresso às origens
Precisamos de nos conhecer melhor, uns aos outros. Só conversei com 5 ou 6 dos presentes. Mas não devo queixar-me, porque por razões óbvias, não me tem sido possível estar convosco nos encontros. Até breve.
NR- Ora aqui está um tijolão de todo o tamanho. Não há distâncias . O que torna mais exigente colaborações futuras. O João tem o seu mail assinalado na lista que enviamos por outras vias. Quem quiser entrar em contacto, caso o tenha perdido, escreva-nos para o irmaossol@gmail.com.
O escriba fica aguardar as prometidas novidades.Muito obrigado João.
Viva a minha gente!!!
Não, Colaço; ainda não é desta que vais ler a história que te fascina…
Por falares no “Teresinha” veio-me à mente a imagem hilariante de uma cena passada, precisamente, durante um jogo de futebol que decorria entre nós e os noviços espiritanos da Silva. Já não me recordo do resultado do jogo, nem da sequência do mesmo, quando, repentinamente, se ouviram gritos e ameaças, junto à barbearia. Os irmãos de S. João de Deus acudiram, conjuntamente, com alguns funcionários, na tentativa de serenarem os doentes que se envolveram numa cena de pancadaria. Mas tudo não passaria de uma arruaça contra o barbeiro que estava no desempenho do ofício, quando o nosso jogo foi interrompido. É que, o dito “Teresinha” saltou a janela da barbearia e com uma faca, aos gritos, ameaçava cortar o pescoço ao barbeiro. Recorrendo aos procedimentos adequados, os irmãos da casa lá atenuaram a situação e o nosso jogo continuou, sob a arbitragem do frade de S. João de Deus. Já não me recordo do resultado.

Normalmente ganhávamos os jogos aos irmãos hospitaleiros, graças ao nosso espírito de equipa e às nossas “estrelas” que eram: o Carlos Rito, o Agostinho Mendes e o nosso “bombardeiro”, João Angolano (João Teixeira)!
Quando jogávamos contra a malta da Silva, normalmente, perdíamos, apesar dos dribles estonteantes do Rito, da desmarcação e passe elegante do Mendes e do “petardo” do João Teixeira!!!
UM RECADO
E, já agora, só dois ou três “gatos pingados” é que debitam posts (não confundir com postas), para o nosso blog?
Estou em crer que, dentro de pouco tempo, quando o pessoal do meu ano, do Sério, do Santos Costa, etc, começarem a participar, o blog vai entupir…
Um abraço de Paz e Bem do
A. Henriques Vaz.
NR- Como vês, a casa continua a crescer. Hoje tivemos o exemplo disso. Vamos com calma. A propósito, podes relatar como foi o reencontro com o nosso amigo Armando Pinto?!ac
De Fátima ao Kazakhstan, passando por Poiares
Publicado Outubro 17, 2008 Uncategorized Deixar um ComentárioPoiares.5 Outubro 1957.Alguém se reconhece por ali?
(In,Livro 50 anos Gondomar)
Olá, TóZé.
Fiquei tocado pela carta do João Casais.
Pela sua franqueza em expor-se, pelo seu testemunho de fé e pelo Português fluente e perfeito em que escreve, depois de tantos anos por terras de emigração e não tendo feito, como diz, mais estudos que os dos 3 ANOS passados no Seminário. Vê-se que AQUELA ESCOLA era, de facto, uma boa pedra angular. Quem sabe se ele, um dia, ainda nos escreve uma carta em Latim?
Claro, não conheci o Casais, nem nunca ouvi falar nele, pois no ano em que ele entrou em Poiares (inaugurado no meu Quarto ano, em 1953), estava o meu ano a começar o que então se chamava 2º de Filosofia, no Colégio de Santa Marta del Tormes, frente a Salamanca.
Mas, embora não conheça o João, conheço bem a sua aldeia de Cristelo (donde é, aliás, o nosso Irmão frei José Carlos, que vive na Fraternidade da Baixa da Banheira, e que talvez conheça o João ).
Sou de Areias de Vilar, ou Vilar de Frades, onde os Irmãos de S. João de Deus compraram a Quinta e o Convento que era a casa-mãe dos Frades Lóios em Portugal, antes da expulsão dos religiosos. ( Um dia destes mando-te uma reportagem). Um outro capuchinho de lá, morto a 8 de Março de 2000 (DIA DE S. JOÃO DE DEUS, NADA MENOS!) esteve uns 20 anos com emigrantes no Canadá. Como isto anda tudo ligado…!
Já que me “chamaste ao quadro”, terei muito gosto em enviar ao João e à sua família o livro dos nossos 50 anos em Gondomar, para que ele mostre aos netos (e netas, como se vê pela foto), a casa que, pelos vistos, já revisitou com a sua mulher… Manda-me o endereço dele no Canadá ou, se ele preferir, em Cristelo.
Um abraço aos dois.
E continua a fazer pontes, mas de modo que um dia destes, lá no emprego, não te mandem dormir para debaixo de uma ponte…
frei morgado
NR. Agora mesmo segue o mail. Aliás, vamos reenviar, outra vez, a lista de todos os mails para todos os que e têm mail ( via BCC ) para que assim, cada um comunique, entre si, sem ser chancelado pelo is (irmão sol).
FREI JOÃO SANTOS COSTA, NOVO PÁROCO EM LISBOA
Parabéns ao Frei João Santos Costa.
É o novo pároco do Calhariz de Benfica. A notícia pode ser lida no link, que é para não retirarmos audiência ao Frei Hermano Filipe!
Os parabéns, esses, ficam aqui, com um pedido ao nosso pároco Pintor: para quando uma exposição na nossa …. Galeria, também?
S.FRANCISCO DE ASSIS PADROEIRO EM HATU KARAU
As últimas de Frei Fernando Alberto e dos aspirantes timorenses.
No dia 19 de Setembro de 2008, o frei Fernando com os aspirantes, acompanhados por dois leigos de Laleia, entregaram a imagem de São Francisco de Assis aos poucos cristãos de Hatu-Karau, que a receberam num clima de muita devoção, alegria e festa.
Para ler mais, aqui.
Mais uma vez o escriba tem de dar o seu desinteressado exemplo. Aqui vamos expor as obras dos nossos artistas plásticos, dos nossos fotógrafos (sejam de fim-de-semana, ou de todos os dias) e, claro…os vídeos, quando lá chegarmos.
Tudo serve para partilharmos, para iluminarmos os nossos dias, ou seja, aquilo ou aquelas coisas mais pequeninas de que são feitos. O quê, alguém disse aí do fundo da sala que poderíamos inaugurar, antes, era um quadro com as cotações da Bolsa?!!
Bom, vamos lá a ver, quer dizer…. se for para aplicar as mais valias em obras onde possamos valer MAIS para aqueles que precisam, alinho já! Eu, que ainda hoje, não sei, e recuso saber de que é feito o sobe e desce dos diversos “Niqueis”!!!( Acho que também tenho lá para o sótão uns papeis que voaram do assalto à embaixada de Espanha e que, por acaso, vieram ter comigo quando, ocasionalmente ali passava.Quer dizer.)
Para a inauguração de hoje, ficam estas despretensiosas obras:
Um tríptico serigráfico ( não, não é seráfico!!!) sobre o vinho, um óleo de 1974, pintado aquando do conhecimento da morte de Picasso, a última serigrafia sobre a Assembleia, editada pela Associação dos Antigos deputados, a serigrafia comemorativa dos 19 anos do 25 de Abril, editada pela Associação 25 de Abril e uma fotografia sobre a Procissão dos Passos em Mação. Um cheirinho só pra dar o pontapé de saída. Claro que o irmão sol/aaac poderá e deverá sair, um dia, dos écrans e descer à terra, quer dizer, fazer exposições (colóquios, etc, visitas, etc) O artista, neste caso, é, também, o escriba, que já participou em diversas colectivas e individuais, e chega.
ADIVINHO-TE
PICASSO, In Memoriam
DE MÃOS DADAS COM A CONSTITUIÇÃO
25 DE ABRIL UM OUTRO PORTUGAL POR ACHAR
FOTOGRAFIA
ROCISSÃO DOS PASSOS (MAÇÃO)
Uff!A “vernissage” está feita!Venham de lá esses trabalhos.ac
Mais correio. Entrem os do ano de 1965
Publicado Outubro 17, 2008 Uncategorized Deixar um ComentárioCom a redacção quase fechada, por hoje ( ufff! ) o gmail, sim, a S. Damião dos nossos dias, como que chama por nós: “Há um outro irmão querendo entrar!”. Aqui está, finalmente, o menino Armando Pinto….
…hoje, Administrativo, no Centro de Saúde de Felgueiras.
A riqueza da colaboração que o Armando nos envia é tanta que vamos editá-la num outro momento, para que nada se perca do que nos enviou, texto e…belíssimas fotos.Fica só, para abrir o apetite, esta, que data da entrada em Gondomar, em 1965. Até mais logo.
ac
Como é hábito, aos Sábados, a Iluminação que procuramos, também passa por aqui. A Palavra ao Pe Anselmo:
A ‘BÍBLIA’: 73 LIVROS
Anselmo Borges
Padre e professor de Filosofia
A palavra Bíblia vem do grego e significa livros, no plural. Em latim e, por derivação, em português, transformou-se num singular feminino: a Bíblia como “O Livro”. Quem não estiver atento pensará que se trata de um livro como os outros. Na realidade, é, segundo o cânone católico, o conjunto de 73 livros – uma pequena biblioteca -, e a sua redacção e formação prolongaram-se por mais de mil anos.
Assim, como reconhece o Sínodo dos Bispos, reunido em Roma até 26 deste mês, para tratar precisamente da Bíblia, o magno problema bíblico é o da interpretação. De tal modo foi possível, com base na Bíblia, fazer leituras díspares que o filósofo Hegel tem o dito famoso de que ela é como um nariz de cera, expressão que já vem de Alain de Lille, no fim do século XII.
Dou exemplos, um pouco ao acaso, apenas para mostrar, perante o emaranhado de textos, a urgência da tarefa gigantesca da exegese e da hermenêutica.
No primeiro livro – o Génesis -, há duas narrativas da criação, que não são coincidentes. Logo por aí se vê que não podem ser tomadas à letra.
Sobre o amor, encontra-se na Bíblia um dos livros mais eróticos da história da literatura: o Cântico dos Cânticos é um poema que canta o amor de um homem e de uma mulher, com a sua expressão sexual, e não são casados. Mas, no Levítico, lê-se: “O homem e a mulher adúlteros serão punidos com a morte”; “Se um homem coabitar sexualmente com um varão serão os dois punidos com a morte”. Na Bíblia, ao lado de uma ética sexual do amor, da justiça e da bondade, encontramos éticas da pureza e da propriedade.
No salmo 137, está: “Cidade da Babilónia, feliz de quem agarrar nas tuas crianças e as esmagar contra as rochas!” Mas Jesus mandou amar os inimigos e, do alto da cruz, rezou: “Pai, perdoa-lhes, porque não sabem o que fazem”.
Jesus disse que Deus e a Mamona (a riqueza divinizada) são incompatíveis, mas também se lê no Evangelho o que ficou conhecido como “o efeito de Mateus”: “Ao que tem será dado e terá em abundância; mas, ao que não tem, até o que tem lhe será tirado.
Sobre as mulheres, diz São Paulo que “já não há homem nem mulher, pois todos são um em Cristo”. Mas, no Eclesiástico, lê-se: “Pela mulher começou o pecado e por sua culpa todos morremos.”
Os livros dos Profetas constituem uma revolução na história da consciência religiosa da Humanidade, pois, contra a corrente sacerdotal, reivindicam a moralização da religião, cujo núcleo está na justiça e não nos sacrifícios, dos quais Deus diz que “fedem”.
Job, esmagado pela dor na sua inocência, ousa convocar Deus para um tribunal independente.
Frente à morte, diz-se que o Homem morre como o gado. Mas São Paulo escreve que a fé cristã tem o seu fundamento na ressurreição dos mortos: “Sem ressurreição, é vã a nossa fé.”
Com a Bíblia, justificou-se a teocracia e também a laicidade, matou-se, cometeram-se crueldades sem fim, fizeram-se as cruzadas, mas também se ergueu, como nunca tinha acontecido, a dignidade divina da pessoa humana.
Deus é o Deus dos exércitos e da vingança, mas também é o Libertador, e a única tentativa de definição diz: “Deus é amor.”
Afinal, a Bíblia escreve sobre a história dos homens, no seu melhor e no seu pior, na busca do absoluto. É preciso entender que ela é um livro religioso e não científico e só no seu todo é que se reclama da verdade. Ora, se toda a religião tem como ponto de partida e de “definição” a pergunta essencial: o quê ou quem traz libertação, salvação, sentido final?, então, quando se pergunta pelo fio hermenêutico essencial e decisivo para a interpretação correcta dos livros sagrados, ele só pode ser o do sentido último, da libertação-salvação total. Só a esta luz é que são verdadeiros. Em tudo o que neles se encontra de menos humano ou até de desumano, revela-se o que Deus não é e o que o Homem não deve ser.
Lídia Jorge disse de modo iluminante: “A Bíblia é o poema colectivo mais longo criado até agora pela Humanidade. Nele se espelham as várias batalhas que os homens engendram na sua demanda pelo amor absoluto.”
NR.Sublinhados nossos.Está aberto o debate.Venham daí esses contributos.ac
A palavra, hoje, a Frei Bento Domingos,com a devida vénia:
A evangelização da sexualidade
Em 1922, Pio XI foi eleito Papa e marcou logo o dia de Pentecostes com um gesto insólito: interrompeu a homilia e, no meio de um impressionante silêncio, tirou o solidéu e fê-lo passar entre a multidão de bispos, padres e fiéis presentes na Basílica de S. Pedro, pedindo a todos ajuda para as missões. No Ano Santo de 1925, abriu, no Vaticano, uma exposição missionária mundial e publicou a encíclica Rerum Ecclesiae sobre as missões, mas o grande acontecimento foi a inesperada consagração dos seis primeiros bispos chineses. No ano seguinte, instituiu o Dia Mundial das Missões, a celebrar, em toda a Igreja, no penúltimo domingo de Outubro.
2O Papa Bento XVI, na mensagem para este domingo, recorreu à notável exortação apostólica de Paulo VI, Evangelii Nuntiandi (1975), sobre a evangelização do mundo contemporâneo, sublinhando que “evangelizar constitui, de facto, a graça e a vocação própria da Igreja, a sua mais profunda identidade”.
Ninguém estranhará que a contemporaneidade deste Papa já não seja a de Paulo VI, embora se mantenha exacta a caracterização da missão da Igreja. O que surpreende é a fugacidade da noção de “mundo contemporâneo”. Bento XVI assinou a mensagem para este domingo no dia 11 de Maio passado. Ora, a turbulência global das últimas semanas, provocada pela especulação financeira, deixou sem cobertura o contraponto que ele procurou destacar na conjuntura actual: “Vejamos mais de perto a situação do mundo de hoje. Se, por um lado, o panorama internacional apresenta perspectivas de um desenvolvimento económico e social promissor, por outro, chama a nossa atenção para algumas graves preocupações no que diz respeito ao próprio porvir do homem. Em muitos casos, a violência caracteriza os relacionamentos entre os indivíduos e os povos; a pobreza oprime milhões de habitantes; as discriminações e às vezes até as perseguições por motivos raciais, culturais e religiosos impelem numerosas pessoas a fugir dos seus países para procurar refúgio e salvaguarda noutras paragens. Quando não tem como finalidade a dignidade e o bem do homem, quando não tem em vista um desenvolvimento solidário, o progresso tecnológico perde a sua potencialidade de factor de esperança e, pelo contrário, corre o risco de agravar os desequilíbrios e as injustiças já existentes.”
3No Vaticano II, a Igreja Católica procurou os gestos, as palavras e as decisões que traduzissem o Evangelho de Jesus Cristo para o mundo contemporâneo. Alguns acusaram a sua visão de optimismo excessivo. Não me parece. É mais exacto dizer que foi a persistência do pessimismo acerca da sexualidade humana, retomado no pós-concílio, que mais dificultou a evangelização de mulheres e homens do nosso tempo.
Estamos a 40 anos da Humanae Vitae (1968), chamada, muitas vezes, a “encíclica da pílula”. Este documento produziu um desconforto eclesial inapagável. Importa conhecer a sua génese, estudar as consequências que produziu e as resistências eclesiásticas à sua alteração. Miguel Oliveira da Silva, professor de Ética Médica na Universidade de Lisboa, acaba de publicar uma obra pioneira em Portugal que merece a maior atenção e debate (1).
Para o cardeal Carlo M. Martini (2), a Igreja deve trabalhar no desenvolvimento de uma nova cultura da sexualidade e da relação, pois esta encíclica é, em parte, responsável por muitos já não tomarem a sério a Igreja como interlocutora ou como mestra. Aos jovens dos países ocidentais, já quase não lhes passa pela cabeça recorrer a representantes da Igreja para os consultar sobre questões de planificação familiar ou de sexualidade. Muitas pessoas afastaram-se da Igreja e a Igreja afastou-se dos seres humanos. Ficou muito prejudicada com essa atitude.
Este cardeal deseja uma nova encíclica, na qual o magistério diga algo de positivo sobre a sexualidade. Ele próprio faz sugestões e aponta um método de diálogo para que, nesse documento, não sejam dadas respostas a perguntas que não existem.
No Dia das Missões, é importante ter presente a advertência de Jesus: não adianta percorrer mar e terra só para fazer prosélitos. É preciso, antes de mais, fazer da Igreja um lugar habitável para mulheres e homens, jovens e adultos, sejam eles hetero ou homossexuais. Toda a realidade humana é ambígua. A sexualidade também é terra de evangelização.
(1) A Sexualidade, a Igreja e a Bioética. 40 Anos de Humanae Vitae, Lisboa, Caminho, 2008.
(2) Carlo M. Martini/Georg Sporschill, Coloquios nocturnos en Jerusalem, Madrid, San Pablo, 2008.
E cai a noite. A ver se Te encontro, Senhor, na beleza desta ria.
A CAMINHO DO NORTE
No passado distante, era o regresso das férias de Verão de um homem do sul, a caminho do Norte. Esperavam-nos as vindimas na quinta da benfeitora Dª Irma, algures, na Maia, mas, também, a ajuda nas vindimas em … Gondomar. Foi, aliás, o meu primeiro contacto com Gondomar e com as altas ramadas do vinho “amaricano”. João, Afonso, Vaz ou Mendes, ajudem-me, eu acho que ainda andámos de hábito empoleirados nas altas escadas.
Hoje, a caminho, algures no Norte, um festival de nuvens de ” algodão doce”. Esperamos que façam desabar sobre todos nós uma semana de grandes surpresas editoriais, assim espero.
Ao fim de semana é que a “vindima”é fraca. Uma pausa, não faz mal.
ac
ARMANDO PINTO EM DIRECTO DE FELGUEIRAS
Obrigado pelo acolhimento. Foi uma emoção íntima contactar com alguém que sente o mesmo… pois só quem esteve num local como nós, sabe o que isso é…
Quando escrevo estas linhas ainda não pude contactar o Agostinho Vaz, mas quando lerem isto já de certeza que sim…
Ora, actualmente sou Administrativo de saúde, no quadro do Centro de Saúde de Felgueiras (ARS Porto), desempenhando funções de responsável da Unidade-Extensão de Saúde da Longra. Nas horas vagas gosto de escrever e de investigação histórica. Aliás quando fui contactado para o 1º Encontro dos Antigos Alunos Capuchinhos, não podendo ir, então, escrevi a justificar-me e enviei oferta de um livro que escrevera pouco antes (monografia sobre a minha região), para a biblioteca da Ordem. Após isso escrevi mais alguns livros, sempre em edição de autor, motivo que leva a que não tenha publicado mais já… Sou ainda colaborador de imprensa local, por carolismo, escrevendo de quando em vez umas crónicas no jornal Semanário de Felgueiras.
( NR-O link é surpresa nossa!)
Sou casado, pai de um casal de filhos, ambos já casados, ele Engenheiro Electrónico, trabalhando na região, e ela Enfermeira, radicada na área de Lisboa. Mas ainda não tenho netos, por ora. Até há pouco tempo estive envolvido em diversas actividades de carácter associativo e cultural, fui presidente de uma instituição daqui (Associação Casa do Povo da Longra, na qual fundei um Rancho Folclórico Infantil, entre outras coisas, por bairrismo apenas, pois que nem sei dançar, nem tocar e muito menos tenho queda para cantar, mas consegui que aquilo fosse e ainda seja uma realidade). Contava estar reformado daqui a poucos anos, já que presentemente estou nos 54 anos, mas com as novas regras já nem sei como vai ser – completo no próximo Março trinta e três anos de serviço… entretanto, já tive um problema cardíaco o ano passado, e para já viv’ó velho…!
( NR – O link para a Feira da Longra é da Redacção!!!)
Não pude ir aos iniciais Encontros precisamente derivado às actividades que referi. Quase sempre a data coincidia com algum ida do meu Rancho a qualquer Festival ou algo do género. Mas também porque assim tinha essa desculpa… Quem porventura se lembrar de mim (além de ferrenho pelo F. C. Porto, até porque havia os jogos do Benfica contra os do Porto – e ainda deve haver nos álbuns da casa umas fotografias dessas equipas, nós tínhamos camisolas às riscas finas azuis e brancas), deve recordar-se que eu era muito tímido e calado,
deveras reservado, e isso ainda se mantém, pelo menos em encontros com muita gente, logo nunca tive coragem de ir… Ao Seminário fui apenas uma vez, depois de ter saído e muitos anos volvidos, na companhia do meu primo, que foi lá tratar de umas papeladas. Mas, tendo aparecido alguns srs Padres do meu tempo, e inclusive um que foi meu colega de ano, o reencontro foi tão frio que fiquei desiludido…
O meu irmão está como professor na Secundária de Alfândega da Fé (Nordeste Transmontano) e o m/ primo Rosário, que foi funcionário da Segurança Social em Felgueiras, teve problemas de saúde há anos (espécie de AVC) e está ainda em convalescença…
E é tudo, para já. Alguém que diga mais alguma coisa, O. K. e continuem. O meu bem-haja a esta iniciativa e um abraço a todos.
Junto umas imagens, que, se servirem, poderão ajudar a recuar o tempo… até Gondomar – 1965/69!
Na primeira fila, reconheço, salvo erro, a partir da esquerda, o Frei João, os P.es, Donato, Fernando Pereira da Silva, Boaventura (depois alguns membros da Ordem que na altura visitaram a casa, estando ao centro o então Provincial, P.e Rafael de Serafão); e do outro lado, a partir da direita, P.es Paulo, Mário. A. Pojeira, Afonso, Dinis, …, e Boaventura. Na segunda fila, atrás estão dois freis, o do lado esquerdo é o Frei Domingos, o da direita julgo que era Frei Pedro, do qual me lembro que era de Lisboa…
A foto não tem qualidade, porque é já de uma cópia que consegui muito depois. Eu fiquei duas filas atrás do P.e Rafael – conforme pormenor de seguinte ampliação, em que estou entre meu irmão e o Manuel Lopes, de Escapães.
Uma pose, em período de férias de transição de vida – Na época em que saí do Seminário, prestes a entrar no ensino externo – eu, ao centro, mais o meu irmão Fernando, do lado esquerdo, e o meu primo A. Rosário Carvalho, do outro lado (agachado). Eles ainda continuaram, depois, mais alguns anos, tendo passado os dois por Gondomar, Ameal-Porto, Fátima, até Barcelos…
Armando Pinto.
-O quê ?! É da redacção do Irmão Sol?! Oh, Colaço deixa-te de mer… e diz, depressa, o que é que queres? Mas tu julgas que eu tenho a tua vida ?Antes de mais, está tudo bem contigo? Então conta aí..
-Estamos a estrear um novo espaço no irmão sol…
-Irmão quê ?! Ah! o meu filho já me tinha falado nisso, ele é que abre os mails e a net. Sim, eu também utilizo a net, claro.Pois….
-Então não estiveste em Gondomar e não decidimos fazer da net um lugar onde nos possamos encontrar, durante todo o ano, trocar notícias, impedir que as notícias nos troquem os passos, em suma, convivermos, relembrando o passado, passando-nos, cada vez mais, para o presente…etc
-Tens razão. Deixa lá que, a partir de hoje, vou começar a fazer do fim do dia o meu momento privilegiado para ver como é que está o pessoal e o que é que deixou escrito na net. Em suma, ver os rastos e os rostos de quem por lá passou. Pronto, já percebi o que é que queres.Então vou enviar-te uma telefoto do meu telemóvel aqui “em directo” da A1, a caminho de Coimbra. Está uma chuva do caraças e tenho lá uns clientes a quem tenho de vender os mais recentes produtos da cerâmica em que trabalho. Gostei de te ouvir e… espero não me despistar com esta coisa de quereres uma foto do que é que estou a fazer… AGORA.
NOTA DA REDACÇÃO
A partir de hoje, e sempre que possível, o SOL DA NOITE é uma espécie de contacto em directo com os nossos amigos a partir do seu ….telemóvel!!!
Ou seja, ou por nossa iniciativa, ou por iniciativa dos nossos amigos, tentaremos dar um pulo ao quotidiano de cada um, em princípio, ao fim do dia, como que a fazer o balanço de como correu o dia. As expectativas, as esperanças goradas, as desilusões mas, também, e, sobretudo, as grandes realizações do dia!
Certo? Uma espécie não de “Quando o telefone toca” e sim Toca-nos com o teu telefone”, quer dizer, faz-nos sentir mais próximos de ti, do teu quotidiano através de uma imagem captada pelo telemóvel.
Ou seja, de como poderemos utilizar as novas tecnologias para nos aproximarmos mais uns dos outros e, não, deixar que elas nos utilizem para nos afastarmos mais uns dos outros. Sim, a televisão e a net, usadas em sentido contrário, são responsáveis por acabar com os serões em família.
Quem quiser saber o nº de telemóvel para onde enviar, ou, para ser contactado, deixe o nº no nosso mail de serviço:
Pronto, dadas as explicações, resta dizer que o diálogo acima transcrito é uma mera ficção que serviu, assim, de pretexto para o pontapé de saída deste novo espaço. A foto, por acaso, foi tirada pelo escriba que regressava de Aveiro, sob intensa chuvada, onde esteve em trabalho, razão pela qual nestes últimos dias a actividade editorial decresceu!!!!
ac
Olá amigos
A primeira foto, todos conhecem o local, no entanto, não sei precisar o ano deste encontro (NR-Está lá na foto, meu caro:2004!!! )e, a segunda, na mesma altura,
vejam só para este “batalhão” de Ritos, do Soito, a saber:
Frei Manuel Rito (Timor Leste)
Artur Rito
Rafael Rito
Josué Rito
Zacarias Rito
- uma equipa e peras, devidamente coadjuvados pelo Frei Pojeira, Frei Armando e o Artur da lavadeira.
Um abraço
Artur Rito
Este jovem aqui em baixo, João Teixeira, foi o primeiro a ser abordado pela nossa redacção para sabermos como correu esta Quarta-Feira, 22 de Outubro. “Um dia normal“, disse-nos o João que é, actualmente, professor de Português e Filosofia no Colágio das Caldinhas/Instituto Nuno Álvares, em Santo Tirso, com mais de 2000 alunos.
Para o João, hoje, não havia grandes expectativas e na aula de Filosofia, os seus alunos leram Fernando Pessoa, “O menino de sua mãe”.
João Teixeira, o seu potente pé esquerdo ainda hoje ecoa pelo “relvado” do Ameal ( gostaste desta figura de estilo, Jonhy? Nem o Pessoa diria melhor!).O João está a recuperar de um problemazito de saúde e o seu médico não o quer em casa a tempo inteiro. Aos poucos, lá vai indo. Temos repórter. João, manda aí umas fotos dos estaladiços “jesuítas” de St.Tirso que é para arregalarmos os olhos e… o palato! Já sabes, é o teu trabalho de casa para amanhã: João Teixeira, capuchinho, em directo da pastelaria …jesuita!!! É verdade, e o nosso amigo Frei Hermano da Câmara ainda anda por aí? Bora lá, até Singeverga para um dedal do exótico licor!O escriba ainda por lá andou a tocar tambores num ensaio com Hermano e onde estiveram, também, Sério e Leonel, certo?!
ac
E cai a noite. Mais tempo para o recolhimento, menos dispersão, sendo que em Ti, tempo, o nosso tempo, o tempo que criaste para nós, não é:Tu és a Eternidade para que caminhamos ou … com que já caminhamos dentro.Tão simples e tanto que complexificamos. Obrigado por querer-Te, a todo o tempo, e nem sempre ter … tempo.
ac
Obrigado por este pão. Mais do que este alimento para o corpo, quero que saibas – é lógico que sabes tudo – que, hoje, sobretudo, hoje, preciso de alimento para a alma e bem sabes porquê. Tu, o Justo, a fonte da Justiça, ilumina-me o entendimento que faço dela para que, em minha legítima defesa, não incorra no seu contrário – a vingança cega – ao querer repor - como Tu, contra os vendilhões do Templo -aquela que, creio, é a verdade que mais se aproxima da Verdade que em ti bebo.
ac
Chegou o carteiro(esqueceu-se da foto!)
Publicado Outubro 23, 2008 Uncategorized Deixar um ComentárioNR-É com muito gosto que damos entrada a este correio de Frei Hermano Filipe. Por todas as razões e mais alguma.Para além do apoio que deu ao arranque deste espaço e, bem assim, a alguns arrumos de casa que serão necessários. Mas, sobretudo, porque este Convento é de todos: os que saíram e os que ficaram.Quer dizer, estamos todos, com muito agrado, “obrigados” a um só voto : o da CONVIVENCIALIDADE, em nome de Francisco, por causa do amor ao mesmo Deus em que acreditamos.
Já a seguir iniciamos um novo espaço a que chamamos “A FALA DAS GAVETAS“. Sim, ali publicaremos toda a espécie de textos de cariz literário, prosa e poesia ou outro estilo,e que permanecem adormecidos nas gavetas da vossa envergonhada criatividade!!!! E será inaugurado com o Frei Hermano.A propósito, Hermano, trata lá de enviar a tua foto.Queremos conhecer-te!
Ainda hoje, abriremos, também, a nossa Adega! Pois claro, não percam!ac
Convento de Barcelos. Frei Hermano Filipe, em directo de lá.
FREI HERMANO FILIPE
E
A HISTÓRIA VIVA QUE AJUDAMOS A FAZER
Num post aí abaixo perguntam pelo frei Hermano… o da Câmara não sei mas o da Fraternidade de Barcelos volta e meia passa por aqui.
Eu sei que muitos não me conhecem; pois, eu,a muitos também não conheço!… A não ser pelas fotografias espalhadas pelas paredes de algumas das nossas casas e, ainda assim, tira-lhes 40 ou 50 anos, a barba e o bigode e veste-lhes um hábito!
Quem sabe se além de espaço de reencontro entre os Antigos Alunos Capuchinhos, não poderá ser também espaço de encontro e descoberta [da minha parte] da história que Deus foi fazendo com a Província Portuguesa dos Capuchinhos e cada um de vós ao longo das últimas décadas.
Num mundo onde só se fala de crise financeira, crise de valores ou falta de teores, quiçá um retrocesso civilizacional, o blog do “irmão sol” possa vestir-se de arco-íris e ser espaço para cantar salmos ao sol, o irmão,, pois claro!
Vosso irmão menor e mais novo,
frei hermano filipe
Cá estamos nós para a estreia de um espaço inteiramente ao teu dispor. Quer dizer, ao dispor da criatividade que,envergonhadamente,conservaste, durante todos estes anos, na gaveta dos teus dias. Poesia, prosa, um texto experimental, o que quiseres. Qualidade, estilo ?! Por favor, interessa-nos mais … o estalo com que queiras acordar-nos o sono dos dias! Mexe-te.
Aqui vai, em absoluta estreia mundial, o nosso querido Frei Hermano Filipe. Olha só, as fotos que nos envia: O que é e… o que quer ser! Boas leitura.
FREI HERMANO FILIPE
O que sou
O que quero ser
Num mundo onde só se fala de crise financeira, crise de valores ou falta de teores, quiçá, um retrocesso civilizacional, que o blog do “irmão sol” possa vestir-se de arco-íris e ser espaço para cantar salmos ao sol, o irmão, pois claro!Vosso irmão menor e mais novo,
frei hermano filipe
Esperança
Na última carta que esperei
falavas da vida de lábios entorpecidos
aos poucos que te proíbem de morrer.
E caminhavas em cada sílaba
com tímida firmeza
recenseando as histórias da calçada.
Já não basta por isso a primavera
o aroma da luz, do vento ou quaisquer cartas.
É preciso um novo despertar
de gratuito entendimento:
vê como se espreguiçam as pétalas
abrindo o orvalho ao canto perfumado da manhã
alimenta-te dos corações gotejados do leite das mães
e senta-te na soleira da porta a cantar salmos ao sol.
Então amarás o seu reflexo
mesmo nas paredes da casa
e poderás abrir mais uma ripe da tua janela
e vestir-te de arco-íris.
Frei Hermano Filipe
26 de Maio de 2006
Este é o Dionísius que guardo na minha sala, adquirido em Roma, nas redondezas da Via Apia Antica, perto de uma Villa de Adriano, e Dante Lieri assim se chamava o seu autor. A sua textura fascina e o estar ali, bem por cima dos diversos licoreiros, em nada desafia os céus e, neles, mais do que um qualquer pândego deus, o nosso verdadeiro Deus que a tudo preside.
Creio, pois, que, desde os tempos imortais, Deus, em tudo o que fez só pensou em nós, no nosso bem estar, mesmo que, dotados da liberdade, fazendo mau uso dela, gerássemos algum ..mal-estar! Quero eu dizer, abusássemos do sumo de uva que tanta canseira nos custa.
Mas, foi o vinho que Jesus, o Cristo, escolheu para nos sinalizar o quanto connosco queria ficar. Oh, para este lindíssimo recorte do púlpito da Matriz de Mação.
Um outro pormenor riquíssimo de talha dourada da Matriz de Mação.
Eis-nos, então, chegados ao pequeno santuário dos meus licores. Em memória de minha saudosa Mãe, ali permanecem, aconchegados em delicados licoreiros – sim, o vidro, a transparência para que nos convoca é decisiva para o primeiro impulso – a tangerina, a amora, o poejo, a lúcia lima, a romã mas, também, a ginja.
Mais não são do que pretextos para as tantas conversas, celebrações intensas de continuarmos vivos, dando graças.
E tu, que aqui paraste. De que licores se faz o teu dia? Não queres partilhar uma receita? Hoje, para não se dizer que puxo a brasa, perdão o licor à minha sardinha, ergo um “Singeverga” em homenagem ao labor dos nossos amigos beneditinos. ( Vês, irmão Francisco, por que raio não descobriste tu o lemonchelo e aqui estaríamos a celebrar os doces fulgores do…Irmão limão?!).
ac
Obrigado, Senhor, por este Monte, por esta Serra do Bando . Como se nunca noite e dia tivessem lugar e, apenas, a Ti, aqui Te pudéssemos já contemplar. Obrigado por este pedacinho de Céu, que, neste momento, nesta noite, apesar de tão looooonge me fazes sentir cá dentro tão perto. Sim, estou apenas perto de ti. Ainda preciso de um monte para saber de ti. Mas sei que estou cada vez mais perto de sentir a Totalidade que És, cá bem dentro, e que cada coisa que faço à tua imagem e semelhança, pelo menos, por agora, eu bem tento.
ac
Mais uma semana a puxar pelo pessoal. A redacção confessa o seu cansaço. A “gente” inventa “números”, “espaços”, “secções”, vasculhamos no baú de todas as recordações, à espera das muitas reacções, lançando avisados e, quiçá, excessivos alertas, precauções, tipo, “eh! pessoal a ver se isto não vira passadismo balofo, estamos cá para dar conta do presente, não para fazer de conta que o passado não mexe com a gente, sim, mas que a gente é que quer que o presente conte com a gente”, etc, etc, lançamos temas, convocamos debates – neste preciso momento o escriba acaba de falar com esse grande evangelista do sec XXI, Pe Anselmo Borges ( de quem, amanhã, aqui publicaremos o seu Webangelho do Diário de Notícias ) a quem pedimos nos honre com dois ou três parágrafos sobre a importância da net como lugar de Webangelização – e, aos despois, vai-se a ver e as reacções são tão escassas.
É lógico que não podemos, e não seria justo da nossa parte, deixar de sublinhar a qualidade das participações até agora registadas. Mas… queremos mais, muito Mais. Queremos, por exemplo, encontrar muito mais gente nas Matinas, nas Vésperas, ( sim, o escriba continua à procura de um fio condutor, se calhar, rezar é mesmo “querer rezar”). Queremos, por exemplo, investir no “directo” simulado e, num minuto, tomar o pulso ao que está a acontecer na vida de cada um, para que ela possa ser partilhada por todos. Sim, somos uma tribo e se não nos preocuparmos com aqueles que nos estão mais próximos, quem é, de facto, o “nosso próximo” a quem devemos amar, como nos disse Jesus?
Pronto. Tudo isto para dizer que vai tudo para o recreio … de fim-de-semana. Toca a gozá-lo o melhor possível. A edição também não pode conhecer o ritmo intenso dos outros dias, desde logo, porque a rede da redacçao – algures , no Portugal interior - não é estável, o que faz tornar em dolorosa espera aquilo que é a alegria da esfera ( o Globo!!!), quer dizer, a rápida Web.
Voltaremos, amanhã e domingo, pelo menos, para o WEBANGELHO de Anselmo Borges, Bento Domingos e outros.
Um bom fim-de-semana. Toca a desentorpecer esses músculos emperrados, venham de lá muitos textos bem esgalhados.
ac
Neste soalheiro acordar para um novo dia, olha só, como dissipas todas as minhas dúvidas, enviando, qual estrada de Damasco acima, os sinais de que estamos no caminho certo.Obrigado, bom Deus, pelas palavras que hoje escolhemos para esta oração inicial:
SINAIS DE VIDA
Verificava-se nos encontros anuais dos antigos alunos capuchinhos que a equipa de 54 estava sempre
em maioria (se estou enganado que o digam), reparo que, de tantos, ainda ninguém deu entrada no
IRMAO SOL.Lembro alguns:Mendes, Afonso, Ventura,Zeferino, etc etc.
Apresento-me: José Campos!, nada letrado mas, de vez em quando, prometo “botar”palavra, não para ser mais um, mas porque estou
convencido que o IRMÂO SOL vai ser (para mim já é) um grande instrumento de muita paz que sinto
todos os dias ao ler e reler tudo o que lá consta.
Faço votos para que os acima referenciados dêem sinais de vida e apareçam no nosso SOL.
Um abraço para todos.
José Campos.
NR- Zé, envia, quanto antes, uma foto tua e do teu ano. É do teu ânimo que o nosso também se faz para continuarmos por aqui! Muito obrigado. Esta, foi, de facto, uma das mais compensadoras Matinas dos últimos tempos. Obrigado, outra vez.ac
E porque temos problemas de edição, aos fins-de semana, aproveitamos a embalagem e fazemos do belíssimo texto do Pe Anselmo Borges, publicado, hoje, Sábado, no DN, assim prolongando estas nossas riquíssimas Matinas.Obrigado, Senhor, outra vez!
QUEM TESTEMUNHA O QUÊ
Padre Anselmo Borges
As Conferências do Lumiar, organizadas pelas monjas dominicanas, têm como tema neste ano lectivo “testemunhar”. A mim, na abertura, coube-me o título em epígrafe: Quem Testemunha o Quê?
No plano cristão, o testemunho ocupa lugar nuclear e determinante. Jesus, diante de Pilatos, o representante do Império Romano, respondeu: “Para isto nasci, para isto vim ao mundo: para dar testemunho da Verdade. Todo aquele que vive da Verdade escuta a minha voz.” E antes da ascensão ao Céu, disse aos discípulos: “Ides receber uma força, a do Espírito Santo, que descerá sobre vós, e sereis minhas testemunhas em Jerusalém, por toda a Judeia e Samaria e até aos confins do mundo.” Na Bíblia, é infindável o número de referências ao testemunho, ser testemunha, dar testemunho.
Testemunha e testemunho provêm do latim testis (*tristis, “que está ou assiste como terceiro”, com raiz em tri, redução de tres, treyas + sto). Percebe-se assim a ligação com tribunal. Essa conexão é dada do mesmo modo em alemão, por exemplo: Zeuge (testemunha), a partir de ziehen, especialmente das Ziehen vor Gericht (levar a tribunal) e, também, Zeugnis ablegen (dar testemunho), überzeugen (convencer, levar alguém com provas a reconhecer algo como verdadeiro); Zeugnis é o comprovativo das notas dos alunos, que provam o seu esforço e saber.
Num tribunal, há testemunhas de defesa e de acusação, o que está em julgamento e um juiz. No cristianismo, Jesus, por palavras e obras, deu testemunho do que viu e ouviu de Deus, seu Pai: que é amor, e espera-se e exige-se que os cristãos dêem, por palavras e obras, testemunho do que viram e ouviram de e sobre Jesus: ele é o Messias de Deus, que revela quem é Deus para os homens e o que são os homens para Deus, com todas as consequências.
Há testemunhas que dão testemunhos verdadeiros e outras, falsos. O tribunal procurará averiguar a verdade ou a falsidade do testemunho, buscando contradições. No nosso caso, pode haver, de facto, contradição entre o testemunho dito e o testemunho pela acção. Pense-se, por exemplo, no Vaticano, no luxo do clero, na pedofilia, na avareza e na injustiça cínica dos cristãos – não contradiz a prática o que se confessa por palavras?
Por outro lado, é preciso testemunhar até ao fim. Não se pode negar o que se viu e ouviu. Foi assim que fizeram Jesus e os discípulos: testemunharam, atestaram, certificaram até ao sangue e à morte – mártys e martyrion, em grego, significam, respectivamente, mártir e testemunho ou prova. O testemunho implica coragem de ser: significativamente, outra acepção de testis (testemunha e testículo) é força varonil.
Então, dá-se testemunho de quê? Da verdade? Da beleza? Da dignidade? Da solidariedade? Da malvadez? Da vulgaridade? Da fealdade? Da injustiça?
Porque todos damos testemunho. O próprio mundo dá testemunho. Mas de quê ou de quem? Esse testemunho é ambíguo. Porque há a beleza e a ordem do mundo e também a sua desordem e fealdade. O mundo exalta, o mundo horroriza. A natureza tudo dá à luz e tudo destrói e sepulta.
O Homem recebe o testemunho e tenta decidir. O que são as filosofias e teologias e a grande música e poesia e artes senão testemunhos? Mas o mundo é racional ou irracional? Na sua raiz, está a Vontade cega? É sempre o eterno jogo do mesmo? E a História dos homens? Tem sentido? A História do mundo é o juízo do mundo, como queria Hegel – Weltgeschichte Weltgericht? A História é moral? Mas então quem dá razão às vítimas inocentes? Há uma dívida para com elas. Quem a paga? E testemunha-se perante o quê ou perante quem? Perante a consciência, perante os outros, perante a História. Mas, para quê, se tudo for devorado pelo nada? Quem é o juiz?
O mundo está em processo, e o processo ainda não transitou em julgado. Ninguém sabe o que está em questão na História do mundo e na História dos homens. A História lê-se do fim para o princípio e precisamente o fim ainda não chegou. Mas os crentes esperam que, no fim – no chamado Juízo Final -, Deus se revele como testemunha favorável a todos e juiz misericordioso. |
(Por dificuldades de edição, aqui ficam as Vésperas de ontem.São as Matinas de hoje.Mais um belíssimo texto de Frei Bento Domingos, no Público, de ontem, Domingo.Alguém quer adiantar comentários?)
ac
Mação, entardecer de Domingo.
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UM GRANDE MOMENTO EDITORIAL
Não posso deixar de começar por agradecer ao Armando Pinto o grande momento editorial que nos proporciona com a disponibilização do seu acervo documental .(Armando, esquece lá o teu 9 a Música, mas, hoje, és tu quem nos dás um grande baile. O baile de como tudo isto pode ser tão enriquecedor!).
E nem sequer quero demorar muito tempo, para não perturbar a leitura que cada um, no mais íntimo de si,vai fazer do seu enxoval, da sua família sem casos de loucura e da inexistência, em si, de notável deformação corporal, apenas convocando toda a compaixão e compreensão para as condições em que a história nos apanhou no dobrar do século que nos coube viver, na linha de um texto aqui publicado, há dias.Ou seja, devemos saber que se não podemos mudar o passado, podemos, isso sim, mudar a forma como olhamos para ele.Eu quero olhar para ele com toda a ternura deste mundo.
Façam chegar as vossas leituras. Sigam o exemplo do Armando.Toca a subir aos tantos sótãos onde jazem, tão sós, abandonados, cheios de mil pós, os documentos que nos podem ajudar a dar a volta aos tantos passados. Tudo porque aqui estamos, vivos, desempoeirados.Bem presentes no nosso presente!
Obrigado, bom Deus, por este momento de oração.É, assim, que, hoje, fazemos desta carta as Vésperas que Te dedicamos.
ac
ARMANDO PINTO,OUTRA VEZ!
Amigo Colaço e Equipa do blog Irmão Sol.
Partilha.
Cá volto eu, a este lugar de (re)Encontro, enquanto não aparecem mais… e outros possam ganhar ânimo.
A propósito, eu conheci este blog por mero acaso, numa deambulação no Google. Em tempos tinha descoberto locais do género de antigos alunos de outras Ordens e há muito que pesquisava com esperança de possível aparecimento de algo nosso… Por isso, em virtude de muita gente ainda nem sonhar com esta existência, em especial dos que nunca foram fisicamente aos encontros de convívio, como eu aliás, julgo (como o Agostinho Vaz já sugeriu também) que deveria ser enviada uma carta a todos, a dar notícia do blog, como fazem na convocatória anual para a realização do Encontro.
(NR-Atenção, dirigentes da AAAC!).
Já adquiri o livro dos 50 Anos dos Capuchinhos em Gondomar, que me tocou profundamente. E tive a grata surpresa de ver que o autor é o Frei Albino, anteriormente chamado pelo nome com que professou, Padre Donato de Ourém. Ora o Pe Donato foi quem esteve ligado ao meu conhecimento sobre os Capuchinhos e teve directa responsabilidade na minha ida para o Seminário. Ele veio à minha paróquia, a S. Tiago de Rande (concelho de Felgueiras – diocese do Porto) como “pregador” para a festa paroquial do Padroeiro e da Comunhão Solene, em 1964, aquando da minha Comunhão e Profissão de Fé. Ele então aproveitou para fazer uma captação de possíveis vocações, tendo-se logo inscrito algumas crianças, das quais, no entanto, nesse ano, apenas, o meu primo Rosário chegou a ir para o Seminário e depois (porque, sendo mais novo um ano, só em 65 terminei a escola primária), no ano seguinte fui eu… até que, volvido um ano mais, o meu irmão me seguiu as pisadas.
Já passaram tantos anos, que as imagens se diluem e confundem na retina e no subconsciente. Não adiantando considerações, que o tempo varreu. Interessando o presente, mas sem esquecer o passado, como vou mostrar a seguir.
Assim, depois de há dias ter enviado aquele texto e respectivas fotos de enquadramento, envio, desta feita, imagens de algumas “papeladas” das minhas recordações, que guardo, religiosamente, do que retive, como do que meu pai guardou e eu preservo, por minha vez. De cuja colecção dou aqui três exemplos, do que possuo.
Em primeiro lugar:
Carta, dirigida a meu pai, assinada pelo Padre Vitor de Oleiros – que me recebeu e foi o meu 1º Director – missiva essa que fala por si:
A seguir, desdobrável com as disposições para a entrada, contendo rol do enxoval:
Uma das comunicações de notas e da conta a pagar (com assinatura do meu 2º e último director, P.e Fernando Pereira):
Alguém que diga mais alguma coisa, de sua justiça.
Por que não, através de quem tenha acesso à biblioteca e arquivo, também fazer-se com que apareçam aqui imagens e transcrições de recordações da antiga revista do Seminário de Gondomar ( “Jardim seráfico”, onde eu, ao que me recordo, também colaborei em 1967 e 68, salvo erro), bem como dos tomos das memórias da ordem, fotos dos álbuns, etc. etc. Sem esquecer colaborações pessoais de todos os nossos antigos companheiros, obviamente.
SUGESTÃO FINAL
Já agora, para que todos continuemos irmanados e inteirados em tudo, por que não, sugeria que alguém desse ainda uma panorâmica da situação actual de todos os membros da ordem, ou seja os senhores Padres que ainda estão vivos (com indicação do ano de entrada no Seminário, para melhor identificação), os que entretanto se desligaram, por qualquer motivo (matéria que nunca deve ser olvidada, sem falsos pudores) e os já falecidos. Em todos os casos com os nomes de baptismo e profissão, por motivos óbvios.
Até sempre.
Armando Pinto
Leitura/Mais espiritualidade menos stress
Publicado Outubro 28, 2008 Uncategorized Deixar um ComentárioÉ uma notícia da Lusa acabada de chegar. Dá para reflectir. Ou, de como por aqui, onde, só, aparentemente, parece que o que nos une é o passado, aqui estamos, com esta e outras leituras, a demonstrar que, sem o temer, sem o esquecer, ele jamais nos impedirá o alcance do presente que nos cabe viver. Comentários, venham eles!
ac
Penafiel, 28 de Out (Lusa) – As sociedades actuais estão a transformar-se num “grande manicómio global” tão grande vai ser, no futuro, o número de pessoas afectadas por doenças do foro psíquico, defende o psiquiatra e investigador brasileiro Augusto Cury.
“O mundo vai ser um grande hospital psiquiátrico. As doenças vão aumentar, não tenho dúvida nenhuma”, disse, em entrevista à Lusa, após uma conferência que realizou em Penafiel.
O psiquiatra tem-se notabilizado internacionalmente por estudar os temas relacionados com os processos de construção do pensamento, com a inteligência humana e com o funcionamento da mente.
Em Portugal, Augusto Cury celebrizou-se com a publicação dos livros “Filhos Brilhantes, alunos fascinantes” e “Pais brilhantes, professores fascinantes”, considerados “best-sellers” dado o elevado número de exemplares já vendidos.
“O modelo de sociedade actual transformou-se numa fábrica de pessoas stressadas e ansiosas”, que apresentam sintomas como a irritabilidade, a impaciência, a intolerância e pensamentos antecipatórios”, explicou.
Para o investigador, não espanta que um número crescente de pessoas tenha dores de cabeça e musculares, queda de cabelo, fadiga, défice de concentração e défice de memória, sintomas que, sublinha, decorrem muitas vezes do modo de vida agitado que têm.
“O normal é ter essa sintomatologia, o anormal é ser tranquilo, sereno, trocar experiências de vida com as pessoas que nos rodeiam, não ter medo das nossas lágrimas diante dos nossos filhos, não ter medo dos nossos fracassos, não ter medo de falar deles diante dos nossos alunos”, disse.
Augusto Cury considera que a situação se agravou nas últimas décadas, marcadas pela globalização da economia, mas também a globalização da informação, que conduz àquilo que diz ser o “Síndrome do Pensamento Acelerado”.
“No passado, o número de informações dobrava a cada 200 anos, hoje dobra a cada cinco anos e vai dobrar a cada ano na próxima década. O excesso de informações é registado no córtex cerebral pelo fenómeno RAM – Registo Automático da Memória – e tem produzido uma nova síndrome, que eu tive a felicidade de descobrir, que é saber que grande parte da população mundial, das crianças aos adultos, é acometido por ela. Chama-se Síndrome do Pensamento Acelerado, que é uma agitação mental, uma inquietação mental e um défice de concentração mental”, explicou à Lusa.
Segundo o psiquiatra, as pessoas são hoje mais inseguras do que eram no passado, “mas o verniz demonstra que elas são falsamente seguras”: “Elas vendem a imagem de que está tudo bem, vendem a imagem de que a sua vida não tem conflitos, mas, por dentro, estão chorando”.
Augusto Cury insiste em que “a sociedade moderna tomou o caminho errado”, porque as pessoas têm cada vez mais uma vida exteriorizada e não sabem “desenvolver a arte da introspecção, da observação, da capacidade de pensar antes de agir, de se colocar no lugar dos outros”.
O psiquiatra diz que as pessoas conseguirão um maior equilíbrio emocional “se derem ao outro sem esperar demais o retorno, se entenderem que uma pessoa que fere é uma pessoa ferida e se nunca exigirem dos outros o que os outros não podem dar”.
Augusto Cury alerta também para os perigos de hierarquização dos alunos nas salas de aula, que pode gerar traumas que se perpetuam para a vida toda.
“A hierarquia intelectual bloqueia a espontaneidade, o debate de ideias e o trabalho de equipa. Parece incrível, mas no mundo todo a escola, que deveria ser promotora da inteligência da arte de pensar, tem gerado bloqueios psicológicos e traumas”.
O psiquiatra aconselha os professores a estimular os seus alunos, sentando-os em forma de U ou em círculo, “para que olhem nos olhos uns dos outros e desacelerem os pensamentos, diminuindo a intensidade da síndrome do pensamento acelerado, ao mesmo tempo que “melhoram a concentração e o rendimento intelectual”.
O investigador, que tem obras publicadas em mais de meia centena de países, apresentou em Penafiel, o livro “O Código da Inteligência – Formação de Mentes Brilhantes”., onde propõe uma nova teoria sobre a inteligência humana, afirmando-a como “o caminho para melhorar o potencial de cada um, abarcando de forma interdisciplinar as áreas da psicologia, do intelecto, da emoção e da espiritualidade”.
O psiquiatra aponta no seu novo livro “doze leis fundamentais” para as pessoas mudarem a sua qualidade de vida, propondo “um caminho menos agitado e stressante” e um diálogo permanente com o eu”.
Lopes Morgado tira o Chapéu a Armando Pinto
Publicado Outubro 28, 2008 Uncategorized Deixar um ComentárioFrei Lopes Morgado
Meu caro Armando Pinto,
acabo de ler o teu [também posso, por TU?] belo testemunho,
em que, além do mais, abres o baú dos registos da tua passagem
pelo nosso Seminário de Gondomar. Já não me apanhaste lá, pois
só lá estive como professor de 1961 a 1965 (fui ainda como diácono,
com 22 anos e meio, tendo sido ordenado quando lá estava, em 6 de
Agosto de 1962) ano em que fui dirigir a revista Bíblica em Lisboa…
Nem imaginas como a lista do enxoval mexeu cá dentro… Olha,
no meu tempo ainda levávamos camisas de dormir (as minhas
irmãs muito se riram, quando leram a lista!); e os fatos, as gravatas,
as meias e o chapéu (!!!) eram pretos. Como gostaria hoje de me rir
de mim assim vestido, com chapéu preto na cabeça, aos 11 anos!
NR_Aqui vai a estreia do You Tube no IS.Para animar.
Claro, não fazia sentido continuar com isso, tanto mais que nos
esperava vestir um hábito castanho a partir do Noviciado… Por isso,
no papel enviado ao teu pai, o padre Vítor emendou à mão “de cor”
onde dizia “preto”. Os tempos já eram BEM outros…
Mas eu só vinha para responder à TUA SUGESTÃO final,
de informarmos acerca dos padres da nossa Província…
Uma vez que dizes ter o livro sobre Gondomar, sugiro que vejas nas pp.
142-143 a lista dos frades (padres ou não) que estiveram em Gondomar e
que entretanto faleceram ou saíram da Ordem. Só falta lá um, por esquecimento:
o frei Júlio Loureiro, da minha terra (Areias de Vilar – Barcelos), que até lá
foi ordenado mas saiu por doença e foi integrado no clero da arquidiocese de Braga,
sendo actualmente pároco em três freguesias do concelho de Barcelos.
Embora não fale de todos, nem da data da sua entrada no Seminário, aparece
o seu nome de baptismo e de profissão (os que ainda mudaram o nome) e
fala certamente daqueles que terás conhecido e estiveram mais ligados à tua
passagem pela nossa vida. Concretamente, dos que surgem nestes documentos.
Para saber mesmo de todos, só o livro
OS CAPUCHINHOS EM PORTUGAL
(1939-1989)
memória de um cinquentenário
escrito pelos padres Francisco Leite de Faria (da Academia Portuguesa da História,
já falecido) e Fernando de Negreiros (muitos anos Secretário e Ecónomo Provincial,
bem como um dos primeiros directores da revista BÍBLICA).
Terei muito gosto em oferecer-to, se disseres a morada.
Um abraço do
frei Lopes Morgado
NR – O escriba de serviço não resiste a meter aqui uma colherada. Nesta foto muito antiga de Cardigos, freguesia do concelho de Mação, na rua à direita, existia a loja do Sr. Joaquim Mata. Foi lá que minha querida e saudosa Mãezinha terá adquirido parte das peças do meu “enxoval” com a ajuda de mão amiga, algures, muito longe dali, respondendo, assim, aos meus insistentes pedidos de querer ir para o seminário, “nem que fosse preciso pedir de porta em porta”, nomeadamente, para arranjar … o enxoval. Não saberia ainda, como nenhum de nós, que , para além do Nº do BI, de Contribuinte, da tropa, etc, 406 seria o nº que ela bordaria nas muitas peças de roupa com que vestiríamos a nossa vontade de sermos padres…
ac
Sabes como me apetecia o aconchego e o silêncio que uma qualquer das nossas muitas capelas conventuais possibilitaria e, no entanto, Senhor, como quero, cada vez mais, descobrir-te no ruído da rua, no desencontro das vontades, nos pequenos egoísmos que magoam,e, no entanto, quanta deriva, quanta incerteza, quanta dúvida, se eu ou eles é que verdadeiramente estão contigo, do teu lado, ao Teu encontro, sendo que não os sentindo comigo julgo ver nisso uma distinção que não me confirmas…
Diz-me de que é feita a tua Voz, ajuda-me a desatar estes nós e, no entanto, sinto-Te, não estamos sós….
ac
Clique para ampliar
Senhor, aqui estou, aparentemente só, retomando aquela ideia em que Te convoco para que me ilumines sobre o sentido desta oração que, sabes bem, desejava tanto pudesse ser partilhada por todos porque eu, pura e simplesmente, não sei rezar e ao apelar à participação é porque quero aprender. Não sei o que se passa, só sei falar Contigo, assim, deste jeito, clicando no qwert deste computador, só, aparentemente, frio, mas, desde logo, quente, porque feito com a sabedoria de que nos dotaste.
Estamos quase a cumprir um mês na net e, de facto, não sinto que os meus companheiros sintam vontade de vir até aqui, falar Contigo. Persistem em evocar o passado como se mais presente entre nós não houvesse. Algum narcizismo da minha parte, sendo que as chaves desta capela - o nosso email- estão nas suas mãos? Diz-me do que é que eles te falam quando falam contigo, diz-me que me cale de uma vez por todas e deixe que o teu Espírito actue. Diz-me que não quero forçar ninguém e que cada vez mais quero sentir-me apenas um simples instrumento da tua paz e que a cada mail/prece que vier, só me competirá deixá-la aqui na silenciosa cadeira, genuflectório , o que quiseres, desta perfumada e nética capela.
Ajuda-me a perceber que foi tão bom fazer esta caminhada que leva quase um mês – para a semana, terça-feira, 4 de Novembro, um mês depois do aniversário do nosso oitocentista “seráfico Pai S. Francisco” ( lembro-me sempre do nosso saudoso provincial António Monteiro ) - ter descoberto tantos amigos com tanto para contarem, não só do seu passado, como do presente dos seus dias e perceber neles a vontade de fazerem deste sítio um lugar que os ajude a jamais ficarem sitiados, indefesos, sózinhos, como que ignorados, sem qualquer ligação com uma significativa parte da sua história.
Como é bom, passados todos este anos, sabermos, a cada dia que passa por onde é que andamos, o que é que cada um de nós faz, os seus êxitos e sucessos e, bem assim, que podemos contar com todos para partilhar e superar os fracassos e insucessos.
Obrigado, Senhor, por poder saber-Te aqui.
Olha, para celebrar a Tua presença, chega mais um documento, precioso, do ano de 1949/50, no Ameal. Enviada pelo Frei Lopes Morgado, que aqui iniciava o seu primeiro ano. Não consigo descortiná-lo, para já, mas é uma tarefa que proponho, como desafio , a todos os que, do seu ano ou outros, ainda entre nós, felizmente, o possam fazer. Não só que o descubram a ele e sim a cada um de vós que ali estais!!!
ILUMINA, SENHOR, AS VONTADES DOS NOSSOS AMIGOS PARA QUE COLABOREM EM CHEIO NA
COMEMORAÇÃO DO PRIMEIRO MÊS DO IRMÃO SOL!
ac
Nesta rendilhada manhã de mil gotas tecida, que ideias, que anseios, que receios, páram-arrancam, no condicionado asfalto das mentes que tardam em libertar-se dos mil e um semáforos que, em si, trazem fixados, intermitentes …
Um dia virá em que á agua, ah! a água, como boa condutora, nos deixará a todos menos doentes.
antónio colaço
NR – O Irmão Sol não pode parar. Nem que tenha de alimentar-se convocando outros lugares. Onde se fala mais do presente, sem que o passado dali esteja ausente. É o que agora se faz, aproveitando o escriba para dar conhecimento de um outro lugar que a todos aconselha a … visitar. /E não é que rima e tudo, e tudo!!!
Desculpa, Armando, mas, antes da tua carta vamos assinalar o exacto momento em que, com ela, se cumprem 100 posts ( textos, digamos ) editados aqui no irmão sol!!!Como que para comemorar, repararam que o Frei Hermano Filipe já conseguiu colocar o nosso Francisquinho no cabeçalho. Estamos a melhorar o aspecto da casa embora o que nos preocupa, para já, é assegurar a qualidade e continuidade do seu recheio. E pronto, é só o que há para dizer!A todos os que têm colaborado, obrigado, aos que se preparam para o fazer, bamos,lá, carago!!!! ac
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A missiva do Frei Lopes Morgado deixou-me embasbacado, faltando-me, de momento, palavras para dizer como apreciei a sua reacção. Sinceramente, contava que antigos colegas dissessem alguma coisa, mas, afinal,, foi o Frei Morgado, o que me tocou mesmo profundamente.
Obviamente, pode e deve tratar-me por tu.
Nem valerá a pena querer dizer muito mais, agora, a não ser que nestas ocasiões não sabemos transmitir quanto queremos mesmo dizer, mas todos entendemos, não é.
Apressei-me a enviar-lhe uma mensagem com o meu endereço e, desde já, lhe digo que lhe vou remeter dentro de dias dois dos meus livros, dos que ainda possuo alguns exemplares disponíveis, assim como ao amigo Colaço (envia-me o teu endereço postal, O. K.), que conheço apenas pela sua grande obra que é este espaço de encontro, mas é como se conhecesse desde sempre por tudo o que une quem passou pelo Seminário dos Capuchinhos…e, no caso, o que mais nos está a cativar – este convívio humano e espiritual.
( NR-Para que o Frei Morgado não se zangue comigo, ficas, também, a conhecer o escriba! ac)
Pois o Frei Lopes Morgado, embora naturalmente não se lembre (já que eu era um miúdo, entre tantos que por ali andávamos), ainda o conheci, mas como Padre Agostinho, num retiro que ele dirigiu em Gondomar, talvez por volta de 1967 ou 68, salvo erro na semana do Carnaval… ou algo do género. Reconheci-o pelas fotografias do livro. E, nas minhas pesquisas, como por vezes dou largas à minha curiosidade, já descobrira em tempos o seu apego ao coleccionismo de presépios, tendo mesmo conseguido formar um museu alusivo. Daí que, como sinto apreço por essas coisas, o admirasse por tamanho entusiasmo, embora sem imaginar que ainda comunicaríamos, como agora. Isto, porque apesar de tudo (como disse numa anterior comunicação), o que se relacione com os Capuchinhos sempre mexeu comigo, continuando a ser algo especial para mim.
Até sempre.
Armando Pinto
MUSEU DO PRESÉPIO.Entrai, pastorinhos, entrai!
Publicado Outubro 30, 2008 Uncategorized Deixar um Comentário
A REDACÇÃO DO IRMÃO SOL, APELA A TODOS OS SEUS LEITORES E AMIGOS – E AOS AMIGOS DOS AMIGOS DELES – PARA QUE SE EMPENHEM EM TORNAR ESTE MUSEU UMA REALIDADE.
SÓ QUEM AINDA NÃO DEU PELO LABOR DE FORMIGUINHA DE FREI JOAQUIM LOPES MORGADO
É QUE PODE FICAR INDIFERENTE.
VOLTAREMOS A ESTE ASSUNTO.NO FINAL DO TEXTO ESTÁ O Nº DE CONTA
PARA ONDE PODEM E DEVEM ENCAMINHAR
OS VOSSO CONTRIBUTOS.
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PREPARANDO O
MUSEU DO PRESÉPIO
NO CENTRO BÍBLICO DOS CAPUCHINHOS, EM FÁTIMA
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Este documento é complementar de um PowerPoint museu do presépio.
( NR – Iremos enviá-lo, por mail, a todos)
Pretende dar a conhecer a Colecção de Presépios que temos vindo a fazer desde 1993 até hoje, e falar-lhe dos passos que, neste momento, devem ser dados para garantir a sua preservação e dignificação, pondo-a ao serviço do público – donde veio, na sua maior parte, por muitas doações de Famílias e particulares e ofertas de vários artesãos. O objectivo último é, mesmo, a construção de um museu do presépio, com o projecto que apresentamos no PowerPoint. Podemos contar consigo?
A Colecção de Presépios
- No Centro Bíblico do Capuchinhos, em Fátima, sito na Avenida Beato Nuno, nº 407, existe uma Colecção de mais de 770 Presépios de 60 países, que vem sendo recolhida, valorizada e acrescentada desde 1993.
- Os países representados são os seguintes: África do Sul, Alemanha, Angola, Argentina, Áustria, Bangladesh, Bélgica, Bolívia, Brasil, Bulgária, Cabo Verde, Canadá, Chile, China, Colômbia, Croácia, Egipto, El Salvador, Equador, Eslovénia, Espanha, Estónia, Filipinas, França, Grécia, Guatemala, Guiné-Bissau, Haiti, Holanda, Irlanda, Israel, Itália, Japão, Luxemburgo, Madagáscar, México, Moçambique, Níger, Palestina, Paraguai, Peru, Polónia, Portugal, Quénia, República Checa, Ruanda, Rússia, São Tomé, Senegal, Suíça, Tailândia, Tanzânia, Timor-Leste, Tunísia, Turquia, União Indiana, Uruguai, Venezuela, Zaire e Zimbabué.
3. Em Setembro de 1993, quando vim de Lisboa para Fátima, trazia comigo apenas um Presépio ladeado pelas figuras de S. Francisco e Santa Clara de Assis, e uma imagem de Nossa Senhora da Palavra – tudo obras do artesão José Franco. Dois anos depois, no Natal de 1995, fiz a I Exposição com mais de centena e meia de peças, na sala de jantar do Centro Bíblico. Dei-lhe como título “O EVANGELHO DA VIDA”, a propósito dos 9 meses da Encíclica homónima de João Paulo II, assinada a 25 de Março do mesmo ano, solenidade da Anunciação do Senhor.
4. Quase espontaneamente, a Colecção foi crescendo graças a muitas doações particulares e a ofertas de vários artesãos. De Novembro de 1997 a Janeiro de 1998, as peças principais foram disponibilizadas para uma II Exposição no Museu da Olaria, em Barcelos, no contexto da abertura do triénio preparatório para o JUBILEU DA ENCARNAÇÃO, no ano 2000. O título dessa Exposição, que integrava outras Colecções, foi apenas PRESÉPIOS. Para as pp. 7-16 do Catálogo, escrevi o texto “PRESÉPIO – História, Fé e Cultura”.
5. O interesse e o êxito despertados por esta Exposição, levou-me a manter esses Presépios disponíveis ao público, na dependência da nossa Casa onde se encontram actualmente. Entretanto, as entrevistas e reportagens saídas nalguns meios de comunicação social, fizeram chegar vários pedidos de cedência da Colecção para Exposições similares. Mas, sobretudo porque todos os pedidos eram para a época do Natal, quando a Colecção é mais visitada por bastantes grupos e Escolas, esse empréstimo foi sendo negado.
6. Em Setembro de 1999, ao ser-me concedido um ano sabático, findo o qual era previsto vir a integrar a Fraternidade de Gondomar, resolvi expor permanentemente esta Colecção, confiando a toda a Província Portuguesa dos franciscanos Capuchinhos, nomeadamente à Fraternidade de Fátima, o seu cuidado e manutenção. Porém, ao ficar suspensa a minha ida para Gondomar em Julho de 2000, regressando a Fátima voltei a interessar-me pela Colecção e foi-se afirmando cada vez mais a ideia de se pensar num MUSEU DO PRESÉPIO.
7. De 08 de Novembro de 2006 a 02 de Fevereiro de 2007, uns 30 Presépios foram excepcionalmente disponibilizados ao Colégio S. Miguel, de Fátima, para uma III Exposição na sua “Galeria S. Miguel”, no centro desta cidade. Na ocasião, a Galeria mandou imprimir em postal, para venda, seis dos Presépios expostos. Segundo o relatório final apresentado, foi das Exposições mais interessantes e concorridas naquela Galeria. No Natal de 2007, o Colégio voltou a pedir outros Presépios para nova Exposição; mas, por coincidir com a época de mais visitas, e dado a Galeria também ser em Fátima, achou-se melhor não renovar o empréstimo, pois estas duas razões tinham sido dadas a outras pessoas e instituições com igual interesse na cedência da Colecção para o mesmo efeito.
8. Mais 19 Presépios foram cedidos para o livro “Um Menino chamado Natal”, de Joaquim Franco, editado em Lisboa em Dezembro de 2006 pela Sociedade Bíblica de parceria com a Lucerna. A experiência não foi satisfatória, mas veio dizer-nos, tal como a referida no ponto 7, a vantagem de nós próprios editarmos imagens de alguns Presépios da Colecção, como forma de apoiar economicamente a construção e manutenção do futuro Museu.
9. A grande maioria das obras existentes nesta Colecção são ofertas de pessoas amigas, conhecedoras do gosto que desde sempre nutro pelo tema do Presépio, bem como de vários artesãos. A pouco e pouco, esse grupo foi-se alargando a muitos visitantes, que se aperceberam do interesse artístico e cultural de uma Colecção destas e das suas possibilidades para a Evangelização acerca do Natal e da Vida. Também os Irmãos Capuchinhos, de Portugal e do estrangeiro, foram manifestando a sua simpatia e o apoio, sendo já bastantes os que trazem um novo Presépio para esta Colecção quando se deslocam dentro ou fora do nosso País ou quando nos visitam.
10. A multiplicação quase espontânea do número de Presépios, fez com que, nos últimos dois anos, a maior parte deles tenha ficado nas suas caixas ou sacos de origem à espera de espaço para serem expostos.
11. Chegou, pois, o momento de criar um espaço condigno, que os preserve de qualquer degradação, permita divulgar a sua existência e possibilite organizar uma Exposição permanente e outras temporárias, cumprindo os objectivos que há muito nos propusemos e temos divulgado junto dos amigos e visitantes, tornando essa visita mais agradável e proveitosa.
O Museu do Presépio
- Convém ter em conta que, ao situar-se num complexo chamado “Centro Bíblico dos Capuchinhos”, esta Colecção é mais uma oportunidade para a formação cultural e religiosa de quem o frequenta para cursos, retiros, actividades bíblicas, dias de reflexão ou simples hospedagem em dia de Peregrinação a Fátima. Deve, por isso, ser de fácil e rápido acesso a essas pessoas geralmente com pouco tempo disponível à margem do programa dos grupos em que se integram.
- Do espaço em que se integra, também faz parte um Jardim Bíblico, único no género em Portugal, com idênticos objectivos culturais, religiosos e de interiorização da mensagem proporcionada pela simbólica das árvores na Bíblia. Estas, além do nome científico e em português, serão acompanhadas por uma referência bíblica e outras sugestões constantes de um catálogo a organizar. Vai ser criada uma sinalética exterior, visível da Avenida Beato Nuno, que oriente os interessados para os vários pólos do CENTRO BÍBLICO DOS CAPUCHINHOS: Hospedaria, Difusora Bíblica, revista Bíblica, Fraternidade dos Capuchinhos, Jardim Bíblico e Museu do Presépio.
- O espaço destinado ao Museu é o mesmo onde actualmente se encontra a Colecção, junto à porta de entrada da Fraternidade dos Capuchinhos, do lado da capela do Centro, tendo em conta as condições de acessibilidade de grupos, sobretudo de crianças, adultos e deficientes motores e a sua ligação com as outras propostas, sobretudo o Jardim Bíblico, mesmo em frente.
- Irá haver uma Exposição permanente, limitada a pouco mais de metade das peças actuais, dada a impossibilidade de fruir da contemplação de um número maior no tempo razoável para uma visita. As outras peças serão guardadas em gavetões na parte inferior das estantes, de modo a facilitar a organização de Exposições temporárias sobre vários temas, como:
- Presépios de Portugal
- Presépios da Europa
- Presépios da América Latina
- Presépios de África
- S. Francisco e o Presépio.
- O Projecto, realizado pelos arquitectos Mário Marques e Pedro Pinto, da Firma J. Bragança – M. Marques, Arquitectos. Lda, com sede em Gondomar, pretende criar a intimidade de uma gruta (que sugira às pessoas interioridade e reflexão), tendo no centro da sala principal um hexágono em aço e acrílico assente no centro de uma Estrela de David, que é acompanhada no tecto por pontos de luz incidindo no chão. Na sala mais pequena, um vídeo mostrará todos os Presépios da Colecção, ou pelo menos um número bastante mais alargado que o exposto. No exterior, um azulejo com S. Francisco e Santa Clara adorando o Menino Jesus, numa gravura de Pier de Lode (séc. XVII), que se conserva no Museu Franciscano dos Capuchinhos, em Roma, depois reproduzida em pintura por Josefa de Óbidos, evocará o Jubileu da Encarnação nos 2000 mil anos do Nascimento de Jesus. Na obra, pretende-se juntar a qualidade e beleza da concepção à simplicidade das soluções, exigida pela exiguidade do espaço e pedida tanto pelo tema da Exposição como pela Ordem que a suportará.
- A quem deseje apoiar a construção do Museu com uma prenda já neste Natal, indicamos o nº da conta da Fraternidade dos Capuchinhos de Fátima: NIB 003503040000660713006 ♦♦♦ Nº 0304006607130 – Caixa Geral de Depósitos, Fátima. E também um cupão que pode preencher com a quantia da sua oferta, a fim de lhe ser enviado recibo para desconto no IRS, quando o seu depósito for registado e comunicado por aquela instituição bancária.
- Desde já o nosso muito obrigado, com votos de um Santo Natal e um Bom Ano 2009 para si e para os seus. E também a nossa prenda antecipada: o PowerPoint MUSEU DO PRESÉPIO, com algumas imagens do Projecto e dos Presépios, para que os nossos visitantes e amigos se entusiasmem também com a ideia e pensem no melhor modo de valorizarmos esta Colecção e de apoiarem a construção do Museu do PRESÉPIO.
Frei Lopes Morgado
Fátima / Centro Bíblico dos Capuchinhos
Era certo e sabido: amanhã, dia de Todos os Santos, teria de acordar mal dormido. Eu e os meus companheiros de despreocupada infância do Bairro do Quintal da Estrada, lá para as bandas de Cardigos, freguesia de Mação, já bem no coração da Beira Baixa, como o meu alto alentejano natal, Gavião, quase a perder-se no horizonte.Esperava-nos a madrugadora aventura de descer à Lameirancha, pequeno lugarejo ali à mão, regressar e subir à ingreme sede da vila. Tudo isto em demanda das saborosas broas de mel, broas de milho, alguns chupas de açúcar caramelizado, bem cheirosos marmelos e alguns centavos, também.
“Bolinhos, bolinhos, às portas dos seus santinhos“!!!Depois do minuto de expectativa lá se abriam, prazenteiras, as donas de casa, arregalando os olhos para as nossas bolsinhas, pequenas maravilhas em retalhos ( patchwork, como agora se diz!) e que as nossas atentas Mãezinhas confeccionavam, aos domingos, em demoradas e colectivas tardes de costura junto à Capelinha das benditas alminhas.
Maria, temos de ir ao Jumbo, comprar os rebuçados para os pequenos heróis que ainda resistem.
Amanhã, em Mação, resistindo a todos os atentados, os que por cá vamos existindo e insistindo em não querermos perder o contacto com as nossas raízes, é o Dia Maior, a Feira de Todos os Santos. Venham daí!
Bom dia de todos os Santos.
ac
Sei que detestas ser o deus que dá jeito, mas, obrigado, pelo pedacinho de rede com que me ajudas a começar esta enregelada e enevoada manhã.
Bom Deus, obrigado, pela oração do Pe Anselmo, no DN de hoje.
ac
DIAS DE ANIVERSÁRIO: 1 E 2 DE NOVEMBRO
Anselmo Borges
Padre e professor de Filosofia
Nas nossas sociedades tecnocientíficas e urbanas, a morte é tabu, mas permite-se que todos os anos, nos dias 1 e 2 de Novembro, os mortos regressem: são os dias dos mortos. E os cemitérios enchem-se de vivos, numa saudade sem fim. A palavra saudade talvez venha de solitate (solidão) – talvez melhor, de salutem dare (saudar). De qualquer forma, do abismo sem fundo da nossa solidão, ergue-se uma prece, mais religiosa ou mais laica, pelos mortos: estejam onde estiverem, que estejam bem! É o aniversário dos mortos, no sentido etimológico (annus+vertere): o que volta cada ano, todos os anos. Se pensarmos bem, não é o aniversário dos mortos, mas apenas dos vivos, que, cada ano, recordam os mortos. Para os mortos, precisamente porque apanhados pela morte, já não há aniversário.
É por isso que, na celebração do aniversário, há algo que remete para a metafísica. Como escreve o filósofo P.-H. Tavoillot, “lembra-nos que há um princípio e um fim e que, na aparente repetição das estações, se esconde um fio cada vez mais curto e ténue”. Lá está o que se encontra na maior parte das lápides dos túmulos: a data do nascimento, frequentemente com a indicação de uma estrela – ter vindo à luz do mundo – e a data da morte – entre nós, a maior das vezes, com um sinal da cruz. Daí a diferença com que as crianças e os adultos encaram a festa de aniversário: os primeiros sonham exaltados com as prendas; os outros, sobretudo com o avanço da idade, tomam consciência do cutelo do tempo. O mistério do Homem é o tempo e a morte.
Foi também com Tavoillot que aprendi que a celebração do aniversário é recente. Antes, com este nome, o que se celebrava não era o dia do nascimento – aliás, antes da generalização do registo civil, a referência a esse dia nem sempre era exacta -, mas o dia da morte, concretamente dos mártires, chamado dies natalis (dia do nascimento).
A Igreja opunha-se à celebração do nascimento. Para Santo Agostinho e outros Padres da Igreja, celebrá-lo significaria, por um lado, ligar-se a práticas pagãs e, por outro, lembrar a vinda ao mundo de um pecador. Ora, exceptuando Jesus, Maria ou João Baptista, não havia “qualquer razão para alegrar-se!”
Aí está a razão de, ainda hoje, mais em países de influência protestante, como a Alemanha, estar presente a tradição de os católicos festejarem o dia do nome (Namenstag): nome do santo patrono a quem o recém-nascido foi confiado. O tempo efémero ficava ancorado na eternidade.
Ao pôr em causa o culto dos santos, “o protestantismo abriu a via do novo aniversário”: atente-se nas palavras alemã – Geburtstag – e inglesa – Birthday -, com o significado explícito de dia do nascimento. Agora, a vida do indivíduo tem consistência própria e não já em referência a uma realidade superior. Mesmo entre os católicos, lentamente a festa da celebração do aniversário natalício impôs-se, e lá estão a família e os amigos e os presentes e o bolo do/da aniversariante e as velas e o canto universal do Happy Birthday to You, cuja letra remontará a 1924, mas a música a 1893.
No quadro da secularização e do individualismo, é um modo de dar sentido e consistência a uma existência que se sabe efémera e mortal: “Pelo menos uma vez por ano, o fluxo quotidiano que cada um vive tenta transformar-se em destino e até em epopeia. É uma maneira profana de dar sentido ao curso da vida.” Assim, as crianças aprendem a viver; os adultos, a envelhecer; quanto aos velhos, “é um modo de os honrar”, pois, num mundo de exaltação da juventude e do êxito, “a performance suprema não é envelhecer?”.
Para tentar explicar o espaço e o tempo como formas da sensibilidade, segundo Kant, desafio os estudantes a captar as coisas sem o espaço e a narrar a sua vida sem o tempo. Impossível! Aí está a razão por que a morte e o seu depois, porque para lá do espaço e do tempo, são completamente irrepresentáveis para nós. Depois da morte, para os mortos, já não há aniversário, porque, com a morte, sai-se do tempo e entra-se na eternidade. Na eternidade do nada ou na eternidade de Deus. Espero que na eternidade do Deus vivo e infinitamente bom.
Aparentemente, um pôr-do-sol, normal, como tantos outros. E no entanto, especial, porque Te descubro nele, Senhor, para celebrar o quanto és tão Especial para nós. Algures, na Beira Baixa, tão à beira de Ti, tão à beira do Alto, Tu, que de nós, sempre te abeiras. Obrigado por este fim-de-tarde, tão especial, como todos os outros, afinal, porque Tu és mesmo e sempre Especial.
“A vida humana é uma evolução contínua. Se a morte fosse a última palavra, a pessoa humana estaria a evoluir para o nada. A fé consiste em acreditar que a personalidade de cada um de nós está inscrita no eterno amor de Deus que nenhuma morte poderá vencer”
É esse o convite para a reconfortante oração de Frei Bento Domingos, hoje, no Público.
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WEBANGELHO
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Não deixar à morte a última palavra
02.11.2008, Frei Bento Domingues O.P.
A obra mais digna de nota de cada ser humano é ele próprio
1.”Tentemos viver de tal modo que, quando morrermos, até o homem da agência funerária lamente a nossa morte.” Esta proposta de Mark Twain é um grande programa. A suposição de que ele raramente é cumprido separou a festa de Todos os Santos da celebração dos Fiéis Defuntos. Há pessoas que nem no céu gostaríamos de encontrar como a morte as encontrou. Só uma boa purificação (um purgatório) as poderia tornar companhia apetecível. Quando se pensa em todos aqueles que foram um inferno para os outros, só o inferno parece o seu destino adequado.
Temos testemunhos de que, há muitos milhares de anos, os seres da nossa espécie se despediam dos falecidos com diversos rituais, segundo as diferentes culturas e religiões. Confessavam, sabendo ou não de forma reflexa, que o funeral não era o fim de tudo, a última palavra sobre as pessoas que amavam. Se assim não fosse, todas aquelas flores e ritos poderiam celebrar uma memória, mas seriam dirigidos a ninguém.
Quando morre uma personalidade célebre, faz-se o elogio da sua obra, mas o autor parece que já não conta. Só há futuro para o património. Destaca-se a obra e as pessoas são reduzidas à categoria de cinzas, de estrume.
Nos cemitérios, as lápides e os jazigos podem evocar um itinerário, mas a obra mais digna de nota, de cada ser humano, é ele próprio. Ser verdadeiramente bom vale mais do que todas as realizações científicas, técnicas, filosóficas e artísticas. O santo, o verdadeiro santo, configurado pelo amor de compaixão, vale mais do que todo o mundo material, embora tudo isso possa e deva contribuir para o bem e a beleza da humanidade. Como se costuma dizer, quando morremos, deixamos tudo o que possuímos e só levamos o que somos.
Aqui, são possíveis as atitudes mais diversas, mas não é muito cristão desqualificar as posições de ateus, agnósticos ou dos membros de outras religiões. Perante a morte, não importa procurar saber quem está certo ou errado. Estamos todos sem defesa. O próprio Jesus, no Jardim das Oliveiras e na Cruz, mergulhou no medo e na angústia. O cristão deve, no entanto, estar pronto a dar razão da sua esperança.
A expressão “nos céus” é o equivalente a Deus transcendente que está acima de todo o nome, isto é, alegrai-
-vos porque a vossa vida está para sempre inscrita no coração de Deus e ninguém vos poderá arrancar desse amor.
Ao dizer isto, o próprio Cristo ficou espantado: “Nesse mesmo instante, Jesus exultou de alegria sob a acção do Espírito Santo e disse: ‘Bendigo-te, ó Pai, Senhor do Céu e da Terra, porque escondeste estas coisas aos sábios e aos inteligentes e as revelaste aos pequeninos (…).’ Voltando-se, depois, para os discípulos, disse-lhes em particular: ‘Felizes os olhos que vêem o que estais a ver. Porque – digo-vos – muitos profetas e reis quiseram ver o que vedes e não o viram, ouvir o que ouvis e não o ouviram!’” (Lc 10, 17-24).
3. A vida humana é uma evolução contínua. Se a morte fosse a última palavra, a pessoa humana estaria a evoluir para o nada. A fé consiste em acreditar que a personalidade de cada um de nós está inscrita no eterno amor de Deus que nenhuma morte poderá vencer.
Para mim, é este o coração da revelação cristã. Não adianta preocupar-se em saber como será a vida depois da vida que conhecemos. Não temos nem a geografia nem o calendário nem a configuração do céu. Todas as evocações ou descrições são, apenas, tentativas de preencher a nossa ignorância, transpondo, para o Além, o que há de melhor (o céu) e o que há de pior (o inferno) neste mundo. É certo que há música e pintura que procuram evocar o estado daqueles que já se encontram na alegria de Deus. No entanto, as evocações de todas as artes, mesmo as mais sublimes, serão sempre a miséria que se pode arranjar para não ficarmos mudos e cegos.
Para quem acredita que “os defuntos” estão, misteriosamente, com Cristo e connosco, neste dia dos Fiéis Defuntos deveria alterar as suas representações: não se reza por eles, reza-se com eles e eles connosco. Deus é Deus dos vivos. Não fez a morte nem à morte deixou a última palavra (Sb 1, 13-15). Não conhecemos, no entanto, nenhuma possibilidade de representar aquilo que Paulo chama “ressurreição” (1Cor 15, 53ss). Podemos, porém, rezar Àquele que tem compaixão de todos: “Porque todos são teus, ó Senhor, que amas a vida!” (Sb 11, 23. 26).
NR-Sublinhados nossos.
OUTONO.Um mês depois vale a pena continuar?
Publicado Novembro 3, 2008 Uncategorized Deixar um ComentárioIrmão Dióspireiro, do meu querido Vale das Árvores, que, neste momento, tenho na minha frente em versão digital, graças às maravilhas da técnica – sim ainda sou do tempo em que era preciso deslocarmo-nos à sede do concelho, quando em férias, para deixar lá o rolo 126, asa, creio, da saudosa maquineta preta saída na farinha Amparo, rolo, cujas fotografias, estariam prontas daí a uma semana pois seriam enviadas para revelar para uma outra terra, creio, e só convoco isto para a conversa para se perceber como hoje podemos fazer tanta coisa, em tão pouco tempo, ou, ainda e, pior, as coisas que hoje, com outros meios, nós deixamos de fazer para tornar os dias mais ricos e preenchidos – dizia, eu, boa tarde, irmão dióspireiro, com quem, neste momento, partilho esta minha dor tão outonal como a tua.
Sim, sinto que, folha a folha, se desprende a energia com que aqui cheguei a este terreno webniano há precisamente um mês. De facto, uma terrível melancolia percorre tudo o que em mim habitualmente mexia, tal como tu no esplendor da floração – e que eu, privilegiadamente, acompanho – e olha, fruto da não colaboração dos meus colegas, um dia, outro dia, uma saltada ao gmail, mais um telefonema para ali, uma revisitação a uma foto e outra foto mais, e as perguntas, lancinantes, que, como folhas a desprenderem-se dos teus ramos, tomam conta do que em mim ainda ousa resistir:
-Por onde andará esta gente toda? Que temerão ? Estarão fartos desta provocação, deste desplante de serem, assim, desafiados a vir expôr os seus quotidianos para a net, a ponto de pressentirem que uma qualquer saltada ao google deixará expostos os seus rostos, os seus rastos? Mas, quem é que aquele gajo ( sim, assim mesmo! ) que passa os dias a qwertar-nos os nossos dias para que rezemos, de manhã, desabafemos à tarde, voltemos a rezar à noite, etc, etc se julga?
Vês, irmão dióspireiro, eu sei que devia ser forte e não me identificar com este lado condicionado da minha mente, passando ao lado do que me propõe pensar, porque ela, mente, adora remoer neste lado da vida: melancolias, angústias, tristezas, soa tudo a desejos de passado ou ansiedades pelo futuro, passando ao lado dos verdadeiros desafios que o presente, este aqui e agora, mesmos, exigem. E depois, persistindo, sabes como dói imaginá-los, a eles, que estão no bem bom dos seus lares, a dizerem baixinho, ” este gajo, agora, anda para aqui a pavonear santidade de trazer por casa, iludindo-nos com falsas colaborações que mais não são do que pequenas e subtis encenações, onde possa, subtilmente, exibir as suas pequenas e grandes frustações.”
Irmão dióspireiro, sabes no que é que isto está quase a dar, que me deixe ficar como tu, impotente, ao vento e à chuva dos tantos desânimos juntos e, aos poucos, menos um post aqui, menos uma telefonadela acolá e, aquilo que queria fosse a igrejinha de S. Damião, à semelhança do nosso Francisco, na net, pouco a pouco, sem folhas, sem vida, acabe por expirar.
Irmão dióspireiro e todo o outono que carregas, sei que me acenas para que não desista, que em mim, a Primavera, ao contrário de ti é quando quiser, assim eu saiba reconhecer a força do Espírito que, desde a primeira hora me anima e impele a continuar.
Olha, se calhar, um mês depois, pode ser que este desabafo com carga outonal provoque nos meus irmãos um abalo editorial, convivencial, tipo, bora lá às arcas, bora lá aos telemóveis, bora lá aos textos, bora lá às imagens…
De facto, são possíveis novas viagens.
Boa noite.
ac
Da Lusa de ontem. Para ler e perceber que, afinal, as novas tecnologias são mesmo para criar novas sinergias e, no caso dos emigrantes de S. Marinho de Sande, estar em contacto, mesmo que visual, ajudará a encurtar a distância…espiritual.
Guimarães, 03 Nov (Lusa) – A paróquia de S. Martinho de Sande, em Guimarães, equipou a igreja para poder transmitir a missa pela Internet, revelou à Lusa o pároco local.
“É um processo informático simples que foi adaptado às necessidades da igreja”, explicou o padre Abel Arantes de Faria, salientando que a primeira emissão vai ter lugar no próximo domingo no site da paróquia, seguindo-se depois transmissões regulares das eucaristias dominicais.
“Não conheço nenhuma situação idêntica a esta, em que a missa de domingo possa ser vista em qualquer parte do mundo”, salientou o sacerdote.
A igreja de S. Martinho de Sande sofreu obras de restauro durante dois anos e foi colocado um sistema de videogilância, através de seis câmaras, que pode ser visto on-line por cinco elementos do Conselho Económico da paróquia.
“Agora a igreja estará sempre aberta já que haverá sempre alguém a ver o que se passa no interior do templo”, explicou Abel Faria.
“A ideia de transmitir a missa e as cerimónias religiosas pela Internet nasceu para aproveitar o investimento que tínhamos feito nas câmaras de vigilância”, disse a mesma fonte.
A juntar às seis câmaras já instaladas, foi colocada na igreja uma nova máquina, capaz de filmar todo o espaço. As imagens captadas, vão estar disponíveis em www.mogulus.com, no espaço TVSande.
Com cinco mil habitantes e cerca de 1.500 participantes regulares nas cerimónias religiosas, a freguesia tem grande parte da população a residir no estrangeiro e esse é também o público-alvo destas emissões.
“As pessoas deixaram a freguesia porque procuram uma vida melhor em outras terras mas, quando regressam para passar férias, assistem à missa”, salientou o padre Abel Arantes de Faria.
No entanto, será mais a pensar nos “emigrantes, nos idosos e nos doentes”, a missa das 11:00, ao domingo, pode ser seguida via Internet, através da TVSande.
Também no edifício da igreja foram introduzidas diversas alterações. Atrás do altar-mor foi colocado um projector multimédia que fará projecções numa tela colocada no meio do templo.
E o próprio altar dispõe de um painel electrónico que muda as imagens religiosas expostas. Com um custo total de 350 mil euros, as obras de restauro do edifício, construída há duzentos anos, incidiram apenas no interior do templo.
“A população está ansiosa para poder ver o resultado do investimento e para poder assistir à missa através da Internet”, salientou o sacerdote.
Lusa/Fim
Quem disse que as coisas por aqui não estavam animadas?! Micas, a pequena gata que ciranda pelo nosso virtual convento, resolveu prendar-nos com a sua mais recente composição musical “Serenata para Jingo“.
Jing….o quê?!
O quê, não sabes o que quer dizer Jingo?!
Então espera um pouco mais. Deixa-te surpreender, já que tardas em surpreender-nos a nós. Ou, de como é bom estar por aqui e ser surpreendido com as fabulosas colaborações que, de vez em quando, se metem ao caminho!
Já voltamos.ac
Colaço, toca a continuar. O dióspireiro deixa cair as folhas, mas vai retomar energias na mãe/irmã terra, para de novo rebentar, viçoso, em novas folhas, flores e fruto tão apetecido!
Gostaria de partilhar memórias, à volta do jingo. Momentos que nos marcaram. A cada um à sua maneira.
Também gostaria de reconstruir uma ou outra música com a ajuda de colegas ( partes que não recordo…)
Sou pobre em fotos. As antigas moram em Trás-os-Montes, na mala que ainda levei para Gondomar.
Um abraço amigo. Encorajador (se ainda necessário…)
Sério
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Nota -Já reparaste quem é o caixa de óculos atrás de ti?!Grande abraço, irmão!ac
O Jingo – 0
25 de Setembro de 1960. Onze anos e de fato e gravata. Pretos. O laço da Comunhão Solene a pender do braço esquerdo era ao único sinal da festa. Uma vaga memória de posar intencionalmente esse laço para a fotografia ( na sacristia da igreja de São Romão)
Ah! E sapatos! Sapatos, pois então! Sandálias e tamancos passavam à história. É que no dia seguinte ia para o Seminário.
Segunda, 26. Cinco e meia da manhã. Sentia-me importante: a casa mobilizara-se à volta de mim, nomeadamente na confecção do enxoval. Enxoval! Coisa de raparigas casadoiras. que toda a gente ligava só a raparigas casadoiras!…
Fato, gravata, sapatos – pretos. A mala e o saco distribuíam-se pelos que me acompanhavam da família. Seguíamos para a garagem da Arganilense. Sobravam dedos na conta dos momentos que gozara andar de camioneta! Qualquer coisa parecida, só na traseira dum carro de bois, a ver o chão a andar para trás, para trás – e não precisar de dar às canetas… Em pulgas por andar de camioneta, nem recordo com nitidez o beijo de despedida da mãe. Preocupações eram com o Zé, que me levava para o Seminário.
Três horas e meia, quase quatro, para os 89 Km que tantas vezes lera na placa junto à nossa casa.

Coimbra. Estação Nova. Comboio para o Porto. Desilusão! – Imaginara-o camionetas atreladas umas às outras, bonitas, pintadas – afinal tão farrusco! Mais farrusco que a minha cozinha!!!
Na Pampilhosa, outros miúdos, de fato preto como eu. Haviam deixado o comboio da Linha da Beira Alta. Entre eles, alguns já crescidos. Iam também para o Seminário. Sensação estranha. Com toda aquela gente, o comboio já não ia para o Porto – ia para o Seminário!!!
Salto para o assento do banco comprido de ripas de madeira, em cima do qual se atafulhavam malas e sacos, nas redes. Lanço o braço por cima das altas costas do banco, curioso pelo que haveria do lado de lá. Às apalpadelas, encontro o que suponho ser mais um saco de roupa entre tantos. Fofinho. E toca a rufar com os dedos.
De repente, um alvoroço. E pra cima de mim! O Zé agarra-me pelo braço, faz-me descer do banco e contorna-o: – Pede desculpas, JÁ!!! Uma freira, já de idade, desaconselha o puxão de orelhas do meu irmão. Mas foi-me dizendo: – Temos de ter cuidado, respeitar as pessoas…
Foi então que reparei noutra freira, bem mais nova, sentada na parte de cá do banco e que me sorria, complacente, enquanto endireitava o véu, o prendia ao cabelos e o ajustava na cabeça.
E resguardei cá dentro, num canto qualquer, aquele sorriso brilhando no meio do chinfrim que eu provocara…
Sério
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NOTA – O editor do irmão sol depreende que este saboroso naco de prosa é mesmo para continuar. Obrigado, Constantino Sério, por mais este exemplo, por mais esta pepita de cintilante história,que, tal como tu, sem preocupações de estilo, cada um de nós pode arrancar ao inexplorado sub-solo das suas tantas e adormecidas histórias por contar. Quanto ao teu apoio, por que é que achas que estamos aqui? “Senhor, como é bom estarmos aqui. Construamos mais duas tendas para ouvir histórias tão eternas“!ac
Meu bom Amigo
Aí vai o convite.
E não desanimar… Já sabe: a malta anda com imenso trabalho e alguns nem escrever sabem. Mas sabem ler.
Por isso, continue a mandar as suas belas fotos e iluminantes pequenos comentários.
Creia na minha estima
Anselmo
Ao fim de mais um dia de continuidade do irmão sol, uma palavra de muita gratidão ao meu querido amigo Pe Anselmo Borges. De facto, também, graças a ele, e à iluminação das suas palavras sobre a Palavra, é que ainda por aqui estamos. Gostava muito de, lá mais para a frente, aqui nos dedicarmos aquilo que insisto em chamar o WEBangelho do sec XXI, ou seja, ouvirmos e partilharmos, mais do que “debatermos”, a inspirada leitura que, tanto ele como outros amigos ( Frei Bento Domingos, os nossos irmãos Capuchinhos e tantos outros) fazem dos evangelhos tendo em conta os tempos em que vivemos.
2
Aqui fica o CONVITE para os nossos amigos que estejam por Lisboa, e não só, para que participem, na próxima Quinta-feira, no lançamento do livro “A Sexualidade, A Igreja e a Bioética“ e o privilégio de, sobre a matéria, ouvirmos o Pe Anselmo, bem como os outros oradores.
Muito Obrigado, uma vez mais.
antónio colaço
ACTUALIZAÇÃO
Acabamos de respigar da Lusa, de há momentos, um excerto do seu take:
(…)
Miguel Oliveira da Silva considera que será “inevitável, mais tarde ou mais cedo”, uma abertura da Igreja Católica a estas questões, mas “não será com certeza com este Papa [Bento XVI]”.
“Mais tarde ou mais cedo há-de vir um Papa que ninguém espera – quem esperava que Barack Obama vencesse as eleições nos Estados Unidos quando concorreu contra Hilary Clinton? – que irá abrir a pouco e pouco” a posição da Igreja sobre estas questões.
No livro, o autor acrescenta que “é tempo de aprendermos com os acontecimentos das últimas quatro décadas e ver que as posições do Magistério – a hierarquia que define as posições doutrinais – estão e estarão cada vez mais dissociadas da realidade dos próprios fiéis, com todas as consequências que daí advêm”.
“Efectivamente, Roma perdeu a batalha da contracepção e da procriação medicamente assistida (PMA)”, lê-se no livro, que será apresentado quinta-feira na Casa-Museu da Fundação Medeiros e Almeida pelo padre Anselmo Borges, o bispo das Forças Armadas, D. Januário Torgal Ferreira, e por Maria de Jesus Barroso.
O prefácio do livro de Miguel Oliveira da Silva é da autoria do padre e professor de Filosofia na Universidade de Coimbra Anselmo Borges.
Em declarações à Lusa, o padre Anselmo Borges disse concordar “completamente” com a perspectiva do autor quando diz que “há um tremendo mal-estar não apenas nos fiéis mas das pessoas em geral contra a Igreja”, provocado pela “não abertura da Igreja em relação à sexualidade”.
“Há posições da Igreja Católica em relação à sexualidade que estão profundamente envenenadas”, sustentou.
Para Anselmo Borges, há questões que precisam ser reequacionadas como o celibato dos padres, que enquanto for “uma lei obrigatória a Igreja dificilmente sai para fora da suspeita no domínio da sexualidade”, e a possibilidade de “as mulheres terem acesso em igualdade com os homens em toda a realidade da Igreja”.
Por outro lado, acrescentou, “é absolutamente inadmissível que se continue a condenar o preservativo”, que em certas circunstâncias deve ser “não só possibilitado, mas considerado obrigatório”, em questões relacionadas com a saúde.
Numa altura em que se assinalam os 40 anos da encíclica “Humanae Vitae”, Anselmo Borges defendeu a necessidade de rever toda a questão da concepção artificial e que a Igreja deve abrir-se com “outra visão” em relação a esta matéria.
“É necessário um caminho novo para, de modo digno e fiável, falar do casamento, do controlo da natalidade, da procriação medicamente assistida e da contracepção”, concluiu.
HN.
Anda, Micas. Já podemos dormir em Paz. A Paz pode, finalmente, começar a pensar em poder dormir um pouco.
Começou a guerra à guerra.
Como seria bom que os mesmos meios, nomeadamnete, os mediáticos, que ajudaram a construir este presidente, presidissem, agora, com igual eficácia e … rapidez à construção de um mundo mais justo e com uma nova agenda, desde logo, com a resolução dos problemas da pobreza, dos sem-abrigo e, tudo o mais, à cabeça.
antónio colaço
Nem os leitores imaginam como chegámos aqui!
Perguntarão, “sim, qual o mistério, o site da Ordem dos Capuchinhos, que todos já conhecemos”!
A verdade é que sabíamos que muito em breve este pps sobre a criação do Museu do Presépio iria ser colocada na página da Ordem. Dissemos, mesmo, a Frei Lopes Morgado, que o link seria assegurado logo que lá estivesse colocado. Só que, ao contrário do que alguns irmãos possam pensar, o irmão sol é um pequenina parte do nosso imenso e intenso quotidiano e o facto de não estarmos aqui a tempo inteiro…
Vai daí….a net tem destas coisas, já que o pessoal (assim fica mais distendido!!!) não escreve para o nosso irmaossol@gmail.com ( clica no link e … de pronto, estás a “falar” connosco!!! ) alguém do lado de lá do Atlântico já nos “descobriu” como passamos a relatar, com os links e tudo que nos enviou.
Portanto, e ainda antes de atravessarmos o Atlântico, aqui fica o sublinhado para a divulgação do trabalho do nosso querido Frei Lopes Morgado, toma lá outro link, que esperamos um destes dias “surpreender” numa breve visita (gostaste deste novo conceito de surpresa?!) a concretizar.
Quanto ao resto, fiquem com “esti taul dji Rivaldo, né” para quem publicamente enviamos um abraço.
ac
Igreja: menos cultista mais participativa
Publicado Novembro 6, 2008 Uncategorized Deixar um ComentárioLisboa, 06 Nov (Lusa) – O bispo emérito de Setúbal, D. Manuel Martins, lamenta que a igreja esteja “muito parada e adormecida” e que se tenha esquecido da sua missão no mundo, de consciencializar a sociedade civil para a necessidade de ser participativa.
“Digo muitas vezes que a nossa igreja está muito cultista (virada para o culto e para si), muito parada, muito adormecida e que se esqueceu desta missão que tem no mundo e que passa por ajudar as pessoas a descobrirem a sua dignidade, a sua importância e os seus direitos naturais e levá-las a aparecerem de forma justa através de baixo assinados, participações, movimentos” disse à Lusa o bispo de Setúbal.
De acordo com D. Manuel Martins, a participação da sociedade é uma das soluções para que se mude a política, orientada por interesses económicos e não para o “Homem”.
As declarações do bispo emérito de Setúbal surgem a propósito da sua participação no I Congresso Internacional da Associação Portuguesa de Solidariedade Mãos Unidas Padre Damião, que se realiza no próximo fim-de-semana, e onde será abordada, entre outros assuntos, “A luta contra a fome e a pobreza em Portugal”.
“A sociedade civil tem que se consciencializar que tem de ser participativa. Tem que tomar consciência que é construtora de história, que não pode ser levada porque não é um sujeito passivo, mas activo”, defendeu.
Para o bispo, as necessidades de apoio por parte de um sector da sociedade, “os que andam cá em baixo”, tem crescido com a actual crise económica, mas a sua situação fragilizada, sublinhou, já vem de trás.
“Há uma grande insatisfação, um grande medo e uma grande sensação de incapacidade nestes tempos. As pessoas compram muito menos e do que compram, compram muito mais barato, para não falar daquelas que não tem dinheiro para comprar”, disse, recordando que há “dois milhões de pobres em Portugal”.
Lamentou a existência de famílias que vivem com um rendimento reduzido e com o “medo permanente” de perderem emprego, ou que surja uma despesa, nomeadamente de saúde, que não possam suportar.
“Admiro-me e aflige-me como uma família com rendimento pequeno pode viver tendo em conta que no momento mais próximo esse orçamento tem que ser invadido por uma circunstância como uma doença. Pensar que há famílias que vivem neste medo permanente, que não podem sonhar, sorrir, projectar porque a qualquer momento pode surgir uma circunstância que fure aquele orçamento pequeno”, explicitou.
De acordo com o Bispo de Setúbal, vive-se em “dois mundos em Portugal”: o “irreal do “foguetório” e o “real das pessoas que andam cá em baixo, com os pés no chão”.
D. Manuel Martins considera que as “políticas não têm sido acertadas, porque não tem havido um critério humanista”.
“O Homem é que é o grande critério, o grande fundamento, destinatário e objectivo” da política, referiu.
O Bispo desculpa, no entanto, os políticos que “não mandam nada”, considerando que são conduzidos pelo poder económico, actualmente envolvido numa economia “super, hiper neo-liberal”, que também não tem o “Homem” como objectivo.
Face a esta realidade, D. Manuel Martins diz que o medo, que já não é só “físico”, se instalou na sociedade portuguesa.
“O medo instalou-se na sociedade portuguesa. Este medo foi ainda aumentado, engordou, por causa de toda esta bancarrota da banca. Além deste medo insatisfação que já vem de trás agora vem este terramoto que só dá para assustar as pessoas”, sublinhou.
SB
O irmão sol esteve no lançamento do livro, “A sexualidade, A Igreja e a Bioética“, de Miguel Oliveira da Silva, numa edição da editora Caminho.
A fabulosa sala/auditório da Casa Museu da Fundação Medeiros e Almeida foi pequena para os muitos participantes com destaque para a camada jovem – muitos, alunos do Prof Miguel Oliveira – e que , assim, não quiseram perder pitada de uma obra que, a todos os títulos, como sublinharia o Pe Anselmo, “constitui um contributo exemplarmente lúcido” para o tratamento, por parte da Igreja, do tema da sexualidade. “É legítimo o desejo de que o Magistério diga algo de positivo sobre o tema da sexualidade.É um sinal de grandeza e autoconsciência“, quarenta anos depois da encíclica Humanae Vitae,” alguém confessar os seus erros e visão limitada“, adiantaria Anselmo, citando o cardeal Carlo Martini.
Aguardamos o texto da intervenção do Pe Anselmo e como nos sobra pouco tempo para a edição que desejávamos mais serena, a promessa de que voltaremos ao assunto.
De realçar os testemunhos de Maria Barroso, que confessou não ter ainda lido a obra mas que quis emprestar com a sua presença o reconhecimento e o mérito do debate que ela vem lançar, o apelo do jovem Albino Aroso para que os jovens da sua provecta idade se abram às mudanças que o tempo convoca, mas, sobretudo, a coragem de D.Januário Torgal que ali confessou ter recebido n mails pedindo-lhe para que não participasse na sessão. Evocou, então, a liberdade como contraponto para o sentimento de confiança que nutre em relação à esperada mudança da Igreja em relação a este domínio, confessando que, também há 4 anos foi contra a guerra do Iraque, tendo participado numa criticada sessão e, hoje, é o que se vê; o apoio que deu ao saudoso Bispo D.António Ferreira Gomes, que, ainda veria a liberdade de Abril…Enfim, D.Januário a acreditar que este livro pode ajudar a abrir as mentes lançando um apelo, sobretudo aos mais jovens, para que o debatam.
Numa sala carregada de um passado cheio de arte, acreditamos na arte de acabar com visões retrógradas. Como se lê, a dado passo, “deve a Igreja ser reformável e engrandecer-se, sabendo reconhecer nesta área os erros do passado? É isto possível ou desejável? É uma outra ética da sexualidade compatível com a Fé em Jesus Cristo, numa Igreja que seja hoje farol de Esperança e amor para homens e mulheres?E por que se calam nesta matéria tantos dos bioeticistas, crentes e não crentes“?
Pe Anselmo e a mesa com os participantes.
Uma entusiasmada assistência.
-Vou ler, sim senhor!
-Manel (Vilas Boas, com quem muitos dos nossos leitores estudaram ) desculpa, lá, o mau jeito, mas…era um momento imperdível!
Pe Anselmo com Maria de Belém Roseira
antónio colaço
Sábado, momento aguardado com crescente ansiedade.Rapidamente e em força a folhear o DN.
Bom dia, Pe Anselmo:
Anselmo Borges
Padre e professor de Filosofia
Não cabe aqui um esboço sequer da história das concepções evolucionistas. De qualquer modo, a ideia de evolução já tinha acenado entre os gregos. Em 1809, Lamarck expôs a sua teoria da não imutabilidade das espécies. Mas foi em 1858, há 150 anos, que a ideia da selecção natural e da luta pela existência, de Alfred Russel Wallace e Charles Robert Darwin, foi apresentada na Linnean Society de Londres. No ano seguinte, em 1859, Darwin publicou a obra célebre: A Origem das Espécies.
Atendendo a estas datas e sobretudo às celebrações do segundo centenário do nascimento de Charles Darwin – nasceu em 12 de Fevereiro de 1809 -, aumentarão os estudos científicos sobre as teorias da evolução, não faltando os debates à volta da sua relação com a religião, por causa do livro do Génesis, do “criacionismo” e do chamado “desígnio inteligente”.
O primeiro embate célebre deu-se logo em 1860, em Oxford. Perante uma assistência numerosa, o bispo de Oxford, Samuel Wilberforce, foi perguntando ao naturalista Thomas Huxley, defensor de Darwin, se descendia do macaco pelo lado do avô ou pelo lado da avó. Huxley respondeu: “Penso que um homem não tem que envergonhar-se por ter um macaco como avô. Se tivesse de envergonhar-me de um antepassado, seria de um homem: um homem de inteligência superficial e versátil que, em vez de contentar-se com os sucessos na sua esfera própria de actividade, vem imiscuir-se em questões científicas que lhe são completamente estranhas, não faz senão obscurecê-las com uma retórica vazia, e distrai a atenção dos ouvintes do verdadeiro ponto da discussão através de digressões eloquentes e hábeis apelos aos preconceitos religiosos.”
Por causa desta resposta, considerada pouco elegante, uma senhora desmaiou. A mulher do bispo, essa, terá dito entre dentes: “Só faltava esta: descender de macacos! Se for verdade, rezemos para que ninguém saiba.”
A teoria da evolução constituiu uma daquelas humilhações do Homem de que falou Freud. Embora o Homem não descenda do macaco, ele e o macaco descendem de um antepassado comum, o que não constituiu uma descoberta particularmente exaltante. Desde então a nossa visão da natureza, do Homem e de Deus modificou-se.
Significativamente, já na altura, muitos religiosos britânicos declararam que não havia incompatibilidade com a fé. O historiador das ciências D. Lecourt escreveu: “A figura mais importante da Igreja escocesa declarou-se evolucionista e, num curso, em 1874, aconselhou os teólogos a sentirem-se ‘perfeitamente à vontade com Darwin’.” Darwin, sepultado com pompa, em 1882, na abadia de Westminster, a alguns passos do túmulo de Newton, nunca foi oficialmente condenado pela Igreja católica e A Origem das Espécies nunca esteve no Índex.
De qualquer modo, segundo o reverendo Malcom Brown, director dos serviços de relações públicas da Igreja Anglicana, a sua Igreja deveria agora pedir desculpa pela má interpretação de Darwin e algum fervor anti-evolucionista.
Hoje, os equívocos beligerantes provêm essencialmente do “criacionismo” americano e do chamado “desígnio inteligente”. Mas o “criacionismo” assenta numa leitura literal do mito da criação do Génesis, esquecendo que o Génesis é um livro religioso e não de ciência e que só uma leitura simbólica é adequada. Quanto ao “desígnio inteligente”, o seu equívoco provém da ambição de demonstrar Deus pela ciência.
De facto, como é evidente, a existência de Deus não é nem pode ser objecto de ciência. Mas afirmar taxativamente que a evolução é mero produto do acaso não deixa de ser também uma posição dogmática. A ciência vai respondendo ao “como” da evolução, mas não responde ao “porquê”, concretamente ao porquê e para quê da existência do Homem e de tudo: “Porque há algo e não pura e simplesmente nada?”
Como escreveu o cientista Francisco J. Ayala, na conclusão da sua obra Darwin e o Desígnio Inteligente, “a evolução e a fé religiosa não são incompatíveis. Os crentes podem ver a presença de Deus no poder criativo do processo de selecção natural descoberto por Darwin”.
Olá amigos
Tudo o que se planta com amor e carinho cresce.
Lembram-se do girassol do Colaço?
Certamente foi-nos oferecido com carinho. Pois ele já está a florescer.
Creio que é a melhor homenagem que podemos fazer a São Francisco.
Ele tão naturalista que foi.
Um abraço a todos os amigos capuchinhos.
Continuarei a dar-vos notícias do nosso gira-sol.
Zacarias Dias (Gondomar 1966)
NOTA: É melhor não dizer mais nada!O editor, como de costume, antes de fechar a edição passa pelo gmail, a porta deste nosso convento virtual, a ver se algum irmão quer entrar!Nos últimos tempos a vontade é quase nenhuma tantas as vezes que regressa sem gente querendo entrar, partilhar.
Mas hoje, Sábado, há minutos, OLHA SÓ?!
Mais palavras para quê?
Voltaremos ao assunto.
Obrigado, Zacarias.
O teu girassol vai tornar mais luminoso este nosso dia!
Graças a Deus!
ac
Esplendoroso sol que se alevanta do Tejo.Esplendoroso Tejo que se alevanta com o sol.Esplendorosas nuvens que, de braço dado com o Tejo, se alevantam, bendizendo, o irmão sol.
Assim eu, Senhor, sabendo que por trás de outras nuvens, que, em mim, de chumbo trago tecidas, como as do Gólgota da tua sexta-feira, prontas a desabar em dor, talvez que chamando por Ti, para que não me abandones, também, talvez te descubra em Plenitude,onde, por enquanto, só vejo negritude.
ac
WEBangelho.Quotidiano e profundidade espiritual
Publicado Novembro 9, 2008 Uncategorized Deixar um ComentárioDo Público de hoje, com a devida vénia:
Frei Bento Domingues, O.P.
Não fujam, procurem, em tudo, discernir o que é bom. É essa a proposta do primeiro escrito cristão
1.Estamos na oitava dos “Fiéis Defuntos”. Gosto da irritação de Jacques Maritain, filósofo católico de ascendência judaica: “Escandaliza-me o modo como os cristãos se referem aos seus defuntos. Chamam-lhes mortos; não foram capazes de renovar o pobre vocabulário humano sobre um ponto que atinge dons essenciais da fé. Mortos! Poder-se-á assistir a uma Missa pelos mortos? Vai-se ao cemitério levar flores aos mortos? Reza-se pelos mortos? Como se eles não fossem mil vezes mais vivos do que nós!… Os que deixaram esta terra para entrar no outro mundo não estão mortos. Se estão no céu, vêem Deus. São os vivos por excelência. Se estão no purgatório, sofrem, mas com a certeza que verão a Deus. Devido a esta certeza, estão muito mais vivos do que nós…”
J. Maritain tem toda a razão, mas nem ele consegue descolar de um conjunto de enganosas metáforas geográficas. Prefiro Santo Agostinho: “Os mortos não estão ausentes. Estão invisíveis. Têm os olhos cheios de luz, fixos nos nossos cheios de lágrimas.”
É a impossibilidade da comunicação recíproca que nos testemunha a morte, mas, para nós, só ficarão mortos aqueles que esquecermos. Por isso, sem um Deus de puro amor não haverá memória redentora para todos e para sempre. Foi o que tentei dizer no domingo passado.
2.Recebi, no entanto, um reparo bem áspero: “Deixe-se de mortos e cuide dos que, hoje, vivem mal.” Esta observação não se inscreve, apenas, numa crítica à religião – que já vem do século XIX e percorreu o século XX – enquanto alienação intelectual, antropológica, psíquica e socioeconómica. A uma religião sem mundo parecia suceder um mundo sem religião. Era uma nova crença: na medida em que se forem resolvendo, de forma científica e técnica, os nossos problemas mais palpáveis, as religiões irão perdendo terreno e acabarão por desaparecer.
A crítica mais certeira das falsas devoções veio, porém, do interior da própria religião, de alguns profetas do antigo Israel que Jesus Cristo radicalizou. Quem beber nessa Fonte e se aquecer a esse Lume será sempre confrontado com a mesma pergunta: “Que fizeste do teu irmão?”
Quando nos referimos às religiões, pensamos, de imediato, em sistemas culturais e simbólicos, em credos, em dogmas, em ritos, em organizações mais ou menos hierarquizadas e em normas morais. Ao dizer isto, devemos ter cuidado, pois as religiões são diversas, multifuncionais e podem ser utilizadas para o melhor e para o pior: para fazer a paz e para fazer a guerra; para manter a concórdia e suscitar a revolta.
A própria etimologia da palavra religião tanto pode vir de “religar” o humano e o divino e os membros de uma comunidade, como de “reler”, reconsiderar, observar cuidadosamente as formas e as fórmulas que mantêm a separação do sagrado e do profano. Sob este ponto de vista, o contrário de religião é a negligência, a distracção, a falta de regras para manter o sagrado e o profano nos seus respectivos lugares.
A primeira etimologia evoca um universo integrado. A segunda é tentada pelo ritualismo e até pelo fanatismo. Daí, a saborosa adivinha eclesiástica: qual a diferença entre um terrorista e um liturgista? Com o terrorista é possível negociar. Com o liturgista, nunca.
3.Por causa de usos e abusos de práticas rituais e de imposições dogmáticas, há pessoas, profundamente religiosas, que preferem caminhos de meditação, de espiritualidade, de mística, em regime de isolamento ou de peregrinação. Quando, porém, se foge de manifestações exteriores, pode-se cair num intimismo alheio às questões da sociedade. Ao evitar o ritualismo e o dogmatismo, não se deve esquecer que a ritualidade faz parte do ser humano e que precisa de articular convicções em constante aprofundamento. A grande questão é esta: como alimentar a qualidade estética, a exigência ética, a profundidade contemplativa e a clarividência profética nas celebrações da fé cristã?
Pode-se dizer, com razão, que as celebrações da Eucaristia – isto pode ser extensivo a todos os sacramentos – têm uma estrutura que permite articular palavra, silêncio, gesto, imagem, música, interpretação, relação entre quotidiano e festa, profundidade espiritual e intervenção profética, vencendo o reino das aparências, sem resvalar para o esotérico ou para o comício.
Dizer isto não é difícil. No entanto, para promover todas essas dimensões com autenticidade, seria preciso, nas paróquias e nos movimentos, conceber e realizar programas que saibam unir formas de vida e de expressão que há muito tempo andam divorciadas. Esta é uma das tarefas primordiais da Igreja.
Dir-se-á que os verdadeiros problemas de hoje dizem respeito ao genoma humano, aos organismos geneticamente modificados, à identidade sexual, às novas formas de viver em comum, à clonagem, à globalização, à regulação financeira e das telecomunicações, etc. A Igreja católica não vive ausente de toda essa nova problemática cultural que também faz parte do seu corpo. Precisa, no entanto, de escutar a voz do Espírito. É essa, aliás, a proposta do primeiro escrito cristão: não fujam, procurem, em tudo, discernir o que é bom (1 Ts 5, 19-21).
Senhor, sei que não saiste da minha vida, mas, hoje, sinto-me como se a Vida tivesse saído de mim. Quase não te sinto, mas ainda sei de Ti…
ac
Sabes, Senhor, que continuo com todo o Tempo para ti. Tu és, afinal, o Tempo.
Que não tenha tempo para vir aqui, falar, aqui, Contigo, pouco importa porque, afinal, estou sempre à tua porta. Aliás, percebo , agora, porque é que nenhum dos nossos amigos sente qualquer entusiasmo por esta ideia de fazer da net um lugar de oração. Têm a sua vida, não lhes sobra um minuto para vir aqui, assim, neste lugar…”devassado”, exposto, dar conta do que te dizem.
Sim, Senhor, também sabes que entre o que te digo e o que aqui é deixado, qwertado, sobra tanto tempo, como nos últimos dias, em que mil e uma tarefas tomaram conta de todos os meus minutos. Mas… tanto que falamos, sim, é de conversas Contigo que se faz a nossa Oração, sim, eu falo, tu, em regra, nada dizes porque assim é que está certo, quer dizer, Tu não precisas de falar porque saber de Ti não precisa de qualquer palavra, apenas que Te sinta. Senhor, nada quero de tudo o que quero a não ser que nunca me deixes sem a percepção de que, verdadeiramente, Te quero para sempre.
Sabes como sofro perante o silêncio dos meus irmãos, sobretudo porque julgam que eu sou isto, eu só vivo para isto e que passo a vida a criticá-los, a julgar o seu silêncio, eles que têm mais que fazer do que abrir o seu computador com páginas bem mais apetecíveis e serem chagados por um pseudo-iluminado da Web que lhes critica a passividade e se arroga no direito de se ciliciar por dá cá aquele byte.
Mas, no entanto, quando parece chegar a hora de clicar no ícon da WordPress “DELETE BLOG!”, há sempre uma mãozinha invisível que se encarrega de trazer uma boa nova para a nossa comunidade – sim, reafirmo, é de uma verdadeira comunidade que gostava que o irmão sol se tratasse e onde o único voto por que nos sentimos obrigados se chamasse convivencialidade – como acaba de ser, outra vez, o envio pelo Armando Pinto, de dois dos seus livros. Já o envio da foto dos girassóis do Zacarias deixou um rasto de um incomensurável ânimo, agora os livros do Armando, como vês, Senhor, até nem teria razões para estar para aqui com esta conversa toda, pois, em última análise sou eu o primeiro beneficiário da primeira ondinha das mil e uma ondinhas de entusiasmo que tais iniciativas causam.
Só que, somos ambiciosos, queremos sempre Mais, muito mais e … – pois, para os qualificativos menos simpáticos, aqui estou eu a usar o “nós” que tanto jeito dá !!!
Pronto, está certo, não dói nada. Isto vai. Devagarinho vai. Seja o que Deus quiser… o Espírito vai dar um jeito e, por certo, mais corações vão abrir-se.
ac
Tomo a liberdade de dar a voz ao Pe Vítor Gonçalves, actual pároco da Igreja do Sagrado Coração de Jesus, Lisboa. Confesso, conheço-o mal. É um dos jovens padres que já percebeu a importância da net como forma de antecipar a abordagem da Palavra/Evangelho, aos domingos. Estive para publicar a “homilia” da semana passada mas, face à riqueza e actualidade do que nos propõe, aqui vai. O Pe Vítor, não tem página, creio. “Anda” de porta em porta, através dos mails. É lá das minhas bandas. Acho que vão gostar, tanto como eu. Por que digo isto? Porque temos, entre nós, entre a comunidade de leitores, tantos pregadores a quem, espero, não seja preciso dizer – mais uma vez – entrem, façam favor! Sirvam-se deste “púlpito”, queremos ouvi-los. Sejam dominicanos, seculares, franciscanos, beneditinos. Tá?!
P. Vítor Gonçalves
DOMINGO XXXIII DO TEMPO COMUM Ano A
“Tive medo e escondi o teu talento na terra.
Aqui tens o que te pertence.”
Mt 25, 25
Dar(-me)
Entre o ter e o dar dividimo-nos ao longo de toda a vida. Muitos julgam que só podem dar quando tiverem em abundância, e outros tantos planeiam ser muito generosos se lhes sair o euromilhões. É tão fácil esquecer que as maiores dádivas quase nunca têm a ver com quantidade ou com coisas materiais. No fundo, o que temos que não nos tenha sido dado? A começar pela vida, passando pelo dom da amizade e o milagre do amor, é importante o nosso trabalho e esforço, mas quanto existe de dádiva que dependeu mais de outros do que de mim? Concordo com o Einstein: “o valor de um homem reside no que dá e não no que é capaz de receber.”
Jesus bem insiste na batalha contra o medo. E também há o medo de dar, de confiar (que é dar-me a alguém), de correr riscos por algo maior. Porque o dar implica deixar de ser dono de algo (e somos verdadeiramente donos de quê?). Tempo, dinheiro, saúde, fama, coisas que consideramos tão essenciais, mas tão facilmente se esboroam perante a inevitabilidade da morte. Irvin Yalom, um psicoterapeuta norteamericano, defende que é o medo da morte e do esquecimento que nos impede de viver verdadeiramente: “Se sente que o terror do esquecimento lhe rouba a alegria de viver, talvez esteja a viver mal, talvez não esteja a dar-se o suficiente, a estender a mão aos outros, a partilhar com eles as suas descobertas”, afirma. Quando pensamos e agimos dependentes do medo é difícil o salto generoso e aberto que toda a dádiva implica. Medo do outro, do que pensa diferente, da novidade, da conversão, do compromisso: quantos medos podemos descobrir? E quando o medo vence, enterra-se sempre uma riqueza!
Num tempo em que a mulher era pouco considerada, é espantoso o elogio da mulher trabalhadora do Livro dos Provérbios. Como se a sabedoria de Deus se revestisse com os seus traços! Perante o seu incansável trabalho e generosidade, um pedido que permanece actual: “Dai-lhe o fruto das suas mãos, e suas obras a louvem às portas da cidade”. Grande e ousado o risco da Escritura em apresentar a mulher como modelo de trabalho e de dádiva! E quantos medos ainda persistem em reconhecê-lo, dentro das paredes de casas e instituições, longe e perto de nós?! Quem não aprendeu e cresceu na alegria de dar com as nossas mães, com as mulheres das nossas vidas? Não só a dar mas a darmo-nos, com o enlevo de quem gera vida nova e a oferece ao mundo? Deve ser por acaso que foram servos e não servas quem recebeu os talentos da parábola. Talvez pelas dificuldades ou pela capacidade de alargar o coração, dificilmente uma mulher enterraria o talento recebido!
Há dias tropecei nesta fotografia. Mas… não posso crer, é ele mesmo o meu querido amigo Luís Gonçalves. O Padre Luís!Ele o seu imperturbável cigarro, segurado com os dedos hirtos como só ele sabia, qual poetisa Natália Correia e sua saudosa boquilha, sempre em riste, desafiando os deuses, sim, sei do que falo, Luís, realmente!
Sim, realmente, é ele!
Luis, não acredito que ainda não tenhas dado uma volta aqui por estas páginas! Estou mesmo a crer , juro, estou a ver-te sair da tua cela para nos leres, realmente, o teu último poema!
Luís, realmente, francamente, ainda nada disseste!
Temos aqui um espaço à tua espera! Sim, a FALA DAS GAVETAS. Sim, já viste como todo o mundo pode, agora, ler os teus poemas. Luís, realmente, já devias ter dito alguma coisa.
Tenho saudades, tantas saudades de te ouvir, Luís, realmente!
ac
O meu amigo Nicolau Santos autoriza-me a alargar o convite aos leitores do irmão sol, da zona de Lisboa, e não só ( olhó relógio!)para que se dirijam, em força e…JÁ!!! para o Auditório da Biblioteca Nacional onde, a partir das 18.30 decorre, entre jazz, comida, bebida e autógrafos, o lançamento do livro de poesia de António Costa Silva e do próprio Nicolau Santos!
O Nicolau, amigo, desde sempre, do irmão sol, é daquelas pessoas que não se fecham no pequeno casulo das efémeras glórias, antes, decidiu, de há alguns anos a esta parte, acrescentar mais vida à sua vida e à daqueles com quem convive.A poesia tem sido o caminho.
Por isso, e enquanto não temos acesso ao livro – o Nicolau disse-nos, há minutos, que está no ensaio e como tal não podia enviar o mail com a capa do dito, logo, também não pode ler aqui o ânimo que lhe queremos deixar!!! – pelo que temos de esperar.
Bamos embuora Nicolauê!!!!Espero que gostes desta pobre imitação andywarholiniana da tua foto de verdadeiro diseur! Acho que o nosso Viegas está ansioso por ouvir-te!
antónio colaço
NOTA DO EDITOR
Uma pequena nota, com foto e tudo, do editor!
Mal o post foi editado, mão amiga, que muito prezo, célere, pergunta: “O Nicolau é nosso?!”
De facto, o Nicolau não é nosso. Quer dizer, acho que percebi, se tinha andado nos capuchinhos?! É, então, uma ocasião soberana para explicar o lado de que está o irmão sol, ou seja, do lado do quotidiano, entre o passado de que somos feitos e o presente que estamos a fazer.
Ou seja, quando fizemos um apelo à participação, queríamos dizer exactamente isto, que nos enviassem o que quisessem, desde recordações do passado mas, também, e, se calhar, participações do presente, que é a fórmula acabada de dizer que tudo o que fazemos, no instante seguinte passa a ser, já, passado! É um facto que, face à pouca participação, quer de coisas do passado, quer de coisas do agora, o editor, entre a opção de fechar as portas e a de continuar a carrear vida para dentro desta c@sa, tem optado por esta segunda dimensão que o mesmo é dizer, vá, façam como ele, divulguem as coisas de que gostam, que têm a ver convosco, partilhem tudo o que quiserem.
Chamo a isto acrescentar vida à nossa própria vida,a de antigos alunos capuchinhos,sim, mas actuais alunos da vida!Sempre.
Concordo com D.António Marcelino, ontem no DN:” A Igreja do Vaticano II não pode ser mais uma Igreja de cristandade, na qual a tradicional vertente clerical substitua ou impeça a integração dos leigos na vida e na missão concreta da Igreja.”
Sei que não querias ir para aqui, Amigo, mas ajudou a precisar este conceito editorial que assumo.Por isso, Obrigado.
antónio colaço
Delirava – e acho que me ficou esse fascinante vício, agora que regressei à titularidade, partilhada, do órgão da matriz de Mação! – no final das Missas, quando o Leonel, terminada a função do coro, sacava do órgão da nossa Igreja do Ameal fabulosas interpretações dos mais conhecidos clássicos do órgão.Mas com o Leonel aprendi muitas outras coisas, nomeadamente, a arte de editar o Sinal+( alguém tem, por aí, algum Nº perdido de que possa enviar foto.Já agora, também da revistinha Ideal?! Não sei o que é feito da minha colecção!!!) a arte de policopiar as nossas edições e, mesmo, a arte de compor, sendo que aqui, Acílio Mendes, leva a dianteira já que fez o seu estágio como padre no nosso Noviciado, em Barcelos, e então aquilo era compormos de manhã à noite!(Ainda guardo o caderninho das mil e uma inspirações!!!)Do Leonel, para além da amizade e dos seus fulgurantes ataques no “relvado” do Ameal, guardo o intenso relacionamento que pudemos manter “já cá fora”, em Lisboa, e o grande professor/filósofo que é, na Faculdade de Letras de Lisboa, creio.
Mas… os anos passaram, cada um para seu lado, e então, rapaz, por onde andas ? Diz qualquer coisa, prenda-nos com as tuas acutiliantes reflexões. Não sei se leste, aqui, um destes dias, o recado do Sério que precisa de recompor temas musicais…
Recompõe-nos, também.
ac
Tímido, primeiro, ei-lo, resplandecente, altaneiro, fagueiro, iluminando e aquecendo o que em mim, de ontem, ainda resta enregelado, embrulhado, confundido.
Obrigado, bom Deus, não por comandares o Sol a teu belo prazer, mas, por nos teres dado esta capacidade de, em cada dia, todos os dias, com a tua obra, ainda e sempre, sermos capazes de nos surpreendermos.
ac
Constantino Sério Pereira continua a surpreeender!
Não percam, mais logo, a continuação da saga “O JINGO” que continua a prender os nossos corações!
Um assinalável êxito editorial!!
Constantino Sério Pereira, o nosso Virgílio Ferreira … mas para MUITO MELHOR!
ac
HISTÓRIAS DA NOSSA HISTÓRIA.O Jingo(1)
Publicado Novembro 12, 2008 Uncategorized Deixar um ComentárioO Jingo – 1
Achei esquisito entrar por uma portinha do portão. Pousei o saco e passei para dentro, uma perna após outra, e puxei o saco. O Zé passou sem pousar a mala. Depois, um grande terreiro. Árvores alinhadas, com rosas, a receber-nos. Aprendi-lhes o nome depois: japoneiras ou magnólias. Ao fundo, uma linda escadaria. À direita, alinhavam-se muitas janelas, até ao muro de entrada. Chegámos ao Seminário!
Subimos para o dormitório (Já resmungava que não queria dormir!) Tantas camas! E havia uma para mim! Número 35. Mudei de roupa. Vesti a bata, cinzento-escura. E calcei as botas. Grandes, por sinal duraram, uso diário, até ao fim do 3º Ano.
Já no campo, perdi-me no meio dos outros, atrás da bola. Quando acabou, mandaram-me seguir com os outros. Regateei: queria o Zé! E disseram que os meus irmãos eram agora os novos companheiros! Mentira!
Ainda vi o Zé. Descansei um pouco.
Habituado a família numerosa, não estranhei tanta companhia.
Na manhã seguinte, já me engalfinhava atrás da bola de “catchumbo”. A animação era grande. Chamaram-me para me despedir do Zé – sem transporte para São Romão, haviam-lhe proporcionado uma cama. Um beijo e voltei à animação dos pontapés na bola – ou nas canelas que tentavam acertar na bola.
Quando acabou, já não vi o Zé. Choradeira. Da grossa. O Padre tentou aliviar. Mas o que me acalmou foi a intervenção de colegas, na mesma situação que eu, afinal…
Tomei consciência: estava entregue a mim… e ao Seminário!
A Quinta era grande. Mal dava conta dos muros. Lá em cima, um Monte. Disseram-me que era o Monte Crasto, onde branquejava uma torre, de capela talvez. A minha casa ficava para lá, muito para lá… para trás do Monte Crasto.
Alguém disse que havia na Quinta uma árvore muito grande. “Não maior que o meu Pinheiro Manso, lá na terra, que eu não conseguia abraçar.”“Este, só quatro ou cinco é que o abraçam: é o JINGO!”
Foi passado algum tempo que me convenci: junto das primeiras raízes que saíam do tronco e o agarravam à terra, fomos necessários seis para o abraçar, de braços estendidos e mãos dadas!
Na sala de estudo, as carteiras viradas para poente, quando os olhos se levantavam dos livros, lá estava o JINGO, enquadrado na janela avarandada do fundo, acenando com os ramos, encorajando o estudo.
Constantino Sério Pereira (Cont.)
É uma imagem da manhã, com palavras escritas muitas horas depois.
A net tem destas coisas, entre o que nos apetece dizer-Te e o timing para conseguir fazê-lo, Senhor, resta esta consoladora sensação de que estás sempre connosco, que não temos de prestar-Te, qwertando, contas, apenas, e tão só, que contas com a nossa Alegria e a vontade de a espalhar, de a fazer correr, como as prateadas águas de um rio, deste Tejo, pressuroso, a caminho da sua foz!
Tu és, Senhor, a Foz onde queremos desaguar.
ac
Colaço,
damos-te uma coroa e fazes dela 50!
Com as imagens, conseguiste dar vida às palavras. Se algo de bafiento pudesse haver nas palavras saídas de um baú, as imagens acabam por implantar a comunhão de quem se vê sentado naquelas carteiras e para quem os passos foram (ou nem por isso) semelhantes.
Obrigado pelo retoque oportuno: sinto mais leveza ao reler agora o texto.
Deixa só lembrar: por vezes as carteiras estavam ao contrário – não viradas para a entrada da Quinta, para o… jingo…
O dormitório unia, à direita de quem entre no pátio, a casa da quinta à capela que existe à face do muro do portão de entrada. O dormitório era no primeiro andar, por cima da capela a todo o comprimento do rés-do-chão.
Se o portão estivesse fechado, ver-se-ia (acho que ainda) uma portinhola na porta da direita (se não me engano). Para entrar era preciso alçar a perna (cerca de 30 cm de altura)…
Continua, Colaço. Força!
Um abraço amigo
Sério
Meu caro Sério, a sério, não tens nada que me agradecer ou melhor, só aceito “uma espécie de agradecimentos” se tal significar que, a caminho, já vêm o Jingo 2, o Jingo 3, o Ameal 35, etc,etc! É que, vê se me percebes, assim contribuímos para que os nossos amigos corram a abrir os seus “baús” e, um destes dias, o irmão sol se torne pequeno demais para as tantas histórias por contar, certo? Qual bafientos baús. Qual carapuça, meu, é a nossa história, é a nossa auto-estima que queremos ver sacudida, porventura, de alguma empoeirada sequela.
Quanto mais não seja, descubro, hoje, nas fotografias que vão chegando ( do Vaz ou do Frei Morgado e do livro dos 50 anos de Gondomar ) que , afinal, por causa da música, e não só, estamos a retomar uma dupla que elas registaram.
Deixa-me aqui confessar, e, como eu, não o ignoras, muitos dos que tiveram o privilégio de contigo conviver, a tua aura de santidade a todos nos inebriava e em muito contribuía para nos tornarmos um pouco mais santos, menos pecadores, à tua imagem e semelhança! Pronto, está dito.
Toca a ir para a cela escrever mais um apaixonante capítulo do Jingo! É que estou ansioso por animar essa… como dizer, saga seriana!!!
antónio colaço
CURTA METRAGEM. CANDEIA que vai à frente…
Publicado Novembro 14, 2008 Uncategorized Deixar um ComentárioDas energias renováveis à necessária renovação da Energia cuja falta vamos sentindo, dia-a-dia, o que se pretende nesta curta metragem é, nada mais, nada menos, do que proporcionar uma serena e sentida paragem para tudo repensar, para nos repensarmos todos … de fio a pavio.
Talvez que, então, como o luminoso pavio desta simples candeia, possa surgir, da presente conturbação dos dias, uma nova e reconfortante Ideia.
Ortiga, concelho Mação . O Tejo…
…e uma velha azenha, nas suas margens ….
a linha da Beira Baixa, ali tão perto, onde a apanha tem lugar.
As tulhas, lugar de safra, não conseguiram safar-se das balsas.
Sem tecto, entre ruínas, estes lagares morrem de pé!
Solidários, dois pinheiros, vítimas de incendiários, juntam a sua morte à anunciada morte deste lugar lagar.
Vazilhas, vazias, conseguiram chegar à varanda para um último adeus.
Apesar de tudo, ainda sobram mãos para o milagre de um azeite virgem, puro, redentor…
… e retemperador!
Feliz Natal!
antónio colaço
Mação, um destes dias.
Na hora de regressar às minhas origens, Tu, Eterna Origem sem fim, faz com que origine coisas boas que ajudem à serena exaltação da Tua obra. Nos agitados dias, lá, da terra, faz com que seja um instrumento de Paz e Bem mas, também, de Justiça. Da Tua Justiça.
ac
NOTA – Como habitual, a chamada de atenção para os problemas de rede. Mas que, nem por isso, os nossos amigos deixem de lançar as redes com vista a alimentar-nos durante a semana. Pelo menos. A todos os que persistem em iluminar este espaço, muito obrigado.
O Pe Anselmo pediu-me um pouco de compreensão por não ter ainda enviado o texto que lhe pedi, a ele e a Frei Bento, acerca do “WEBangelho ou o papel das novas tecnologias na partilha da Palavra“.
Aqui entre nós, que ele não nos ouve (mas sei que nos lê!) o nosso amigo tem cá uma agenda que me deixa com falta de ar! Ainda bem. Mas prometeu colaborar.
Obrigado, Senhor,por esta colaboração.
E obrigado, Pe Anselmo, por nos apoiar nesta missão de reproduzir e partilhar o texto que hoje publica no Diário de notícias.
ac
Outono, em Mação.
DARWIN CONTRA DEUS?
Anselmo Borges
Padre e professor de Filosofia
O diálogo entre o bispo S. Wilberforce e Th. Huxley, aqui narrado no sábado passado, será mais lenda do que história. Facto é que, a partir do darwinismo, há quem pense que a única conclusão cosmovisional é o materialismo e o ateísmo.
Mas essa é uma conclusão que nem Darwin tirou. Ele é mais agnóstico do que ateu, como pode ler-se na sua Autobiografia: “Sinto-me compelido a considerar uma causa primeira com uma mente racional análoga à do Homem; e mereço ser chamado teísta. Mas então surge a dúvida: pode-se confiar na mente do Homem, que, estou convencido, se desenvolveu a partir de uma mente tão primitiva como a que possuía o mais primitivo dos animais, quando tira conclusões tão sublimes? Não podem estas ser o resultado da relação entre causa e efeito, que, embora nos pareça necessária, provavelmente depende só da experiência herdada? Também não podemos ignorar a probabilidade de que a imposição constante da crença em Deus na mente das crianças produza um efeito tão pronunciado, e talvez herdado, nos seus cérebros não totalmente desenvolvidos que lhes seja tão difícil libertarem-se da sua crença em Deus. Não posso pretender lançar a mínima luz sobre problemas tão nebulosos. O mistério do começo de todas as coisas é para nós insolúvel; e eu, pelo menos, tenho de contentar-me com continuar a ser um agnóstico.”
João Paulo II reconheceu, em 1996, numa intervenção na Academia Pontifícia das Ciências, que novos conhecimentos levam a considerar a teoria da evolução como mais do que uma simples hipótese.
Há evolucionistas materialistas. Mas também há evolucionistas que são crentes. Não há incompatibilidade entre a fé e o evolucionismo, que, segundo a obra célebre do padre e cientista Teilhard de Chardin, podem mesmo harmonizar-se. Depois de se esclarecer o “como” do processo evolutivo que leva ao aparecimento do Homem, ainda se não calou a pergunta pelo “porquê” da evolução desembocando num ser humano que continua a perguntar pelo sentido da sua existência e de tudo.
Bento XVI não se cansa de insistir que não somos um produto casual e sem sentido da evolução. “Cada um de nós é o resultado de um pensamento de Deus.” Sim, porque é que o Deus criador pessoal não haveria de poder servir-se do acaso para realizar o seu desígnio de uma criatura inteligente e amante, com quem estabelecer a sua aliança?
Contra J. Monod, que concluiu o seu célebre O Acaso e a Necessidade, escrevendo que “o Homem está só na imensidão indiferente do Universo, donde emergiu por acaso”, o cientista Juan-Ramón Lacadena crê numa “teleologia externa, cujo agente é a Causa Primeira, Deus”, que tem uma finalidade na criação. Mas acrescenta que tem de ficar claro que nem ele “o pode provar cientificamente” nem ninguém “o pode rebater com provas científicas”. “É uma simples, mas importante, questão de crença ou não crença. Um cientista crente pode aceitar a existência de um Criador, sem necessidade de que o mesmo Deus tenha de continuar a intervir pontualmente no processo evolutivo desde as origens do universo.”
Pelo contrário, o crente reflexivo, precisamente porque o é, recusa um Deus intervencionista. Francis S. Collins, coordenador do Consórcio Internacional da Sequenciação do Genoma Humano, escreveu na sua obra The Language of God, defendendo a tese de uma evolução teísta: “Deus criou o universo e estabeleceu leis naturais que o governam. Deus escolheu o próprio mecanismo evolutivo para dar lugar a criaturas especiais, dotadas de inteligência, conhecimento do bem e do mal, livre arbítrio, e o desejo de buscar amizade com Ele”, acrescentando: “A minha modesta proposta é dar outro nome à evolução teísta: ‘Bios mediante Logos‘ ou simplesmente, BioLogos – bios, termo grego para ‘vida’, e logos, ‘palavra’, em grego. Para muitos crentes, a Palavra é sinónimo de Deus, como dizem de forma tão poderosa e poética as majestosas linhas que abrem o Evangelho de São João: ‘No princípio era o Verbo (Logos), e o Verbo era com Deus, e o Verbo era Deus’ (Jo. 1, 1). ‘BioLogos’ exprime a crença de que Deus é a fonte de toda a vida e que a vida exprime a vontade de Deus.”
Mação, há minutos.
Cada obrigado,sempre renovado. Marco encontro Contigo para trocarmos umas ideias mais amanhã. Confiar é, também, saber que Tu esperas sempre por nós.
Obrigado pela Palavra que nos disponibilizas através de Frei Bento, hoje, no Público.
ac
Frei Bento Domingues O.P.
O cristianismo nasce da difusão da palavra do amor e da sua beleza, não do seu cativeiro
1.A Suíça não é só a pátria dos banqueiros, dos relógios e dos queijinhos da “vaca que ri”. No século XX, foi também a pátria de fecundos e grandes teólogos em trânsito para o grupo dos clássicos. Um é protestante, Karl Barth, e dois são católicos romanos, Hans Urs von Balthasar e Hans Küng. Os dois primeiros já morreram, cheios de glória, e o último continua a sua desafiante intervenção. Não consta que K. Barth e H.U. von Balthasar tenham passado por Portugal ou tenham sido, cá, muito traduzidos. Mais sorte tivemos com H. Küng que, por várias vezes, fez conferências em Lisboa, Porto e Coimbra e tem algumas obras publicadas entre nós. Uma das mais significativas, O Cristianismo. Essência e História, apareceu no Círculo de Leitores, na colecção Nova Consciência.
Em 2005, os cem anos do nascimento de Urs von Balthasar foram celebrados num congresso internacional com uma calorosa mensagem de Bento XVI. O Centro de Estudos de Religiões e Culturas da Universidade Católica Portuguesa organizou, nos dias 24 e 25 de Outubro passado – nos vinte anos da sua morte -, as I Jornadas Balthasarianas. Na colecção Teofanias (Assírio & Alvim), dirigida por Tolentino Mendonça, acaba de aparecer o formoso livro Só o Amor É Digno de Fé, cujo original alemão foi publicado em 1963. A tradução é de Artur Morão que, ao apresentar este pequeno livro, caracteriza a sua teologia: “O discurso balthasariano, que não visa nem assenta num sistema, realiza uma feliz conjunção de rigor filosófico e inspiração espiritual, de empenhamento teológico e missão cultural, de coerência lógica e vivacidade poética, de vivência intensa e de impulso protréptico ou persuasivo, de denúncia apaixonada e de convite amistoso, porque pretende justamente realçar o que, aos seus olhos, constitui o cerne da visão cristã: o Amor como Beleza.
2. Rosino Gibellini (1) documentou, no século XX, dezasseis correntes teológicas de grande mérito – assim como uma prospectiva para o século XXI – com a consciência de que nenhuma delas pode substituir as outras. Esta pluralidade impede que se diga – como tantas vezes se faz – este ou aquele é o maior teólogo do século XX, porque essas gradações dependem, sobretudo, do gosto, dos limites e das preferências de cada um. Nenhuma elaboração teológica – ao situar-se no mundo da hermenêutica da fé – pode ter a pretensão de atingir um lugar e um estatuto, a partir dos quais avalia a importância e a ortodoxia das outras. Na Igreja católica, a Comissão para a Doutrina da Fé exerce um papel que, às vezes, dá a ideia de assumir essa posição impossível. As teologias só podem ser fecundas quando cada uma sabe que é um ponto de vista parcial e consente em se deixar interrogar e questionar pelas outras. Como em muitos outros campos, é mais corrente a prontidão em procurar ser compreendido do que em tentar compreender. No prefácio ao Só o Amor É Digno de Fé, o próprio H.U. von Balthasar confessa: “Este ensaio ilustrará, por isso, o desígnio da minha obra mais vasta, Herrlichkeit, de uma “estética teológica” no duplo sentido de uma doutrina da percepção subjectiva e de uma doutrina da automanifestação objectiva da glória divina; mostrará que este método teológico, muito longe de ser um produto acessório, pouco relevante e dispensável, do pensamento teológico, deve, pelo contrário, como o único definitivo, pôr-se no centro da teologia, ao passo que a verificação cosmológica e histórica e o exame antropológico podem, quando muito, surgir como pontos de vista complementares e secundários” (p. 24).
Aquilo que apelida de “estética” tem, aí, um carácter puramente teológico: é o acolhimento, só apreensível na fé, da glória do amor soberanamente livre de Deus, que a si mesma se manifesta. Diz isto não só para se demarcar das outras teologias, mas também de todas as outras tentativas estéticas que o precederam e que nomeia.
3.”Falar de poesia parece-me sempre impossível. De um poema só se pode dizer o próprio poema. Quando muito podemos tentar – sem interpretar – reconhecer o que lá está.” Esta observação de Sophia M. B. Andresen exprime, em parte, o desejo de H.U. von Balthasar perante a revelação de Cristo e a caracterização da identidade cristã. Como diz e bem, “não é possível colocar outro texto por baixo do texto de Deus, que por ele se poderia tornar legível e compreensível ou, dizemos nós, mais legível e mais compreensível. O texto de Deus deve e quer explicar-se a si mesmo” (p. 52).
O que é que terá levado este teólogo a não se recolher no puro silêncio? O cristianismo nasce da difusão da palavra do amor e da sua beleza, não do seu cativeiro. Por isso, a estética teológica de H. U. von Balthasar não é uma teologia estética ao serviço de um cristianismo estetizante. O que ele procurou, através de uma construção imensa, foi apreender o estético da própria revelação, na evidência objectiva de Cristo, “obra artística de Deus”, sua exegese, expressão adequada e visível do Deus invisível, no mistério da Cruz.
(1) A Teologia do Século XX, São Paulo, Loyola, 1998; Prospettive Teologiche per il XXI secolo, Brescia, Queriniana, 2003
A Rádio não existe.A Rádio somos nós!
Publicado Novembro 17, 2008 Uncategorized Deixar um ComentárioPrimeiras emissões de telefonia sem fios.
Abrantes,17 Março 1984,primeiros encontros de rádios.
Abrantes,5 Abril 1986.III Encontro.Emído Rangel presente.
Li, algures, que as rádios estiveram reunidas em mais um congresso da Associação Portuguesa de Radiodifusão. Destes congressos, os ecos que me chegam, em regra - entre reivindicações avulsas, a que se acrescenta, agora, a dificuldade de adaptação ao DAB, finalmente morto, como alguém terá reconhecido – denotam que há mais preocupação pelo como de que a rádio é feita do que o porquê e o para quê é que ela continua a servir.
Saudades dos primeiros esboços de estatutos da nossa associação e da necessidade que, então, sentimos de a criar, só para que fosse cada vez melhor e mais presente no quotidiano das comunidades a que nos dirigíamos, a rádio que, então, já nos fazia e nós fazíamos.
Passados estes anos todos, tropeço em muitas emissões, apenas emissões, percebo, agora, de gente mais preocupada com o DAB, o DRM+, etc, etc, e menos com o raio da Rádio que parimos, e a nós, então, ela mesma nos pariu! Chama-se a isto deslumbramento pela rádio entendida como um fim e, jamais, como um meio. É por isso que a crise que revelam, por mais internet e sofisticados meios que utilizem, tal como parecem ter concluído os participantes, só se agravará e aprofundará, porque mais facilmente a net espalhará o veneno letal, amorfo e apático que lançam sobre os apáticos e amorfos dias, com excepção dos honrosos casos das poucas rádios que, para além de relatarem o que acontece, fazem, também, e de que maneira, acontecer!
Rádio com internet dentro, sim, mas como quem se intromete e intermete na vida, a questiona, revoluciona e transforma, em suma faz dela a sua verdadeira razão de ser. A verdadeira rádio só existe porque há gente que insiste em viver.
Por uma Rádio com a vida toda dentro dela. O resto resolve-se.
Era isto que queríamos quando demos os passos para a criação da associação. Porque queríamos viver mais, encher as rádios com todas as vidas, da VIDA das nossas vidas.
A Rádio não existe. A Rádio somos nós!
antónio colaço
PS -Mário, deu jeito a lembrança do teu Palavras Ditas: ”As palavras somos nós”.
NOTA
O editor participa noutros espaços.(Não, não é para compensar o silêncio no que à fraca participação dos nossos amigos aqui do convento diz respeito!).Este tema está a ter alguma animação aqui!Passem por lá sempre que quiserem!E podem deixar lá as vossas opiniões.Ali, os comentários estão abertos, coisa que aqui, por enquanto, ainda não.Optamos pelo email, como repetidamente temos dito!)
Espero que os irmãos percebam que o irmão sol se faz com o que cada um traz, Senhor, mas … acho que podias dar uma ajuda para que, de uma vez por todas, pela intervenção do Espírito, os seus espíritos se abram em relatos e, ” de repente, comecemos a inter agir numa multiplicidade de línguas e linguagens” ( é uma citação de cor do que aconteceu dentro do Cenáculo! ).
Que as energias não nos faltem. Amanhã, seguramente, vão chover relatos dos animados dias dos professores, dos gestores, dos operários, dos missionários…
Vem, Santo Espírito …”Tu que iluminas a escuridão do mundo”, do nosso mundo que persistimos manter fechado.
ac
Completamente impossível editar, hoje, o que quer que seja.
E, no entanto, está lançada a campanha nacional de apoio à criação do Museu do Presépio, em Fátima, obra do nosso muito amado e estimado irmão Frei Joaquim Lopes Morgado.
Mais do que mostrar as iluminações do Natal de Lisboa, venha saber de que outra Iluminação falamos.
Convido-o a visitar este sítio, enquanto não o fazemos aqui!
ac
Obrigado, Senhor, pelo silêncio dos meus irmãos.Por este branco silêncio…
Só Vós sabeis as incontáveis vezes que me dirijo para o Coro da Capela do gmail na saudável ânsia de por lá encontrar algum irmão com histórias para contar.Desde o dia 13 de Novembro que se abateu o mais pesado silêncio.Iluminai-me, bom Deus,para que possa interpretar esta provação a que me submeteis. O regresso a uma culpabilização de que me sinto curado – a me todo o palco,honras e louvores, primeiras páginas e outros “horrores”?! – por querer ocupar todo este webniano terrado?! Mas, Senhor, desde a primeira hora que me sinto extenuado por tanto apelo à participação ter efectuado?!
Como assim, pois, explicar a nula vontade de participar?!
Só me resta exaltar-Vos mais do que exaltado ficar.
Olhai os lírios do campo, sinto-vos ecoar no mais profundo de mim…Está bem, Senhor, cumpra-se a vossa vontade.Além do mais estamos no Outono e é bom que a irmã Natureza cumpra seu destino.
ac
As irmãs romãs, ou, se quiserem, estas punica granatum ( fica bem e sempre dá um ar cultural à coisa) de há muito que as associo ao dia de reis. De facto, a sua pequena e régia coroa dá-lhe um ar de majestática graça “realmente” (desculpa Luis Gonçaleves) real.Pronto, pleonasmos e redundâncias à parte, bom é que tudo isto redunde a nosso favor!
Desgranuladas as ditas (acho que inventei qualquer coisa!) podemos comê-las polvilhadas com um pouco de açúcar amarelo, mas, hoje, para o que interessa…
…toca a aconchegá-las num pote de vidro – a vista também come, perdão, bebe! – numa boa dose de aguardente vínica ou, como é o caso das que a imagem surpreendeu, em aguardente de genuíno medronho das encostas maçanicas!
Acrescenta-se-lhe algum açucar – variando com as opções por coisas mais doces! – e deixemos num repouso por alguns meses!
Pronto, daqui a algum tempo falamos!
Adepto dos licores como motivadores para os dois dedos das tantas conversas que se desejam, aqui está como, depois do branco silêncio, superámos os maus humores com …uma invejada descida ao libertador mundo do licor.
Há receitas para a troca? Venham elas!
ac
O Rui Chamusco – confesso que tive de telefonar a alguém para confirmar o apelido – era de uma generosidade fleumática a todos os níveis!!! E ai de quem desafinasse, lá na música!!
Estou a vê-lo com o seu acordeão. Acho que, igualmente, a não acertar na bola, mas de um sorriso do tamanho do mundo.
Sim, esta coisa de, passados uns anos, passarmos ao lado dos nossos maus feitios, é um facto, o que é que havemos de fazer. As saudades são mais que muitas e valem mais do que todos os pequenos minutos que perdemos em discussões mais que avulsas.
Rui, tenho saudades tuas, e, comigo, todos os que te conheceram.Por andas , meu irmão!Para o ano queremos-te em Assis e…com o teu acordeão!!!!
Ou, versão Perdidos&Achados, alguém tem notícias do Rui?
ac
Frei Manuel Luís, que é feito de ti, me diz?!
Publicado Novembro 19, 2008 Uncategorized Deixar um Comentário
O Manuel Luís, quem não conheceu essa alma a transbordar generosidade, esse Cavaleiro da Imaculada (muta escadinha me fizeste subir, irmão!!!) que nos enviava, diligentes carteiros da mensagem mariana, calcorreando os bairros mais pobres das redondezas, Ameal, S.Mamede, Paranhos…
O Manuel Luís com o futebol mais “light” nos pés que eu conheci, sempre diligente a levantar o adversário alvo de alguma sua inocente falta de pontaria mas, creio, sempre certinho lá na defesa e que, de vez em quando, levava tudo à frente!
Mas, hoje, Manel, eu sabia que um dia seria feita justiça, venho aqui agradecer-te o empenho que puseste na criação do mais famoso conjunto do Ameal e arredores, Os POPBRES, mas, sobretudo, daquela bateria tocada pelo Agostinho Vaz !!! O dinheirão que o Manuel não “surripou” à metalúrgica do seu querido Pai!Acho que não estou a errar! Foi toda ela construída peça a peça. Creio que com dupla função: para nós mas, também, para o grupo de jovens que o Manuel tão entusiasticamente animava no Ameal, e cujo nome ignoro, alguém me lembre. A malta nova tinha uma confiança sem limites no Frei Manuel Luís. Por mim, creio, acho que o Manuel sempre contou comigo para a concretização de todas as suas mais brilhantes iniciativas, daí, que, também sempre contasse com ele para meter alguns pauzinhos na nossa santa engrenagem.
E esta é a foto mais recente que descobri do Pe Manuel Luís. Mas, confesso, não sei onde anda.
Manel, se fosse hoje, sei que contarias com a Net para evangelizar. Por isso, por onde andas, Manel?Precisamos da tua bondade, serenidade.
Escreve-nos, Manel!
ac
Nada melhor para encerrar mais um produtivo dia – sim, o que é que cada um de nós acrescentou à vida que nos cabe viver? – do que um momento musical patrocinado pelo Pavarotti cá da casa: Artur Beleza!
Ele toma o tom, aquece a voz e…
aí vai um Avé Maria, qualquer um que seja, Mozart, Schubert, Frank.
Não o conheci de muito perto mas ainda recordo a expectativa com que, no Ameal, o editor já frade professo, se aguardava, nalguma festa a que vinha – creio que estava por Gondomar – o momento em que Frei Beleza cantaria algum dos seus temas.( A propósito, evocaremos aqui, também , um destes dias, o Frei Avelino e o seu famoso Sole Mio.Por onde andais, irmão?!).
Palmas para ti, Artur.Um destes dias ainda te vamos ouvir no You Tube.Tem calma, meu!
ac
São Dezoito Horas e quarenta e três minutos
Publicado Novembro 20, 2008 Uncategorized Deixar um ComentárioTive o privilégio de lá viver alguns anos. A roupa ainda lá é passada. Mas, hoje, uma recomendação: a Botica do Café é, sem sombra de dúvidas, não só a Catedral da Empada como o mais pequenino e aconchegado sítio para comer com qualidade desde a panóplia de empadas, aos mais genuínos e tradicionais bolos e fritos do Natal, bem como uma variada e bem temperada ementa regional. Na arrumação e limpeza nenhum pormenor ali foi descurado.Fica na esquina entre a R.Sampaio Bruno e o início da R Almeida e Sousa, bem perto da casa de Bento de Jesus Caraça.Só a pressa e o tempo gasto a pedir a necessária autorização impossibilitam que a estaladiça imagem da “empada alentejana” que acabei de saborear (de pequen’almoçar!) aqui esteja para regalo dos leitores.
Por falar em estaladiça empada e … em dia, não só das educativas réplicas (tsunâmicas?!) como, da simulação outra de um 1755 distante, veja o que googlei para si:
” A expressão “rés-vés Campo de Ourique” remonta a 1755 quando o terramoto assolou Lisboa tendo destruído a cidade até à zona de Campo de Ourique, que ficou intacta. A partir daí o ditado generalizou-se”.
E pronto, independentemente do desfecho dos diversos simulacros & embates… que vivam os combates na Botica. Ali, pratica-se a avaliação na hora, menos “burocrática” mas mais deliciosamente gastronómica.
antónio colaço
Casas da Ribeira, freguesia de Cardigos, concelho de Mação.
À PROCURA DA PALAVRA
P. Vítor Gonçalves
CRISTO REI Ano A
“Em verdade vos digo: Quantas vezes o fizestes
a um dos meus irmãos mais pequeninos,
a Mim o fizestes”.
Mt 25, 40
Os pequeninos
Penso muitas vezes que, se precisássemos de uma palavra que sintetizasse o que é ser cristão e como podemos viver o seguimento de Jesus, poderíamos sempre apresentar esta espantosa parábola. Quantas vezes não desejamos “ver Deus face a face”, saber o que Ele gostaria que fizéssemos, abraçar um entendimento mais profundo sobre o sentido da vida? Quantas perguntas trazemos no peito para Lhe colocar, especialmente pelos muitos sofrimentos que a vida traz consigo, e quantas zangas pela escuridão que se abate sobre nós e d’Ele parece vir apenas um silêncio? Pode o nosso sofrimento atenuar-se quando nos debruçamos sobre o sofrimento de outros?
Jesus liberta-nos da tentação “religiosa” de ficarmos agarrados às “coisas sagradas”. Sagrado é o ser humano e tudo o que a ele diz respeito. Sagrado é o amor e a vida, a justiça e a procura da verdade, a alegria e o trabalho, o perdão e a possibilidade de renovação. Não é sagrado o “bric-a-brac” de “espiritualidades” egocêntricas que não abrem caminhos a um amor autêntico e geram dependências ou servilismos. Então, o caminho para Deus é cada homem e mulher concretos, com rosto e história, com altos e baixos, que precisam e que generosamente se dão. Perante a história de cada um, como Jesus, somos capazes de O reconhecer em cada “pequenino”? Sentimo-nos também “pequeninos”, a precisar de algo ou de alguém, ou a auto-suficiência já se tornou uma segunda veste com que tapamos as nossas debilidades? Quem nos meteu na cabeça que o ideal humano é “não precisar de ninguém”? Pode haver amor sem um mistério de dependência?
A festa da realeza de Cristo com que culminamos o ano litúrgico revela-nos um Rei que é o centro do universo mas que se volta para o milagre que é cada pessoa. Um Rei que não busca honrarias nem festas mas que vê o gesto mais discreto feito a quem é necessitado. Um Senhor que não deixa manuais de utilização da fé mas que nos confia a ousadia e criatividade do Espírito Santo. É com Cristo que aprendemos a “viver ao contrário”: grande é quem sabe ser pequeno, forte é quem assume as fragilidades e medos, feliz é quem ama sem medida, vencedor é quem não desiste apesar das derrotas, vê Deus quem cuida do abandonado sem desejo de retorno. Não se trata da lenta aprendizagem em “ser pequeninos” que a vida do reino nos pede? Onde é que Te vemos, Senhor?
NOTA
O Pe Vítor é um jovem Padre, natural do pequeno lugarejo que o Google nos revela.Fez anos um destes dias pelo que aqui lhe deixo os parabéns.É, neste momento, o Pároco da Igreja/freguesia do Sagrado Coração de Jesus, ali para as bandas do Marquês.Gostaria de poder acrescentar algo mais a esta sua vibrante reflexão sobre o Evangelho do próximo domingo, mas, para já, respeito a leitura que cada um faz para si. Era bom que avançássemos com a tal partilha mas…
ac
-Não fujas, Agostinho Vaz, estamos a ver-te cá de cima, homem!!! Rende-te ao irmão sol!!! Pensavas que escapavas?! Hein?!
-Mas… onde é que esais que não vos vejo, Senhor?!
- Qual Senhor, qual carapuça, meu?! Somos nós, a redacção em peso do irmão sol!!!
-Oi, Joaquim Afonso, então aí na sorna, a passar o fim-de-semana na terra hein?! Vá lá escrever uma crónicazita aqui para o irmão sol, como fazias para a revistinha IDEAL,meu!!
-Senhor, quem sois, onde estais que não vos vejo?!
-Outro! Mas qual Senhor, qual o quê, não invoques o Santo nome de Deus em vão, vai mas é escrever a croniqueta e, se quiseres, e puderes envia uma foto desse telemóvel que a todos nos pode ajudar…
-Mas, quem é que assim me fala, pedindo-me colaboração, a mim, que passo a vida a queixar-me de que nunca ninguém me pede nada…
-Arméniiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiioô, oi,meu, que é feito de ti, aí pelo Colégio de Gondomar, hein?! O quê, já não estás aí?
Senhor piloto do nosso helicóptero, vamos encaminhar-nos para Abiúl. Este nosso amigo está lá a passar o fim de semana, se pensa que nos escapa!
Para Abiúl e em força!!!
-Ei, Firmino, Leonel Ribeiro Santos, Arménio, olhem quem está a chegar? O Agostinho Mendes!Uau, Bingo!!!
-Mas quem sois, Senhor, onde estais?! O que é que quereis de nós? Que regressemos ao Convento, mas agora é tarde, isso já foi há tanto temp….
-Mas regressar o quê?! Deixem-nos pousar, gente! Só temos saudades de vocês e queremos vir trocar aqui dois dedos de conversa!!
ac
MARCO DO CORREIO COM GIRASSOL DENTRO!
Publicado Novembro 23, 2008 Uncategorized Deixar um ComentárioMeu caro Colaço e companheiros:
Aqui está uma actualização do Girassol de S. Francisco.

Como podem ver ele continua em franco crescimento.
Tal como a sua missão cresceu a partir da pequena igreja de S. Damião, também este girassol cresceu de um pequeno vaso e floresceu.
Um abraço e até à proxima actualização.
Zacarias Rito (1966)
NOTA DA REDACÇÃO
Companheiros - gosto disto, Zacarias – “apetecia-me algo”:não, mais doce do que um mísero ferrero, o que me apetecia mesmo, era, receber mais testemunhos/imagens deste tipo. É que, pelos visto, os girassóis nascem quando um homem quiser.Girassóis em Dezembro?!
E o nosso irmão Lobo, sim aquele enorme cão, Zacarias! Mas que composição. Até parece que estou a ver o nosso jovem de Assis estendendo a mão para o facínora convertido!!!(Sem desprimor para o teu belo animalzinho!!!Aqui em casa somos mais pelos gatos, pronto!)
Olha só, eu acho que isto é um pequeno milagre do nosso querido Francisco como quem diz, não desistam de continuar a utilizar a net para dar conta destas pequenas notícias que tornam GRANDES os nossos dias.Vês, meu caro Frei Morgado, é disto que aqui por casa a gente gosta! A gente g@asta! Vá lá, o raid googleniano de ontem está a surtir efeito! E num passe de mágica acho,mesmo, que já vem mais correio a caminho!!!
MARCO DO CORREIO COM OS IRMÃOS SERITO E VAZITO!!!
Publicado Novembro 23, 2008 Uncategorized Deixar um ComentárioBoa noite gente trabalhadora!!! (desculpem se me enganei…)
(NR-Nem tu sabes a que horas isto foi editado, meu!!!)
Acabo de chegar de Guimarães, a cidade berço, depois de uma audição do Guimarães Jazz. Bendigo a Deus por me ter regalado com uma sessão de jazz, música intemporal que me enche a alma e abre o coração. Sim, sou um apreciador deste género e de blues, assim como de música sacra e da nossa música tradicional.
Seguindo a sugestão do Colaço, ainda puxei do telemóvel para bater um flash, mas… azar do diabo: estava sem bateria!


A minha ausência, temporária, no blog deve-se a uma gripe irritante que teimava em não passar. Mas agora recomposto prometo voltar ao nosso convento virtual, enriquecido com novos contributos de elevada qualidade, bem gerido pelo nosso querido irmão Colaço de Cardigos, Mação, Alcains, bom cidadão do mundo,mais conhecido entre nós pelo Frei Farófias.
Depois desta caminhada à luz do “irmão sol” continuo ansioso pelo aparecimento de companheiros, professores e irmãos auxiliares que para mim constituíram referências éticas e morais, tanto no Seminário Menor, no Noviciado, como no Seminário Maior.
Fico feliz pela participação, desde a criação do blog, do Frei Lopes Morgado, o saudoso e competente professor de francês e música. Não será por acaso que, ainda hoje, “parlo” razoavelmente “avec” e apesar de músico falhado ainda não esqueci alguns fundamentos que, o então, Frei Agostinho de Vilar nos ensinou.
Sobre a marca indelével que nos foi dada pela formação religiosa, moral, cultural e humana no seminário, irei referir, gradualmente, ao longo das minhas intervenções.
Isto começa a resultar rapaziada!!! Hoje tive o prazer de receber o contacto do Armando Pinto, da Longra – Felgueiras, domínio do mosteiro de Pombeiro. Uma das questões que me preocupa tem a ver com a informação que o Armando Pinto me deu sobre o primo, o Rosário de Felgueiras. Este ex-atleta e brioso ala direita da minha equipa (eu era o capitão), debate-se com problemas de saúde originados por um acidente vascular cerebral. Ao que informou o Armando Pinto, o Rosário está perfeitamente lúcido, somente não consegue comunicar verbalmente.
Pedimos encarecidamente ao Armando, que apresente ao primo as nossas cordiais saudações e um abraço fraterno dos companheiros que, com ele, partilharam o mesmo tecto, as brincadeiras e traquinices de então. Acreditemos que o Rosário vai recuperar a sua voz.
Não quero sobrecarregar os meus irmãos com algumas sombras, geradoras de preocupações. No entanto, devo dizer que no encontro de 2006, em Gondomar, reparei que outro brioso atleta da minha equipa (filial do Vitória de Guimarães), o Delfim de Castelo de Paiva, se encontrava doente. Como não o vi neste Encontro, pergunto: – alguém sabe algo sobre o Delfim?
Agora o que me surpreende é a ausência, do espectro cibernético, do pessoal do meu ano! Onde param o Agostinho Mendes, O Carlos Rito, o Joaquim Afonso, o Francisco Martins, o João Teixeira e outros?
O povo do meu ano é generoso, solidário e muito sociável. Vamos lá rapaziada a encher-nos de brios, acompanhando o nosso artista reitor, Frei Colaço!! Basta de penumbra; um pouco de luz do “irmão sol” tonificará o espírito de grupo que sempre nos caracterizou.
Vamos todos ao baú empoeirado e projectemos luz sobre fragmentos da vida que partilhámos durante anos.
Não vos maço mais, pois a minha esposa e filhos, já me chamaram para jantar.
Boa noute do A. Henriques Vaz
P.S. Aqui vai uma lembrança para o Sério
NR-Uma delícia!Isto merece comentário mais logo!
NR -A riqueza da reflexão do Pe Anselmo desta semana é de uma profundidade que faz com que deixemos para amanhã o WEBangelho de Frei Bento Doningos. É daqueles textos para ler e reler, passar a palavra aos familiares e amigos, numa reconfortante tarefa de LIMPAR o que em nós são ainda ideias adquiridas e que nos condicionaram durante muito tempo o acreditar num Deus de que, afinal, nos sentimos cada vez mais próximos. Quer dizer, de um Deus que, afinal, está bem dentro de nós, à espera que o descubramos e nessa descoberta a REVELAÇÃO de que a FELICIDADE é algo que, desde sempre, esteve ao nosso alcance fruir, desde já, AQUI E AGORA. É com contributos destes que as coisas se tornarão mais fáceis a todos os níveis. Ou seja, a PAZ – as nossas pequenas guerras, que depois derivam nas que conhecemos – está ao nosso alcance.Só quem persiste em não abrir os olhos é que sofre por não querer descobrir a razão do seu sofrimento.E quem é que não deseja ser feliz? Afinal, é de uma ESCOLHA que se trata. Toma lá esta ajuda. O Pe Anselmo sente-se muito feliz por se saber lido e ouvido pelos leitores do irmão sol!
Um bom domingo e, se quiseres “perder” cinco minutos para nos enviares/partilhares a tua leitura …ac
INFAUSTA DOUTRINA DO PECADO ORIGINAL
Anselmo Borges
Padre e professor de Filosofia
A impressão geral que me ficava da religião nos tempos da catequese não era luminosa. Pelo contrário, tudo aquilo transmitia um mundo bastante tenebroso, a ideia de um Deus castigador e de nós sujeitos a um destino de submissão trágica. Os primeiros pais tinham pecado, Deus andava irado com a gente e Jesus sofria na cruz para ver se nos libertava. A alegria era um roubo e a palavra Evangelho, que quer dizer “notícia boa”, não pousava sobre nós nem nos aquecia.
O que infectava o cristianismo era a doutrina infausta do pecado original. Escreveu o célebre historiador católico Jean Delumeau: “Não é exagerado afirmar que o debate sobre o pecado original, com os seus subprodutos – problemas da graça, do servo ou livre arbítrio, da predestinação -, se converteu (no período central do nosso estudo, isto é, do século XV ao século XVII) numa das principais preocupações da civilização ocidental, acabando por afectar toda a gente, desde os teólogos aos mais modestos aldeões. Chegou a afectar inclusivamente os índios americanos, que eram baptizados à pressa para que, ao morrerem, não se encontrassem com os seus antepassados no inferno. É muito difícil, hoje, compreender o lugar tão importante que o pecado original ocupou nos espíritos e em todos os níveis sociais. É um facto que o pecado original e as suas consequências ocuparam nos inícios da modernidade europeia o centro da cena mundial, sem dúvida muito atribulado.”
No entanto, a doutrina do pecado original, no sentido estrito de um pecado transmitido e herdado, não se encontra na Bíblia. Jesus nunca se referiu a um pecado original.
Na sua base, encontra-se fundamentalmente Santo Agostinho, a partir de um passo célebre da Carta de São Paulo aos Romanos, capítulo 5, versículo 12. Mas ele seguiu a tradução latina: Adão, “no qual” todos pecaram, quando o original grego diz: “porque” todos pecaram. Ora, uma coisa é dizer que todos são pecadores e outra afirmar que todos pecaram em Adão, como a árvore fica infectada na raiz, de tal modo que todos nascem em pecado do qual só o baptismo os pode libertar. Santo Agostinho deixava cair no inferno, mesmo que menos terrível, as crianças sem baptismo. Durante séculos, houve mães tragicamente abaladas, porque os filhos morreram sem baptismo.
A Santo Agostinho serviu esta doutrina sobretudo para, convertido do maniqueísmo ao cristianismo, “explicar” o mal no mundo, que não podia vir do Deus criador bom.
De facto, baseou-se numa exegese errada. E quem não sabe hoje que o que diz respeito a Adão e Eva e à queda é da ordem do mito? Adão e Eva não são personagens históricas. Depois, se eles ainda não sabiam, como diz o texto do Génesis, do bem e do mal, como podiam pecar? O que o texto diz é outra coisa, e fundamental: o que caracteriza o Homem frente ao animal é a liberdade. O Homem já não é um animal como os outros: tem auto-consciência, sabe de si como único – a nudez metafísica – e que é mortal.
Mas os estragos desta doutrina infausta foram e são incalculáveis, sobretudo a partir do acrescento de Santo Anselmo e a sua doutrina da retribuição: os primeiros pais cometeram uma ofensa contra Deus infinito e, assim, era necessária uma reparação infinita para uma dívida infinita que só o Deus-homem Jesus podia pagar na cruz.
Ficou então a ideia de um Deus por vezes monstruoso, que precisou da morte do Filho para reconciliar-se com a Humanidade. Mas como era isso compatível com o Deus amor? Porque o pecado se transmitia pelo acto sexual, a sexualidade, o corpo e a mulher ficaram envenenados, numa situação dramática: era preciso continuar a gerar filhos – no limite, a actividade sexual só se legitimava para a procriação -, mas eles eram gerados em pecado e a mulher trazia o pecado dentro dela.
Porque é que o primeiro acto humano da História havia de ser o pecado? Hoje, com a teoria da evolução, a contradição torna-se maior. E, afinal, o que São Paulo diz no passo célebre da Carta aos Romanos é uma mensagem de esperança: todos os seres humanos pecam, o pecado do Homem é grande, mas o amor de Deus é maior. Infinito.
Mação, Largo do Cineteatro.
São de grande coragem as imagens que as árvores, por estes dias outonais, nos dão. Uma a uma, sem uis nem ais, as amarelecidas folhas despedem-se dos robustos ramos das Mães-árvores que, durante alguns meses, delas se serviram para receber do sol o seu clorofilizado alimento.
Um festival de cor mesmo na adivinhada dor ou, talvez não, porque, em breve, serão húmus, serão chão e, lá mais para a frente, Primavera e seiva até mais não.
Obrigado, bom Deus, por esta lição. Sempre que algo nos falta, distraídos, julgamos-Te ausente, ignorando que só Tu és a eterna Primavera, sempre Presente.
ac
Está lindo o Arquivo Histórico de Abrantes
Publicado Novembro 24, 2008 Uncategorized Deixar um ComentárioEstá lindo o teu Arquivo Histórico, meu querido Amigo Eduardo Campos!
Estive lá, há poucas horas, já a madrugada ia alta.
Aí, onde estás, assististe, de certezinha, à conversa que tive, há dias, com o teu João, que já não via há tantos anos, talvez desde que partiste, e a quem disse:
-Sabes quem é que está a fazer o Arquivo Histórico do teu Pai, meu?!É um outro João, o Arquitecto João Colaço, meu filho, tás a ver?!
Eduardo, ontem, foi uma noite muito especial como também a estas horas já sabes. Um frio enregelado descia pelo cabeço, envolvendo a área de implantação do teu Arquivo Histórico, ali para as bandas da Chainça, mas, mesmo assim, não perdi a rara oportunidade, nesta ensaiada espécie de regresso a Abrantes, de poder vislumbrar, pela primeira vez, a nocturna aura do Arquivo que o meu querido filho para ti concebeu. Digo bem, a-u-r-a ! De facto, dentro de breves dias, não te vão faltar ocasiões para inspirares e assistires aos teus seguidores na afirmação da moderna historiografia abrantina de que foste um dos mais dinâmicos paladinos. E deixa-me que te diga – sim, tu já sabes, mesmo antes que o afirme, que sou suspeito - que o projecto do meu João, arquitecto, o seu primeiro grande projecto – um desafio enorme para quem estava a sair da faculdade - expressa com a sua “pala” longitudinal, todo um conceito que te assenta que nem uma luva: acolhedor! Sim, aquela vai ser a grande casa que vai acolher toda a documentação, todos os rastos do que fomos.
Ou seja, acolhedor no seu aspecto, dedicado ao estudo do passado, estou certo, Eduardo, que dali sairá muito estudo suado que levará as novas gerações a não se quedaram pelo estudo do que aconteceu mas, sobretudo, estudarem, altamente documentados, o fazer acontecer a que estão, desde agora, obrigados.
É um privilégio poder, por via do esforço do arquitecto João Colaço, retribuir, assim, também, os mil e um apontamentos com que te chaguei para tornar mais apetecíveis os dias da rádio que, um dia, me levaste a conhecer no cabeço das Arreciadas e ambos, também, e de que maneira, ajudámos a crescer.
A esta boda vou, meu caro Eduardo, mesmo que não convidado. Era o que faltava!
ac
NOTA
Nada no gmail!Logo….não baixamos os braços!
Ora aqui está outro exemplo que demonstra o tipo de coisas de que podemos falar materializando aquela máxima do irmão sol de que, não queremos falar, só, do que connosco aconteceu e, sim, também do que connosco pode e deve voltar a acontecer! Quem diz connosco, diz, com os nossos.Aqueles a quem gerámos, fruto da opção que tomámos.O que não nos torna a-franciscanos e, sim, franciscanos de corpo inteiro.
É o caso.Hoje, falo do primeiro grande projecto do meu filho João Colaço, arquitecto.
E tu, de que queres tu falar sobre os teus filhos?!
ac
DEUS NÃO ME CHAMOU SÓ PARA ELE.Frei LMorgado dixit
Publicado Novembro 25, 2008 Uncategorized Deixar um Comentário
Olhando para o seu “currículo”, não é fácil dizer se é um religioso activo ou contemplativo…
Frei Lopes Morgado - Ainda bem. São Francisco, no princípio da sua conversão, também duvidou se devia dedicar-se a uma coisa ou a outra. E as pessoas a quem consultou foram unânimes em aconselhar que devia dedicar-se às duas, pois Deus não o tinha chamado só para ele. Se quiser saber, o meu grande ideal e aquilo que me fez avançar no meio das hesitações na vocação, foi a vontade que sempre tive de ser missionário, de evangelizar, de pregar. Certamente, pelos bons testemunhos dos missionários que passavam pelo Seminário e nos falavam do seu trabalho. Afinal, como eu costumo dizer, puseram-me a roer papéis…
NOTA
Esta é uma entrevista a que pode ter inteiro acesso aqui e concedida à Revista STELLA. Tropeçámos nela por via de um blogue. É este lado da rede que nos fascina se o utilizarmos no sentido do nosso crescimento mais do que apoucamento (sim,sei do que falo!).
Além do mais esta ideia de Frei Morgado articula-se com uma outra, que já aí vem, de Frei Bento Domingues .”O que nos salva ou nos perde é a atenção ou a indiferença perante os necessitados”.
Boa leitura.
PALAVRA DE DEUS?
Frei Bento Domingues, O.P.
O que nos salva ou nos perde é a atenção ou a indiferença perante os necessitados
1
Em tempos de grande crise económica gerada por métodos de corrupção e de especulação financeira, os temas de vigilância, de rigor nos grandes projectos, de apertada regulamentação da banca, de cuidada avaliação profissional acompanham os telejornais com cenários de catástrofe global.
Quem procurar alívio e consolação nas igrejas arrisca-se a uma grande decepção. Se não quiser ser vigilante e viver embalado em palavras de “paz e segurança” – como se dizia no domingo passado -, encontra-se com o inesperado. Sentir-se-á mesmo revoltado com o que vai ouvir da chamada “Palavra do Senhor” ou “Palavra da salvação”.
2.
Na liturgia outonal, os cristãos são confrontados com as perturbadoras narrativas do capítulo 25 do Evangelho de S. Mateus.
Na primeira – a do contraste entre “as virgens loucas e as prudentes” – espelha-se um mundo egoísta e sem compaixão. Na segunda – a dos “talentos” – glorifica-se a arte de tornar os ricos cada vez mais ricos e os pobres cada vez mais pobres. Vem a terceira – a da avaliação final da história humana -, na qual seria de esperar uma boa saída para um mundo tão cruel. De facto, a justiça parece perfeita. Aos bons o Filho do Homem dirá: “Vinde, benditos de meu Pai, recebei como herança o reino que vos está preparado desde a criação do mundo.” Para os maus, a sentença é outra: “Afastai-vos de mim, malditos, para o fogo eterno, preparado para o demónio e os seus anjos.” O conjunto deste celebrado capítulo, construído numa sequência de três narrativas, acaba assim: os maus irão para suplício eterno e os justos para a vida eterna.
A sentença do chamado “juízo final” é baseada no comportamento histórico dos bons e dos maus. E parece sublime. O encontro com Cristo ou a sua rejeição, isto é, o encontro com a salvação ou a perdição, não depende de nenhuma prática religiosa codificada com prémio ou castigo previamente fixado. O juiz deste processo andava clandestino na vida das pessoas: tive fome e deste-me de comer; tive sede e deste-me de beber; era peregrino e me recolheste; não tinha roupa e me vestiste; estive doente e vieste visitar-me; estava na prisão e foste ver-me.
Os bons, os justos, ficam espantados: Senhor, quando é que te vimos com fome, com sede, peregrino, sem roupa, doente ou na prisão? A resposta é inesperada: “Quantas vezes o fizeste a um dos meus irmãos mais pequeninos, a mim o fizeste.” Em relação aos maus, basta mudar o sinal de positivo para negativo: “Em verdade vos digo: quantas vezes o deixaste de o fazer a um dos meus irmãos mais pequeninos, também a mim deixaste de fazer.”
3
Temos, aqui, a clandestinidade de Deus e de Cristo no seu máximo ocultamento. Nem quem fez o bem, nem quem fez o mal sabe que estava a servir ou a ofender a Deus. Também não pensa em prémio ou castigo. O que nos salva ou nos perde é a atenção ou a indiferença perante os necessitados.
A qualidade moral desta narrativa é simplesmente admirável. A qualidade religiosa não é confessional. A atenção e a ligação extremas – características da religiosidade – realizam-se no cuidado concreto com quem precisa, só porque precisa. Neste dom, existe um secreto movimento e encontro com o Infinito. É, pelo menos, a interpretação do Senhor desta história. No entanto, o juiz do bem e do mal, por mais justo que se mostre, não se parece muito nem com Jesus Cristo, nem com o seu Deus de pura misericórdia. Um inferno eterno é uma maldade que nem um autor tão ortodoxo e tão louvado por Bento XVI, como H. U. von Balthasar – apresentado, aqui, no domingo passado – conseguiu suportar. Como alguém me observou, o final desta narrativa está em contradição com o mandamento do próprio Jesus, apresentado neste mesmo Evangelho de S. Mateus: “Ouvistes o que foi dito: ‘Amarás o teu próximo e odiarás o teu inimigo.’ Eu, porém, digo-vos: ‘Amai os vossos inimigos e orai pelos que vos perseguem.’ Fazendo assim, tornar-vos-eis filhos do vosso Pai que está no céu, pois Ele faz com que o sol se levante sobre os bons e os maus e faz cair a chuva sobre os justos e os pecadores. Porque, se amais os que vos amam, que recompensa haveis de ter? Não fazem já isso os publicanos? E, se saudais somente os vossos irmãos, que fazeis de extraordinário? Não o fazem também os pagãos? Portanto, sede perfeitos como é perfeito o vosso Pai celeste.”
Será que S. Mateus tinha pouca memória e, passados vinte capítulos, já não se lembrava da originalidade radical do caminho cristão que tinha proposto?
A este respeito – e sobretudo depois do recente Sínodo dos Bispos sobre a glorificação da “Palavra de Deus” – importa perguntar para não cair em fundamentalismos: que entendemos por esta metáfora? Como diz Schillebeeckx, a auto-revelação de Deus é dada em experiências humanas interpretadas. Nunca temos acesso à “Palavra de Deus” de modo imediato. Estritamente falando, a Bíblia não é a Palavra de Deus, mas um conjunto de testemunhos de fé de crentes que se situam numa tradição particular da experiência religiosa. É por isso que, no uso litúrgico, utilizo o menos possível a conclusão solene, “palavra do Senhor”, precisamente porque Deus nunca fala assim. São crentes que falam. Voltarei a este tema.
NOTA
Esta reflexão de Frei Bento Domingues, no Público do passado Domingo ( alertando para o facto de os sublinhados, aqui no irmão sol serem da nossa responsabilidade) convoca-me para a urgência de o ter aqui, entre nós, ajudando-nos a reflectir em que medida é que a net, este nosso WEBANGELHO, pode ajudar a questionar o tradicional Evangelho no sentido de, cada vez mais estarmos atentos a todas as nuances e perspectivas históricas com que a “Boa Nova” é abordada por quem sabe, estuda e pesquisa.
Sim, quero acreditar que Deus, pela acção do Espírito, jamais decidiu fechar-se em copas e nunca mais nos ligar “peva”!
Sim, escolho este português chão, porque acredito que, deste ponto de vista, muitas das nossas comunidades, sobretudo do interior, ainda vivem dominadas pela ideia do pecado (como bem referiu o Pe Anselmo, ali mais abaixo!) e da inquestionabilidade da actualidade da sua mensagem. Ou seja, dava muito jeito que o Espírito voltasse a descer sobre nós, agora ao ritmo do sec XXI, qualquer coisa como, Deus revela-se aos homens uma vez por século, ou, Deus revela-se uma vez por ano para actualização da sua mensagem, ou, ainda, e melhor, Deus não quer que percamos tempo a interpretar e actualizar o que disse há milhares de anos, simplesmente porque Deus É, e ponto final, não há cá internet que resista.Isto é verdade para o mais humilde pastor da Serra da Estrela, sem nenhum “Magalhães” à mão, como para o mais actualizado e refinado webmaster da capital. Permanece, pois, esta fome: qual a melhor interpretação do que Deus disse para que melhor O possamos amar ou, do Deus que anda connosco imune ao tempo porque Ele mesmo É o único Tempo, imune a “interpretações” e, sim, desejoso de intercomunicações várias.
É por isso que digo a Deus, a cada momento que passa, obrigado por estares sempre comigo, mesmo que não esteja Contigo sempre. Quer dizer…
ac
Olá!
Saudades nossas?!
Vem por aí qualquer coisa a caminho.
Até lá, recomendamos uma Leitura actualizada de um take da Lusa, de agora! Dá para acertar o passo com a História, ou, interrogarmos, da História os seus tantos e mais recentes passos:
Capitalismo vive crise complexa
que parece ser crise civilizacional
Coimbra, Portugal 27/11/2008 13:43 (LUSA)
Temas: Economia (geral), Direitos humanos, Sociedade
Coimbra, 27 Nov (Lusa) – O sociólogo Boaventura de Sousa Santos considerou hoje, em Coimbra, que o capitalismo atravesssa “uma crise muito significativa e complexa”, que “parece ser uma crise civilizacional”.
“Já não é apenas uma crise económica, mas parece ser uma crise civilizacional”, considerou o director do Centro de Estudos Sociais (CES) da Universidade de Coimbra (UC), na conferência inaugural do colóquio internacional “Desafios aos direitos humanos e à justiça global: a luta pela igualdade e pelo reconhecimento da diferença”.
Na sua palestra, intitulada “Direitos Humanos ante os Desafios da Desigualdade Social e da Diversidade Cultural”, o sociólogo disse que, apesar de complexa e significativa, “não parece que esta seja a crise final do capitalismo”.
“Não se vislumbra o fim do capitalismo mas também não se imagina que não tenha fim, porque tudo o que existe na História tem fim”, referiu, adiantando que “não sendo uma crise final, também não se imaginam soluções”.
De acordo com o catedrático da Faculdade de Economia da Universidade de Coimbra, esta crise assume “quatro tempos diferentes, contraditórios”: o tempo financeiro, económico, energético e ambiental-climático.
“O mais significativo nesta crise é que ela não foi produzida pelas forças progressistas que se afirmaram ao longo dos últimos 30 anos como forças de esquerda, ela resulta do suicídio do neoliberalismo”, sustentou.
Na sua intervenção, Boaventura de Sousa Santos defendeu “uma construção contra-hegemónica dos direitos humanos”, baseada em três orientações, nomeadamente em “descolonizar o poder e o saber, democratizar a democracia e produzir para viver e para deixar viver”.
“A maioria dos cidadãos do mundo são objectos de direitos humanos, não sujeitos de direitos humanos. É necessário criar uma imagem reinventada, reenergizada dos direitos humanos para abrir e dignificar as emergências dos direitos humanos como uma linguagem forte de emancipação”, defendeu.
Ao intervir na sessão de abertura do colóquio, Pedro Duarte Silva, chefe de gabinete do secretário de Estado Adjunto do ministro da Justiça, considerou que os direitos humanos constituem “o Alfa e o Ómega de um Estado de Direito”.
“O Alfa, porque os direitos humanos são o princípio fundacional de um Estado de Direito, cuja estruturação e procedimentos neles assenta e com eles concorda. O Ómega, porque os direitos humanos são o horizonte escatológico de um Estado de Direito, que jamais poderá eximir-se a incessantemente os garantir e procurar promover”, considerou o chefe de gabinete, que representou o secretário de Estado José Conde Rodrigues.
Especialistas portugueses e estrangeiros participam no colóquio que termina sexta-feira no auditório da Reitoria da Universidade de Coimbra, organizado pelo CES e inserido nas comemorações dos 30 anos desta instituição de investigação.
MCS.
S.Bento, há minutos
Estamos, praticamente, há uma semana sem correio.
É chegada a altura de agradecer a todos os que, de alma e coração, quiseram “inscrever os seus nomes” nestes quase dois meses de tu-cá-tu-lá com o passado mas, sobretudo, com o PRESENTE das nossas vidas.
Este projecto só teria interesse se TODOS, ou, pelo menos, à medida que o tempo ia decorrendo, no passa-palavra sobre a sua existência, mais e mais irmãos fossem chegando.Primeiro, para os de fora do Convento/Mãe, a Ordem, ou seja, nós, os ex-alunos, mas, também, de lá bem dentro.
Por razões que já não adianta, o irmão sol ficará a brilhar nos arquivos da wordpress, tudo fazendo para ser digno deste silêncio.
Obrigado, bom Deus, pela intensidade destes dias. Sabemos que continuarás a acompanhar-nos por aqui.
E ao terceiro dia….
ac
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agostinho vaz |
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És demais, Colaço! – Colaço, damos-te uma coroa e fazes dela 50! Com as imagens, conseguiste dar vida às palavras … |
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Constantino Sério Pereira |
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NATAL NO KAZAHSTAN.(JOÃO,NÃO SEI SE “KAH ESTAN”…
Publicado Dezembro 2, 2008 Uncategorized Deixar um ComentárioOlá, irmãos amigos em geral. Olá Antonio Colaço.
Eu sei que estavas a pensar que todo o mundo se tinha esquecido do “Irmão Sol“. Não é verdade. Às vezes o tempo é curto. Outras vezes, é deixar que sejam os outros a fazer. É um imenso mundo de desculpas. Mea culpa…Mea culpa…Mea maxima culpa. (Frei Morgado, está correcto o Latim?).
Provavelmenre estarás a esta hora sentado no sofá, (em Mação. Não Maçã como eu escrevi antes), a digerir o teu almoço. (São 14:07 hrs em Portugal Continental. + 6 hrs no Kazakhstan). Nesta hora estarás a pensar que ninguém te vai incomodar neste fim de semana. Contudo houve um castiço, que resolveu mandar mais uma pedrada.
Onde estiver um Português estará a Bandeira. Onde estiver um Português, estarão as luzes de Natal. Onde estiver um Canadiano ou Americano será celebrado o dia de “Acção de Graças”. (Thanks Giving Day).
Hoje, foi aqui celebrado o “American Thanks Giving”. No Canadá é celebrado um mês e tal antes.
Rezar, cada um o fez em particular. ( O ano passado coube-me a mim fazer a prece antes de começar a refeição). Este ano escapei. O tradicional perú constou da ementa, e claro o tintinho da Califórnia para molhar.
Prometo voltar. O Irmão Sol, não mais se apagará.
Um abraço do tamanho do mundo para todos vós.
João Casais
PS. Anexadas encontras várias fotos para usares com bem entenderes. Obrigado. Não desanimes. Atrás da tempestade, vem a bonança..
Um abraço
NOTA
Meu caro João, obrigado, desde logo, pela tua carta. Como vês, o nosso convento está gélido. Não está cá ninguém. Eu vim só mudar a lamp@rina , algumas flores e assegurar que o pó não tome conta das cadeiras da capela. Na cozinha, como também podes ver, habita um qwerteniano silêncio e as saudades dos dias iniciais com seus pequenos banquetes editoriais, sim, que, sendo menores, não deixamos de ter boquinhas para alimentar ( deve ser giro o “tintinho da Califórnia”, man, tás a ver como isto podia ser enriquecedor nós aqui a disputar os tintos do Douro e Alentejo e tu entras a matar com um “tjintjinhou” californianao!) e olha é o que vês, ainda estão além as travessas onde o Sério nos serviu aquele delicioso empadão de Ginjo, ali mais adiante, a fabulosa panela com que o Vaz nos serviu uma sopa de pedra de tão saborosas fotografias, e, ainda a escorrer, a travessa de barro com que o Frei Morgado nos ensinou a orar em Assis, a admirar as figurinhas dos seus mil presépios de encantar, enfim…
É uma pena, sabes, mas a lamparina eu não vou deixar que se apague.
Já agora, se quiseres, dou-te uma notícia: fiz renascer este espaço, um projecto que já passou de revista de offset, a mail ao domicílio, coluna de jornal, blog, exposições…já lá vão quase 30 anos, a completar em Abril de 2009, e que acode pelo nome que lá encontrarás . Se quiseres, aparece e terei muito gosto em receber-te por lá, pelo menos sem esta forma algo complexada que deixei desenvolver em mim, nos últimos tempos, de que os meus irmãos achavam que o irmão sol se resumia à exaltação da minha vida, sei lá!
É melhor assim, virei aqui, como qualquer um de nós,e não deixarei que a lamparinazinha se apague, podes crer.
Boa noite.
ac
Olá amigo Colaço.
Foi com imensa alegria que vi nascer o “ Irmão Sol “. Mas com uma bem maior tristeza que o vejo caminhar para o fim.
Foi um projecto que abraçaste com carinho, na esperança de ser o nosso lugar de reunião. Essa foi também a minha grande esperança. Com o passar do tempo, e pouco a pouco, eu acabasse por encontrar, reconhecer e reviver um saudoso passado bem distante. Isto claro sem pôr de parte o nosso presente.
Da minha parte quero agradecer-te por tudo o que fizeste, para tornar possível este projecto. (Acredito que ainda não está morto. Apenas adormecido). Tens razão para o desânimo. Foste incansável a puxar, dar pistas etc. Acredito, que pelo menos tens a alegria do dever cumprido.
Para os crentes, a Esperança é a última a desaparecer.
Talvez os irmãos se cansem de não verem nada de novo na casa, e acordem para a realidade, e se apercebam que está na hora deles.
Sinceramente, não queria ver desaparecer este espaço de convívio, mas…
Um abraço, deste lado do mundo.
João Casais
NOTA
Mais palavras para quê, João?! Que estas palavras venham de tão looooooooooooonge, só aumenta a nossa/minha responsabilidade de percebermos como a net pode ser, de facto, um meio de nos aproximar mais uns aos outros. Claro, que o pessoal está por cá, anda por aí, sobe a linha do Norte, desce a A1 e até tropeça num qualquer moderno shopping do Belmiro, para não dizer que “se telefona”…
João, tu, estando tão longe de nós, afinal, fazes-nos sentir mais próximos uns dos outros.
Já volto mais tarde que o azeite está a acabar-se e só dura até mais logo.
Muito obrigado pelo teu testemunho.
ac
Este casal de pescadores africanos esteve quase a ser o último post do irmão sol antes desta pausa tipo “Ambrósio, apetecia-me algo… sei lá, um post, uma imagem, um texto….”
O Espírito está connosco, por muito que demoremos a descobri-Lo, e, sem qualquer visão mecanicista do Transcendente, actua, não tenho a mínima dúvida por muito que, apóstolo Pedro de mim, tantas vezes por três vezes o negue!
Eis, senão, quando, postado em minha tão desesperada quanto silenciosa cela webniana, o nosso João Kazakistan (acho que está mal escrito mas , por agora, vai assim, João) aparece, qual Cristo disfarçado, e nos impele a lançar de novo as redes à rede!
O milagre da pescaria aí está de novo!
João Teixeira, que não estás tão distante como o João Casais, vê se te lembras quem é que me ofereceu estes pescadores africanos…
Pois bem, aqui ficam como sinal do assentimento à mensagem de Jesus..”lança as redes e verás…”
É o que faço, já de seguida pois continua a vir peixe de alta qualidade!
Reparem só no post que vai seguir-se!!!
AH, já agora, uma NOTA, que me foi chutada pelo Frei Hermano – por andas , meu?!Também julgavas que tinhamos abandonado este nosso conventinho.. – a consulta do irmão sol torna-se mais fácil, quer dizer, demora menos a descarregar as imagens, se forem ali acima ao calendário e clicarem NO DIA QUE PRETENDEM, QUER DIZER, CONSULTEM DIA POR DIA, não sei se me fiz entender!
Colaço, junto envio mais uma participação. Dos primeiros momentos no Seminário.
Anexo foto dos seminaristas no ano lectivo de 1960-61.
Uma observação: naquela foto de ginástica no campo da bola (de 12 de Novembro) bem se nota como o jingo sobressai!…
Ainda tenho uma vaga ideia de subirmos ao Dormitório para vestir o fato preto – sem casaco nem gravata – para tirarmos uma fotografia no campo. em ginástica.
Um abraço.
Sério
Gondomar – Os alunos de 1960 . O Sério, ao centro, entre as duas veneráveis barbas.
Não foi fácil. Numa das primeiras manhãs, meti a cabeça debaixo duma das torneiras daquele quarto de banho e ensaboei a cabeça.
O colega do lado pediu-me o sabão. Prazenteiro, passei-lho. Enxaguada a cabeça pedi-lho: o sabão tinha “escorregado” para as mãos de outro e de outro. E como encontrá-lo? Foi o pânico. E ainda por cima o todo-poderoso Padre vigilante a dizer que havia muito sabão como o meu para me servir… Mas aquele era o MEU!!! Foi a minha mãe que mo deu!!
Espreitei através do tremelicar das lágrimas e não descobria no rosto dos colegas qualquer vislumbre de sacanice ou satisfação ou troça por qualquer roubo efectuado… Mesmo assim, não deixei de passar uma revista rápida depois de aliviado o lavatório. Era agulha em palheiro: nenhum dos pedaços de sabão estava inteirinho como o meu…
Sério, o segundo a contar da direita. Sem o sabão!
É com dificuldade que tento reconhecer nos colegas aquelas projecções da figura de meus irmãos…
Lembro o Cadima (nome da terra, não?), espadaúdo, não muito alto mas atlético. Jogava o espeto como poucos. A força que aplicava no pau deitava abaixo meio mundo e ficava espetado, direitinho. E atirava o pau derrubado para tão longe, que, ainda o adversário não tinha chegado a ele, já tinha cumprido as espetadelas exigidas. E a velocidade que imprimia à bola? E a corrida com a bandeira roubada na mão?…
Por andas, Cadima? Aceita um abraço, velho de quarenta e tantos anos, mas fresco neste reduto/seminário que é o “Irmão Sol”.
Pergunto-me ainda o que é que via no Aníbal (Gonçalves) para nutrir por ele aquela amizade fraterna que me saía tão natural. Generosidade dele, sem dúvida. Mas fico com uma vaga ideia de que o Aníbal era uma das “vítimas” da minha “irmanização”…
Nunca mais esqueci a aventura em que se transformou “um dia de campo” do Amial. Confessei-lhe o alarme que representara para mim o internamento recente de um cunhado meu num Hospital em Coimbra e a vontade de ir lá visitá-lo (maluqueiras duma cabeça que julgava Coimbra ali mesmo, logo a seguir a Gaia, palmo mais palmo menos…) Não sei como é que ele me viu. “Aparou-me” a ideia e não deixou que me atirasse sozinho àquela aventura.
A partir de Santo Ovídio, Coimbra ficou a nossos pés com duas boleias. O Aníbal sabia onde era o Hospital. O meu cunhado preocupou-se com a viagem de regresso. Não te incomodes! Foram duas para cá, são duas ou três para lá!!
É o foram! Nem o santo hábito nos valeu! As boleias eram curtas e o Porto parecia cada vez mais longe! Onze transportes, fora algum pedaço a pé… Lembras-te daquele carrito e da impressão que nos deixou aquele senhor que fazia tudo com as mãos: condução, embraiagem, mudanças, travagens? Paralítico, mas era dirigente duma das modalidades da Sanjoanense (hóquei, se não me engano).
O Autocarro7, algures no Porto, com o Serio dentro. Quer dizer…
Era noite e más horas quando apanhámos o 7 na Praça da Liberdade. A nossa falta foi notória nas Horas do Ofício e na hora de jantar. Não me lembro se até falhámos as Completas…
Depois foi o ralhete público, em Capítulo. Tu a apanhares o sermão todo e eu, causador daquele embaraço todo, calado que nem mula. Tu estoicamente a aparares o recado todo e eu apenas de raspão…
(A imagem de boa pessoa que me pretendo quer à viva força ver nos fundilhos da memória uma tímida menção de pedido da palavra, negada porque o sermão “não admitia interrupções”…)
Num dia a seguir ainda me dirigi ao quarto do Director (Pe. Vítor?) tentando chamar a mim a responsabilidade. Sem me eximir à repreensão, o Director justificou a sua atitude: o Aníbal era mais velho, tinha de ser responsabilizado…
Não sei se te pedi desculpas…
Foi com uma alegria tão grande que te encontrei aqui há uns tempos atrás! Fiquei sem jeito para te dizer fosse o que fosse. Há mais de trinta que não nos víamos.
Nos Encontros, o Artur ia dando notícias. Mas o encontro contigo há tempos soube-me pela vida.
(Continua)
NOTA
Com o adiantado da hora, o editor voltará amanhã para dar só um cheirinho de cor a este mais que colorido texto. Ou, por outras palavras, caríssimo Sério, um texto de mil cores feito, cores que nos entram pelas entranhas. Aquele sabão roubado, a procura dos irmãos nos novos irmãos, a escapadela.Uff!Sinto um orgulho do caraças em estar aqui a publicar-te!( Sim, aqui ouso puxar dos galões, sou o teu “editor”!!! ).Tenho a pele como a das galinhas!Espero que todos percebam o alcance, a riqueza da viagem que nos proporcionas.
Não posso demorar-me mais.
Como vês, vim aqui deixar só um pouco mais de azeite na lamparina para que os irmãos que por aqui passem, nas próximas horas, tudo vejam do Todo para que nos encaminhas! Obrigado, bom Deus, por esta …pescaria!
ac

Amigo Colaço:
Desta vez não tenho “matéria” para enviar, só queria dizer que todos os dias acompanho este nosso blog. Por isso este espaço tem de continuar, não pode ser de outra forma.
Vou estar uns dias de férias, logo que possa vou ver se consigo dizer alguma coisa de jeito.
Contudo, tenho de acrescentar que estou muito admirado por a malta que organiza e costuma ir aos Encontros ainda não ter dito nada… Assim até fazem desanimar os que nunca foram…
Força e continua.
Armando Pinto
Longra (Felgueiras
Uma vez mais a Palavra.
Está tudo dito. Amanhã retomaremos com o Pe Anselmo. Sim, no nosso conventinho, para além desta C@pela, temos outros lugares onde interiorizá-la, sem que seja preciso aqui vir a todas as horas: sim, essa outra capela está dentro de cada um de nós.Deus gosta que O encontremos lá,afinal, foi lá que nos encontrou, como obra sua.
ac
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Nem só de pão vive o homem
07/12/2008 Frei Bento Domingues O.P.
Encontrar-se com o nosso património artístico, expressão da fé cristã, é fácil e barato. Basta acolher a graça do Presépio1. Nem só de pão vive o homem, mas sem pão é difícil. O Diabo sabia disso quando pôs Jesus à prova no deserto. Hoje, diante dos efeitos económicos da especulação financeira, a nível global e local, a oração pelo “pão nosso de cada dia” – que não dispensa o trabalho – continua a fazer todo o sentido.
Quanto à crise, consultei o site da Associação Cristã de Empresários e Gestores (ACEGE). Estava com pouca luz. O filósofo André Comte-Sponville – um ateu meio cristão – realça o primado evangélico do amor, alma de uma ética superior, mas não perde o sentido do realismo mais chão: “A ética vale mais do que a moral. A moral vale mais do que o direito. Mas a moral é mais necessária do que o amor, o direito é mais realista do que a moral. Se não formos capazes de viver à altura do Novo Testamento, respeitemos, ao menos, o Antigo.”
São afirmações lapidares e insuficientes. Encontrei alguns fervorosos católicos lamentando que o Papa – embora com alguns recados à banca – não tenha excomungado os maiores responsáveis por uma crise que continua mais misteriosa do que a Santíssima Trindade.
A receita das excomunhões não me entusiasma e as determinações papais só contam para quem as deseja acolher. Por outro lado, os textos do Novo Testamento colocaram na boca de Jesus de Nazaré e de sua Mãe textos assustadores sobre os ricos. Na escola de S. Paulo, sustentava-se que “a raiz de todos os males é o amor ao dinheiro” (1 Tm 6, 10). Os cristãos que alinham com sistemas de exploração e com práticas de corrupção sabem muito bem o que fazem e sabem que estão, pelo efeito da sua actuação perversa, a excomungar-se da comunidade humana.
2.Estamos no Advento, mas a necessidade de vigilância não é exclusiva desta quadra litúrgica. Hoje, mesmo fora dos espaços eclesiais, é frequente ouvir: não se pode permitir aos mercados que façam o que lhes apetece sem qualquer controlo. Não basta, no entanto, aproveitar a crise para ter mais cuidado com a gestão da vida económica. Quem ficar por aí vai sonhar com o fim deste pesadelo para voltar a pautar a vida pessoal, profissional e social pela mesma escala de preocupações. Ora, o que está em causa é o sentido que cada um dá à sua vida, a responsabilidade que assume em relação ao bem comum e o espírito de compaixão pelos que vivem sós e abandonados: justiça e gratuidade.
A alteração de critérios deve começar já pela preparação deste Natal. É evidente que ainda há muito sentimento humano para que os sem-abrigo e os velhos e novos pobres não sejam totalmente esquecidos. Os meios de comunicação podem fazer imenso para avivar o sentido da solidariedade e nem são precisas “300 ideias” para os atender. Mas, se ficarmos por aí, é porque pensamos que as pessoas “só vivem de pão”. Além da satisfação das necessidades materiais básicas – e estamos muito longe de estas serem atendidas, apesar de todos os programas de combate à pobreza – as pessoas vivem, sobretudo, de afectos e beleza. Quando os presentes de Natal não são investimentos, valem na medida em que forem concretizações de presença pessoal, de reconhecimento, isto é, de que os outros contam para nós.
É normal que o marketing se esforce por encontrar modelos de gastos de Natal para tempos de crise, porque presentes de luxo para gente de luxo são negócios, válidos apenas como negócios, mais ou menos honestos, investimentos talvez mais seguros do que a oscilação dos jogos da Bolsa. A ética desses investimentos e jogos é anti-solidária: a riqueza de uns implica a pobreza de outros.
3.Na perspectiva de revisão de vida, neste tempo de Advento, talvez possamos mudar de registo sem muitos gastos. É um momento privilegiado para descobrir a aliança entre a pobreza voluntária e a beleza. A pobreza, quando imposta, é feia e destruidora. Quando voluntária, pode ser azeda por moralismo, como a de João Baptista, ou bela como a de Jesus e Francisco de Assis. Os Evangelhos encheram de música o curral do nascimento do filho de Maria e o Poverello foi o grande poeta do presépio e da natureza. Fra Angelico só gastou alguma tinta para encher de beleza o Convento de S. Marcos de Florença.
Somos europeus. G. Ravasi, presidente do Conselho Pontifício para a Cultura, numa conferência na Universidade de Salamanca – no começo do próximo ano estará em Portugal -, insistiu na redescoberta da nossa herança cultural multifacetada. Na apologia da vertente cristã, lembrou algumas afirmações de grandes figuras da cultura europeia: para Goethe, a língua materna da Europa é o cristianismo; segundo I. Kant, a fonte da qual brotou a nossa civilização é o Evangelho; T. S. Eliot foi mais explícito: “Um cidadão europeu pode não pensar que o cristianismo seja verdadeiro e, contudo, o que diz e faz brota da cultura cristã da qual é herdeiro. Sem o cristianismo não teria havido nem sequer um Voltaire ou um Nietzsche. Se o cristianismo desaparece, desaparece também o nosso rosto.”
Encontrar-se, hoje, com o nosso património artístico, expressão da fé cristã, é fácil e barato. Para refazer a nossa alma na beleza e na pobreza, basta acolher a graça do Presépio.
REVER AMIGOS.MATAR SAUDADES.Fala, Arménio.
Publicado Dezembro 9, 2008 Uncategorized Deixar um Comentário
O Arménio é o 2º a contar da direita.
Olá Colaço!
Gosto imenso do “Irmão Sol“. Por isso,não vamos deixá-lo morrer, porque, morrendo ele, estamos também nós a morrer um pouco…
O nosso “convento” é com certeza, a melhor aposta que os A.Alunos Capuchinhos podem encontrar à sua disposição, para reverem os amigos e matar saudades.
O Natal está próximo e nunca como nesta quadra estamos tão perto de Francisco de Assis, cujo nome e obra está ligada aos presépios vivos.
Das berças, como tu chamas à terra que nos viu nascer, recebemos o condão da entrega e da amizade construida nas raízes que nos transformam em seres cada vez mais cientes da nossa verdadeira condição humana.
Li as páginas que editas e fiquei com a ideia que todos os companheiros que têm acesso a este meio estão mais próximos, através da informação e da palavra que vai circulando, sem cessar. Dou-te os meus parabéns.
Ao mesmo tempo, peço-te que não desanimes.O projecto é ambicioso e, como tal, tem as suas dificuldades, que, por outro lado,solidificam e fundamentam os alicerces em terra firme.
Irei participar, não com essa energia e essa torrente emocional que te é característica, mas à minha maneira…
Seria muito bom que considerássemos a proposta que o nosso amigo Vaz idealizou!
Agora, para iniciar o meu contacto com o irmão Sol, aqui vai uma pequenita lembrança natalícia.

Um exemplar de Julia Ramalho do Museu de Frei Morgado, Fátima.
– Aquela noite, parecia a mais longa. Eu e os meus irmãos,quase não dormíamos a pensar na vinda do Menino Jesus (hoje, infelizmente, substituido nesta sociedade de consumo pelo Pai Natal). O sapatito lá ficava debaixo da chaminé,à espera…à espera!..
Manhã cedo, assim que a luz do dia brilhava, saltávamos da cama,corríamos desenfreadamente para ver o que o Menino tinha trazido!
Achava que era pouco, porque a chaminé era muito estreita e aquilo que poderia passar por ela, reduzia-se a uns poucos rebuçados e a algumas bolachas Maria, que os “enviados”, versus Pai Natal, conseguiam comprar na loja do Ti Manel Pereira.
Mais tarde, no Seminário, a história repetia-se: Em Gondomar, o Natal era festejado dias antes de partirmos para Férias. Lembro-me perfeitamente de, na véspera da partida, deixar o sapatito à porta do Director ( Pe Vitor) e na manhã seguinte, encontrá-lo recheado de rebuçados.Ali, o Menino Jesus, vinha mais cedo, para que todos nós fôssemos para casa, com a certeza, que, na verdade, Ele veio alimentar a fantasia e o encanto que aquela quadra natalícia despertava, na “pequenada” de outrora…..
Um abraço.
Arménio Rosa Madeiros.

Ministro Geral visita Timor-Leste
Chegou hoje a foto que reporta a visita do Ministro Geral aos nossos missionários e postulantes em Timor-Leste.
Com os cumprimentos do SCAM
Fr.Acácio Sanches
NOTA
Alô Frei Manuel Rito, sabemos que somos lidos aí, pois venha daí,também, reportagem mais desenvolvida.ac
Enviado pelo Frei António Pojeira, apenas hoje – oh, António, e eu que me preparava para dizer que bem podias dar uma ajudinha maior, pois, afinal, és, também, um dos principais progenitores do irmão sol!!! – damos à luz este texto comemorando, assim, os dois mil anos de Paulo.Desculpa lá, oh grande Paulo, que bem sabes o quanto te estimamos.
Aqui te juramos fidelidade e empenho na proclamação da Palavra. Estás desde já comprometido a ser, também, um dos nossos inspiradores, para além de Francisco.E nem a propósito, tu que tanto escreveste, para o teu tempo – sim, um verdadeiro “bloguista dos anos 30″!!!-, inspira os nossos amigos a que te sigam o exemplo e, pelo menos, escrevam um decimozito do que escreveste!
ac

Bento XVI apresenta Paulo de Tarso
Na audiência geral desta quarta-feiraZENIT.org).- Publicamos a intervenção de Bento XVI durante a audiência geral desta quarta-feira, na qual apresentou a figura de Paulo de Tarso.
CIDADE DO VATICANO, quarta-feira, 25 de outubro de 2006 (
* * *
Queridos irmãos e irmãs:
Concluímos nossas reflexões sobre os doze apóstolos, chamados diretamente por Jesus durante sua vida terrena. Hoje começamos a aproximar-nos das figuras de outros personagens importantes da Igreja primitiva. Também eles gastaram sua vida pelo Senhor, pelo Evangelho e pela Igreja. Trata-se de homens e mulheres que, como escreve Lucas nos Atos dos Apóstolos, «entregaram sua vida à causa de nosso Senhor Jesus Cristo» (15, 26).
O primeiro destes, chamado pelo próprio Senhor, pelo Ressuscitado, a ser também ele autêntico apóstolo, é sem dúvida Paulo de Tarso. Brilha como uma estrela de primeira grandeza na história da Igreja, e não só na das origens. São João Crisóstomo o exalta como personagem superior inclusive a muitos anjos e arcanjos (cf. «Panegírico» 7, 3). Dante Alighieri, na Divina Comédia, inspirando-se na narração de Lucas nos Atos dos Apóstolos (cf. 9, 15), o define simplesmente como «vaso de eleição» (Inferno 2, 28), que significa: instrumento escolhido por Deus. Outros o chamaram de o «décimo terceiro apóstolo» — e realmente ele insiste muito no fato de ser um autêntico apóstolo, tendo sido chamado pelo Ressuscitado, ou inclusive «o primeiro depois do Único». Certamente, depois de Jesus, ele é o personagem das origens do qual mais estamos informados. De fato, não só contamos com a narração que Lucas faz dele nos Atos dos Apóstolos, mas também de um grupo de cartas que provém diretamente de sua mão e que, sem intermediários, nos revelam sua personalidade e pensamento. Lucas nos informa que seu nome original era Saulo (cf. Atos 7, 58; 8, 1 etc), em hebreu Saul (cf Atos 9, 14.17; 22, 7.13; 26, 14), como o rei Saul (cf. Atos 13, 21), e era um judeu da diáspora, dado que a cidade de Tarso se situa entre a Anatólia e a Síria. Muito cedo havia ido a Jerusalém para estudar a fundo a Lei mosaica aos pés do grande rabino Gamaliel (cf. Atos 22, 3). Havia aprendido também um trabalho manual e rude, a fabricação de tendas (cf. Atos 18, 3), que mais tarde lhe permitiria sustentar-se pessoalmente sem ser um peso para as Igrejas (cf. Atos 20, 34; 1 Coríntios 4, 12; 2 Coríntios 12, 13-14).

Basílica de S.Paulo, em Tarso
Para ele, foi decisivo conhecer a comunidade dos que se professavam discípulos de Jesus. Por eles, teve notícia de uma nova fé, um novo «caminho», como se dizia, que não punha no centro a Lei de Deus, mas a pessoa de Jesus, crucificado e ressuscitado, a quem era atribuída a remissão dos pecados. Como judeu zeloso, considerava esta mensagem inaceitável, escandalosa, e sentiu o dever de perseguir os seguidores de Cristo, inclusive fora de Jerusalém. Precisamente no caminho para Damasco, a inícios dos anos trinta, Saulo, segundo suas palavras, foi «alcançado por Cristo Jesus» (Filipenses 3, 12). Enquanto Lucas conta o fato com abundância de detalhes — a maneira em que a luz do Ressuscitado o alcançou, mudando fundamentalmente toda sua vida –, em suas cartas ele vai diretamente ao essencial e fala não só de uma visão (cf. 1 Coríntios 9, 1), mas de uma iluminação (cf. 2 Coríntios 4, 6) e sobretudo de uma revelação e uma vocação no encontro com o Ressuscitado (cf. Gálatas 1, 15-16). De fato, se definirá explicitamente como «apóstolo por vocação» (cf. Romanos 1, 1; 1 Coríntios 1,1) ou «apóstolo por vontade de Deus» (2 Coríntios 1, 1; Efésios 1,1; Colossenses 1, 1), como querendo sublinhar que sua conversão não era o resultado de bonitos pensamentos, de reflexões, mas o fruto de uma intervenção divina, de uma graça divina imprevisível. A partir de então, tudo o que antes constituía para ele um valor se converteu, paradoxalmente, segundo suas palavras, em perda e lixo (cf. Filipenses 3, 7-10). E desde aquele momento, pôs todas suas energias ao serviço exclusivo de Jesus Cristo e de seu Evangelho. Sua existência se converterá na de um apóstolo que quer «fazer-se tudo a todos» (1 Coríntios 9, 22) sem reservas.
Daqui se deriva uma lição muito importante para nós: o que conta é colocar Jesus Cristo no centro da própria vida, de maneira que nossa identidade se caracterize essencialmente pelo encontro, a comunhão com Cristo e sua Palavra. Sob sua luz, qualquer outro valor deve ser recuperado e purificado de possíveis escórias. Outra lição fundamental deixada por Paulo é o horizonte espiritual que caracteriza o seu apostolado. Sentindo agudamente o problema da possibilidade para os gentis, ou seja, os pagãos, de alcançar Deus, que em Jesus Cristo crucificado e ressuscitado oferece a salvação a todos os homens sem exceção, se dedicou a dar a conhecer este Evangelho, literalmente «boa notícia», ou seja, o anúncio de graça destinado a reconciliar ao homem com Deus, consigo mesmo e com os outros. Desde o primeiro momento, havia compreendido que esta é uma realidade que não afetava só os judeus, a um certo grupo de homens, mas que tinha um valor universal e afetava todos.
A Igreja de Antioquia da Síria foi o ponto de suas viagens, onde o Evangelho foi anunciado pela primeira vez aos gregos e onde foi acunhado também o nome de «cristãos» (cf. Atos 11, 20.26), ou seja, crentes em Cristo. Desde lá tomou rumo em um primeiro momento para Chipre e depois em diferentes ocasiões para regiões da Ásia Menor (Prisídia, Licaônia, Galácia), e depois às da Europa (Macedônia, Grécia). Mais reveladoras foram as cidades de Éfeso, Filipos, Tessalônica, Corinto, sem esquecer tampouco Berea, Atenas e Mileto.
No apostolado de Paulo não faltaram dificuldades, que ele enfrentou com valentia por amor a Cristo. Ele mesmo recorda que teve que suportar «trabalhos…, cárceres…, açoites, perigos de morte, muitas vezes… Três vezes fui açoitado com varas; uma vez apedrejado; três vezes naufraguei… Viagens freqüentes, perigos de rios, perigos de salteadores, perigos dos de minha raça, perigos dos gentios, perigos em cidade, perigos em despovoado, perigos pelo mar, perigos entre falsos irmãos, trabalho e fadiga, noites sem dormir, muitas vezes fome e sede, muitos dias sem comer, frio e nudez. E além de outras coisas, minha responsabilidade diária: a preocupação por todas as Igrejas» (2 Coríntios 11, 23-28). Em sua passagem da Carta aos Romanos (cf. 15, 24.28) se reflete seu propósito de chegar até Espanha, até o confim do Ocidente, para anunciar o Evangelho por toda parte até os confins da terra então conhecida. Como não admirar um homem assim? Como não dar graças ao Senhor por ter-nos dado um apóstolo deste nível? Está claro que não teria podido enfrentar situações tão difíceis, e às vezes tão desesperadas, se não tivesse uma razão de valor absoluto ante a que não podia ter limites. Para Paulo, esta razão, sabemos, é Jesus Cristo, de quem escreve: «O amor de Cristo nos chama… morreu por todos, para que os que vivem já não vivam para si, mas para aquele que morreu e ressuscitou por eles» (2 Coríntios 5, 14-15), por nós, por todos.
De fato, o apóstolo oferecerá seu testemunho supremo com o sangue, sob o imperador Nero aqui, em Roma, onde conservamos e veneramos seus restos mortais. Clemente Romano, meu predecessor nesta sede apostólica nos últimos anos do século I, escreveu: «Por zelos e discórdia, Paulo se viu obrigado e mostrar-nos como se consegue o prêmio da paciência… Depois de ter pregado a justiça a todos no mundo, e depois de ter chegado até os últimos confins do Ocidente, suportou o martírio ante os governantes; deste modo se foi deste mundo e alcançou o lugar santo, convertido no maior modelo de perseverança» (1 Coríntios 5). Que o Senhor nos ajude a viver a exortação que nos deixou o apóstolo em suas cartas: «Sede meus imitadores, como eu o sou de Cristo» (1 Coríntios 11, 1).
[Traduzido por Zenit. © Copyright 2006 - Libreria Editrice Vaticana]
FÁTIMA 24/26 ABRIL 2009.O NOSSO CONGRESSO?
Publicado Dezembro 10, 2008 Uncategorized Deixar um Comentário
Tivemos conhecimento, primeiro, pelo Frei Pojeira e, depois, pelo Arménio, da nossa Associação – na sequência de contactos feitos pela organização – do 1º Congresso dos Antigos Alunos, uma iniciativa que nasce sob os auspícios de Fátima.
Finalmente, pusemo-nos ao caminho, Google com ele, e aqui está o máximo de informação que conseguimos sobre esta meritória iniciativa.
Só que….
Todos sabemos a distância que vai entre os grandes ajuntamentos, o frenesi e a animação que contemplam, as proclamadas boas intenções de continuar todos os dias a manter o fervor e a intensidade daqueles dias, só que…
Nada nos move contra o facto de, pela primeira vez, várias associações de antigos estudantes dos seminários rumarem até Fátima em busca de dois dias de intensa e animada reflexão, mesmo que sob o excessivo lema de um “CONGRESSO”, a não ser que haja questões verdadeiramente candentes a abordar, tipo, constituição de listas para concorrer à Administração do Santuário de Fátima, às eleições para o Parlamento Europeu, ou, quem sabe, mesmo, constituição de um Partido para concorrrer às Legislativas 2009 e, já agora, por que não, às autárquicas do mesmo ano. Quer dizer…
Numa busca rápida que, a pretexto deste congresso, efectuámos no Google, tropeçámos numa série de blogs ou páginas de idênticas associações de ex alunos, mas foi aqui, nos nossos amigos Carmelitas que, muito ao de leve, nos demorámos o suficiente para ver que, também por lá, o mesmo défice de participação é notado e comentado. Quer dizer … nada me custa, como editor do irmão sol lançar todos os apelos do tipo “TODOS AO CONGRESSO E EM FORÇA PARA FÁTIMA,JÁ!” Até gosto imenso de conhecer gente nova, trocar ideias, experiências, etc. Só que…
De que nos adianta ir para Fátima congressar, se aqui, neste pequenino convento, passamos a vida a…dispersar. Ou seja, não saímos de Gondomar, os que lá estivemos, jurando fidelidade a este ideal de CONVIVER TODOS OS DIAS, aproveitando, da net, as suas energias?
Pronto, aqui ficam estas pequenas provocações, tipo, advogado do diabo, para ajudar a uma reflexão que ajude a fazer deste Congresso um momento maior e de mais intensa iluminação nas nossas vidas de antigos alunos que, no entanto, querem continuar a aprender, com ou sem congresso.
Ah! O Arménio terá sido contactado e enviou os nossos contactos para a organização. Para que nada falte aos senhores congressistas, aqui vai toda a informação e, bem assim, os links, para continuarem atentos!
TOMEM LÁ CONGRESSO!
antónio colaço


| I Congresso Nacional de Antigos Alunos dos Seminários será em Fátima |
| Já se encontra disponível, no site oficial do Santuário de Fátima na Internet, em www.fatima.pt, o programa do I Congresso Nacional de Antigos Alunos dos Seminários, uma iniciativa do Santuário de Fátima a realizar em Abril de 2009, numa organização do Santuário, das associações de antigos alunos dos seminários, da Confederação Portuguesa dos Antigos Alunos do Ensino Católico, com a colaboração de todos os Seminários Portugueses. Pensado no âmbito das celebrações do primeiro Centenário do Nascimento do Beato Francisco Marto, este congresso nacional, intitulado “Seminários: da memória à profecia”, decorrerá nos dias 24 a 26 de Abril de 2009, no Salão do Bom Pastor, no Centro Pastoral Paulo VI, em Fátima.
Nas palavras da Comissão Organizadora, o Congresso visa “reflectir sobre a influência exercida por esta Instituição na vida pessoal e familiar, profissional e social de quantos por lá passaram”.
Neste sentido, para além das vertentes cultural e de convívio e dos momentos de oração que o congresso visa proporcionar aos participantes, propõem-se à reflexão várias temáticas, algumas relacionadas com o desenvolvimento e o papel dos seminários e outras sobre as opções de vida e sobre a vocação. Haverá ainda lugar para a análise ao papel dos seminários na formação de cidadãos e, no último dia, o único conferencista deste Congresso que não frequentou o seminário, Bagão Felix, apresentará a conferência “Valores cristãos para a sociedade e para o mundo”.
No dia 26 de Abril, pelas 12h30, a Eucaristia de encerramento do Congresso, na Igreja da Santíssima Trindade, será presidida pelo Presidente da Conferência Episcopal Portuguesa, D. Jorge Ortiga. Texto aqui
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Seminários: da memória à profecia
Iº Congresso Nacional de Antigos Alunos
24 a 26 de Abril de 2009
Salão do Bom Pastor – Centro Pastoral Paulo VI
Dia 24 Abril
Manhã
09h00 – Acolhimento
10h30 – Sessão de Abertura
11h00 – Intervalo
Moderador: Altino Cardoso
11h30 – Conferência: Os Seminários: passado, presente e futuro | João Duque
12h20 – Debate
13h00 – Almoço
Tarde
Moderador: Armindo Carolino
14h30 – Painel I: O lugar dos Seminários na vida e missão da Igreja
14h40 – D. Manuel Clemente, Bispo do Porto
15h00 – P. Vicente Nieto, Reitor do Seminário Maior de Évora
15h20 – P. Carreira das Neves, Professor Catedrático
15h40 – Debate
16h00 – Intervalo
Moderador: Manuel Gama
16h30 – Painel II: Memórias de uma experiência incontornável
16h40 – Apresentação do Inquérito | João António
17h20 – Comentário de antigo aluno religioso | Fr. Bernardo Domingues
17h30 – Comentário de antigo aluno diocesano | António Agostinho
17h40 – Debate
18h00 – Encerramento dos trabalhos
18h30 – Eucaristia | D. António Francisco (Capela da Morte de Jesus – ISST)
21h30 – Rosário | D. Serafim de Sousa Ferreira e Silva (Capelinha das Aparições)
Dia 25 Abril
Manhã
09h30 – Momento de Oração | D. Augusto César
Moderador: Virgilio Orlando do Vale
09h40 – Conferência: A vocação, expressão única e íntima da ternura divina | Mons. Luciano Guerra
10h30 – Debate
10h50 – Intervalo
Moderador: António Pinheiro
11h20 – Painel III: Percursos de discernimento vocacional
11h30 – No Seminário Menor | António Teixeira
11h50 – No Noviciado | António Correia
12h10 – No Seminário Maior | Manuel Domingos
12h30 – Debate
13h00 – Almoço
Tarde
Moderador: Ilídio Vasconcelos
14h30 – Painel IV: O Seminário e as opções de vida
14h40 – Apresentação multimédia: entrevistas | António Gonçalves
15h00 – Influência na definição de estilos de vida | Pedro Vieira
15h20 – Participação activa e co-responsável na Igreja | P. José Maia
15h40 – Debate
16h00 – Intervalo
Moderador: Guilherme Collares Pereira
16h30 – Painel V: O Seminário e a formação de cidadãos
16h40 – Apresentação multimédia: entrevistas | António Gonçalves
17h00 – Aquisição de competências profissionais | Paulo Rocha
17h20 – Presença qualificada nas estruturas sociais | Joaquim Geraldes Pinto
17h40 – Debate
18h00 – Encerramento dos trabalhos
18h30 – Eucaristia | D. António Marto (Capela da Morte de Jesus – ISST)
21h30 – Sarau | Anfiteatro do Centro Pastoral Paulo VI
Dia 26 Abril
Manhã
09h30 – Momento de Oração | D. João Alves
Moderador: Amílcar Mesquita
09h40 – Conferência: Valores cristãos para uma sociedade de e com futuro | A. Bagão Félix
10h30 – Debate
11h00 – Intervalo
11h30 – Encerramento
12h30 – Eucaristia | D. Jorge Ortiga (Igreja da Santíssima Trindade)
14h00 – Almoço de confraternização | Salão Paroquial de Fátima
Comissão Organizadora:
- Santuário de Fátima
- Associações de Antigos Alunos dos Seminários de Braga-Viana do Castelo, Leiria-Fátima e Vila Real
- Associações de Antigos Alunos dos Seminários dos Espiritanos, Franciscanos, Maristas e Salesianos
- Confederação Portuguesa dos Antigos Alunos do Ensino Católico (COPAAEC)
- Com a colaboração de todos os Seminários portugueses
Contactos do Secretariado:
Santuário de Fátima | Congresso “Seminários: da memória à profecia” | Apartado 31 | 2496-908 Fátima
Telef: 249 539 600 | Fax: 249 539 605 | E.mail: 90anos@fatima.pt | www.fatima.pt

Depois das últimas notícias que aqui publicamos o noSso sítio (site) ficou inundado com tanta visita. Mais, fomos completamente ultrapassados pela dinâmica que se criou ao ponto de, sem sabermos como e porquê, ter decorrido, algures, um expontâneo Encontro da nossa Associação com o único objectivo de eleger os “delegados” ao Congresso!!!
Esta “fome” de “participação” na primeira e magna reunião dos ex-alunos dos seminários está, de facto, a despertar uma atenção a tal ponto que ninguém fazia prever a enchente que registou o pavilhão onde a mesma se registou. Disso dá prova a imagem que publicamos.
As imagens que conseguimos foram enviadas por um repórter do “irmão sol” que conseguimos infiltrar, à ultima hora, para perceber o que é que realmente estava em jogo e que despertou, assim, tamanha atenção.

Tanto quanto é possível observar, o Frei Pojeira está a ensaiar o Hino do Congresso, mesmo ainda antes de se ter procedido à eleição – que de todo desconhecíamos – dos “delegados”!

Enquanto isso, foi possível observar a forma como alguns ex-seminaristas procuravam obter o apoio de alguns dos frades capuchinhos.Na foto, Frei Acílio Mendes, já completamente recuperado da sua recente intervenção (motivo porque ainda não pode participar no irmão sol!) é assediado por dois conhecidos ex que disputam o seu apoio, nem mais nem menos que Carlos Rito e Agostinho Vaz!!!

Zacarias e António Joaquim, completamente apanhados de surpresa, comentam, “mas tu sabias de alguma coisa desta “eleição” de delegados ao Congresso?!” Tu não me digas que isto foi obra do pessoal do irmão sol?!Mas esses “gajos” não é mais para publicar coisas do passado, crescimento de girassóis, e coisas assim,meu?!”

Frei Lopes Morgado, de dedo em riste, diz a Frei Pojeira que isto vai ser um grande acontecimento em Fátima e que só é pena não ter já lugar agora, em Dezembro, pois assim sempre era uma ocasião para contribuírem para a criação do Museu do Presépio já que ninguém respondeu aos apelos daqueles idealistas lá do “irmão sol“!
-Irmão quê…?!, pergunta Pojeira.

Nesta imagem é possível descortinar a jovem mãe de um ex-seminarista fazendo, também ela, propaganda para que seja eleita delegada.
-Mas, irmã, isto é só pra ex-seminaristas de barba rija!
-Ah! Ele é isso, e nós mães dos ex-seminaristas não deveríamos, também, estar representadas? Que mania de continuarem a afastar as mães de tudo isto. Cristo, na cruz, não recomendou ao discípulo “eis aí a tua Mãe”?! Sim, nós, de uma vez por todas, queremos contar, tal como Ele sempre contou connosco!Vou ao Congresso e vou mesmo, sim, senhor!!!
- …?

-O quê, mas o Congresso é só para ex-seminaristas?!Mas no Programa parece-me que aquilo é um Congresso para ex-alunos mas feito só por senhores padres?Assim sendo, eu também quero ir, diz Frei José Lopes!

- Oh, João Pazito, meu, desculpa lá mas tu é que não vais representar o nosso ano!
-O quê, Frei Adelino, mas tu não és ex, meu,ou será que vais ser ex?!Era o que faltava!Já são tão poucos não permito que abandones a nossa querida Ordem…
-Tu estás a passar-te ou quê?! Eu quero lá ir por direito próprio, para dar testemunho que valeu a pena ficar.Eu quero ser a consciência crítica dos que não cederam às facilidades e cá continuam..
-O quê? Tu queres vir fazer ressuscitar ressentimentos antigos?
-Não é isso, pá!É para ver se consigo algumas vocações tardias de alguns que já estão a começar a reformar-se e não sabem o que fazer aos seus tempos livres! Vêm comigo para as missões e acabam com todas as suas depressões!

O nosso repórter conseguiu, ainda, apanhar o João Casais a despedir-se da família para apanhar o seu falcon privativo e, assim, ainda chegar a tempo ao Congresso e representar a Diáspora!

-OH, meus amigos, vamos lá a cabar com esta cena toda.Não perceberam que tudo isto não passou de uma cena imaginada pelo nosso editor do irmão sol, e que conta com o meu total apoio desde a primeira hora?!
Sim, o editor do irmão sol teve a minha benção para recorrer a este estratagema, mais um, pobre coitado, para ver se os irmãos começam a pensar mais do que participarem em congressos, deixarem de andar, de uma vez por todas, totalmente dispersos e tornarem-se, uns para os outros, nos verdadeiros eleitos, nos verdadeiros amigos do peito.
Paz e Bem e … toca a escreverem!
(Não rima lá muito bem mas fica assim bem!)
ac

Olá amigo Colaço.
Como é bom de manhã, antes de começar o dia de trabalho, fazer uma visita ao Irmão Sol, e encontrar algo de novo.
Esta notícia de última hora deixou-me deveras intrigado: Como foi possivel, terem-se esquecido de enviar a respectiva convocatória para a minha pessoa? Eu sei que ninguém tem culpa de eu estar no fim do mundo. Se uma carta de Bragança a Barcelos leva uma semana; de Lisboa ou do Porto ao Kazakhstan, sei lá quando chegaria. Mas não há desculpas Irmãos… Estamos todos à distância de um click.
Não seria possível, (eu tão longe), saber o que se vai passando, se não houvesse Net. Aqui mais uma prova de que este Conventinho, é o lugar certo e apropriado, para nos manter próximos uns dos outros.
Força Colaço. Continua a puxar. (Tony,you make my day…).
Um abraço e até breve.
J. Casais
NOTA
Como viste, o irmão sol, a abarrotar de euros, ainda conseguiu mandar um Falcon até ai, ao aeroporto da terra Kazakhistanesa(?), para registar o momento em que te despedias da família a caminho do …Khongresso! Boa viagem e boas teses para defender.
ac

Chove intensamente. Lisboa distante. A rede, por aqui, tremente!
Passem por aqui,e divirtam-se. Estão lá o Pe Anselmo, hoje no DN, e outras reportagens!O mesmo espírito!
Bom fim-de-semana
ac

O FÓRUM CATÓLICO-MUÇULMANO
Anselmo Borges
Padre e professor de Filosofia
(In Diário de Notícias, 13Dez.2008)
Após a tragédia da Índia, em Bombaim, ganha urgência maior o princípio de Hans Küng: não haverá paz entre as nações, sem paz entre as religiões; não haverá paz entre as religiões, sem diálogo entre elas e sem um novo ethos – uma nova atitude ética – global.
Lembro, pois, pela sua importância, o encontro inédito e histórico entre 29 muçulmanos, representando várias correntes do islão, e igual número de católicos, que teve lugar no Vaticano entre 4 e 6 de Novembro passado.
Quem não se lembra do célebre discurso de Bento XVI em Ratisbona, em Setembro de 2006, e da indignação por ele causada no mundo islâmico por alegadamente associar islão e violência? Foi assim que, em Outubro de 2007, um ano depois, 138 académicos, clérigos e intelectuais islâmicos do mundo inteiro, numa Carta a Bento XVI, com o título Uma Palavra Comum entre Nós e Vós, declararam que, apesar das suas diferenças, o islão e o cristianismo – as duas maiores religiões: juntas, representam mais de 55% da população mundial -, partilham a mesma Origem Divina, a mesma herança abraâmica e os mesmos mandamentos essenciais: o amor a Deus e o amor ao próximo. Também afirmavam que, se não houver paz entre os cristãos e os muçulmanos, não haverá paz no mundo.
A esta mensagem respondeu o Secretário de Estado do Vaticano, Cardeal T. Bertone, em Novembro de 2007: “Sem ignorar nem diminuir as nossas diferenças, podemos e portanto deveremos olhar para o que nos une.”
Os contactos entre as autoridades católicas e muçulmanas conduziram, em Março deste ano, à instituição do Fórum Católico-Muçulmano e à organização do referido encontro no Vaticano.
No fim do Seminário, houve uma Declaração comum, em 15 pontos.
Logo no primeiro, mostra-se como a concepção de um Deus, fonte de amor, é partilhada pelas duas religiões.
Afirma-se depois que “a vida humana é o dom mais precioso de Deus a cada pessoa. Portanto, deveria ser conservado e honrado em todas as suas etapas”.
A pessoa requer “o respeito pela sua dignidade original e a sua vocação humana”. Defende-se, por isso, uma legislação civil que assegure “a igualdade de direitos e a plena cidadania” de todos, e há o compromisso conjunto de “assegurar que a dignidade humana e o respeito se estendam a uma igualdade de base entre homens e mulheres”.
O respeito da pessoa e suas opções em assuntos de consciência e religião “inclui o direito de indivíduos e comunidades praticarem a sua religião em privado e em público”. Também “as minorias religiosas têm direito a ser respeitadas nas suas convicções e práticas religiosas”.
“Nenhuma religião nem os seus seguidores deveriam ser excluídos da sociedade.” A criação de Deus na sua pluralidade de culturas, civilizações, línguas e povos é “uma fonte de riqueza e portanto não deveria nunca converter-se em causa de tensão e conflito”.
É necessário promover uma informação exacta sobre as religiões e proporcionar uma “sã educação em valores humanos, cívicos, religiosos e morais aos seus respectivos membros”.
Católicos e muçulmanos estão chamados a ser “instrumentos de amor e harmonia entre crentes e para a humanidade em geral, renunciando a qualquer tipo de opressão, violência agressiva e terrorismo, sobretudo quando se cometem em nome da religião”.
Sem justiça para todos, não haverá paz. Por isso, a Declaração apela aos crentes para que trabalhem em ordem a criar “um sistema financeiro ético no qual os mecanismos reguladores tenham em conta a situação dos pobres e deserdados, tanto indivíduos como nações endividadas”.
No termo do Seminário, Bento XVI recebeu os participantes, apelando veementemente a que as religiões se tornem artífices da paz e a liberdade religiosa seja respeitada “por todos e em todos os lados”. Certamente, pensava também nas minorias cristãs perseguidas em países de maioria muçulmana.
A Declaração conclui com o compromisso de realização de um segundo Seminário do Fórum dentro de dois anos “num país de maioria muçulmana”. Oxalá!

Peregrinações e janelas
14/12/2008 Frei Bento Domingues, O.P.
(In, Publico,14.12.08)
No exercício do direito à indignação, num Estado democrático, não vale tudo
1.Havia rumores de que a Plataforma dos Professores estaria a preparar uma peregrinação a Fátima contra a ministra da Educação. Naquele espaço, há mais do que lugar para todos os professores, familiares e apoiantes. Estranhei que se falasse de uma “peregrinação contra”. Em geral, as peregrinações são feitas para agradecer ou pedir alguma graça ou, ainda, como método de transformação espiritual.
As aparições de Fátima não fazem parte do credo católico. A hierarquia da Igreja não pode impor a ninguém a sua aceitação. Acolher ou não esse fenómeno religioso que, desde 1917, vem marcando o catolicismo português depende da atitude de cada um. Há muitos anos que os frequentadores do Santuário se contam aos milhões. Além disso, a rede viária e os equipamentos hoteleiros servem, hoje, para muitos eventos que nada têm a ver com a religião. Ninguém poderia levar a mal que a plataforma sindical dos professores se reunisse em Fátima.
Curiosa é, porém, a notícia do DN (06.12.2008) com um título nitidamente confessional: Professores vão a Fátima pedir a bênção da Igreja. O conteúdo é inquietante: “Na guerra da educação, os sindicatos não descartam qualquer carta do baralho da influência social e espiritual. A Plataforma dos Professores reúne-se com o presidente da Conferência Episcopal Portuguesa, D. Jorge Ortiga, em Fátima, para lhe pedir a bênção para os protestos contra Maria de Lurdes Rodrigues. Os portugueses estão fartos de agitação, mas são muito católicos…”
Em alguns círculos, a chacota das extrapolações não se fez esperar: os professores, ao pedir a bênção da Conferência Episcopal para os protestos contra a ministra da Educação, ofereceriam, em troca, o propósito de colocar uma imagem de Nossa Senhora de Fátima em cada uma das salas de aula de todas as escolas do país… Combateriam, assim, o laicismo no ensino e acabariam por favorecer esse comércio que também está a sofrer com a crise.
No momento em que escrevo, não posso saber ainda se a audiência se realizará nem qual será o seu resultado. Seja como for, o recurso à intervenção da hierarquia católica num processo político reveste aspectos melindrosos. Não acredito que a Conferência Episcopal se vá deixar envolver num protesto de consequências incontroláveis. Os alunos, ao verificarem que os professores não estão dispostos a ser avaliados – a não ser como eles quiserem -, podem começar também a não aceitar exames, a faltar quando lhes apetecer, a impedir os professores de entrar na sala de aulas, a não ser para os humilhar com slogans usados pelos professores nas manifestações.
Haverá professores interessados em tais cenários? Mandaram-me um artigo de Moisés Espírito Santo, sociólogo e professor do ensino superior, que resvala no seu próprio delírio: “Eu só acreditaria que esta escola valha a pena – já que (como vemos) quanto mais palavreado eduquês, quanto mais avaliações, quanto mais Magalhães… menos saberes e menos formação profissional – se os jovens saíssem de lá a portar-se como gente grande para lutar, a saber organizar-se e a protestar sem medos. Com ovos, com tomates e, quando tiver de ser (longe vá o agoiro!), à pedrada” (Jornal de Leiria: 27.11.2008).
Haverá muitos portugueses a desejar que a tarefa das escolas seja a de preparar terroristas? No exercício do direito à indignação, num Estado democrático, não vale tudo. Ficou célebre a expressão “juventude rasca”, de Vicente Jorge Silva, primeiro director do PÚBLICO, quando os estudantes viraram as costas à ministra da Educação, Manuela Ferreira Leite, e deitaram as calças abaixo. Parece-me, no entanto, uma extrapolação indevida afirmar que os professores de agora são todos a reprodução, em adulto, dessas atitudes.
2.As peregrinações não vão dar todas a Fátima. O turismo religioso voltou-se, apesar da crise, para itinerários de há dois mil anos, sobretudo para os de Paulo de Tarso, a grande figura cristã deste e do próximo ano. As Edições Paulinas lançaram um conjunto de obras deliciosas para conhecer os enigmas das suas arriscadas viagens e das suas Cartas apaixonadas (1).
Cristo não deixou nada escrito, mas esse vulcão humano e divino provocou, muito cedo – desde há dois mil anos até hoje – ondas e ondas de inspirada literatura. Além daquilo que se pode saber de Jesus, através da investigação histórica – mas sem passar ao lado dela -, o que sobretudo interessa é responder à pergunta: como viver, nas encruzilhadas do nosso tempo, do seu próprio Espírito? O dominicano Albert Nolan responde de uma forma radical, sábia e comovente (2).
Anselmo Borges, um encantado com a metáfora da janela, já tinha aberto uma para o (In)Visível. Surge, nas vésperas deste Natal, com outra aberta sobre a paisagem do (In)Finito (3). É um regalo para a razão e para a imaginação.
(1) Peter Walker, Nas Pegadas de São Paulo. Um guia ilustrado das viagens de São Paulo, Lisboa, Paulinas, 2008; Jerome Murphy-O’Connor, Paulo. Um homem inquieto, um apóstolo insuperável, Lisboa, Paulinas, 2008; Jesus e Paulo. Vidas paralelas, Lisboa, Paulinas, 2008.
(2) Albert Nolan, Jesus hoje. Uma espiritualidade de liberdade radical, Lisboa, Paulinas, 2008
(3) Anselmo Borges, Janela do (In)Finito, Porto, Campo das Letras, 2008
CINCO LINHAS NO SAPATINHO!!!MEXE-TE!!!
Publicado Dezembro 16, 2008 Uncategorized Deixar um Comentário

Este sou eu, no Natal de 1956, e esta foi a minha primeira guitarra… de madeira. Ao lado, uns bons anos depois,início dos anos 7o, no Convento do Ameal, Porto, a guitarra eléctrica, dos POPBRES, como já aqui falámos!
Ao que venho, desta vez?!
Pedir-te cinco linhas -CINCO LINHAS – sobre o TEU NATAL!
Escreve-nos cinco linhas (ou cinco mil) envia uma foto ( ou mil fotos), fala-nos dos Natais da tua infância ou da tua ânsia por um novo Natal, entre passado e presente ajuda-nos a ter uma palavra sobre os dias futuros que queremos.

Do Natal que nos consome, ao verdadeiro Natal que deveríamos consumir. Assim como assim, aqui fica o Vasco da Gama. A melhor decoração deste ano, para o editor.

Como são os doces do teu Natal? Para abrir o apetite aqui tens umas filhós beiroas.

E à noite, na tua terra, ainda se faz a fogueira, como aqui, em Mação?!
Era bom que contribuísses JÁ!
No Natal, lá na aldeia, a “corrente” e o “sinal” são fracos, daí a dificuldade de editar ao fim-de-semana.
Bora lá, meu. O Menino Jesus agradece! Deixo-te o meu presépio deste ano, feito neste fim de semana!
Como bom franciscano não me digas que, desta vez, ficas aí quieto! Pega no teu telemóvel, tira uma fotografia ao teu presépio e envia-nos. O S.Francisco agradecerá esse teu gesto.


antónio colaço
NOTA
Volto a repetir, não faltará energia para editar o irmão sol mas, fruto da pouca colaboração, o editor retomou a publicação de um outro blog mais antigo, a ânimo e onde podes encontrar outras notícias.Ali respondo por mim, sem o constrangimento de estar a ocupar um espaço, como este, que tanto desejava fosse muito mais partilhado!
ac

O nosso querido Frei Acílio Mendes deverá estar a ser operado à sua visão, por estas horas, sensivelmente, hora de almoço, de Quinta.
Em convalescença de anterior intervenção só nos resta desejar que tudo corra pelo melhor. O Acílio faz-nos falta. Não tenho a menor dúvida de que se estivesse a 100% já há muito nos teria brindado com os seus mail’s. S. Francisco lá na glória… olha pelos filhos teus, é assim, não é?!
A redacção do irmão sol, em peso, deseja-te uma rápida recuperação!
antónio colaço

Matagosa.Norte do Concelho de Abrantes, debruçada sobre Albufeira do Castelo do Bode, rio Zêzere.Nalguns locais as vistas sobre o Zêzere como que nos reportam ao Gerês.ac
Caro António Colaço
Tenho 38 anos. Sou da Matagoza, Carvalhal. Nasci e vivi em Abrantes até há 6 meses. Estou neste momento a viver em São Paulo, Brasil e quero cumprimentá-lo fortemente por este blog.
Um tipo olha para uma série de blogs da área «jugular», «5dias», «arrastão» & companhia, que vivem a maior parte do tempo de beliscar a religião e a Igreja Católica em temas secundários e fica triste ao pensar que muita gente até com aspecto inteligente e articulado ocupa grande parte da sua disponibilidade não a afirmar alguma coisa mas a negar e perseguir de forma quase doentia quem pelo menos mostra estar à procura de algo melhor.
Chegamos a esta casa e verificamos que nem tudo está perdido. Há afinal na blogosfera pessoas que se interessam e destacam as coisas que realmente têm interesse e olham para o seu espaço e o seu tempo procurando relevar a sua beleza e nele enquadram a sua Fé. E conseguem-no.
Confesso-lhe que quase me custa mais perder as crónicas semanais de Frei Bento Domingues e do Padre Anselmo Borges do que a missa de Domingo. Fiquei contente por encontrar gente que reconhece que por ali passa algo muito importante.
Muitos parabéns e boa continuação.
E também gosto muito de Cardigos.
Nuno Gaspar
NOTA
Uma surpresa total. O irmão sol, com um público alvo específico, os antigos alunos capuchinhos, acaba de ultrapassar as fronteiras, que nunca colocámos, é certo, mas que a net, pela sua própria natureza, se encarrega de esbater.
Não conheço este nosso amigo leitor, embora me fale de lugares que me são muito queridos. Só resta agradecer e que se sinta bem na nossa companhia. Já agora, e sem querer fazer concorrência ao irmão sol, deixo-lhe a recomendação deste outro sítio por onde andamos e onde nos demoramos mais a falar de Abrantes, Cardigos e assim! Escreva sempre. Um Feliz Natal para si e todos os seus! Ah! Vou reencaminhá-lo para o Pe Anselmo e Frei Bento Domingues! Até porque tenho umas…. continhas a ajustar com eles!Aqui que ninguém nos ouve, estou à espera de cinco linhas deles sobre a importância da Net na divulgação da Palavra! O meu amigo acaba de a demonstrar!Outro abraço.
Já agora, e para os nossos amigos cá da casa, quer dizer, para os antigos alunos, mais palavras para quê no que diz respeito a pedir a vossa colaboração. Vejam o exemplo que vem do Brasil!
ac


Vista geral do presépio habitual de minha casa…
O (meu) Natal Tradicional Personalizado
No fecho do ciclo anual, quando mais um ano caminha para o fim do calendário, chega a quadra natalícia que aconchega os ânimos, amenizando o natural tempo soturno de Inverno. Uma época própria das características de Dezembro, mês que (nos adágios populares desta área geográfica) prognostica o tempo que se segue, como estabelece a sabedoria popular na contagem dos “temperilhos e remedilhos” e diversos mais ditados da tradição oral da região interior do distrito do Porto, por terras do concelho de Felgueiras mais propriamente.
Onde, note-se, no imaginário servido às crianças, o saco do chamado Pai Natal ainda é vermelho – porque as pessoas não têm culpa de quem se comprometeu com o tal saco azul… mas isso é outra história, e infeliz.
Ora, descrevia, Dezembro é especial, pois é o mês de Natal, feliz festa que enche corações e mexe com sensibilidades, desde o significado especial da espiritualidade subjacente, contando a mensagem que dá ser a todo o carácter festivo da época, até às manifestações derivadas, quando se fazem votos de futuro ansiado e se contabilizam balanços de tempos passados, qual lágrima da saudade, projectando o porvir no relance da candura das crianças e desejos de paz nas consciências.
Na actualidade, porém, o consumismo tem ganho meças ao sentido mais espiritual e afectivo da festividade anual de tão forte sortilégio, no apego de tal encantamento, como se nota no caso dos símbolos profanos deterem primazia, notoriamente em ter sido uma bebida americana a impor a figura do estilizado Pai Natal com roupas da própria cor mercantilista, como da árvore iluminada, numa grande parte das casas e estabelecimentos, ter suplantado a antiga recreação do Presépio, ou seja, por exteriorizações que alteraram a fisionomia tradicional, neste canto à beira-mar plantado e, também, extensivamente por estas paragens do Douro Litoral…
O Natal, apesar de tudo, mantém ainda muitas das antigas tradições locais, como é a Ceia da Consoada, reunindo-se as famílias em torno da mesa patriarcal para comer o bacalhau com batatas, ficando a mesa posta noite dentro para união mental com ente-queridos já desaparecidos,

Presépio da igreja paroquial,da minha freguesia, de S. Tiago de Rande
enquanto se vai à Missa do Galo (nas freguesias onde isso ainda existe) com cerimónia de Beija-Menino, entre típicas comemorações possíveis, mercê dos laços da tradição.
Em casa do signatário mantêm-se algumas tradições, na linha da habituação advinda da casa dos pais… Não faltando as rabanadas e os formigos (mexidos), mais o pão-de-ló de Margaride, para além de diversa doçaria mais genérica, por assim dizer.

Pormenor do meu presépio.
Continuando o próprio a fazer o presépio, cuja cabana foi construída há muitos anos, sob a atenção dos filhos ainda pequenos, ao tempo. E que, acompanhando o crescimento do casal de filhos, ano a ano foi sempre feito, ficando implantado na sala comum, durante o período em apreço, para depois testemunhar a distribuição dos presentes natalícios, na sempre esperada noite de reunião familiar. Agora, com os herdeiros já adultos, eles sentem a mesma presença… ainda mais preenchida, para os progenitores, na companhia também de nora e genro… Então a filha (que é quem vive mais longe), antes de vir a casa por esta altura, nunca se esquece de perguntar, ao telefone, se o presépio já está feito… E, quando chega do sul do país, na ocasião, a primeira vista de olhos que dá à casa é a procurar vislumbrar o presépio doméstico.
Por fim, como há efectivo bem-estar, nesse ambiente rodeado dos adereços apropriados, quando toda a gente se junta, na mesa: pais, irmãos, tios, primos e sobrinhos – só faltando haver netos, por ora. Mas vêm sobrinhos-netos receber também presentes…
Na ligação ao mundo local, pessoalmente, há ainda enquadramento a tal quadra mágica no sentimento popular, porque neste torrão, de transição ao Entre Douro e Minho, o tempo de Natal possui uma essência especial. Nomeadamente, no quadro ambiental do afecto humano, com a junção familiar do ritual da consoada, na evidência dos costumes muito entranhados na alma das pessoas mais ou menos tradicionalistas da região. Apegos provindos de sabores bem guardados desde a infância e como tal fazendo emergir o subconsciente da criança que sempre houve em quase toda a gente, como que transpondo a realidade nos sonhos das fantasias natalícias.
Ao Natal estão indelevelmente associados produtos e hábitos. Cuja amplitude nunca será totalmente possível de compreensão, através de qualquer descrição contada ou escrita, apenas podendo ser entendida quando sentida. Basta aludir as cenas que transportam ao encher do peito, como o referido presépio, nas casas de família onde ainda persiste, o quadro terno de felicidade conjunta à mesa de Natal na ceia, as prendas ansiadas pelos mais pequenos, tão ao gosto dos adultos, e depois o almoço familiar no dia propriamente, o dia seguinte, na companhia continuada da doçaria tradicional de rabanadas, formigos, aletria, leite-creme, barriga-de-freira, quase tudo com sabor a canela do Oriente onde surgiu a Estrela anunciadora do nascimento de Deus-Menino.
Na roda do ano, como se diz vulgarmente, o Natal é com efeito uma festa-mor, a época que mais fala e toca à crença e sentimento do povo, entre crentes ou não, conservadores ou desapegados, enfim dizendo sempre alguma coisa a toda a gente. Inserida no tempo das Festas Felizes, passando depois pela noite de S. Silvestre da passagem de ano, e, com o início de novo ano, de seguida vêm os cantares de Janeiras e Reis…
Armando Pinto
(Vila da Longra – Rande – Felgueiras

Presépio da autoria de Paula Guedes, Vila da Feira.Museu do Presépio, Capuchinhos, Fátima.
Aqui vai um dos últimos Presépios, adquirido na Feira de Santo Tirso a 29 de Novembro passado. Em forma de taça, dispondo os personagens em círculo, a meio corpo, dá-nos as várias cenas do Nascimento de Jesus incluindo a Epifania. Nesta imagem, a Sagrada Família com os animais que se costuma colocar no Presépio - a vaca e o burro.
Ando agora nesta fase, de fotografar e nomear cada peça.
Melhor “enquadramento” para REviver o meu Natal de criança, não há. Mas ajuda-me, também, a aprofundar o meu Natal de crescido, hoje.
O meu Abraço, com votos antecipados de um resto de Bom Advento para um Santo Natal. Bem o mereces, depois de teres feito renascer tanta memória e tanta gente ao longo destes meses.
Um dia destes mando-te O NATAL DE S. FRANCISCO.
Ele te acompanhe – acompanha, com certeza. “Só pode!”
frei Morgado
NOTA
Bom amigo, muito obrigado mas o meu papel é o mais fácil de todos. Assim o pessoal queira e, olha, vê, como o irmão sol cresce!
ac
NATAL
O Colaço pediu-me 5 linhas sobre o Natal. Mas não me disse o comprimento delas. Achei que o melhor modo era enviar-lhe estas linhas do meu primeiro livro de poesia e desafiar os amigos desta Página a descobrirem, dentro de si mesmos, o que é para eles o Natal. Ou gostariam que fosse. Ah, e já vão 5 linhas.

Natal: palavra feita, ou a fazer?
Deus nascido, ou a nascer?
Flor, espinho ou fruto?
Humano produto de humana condição,
ou certeza de um Deus que é nosso irmão?
Ah, não me pergunteis o que é Natal.
Bem o sentis e sabeis
nesse clarão de alma diferente,
nessa vontade de ser cordeiro,
de se fazer irmão de toda a gente,
de dar presentes sem ter dinheiro
e de se dar em todos os presentes
LOPES MORGADO
in AGORA QUE NASCI – poema do natal intemporal
Multinova (1976) 44.
NOTA
É evidente que as cinco linhas não passa de uma figura de retórica para que o redactor não continue a fazer a má figura de solicitar, a toda a hora, a vossa colaboração. Lá se diz, cinco linhas ou … cinco mil!
ac

Louvado sejas, oh Meu Senhor, por este esplêndido Irmão Sol! Aquece com a Tua Luz as nossas enregeladas mãos e qwertados, assim, possamos mandar as cinco linhas* que alegrarão os nossos irmãos!
(Esta rima é um bocadinho forçada, Senhor, mas quando faltam o engenho e a arte para mais, Tu, Lá, ou Aqui ,onde Te encontras, dá uma ajudinha, envia Teus Sinais!)
antónio colaço
*Quer dizer, se não escreverem hoje, a lareira do irmão sol vai ficar pobre, um sapatinho triste, sem textos, sem imagens …. e os vossos rostos, desanimados, bem loooooooonge destes aqui, tão encantados!!!

CÚMPLICES COM AS ESTRELAS.BOAS FESTAS
Publicado Dezembro 19, 2008 Uncategorized Deixar um Comentário
BOAS FESTAS
Tal como há dois mil anos, a enregelada noite de Dezembro deve ter metido medo àqueles que procuravam nas redondezas da grande cidade um lugar onde o Deus Menino pudesse nascer.
Ele que tinha criado Dia e Noite, e tinha visto que tudo estava bem, esqueceu-se desse pequeno pormenor, um lugar para nascer e, de preferência, com a luz do dia.
É certo que criou as estrelas e os olhos para que pudéssemos adivinhá-las e, assim, reconfortados e um pouco mais seguros, poder segui-las.
Na noite que persiste em pairar no nosso Portugal, há uma luzinha que se acende no Largo das Cortes
tranquilizando-nos de que, afinal, há um caminho.
Acredito que em 2009 vamos poder encarar as noites
com muito mais tranquilidade.
As estrelas só precisam da nossa cumplicidade.

NOTA
Até este momento, 19.15 de Sexta, o nosso correio não registou mais colaborações, tal como solicitado. As condições de edição lá na aldeia não são as melhores. A ver vamos. Não deixem de nos enviar o que desejarem.Talvez que em 2009 possamos contar com mais empenho. A todos, na mesma, Feliz e Santo Natal.ac
Do Diário de Notícias de hoje.

‘PROVAVELMENTE DEUS NÃO EXISTE’
Anselmo Borges
Padre e professor de Filosofia
É possível que já em Janeiro, nas ruas de Londres, as pessoas se deparem com cartazes no exterior dos autocarros com estes dizeres: “There’s probably no God. Now stop worring and enjoy your life” (Provavelmente Deus não existe. Então, deixe de preocupar-se e desfrute a vida).
Trata-se de uma campanha publicitária a favor do ateísmo, promovida pela Associação Humanista Britânica e apoiada pelo célebre biólogo darwinista R. Dawkins, professor da Universidade de Oxford, ateu militante e, segundo muitos, fundamentalista.
A campanha foi um êxito, pois rapidamente conseguiu fundos – dezenas de milhares de euros – mais que suficientes para pô-la em marcha. Segundo a jornalista Ariane Sherine, que a tinha sugerido em Junho, “fazer uma campanha em autocarros com uma mensagem tranquilizadora sobre o ateísmo seria uma boa forma de contrabalançar as mensagens de certas organizações religiosas que ameaçam os não cristãos com o inferno”.
Para Dawkins, “a religião está acostumada a ter tudo grátis – benefícios fiscais, respeito imerecido e o direito a não ser ofendida, o direito a lavar o cérebro das crianças”. Assim, “esta campanha de slogans alternativos nos autocarros de Londres obrigará as pessoas a pensar. Ora, pensar é uma maldição para a religião”.
Logo que apareceu o anúncio da campanha, fui confrontado por um jornalista da TSF: se a achava provocatória. Respondi que até a achava interessante. De facto, era isso mesmo: obrigaria as pessoas a pensar nas questões essenciais, e Deus é uma dessas questões decisivas.
Constatei, mais tarde, que essa foi também a posição de líderes religiosos britânicos, que responderam favoravelmente à iniciativa. Aliás, qualquer um tem o direito de promover as suas ideias através de meios apropriados. A Igreja Metodista agradeceu inclusivamente a Dawkins pelo facto de encorajar um “contínuo interesse por Deus”. A rev. Jenny Ellis disse: “Esta campanha será uma boa coisa, se levar as pessoas a comprometer-se com as questões mais profundas da vida.” E acrescentou: “O cristianismo é para pessoas que não têm medo de pensar sobre a vida e o sentido.”
É significativo aquele “provavelmente”. Dawkins não sabe que Deus não existe e, por isso, escreve: “Provavelmente.” A existência de Deus não é objecto de saber de ciência, à maneira das matemáticas ou das ciências verificáveis experimentalmente. Nisso, Kant viu bem: ninguém pode gloriar-se de saber que Deus existe e que haverá uma vida futura; se alguém o souber, “esse é o homem que há muito procuro, porque todo o saber é comunicável e eu poderia participar nele”.
Afinal, também há razões para não crer, mas, quando se pensa na contingência do mundo, no dinamismo da esperança em conexão com a moral e na exigência de sentido último, não se pode negar que é razoável acreditar no Deus pessoal, criador e salvador, que dá sentido final a todas as coisas. Numa e noutra posição – crente e não crente -, entra sempre também algo de opcional.
Mas, nos cartazes, o mais impressionante é a segunda parte: “Deixe de preocupar-se e desfrute a vida.” É claro que o que está subjacente a esta conclusão é a ideia de um Deus invejoso da vida e da alegria dos homens e das mulheres.
Se a primeira parte obriga os crentes a pensar, retirando da fé tudo o que de ridículo – pense-se em todas as superstições – lhe tem andado colado, a segunda tem de levá-los a “evangelizar” Deus. É preciso, de facto, reconhecer que houve e há muitos a quem “Deus” tolheu a vida, de tal modo que teria sido preferível nunca terem ouvido falar no seu nome – pense-se no horror do inferno, nas guerras e ódios em seu nome, no envenenamento da sexualidade, na estreiteza e humilhação a que ficaram sujeitos.
Agora que está aí o Natal, é ocasião para meditar no Deus que manifesta a sua benevolência e magnanimidade criadoras no rosto de uma criança. Jesus não veio senão revelar que Deus é amor, favorável a todos os homens e mulheres e querendo a sua realização plena. Perante um “deus” que os humilhasse e escravizasse, só haveria uma atitude digna: ser ateu.
NOTA
Para o nosso leitor Nuno Gaspar, algures, no Brasil, para quem já custa mais perder a leitura deste WEBANGELHO do que “perder a missa” a dedicação deste Webangelho.O Pe Anselmo ficou muito sensibilizado com a sua história. Não é a missa que está em causa, seguramente. Talvez, isso sim, algumas missas que são o contrário de tudo o que Jesus Cristo pediu que fizessem ” em sua memória”.Ler a Palavra de Anselmo, atrevo-me a dizer, anda tão perto de quase ter o Cristo aqui à mão, quer dizer, sentir a serenidade da sua mão, a indicar-nos o Caminho, a sua “memória” viva. SEMPRE PRESENTE. Deus, PRESENTE, afinal.
antónio colaço

Um instante, nada mais. O que têm em comum, a estas horas da tarde, 15 horas, estes dois aviões que decidiram cruzar-se, mesmo no centro da minha rua, ela mesma no centro geográfico de Portugal?
ac.

Olá amigo Colaço.
Presente à chamada… Caros amigos.
Não vão ser muitas mais, do que as 5 linhas pedidas. Ou até serão. Estou nos preparativos para a minha viagem de regresso a Portugal. E não vai poder ser aquilo que eu tencionava. Compensarei pelo Ano Novo,se me fôr possível.
Estava na minha mente, enviar algo relacionado com o Natal de 2008, mas seria depois de eu chegar a Portugal. Compreendo que a Internet não é igual em todo o lado, e que o Editor sente isso.
Na falta do melhor, tirei aqui uma fotografia que vai fresquinha, com neve e tudo, para servir de cartão de Boas Festas.
Amanhã dia 21, se Deus quizer, começarei a minha viagem de regresso. Não vão ser muito confortáveis as primeiras 4 horas de carro através do deserto, até chegar ao primeiro aeroporto na cidade de Kyzilorda, mas paciência… Já estou habituado. Aí um Folker 50, num vôo doméstico de 2 horas e 20 minutos, me levará até Almaty, capital financeira do Cazaquistão. (Today, not Kazakhstan…). O dia 22 será para descansar no Hotel, e no 23 pelas 3 horas da madrugada será a partida para mais 7 horas de avião, de Almaty até Frankfurt na Alemanha. E finalmente, de Frankfurt ao Porto mais 2 horas e 15 minutos, onde espero chegar por volta das 11 horas e 10 minutos da manhã. O almoço já vai ser em família.
Natal: (Depois contar-vos-ei mais em pormenor), Também vai ser de corrida, e a ceia de Natal não até nem vai ser em minha casa. Com a minha mulher e o filho mais novo, vamos a casa de uns cunhados em Soutelo-Vilaverde. Ceia tradicional onde não faltará (penso eu), o fiel amigo bacalhau cozido c/ penca da Póvoa.
Regressaremos a Cristelo – Barcelos, já na madrugada. Na minha aldeia ainda se mantém o Santo Costume de dar a Imagem do Menino Jesus a beijar no fim das Missas.
Quem foi que disse que as minhas viagens nesta época festiva tinham acabado? No dia 26, às 5horas da manhã, outra vez no Porto, com a minha mulher, para uma viagem até Toronto no Canadá, via Frankfurt. A maior parte da nossa famíla vive em Toronto: quatro filhos, quatro noras, uma filha, um genro, cinco netos e quatro netas.
O jantar da passagem de ano, vai ser no “Restaurante Casa Abril em Portugal”. (A minha filha já me disse que os bilhetes estavam pagos. Que não iria haver lugar para desculpas.Ela sabe que eu não gosto muito de noitadas).
Regressaremos a Portugal por volta de 10 de Janeiro. Depois eu conto alguma coisa sobre Toronto.
Natal… Menino Jesus,ficaste para o fim. Estou certo que me perdoarás. Só queria pedir-te: Que na Noite de Consoada estivesses com as Crianças que até o Pão lhes vai faltar, quando nós estragamos… Com as Crianças que não vão ter brinquedos, quando nós abusamos a comprar para os nossas. Com as crianças que não têm a quem chamar pai ou mãe. E já agora com aqueles que nesse dia se esquecem de uma prendinha para ti. Não és tu por ventura o “Aniversariante”? Happy Birthday- Feliz Aniversário. Que tenhas muitas prendas. Daquelas que gostas. (não daquelas que nós compramos nos shoping centers.
Com.votos de:
Boas Festas
Um abraço do tamanho do mundo
J. Casais
NOTA
As incontáveis cenas para conseguir editar, alta madrugada, esta verdadeira saga do nosso J.Casais!Mas valeu a pena, quer dizer, se na hora do clic derradeiro a rede não cair pela undécima vez!
Muito obrigado, João, uma vez mais, e Feliz Natal para todosos teus!
ac

Deus com todos
21/12/2008 Frei Bento Domingues, O.P.
A linguagem mítica não é uma mentira porque não pretende ser a substituição de uma explicação biológica1. Talvez não seja para homenagear Jesus Cristo e as Igrejas cristãs que a publicidade da Vodafone classifica o Natal como a maior festa do mundo. Direi, no entanto, por todas as razões e mais uma, se o não é, devia ser. Já se tentou, em nome do rigor histórico, eliminar, da cultura do Ocidente, a memória desse estranho judeu, de há dois mil anos, que continua a ser invocado por muitos milhões de pessoas como permanente fonte de vida. Sucessivas gerações de historiadores, com perspectivas muito diversas, têm tornado impossível esse negativismo. Não se espera, no entanto, que a investigação histórica venha algum dia a explicar esse enigma testemunhado nos textos do Novo Testamento, canónicos ou apócrifos. Qualquer trabalho histórico é sempre parcial e não pode evitar as marcas da subjectividade. Não se prevê uma “narrativa canónica” da história do mundo em que Jesus viveu e onde a sua memória se perpetuou. Cada historiador terá sempre de escolher um ângulo de visão e de apresentação do seu trabalho. A noção de verdade histórica está sempre exposta a diferentes configurações. Por outros motivos, o mesmo acontece com as convicções da fé em Cristo. Como Jesus não cabe em nenhum dos títulos que lhe foram atribuídos, haverá sempre quem diga: não, não é bem assim, estão a esquecer o essencial.
2. Vou saltar, de propósito, para a narrativa de um sonho acerca da origem de Jesus Cristo, cujo género literário não pode ser controlado pela investigação histórica: Maria, sua mãe, estava desposada com José; antes de coabitarem, notou-se que tinha concebido pelo poder do Espírito Santo. José, seu esposo, que era um homem justo e não queria difamá-la, resolveu deixá-la secretamente. Andando ele a pensar nisto, eis que o anjo do Senhor lhe apareceu em sonhos e lhe disse: “José, filho de David, não temas receber Maria, tua esposa, pois o que ela concebeu é obra do Espírito Santo. Ela dará à luz um filho, ao qual darás o nome de Jesus, porque Ele salvará o povo dos seus pecados”. Tudo isto aconteceu para se cumprir o que o Senhor tinha dito pelo profeta: Eis que a virgem conceberá e dará à luz um filho; e hão-de chamá-lo Emanuel, que quer dizer: Deus connosco. Despertando do sono, José fez como lhe ordenou o anjo do Senhor, e recebeu sua esposa. E, sem que antes a tivesse conhecido, ela deu à luz um filho, ao qual ele pôs o nome de Jesus (Mt 1, 18-25).
Quem olhar para este texto como se fosse um tratado de biologia ou de sexualidade sobrenatural, tem de o achar ridículo e de o entregar ao mundo das anedotas. Ridículo, porém, é esse olhar naturalista. Para uma perspectiva geral de interpretação de textos bíblicos, Orígenes (185-253 d.C.) – apontado como o professor e escritor mais erudito da Igreja Antiga, nascido de uma família cristã do Egipto – já tocou no essencial: “Os simples que interpretam a Bíblia, meramente à letra, formam frequentemente de Deus um conceito muito pior do que se Ele fosse um homem brutal e injusto. (…) A causa de falsas opiniões e de afirmações ímpias ou simplistas parece ser o facto de que a Escritura foi entendida não segundo o seu sentido espiritual, mas à letra”.
Não é neste espaço que posso apresentar a natureza dos impropriamente chamados “Evangelhos da Infância” de Jesus, nos quais figura a narrativa transcrita. Dir-se-á que é um mito. Embora a palavra “mito” possa ter significações que não se aplicam aqui, quem ler o texto nessa direcção está num caminho possível. Neste caso, a linguagem mítica não é uma mentira porque não pretende ser a substituição de uma explicação biológica da concepção e do nascimento de Jesus. Esta linguagem é a expressão simbólica, poética, de uma intuição teológica magnífica, inscrita na significação do nome dado à criança, Jesus (Deus salva), explicitando-o com outro: Emanuel (Deus connosco).
Lembro, aqui, uma passagem da belíssima “políptica de maria klophas dita mãe dos homens”, de Mário Cesariny: O jogral do céu / riscou uma estrela no manto judeu // e o milagre veio / sem perdão nenhum sem forma sem meio // sobre a palha loura / caiu o menino de nossa senhora menino perfeito / com fomes e prantos com raivas e peito (1).
As orações do Missal Romano terminam todas assim: “Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo”. No passado dia 18, a antífona da comunhão, era esta: “O seu nome será Emanuel, Deus-connosco”, com a indicação de Mateus 1, 23. Mas a oração que se seguiu esqueceu-se e Jesus Cristo deixou de ser Deus-connosco. Que Ele seja Deus com Deus, óptimo, mas o Natal é para fazer a festa de que, afinal, Ele é Deus-connosco. Todos os trabalhos da vida adulta de Jesus tiveram como objectivo mostrar que Deus está sempre por perto, sobretudo daqueles que, por razões de saúde, de higiene, de profissão, de moral, de religião, de nação, eram classificados como pecadores, abandonados de Deus e sem direito ao convívio social e religioso. O Natal é a festa da transformação da esperança individual ou étnica, na esperança universal: reunir todos os filhos de Deus dispersos, os filhos de todos os povos. Santo Natal! (1) Manual de Prestidigitação, Lisboa, Assírio & Alvim, 2004, p.30-31

Vê só o que o meu dono me arranjou! Não precisas de bilhete! Dá um pulinho ao “drive-in” aqui do lado!
Aqui!
Boa noite mas… hoje já não dá para mais!
AH! ÙLTIMA HORA:O Frei Acílio está a recuperar bem.Daremos mais notícias.
ac

Mação, a Serra do Bando, ao fundo.
O Sol continua esplendoroso.Obrigado.
As Matinas de hoje, são feitas pelo Nuno Gaspar, obrigado outra vez.
____________________________________________
Caro António Colaço
Três vivas ao Irmão Sol pela lembrança do Webangelho e por transmitir aos mestres a nossa grande admiração.
Estes homens nem por um momento poderão ficar a pensar que estão a pregar no deserto.
Devemos-lhes forte gratidão, também pelas não raras lágrimas de encanto vertidas ao ler os seus textos mas sobretudo pela convicção profunda que em nós provocam de que a herança de Fé que recebemos dos nossos pais, em tão frágil e modesto embrulho, permanece, apesar de algum ruído fora e dentro da Igreja, o Mistério mais fundo e belo a que aspiramos pertencer.
Um abraço
Nuno Gaspar

É a grande notícia deste Natal, para além da Boa Nova do Emanuel – Deus Menino Connosco – o Frei Acílio já nos dirige Palavras! Não perdemos mais tempo.Publicamos, na íntegra, os últimos dias de Acílio. A melhor preparação para o Natal!
Acílio, a seguir, queremos umas palavrinhas para nós! Feliz Natal para ti, família e toda a comunidade capuchinha.
ac
________________________
(VI)VER DE NOVO
Bom Dia,
Com Paz e Alegria!
Em 2007 vivi a solenidade do Natal em terras do Sol Nascente, Timor-Leste. Na tarde do dia 24 de Dezembro, uma avaria na estação eléctrica do distrito de Manatuto, prixou-nos da luz. Contextualizando a situação o Pároco de Vemasse assim iniciou a homilia da Missa da Meia-Noite, em paráfrase ao texto de Isaías: «O povo que andava na luz, viu umas grandes trevas».
Mais umas horas e eis-nos a cantar ao Deus-Menino que, nascendo à meia-noite, vem como Luz do mundo.
Sei que estes dias não são dias de palavras. Somos convidados a concentrar-nos no Mistério d’Aquele que é a Palavra e que veio habitar no meio de nós. Entretanto, deixo esta «comunicação de vida», rabiscada ao longo destes últoms meses, num desejo de ir passando das trevas à Luz.
No dia 17 de Dezembro, às 17 horas, passados quase três meses após a primeira operação para extracção do cristalino da vista esquerda, sou submetido a nova e muito delicada intervenção cirúrgica na Clínica Oftalmológica Ribeiro-Barraquer, no Porto. Objectivo: a introdução e fixação de uma lente (cristalino artificial) no seu nicho intra-ocular. Apesar da anestesia e anestesia reforçada, as dores eram de arrasar. Lembro-me de ter voado espiritualmente até Timor-Leste, oferecendo tudo pela nossa mais recente aventura missionária. O amor suaviza a dor e transforma o sofrimento em força redentora, ou energia positiva, como preferem outros.
Algo de anormal se passava no bloco operatório. É muito raro, mas não impossível: o inesperado aconteceu em plena operação: o «descolamento monstruoso da coróide» (o dobro dos grandes descolamentos), com hemorragia e hematoma. Poderia ter sido a «morte» do olho esquerdo. Graças à pronta intervenção (poucos são os segundos disponíveis) do Dr. Paulo Ribeiro, em laboriosa parceria com a Dra. Teresa, sua esposa, foi evitada a catástrofe.
Era o dia 17 de Dezembro. Início da Novena do Menino Jesus, com destaque para as famosas Antífonas do Ó. Envolve-nos, nestes dias, uma especial presença de Nossa Senhora do Ó. Por coincidência, o rombo diagnosticado pela Dra. Sandra Moniz na vista esquerda aconteceu no dia 15 de Setembro, na Madeira, após a realização da XXI Semana Bíblica Diocesana. Celebrava-se, nesse dia, a festa de Nossa Senhora das Dores.
No tempo de São Paulo – há cerca de dois mil anos – ninguém sonhava em transplante de órgãos nem em implantação de cristalinos. Mas havia – tal como hoje – gente generosa e disposta ao impossível. Debatendo-se o Apóstolo com algum problema grave na vista, dá este testemunho a favor dos cristãos da Galácia: «Se tivesse sido possível, teríeis arrancado os vossos olhos para mos dar» (Gl 4,15). Dou graças ao Senhor porque, nestes tempos, irmãos e amigos têm sido olhos dos meus olhos, passos dos meus passos.
No primeiro escrito do Novo Testamento, o Apóstolo Paulo traça-nos um audacioso projecto de vida, que a Liturgia transcreve para os últimos dias de Advento, tempo da Esperança e da Certeza do Deus-Connosco: «Vivei sempre alegres, orai sem cessar, dai graças em todas as circunstâncias, pois é esta a vontade de Deus a vosso respeito, em Cristo Jesus» (1 Ts 5,16). (Vai partitura em anexo).
O contraste é por demais evidente. Após a operação, seguiram-se dias de «angústia expectante», pois no período pós-operatório é ainda grande o risco de acontecer o mais temível: o descolamento e destruição da retina, com a «morte» do olho. Uma apertada vigilância, com idas diárias à Clínica, foi acompanhando a evolução do olho na sua complexa e muito delicada estrutura.
Vou tentando seguir o exigente programa apontado por São Paulo, muito semelhante ao clássico «sermão de perfeita alegria» de Francisco de Assis. Depois do Inverno vem a Primavera! Passo a passo. Lentamente.
Mas voltemos atrás nesta «comunicação de vida». No final do Apocalipse, São João descreve-nos o fascínio da Nova Jerusalém, deitando mão às mais variadas comparações. Destaco: «Tinha o resplendor da glória de Deus: brilhava como pedra preciosa, como pedra de jaspe cristalino» (Ap 21,11).
«Pedra de jaspe CRISTALINO». Em toda a Bíblia, é a única vez em que nos deparamos com tal vocábulo. CRISTALINO. Neste caso, um adjectivo. A palavra mágica que me acompanhou ao longo de 84 dias, mais noites que dias. Vivi todo este tempo sem o cristalino da vista esquerda. Aqui, como substantivo e muito substancial.
Tendo em conta que, desde Dezembro de 2001, a vista direita ficou reduzida a uns escassos 15% de visão, devido a uma trombose que afectou o nervo óptico, a nova situação equivalia a não ver, a viver nas «trevas», a fazer a experiência existencial do «Ensaio sobre a cegueira», evocando o nosso Nobel da Literatura. Uma situação de «violência», mas vivida na mais genuína solidariedade. Jamais esquecerei a estranha sensação experimentada no passado dia 25 de Setembro, ao ser-me retirado o penso que protegia a vista esquerda, após a operação – delicada e de alto risco – efectuada de urgência no dia anterior, pela mão certeira do Dr. Paulo Ribeiro, na Clínica Oftalmológica Ribeiro – Barraquer, no Porto. Uma Clínica que me acompanha desde o dia 18 de Fevereiro de 1959. Há operações a cataratas, a descolamento da retina, a glaucoma, a implantações de córnea… Agora fiquei a saber que há também intervenções cirúrgicas para extrair o cristalino. Neste caso, por ele se encontrar quase, quase a desprender-se, preso por um fio…Isto digo eu, «escrituristicamente falando» (como ouvimos na publicidade), pois ignoro os termos técnicos. Sei que «não sou o único a olhar o céu» cem o cristalino, mas como até hoje, não encontrei outros casos similares, nem sequer dá para uma «Associação do Cristalino»…
Um pouco à semelhança do cego de Betsaida, segundo a narrativa evangélica, passei a ver os «homens como árvores» (Mc 8,24) e as mulheres como flores…
Abortada a viagem para o Brasil, rumo ao ano sabático, marcada para o dia 27 de Setembro, e embora esteja destinado, neste triénio à Fraternidade de Fátima, pela proximidade da Clínica, fui acolhido na Fraternidade dos Capuchinhos do Porto, sob a atenta guia do Guardião e Mestre, frei Guedes.. Mesmo sem ficar hospedado na Enfermaria Provincial, encontrei em cada Irmão um solícito e cuidadoso «enfermeiro», com destaque para o frei Avelino que, além das centenas e centenas de variadas gotas a diferentes horas do dia, sempre me acompanhou nas inúmeras deslocações à Clínica. Nem todos os Irmãos são sacerdotes, mas todos se apresentam como «diáconos», vivendo a alegria de servir. É uma bênção integrar a Fraternidade do Porto. Cultiva-se a amizade, intensifica-se o estudo e a convivialidade, fomenta-se a alegria e o serviço fraterno, expande-se a simplicidade, pratica-se o diálogo inter-cultural (irmãos de Angola, Cabo Verde e Portugal), ensaia-se o «entrosamento» de gerações – extenso é o arco etário, desde os 22 anos do frei Valter aos 90 de frei Lourenço. Impensável a «interrupção da democracia» por um dia, muito menos por seis meses…É maravilhoso aperceber-se da «sinfonia do amor» na vida fraterna, num crescendo progressivo, sob a batuta do Espírito, o Divino Artista da Comunhão!
Concelebrar diariamente a Eucaristia é de uma riqueza incalculável. Quanto aprendi com cada Irmão que presidiu à celebração do «Mistério admirável da nossa Fé»! Com eles e através deles – cada um com sua marca peculiar – o Senhor deu-me a saborear uma vivência eucarística envolta na profundidade do Mistério pascal, na serenidade da contemplação, no compromisso eclesial e social.
Para mim, celebrar ou concelebrar nesta Igreja da Imaculada é sempre uma alegria muito íntima e a oportunidade de renovar o dom do Sacerdócio: foi nesta igreja e neste altar que, em Maio de 1968, e pelas mãos de D. Francisco da Mata Mourisca, que o Espírito do Senhor me revestiu do ministério sacerdotal.
Em muitos dias do Tempo Comum foi proclamado um dos Prefácios que me tem acompanhado mais de perto: «É verdadeiramente nossa salvação louvar e dar graças ao Senhor em todos os momentos da nossa vida, na saúde e na doença, no sofrimento e na alegria…» Louvado sejas, ó meu Senhor, por estes Irmãos sacerdotes!
Dou graças ao Senhor pela presença solícita e constante dos Irmãos Capuchinhos, dos familiares, de tantos amigos de perto e de longe. Solicitude solidária e oração confiante. Pude agora aperceber-me do incalculável valor de coisas muito simples, como o corrimão da mais pequena escada, ou as marcações dos degraus (que os pés também «vêem»). Mais valioso ainda do que qualquer corrimão é o braço acolhedor do irmão.
Não escondo que os primeiros momentos deste brusco desabar de projectos foram de ansiedade e de trevas. Não é fácil atingir a «perfeita» alegria, tal como o Jogral de Assis a descreve. Li algures que Nossa Senhora de Fátima aconselhou a Irmã Lúcia a adquirir uma máquina de escrever electrónica. A «vidente» poderia, assim, ampliar as letras e continuar a difundir a Mensagem de Fátima. Bendito choque tecnológico que nos possibilita ampliar as letras quase ao tamanho das tristes Torres Gémeas! Bendita lupa que me tem acompanhado nestas lides de alguma reduzida leitura e de escrita! Há outra Luz que não se extingue: «Eu sou a luz do mundo. Quem me segue não andará nas trevas, mas terá a luz da vida.» (Jo 8,12)
Claro. Desde o dia 25 de Setembro, ponto final na sedutora Internet. Amigos houve que julgaram descobrir-me on-line. Pura miragem. Uma que outra vez, e recorrendo à ajuda de «frei Leão» (o dedicado secretário de Francisco de Assis nos seus dias de cegueira), procurei dar seguimento a algum assunto mais premente, provocando deste modo certos equívocos.
É verdade que «só se vê bem com o coração». Mas também é verdade que «os olhos são as janelas da alma». Não consegui resistir à tentação de musicar de novo o clássico «De profundis», o Salmo 140: «Do profundo abismo chamo por Vós, Senhor…» Mas, alto aí! Apesar de viver no Porto, não me deixei contagiar pelo pesadelo que, durante algumas semanas, afectou o FC do Porto! O Salmo 140, porque é bíblico, arranca de um angustioso «abismo profundo», para desembocar num outro «abismo», ainda maior e mais profundo: o da misericórdia infinita do Deus do Amor.
Os olhos do coração descobrem riquezas impensáveis. Há filões de outras realidades para os que, na luz do Evangelho, vão purificando o seu olhar. Até o próprio Deus se deixa ver: «Felizes os puros de coração, porque verão a Deus» – proclamou Jesus no Sermão da Montanha (Mt 5,8).
Francisco de Assis, nos últimos tempos da sua vida, roído de sofrimentos e quase cego, ousou compor o mais belo Cântico ao Irmão Sol. (Durante esta época – com sérias dificuldades de enfrentar o Sol – fui informado do nascimento do «Irmão Sol», um blogue dos Antigos Alunos Capuchinhos, uma admirável iniciativa do António Colaço).
Com a inevitável dificuldade na celebração da Liturgia das Horas, procurei certificar-me no capítulo terceiro da Segunda Regra de São Francisco dos correspondentes Pai-Nossos, destinados aos Irmãos não clérigos. Intrigou-me a desproporção entre os 5 Pai-Nossos de Laudes e os 12 de Vésperas… Se, nestes meses, tivesse participado no projectado Curso de Franciscanismo em Marau, nos Capuchinhos do Rio Grande do Sul (Brasil), talvez o frei Sérgio me resolvesse estas questões de critérios estatísticos.
Sabe bem agora ter decorado (= enviar para o coração) alguns salmos, cânticos e hinos da Bíblia! Sempre me impressionou a cena daqueles 25 jovens jesuítas de Nagazáki (Japão) a sofrerem o martírio e a rezarem Salmos de louvor. «É que – regista o cronista da época – no catecismo costumavam ensinar alguns salmos às crianças». Era a «nova evangelização» do século XVI. Estou certo de que, nos dez anos de catequese da infância e adolescência, serão memorizados alguns Hinos e Salmos, assim como outros textos bíblicos. «A Palavra de Deus abre os olhos ao Povo».
Das orações que, desde miúdo, me ensinaram a memorizar, sobressai a Consagração a Nossa Senhora: «Ó Senhora minha, ó minha Mãe…» Foi preciso arrancarem-me o cristalino da vista esquerda para tomar consciência de que, nesta belíssima oração, o primeiro que consagramos a Nossa Senhora são «os meus olhos…» Não resisti à tentação de musicar esta tradicional Consagração a Nossa Senhora. O inciso «os meus olhos» sobe à nota mais alta da melodia. Nem podia ser de outro modo, dadas as circunstâncias da composição. (Vai partitura em anexo).
Nas primeiras semanas desta nova experiência, dei comigo a inventar mais uma versão do Rosário: o «Rosário da visão». Nele, o Pai Nosso é substituído pelo «Bendigo-Te, ó Pai, Senhor do Céu e da Terra, porque revelaste estas coisas aos pequeninos…» (Lc 10,21), e a Ave, Maria pela prece do cego de Jericó: «Senhor, fazei que eu veja» (Lc 18,41). Posteriormente pareceu-me uma súplica algo redutora e egoísta. E até ousei introduzir uma pequena mas substancial alteração no texto evangélico: «Jesus Cristo, Luz do mundo, fazei que eu Vos veja!» (Vai partitura em anexo).
Limitado o dom da visão, outros sentidos são privilegiados. Nestes dias desfrutei, como jamais tivera tal oportunidade, da escuta serena e gratuita de alguns trechos da imortal música clássica. Quem poderá medir o prazer interior que se experimenta ao saborear as 9 Sinfonias de Beethoven, dirigidas por Karajan?! Ou a Paixão segundo São Mateus e São João, os Corais e Concertos de Brandenburg, a Missa em si menor de Bach? Ou o Messias de Händel? Ou as Quatro Estações de Vivaldi? Ou ainda a Flauta Mágica ou a assim denominada «Pequena Serenata em Sol Maior» de Mozart? Verdadeiros vislumbres da Harmonia, da Beleza e da Felicidade a que todos estamos chamados. Num êxodo da grande tribulação ao Coração da Trindade Santíssima. Porque Deus é Música! Terá razão um autor do séc. XVII, ao escrever: «No céu todos fazem música; o que fará lá aquele que aqui não quer saber de música?» Se, ainda na terra, jamais nos cansaremos de ouvir a Missa em Si menor, de Bach, qual não será, no Céu, o assombro dos eleitos, ao entoarem o Cântico Novo do Apocalipse?!
Mas há ainda uma outra música. Este convento do Porto dispõe de uma invejável quinta, património da Fraternidade dos Capuchinhos, mas uma mais-valia para a Cidade Invicta. E também um paraíso para a grande variedade de irmãos pássaros que aqui desfrutam a Paz e o Bem de um nicho ecológico e torrão franciscano. São intransponíveis para a pauta musical os seus cânticos matinais ou vespertinos. Deliciam-se os ouvidos do nosso coração com os seus louvores ao Altíssimo e Bom Senhor.
Mas, nem só de Música se vive! Do quotidiano de um fradinho fazem parte as lides domésticas. Ao franciscano São Boaventura foi-lhe comunicada a sua nomeação para Cardeal quando se encontrava na cozinha do convento a lavar pratos, tachos e panelas. Durante algumas semanas consegui um importante «emprego»: pôr a mesa e tocar a sineta para alguns actos comunitários. Sempre eram 16 ou 17 pratos rasos, outros tantos pratos fundos, o mesmo número de facas, colheres, garfos e copos, sem esquecer os três cestos com pão, os galheteiros, as três jarras de água, o vinho maduro e o verde, alguns sumos… E também o caderno «Alimentar o espírito» para a Oração sálmica antes das refeições. Mais atribulado foi o toque da sineta. Logo no primeiro Domingo, ao improvisar um sinal mais sonoro e festivo (Domingo é Domingo!), o pobre do badalo não resistiu a tal investida de estrondosa música «heavy metal» e saiu disparado pelo corredor fora…
Conclusão? Se nem um só cabelo da minha cabeça vai caindo sem o consentimento do Pai do Céu (cf. Mt 10,30), com quanta mais solicitude paterna Ele terá acompanhado a queda de um cristalino?! Tudo é graça de Deus! Tudo é dom do Senhor!
Permanecem algumas questões por resolver, à guisa de «alegações finais». Por exemplo:
· Dá impressão de que a Justiça em Portugal, quando se trata de punir algum «peixe graúdo» (género Casa Pia, BPN, Felgueiras…) está privada, não de um, mas de ambos os cristalinos…
· Continuo sem enxergar as notas de 500 euros. Mas esta parece ser uma dificuldade congénita…E nada que se compare à fraude de 50 mil milhões de dólares, do espertalhão americano. Uma questão de «minúcias» financeiras.
· Envolta num ambiente natalício, no sábado passado, a Académica, embora podendo amealhar três pontos, achou por bem oferecer um ponto ao Sporting, como prenda de Natal. Gestos da «Briosa» que dignificam o Desporto!
· Sei agora o quanto custa não ver as letras dos livros e revistas, ou as imagens da televisão. Mas reconheço que deve ser bem mais doloroso não «ver» um salário mínimo (mesmo que sejam os anunciados 450 euros para 2009) que cubra todos os dias, até ao último dia de cada mês.
Maravilha das maravilhas é «ver» com os olhos do coração o Altíssimo e Bom Senhor feito menino no presépio de Belém, ou transformado em pão e vinho no altar da Eucaristia.
Quem chegou até este ponto, bem merece as maiores bênçãos do Deus-Menino e um Novo Ano cheio de Paz e de Bem.
Em louvor de Cristo e de seus servos Francisco e Clara de Assis. Ámen.
Assino estas linhas no dia 22 de Dezembro. Um dia memorável para a Música eterna. Há 200 anos eram estreadas, em Viena (Áustria) a 5ª e a 6ª Sinfonias de Beethoven. É verdade que ainda vivo mais a dramaticidade da Quinta Sinfonia do que a festiva dança dos pastores da Sexta Sinfonia. Talvez por isso, o Dr. Paulo Ribeiro não me permita dizer que a situação actual «é já» uma prenda de Natal. Obrigando-me a um gerúndio, o máximo a que ele me autoriza é dizer que «vai sendo» uma prenda de Natal. Seja Deus louvado!
O abraço fraterno, amigo e muito agradecido,
Porto, 22 de Dezembro de 2008
frei Acílio

NATAL.LUGAR DE ENCONTRO, TODOS OS DIAS!
Publicado Dezembro 24, 2008 Uncategorized Deixar um Comentário

Deus te acrescente que vais servir para muita gente.

As mãos e os rolos assinalados que das fofas massas maravilhas despegaram…

Estamos fritos, estamos friiiiiiitos!

Deste lado do Natal, por nós, belhozes e filhozes, mais este raminho de azevinho, estamos prontos.

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Caro António,
Espero que no próximo ano possamos colaborar. Um abraço de Boas-Festas
Frei Bento
E depois de Frei Bento Domingues,
Meu bom e muito estimado Amigo: A partir da Alemanha estou a enviar-lhe os meus votos sinceros de santo Natal. Um abraco muito amigo Pe Anselmo Borges São para estes dois amigos, e todos os outros que têm ajudado o irmão sol, para além de um outro projecto editorial, os Votos Especiais de que o Natal possa, todos os dias, ser o Lugar que cada um de nós dedica “ao seu mais próximo”, acolhendo-o e … animando-o!
antónio colaço
NOTA
Até este momento, hora de edição, manhã do dia 24 de Dezembro, não nos tinha chegado qualquer correio, razão porque nada editamos!Chegou, apenas, e por mail pessoal próprio, correio da Associação.Iremos dar-lhe destaque depois das Festas.Assim como assim, todos os que têm mail já receberam. Para além de desejar Boas Festas a todos, a Associação alerta para as iniciativas do próximo ano, nomeadamente a viagem a Assis.Voltaremos ao assunto!
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Presépio da Igreja Matriz, ontem, Mação.
Meu querido Menino Jesus, estava muito longe de vir importunar-te este ano. Não que não goste de falar contigo, por estas alturas, e, tal como os outros, aproveitar a maré para te fazer alguns pedidos. Mas, como adulto e entradote que já sou, não quero fazer-te perder tempo tão precioso para atenderes os muitos meninos, que, como eu, há muitos anos, te importunam com os seus pedidos mais incríveis. Longe vão, portanto, os tempos em que te pedia uma viola,

Missa do Galo,ontem, no Largo da Matriz, Mação.

Gavião, 1957.
uns bonbons, um carrinho de lata e tantas outras coisas que, felizmente, sempre me deste na humilde e singela lareira da casa lá do altoalentejano Gavião. Não, não quero roubar o Teu precioso tempo, por muito que agora já saiba que o tempo para Ti não existe porque Tu és o próprio Tempo. E, se formos bem a ver, nem sequer me dirijo a Ti, porque agora já sei que Tu foste a manifestação de Deus connosco, o Emanuel prometido e a que Deus recorreu para nos fazer perceber como gostava de nós. É certo que também não te venho pedir que me ilumines um pouco mais para perceber melhor como tudo se passa no Mistério da Santíssima Trindade ou, tentando forçar a barra, queime etapas para, de uma vez por todas, entrar na Plenitude dos Céus, na Eterna contemplação de Deus, sem ter de andar a recorrer àqueles amigos que, por aqui vou dando conta, nomeadamente, aos padres Amândio, Anselmo, Frei Bento Domingues, Vitor Gonçalves, tantos, sei lá, que todos os domingos se esforçam para nos explicar o alcance da novidade que há na Palavra que há tantos anos proclamaste, Palavra, essa, que, mais não queria do que nos fazer aproximar de Deus Teu e nosso Pai.
Mas era mesmo isso que, às portas da terceira idade – meu Deus, como o tempo passa – me apetecia pedir-Te mesmo.
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Sem querer, portanto, fazer-Te perder tempo, venho pura e simplesmente pedir-te que me ajudes a ser menino, outra vez. Sim, quando for grande, perdão, quando for menino, outra vez, quero que me faças continuar a viver em Mação, sim, e que me faças olhar sempre para todas as pessoas de boa-fé. Que eu nunca me julgue superior a quem quer que seja e que acredite sempre na bondade das pessoas e, muito menos, que seja distinguido, entre todos os outros, com a possibilidade de ter um jornal ao meu dispor para denunciar por simples ironia ou estafadas figuras metafóricas, todo os meninos que, meninos como eu, vão querer atirar areia para os olhos dos outros meninos.
Menino Jesus, este ano, só por este ano, atende ao meu pedido, faz-me regressar ao tempo em que volte a acreditar que os meninos que vão crescer, como eu, vão preocupar-se sempre e só com o bem-estar dos outros meninos e não apenas com o seu próprio bem estar, tentando enganá-los, com as mais criativas e sub-reptícias manobras do contrário. Faz com que, de uma vez por todas, quando eu voltar a ser pequenino, passe a vida só a escrever-te cartinhas a celebrar aquela máxima que nos ensinaste “amai-vos uns aos outros como eu vos amei”.
A todos os que se preocupam em nascer em cada dia para uma nova maneira de estar na vida mais conforme à humildade de Belém, um Santo e Feliz Natal e um óptimo 2009
(Crónica publicada no mensário Voz de Mação, Dez 08)
antónio colaço


Acender da fogueira no Largo da Matriz, Mação.

Fogueira da Matriz, Mação, ontem.

A A23 é, para os que por aqui habitamos, um privilégio.Mas tem cada vez mais sortilégios. De Abrantes a Tomar, sabe como, aqui! (Quer dizer, também podemos falar da auto-estrada da tua terra… se nos contares!É disto que o meu povo gosta, perdão, como vêem é disto que se fazem os dias no irmão sol!)
antonio colaço

DECLARAÇÃO DOS DIREITOS DO HOMEM
Anselmo Borges
Padre e professor de Filosofia
Há 60 anos, exactamente no dia 10 de Dezembro de 1948, a Assembleia Geral das Nações Unidas proclamou em Paris a Declaração Universal dos Direitos do Homem.
Havia precedentes. Por exemplo, a famosa Charta Magna libertatum – a Magna Carta -, de 1215. Mas ela começa assim: “Estas são as demandas que os barões solicitam e o senhor rei concede”, acabando, portanto, por abranger apenas os “homens livres”.
A Declaração de Direitos (Bill of Rights) do Bom Povo de Virgínia, de 1776, já reconhecia os direitos dos indivíduos enquanto pessoas, mas não se estendia a todos, pois não incluía os negros, considerados “uma espécie inferior”.
Em 1789, a Assembleia Nacional Francesa promulgou a célebre Declaração dos Direitos do Homem e do Cidadão, mas este Homem era ainda só o varão branco e proprietário.
Na Declaração Universal dos Direitos do Homem, proclama-se, pela primeira vez, que toda a pessoa humana, independentemente do sexo, condição social, raça, religião, nacionalidade, é detentora de direitos fundamentais, que devem ser respeitados por todos, pois são universais e valem em todo o tempo e lugar.
Mas não houve consenso. Oito países abstiveram-se de votar a favor. A Arábia Saudita e o Iémen puseram em causa “a igualdade entre homens e mulheres”. A África do Sul do apartheid contestou o “direito à igualdade sem distinção de nascimento ou de raça”. A Polónia, a Checoslováquia, a Jugoslávia e a União Soviética, comunistas, contestaram que alguém pudesse invocar os seus direitos e liberdades “sem distinção de opinião política”.
Entretanto, em 1966, a Assembleia Geral das Nações Unidas aprovou o “Pacto Internacional de Direitos Económicos, Sociais e Culturais” e o “Pacto Internacional de Direitos Civis e Políticos”, que, para entrarem em vigor, precisariam de ser ratificados pelo menos por 35 países membros, o que só aconteceu dez anos mais tarde.
Embora a sua violação continue uma constante, como permanentemente informa e denuncia a Amnistia Internacional, há uma consciência universal crescente dessas duas gerações de direitos – civis e políticos, e económicos e sociais -, a que veio juntar-se uma terceira geração, cujos titulares não são os indivíduos, mas os povos, como o direito ao desenvolvimento, o direito à autodeterminação, a um meio ambiente sadio, à paz.
Continua o debate sobre a sua universalidade, que J.-Fr. Paillard sintetizou nesta pergunta: “Um instrumento ideológico ao serviço do Ocidente”, para impor ao resto do mundo a sua visão do bem e do mal? M. Gauchet, por exemplo, disse: “Do ponto de vista de um dirigente chinês, indiano ou árabe, os direitos do Homem são antes de mais os direitos do homem branco a exportar o modelo de civilização que os tornou inteligíveis.”
No entanto, ainda recentemente – Junho de 1993 -, na Conferência das Nações Unidas sobre os Direitos do Homem, os Estados reafirmaram: “Todos os direitos do Homem são universais, indissociáveis, interdependentes e intimamente ligados.” E, considerando a diversidade cultural em conexão com este universalismo, acrescentaram: “Se importa não perder de vista a importância dos particularismos nacionais e regionais e a diversidade histórica, cultural e religiosa, é dever dos Estados, seja qual for o sistema político, económico e cultural, promover e proteger todos os direitos do Homem e todas as liberdades fundamentais.”
No início de um novo ano, que melhores votos que os do cumprimento pleno destes direitos?
Referindo o Preâmbulo da Declaração – “Considerando que o reconhecimento da dignidade inerente a todos os membros da família humana e dos seus direitos iguais e inalienáveis constitui o fundamento da liberdade, da justiça e da paz no mundo; considerando que o advento de um mundo em que os seres humanos sejam livres de falar, de crer, libertos do terror e da miséria, foi proclamado como a mais alta inspiração do Homem…” -, um caricaturista do El País pôs Deus a ler e a exclamar: “Que preâmbulo! Não tinha lido nada tão bom desde o Sermão da Montanha.”
In, Diário de Notícias,hoje.
MATINAS

Chove. Sabes, Senhor, a terrível angústia que sinto, se devo ou não continuar com este trabalho já nem eu sei definir os objectivos, tantos os percalços que se atravessam no caminho. Mas, o mais doloroso, sabes bem, para além da miríade de contratempos técnicos – quebras de rede,incapacidade própria de dominar impensáveis dificuldades técnicas, etc, etc e que me levam a apontar-TE o dedo, naquela versão do Deus bric-à-brac, de trazer por casa, do Deus que dá jeito para rezar nas aflições, sabendo, no entanto, que rejeito essa condicionada visão, Tu sabes,mas, dizia, o mais doloroso é ir à caixa do correio e nada ver, um sinalzinho, sequer, de que isto interesse a alguém. Umas Boas Festas, uma imagenzita do Natal das centenas de antigos alunos, ZEÉÉÉÉÉÉÉÉÉÉÉÉRO! E até aquele nosso amigo que lançou o JINGO em capítulos…. como desejava, desejávamos, creio, aqui o episódio de Natal….Nada!Passo os dias a queixar-me e, entretanto, o meu precioso tempo de que dispunha a esgotar-se. Senhor, eu não sou digno de que entreis nesta morada, que tanto queria também fosse a tua, se calhar, isto NÃO PASSA DE UMA FEIRA DE VAIDADES A QUE ME DOU AO LUXO DE EXIBIR PERANTE OS MEUS IRMÃOS,ocupados, eles sim, numa digna sobrevivência, sei lá. Ilumina-me, Senhor, fazei de mim o instrumento da vossa Paz, enviai-me para outra tarefa e seguirei as vossas palavras.Que quereis que faça?
ac

Subversão da família?
28/12/2008 Frei Bento Domingues O.P.
A família tende a ser a instituição da reprodução. Jesus não vem para reproduzir o mundo, mas para o transformar
1.Os jornalistas não gozam de grande prestígio. Diz-se, com alguma ligeireza, que são superficiais, sem preocupações com o rigor. Nesta acusação, oculta-se, muitas vezes, o desejo de os encontrar a defender os nossos pontos de vista e exige-se aos meios de comunicação o que não podem dar. Notícias ou comentários de circunstância não são teses de doutoramento.
Raros são os jornalistas especializados no fenómeno religioso. Já Hegel se queixava de que o pensamento não quer arriscar-se a estudar seriamente a religião, mas aventura-se em terrenos que conhece mal. Por vezes, dois dedos de conversa com pessoas religiosas ou anti-religiosas bastam para percorrer séculos de história e abranger os mundos culturais mais diversos. Considerações e reportagens sobre as festas do Natal, da Páscoa e dos acontecimentos das Igrejas – às vezes com incursões no âmbito das religiões comparadas – não deviam ganhar em ser entregues à improvisação.
Ainda é cedo para fazer o balanço das produções em torno do Natal de 2008, mas é fácil ver a diferença entre as peças da revista Sábado e da Única (Expresso). Le Point (Hors-série) convocou um conjunto de especialistas para um dossier sobre “Jésus”. É uma obra-prima de seriedade.
2.Celebra-se, hoje, na liturgia católica, a “Sagrada Família de Jesus, Maria e José”. Parece uma festa redundante em relação ao Natal. Os textos não trazem grande novidade: inscrevem Jesus numa família judaica, de há dois mil anos, e nas suas práticas rituais obrigatórias (circuncisão do Menino e purificação da Mãe). É previsível que, nas igrejas, seja usada para multiplicar as lamentações acerca da crise actual da família, esquecendo as razões da crise essencial provocada pelo próprio Jesus. Importa destacar as razões dos conflitos declarados entre Jesus e a sua família de sangue, durante a sua intervenção pública. As narrativas evangélicas, sobretudo de Marcos e João, não podem ser mais claras, ásperas e desagradáveis, quanto ao profundo desentendimento que dividiu a família de Nazaré: “Tendo Jesus chegado a casa, de novo a multidão acorreu, de tal maneira que nem podiam comer. E quando os seus familiares ouviram isto, saíram a ter mão nele, pois diziam: ‘Está fora de si!’” (Mc 3, 20-35). Como dizia S. João, nem sequer os seus irmãos acreditavam nele (Jo 7, 5).
Os doutores da Lei iam mais longe: “Ele tem Diabo (Beelzebu)! É pelo chefe dos demónios que expulsa os demónios.”
Esta acusação será repetida noutras passagens do Novo Testamento. Será sempre recebida por Jesus como uma cegueira daqueles que deviam ser peritos na interpretação das Escrituras e da novidade dos sinais dos tempos.
A oposição da família é mais compreensível. A sua família de sangue, como qualquer outra, queria que um seu membro lhe desse prestígio, honra, glória e perpetuasse a sua descendência. Jesus, pelo contrário, nunca mostrou interesse nenhum em repetir esse modelo tradicional. Os seus familiares não conseguiam perceber o que é que Jesus pretendia com a sua pregação, com as suas curas, com o ataque contínuo às observâncias mais sagradas do judaísmo, baseadas na distinção entre puro e impuro na alimentação, nos comportamentos sociais e religiosos, sobretudo, em torno da absoluta sacralização do sábado. É evidente que Jesus era judeu e que actuava no interior dessa religião e dessa cultura. Tinha, no entanto, empreendido, como seu comportamento – interpretado como diabólico – uma revolução cultural e religiosa. Não o preocupava a observância ou não observância de lugares ou tempos sagrados. Sagrada era a condição humana, fosse de quem fosse.
Uma ilustração gráfica desta situação é apresentada pela continuação da narrativa de Marcos: “Nisto chegam sua mãe e seus irmãos que, ficando do lado de fora, o mandam chamar. A multidão estava sentada em volta dele, quando lhe disseram: ‘Estão lá fora a tua mãe e os teus irmãos que te procuram.’ Ele respondeu: ‘Quem são minha mãe e meus irmãos?’ E, percorrendo com o olhar os que estavam sentados à volta dele, disse: ‘Aí estão minha mãe e meus irmãos. Aquele que fizer a vontade de Deus, esse é que é meu irmão, minha irmã e minha mãe.’”
nota
Mais um fabuloso webangelho a que queremos voltar mais tarde.ac

Podiam ser presépios de Gondomar, S.Romão, Ansião, Barcelos, Serafão, Sto Tirso, Cristelo, Arcozelo,Longra,Fátima, Coimbra, Pombal,Soito, Sabugal…. assim os nosos amigos quisessem ter a amabilidade de enviar uma simples fotografia de …telemóvel para o mail do irmão sol, ou, se quiserem, para um nº de telemóvel que indicaremos, via mail.
A nossa reportagem, com o alto patrocínio do Museu do Presépio, de Fátima ( obrigado, Frei Morgado pelos euros para o “gasóil”!!!) esteve, esta tarde, nos concelhos de Mação e Vila de Rei e deixa aqui algumas imagens bem sugestivas.Para já, aquele que elegemos como o mais ternurento, o mais fofinho,com um musgo de fazer inveja ao presépio cá da redacção!Está na aldeia de Chão de Lopes, freguesia de Aboboreira, concelho de Mação.
Mais, aqui.
antónio colaço
HOJE,3ª,18.30H,TODOS DE OLHOS NA RTP2…
Publicado Dezembro 30, 2008 Uncategorized Deixar um ComentárioPARA VERMOS E OUVIRMOS
FREI LOPES MORGADO
FALAR E MOSTRAR

O MUSEU DO PRESÉPIO
A PARTIR DE FÁTIMA!

E ainda,no próximo domingo, dia
da Epifania,na TVI
no programa 8ª HORA,
depois da Missa Dominical!

Paróquia Italiana de S.Francisco de Assis, Toronto

Idem

Paróquia Portuguesa de Sta Maria dos Anjos, Toronto

Centro Comercial Gallary, Toronto

Kelly Casais Alves

Presépio da Igreja de Cristelo
De Cristelo a Toronto no Canadá.
Olá Colaço. Olá amigos.
Agora é que vão ser só as 5 linhas, pois não há tempo para mais.
Vou responder à chamada. Fotografei os presépios que mais me chamaram a atençâo. São muitas as fotografias, mas tenho a certeza que o Editor irá escolher as mais apropriadas.
Penso todos irão ficar deslumbrados com o Presépio de S. Francisco de Assis, da Paróquia Italiana de Toronto. Este presépio, tem todos os anos a honra de ser manchete nas estações de TelevisãoCanadianas. Deste lado do Atlântico, um abraço para todos vós, com
Votos de um Próspero 2009
J.Casais
NOTA
J.Casais, uma vez mais! Do Casaquistão a Toronto com passagem pela querida terrinha, Cristelo, que dizer mais senão um imeeeeeeeeeeeenso Muito obrigado!
Não se esqueçam, hoje, às 18.30, RTP2!
ac


Um 2009 cheio de Paz e Bem.
Foto: a redescoberta, muitos anos depois, do meu primeiro lençol bordado pela minha querida e saudosa Mãe. Um 2009 embrulhado em toda a ternura que o mundo contém.
DOIS MIL E NOVE..S FORA COM O DESÂNIMO!!!
Publicado Janeiro 1, 2009 Uncategorized Deixar um Comentário
A primeira hora de 2009!

Feliz 2009!Fora com injustiças e desigualdades sociais!
A Paz e o Bem bem dentro de cada um de nós!
antónio colaço

Amigo Colaço e Amigos do Irmão Sol:
Uma Boa Passagem de Ano e um óptimo ano de 2009 – para todos, como para mim desejo!
Assisti ontem, no programa Ecclesia, da RTP2, à reportagem com o nosso Frei Lopes Morgado. Foi um regalo para a alma ouvi-lo falar, tomar conhecimento de seus enternecedores poemas (já agora, onde se podem adquirir os seus livros?) e ainda ter podido ver as imagens dos seus presépios. Um abraço ao Frei Morgado – e domingo vamos voltar a (re)vê-lo…!
Sobre o nosso Natal, por esta minha região não há grande oportunidade já de se ver presépios, como referi anteriormente (exceptuando os casos dos presépios domésticos, cuja tradição resiste nalgumas casas), além de esporádicos exemplos de presépios ao vivo, com figurantes humanos, em horas determinadas para as naturais visitas, em realizações levadas a cabo para angariação de fundos em certas paróquias.
Gostei muito dos presépios ao ar livre, da região do amigo Colaço, e do de Toronto, conforme foi dado a conhecer pelo nosso confrade Casais.
Pela minha parte, por não ter nada mais à mão, envio duas imagens da mesa de Natal de minha casa (fotografada antes), posta para o convívio de família que foi, mais uma vez, bem feliz. Podendo, numa delas, ver-se uma nesga dos presentes, que estavam já junto ao presépio, para posterior distribuição…
Recebi mensagem natalícia, via telemóvel, do Agostinho Vaz (e julgo que ele recebeu a minha, de retribuição) – significativa dos laços que unem o espírito Capuchinho de sempre.
Continuação de Boas Festas, para todos.
Armando Pinto

PROVIDÊNCIA E ECONOMICÍDIO
Anselmo Borges
Padre e professor de Filosofia
Antes, era a Providência divina. Deus, no seu saber, bondade e poder infinitos, governa o mundo, e a Humanidade está sob a sua protecção. Mesmo quando a dor, a desgraça e a morte se abatem sobre os seres humanos, deve-se confiar, pois Deus tudo dirige segundo o seu desígnio. Aliás, Leibniz escreveu a sua Teodiceia precisamente para, como diz a própria palavra, justificar Deus perante a razão, por causa do mal do mundo. A justificação é: sendo Deus omnisciente, omnipotente e infinitamente bom, este é o melhor dos mundos possíveis.
Hegel de algum modo secularizou a teodiceia, substituindo-a pela historiodiceia: a História autojustifica-se, pois ela é a manifestação e realização do Espírito Absoluto no seu autodesenvolvimento dialéctico, a caminho da plena autoconsciência. A negatividade é momento do processo e a “astúcia da Razão” consiste em colocar mesmo o particular e negativo ao seu serviço. Se a historiodiceia toma o lugar da teodiceia, a Razão na sua astúcia substitui a Providência.
Na economia, a teodiceia e a historiodiceia são substituídas pela mercadodiceia – o mercado justifica-se a si mesmo. Entregue livremente a si próprio, o mercado fará com que, apesar de cada um procurar o seu interesse, tudo convirja para o maior bem de todos. Nele, habita a Providência, agora com o nome de “mão invisível”, como disse Adam Smith.
Mas Kant chamou a atenção para o “falhanço” da teodiceia: como pode a razão finita justificar Deus? A “astúcia da Razão” não é suficientemente forte para assumir as negatividades improdutivas. Quanto à “mão invisível”, deixou mesmo de se ver. Quem tinha dúvidas esbarrou agora com a evidência. O antigo presidente da Reserva Federal dos Estados Unidos Alan Greenspan recuou na fé de 40 anos: “Cometi um erro ao confiar que o mercado livre pode regular-se a si próprio sem a supervisão da Administração.”
A crise está aí, imensa, imprevisível. Começou com o sistema financeiro e está a chegar, à maneira de tsunami, à economia real, e teme-se um economicídio.
Agora que o mundo do negócio se afunda, é tempo de parar no ócio – quantos se lembram que a palavra escola vem do grego scholê, que significa ócio, não no sentido de preguiça, mas de liberdade para pensar? -, precisamente para pensar.
Quando se pensa, percebe-se que afinal não há alternativa à economia de mercado, mas ela tem de ser economia social e ecológica de mercado, acentuando os dois adjectivos: social e ecológica. Economia quer dizer etimologicamente lei da casa; ora, a casa tem de ser a casa de todos e para todos e a casa é o planeta Terra, que é obrigatório preservar.
Quando se pensa, vê-se claramente a urgência de apelar para a necessidade da regulação e da ética no universo da finança e da economia. Ética – mais uma vez, segundo o étimo grego – tem a ver com o comportamento que se deve ter para habitar a casa comum.
Quando se pensa, espera-se que a justiça funcione. De facto, houve incompetência, aventuras especulativas irresponsáveis e também se fala em corrupção e crimes vários. Sem justiça, como repor crédito e confiança no sistema? Problema maior: quantos acreditam e confiam real e verdadeiramente na justiça em Portugal?
Pensando bem, precisamos de distribuição mais justa da riqueza – não se lia há dias no DN que “os rendimentos dos presidentes executivos das 50 maiores empresas europeias equivalem a 441 salários mínimos da Zona Euro”? Não continua também entre nós a cavar-se cada vez mais fundo o abismo entre a ostentação obscena da riqueza e a iniquidade cruel da pobreza?
Quando se pensa a fundo, talvez se conclua que é tempo de pôr mais o acento na cultura do ser do que na cultura do ter. E não será urgente viver com mais moderação – de mederi, donde vem também meditação e medicina?
E torna-se absolutamente claro que está aí o tempo da solidariedade. Se não for por humanidade, ao menos por egoísmo esclarecido. De facto, a acumulação sucessiva de frustração, impotência, fome, degradação, injustiça, pode levar a confrontos sociais de consequências imprevisíveis.
( In, Diário de Notícias)
…NA TVI.
DEPOIS DA MISSA MATINAL, NO PROGRAMA 8ª HORA!
ENTRETANTO……
O irmão sol está hoje a caminho de….
AGUARDA PARA SABERES!!!!

- O quê, uma reportagem para o irmão sol?! Vieram a Fátim de propósito para me visitarem?Oh, meu Deus, ele é RTP, TVI, agora o irmão sol….façam favor de entrar!
Obrigado, Senhor, pelo privilégio de termos connosco uma gruta, um lugar onde podemos exaltar as vossas maravilhas, onde podemos conhecer melhor o sentido mais profundo e luminoso da vossa Palavra.Obrigado por este Frei Lopes Morgado!
Edição mais logo!

domingo, 4 de Janeiro de 2009
A grande crise da fé
Quando a ética, as leis, a fé e a justiça não funcionam, ainda resta o desespero e a violência
1.Simplificando muito, o capitalismo, na sua expressão pura e dura, era a única salvação, sobretudo depois da queda do Muro de Berlim. Agora, já não são, apenas, os anticapitalistas do costume a verem nele o caminho da perdição. Quem esperava ter o paraíso garantido para sempre, sentiu-se atirado para as trevas exteriores, onde só há choro e ranger de dentes, a morte de toda a esperança.
Para quem acredita que fora do capitalismo não há salvação, a tarefa mais importante consiste em restituir a fé e a esperança nesse sistema para salvar a economia de mercado. A fórmula pronta a servir, diante do fracasso da sua auto-regulação, é a ética aplicada. Como a ética não é um produto natural – para não deixar tudo à arbitrariedade subjectiva -, são precisas leis que regulem a vida numa sociedade democrática. Como as leis precisam de ser aplicadas, é necessária a supervisão para saber se estão a ser bem aplicadas ou não. Como numa sociedade laica não se confia a Deus a supervisão, é preciso fé nos seres humanos e no funcionamento das suas instituições. Como estes e estas são falíveis, é preciso o recurso à polícia, aos tribunais e às cadeias. Como a justiça não tem fórmulas automáticas de funcionamento, também é preciso fé na justiça, fé no Estado. Diz-se que, quando nada disto funcionar, ainda resta o desespero e a violência.
2.Depois de oito anos a acreditar nas trapaças de George Bush e da sua pandilha, assim como nos negócios vergonhosos da Wall Street, procura-se fazer de Barack Obama o salvador da superpotência para que ela seja a salvação do mundo. É normal que cada grupo procure atrair o Presidente para o seu campo. Foram, sem dúvida, os menos poderosos que o elegeram. Serão, no entanto, os mais poderosos que, em nome das virtualidades da economia de mercado e do seu dinamismo, desviarão a atenção de Obama dos mais pobres das Américas, da África e da Palestina. Israel já fez o suficiente para mostrar que, mesmo com o fariseu Madoff na cadeia, os EUA devem continuar com fé em Israel, mesmo depois de todos os crimes contra a humanidade.
Não duvido de que todas as tentativas serão destinadas a arranjar oxigénio para o capitalismo, mesmo através das indesejadas intervenções do Estado. É opinião corrente que o próximo ano vai ser mau para os que mais precisam e que ainda não será o último. Depois, julga-se, pela lei dos ciclos económicos, que a prosperidade regressará.
3.É normal que, agora, se volte a discutir a ética protestante e o espírito do capitalismo, caracterizados por Max Weber, ou seja, o conjunto de ideias e de práticas que favorecem, de forma ética, a procura racional do lucro económico. Outros regressarão à Idade Média, a S. Francisco de Assis, que abandonou os negócios do pai para “seguir nu o Cristo nu”, mas que originou os paradoxos franciscanos que vão da pobreza voluntária ao contributo para a sociedade de mercado (1). No campo católico, a Doutrina Social da Igreja será invocada, não como uma alternativa ao capitalismo liberal e ao colectivismo marxista, mas como uma instância moral que saiba situar o ser humano na sua vocação terrena e transcendente, reconhecendo o destino universal dos bens (2).
Neste tempo de Natal e no meio de todas estas crises de fé em tudo aquilo que se julgava o caminho e os instrumentos do bem-estar presente e futuro, não se esqueça Jesus de Nazaré, alguém que nunca viveu para ser rico. Ganhava a vida pelas suas próprias mãos, não era um austero como João Baptista, gostava da vida, mas detestava, radicalmente, a ganância, o amor ao dinheiro, à riqueza, e não suportava ver uns a banquetear-se no luxo e outros atirados para a miséria: “Guardai-vos cuidadosamente de qualquer ganância, pois, mesmo na abundância, a vida do homem não é assegurada pelos seus bens.” “Que adianta ganhar o mundo inteiro e perder-se a si próprio?” E avisava as pessoas de muita religião: “Não podeis servir a Deus e ao dinheiro”, porque “onde está o vosso tesouro, aí estará também o vosso coração”. A última leva de historiadores mostra que Jesus está rodeado pelo mundo farisaico. Conhecia-o muito bem e os fariseus também o conheciam, mas consideravam Jesus um ingénuo na sua atitude perante a ganância. É, pelo menos, o que S. Lucas observa: “Os fariseus, amigos do dinheiro, ouviam tudo isso e zombavam dele” (3).
Celebramos, hoje, a Epifania – impropriamente dita festa dos “Reis Magos” -, isto é, o encontro simbólico do mundo estranho ao judaísmo com Jesus Cristo. É interessante notar que Jesus não se ajoelha perante os símbolos da riqueza (ouro), do sagrado (incenso) e da imortalidade (mirra) que lhe apresentam. É a grande mensagem cristã: não vender a alma a nenhum bem deste mundo profano ou religioso.
O melhor que nos poderia acontecer em 2009 seria a perda da fé naquilo que nos perde e nunca nos poderá salvar.
(1) Giacomo Todeschini, Ricchezza francescana. Dalla povertà volontaria alla società di mercato, Bologna, Il Mulino, 2004.
(2) João Paulo II, A Solicitude Social da Igreja, n.º 41 (1987).
(3) Mt 6, 24; Lc 16, 13; Lc 12, 33-34)
(In Publico,4Jan09)
NOTA
Quem quer partilhar?Um texto fabuloso, mesmo com uma farpazita aqui para estas bandas, quer dizer..
ac
A VER O MENINO QUE A SENHORA TEM…EM FÁTIMA
Publicado Janeiro 5, 2009 Uncategorized Deixar um Comentário
Faz de conta que hoje é Sábado. E que estamos quase a chegar a uma encharcada Fátima e que a fome aperta e quem melhor que as Irmãs Franciscanas, perdão, Dominicanas, para nos matar a fome?!

Foi o que fizemos. Uma carne de porco à alentejana e um vinhozito de Ourém, pouco generoso, adiante.

Uma passagem pelo Santuário.

Maria e um Presépio a seus pés.

Uma espreitadela ao grande órgão da Basílica… que vontade de o dedilhar.

Frei Joaquim Lopes Morgado, tentando fugir à objectiva do nosso repórter ( contratado a peso de ouro !), lá acedeu a abrir-nos a porta.Para ele todos os minutos são preciosos para atender quantos o procuram, não só para ver o Pré Museu do Presépio mas também para tratar dos presépios da alma.

É um risco oferecer presépios ao meu querido amigo Quim Morgado – deixamos o frei na gruta de Belém, por uns instantes – pois corre-se o risco de desafiar o seu lado coleccionista. No caso em apreço, mãos amigas fizeram chegar este azulado embrulho. E Joaquim, quase sem dar por isso, até porque ainda estamos no Natal, deixou saltar para a sala o pequenito Quinzinho (era assim que te tratavam, meu?!Isto não fazia parte da reportagem!!) lá das bandas das Areias de Vilar, Barcelos ( pois, esta coisa dos barros, estão a ver, não é?!) que seguramente também recebeu muitas prendas .

E o mesmo azulado papel logo ali fez de “estrelado céu” de Belém para acolher um presépinho de minúsculas figuras de chumbo feito, à semelhança dos conhecidos soldadinhoas de chumbo. Joaquim ficou radiante, era único, ao contrário do que a nossa reportagem lhe levou! Estava repetido ( umas imagens de Maria e José … alentejanos, de A.Rodrigues!!!) como nos cromos do futebol que em miúdos todos trocávamos!

Mais uma volta pelo Presépio de todos os presépios, a informação de que as obras estão para iniciar-se, em breve,( na imagem um presépio de Delfim Manuel, o artesão que está a executar aquele que vai ser o Presépio Central do Museu ) a expectativa de que o actual espaço possa ser ampliado se a cave sobre a qual está edificada a Igreja do Convento assim o permitir e, ao de leve, um pequeno registo para a nula generosidade dos nossos amigos do irmão sol em contribuírem com alguns euros para uma obra de que deveriam orgulhar-se também, acrescenta o repórter ( a propósito, passem por aqui que está lá tudo o que devem fazer, nomeadamente o NIB que nós repetimos:
- A quem deseje apoiar a construção do Museu com uma prenda já neste Natal, indicamos o nº da conta da Fraternidade dos Capuchinhos de Fátima: NIB 003503040000660713006 *** Nº 0304006607130 – Caixa Geral de Depósitos, Fátima. E também um cupão que pode preencher com a quantia da sua oferta, a fim de lhe ser enviado recibo para desconto no IRS, quando o seu depósito for registado e comunicado por aquela instituição bancária.

Já se faz tarde. É tempo de regressar à redacção, a ver se se edita na hora ( nã sê se estan a veri!!!) mas com tempo ainda para descer ao Jardim Bíblico que aquela cabecinha pensadora de Frei Morgado concebeu, feito a partir de espécies referidas na Bíblia, e, ao mesmo tempo….

… com a Basílica em fundo, dar uma vista de olhos para o pequeno cenáculo ao ar livre, em anfiteatro, que ficará muito acolhedor quando verdejarem as glicínias que o rodeiam. A celebração da eucaristia, leituras em grupo, tudo ali tem lugar.

Em hora de despedida, Frei Lopes Morgado ( que acusa a redacção de abusar da publicação de fotografias suas !) lá se deixou fotografar pelo repórter de serviço (olhem-me só para esta modéstia, também!!!) com a promessa de nos ir dando novas do andamento das obras.
Um FELIZ 2009 para ti, Amigo ( sim, este é o pai principal do irmão sol! ) e que não te faltem as forças para fotografares e … carregares esses milhares de figurinhas. Afinal, tu és um presépio, o seu verdadeiro presépio ou não fosse aí, nessa humilde assoalhada, que a criatividade dos nossos artistas encontrou o mais belo e acolhedor lugar onde…nascer!
antónio colaço

Amigos e confrades do Irmão Sol:
Enquanto esperamos por ler qualquer coisa de outros, volto com algumas linhas a tentar “picar” tantos que poderão dizer algo mais, espicaçando a memória, a propósito de qualquer coisa que me ocorreu.
Há dias, tendo-me passado pelas mãos alguns dos papéis que guardei da minha passagem por Gondomar, deparei-me com a letra de uma canção que na época me tocou muito. Uma canção que, se não estou enganado, foi da autoria do Sério (pelo menos foi a ele que a ouvi cantar). Como também era uma outra, que ouvi pela boca do Frei Nuno, mas que todos diziam ter sido feita pelo Sério, a qual (se não era o título, pelo menos era a frase mais forte) descrevia a singularidade duma “Capelinha do Sertão”.
Melodia, esta (pois da outra falo a seguir) que marcou a viagem duma excursão de visita ao Minho, que fizemos no meu 1º ano (1965/66) – em que, para surpresa nossa (apenas de véspera nos mandaram ter o fato novo em ordem), numa bela manhã, fomos metidos numa camioneta (autocarro) sem sabermos para onde íamos, pois só já em andamento nos apercebemos que era uma excursão… e, a nossos olhos, de petiz, o itinerário se nos deparou quando chegamos diante do castelo de Guimarães… tendo-nos maravilhado, do que melhor fixamos, a visita ao Paço dos Duques e, depois, o almoço, com aquele refogado de batatas com carne que se comia em dias de festas, foi-nos servido com todos abancados no parque de S. Bento da Porta Aberta, em pleno Gerês… Ora, durante essa viagem, o Frei Nuno muito nos encantou a cantar a tal canção da capelinha, com voz sentida, conforme a enternecedora música pedia e a respectiva letra puxava…
Ora, entretanto, o Sério era já Frei, também, ao que me apercebi depois, por já usar hábito quando o vi… por fim. No meu primeiro ano, em Gondomar ainda frequentaram o Seminário Seráfico os alunos do 1º ao 5º ano, havendo alguma distância entre os mais novos e os mais velhos pelas diferenças de brincadeiras, contudo recordo-me, por exemplo, do (agora Frei) Guedes, que a meus olhos então já era alguém, no seu feitio muito sincero e comportamento exemplar, como tantos mais, entre os quais o Vaz e o Júlio (que, como eram amigos colegas de ano do meu primo, me “davam bola”), mas muitos outros mais, também, lembrando-me, ainda ao acaso, do Isaltino, que era o “decano” e por isso ia sempre à frente do ordenamento em fila, etc. etc. Depois, em anos seguintes, ficamos só os do 1º até ao 2º ano, pelo que aos mais velhos só os víamos quando, em dias de passeio, alguns dos que estavam no Porto vinham visitar a antiga casa, ou então em ocasiões especiais, como aconteceu na ordenação episcopal de D. Francisco da Mata Mourisca, no Ameal, quando nós, os mais pequenos, fomos incorporar o coral da cerimónia, para fazermos a primeira voz… ou, mais, tarde, na inauguração da 1ª pedra para a Cripta de Gondomar, em que vieram todos (já que, mais tarde, na bênção da Cripta nós, os mais novos, ainda estávamos de férias)…
Dos que então não conhecia, uma bela noite fiquei com alguns bem familiares, por, mais uma vez sem ninguém nos ter dito nada, ter aparecido um grupo deles para fazer um serão, deliciando-nos no refeitório (que então havia sido mudado, tendo passado para o sítio da antiga capela) com uma actuação inesquecível… E, aí, vi(mos) o Sério e os outros – que agora vejo nas fotografias que têm aparecido neste blog / Local de Encontro. E, ainda me lembro, a fisionomia risonha do Sério, com aquele semblante simpático e bondoso, fez-me logo lembrar as feições que eu conhecia de um declamador que vira na televisão, o João Villaret, a recitar os lindos versos da Procissão…
Chegado a este ponto, que é o que me fez lembrar disso tudo, uma canção entoada nessa noite mexeu bem cá dentro, cantada pelo Sério, tendo-a decorado intimamente por isso. Penso que era intitulada A Montanha. Passei depois ao papel o que fixei, motivo por que não coloquei toda a devida pontuação, apenas a que mais se salientava.
Ora, como há tempos o Sério se referiu a antigas canções que escreveu, vou transpor aqui o que guardei dessa letra tão incisiva, contando a vocação que ao tempo fazia parte do nosso imaginário, naturalmente. E de que recordo de ouvido a sua melodiosa música (embora já não cante, porque na mudança de voz fiquei sem voz de cantor, ou seja sem cantar nada, como se diz).
Era assim, “a letra” – faltando vírgulas e pontos – do que recordo dessa balada, a tocar quase o género de Cântico:
(Refrão)
Sobre a montanha
Da minha vida
Sinto a brisa fresca
Vejo o céu azul
A convidar
Eu vou subir
Lá bem ao cimo
Quero ver o mundo
Quero ver a luz
Com outro olhar
1. Sei que estes vales vão cantar
Ao ver o dia despontar
Tudo sorri ao olhar p’ra mim
Sei que tu vais também viver
Ao ver o dia amanhecer
Oh, como é belo viver assim!
(Refrão: …..)
2. Nas brisas frescas a correr
Nas folhas tenras a crescer
Sinto a presença do Criador
Na tua vida a caminhar
Nas tuas dores a chorar
Como não sentes o Seu Amor?
Fica assim colocada esta contribuição, conforme permite ainda a recordação. Esperando, então, que muitos outros digam qualquer coisa. Particularmente, no meu caso, gostava que, nomeadamente dos que conheci, nos fizessem recordar passagens já esquecidas pelo tempo.
Até sempre
Armando Pinto
NOTA
É assim, na redacção não podíamos ficar indiferentes a este texto do Armando. Sim, contamo-nos entre aqueles para quem a aura de Frei Constantino Sério foi luz em momentos de desânimo. Também nós, muitos de nós, queríamos transpirar santidade como ele, incensar de cânticos a nossa voz com a voz dele, ultrapassar todos os mal-entendidos com o seu seráfico sorriso, a sério, Sério!
Pronto, mas, afinal, temos, hoje, o privilégio de fazeres parte deste nosso virtual convento e aqui, humano e limitado como nós, pai, avô babado como nós (no nosso caso pessoal ainda à espera de que se cumpra este último desígnio!) connosco aqui estás a “subir à Montanha”.
Não te deixes levar por estes apelos narcísicos de quem parece ter a sua própria auto-estima nos limites do admissível, não! Era só para te continuar a exigir que está na hora de termos acesso ao próximo episódio do JINGO!!! Esperemos que tudo esteja bem contigo e que com este “empurrão” do Armando – tens razão, Armando, no teu desabafo sobre a persistente falta de colaboração, deixa lá, mas não desistas pois é preferível pecar por excesso do que por omissão! – faça saltar cá para fora o muito que tens para nos contar! Além do mais isso pode ser uma fonte de rendimento cá para a casa…. consta que anda por aí uma televisão a sondar a história!!!!Irmãos menores, sim, mas pode dar jeito, por ex. para mandar umas coroas para Timor, ou, quem sabe, para acelerar a expulsão da …recessão!!!ac

Querido Pai, meu adorado Zé Jacinto, meu Rei Mago, que vieste lá da longínqua Messejana para me dares como presente, talvez ouro, incenso ou mirra, sei lá, à tua querida Maria dos Remédios, e no nosso querido Gavião, juntamente com a irmã Luisa, constituíres a tua sagrada família, longe da família que te abandonou, aqui estou para te dar um enorme beijo de parabéns por mais um aniversário. Sim, estás e não estás connosco, quer dizer, à medida que se aproxima o tempo do reencontro vejo-te e sinto-te com mais claridade dentro de mim e nem outra coisa poderia ser, já que, se saí de dentro de ti, verdadeiramente nunca estivemos separados.

Agora compreendes, muito melhor do que eu, o que te quero dizer e mesmo que ainda persista em dizer para quantos dos que não te conheceram que o teu espírito paira sobre o Vale das Árvores em homenagem às mil e uma hortas que levantaste do chão de silvas e rochedos das tantas terras por onde passámos, às vezes, querido Pai, sinto saudades de uma palavra tua, mesmo que fosse para dizer, não faças isso, deixa que eu é que faço, está quieto, Tozé, não te sujes…
Diz-me lá, olhos nos olhos, sim, não te importes que eu sei do que falo, dez anos depois não achas que o Vale está outro, tu que não o conheceste quando estavas entre nós mas que agora o conheces por inteiro? Sim, estou a ouvir-te dizer que podia estar melhor, que eu já podia ter aprendido mais alguma coisita, tudo bem, é certo que o Outono e, sobretudo, as geadas do Inverno entram nele e fragilizam-no com uma facilidade. Andámos quase dez dias sem lá pôr os pés por causa deste chuvoso Natal mas, como viste, fomos fazer-lhe umas festinhas no passado domingo… Não quero roubar-te mais tempo… tontice, vês como ainda te sinto presente, o tempo todo que tinhas para descansar, antes que entrasses pela noite a cuidar do pão para toda a aldeia… mas olha, este ano, não te safas, vais mesmo ter que ajudar, entende-te Aí com os teus Amigos! Estamos sózinhos e vamos ter de aprender a podar as árvores e as videiras. Vê se arranjas algum do teu tempo … (conta-me, aqui só entre nós, como te dás com esse Tempo Todo Agora?!)
Pai, o que os anos nos fazem quando fazemos anos.
Um beijo, também, à Mãe, a tua querida Maria José.
Beijos de todos nós.
antónio colaço

Algures, na enregelada manhã de Lisboa. Anuncia-se para mais logo uma acentuadíssima baixa de temperatura. Irmão Frio, importas-te de respeitar os sinais de trânsito?!
antónio colaço

Cabeça de girassol seco, em contraluz.
Pirose (do grego “pýrosis”, acção de queimar) ou azia (no Paraná também chamada cremor[carece de fontes]), é a sensação de ardor (queimação), que tem início na parte posterior do esterno e que se propaga, via de regra, através de ondas ou golfadas, até a faringe, fazendo-se acompanhar de eructação com acidez e aumento da salivação. A pirose pode ser sintoma de algumas doenças como refluxo gastroesofágico, ou indicativo de processos irratativos ou inflamação ocorrente no esôfago. O ardor é provocado pela ação do ácido gástrico (e por vezes também de bílis), fora do ambiente estomacal.(In,Wikipedia).
Senhor, a última coisa que me passaria pela cabeça era questionar a tua maravilhosa Criação. Sim, eu sei que te deslumbraste com a perfeição com que nos dotaste e que não inventaste as doenças para nos atrapalharem os dias. É um processo criativo, em marcha. Um dia atingiremos a Perfeição outra, essa em que um simples processo de azia- pýrosis - para irmos directos ao assunto, deixará de nos incomodar.
De facto, ontem, ia ficando um tudo nada incomodado quando, após várias tentativas para chegar à fala com um dos nossos antigos colegas que muito prezo ( prezo-os a todos, claro!) fui surpreendido com uma intervenção de alguém próximo dele dando conta de que não estaria nada interessado em colaborar com ” essas coisas das saudades ” e que até “achava isto piroso“!
Bem sabes o esforço que tenho feito, e todos os que, aos poucos, por aqui têm aparecido, para que este lugar signifique mais do que um ombrinho onde carpir males e frustações mal resolvidas – mas se até nisso pudermos ajudar, pois que o seja! – e sim um espaço onde todas as pontes sejam implantadas entre o passado de que somos feitos, sim, mas, sobretudo, com o presente, um presente feito com gente que continua a dizer sim à vida com a mesma intensidade de outrora, agora num outro contexto.
Senhor, tenho de interromper. O meu presente chama-me e não posso falhar.
(aguarda edição!)
antónio colaço

Líderes debatem Novo Capitalismo. Nos telejornais de almoço ouve-se: “Não podemos continuar a viver para além dos nossos meios“!
Novo capitalismo, ou capitalizar efeitos da sua crise para debater a velha questão das escolhas entre o Ter e o Ser?!
Afinal, há meio de sair disto! É só questionar os fins, até ao Fim!
antónio colaço
Colaço, obrigado por aquele momento de “Parabéns” de ontem, neste ambiente de Natal, Família, Reis. O Irmão Sol é o vaso comunicante propiciador da circulação de emoções e vivências que, mais assim ou mais assado, nos foram tão comuns.
E acode-me Fernando Pessoa (do Programa de Português do 12º que lecciono este ano lectivo):
O poeta é um fingidor:
Finge tão completamente
Que chega a fingir que é dor
A dor que deveras sente
E os que lêem o que escreve
Na dor lida sentem bem
Não as duas que ele teve
Mas só a que eles não têm.
Soube-me bem o que dizes. A tua “dor” permanece intacta, em ti. A música tocada nas “tuas cordas” ressoam-me nos olhos a fazerem vibrar as minhas na “syn-patia” que vai além de mero leitor. Deixa que a minha “sensitivite” releve a aproximação do “tempo do reencontro” (calado, salamurdo, mas a ribombar cá dentro…) e também as árvores do vale, as silvas ameaçando reconquistar as hortas, o não ter aprendido a podar árvores e videiras (eu era o “stôr”, mas ele é que tinha a ciência – o meu sogro, que, ao longo dos cerca de trinta anos de convívio, ocupou “afectivamente” um lugar de pai ao lado do meu). O brigado, Colaço.
SALTAR PARA O RINGUE!!!
A reacção a textos do Irmão Sol é saltar para o ringue. Que é que nos demora?!… Não há como seguir o exemplo do Armando Pinto. Lancemos as lembranças, as vivências, deixemo-las pinchar…

Fez-me reviver o encontro com o Fernando Lopes em Fátima, também com “Sobre a Montanha”. O seu a seu dono: música é do Bento Correia,

Sério e o Bento Correia
a letra é do José Augusto Ramos, conforme cópia do “Anda, Vem Cantar” que anexo. Foi uma das músicas que me marcaram também. E cantava-a com o muito que me dizia, talvez por isso podia parecer que era minha…

Quanto à “Capelinha da Missão”, a letra é do Ilídio Novais
e a música é uma daquelas coisas que só de vez em quando nos sai, após um período longo de “gestação” a tentar dar forma a um terceto cujo primeiro verso é de 7 sílabas, o segundo de 3 e o terceiro de 7 – terceto com um segundo verso sincopado. A intervenção do coro acabou por resolver.
O ano 65-66 foi de Noviciado, em Barcelos. Em Agosto/Setembro de 1966 é que nos juntámos os de Filosofia e Teologia, – éramos cerca de 37!! – no novo edifício no Amial.
E o Armando lembra a sagração de D. Francisco da Mata Mourisca (a quem o Pe. Alberto, valendo-se da autoridade do Direito Canónico, chamava, entre o momento da sua indigitação e o da sagração, um ordinário sem carácter – isto é, um Ordinário a quem só a sagração imprimiria carácter…)
Um abraço.
Sério

Acabam de chegar à redacção – o estafeta ainda está ofegante – mais dois capítulos da saga capuchinha intitulada JINGO!Vão delirar como eu, redactor privilegiado, que já os li de relance
Neste momento os nossos operadores de som e vídeo ( era bom, n’éra?!) encaminham-se para a sala de montagem desenvolvendo todos os esforços ( sim, anunciaram que abdicam do pagamento de qualquer hora extraordinária ) para que o 3º e 4º Capítulo possam ser exibidos, ainda amnhã, no nosso horário nobre!
A NÃO PERDER!!!!Podem fazer as vossas reservas para a anteestreia pelo nosso mail!!!Quer dizer, também poderão enriquecer o guião – o nosso Steven Serioberg, muito melhor que o Spielberg, por certo que estará disponível para acolher os vossos contributos!
Para já um grande obrigado ao Armando que com a sua evocação de duas canções, elas mesmas um must da nossa produção criativa de frades menores muito alegres, fez com que o Sério nos brindasse com o documento histórico que a seguir divulgamos.
É aqui que, como VÉSPERAS de hoje, só me resta louvar o Espírito Santo, ele sim, ardente de amor por nós e que não pára de inspirar os nossos estimados leitores. Nem todos, é verdade, quer dizer, Ele inspira, não duvido, o pessoal é que está virado para outras bandas. Temos de ser serenos e aguardar com santa e franciscana paciência…. Já agora, e a propósito, ninguém reagiu à simpática bicada que o Frei Bento Domingues (ali, mais em baixo, no WEBANGELHO ) enviou para os franciscanos?! Eu até desafiei um nosso historiador para que nos situasse em relação ao contributo da ordem para a perversão do espírito de pobreza do nosso seráfico Pai S.Francisco! Que fale quem sabe! Aguardemos.
E, assim, ficam por aqui os nossos trabalhos de hoje. Sinto-me honrado, mais uma vez, com este grande e pyrosico (ardente!!!)momento! Vale a pena continuar.
Para amanhã o JINGO 3 e 4 ! Não perdem pela demora! Ah! Se tiveram por aí imagens relativas a actividades quer de estudo, recreio, etc,etc, daqueles inesquecíveis anos…pagamos bem!!!Enviem já!Toca a subir a esses sótãos que aguardam, ansiosos a vossa visita!!!
Deixem falar essas malas!

Um imeeeeeeeeeeeeeeeenso OBRIGADO a todos, aos que colaboram e aos que nos lêem! ( Nem queiram saber como isto anda de audiências!!!Um destes dias falamos. Não são um fim e, se calhar, nem sequer um meio.
antónio colaço

Ligação “directa” ao nosso repórter João Teixeira, em Santo Tirso, nas Caldas da Saúde!
Ora aqui está como o irmão sol vive de peito aberto para o presente! Nem mais! Assim os nossos leitores queiram.E o João Teixeira até tem estado com o computador “avariado”, mas percebeu que era importante dar este fresquinho testemunho!
JÁ VOLTAMOS PARA EDITAR MAIS FOTOGRAFIAS!!!
E não há mais gente aí pelas bandas do Norte que nos queira mandar imagens desta inusitada manhã?! (Gostaram desta “inusitada”?!)
Retomamos a ligação a Santo Tirso:



antónio colaço e joão teixeira
JINGO
Um mundo a descobrir se me deparava. Intra-muros, porque extra apenas a ponta das hastes dos eléctricos que, por cima dos muros, espirrava descargas muito amiúde. De resto, o longe da terra e da família ia-se reduzindo a uns balões de pensamento, cada vez mais difusos que se esfumavam por cima dos muros e da cabeça… E o mundo eram os colegas, os padres, a casa, a instituição…
A entrada no Seminário coincidiu com a novena de São Francisco. Talvez fosse apenas um tríduo – mas marcou: o rancho melhorado, o ar festivo que se estampava no rosto dos frades e dos colegas mais velhos. Um dia especial que marcou (e marcava) a identidade da Casa e em que mergulhámos inconscientemente.

Foto:Google.
Dias depois foi a distribuição dos livros de estudo por cada um – que deveríamos entregar tão bons como os recebíamos! (que responsabilidade nas mãos de um garoto de onze anos!…) E senti-me inchado ao arrumá-los na minha carteira de estudo na aula-mor, por tamanho – o livro de Álgebra, a selecta literária, a gramática e selecta latina, – deixando lugar para os cadernos e lápis. Um cuidado especial em não impedir que o tinteiro assentasse à vontade no seu lugar à direita.
Estranhava o tempo de estudo na aula-mor. Pegava no livro e, sem querer, alçava os olhos para a porta à espera de uma ordem, que não vinha, de ir ao Sr. Augusto buscar meio quartilho de vinho, um quarto de açúcar ou meio quilo de arroz ao Sr. Emídio, ou ir à fonte ou dar a volta com as cabras.

Foto:Google.
Na disso: no relógio em frente o tempo escorria, impávido e sereno, até à hora de ir para o refeitório, ou a capela ou o recreio… Som apenas o dos passos, lentos e pesados, do Vigilante. Impunham cá um respeito!Esse rosto, sério quase carrancudo, também no dormitório, tornava-se compungido no momento de oração na capela, mas escangalhava-se no recreio, atrás da bola, à molhada… Um rosto que me vem à cabeça cristalizando o do Vigilante é o do Pe. Zé Lopes: rigidez absoluta na aula-mor, transfigurando-se atrás da bola, mais garoto do que nós, à conquista dum pontapé na bola no recreio.
Esta atitude sempre me serviu para definir a formação disciplinada do Seminário: estudar na hora de estudo, rezar na capela, descansar no dormitório, brincar no recreio!
Sério

Antes da Sessão da Noite, com a exibição do JINGO 4, aguardem só mais um pouco enquanto o escriba de serviço, o segundo a contar da direita, bem como o João Teixiera, o primeiro a contar da direita, preparam um suculento jantar.
É só o tempo de recuarmos ao Ameal, ano de 1970, creio. Na imagem para além do saudoso Frei Joaquim, lá está o Frei Manuel Luís, à esquerda,que se encontra por Barcelos e de quem esperamos uma palavra! Frei Hermano, ajuda lá o Manel a dizer qualquer coisa! ” JÁ”!Quem se lembra do JA do Manuel?Na foto, ainda, para além das empregadas, lá atrás, o irmão do Frei Bernardino e cujo nome agora não lembro, alguém que ajude!
Já a seguir, o JINGO4. Simplesmente FABULOSO!
antónio colaço
Na aula estuda-se, na capela reza-se, no dormitório dorme-se, no recreio brinca-se!
Não foi fácil aprender…
Muitos recordamos ainda o Pe. Fulgêncio. Já não era novo, mas sempre de uma genica bem patente na raquetada com que, do fundo do campo, do lado dos castanheiros, fazia chegar a bola de ténis à outra baliza, perto do balneário. E a força com que ela vinha!
E parece que esteve ligado à ginástica. Se não o vejo na foto de Gondomar (sita no dia 24 de Outubro), o Pe. Fulgêncio está presente numa foto de aula de ginástica em Poiares que tenho (não me perguntem como, provavelmente fruto do meu espírito de “recolhimento” …)

Esta foto é deliciosa: já repararam no calçado de marca destes ginastas olímpicos? E foi o Fabricante dessa marca que sempre apadrinhou o sustento, já que a maioria dos atletas não tinha quem financiasse com desafogo a preparação na subido ao Monte… Olimpo…
Estava confiada ao Pe. Fulgêncio a Direcção Espiritual dos Seminaristas, função que exerceu com toda a dedicação. Entre as leituras que nos fazia, havia as de experiências místicas de santos e santas, visões, aparições particulares, que algumas letras das músicas que cantávamos vinham reforçar:
“Viver aqui a vida inteira
- A vida inteira ao pé de ti…”
Levar à letra aquelas leituras era qualquer coisa de lógico da cabeça de um garoto…
E vem-me à lembrança a cara do Pe. Dinis – professor de Latim naquele meu primeiro ano, com exigência e profundidade (o resultado via-se). Pois naquele dia, em vez de ir para o recreio, fui para a capela. Não estava muito convencido da bondade do que fazia, mas “a vida inteira” devia ser ali… Além disso, se Ele aparecia aos outros, porque não havia de aparecer também a mim?
A determinada altura, á porta do coro que dava para o pátio (que poucas vezes se abria, só quando encurtava caminho para o recreio) surgiu o Pe. Dinis. E da ponta do banco onde eu estava ajoelhado: “Onde é que você deve estar agora? Onde é que agora é o seu lugar?” E, gaguejando um pouco, vi que a resposta devia ser “no recreio”. “Então é para lá que você vai. Saiba que há momentos para tudo! Os seus colegas estão à sua espera!…”
Cheguei ao campo encabulado. Ao fundo, num dos campos de voley, os colegas esperavam-me, já zangados com a demora: jogava-se uma das partidas dum Campeonato (da Divina Pastora?), esperavam há já uma eternidade! (Ai, e eu que não gostava de me fazer notar… pela negativa…). A coisa rebentou quando perdemos um ponto por eu, ainda atarantado, não apanhar a bola que me competia. O Carapito até pinchou, irritado com a azelhice, abafando uma rajada que se lhe escapava! Pudera: era o capitão!
Não lembro como acabou o jogo nem o campeonato. Mas o que me sobe à cabeça ao recordar a cena, é o reconhecimento que me ficou em relação ao Pe. Dinis – o esforço que deve ter feito, o tumulto que deve ter sentido para lidar com a situação, para impor a disciplina (é hora do recreio!) sem melindrar! E conseguiu-o, porque me parece que aprendi.
A imagem que tenho do Pe. Dinis (Norberto) não é aquela “chapa”: é a de uma admiração profunda pela exigência que punha nas aulas, um saber que tinha, sem alarves, e a simplicidade com que sempre pautou o relacionamento!
Sério
NOTA – A cena da Capela é fabuloooooooosa! Problemas técnicos impedem a sua animação, para já! Para não perderem a semana com esta belíssima crónica fica aqui a aguardar finalização!

Afinal, a tão anunciada neve que ameaçou a nocturna viagem desde a Grande Capital, não passa, aqui por estas beiroas bandas, de um fino véu branco debruado em ponto “geada” alongando-se pelos telhados. O Sol aproxima-se para o beijo fatal. Obrigado, pelo espectáculo com que todos os dias nos maravilhas.
Tem sido comovente a acção solidária para com os sem-abrigo e, nela, em geral,o papel dos media, com destaque para a força das televisivas imagens. Senhor, não estão lonnge os tempos em que sonhava com uma TVSA-Televisão dos Sem Abrigo que, de tanto insistir no contar das suas histórias, nos faria acabar com a sua história. Sim, precisamos do frio para nos lembrarmos deles, mas, e depois,arranjaremos tempo para os meter na discussão em curso sobre a crise do sistema capitalista, deste sistema capitalista, como sugere Anselmo no WEBANGELHO de hoje, e, assim, de uma forma radical aquecermos os seus dias?
Não continuaremos, todos, mendigos do verdadeiro Abrigo de que persistimos afastar-nos?
antonio colaço

MARX ESCREVE A MARX
Anselmo Borges
Padre e professor de Filosofia
De passagem pelo aeroporto de Colónia, lá estava. Lançado nos finais de Outubro, é best-seller há semanas. Estou a referir-me ao livro Das Kapital (”O Capital”), de Marx – desta vez, porém, não Karl Marx, mas Reinhard Marx, arcebispo de Munique. Ele foi professor de Ética Social Cristã e, antes de chegar a Munique, passou seis anos como bispo auxiliar de Trier, a cidade na qual Marx, o Karl, passou a meninice e a juventude e conheceu a sua futura mulher, Jenny.
Reinhard Marx abre com uma carta ao seu homónimo, esperando que, após a morte, tenha verificado que se enganou quanto à não existência de Deus e, assim, possa ser mais benevolente para com um homem da Igreja. O diálogo pode ser frutífero, pois consta que, pouco antes de morrer, terá dito: “Só sei que não sou ‘marxista’.”
Karl Marx enganou-se, quando pensou que o seu programa se podia resumir na “abolição da propriedade privada”. Também não se realizou, no conflito entre o trabalho e o capital – concretamente na Alemanha e outros países industrializados -, o seu vaticínio de uma revolução radical. Contra as suas previsões, a revolução acabou por ter lugar onde não devia: a Rússia.
Mediante contratos sociais de trabalho, sindicatos activos, toda uma regulação sócio-jurídica e a participação dos trabalhadores, criou-se uma sociedade na qual estes passaram de vítimas do sistema de mercado a participantes dos seus sucessos. “Pareceu possível o bem-estar para todos”, a ponto de o próprio J. Habermas ter escrito: “O designado portador de uma futura revolução socialista, o proletariado, dissolveu-se enquanto proletariado.”
Mas isto foi uma ilha com sol de pouca dura. Com a globalização, as novas possibilidades de troca de informações, bens e serviços a nível global tornaram o antigo conflito indiscutivelmente favorável ao capital, tanto mais quanto, como disse Manuel Castells, na actual sociedade em rede, está em vigor a fórmula: “O capital é essencialmente global, o trabalho é em geral local.” Aumentam assim as possibilidades dos investidores e especuladores. O lema é: “Demolição do Estado social e desregulação.”
O abismo entre ricos e pobres é cada vez mais fundo no mundo e nos países. Mais de 2, 5 mil milhões de pessoas têm de viver com menos de dois dólares por dia, mas há mil milhões em pobreza extrema, pois têm de sobreviver (?) com menos de um dólar. Mais de metade da riqueza mundial está nas mãos de dois por cento da Humanidade.
Parece que Marx tinha razão quanto à sua tese da acumulação e concentração progressivas do capital. De facto, de ano para ano sobe o número dos super-ricos. E a crise financeira internacional veio mostrar a força com que “já hoje o capital anónimo determina o nosso destino”. Os bancos e os fundos com as suas especulações deitaram a perder milhares de milhões. Mas, agora, depois de tanto se ter propagandeado a necessidade de o Estado se não intrometer no mercado, “tem de ser o contribuinte a responder pelas perdas especulativas”. “Os lucros são privatizados e as perdas, socializadas.”
Será a História a dar razão a Marx? O capitalismo vai afundar-se por si próprio? Responde o bispo Marx: “Dr. Marx, espero que não. E por várias razões.” Ele sabe que não foi o seu homónimo, mas os seus discípulos bolchevistas a pôr em marcha o comunismo soviético. Mas o que é facto é que o programa da socialização dos meios de produção levou à estatização, desembocando numa ditadura política, por vezes totalitária.
É necessário distinguir entre um capitalismo sem limites e uma economia social de mercado. Um “capitalismo primitivo” é injusto, contra a pessoa, e, por isso, não aceitável. Mas um capitalismo enquadrado politicamente, no sentido de uma economia social de mercado, foi “o único caminho correcto, e este caminho continua hoje sem alternativa razoável”.
Há uma pergunta que preside ao livro: as pessoas são para o capital ou o capital deve estar ao serviço das pessoas? A resposta é: “Um capitalismo sem humanitariedade, solidariedade e justiça não tem moral nem futuro.”
(In, Diário de Notícias)

Nesta enregelada noite só mesmo o calor das vozes do Grupo Os Maçaenses para nos aquecer os dias com o seu tradicional canto das Janeiras.
Distante, muito distante, mas ainda, e sempre, bem nítido, o nosso cardiguense “juntaram-se os três reis maaaaaagos…”. No dia seguinte, as cacholas, as morcelas, os chouriços e o calor da fogueira onde,ao seu redor, em conjunto, os partilhávamos.
antónio colaço
Então, pessoal, e aí por essas bandas, não há uma fotografiazita de telemóvel para enviar das vossas Janeiras?

Baptismo de Jesus: emancipação de um novo caminho
11/01/2009 Frei Bento Domingues O.P.
Hoje, a Igreja católica celebra a festa do Baptismo de Jesus. Esta designação está exposta a todos os equívocos1.A história da investigação moderna sobre Jesus – isto é, a que se pratica desde o século XVIII – passou por várias fases com efeitos notáveis no conhecimento dos textos e do mundo em que Jesus viveu. No entanto, ao focalizar um aspecto, teve de deixar outros na sombra. Multiplicaram-se, assim, as concepções de Jesus Cristo: o Cristo das Luzes, o Jesus liberal, o jacobino, o romântico, o revolucionário, o pietista. Correm todas o risco de não respeitar a complexidade da sua figura real. A partir dos anos 70 do século XX, impôs-se a chamada “terceira vaga” de investigações. Se as primeiras tentavam libertar a figura de Jesus de mitos e lendas, a terceira valoriza sobretudo o contexto histórico da sua intervenção. De todas as importantes obras desta nova etapa, foi-se destacando a investigação monumental e meticulosa do americano John P. Meier, traduzida em várias línguas. Por “Jesus histórico” ele entende o Jesus que pode ser resgatado, retomado e reconstruído, utilizando os instrumentos científicos da moderna pesquisa histórica. Considerando o estado fragmentário das fontes e a natureza, muitas vezes, indirecta dos argumentos que tem de usar, este “Jesus histórico” será sempre uma construção científica, uma abstracção teórica que não coincide, nem pode coincidir, com a realidade plena do Jesus de Nazaré, aquele que, de facto, viveu e trabalhou na Palestina no primeiro século da nossa era. O que procura resolver são enigmas históricos e não o enigma fundamental que Jesus representa para a nossa história (1).
José Montserrat Torrents, conhecido pela sua colaboração nas edições espanholas da literatura gnóstica, incomodado pelas dimensões e qualidade do empreendimento desse autor, num breve escrito, pensa que o desqualifica, chamando-lhe “o grande mestre da apologética católica contemporânea”. Dispensa as “notas de rodapé de erudição” e prescinde dos “entediantes volumes da frente apologética mais recente”. Este processo dá muito menos trabalho do que a investigação rigorosa. Em Portugal, no tocante à religião, somos mais apressados em divulgar divulgação do que em oferecer os frutos das pesquisas mais exigentes. A tese deste autor é antiga e rasa: “Jesus fazia parte de um contingente armado que tentou uma revolta em Jerusalém e que foi desbaratado pelas tropas romanas” (2).
2.Por mais que se diga que S. Paulo foi o verdadeiro fundador do cristianismo – embora fosse indispensável precisar o que se entende por tal designação -, ainda não consegui convencer-me de que assim seja. Alinho mais com aqueles que sustentam que o verdadeiro fundador do cristianismo é Jesus de Nazaré interpretado como Cristo. No entanto, para mim, o maior enigma continua a ser o seguinte: estando todos de acordo que Jesus não escreveu nada, não deixou nenhuma marca arqueológica, por que razão não foi escolhido nenhum outro nome, nenhuma outra personalidade, como, por exemplo, Maria Madalena, Pedro, Tiago ou João, para lhe atribuírem aquilo que está escrito, de forma tão bela, profunda, abundante e diversa, acerca de Jesus de Nazaré? Podem ser encontradas muitas incertezas, muitos pontos obscuros, muitas contradições nos textos do Novo Testamento e nos chamados “escritos apócrifos”, mas o centro de todas as atribuições – e sem o qual tudo se desvanece – é Jesus e mais ninguém. Que vulcão, que acontecimento foi ele para provocar tantas comunidades tão diversas e uma literatura tão cheia de contrastes?
3.Hoje, a Igreja católica celebra a festa do Baptismo de Jesus. Esta designação está exposta a todos os equívocos. Pode levar a pensar no baptismo que recebeu de João Baptista – no âmbito de um movimento judaico – ou na celebração de um baptismo numa Igreja cristã. Ora, nem um nem outro. O que se celebra, hoje, é a ruptura de Jesus com o movimento de João Baptista e o começo do seu movimento espiritual a partir de uma nova experiência de Deus. Esta experiência mística – estava em oração – ditou-lhe um novo caminho a percorrer, que detectamos no seu percurso posterior, através das narrativas do Novo Testamento: Deus surge, na sua pessoa, como uma declaração de amor por todos os seres humanos, de todos os povos, culturas e religiões.
Resumindo, há dois mil anos, a partir de situações muito concretas, num canto do império romano, no seio do judaísmo, na “Galileia das Nações”, Jesus de Nazaré questionou e abalou as falsas certezas acerca daquilo que revela e esconde, salva ou perde o que há de mais sagrado, profundo e essencial no ser humano, seja onde for.
Se a crise financeira e económica de consequências globais não for aproveitada para questionar e alterar a orientação absurda da nossa civilização, se não fizer surgir um novo olhar sobre o mundo e o ser humano, se não levar a um novo caminho, só resta continuar de alienação em alienação, na rota da autodestruição.
Jesus é, nas suas palavras e intervenções, uma alteração de todas as representações de Deus e das práticas religiosas e, simultaneamente, a conversão exigida para aceder ao que há de mais essencial na vida humana.
(1) Um Judeu Marginal. Repensando o Jesus Histórico (3 Volumes. O 4.° está prometido para o próximo Abril), Rio de Janeiro, Imago.
(2) Jesus, o Galileu Armado, Lisboa, Esfera do Caos, 2008.
(In Público,hoje)

“Rezar é querer rezar”. Religar-me a TI é saber que nunca deixei de estar ligado a TI. Só que às vezes esqueço. Adormeço.Escureço.Obrigado, então, pela LUZ. Mesmo na escuridão, sei de TI. Sinto-te em mim. Afinal, “tiveste-me”! Tu és o meu TER.O meu Ser.
antónio colaço

O vigor deste remate define a classe de um jogador. Esperam-no fabulosos contratos, Ferraris para despedaçar todos os dias, incontáveis romances de fazer pasmar, clubes com milionárias ofertas para disputar…
Ele é…..
Ah! pobre Santos Costa que conseguiste desviar-te do incendiário remate – levava fogo, gritavam os relatadores de serviço – e tu, pobre Sério, milionário das telenovelas, quando é que arranjas uns calções sem fundilhos de calças velhas e tu, ali à direita, Agostinho Mendes, com que invejas os olhos deitas?!
Verguem-se multidões de todos os estádios, à sua passagem, senhoras e senhores, ele é, nem mais nem menos, do que o grande, o fabuloso…..
antónio colaço
Hoje não deu para mais nada!Passem por aqui enquanto tentam adivinhar!

Nem dá para perceber que estamos a fotografar os fotógrafos que vão fotografar o homem do BPN que está para chegar. Estávamos mais virados para as nuvens, para estas fabulosas nuvens, não para a nebulosa das negociatas ainda por conhecer.
antónio colaço
O JA-JOVENS AMIGOS DE FREI MANUEL LUIS
Publicado Janeiro 13, 2009 Uncategorized Deixar um Comentário
Colaço,

O Padre Alberto, ignoro sobrenomes, mas, para o caso não interessa, embora já ao tempo me fizesse alguma confusão todos responderem por “frei” mas com Alberto, era certo e sabido, ele era o Padre Alberto. Seria por ser capelão, andar metido com a tropa? A verdade é que, como poucos, o sentíamos nosso. Ele quebrava todas as regras e até tinha um estatuto que lhe permitia contar algumas anedotas, ao tempo, entendidas como pouco recomendáveis para frades tão menores! Ele era, digamos, o ruptor (credo!!!) o homem das rupturas, e tudo isso nos deliciava já que embarcávamos com ele, despreocupados e soltos, mais as suas e nossas tantas e autorizadas comédias. Um verdadeiro one man show, um verdadeiro VIOLINO NO TELHADO! Faria, hoje, seguramente, inveja a muitos dos enterteiners de trazer por casa das nossas televisões.
Padre Alberto, Frei Alberto, muito obrigado pela sua alegria.
antónio colaço

Por muito que os nossos terrenos e limitados semáforos nos disciplinem os dias, a Vossa Luz é o único semáforo com a Via sempre aberta.
antónio colaço

Novo Edifício da Assembleia da República.
Venha daí um título para esta orvalhada imagem de há minutos.
antónio colaço

Faz hoje 31 anos que o Pe. Alberto acabou a sua etapa no meio dos que ainda por aqui andamos…


O que os anos nos fazem, quando fazemos anos…


Hoje, ainda só sei balbuciar, só sei extasiar-me, admirar-me mas, sobretudo, agradecer-Te, e aos Pais que me deste e que para Ti já fizeste regressar.Muito obrigado.
antónio colaço
Colaço,
NOTA
1.Eu não sei mas acho que aquilo se chamava o CIM. Sei lá! Sei é que um dia fui chamado ao Comandante do teu suposto quartel RC4, que era contíguo ao meu, BE3, pois, já na altura, criei lá uma espécie de rádio (só podia!!!) e fazia aquilo que chamava um programa “Tempo de Agir” onde só passava a música revolucionária da altura ( Sérgio Godinho, Zé Mário Branco, etc) e reportagens que fazia nos concelhos da então Dinamização Cultutral do MFA em Nisa, Gavião, Portalegre, etc. O RC4 tinha fama de “reaccionário” ao passo que, em Engenharia, éramos todos revolucionários!Bom, o alferes Colaço lembrou-se de virar as “cornetas” altifalantes para… a parada do RC4 que era para ouvirem alto e bom som…Não sei se estão a ver!Pimva, como diria o Jockin Afonso, bora lá virar isso aí para o seu quartel faxfavor!
2.Agora viro as cornetas para dizer que, ontem, esta criancinha, aqui em baixo, por acaso muito amiga do escriba, fez anos.Ninguém deu por nada. Não há problema. A vítima imolou-se mais uma vez neste web-altar de todos os sacrifícios mas o objectivo era, mesmo, dizer ao pessoal que isto também pode servir para recuarmos ainda mais no tempo!!!
Sim, já estou a ouvir, sibilinos, uns impropériozitos …pirosos!!!
A sério, acreditem que pode ser engraçado! Venham de lá esses contributos!

Foto tirada em 1956, Rua da Constituição, Porto!Três anitos.
ULTIMA PRECISÃO
Olá amigo Colaço.
All ways is better late, than never.
“HAPPY BIRTHDAY DEAR FRIEND”
Feliz Aniversário. Que esta data se repita na tua vida, por muitos e muitos anos.
Um grande abraço
João Casais
Obrigado,João.Sempre tão perto, apesar de seres quem, fisicamente (só isso), está mais looooonge!
ac
WEBANGELHO (Uff!De ler e chorar por mais!!!)
Publicado Janeiro 17, 2009 Uncategorized Deixar um Comentário
Anselmo Borges
Padre e professor de Filosofia
Ora, não havendo outros sem a interpenetração de biologia e cultura, é inevitável o diálogo intercultural. O encontro com o outro acontece sempre no quadro da cultura, porque não há outro “puro”, sem cultura. Assim, na presente situação do mundo, em contexto de multiculturalismo, não basta a mera junção de culturas, vivendo umas ao lado das outras e respeitando-se mutuamente. É preciso passar do multiculturalismo da justaposição ao pluralismo cultural interactivo, deixando-se desafiar por uma identidade interrogativamente aberta.
Neste quadro, há hoje a tendência para valorizar sobretudo a diferença: é a diferença que nos enriquece, diz-se. Quem pode pôr essa afirmação em dúvida, quando se percebeu que a identidade é atravessada pela alteridade? No entanto, se podemos entender-nos, é porque somos fundamentalmente iguais.
Como recordava recentemente, em Santa Maria da Feira, num debate sobre o diálogo intercultural, o filósofo Fernando Savater, a semelhança entre os seres humanos é que cria a riqueza e funda a humanidade. Reconhecemo-nos, porque somos semelhantes. Só porque o fundamental é a nossa semelhança é que há igualdade de direitos e só porque não há diferença de direitos fundamentais é que há o direito à diferença. Afinal, “não há ninguém tão convencido da diferença como um racista”.
Claro que, no encontro com o outro, nunca se pode esquecer que o outro é um outro eu e ao mesmo tempo um eu outro, de tal modo que nunca nenhum de nós saberá o que é e como é ser outro enquanto outro, eu outro. Mas o que mais nos interessa é a semelhança, pois, nas diferenças, somos todos humanos, reconhecendo-nos.
Se me perguntam pelo fundamento último da dignidade humana, digo que é a nossa comum capacidade de perguntar. O que nos reúne é uma pergunta inconstruível, sem limites, que tem na raiz o infinito e nele desemboca, sendo as culturas tentativas de formulá-la e perspectivar respostas.
Aqui, assenta a convivência fraterna e digna da Humanidade, reconhecendo todos como humanos. Mas, como também lembrou Savater, inimigos maiores desta convivência são a pobreza e a ignorância. Rejeitamos os pobres, porque metem medo: nada nos dão e obrigam-nos a dar. A ignorância é outra fonte de susto: quando se não reconhece a semelhança, teme-se o diferente.
Aí está, pois, a urgência da solidariedade, assente no reconhecimento da semelhança.
Nesta solidariedade, justiça e caridade têm de abraçar-se. Sobre este abraço, Bertolt Brecht, o famoso escritor marxista, que lia a Bíblia, escreveu estes versos inultrapassáveis: “Contaram-me que em Nova Iorque,/na esquina da rua vinte e seis com a Broadway,/nos meses de Inverno, há um homem todas as noites/que, suplicando aos transeuntes,/procura um refúgio para os desamparados que ali se reúnem.//Não é assim que se muda o mundo,/as relações entre os seres humanos não se tornam melhores./Não é este o modo de encurtar a era da exploração./No entanto, alguns seres humanos têm cama por uma noite./Durante toda uma noite estão resguardados do vento/e a neve que lhes estava destinada cai na rua.//Não abandones o livro que to diz, Homem./Alguns seres humanos têm cama por uma noite, / durante toda uma noite estão resguardados do vento / e a neve que lhes estava destinada cai na rua. / Mas não é assim que se muda o mundo, / as relações entre os seres humanos não se tornam melhores. /Não é este o modo de encurtar a era da exploração.” |
(In,Diário de Notícias)

A prática da hospitalidade gratuita entre as diversas religiões faz bem a todas
1. Os que, no século XIX, anunciaram a “morte de Deus” e o fim da religião foram muito precipitados. A interrogação metafísica não se esgota em nenhuma construção filosófica nem a preocupação religiosa se confunde com as suas expressões organizadas ao longo dos tempos. Se a religião estivesse morta, a cascata de reacções às palavras de Casino (13/1/09), do patriarca da diocese de Lisboa, não teria inundado os meios de comunicação. Voluntária ou involuntariamente, D. José Policarpo realizou uma operação de marketing religioso, sejam quais forem os resultados para a Igreja Católica e para a Comunidade Muçulmana, a curto e a médio prazo. Até os possíveis danos colaterais, no campo do diálogo inter-religioso, convergem para aquele princípio pouco respeitável: “Bem ou mal, o que importa é que falem de nós”. No fundo, os muçulmanos conseguiram uma atenção que ultrapassa a sua presença em Portugal. Poderão dizer, à portuguesa, “há males que vêm por bem”. Espero, aliás, que este incidente ajude a intensificar e alargar o diálogo da Igreja Católica, em Portugal, com a população muçulmana. O facto de o catolicismo ser maioritário, no nosso país, não pode servir para não ter em conta as outras religiões. O diálogo inter-religioso é essencial para se deixar interrogar pelo outro, independentemente do número dos interlocutores. Não só porque, onde uns, num país, são maioritários podem ser minoritários noutro. Vale a regra de ouro: fazer aos outros o que desejamos que os outros nos façam. Além disso, a prática da hospitalidade gratuita entre as diversas religiões faz bem a todas. Perde-se a ignorância, o orgulho e, com humildade, podem acolher-se e questionar-se mutuamente.
Que o patriarca tenha desassossegado a comunidade muçulmana, a propósito do casamento de jovens católicas com muçulmanos, por causa dos “sarilhos” em que se podem meter, é um aviso de pastor responsável. Não deveria, no entanto, esquecer o que se passa em sua casa. Seria bom que desassossegasse os seus colegas no episcopado, a começar pelo bispo de Roma, acerca dos sarilhos em que envolveram as exigências da celebração do casamento católico – algumas delas dispensáveis – que leva muitos a ficar, apenas, pelo casamento civil. A relação com o divórcio, com um segundo casamento, com o impedimento do acesso à comunhão eucarística dos recasados, acaba por aumentar o número dos católicos não praticantes. Como os sacramentos são para ajudar e não para complicar, até o próprio Deus deve exclamar: ai o que estão a fazer da graça do matrimónio!
2. Essa questão veio interromper uma outra que já andava na imprensa e, sobretudo, na Internet: as reacções à propaganda ateísta nos autocarros. A moda começou em Inglaterra, passou aos EUA, a Espanha e parece que vai chegar a Portugal. O slogan inscrito nos autocarros, inspirado no cientista ateu Richard Dawkins, é o seguinte: “Deus provavelmente não existe. Deixe de se preocupar e goze a vida”.
A campanha publicitária, agora em andamento por vários países, começou por ser planeada e parcialmente financiada pela Associação Humanista Britânica (BHA) e visava colocar cartazes em 30 autocarros de Londres.
O novo ateísmo militante tem vários protagonistas de nomeada. Um dos mais célebres é Dawkins, autor de várias obras importantes. Através delas, procurou distribuir as seguintes convicções, sintetizadas por Alister McGrath (1): uma visão darwiniana do mundo toma a crença em Deus desnecessária ou mesmo impossível. A religião estabelece proposições que se alicerçam na fé, o que representa um retrocesso face à busca rigorosa e factual da verdade. Para este autor, a verdade está sempre alicerçada em provas evidentes e todas as formas de misticismo ou obscurantismo, baseadas na fé, devem ser rigorosamente combatidas. A religião oferece uma visão do mundo pobre e pouco clara. “O universo apresentado pela religião organizada é um universo medieval acanhado, extremamente limitado”. Inversamente, a ciência oferece uma visão arrojada e luminosa de um universo grande, belo e assombroso. A religião conduz ao mal. É como um vírus maligno que infecta as mentes humanas. Esta não é uma apreciação estritamente científica, uma vez que a ciência não sabe determinar o que é o bem ou o mal: “A ciência não possui nenhum método para decidir o que é ético”. Não obstante, esta é uma contestação profundamente moral da religião, bem enraizada na cultura e na história ocidental e que deve ser considerada com a maior seriedade.
No seu livro, Alister McGrath não procurou fazer uma crítica à biologia evolucionista de Dawkins. As opiniões deste devem ser avaliadas pela comunidade científica no seu todo. Ele enfrenta, apenas, as conclusões gerais deste cientista, em particular as referentes à religião e à história intelectual, domínio sobre o qual tem uma competência especial para se pronunciar, isto é, a problemática, extraordinariamente importante, da transição da biologia para a teologia. Ele é biólogo e teólogo. Voltaremos a este tema, pois, como diz Tomás de Aquino, não é evidente que Deus exista ou não exista. (1) O Deus de Dawkins, Lisboa, Alêtheia, 2008, p. 21
(In,Publico hoje)
Por enquanto, aqui!

É só para lhe agradecer, António Colaço. Diáriamente sou leitor do seu Blogue. Frei Bento e Anselmo Borges são verdadeiramente a certeza de que Deus, apesar de tudo, olha por nós.
Duarte Tapadas
NR – Obrigado, Duarte, mas vai ver, um destes dias, que as palavras destes nossos dois amigos nos fazem, em cada dia, compreender, sim, que ” apesar de tudo” somos nós que devemos continuar a olhar para Deus. O problema é que, por vezes, esquecemo-nos. Não é dramático nem devemos penalizar-nos ou culpabilizarmo-nos por isso, ao contrário do que fizeram crer-nos de dentro da própria Igreja, de uma enviezada maneira de conceber a Igreja. Daí o papel de renovação que estes e outros amigos assumem.É o que penso e verdadeiramente acredito. Aliás, Deus dotou-nos, também, com essa coisa maravilhosa chamada “perdão” um precioso instrumento para nos auxiliar a superar todas as nossas contradições e esquecimentos próprios.
antónio colaço
Amigo Colaço:
Com grande atraso (mas como é melhor tarde, que nunca), aqui te envio um “presente”, com parabéns pelo teu recente aniversário. Como não tenho, de momento, outros assuntos, vai outra coisa, como num intervalo na comunicação.
Para ser diferente, desta vez são textos para distracção, ao género de passatempo cultural, dando a conhecer dois meus ilustres conterrâneos – num pouco de cultura histórico-biográfica:
Personalidades / Naturais mais salientes de Vila da Longra – Freguesia de Rande (concelho de Felgueiras)
Francisco Sarmento Pimentel (1895/1988). De nome completo Francisco Ferreira Sarmento de Moraes Pimentel, nasceu em S. Tiago de Rande, paróquia e freguesia do concelho de Felgueiras, a 7 de Maio de 1895. Havendo seguido a carreira militar, desempenhou uma acção preponderante no apoio à manutenção da democracia durante a 1ª República, pois teve participação activa, junto com seu irmão João S. Pimentel, no comando da revolta militar que derrotou a Monarquia do Norte, em 1919. Depois, tendo enveredado pela aviação, foi mais tarde um dos pioneiros da aviação transatlântica, notabilizando-se como autor e piloto da primeira travessia aérea entre Portugal e a Índia portuguesa. Feito realizado pelo mesmo então Tenente-Piloto Aviador Francisco Sarmento Pimentel, por meio de um pequeno avião adquirido a expensas próprias, um “Pus Moth-De Havilland DH 80”, a que deu o nome de “Marão”. No qual, acompanhado na navegação pelo seu amigo Capitão Moreira Cardoso, fez a ligação desde a Amadora até Diu e Goa, concluída no campo de Mormugão a 19 de Novembro de 1930. Tal viagem foi reconhecida internacionalmente como recordista de 11. 800 Km, ao tempo distância inédita atingida num só avião, sendo por isso Francisco Sarmento Pimentel agraciado com a Placa da Liga Internacional dos Aviadores. Porém, devido a seus ideais políticos, como oposicionista do regime de Salazar, essa façanha foi menosprezada pelo Estado Novo, apesar de Francisco S. Pimentel ainda ter sido condecorado com a Ordem de Avis e a Torre e Espada, mas ficando olvidada a pioneira ligação Portugal-Índia dos compêndios, derivado à censura vigente.
Resultante da situação oposicionista à ditadura, viu-se obrigado ao exílio, radicando-se no Brasil como exilado político, onde foi construindo situação social de destaque. Chegando a desempenhar lugar evidente na colónia portuguesa dos amigos da democracia, em São Paulo, ao lado também de seu irmão Capitão João Sarmento Pimentel, e aí acolheu como anfitrião o Gen. Humberto Delgado no respectivo exílio. Apesar da ausência, manteve ligação política com a Pátria, a pontos de (junto com seu irmão e outros correlegionários exilados em diversos países) ter sido um dos fundadores do Partido Socialista português. Após o 25 de Abril, reabilitado como Coronel-Piloto Aviador, foi condecorado com a Ordem da Liberdade. Veio a falecer, em São Paulo-Brasil, a 1 de Agosto de 1988.
Consta no Museu do Ar, à ala dos pioneiros, em Alverca, uma vitrine alusiva ao referido Raid da Amadora/Lisboa-Diu-Goa e ao heróico aviador F. Sarmento Pimentel.
A sua biografia curricular tem destacado desenvolvimento no livro monográfico “Memorial Histórico de Rande e Alfozes de Felgueiras”, de Armando Pinto, editado em 1997

Francisco Sarmento Pimentel, em jovem

Vislumbre alusivo, em visita a Alverca ao Museu do Ar, com o autor deste trabalho junto à vitrine do heróico conterrâneo…
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Padre Luís Rodrigues (1906/1979) – Compositor português
Após conclusão do curso eclesiástico no seminário diocesano do Porto, teve Luís S. Rodrigues ordenação sacerdotal em 1930, ano em que de imediato passou a desempenhar funções de Prefeito no seminário da diocese e aí depois foi professor de música. De 1940 até à sua morte exerceu o cargo de Reitor da igreja da Lapa, no Porto, onde desenvolveu acção notável, sendo conhecido de toda a cidade, nomeadamente pelo seu trabalho pastoral, desenvolvimento musical na liturgia e pelas suas homilias de impacto e flagrante actualidade (conf. livro “Do Evangelho para a Vida”, por António Manuel Casimiro e José António Pereira, ed. 2004, que em 2006 teve 2ª edição, acompanhada de um CD com gravação da voz do mesmo antigo Reitor Padre Luís da Lapa).
Musicólogo de renome internacional, foi autor com vasta bibliografia, em obras literárias e publicações de composições musicais. Cujas obras figuram inclusive em importante enciclopédia musical inglesa, de Cambridge, a antologia International Who’s who in Music.
Como musicólogo, Luís Rodrigues escreveu as obras literárias “Música Sacra-História e Legislação”, publicada em 1943, as biografias de “Debussy” e “Mussorgsky”, em 1945, e o “Tratado do Canto Gregoriano e Polifonia Sagrada”, em 1946. Entretanto, teve colaboração, em artigos escritos, no Boletim da Diocese do Porto e nas revistas especializadas Gazeta Musical, Arte Musical e Lumen, em Portugal, e no estrangeiro nas Revue du Chant Grégorian (S. Waudrille), Caecilien Veriens Organ, e Zeinschrift fur Kirchenmusik (Colónia).
Publicou L. Rodrigues, também, temas de que foi compositor, tendo (através de editoras portuguesas e estrangeiras) obras datadas como Rosa Mística, em 1934; Cânticos para a benção do SS, em 1935; Miscelânea Musical Religiosa, 1937; Avé Maria; Missa Credo in Unum Deum; Meu Portugal; Missa Laudate, Pueri Dominum; estas em 1939; Cantantibus Organis, 1941; Sorrisos a Jesus Menino, 1942; Missa Regina Caeli, 1943; Eucarísticas, 1944; Manuale Officii et Missae pro Defunctis, 1944; Rosas Brancas, 1945; Florinhas a Nossa Senhora, 1946; Hino a S. João de Brito, 1947; Subiu ao Céu, 1949; Coral Arcaico, 1953; Última Ceia-Meditações sobre temas gregorianos, 1954; Te Deum Laudamus, 1955; Missa Litúrgica, 1956; Hossana, 1958; e Missa Christus Manet, em 1959. Sem data de publicação, teve editadas outras obras, como Oração pela Paz; Missa dos Anjos; Hino ao Papa; Coração Divino; Veni Sancte Spiritus; Te Igitur; Duo Cantica; Prelúdio Sinfónico; Rosas Brancas; Súplica à Senhora da Paz. É de acrescentar, ainda, que em 1954 publicou também Tantum ergo, para três vozes, incluído no opúsculo “50.º Aniversário do Motu Proprio Tra le Sollecitudini do Papa S. Pio X” (editado em Braga, juntamente com composições de dois compositores famosos da escola bracarense).
Durante seu percurso musical, além de outras facetas, fundou e dirigiu o famoso Coro de S. Tarcísio, do Porto. E relacionou-se com figuras marcantes, tal o caso de Guilhermina Suggia, de quem foi confessor até ao último suspiro da notável violoncelista. E do cineasta Manuel de Oliveira, com quem colaborou no filme “O Pintor e a Cidade”, cuja banda sonora é de sua autoria, peça musical essa do Padre L. Rodrigues que levou a que o mesmo filme tivesse sido agraciado, em 1957, com o Prémio Harpa de Prata em Cork, na Irlanda.
Falecido a 24 de Abril de 1979, no Porto, foi agraciado a título póstumo, pela Presidência da República, com a comenda da Ordem de Santiago da Espada.
Está perpetuado no Porto, ao adro da Lapa, com um busto da autoria da escultora Irene Vilar. E, passados anos de seu desaparecimento, a obra musical de L. Rodrigues continua viva, sobretudo no panorama internacional. Como, entre possíveis exemplos, serviu ainda de tema de doutoramento assinalável, como aconteceu com a dissertação de sapiência dum grande catedrático dado pelo nome de Paulo Castagna, investigador de música e professor do Instituto das Artes da UNESP-Universidade Estadual Paulista, de S. Paulo-Brasil, que incluiu diversas passagens do livro “Música Sacra: História e Legislação” do P.e L. Rodrigues na sua tese. Documento esse que, pela sua fundamentação e amplitude, foi muito divulgado, a ponto de ser traduzido para espanhol (“Prescripciones Tridentinas Para La Utililizacion Del Estilo Antigo Y Del Estilo Moderno En La Musica Religiosa Catolica – 1570/1903”), no qual o nome de L. Rodrigues é amplamente citado .
Armando Pinto

Ânimo, senhor Presidente.
antónio colaço

Obama rezando no seu primeiro almoço.
ac

De um amigo do irmão sol, o Pe Vitor Gonçalves, com muito gosto, este oportuníssimo WEBANGELHO (para o qual esbocei um primeiro Saulo, Saulo, por que me persegues? que integrará exposição a anunciar em breve!):
À PROCURA DA PALAVRA
P. Vítor Gonçalves
CONVERSÃO DE SÃO PAULO Ano B
E o Senhor disse-me:
‘Levanta-te e vai a Damasco;
lá te dirão tudo o que deves fazer’.
Act 22,10
Sinais de pista
Quando penso em S. Paulo frequentemente o imagino em movimento. Incansável. A pé, a cavalo, de barco, por estradas e a corta-mato; e quase o vejo apanhar um comboio, um avião, ou mesmo uma nave espacial, tal é o dinamismo que a sua vida nos imprime. E mesmo quando está em algum lugar também tem o coração e a mente presentes em outras comunidades a quem escreve as suas calorosas cartas. Para os limites de comunicação do século I ele é um fenómeno de globalização. Tem uma sede insaciável de que todos possam conhecer e amar Jesus, de que as comunidades sejam um sinal vivo da Boa Nova em acção.
Na experiência luminosa da estrada de Damasco maravilha-me a identificação de Jesus com os seus amigos perseguidos, mas também a surpresa de não revelar imediatamente a Paulo o que quer que ele faça. Há sempre um mistério em cada chamamento. Algo que só o caminho irá revelando. Como naquela inesquecível definição de vocação que aprendi no Seminário de S. Paulo de Almada: “A vocação é um itinerário com sinais de pista. Cada sinal leva ao sinal seguinte, sem nunca se saber o termo definitivo”. Não vos enchem de “formigueiro” estas palavras? Pois a mim enchem! Ainda que nem sempre veja o horizonte, acredito na luz que permite dar pequenos passos; ainda que nem sempre entenda os sinais, acredito na mão pousada no meu ombro que fortalece a minha esperança! Pois é, Deus não dá mapas, mas é generoso em sinais!
Ficamos pobres quando “arrumamos” facilmente as nossas procuras, quando não valorizamos o esforço em ler os sinais que raramente são evidentes. Não se trata de um trabalho de adivinhação, de “cartas ou búzios” que se lançam para algum vidente “ler” o futuro ou o passado. É mais a responsabilidade que Deus nos oferece de vislumbrar no quotidiano o seu projecto de felicidade. Um projecto aberto, que não tem um caminho único (ou tem, mas é um caminho especial que se chama Jesus Cristo!), e que cresce na medida em que temos a coragem de sonhar o que parece impossível. Podemos ajudar-nos a compreender os sinais mas ninguém pode dar os passos em vez de nós. Podemos “ser conduzidos até Damasco”, mas daí em diante, o risco e a confiança serão os companheiros de vida. Como S. Paulo, que não deve ter imaginado em que aventura ia embarcar!
Viajamos mais facilmente, comunicamos à velocidade de um click, mas continuamos a ter de dar resposta aos sinais. O medo e a rotina tentarão prender-nos, a segurança e a prudência atrasar-nos, mas se tivermos um pouco da centelha de S. Paulo, que “viagens” não escreveremos nós?

Meus senhores, peço a palavra!
Foi aqui nesta sala, da Cripta de Gondomar, que nasceu a ideia de partirmos em demanda de Assis. Afinal, quase meio ano depois… o que se passa?
Sabemos, por portas travessas, que alguém está a trabalhar na sombra. Certo. Mas, sabendo que tudo isto implica programação de agendas e de … carteiras é capaz de estar na hora de alguém da Associação nos vir dar alguma informação.
Atenção, o irmão sol não é o porta-voz da Associação embora com ela mantenha total disponibilidade para o que der e vier!
Vamos lá. Sugerimos que quem de direito “suba à antena” para fazer o ponto de situação.
Quanto mais informação, maior participação!
antónio colaço
CAPUCHINHO POLACO PREGA DOÇURA DO ENCONTRO COM DEUS
Publicado Janeiro 21, 2009 Uncategorized Deixar um Comentário
VARSÓVIA (AFP) — Apelidado de ‘o apóstolo do Kama Sutra católico’, o padre Ksawery Knotz, um monge capuchinho polonês que dá conselhos a casais casados de sobre como praticar sexo, afirma que simplesmente faz um trabalho para Deus.
“Claro que animo os casais casados a rezar para que eles tenham uma vida sexual boa e feliz. Para mim, este é um meio de se aproximar de Deus”, declara o monge de 43 anos.
“As pessoas ficam um pouco surpresas no início, mas agradavelmente surpresas”, destaca Knotz, que fez, como monge, um voto de castidade.
O religioso atende hoje a mais de 3.000 casais de fiéis católicos na Polônia desde 2000, com uma benção tácita de seus superiores. A iniciativa é tão popular que sua agenda está cheia até o ano que vem.
“Se você acredita em Deus, acredita que Deus está presente na vida, no amor, no matrimônio e na sexualidade. Parece natural falar de sexo, e eliminar alguns tabus e manchas do pecado”, declara o monge, que vive no monastério dos capuchinhos em Stalowa Wola, sul da Polônia.
Autor de um livro chamado “O ato do matrimônio”, o padre Knotz tem desde 2004 um site http://www.szansaspotkania.net (a sorte do encontro) em duas versões, polonesa e inglesa.
O monge admite que a educação tradicional da Igreja católica sobre o sexo apresenta fragilidades, mas rapidamente acrescenta que seus conselhos sexuais são reservados a casais heterossexuais que contraíram matrimônio.
No capítulo “A teologia dos orgãos”, o capuchinho compara o momento supremo do ato sexual com o encontro com Deus no céu.
“O amor de um casal casado, manifestado no sexo, aproxima o corpo humano do céu. O êxtase de uma relação sexual pode ser comparado à alegria da vida eterna”, afirma.
“É por isso que este ato conjugal permite aos esposos começar a entender a doçura do encontro com Deus”, acrescenta o padre Knotz.
O religioso insiste em uma “comunicação boa e aberta entre os casais”, necessária para alcançar os orgasmos celestiais, e incentiva os maridos a darem tempo suficiente às mulheres para satisfazê-las plenamente.
A seus críticos, que o acusam de falta de experiência pessoal, o padre Knotz respondeu: “Não precisais padecer de uma doença do coração para ser cardiologista, nem ser alcoólatra para se tornar terapeuta”.
O monge explicou que encontrou sua inspiração na abertura do olhar de sua família e nos ensinos do Papa João Paulo II, que tratou pela primeira vez o tema da sexualidade em um folheto publicado na Polônia em 1960 sob o título “Amor e responsabilidade”.

Kasia e Jan Paluszewski, ferverosos católicos casados há 18 anos e pais de três meninos, de 16, 13 e 3 anos, afirmam que os conselhos do padre Knotz “reforçam e esclarecem” sua vida sexual e sua espiritualidade. “Ele escuta realmente os casais e é por isso que ele nos entende bem”, diz Jan Paluszewski, um técnico de informática de 46 anos.
NOTA
Este take da AFP é publicado na sequência de um artigo hoje editado pela revista Focus e intitulado “Kamasutra Católico“. Como se vê, o nosso amigo Capuchinho não está com meias medidas e as resistências que encontrou, aos poucos, transformaram-se em significativas alteracções na vida dos casais que o procuram.
Aqui entre nós, que ninguém nos ouve, perguntamos: E por que não? Até quando vivermos condicionados por ideias negativistas que nos impedem de olhar para o nosso corpo como um todo, como obra prima d’Aquele que nos criou e que, no final da Criação, olhando para a sua obra-prima, citando o Pe Anselmo ” viu que era bom“?!
Uma saudável provocação que aqui deixamos!
Nem me atrevo a pedir contributos críticos pois esse é, desde o princípio, o apelo que continuadamente vimos fazendo e continuaremos a fazer, pelo menos, até ao próximo Encontro, altura em que prestaremos contas do que” fizemos aos dez talentos que nos foram entregues” e que, como se vê, todos os dias tentamos multiplicar!
antónio colaço

Às vezes recorro a Ti, já no meio da tempestade,implorando-Te que, qual guarda-chuva sempre a jeito, me protejas. Quero perdoar-me, com o perdão de que me dotaste, por insistir no Deus bric-a-brac, que sei detestas ser, sempre que me esqueço que, depois de todas as tempestades, vem sempre a Tua bonança.
antónio colaço

Os noviços de 1968 no dia da sua tomada de hábito, em Barcelos, Agosto de 1968, creio- a geração contemporânea do Maio de 68 e invasão Checoslováquia 1969 ! Da esquerda para a direita, Frei António Colaço,Frei João Teixeira, José Duarte,Frei Firmino Ribeiro,Frei Agostinho Mendes,ignoro o nome deste nosso irmão que nos visitou,Frei Agostinho Vaz,Frei Joaquim Afonso, Frei Evangelista e Frei Carlos Rito.
Mas…

Este castiço, aqui, o Zé Duarte, de Nine, quem sabe dele?
antónio colaço
(sem tempo para mais, hoje!Amanhã, os noviços de 1966!!)

Basílica da Estrela, há minutos.
Embrulhados no aconchego das Tuas neblinas, onde o frio, onde o calor?
Apenas e sempre a eternidade do Teu Amor.
antónio colaço

Renascidos das cinzas, ainda meio adormecidos do prolongado sono outonal, ei-los, os pampilhos, desaguando, para nosso encantamento, na foz dos nossos desesperançados dias.Obrigado, pela Primavera que, assim, nos anuncias.
antónio colaço



A redacção do irmão sol está em condições de noticiar a passagem do J.Casais, e mulher, por Fátima, há alguns minutos. Aguardamos desenvolvida reportagem, certo, João?!
ac

ÉTICA E RELIGIÃO NA ECONOMIA
Anselmo Borges
Padre e professor de Filosofia
Perante o estrondo da crise financeira, que está a chegar, avassaladora, à economia real, há da parte de muitos um enorme apelo à ética e aos valores na finança, na empresa e na economia em geral.
Há vantagens nisso, como diz Josef Wieland, professor de Ética: os valores éticos trazem enormes bens à empresa, como, por exemplo, a segurança jurídica; “a reputação da empresa aumenta e ela acaba por receber os melhores e mais motivados colaboradores”. É preciso ter em conta que a corrupção vai recuar e “as regras éticas defendem em todo o mundo os empresários da prisão”.
Não é por acaso que são esperados quatro mil participantes no sexto congresso cristão de empresários e gestores, que se realiza em Düsseldorf, Alemanha, de 26 a 28 de Fevereiro próximo, sob o lema Avançar para a Chefia com Valores. Isto não significa de modo nenhum que a ética empresarial seja um exclusivo dos crentes, mas a fé tem de ter influência no mundo dos negócios.
Na Alemanha, 66% dos empresários dizem acreditar pessoalmente em Deus e, segundo impulse, revista para empresários, no seu número de Janeiro, a união de empresários católicos atingiu o número histórico de mais de 1200 membros e, no caso dos empresários protestantes, o número multiplicou-se em poucos anos por dez, sendo agora 600.
Segundo uma sondagem da Forsa, as normas éticas e morais desempenham um grande papel para 50% dos empresários alemães, sendo interessante verificar que essa normas são mais importantes para os empresários protestantes (58%) do que para os católicos (47%). Segundo a mesma sondagem, da fé derivam deveres: responsabilidade pelos trabalhadores (71%), sinceridade, justiça, lealdade (31%), decisões socialmente compatíveis (18%) e há limites morais para o rendimento pessoal: católicos (62%), protestantes (42%), sem confissão religiosa (56%), empresários em geral (52%).
Haverá contradição entre a fé em Deus e a maximização do lucro? Os crentes em geral respondem: sim (28%), não (68%). Os passos da Bíblia mais citados pelos empresários crentes são: “ama o teu próximo como a ti mesmo”, “o Senhor é o meu pastor” e os dez mandamentos.
Segundo o bispo Wolfgang Huber, presidente do Conselho da Igreja Evangélica na Alemanha, a maximização do lucro e o amor do próximo podem ser compatíveis: “a Igreja não é estranha à realidade”. A responsabilidade económica precisa de ter os pés assentes na terra e a proximidade ao Homem. A presente crise financeira não pôs em causa a economia social de mercado. De qualquer forma, o sistema desequilibrou-se e é preciso corrigi-lo. Quanto à justiça, há um critério importante: “As diferenças na sociedade devem estabelecer-se de tal modo que também as pessoas que se encontram no fundo da escala possam estar convencidas de que o sistema em geral é justo e lhes é favorável também a elas.”
Dos debates tensos de Gerd Kühlhorn com os empresários para impulse, resultaram dez mandamentos para os empresários cristãos, que “talvez sejam um pouco simples, mas certamente mais claros do que todos os fanfarronantes Codes of Conduct”. Aqui ficam:
1. Trata dos negócios de tal modo que a tua empresa tenha um bom lucro. 2. Sê justo com os teus parceiros de negócio. 3. Mostra estima pelos teus colaboradores. 4. Faz negócios prospectivamente e assegura o futuro da tua empresa. 5. Procura parceiros que como tu acreditem em Deus. 6. Cultiva a humildade. 7. Coloca os teus talentos e recursos ao serviço dos outros. 8. Não te percas no trabalho. 9. Reconhece que a tua empresa não te pertence a ti, mas a Deus. 10. Respeita todos os que não partilham a tua fé.
No fundo, como diz o bispo W. Huber, encontramo-nos num “ponto de viragem”. A confiança é “um capital tão importante para a economia como o dinheiro”. Por isso, é preciso que os empresários estabeleçam “um equilíbrio entre a eficiência económica e as consequências sociais do negócio empresarial”.
Afinal, a economia não é fim em si mesma, pois é o Homem que tem de ocupar o centro. Daí, como lembrou Martin Buber, o sucesso não ser “um dos nomes de Deus”. A solidariedade, sim.
In, Diário de Notícias,hoje

Antes, dizia-se que uma pessoa sem Deus era alguém sem moral. Agora, são os antiteístas que vêem nos crentes um perigo
1.Diante da promessa do meu texto no domingo passado, alguém teve a amabilidade de me aconselhar a não voltar ao tema: isso só poderia servir a propaganda antiteísta que pretende divulgar a ideia de que as religiões são a origem de todos os males e de que, suprimida a ideia de Deus, as religiões caem irremediavelmente por terra e começa uma era limpa de enganos milenários. Quando, em 1975, me convidaram a visitar o museu do ateísmo em Leninegrado, declinei o convite. A simples ideia de um tal museu deu-me imensa vontade de rir e preferi mais tempo para as maravilhas do Hermitage. Não ignoro que o ateísmo tem, na história do Ocidente, diversas expressões literárias e filosóficas. Hoje, não falta quem julgue que a própria ideia de Deus é uma pseudo-ideia. Há expedientes simplistas para evitar a palavra entre religiosos e ateus: que importa aos crentes que os outros não acreditem e vice-versa? Cada um que guarde, para si, as suas convicções, seguindo a velha consigna: aqui, de política e de religião, não se fala. A situação real talvez não se resolva com esse expediente. Se antes, em algumas sociedades, se dizia que uma pessoa sem Deus era alguém sem moral e uma ameaça para a sociedade, agora, são os antiteístas que vêem nos crentes um perigo para a ciência, para o progresso, para a felicidade, uma raça a extinguir. Para uma situação destas, é preciso algo mais do que um apelo à tolerância e ao respeito pelos direitos humanos. Em muitas situações são precisamente estes que não são reconhecidos. Por outro lado, seria ridículo supor que o mundo está a caminho de uma comunidade guiada só por critérios científicos que avaliam o que está certo ou errado. Face à complexidade da condição humana e à morte, a inteligência encontra-se diante de questões e fenómenos misteriosos – não apenas enigmas – que a razão não pode controlar. A crença talvez não esteja tão em crise como se diz. Para dar um sentido último à aventura humana, o corpo essencial de doutrina das grandes religiões parece ter longos dias pela frente.
2.A tomada de posse de Barack Obama foi, como estava previsto, político-religiosa: juramento da Constituição e mão na Bíblia. Ninguém pensa que isso tenha, por si mesmo, um resultado político e religioso automático. Pedir a Deus ajuda e bênção para os EUA não garante, só por si, que o presidente respeitará o desígnio da Constituição e, quanto à Bíblia, há, nessa biblioteca, de tudo para todos os gostos. Com o mesmo juramento, Bush foi uma desgraça mundial e aguardo que o novo Presidente não ajude nem permita desgraças como foram a invasão do Iraque e a matança de Gaza. Tornou-se, no entanto, evidente que a autenticidade humana, política e religiosa, manifestada no seu itinerário até à tomada de posse, suscitou uma fé e uma esperança colectivas, um desígnio comum, uma vontade de vencer a crise, como um serviço a toda a América e ao mundo. Um sentimento religioso, transcendente e humano percorreu esse dia.
3.Voltando ao ponto em que deixei o texto do domingo passado, não me parece que a ciência de R. Dawkins vá substituir a religião. Como dizia o poeta Eliot, “não há nada neste mundo ou no outro que possa ser substituto de outra coisa”. Já referi a obra de resposta de Alister McGrath a Dawkins que termina com um convite: “Temos muito a ganhar com um debate comum, cordato e rigoroso. A questão acerca da existência de Deus – e como será Deus se existir – mantém ainda toda a sua importância intelectual e pessoal nesta época pós-Darwin. Encontramos mentes fechadas de ambos os lados da barricada. Os cientistas e os teólogos têm muito a aprender uns com os outros”. Foi, aliás, nesse processo, que este biólogo passou de ateu a cristão, sentiu a necessidade de se doutorar em Teologia e, sem deixar a prática científica, tornou-se padre da Igreja anglicana.
Para superar este abismo entre as mentes fechadas, fundamentalistas, de ambos os lados, um outro biólogo, presidente da American Association for the Advancement of Science, Francisco J. Ayala (1), escreveu uma obra, mostrando que não há contradição necessária entre a ciência e as crenças religiosas. “A ciência procura descobrir e explicar os processos da natureza: o movimento dos planetas, a composição da matéria e do espaço, a origem e a função dos organismos. A religião trata do significado e propósito do universo e da vida, as relações apropriadas entre os humanos e o seu criador, os valores morais que inspiram e guiam a vida humana. A ciência não tem nada a dizer sobre essas matérias, nem é assunto da religião oferecer explicações científicas para os fenómenos naturais. (…) O Deus da revelação e da fé cristã é um Deus de amor, misericórdia e sabedoria”. Como se dizia na antiga Missa, o Deus que alegra a minha juventude.
Ayala, no balanço final do seu percurso, verifica que “a evolução e a fé religiosa não são incompatíveis. Os crentes podem ver a presença de Deus no poder criativo do processo de selecção natural de Darwin”. Era esta, aliás, a convicção do próprio Darwin.
(1) Francisco J. Ayala, Darwin y el Diseño Inteligente, Madrid, Alianza, 2008
In Público,hoje

Linha da Beira Baixa, Ortiga.

Bando de aves com quase meio quilómetro de extensão descendo o vale do Tejo.

Uma pausa na caminhada, que tal um peixinho?

Uma boa lente para ver tudo mais de perto…
antónio colaço

Mação, há minutos.
Já não corremos para a rua mal a chuva pare para fazer regatos e barragens… e as ruas da nossa infância nem sequer conheciam o o empedrado luxo das calçadas. Obrigado por crescer e Tu sempre a veres.
antónio colaço
leituras.DEIXAR DE QUERER PARA COMEÇAR A AMAR
Publicado Janeiro 26, 2009 Uncategorized Deixar um Comentário
Alberto Vázquez
DEIXAR DE QUERER PARA COMEÇAR A AMAR
Todos os seres humanos desejam ser queridos. Mas, quantos amam realmente? O verdadeiro amor actua como um alquimista: converte a ambição em altruísmo e transforma o sofrimento em felicidade.
Borja Vilaseca
Talvez seja pela intensidade do frio ou, quiçá, por uma simples questão de tradição, mas o certo é que Janeiro é o mês preferido pelos espanhóis para reflectir sobre como marcham as suas vidas. Depois da ressaca natalícia muitos se refugiam no calor dos seus lares para fazer balanços e fixar os clássicos propósitos para o ano novo.
Deixar de fumar. Estudar inglês. Perder peso. Ir ao ginásio. Estas são algumas das promessas mais comuns. E dado o difícil que nos parece mudar de hábitos damos por concluído que o mais importante é tentar. Pelo menos, sempre podemos repetir no ano que vem.
Em paralelo, um novo propósito está emergindo no coração de mais seres humanos.Trata-se de uma promessa bastante menos concreta e muito mais intangível. Diferente de outras, não sai a pronunciar-se, pois consiste numa prática pacífica e silenciosa. É o maior dos compromissos que podemos fazer connosco próprios e cumpri-lo não requer conselhos nem estudos. Está acima de qualquer outra meta. Agora mesmo, pelo menos, uma pessoa acaba de propor-se a aprender a amar. .
O AMOR É O CAMINHO
“Enquanto que o sábio assinala a Lua, o néscio olha para o dedo”
(provérbio chinês)
Que viemos a este mundo para aprender a amar é uma verdade ancestral. Descobriu-se antes de ter começado a história da filosofia. Zoroastro (630-550, ac), Mahavira(599-527,ac)Lao-Tsé(570-490,ac)Buda (560-480,ac),Confúcio(551-479,ac),Sócrates(470-399,ac),Jesus Cristo (1-33).
Todos os grandes sábios da humanidade cujos ensinamentos deram origem a instituições religiosas que conhecemos, hoje em dia, disseram essencialmente o mesmo: Amar os outros é o caminho que leva os seres humanos à felicidade.
Ainda que muitos outros tenham seguido pregando com o seu exemplo sobre o poder transformador do amor, passam os anos, as décadas e os séculos e a grande maioria dos seres humanos seguimos sem saber amar.. A prender isso não entra nos planos do nosso processo de condicionamento familiar, social, cultural, religioso, laboral, político e económico.
Como estudantes fazem-nos memorizar o inimaginável. Logo, preparam-nos para ser profissionais produtivos. Porém, esquecem-se do mais básico. Assim é como entramos no mundo: sem saber gerir a nossa vida emocional. E se o êxito não é a base da felicidade esta, sim, é que é a base de qualquer êxito. Pelo contrário, desde pequenos nos fazem crer que o mundo está cheio de gente malvada. Que não há que confiar nos desconhecidos. Que o importante é ocupar-se de si mesmo.Assim, o medo, a frustração e o ressentimento vão passando de geração em geração, criando uma cultura baseada na desconfiança, na resignação e na insatisfação.
PARA ALÉM DO CONDICIONAMENTO
“Não é sinal de saúde estar bem adaptado a uma sociedade doente .
Jiddu Krishnamurti
A perversão da natureza humana chegou a um ponto que ao longo deste processo de condicionamento também escutamos que a bondade é sinónimo de estupidez, pois alguém sempre acaba por arrepender-se das suas boas acções, e que amar-se a si próprio é uma conduta egoísta, própria de um narcisista. Daí que falar do amor ao próximo soe a ridículo.
Estejam certas ou não, todas estas crenças modelam a nossa percepção do mundo e influenciam a nossa forma de nos relacionarmos com os demais e connosco próprios. E não se trata de culpar a ninguém, e sim responsabilizarmo-nos do nosso processo de mudança e crescimento. O que está em jogo é a nossa liberdade para decidir quem podemos ser. E aqui não há mestres, somente espelhos onde nos vemos reflectidos. Em última instância, deixar de existir como bichos do mato só depende de nós próprios.
O correcto consiste em questionar as nossas crenças, por mais que atentem contra o núcleo da nossa identidade. Daí que esta aprendizagem surja como uma iniciativa pessoal, um compromisso a longo prazo em que a conquista do verdadeiro amor se converte no caminho e na meta..E não se trata de uma moda passageira. O auto-conhecimento e o desenvolvimento pessoal são processos cada vez mais aceites pela sociedade. Ao haver tanta oferta (livros, estudos) e tratando-se de um assunto tão íntimo e delicado, a sua utilidade dependerá do bem que saibamos eleger.
OS INIMIGOS DO AMOR
“O amor é a ausência de egoísmo”
Erich Frromm
Segundo as leis da evolução, tudo começa com o conhecimento (informação verídica).Logo, vem a compreensão (experiência pessoal). Só assim é possível aceitar (deixar de reagir negativamente frente ao que sucede) para poder finalmente amar (dar o melhor de nós próprios em cada momento). Por esse andar teremos de vencer o nosso maior inimigo: nós próprios (o nosso mecanismo de sobrevivência emocional mais conhecido como ego). Para consegui-lo é preciso ser sinceros (não auto-enganarmo-nos), humildes (reconhecer os nossos erros),valentes (atrevermo-nos a emendar-nos) e perseverantes ( comprometermo-nos com o nosso processo de aprendizagem).
O medo ( de que nos façam mal), o apego (de perder o que temos), e a ira ( de não conseguirmos o que desejamos) esperam-nos na volta da esquina. Um pouco mais longe esconde-se a nossa ignorância ( o desconhecimento da nossa própria natureza), a causa última do nosso egoísmo ( a tendência antinatural que corrompe os seres humanos) que é precisamente o que nos impede de amar, que é a nossa essência. Igual a que não temos que fazer nada para ver é não termos que fazer nada para amar. Tanto a vista como o amor são atributos naturais e inerentes à condição humana. O nosso esforço consciente deve centrar-se em eliminar todas as obstruções que enevoam e distorcem a nossa maneira de pensar, sentir e ser, como o stress, a negatividade, o victimismo, o ódio, a desconfiança, a vaidade, a inveja, a arrogância, a preocupação, a intolerância, a cobardia, a avareza, a indolência, o orgulho, a impaciência, a culpa, a tristeza…
DIFERENÇA ENTRE QUERER E AMAR
“O amor é o único que cresce quando se reparte”
Antoine de Sant Exupéry
Todos os vícios da mente são fruto de interpretar de forma egocêntrica a realidade, uma atitude impulsiva e inconsciente que nos impede de aceitar o que acontece tal como acontece e de aceitar os outros tal como são. Esta é a causa de todo o nosso sofrimento, que, além do mais, nos encerra num círculo vicioso muito perigoso. Para poder amar, primeiro temos que albergar amor no nosso coração.
Neste caso, o problema é em si mesmo a solução. O primeiro que devemos saber é o que é o amor. Não aquele a que estamos acostumados e sim o amor de verdade. Porque uma coisa é querer e outra muito diferente é amar. Querer é um acto egoísta: é desejar algo que nos interessa, um meio para chegar a um fim. Amar, ao contrário, é um acto altruísta, pois consiste em dar, sendo um fim em si mesmo. Queremos quando sentimos carência. Amamos quando experimentamos plenitude. Enquanto que querer é uma atitude inconsciente, relacionada com o que está fora do nosso alcance, amar surge como consequência de um esforço consciente que nos faz centrar-nos no que depende de nós próprios.
Quando alguém ama não culpa, não julga, não critica, não se lamenta. Os que amam experimentam deixar um ar de alegria, paz e bom humor em cada interacção com os outros, por muito breve que seja. Amar também é aceitar e apoiar as pessoas mais conflituosas, porque são precisamente as que mais precisam. Amar de verdade é sinónimo de profunda sabedoria, pois implica compreender que não existe a maldade, e sim a ignorância e a inconsciência. O paradoxal é que o amor beneficia primeiramente ao que ama, não ao amado. Assim, o amor salva e revitaliza a mente e o coração de quem o pratica. Por isso recebemos tanto quando damos.
TODOS SOMOS UM
“Creio que a verdade desarmada e o amor incondicional terão a última palavra”.
Martin Luther King
Para sabermos se aprendemos a amar, temos, apenas, de dar uma vista de olhos à nossa forma de comportamento com os outros. Não é em vão que a relação que mantemos com todas as pessoas que fazem parte da nossa vida é um reflexo da relação que cultivamos connosco próprios. Como expressa o filósofo Dário Lostado “Se não te amas a ti, quem te amará? Se não te amas a ti a quem amarás?”
Ao darmo-nos conta de que o que fazemos aos outros nós fazemo-lo a nós próprios, primeiro, tomamos a consciência do estreitamente unido que estamos todos os seres humanos. As etiquetas com que subjectivamente descrevemos e dividimos a realidade são só isso, etiquetas. E por muito úteis e necessárias que sejam para utilizá-las, no dia a dia, não devem separar-nos da nossa verdadeira natureza: o amor incondicional.
Iguais às árvores que oferecem os seus frutos quando crescem em óptimas condições, nós, os seres humanos emanamos amor quando nos libertamos de todas as nossas limitações mentais. Daí que, se queremos saber qual é asmelhor atitude que podemos tomar em cada momento, temos, simplesmente, de responder com as nossas palavras e acções à seguinte pergunta: que faria o amor frente a esta situação?
adenda
PERDOAR É UM ACTO DE AMOR
Quando culpamos os outros por aquilo que nos sucedeu e os responsabilizamos pelo nosso sofrimento, podemos cair nas garras de um inimigo muito mais subtil e perigoso: o rancor. Para evitar continuar a causar-nos dano é necessário aprender a perdoar, um acto que reflecte amor e humildade, que põe fim a todo o nosso mal-estar. Dado que não podemos mudar o que nos acontece na vida, podemos mudar a nossa atitude, o nosso olhar sobre esses acontecimentos para reinterpretar o seu significado de uma forma mais objectiva. Assim, deixar-nos-ão um melhor sabor na boca.
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NOTA
2.De novo uma fase em que as colaborações abrandaram.Um dia faremos a história destes ciclos em que tão depressa parecem nascer como cogumelos como, no minuto seguinte, tudo fica desfeito em farelos e reduzido à meia dúzia dos poverelios que somos. Curiosamente, de alguns contactos telefónicos efectuados, constata-se o sinal de que os computadores deram de frosques em três ou quatro sítios! Em contrapartida o irmão sol começa a ser citado, aqui e acolá, nada que não previsse, já que vivemos na referida aldeia global. O meu compromisso, que aqui reafirmo, é o de manter este conventinho virtual aberto até ao próximo Encontro.Apenas se lamenta que alguns de entre nós, com reconhecidas capacidades para animarem este espaço, persistam em permanecer fechados numa clausura ainda mais rigorosa do que aquela que todos partilhámos.Respeita-se mas… aceita-se?!
antónio colaço

Demoro tanto a fazer-Te entre nós, bem dentro de cada um de nós. Por que será que desde os primórdios insistimos em ver-Te nas nuvens, envolvendo, em dias de nevoeiro, as cúpulas dos templos que Te dedicámos, quando o que querias, e queres, é que, simplesmente, te tenhamos como companheiro. Obrigado, pela Tua paciência.
antónio colaço

Este nosso Conventinho Virtual viu-se na necessidade de encerrar temporariamente para obras.

De facto, perante a notória falta de algum cimento que habitualmente nos era enviado por alguns dos nossos colaboradores - ainda que lamentemos sejam sempre os mesmos, o que em nada desmerece o seu empenhamento, antes, deixa a descoberto a apatia de todos os outros – e com o qual lá vamos erguendo mais algumas paredes deste nosso conventinho virtual, através do envio de mails com textos, imagens, reflexões, etc, tornou-se, de todo, impossível dar andamento às referidas obras.
De facto, os nossos reduzidos stocks esgotaram-se por completo. Só nos resta, assim, descer ao povoado e aí, conviver, conviver. Talvez tenhamos exagerado na dose, contradizendo-nos a nós próprios. Ou seja, não vivemos para blogar, blogamos porque vivemos.Ainda assim, por aqui, e por aqui, ainda vai havendo algum cimento!Sirvam-se! (Não, não é nenhum “castigo”!)
POR ISSO MÃOS ÀS OBRAS.PROMETEMOS SER BREVES !
Para maior facilidade de edição, e na sequência da “falta de cimento” que falámos, aqui vão os dois Webangelhos num só!

SIMONE WEIL: FILÓSOFA E MÍSTICA
Anselmo Borges
Padre e professor de Filosofia
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In,Diario de Notícias,hoje |
Faria 100 anos na próxima terça-feira. Nasceu no dia 3 de Fevereiro de 1909, mas morreu jovem, com 34 anos apenas. Chamava-se Simone Weil, e era de ascendência judaica. Figura complexa, filósofa de formação – as Obras Completas, na Gallimard, completarão sete volumes -, professora de Filosofia, viveu intensamente os dramas da primeira metade do século XX.
No seu número de Janeiro, Philosophie Magazine consagrou-lhe um dossier, sublinhando “a originalidade” da sua filosofia, na confluência articulada de experiência real, reflexão e acção. Aí se relata como a foram encontrar, com 11 anos apenas, no meio de uma manifestação de grevistas no boulevard Saint-Germain. Simone de Beauvoir refere nas suas Memórias um encontro na Sorbonne: Weil jura apenas pela Revolução que “daria de comer a toda a gente” e a Beauvoir, que sustenta que o verdadeiro problema é o de “encontrar um sentido” para a existência”, replica: “Vê-se bem que nunca passaste fome!”
Para perceber a alienação dos operários, tornou-se ela própria operária e sindicalizou-se: “Enquanto nos não tivermos colocado do lado dos oprimidos, para sentir com eles, não se pode tomar consciência.” Esgotada pela incapacidade de seguir a cadência infernal da produção, dirá que aí “o pensamento se encarquilha como a carne diante do bisturi”. Visionária, viu claramente que a libertação não viria nem do fascismo nem do comunismo, abstracções “ávidas de sangue humano” que remetem para “duas concepções políticas e sociais quase idênticas”.
Denunciou a exploração da classe operária e o colonialismo, mas manteve-se crítica face ao comunismo. Pôs-se ao lado da Resistência, reivindicando “uma forma de ofensiva”, mas excluindo a violência das armas. Comprometida com a liberdade e a libertação, manteve-se distante dos partidos políticos e da Igreja.
Sobre os partidos escreveu que se trata de “organismos, publicamente, oficialmente constituídos de modo a matar nas almas o sentido da verdade e da justiça”. Quanto à Igreja, temia a sua intolerância. Ficou, pois, à porta, pensando que a sua vocação era permanecer “cristã fora da Igreja”.
Embora educada no agnosticismo, viveu intensamente à “espera de Deus”. Deus não deve ser tanto procurado como esperado como graça. Essa graça consiste em “morrer para si mesmo”, ser “des-criado” e depois “re-criado” em Deus.
Nesta espera, foi determinante uma experiência em Portugal em 1935, na Póvoa de Varzim. Ela que sabia o que era o sofrimento, assistindo a uma procissão em honra da padroeira, com velas e cânticos de uma tristeza pungente – “Eu nunca escutei nada mais pungente” -, teve repentinamente “a certeza de que o cristianismo é por excelência a religião dos escravos, que os escravos não podem não aderir a ele, e eu também”.
Fui reler a sua obra Carta a um Homem Religioso, onde levanta a lista dos obstáculos que a mantiveram fora da Igreja. Tudo se resume nesta afirmação: “A Verdade essencial é que Deus é o Bem. Ele só é a omnipotência por acréscimo.” Por isso, “é falsa toda a concepção de Deus incompatível com um movimento de caridade pura. Todas as outras são verdadeiras, em graus diferentes”. Os únicos milagres são os do amor, de tal modo que “Hitler poderia morrer e ressuscitar 50 vezes que eu não o veria nunca como filho de Deus”. “A forma de pensar de Cristo era a de que devíamos reconhecê-lo como santo porque ele fazia o bem perpétua e exclusivamente.”
A Igreja centrou-se no dogma, que levou ao anátema e, assim, “estabeleceu um início de totalitarismo”. “Os partidos totalitários formaram-se devido ao efeito de um mecanismo análogo ao da fórmula anathema sit. Esta fórmula e o seu uso impedem a Igreja de ser católica, a não ser de nome.” A parábola do bom Samaritano “deveria ter ensinado a Igreja a nunca mais excomungar quem quer que fosse que praticasse o amor ao próximo”.
Só o amor salva: “Qualquer pessoa que seja capaz de um gesto de compaixão pura para com um infeliz (coisa, aliás, muito rara) possui, talvez implicitamente mas sempre realmente, o amor de Deus e a fé.”
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Liberdade e humor de um teólogo
01/02/2009 Frei Bento Domingues O.P.
Hoje, quero recordar o dominicano francês, Christian Duquoc (1926-2008), um dos mais criativos da sua geração
1. O célebre filósofo protestante Kierkegaard imaginou, com humor ácido, Cristo, no Juízo Final, diante de um professor de Teologia: “Procuraste, em primeiro lugar, o Reino de Deus?” “Não”, respondeu o professor embaraçado, “mas sei dizer, em sete línguas e talvez mais, a expressão: procurar em primeiro lugar o Reino de Deus.”
Por razões diversas e às vezes opostas, os teólogos são quase sempre suspeitos. Dividi-los em conformistas e rebeldes talvez não seja a classificação mais adequada ao fenómeno imenso das correntes teológicas do século XX, cuja significação não pode ser avaliada, apenas, pelos critérios da Congregação para a Doutrina da Fé. Esta acaba de reduzir ao silêncio mais um teólogo, o jesuíta Roger Haight, que já havia sido notificado, em 2004, pelo cardeal Joseph Ratzinger. Da sua obra, que eu saiba, nada foi publicado em Portugal. No Brasil, as Paulinas editaram: Jesus, Símbolo de Deus; O Futuro da Cristologia e Dinâmica da Teologia. Espero que esse silêncio não seja definitivo e que continue, segundo o seu programa, a trabalhar na linguagem da fé apropriada à cultura pós-moderna.
Não é, no entanto, de Roger Haight que me vou ocupar. Não faltarão oportunidades. Hoje, quero recordar, para o futuro, o dominicano francês Christian Duquoc (1926-2008), um dos mais criativos da sua geração que sucedeu, imediatamente, a dois nomes inapagáveis da inovação teológica francesa, os seus confrades: Dominique Chenu e Yves Congar.
2.A teologia, na sua autenticidade, é a mobilização da imaginação e da razão, no decorrer da problemática concreta e plural da existência humana, para a autocompreensão da fé na sua historicidade, pois a fé cristã não é, simplesmente, a adesão a uma doutrina, mas uma forma de vida.
A prática teológica de Christian Duquoc não foi, apenas, a exigência da sua carreira universitária, no quadro das faculdades de Teologia de Lyon e Genebra ou das responsabilidades que teve na revista temática Lumière & Vie, e na revista internacional Concilium. Segundo ele próprio confessou, já no outono da sua vida, a paixão pela teologia nasceu, na adolescência, através da literatura: “Durante a guerra, li Dostoïevski. Este levou-me a reflectir nas relações do homem com Deus e no problema do messianismo. Li, depois, A la Recherche du Temps Perdu e muitos outros romances. Destas leituras, nascia uma visão das coisas estranha às obras clássicas da teologia. Nunca mais abandonei esta prática.”
O encontro com os teólogos da libertação latino-americana – teve como aluno o peruano Gustavo Gutiérrez, pai desta corrente – foi o segundo acontecimento que o marcou. Descobriu, com eles, uma forma diferente de fazer teologia, ligada ao mundo dos oprimidos no seio da nossa história caótica. Muito inspiradores foram, também, os 15 anos de professor na Universidade protestante de Genebra. Deu-se conta de um mundo protestante, sensivelmente diferente daquele que habita o ecumenismo oficial. Os professores viviam num diálogo sem finalidade precisa. As suas relações eram desinteressadas e fora dos constrangimentos inter-confessionais. Por fim, o ensino na Universidade de Montreal (Canadá), durante uma dezena de anos, fê-lo sair das problemáticas europeias que viveu sempre intensamente. Por exemplo: o diálogo com os marxistas, anterior ao Maio de 68; a consciência da profunda descristianização do Ocidente; o devir da filosofia e da cultura ambiente com o seu agnosticismo e indiferença, que as discussões em torno dos Padres Operários e da Acção Católica escondiam. Em qualquer dos casos, “o [seu] percurso teológico foi marcado por deslocações e encontros simultaneamente literários e humanos”. “Não sei se isso marcou o que escrevi. Espero que sim.”
3. Marcou e muito. Como observa Claude Geffré, no seio da produção teológica mundial, Christian Duquoc tem um estilo, só dele, que não se encontra na teologia escolar ou no “pronto a pensar” teológico. A partir das ciências humanas, revisitou as questões mais difíceis, numa escrita ágil e inventiva, longe do aborrecimento que certos trabalhos universitários provocam.
O seu primeiro contributo importante surgiu, em 1964, com A Igreja e o Progresso. Passou por um conjunto de 13 grandes obras, sem contar artigos e colaborações, até 2006, com Dieu partagé. Le Doute et l’Histoire. Nesta obra, culmina um estilo e uma prática que leva a teologia a renunciar ao desejo de querer ser um sistema perfeito. Assume, no coração da Igreja, com toda a lealdade, a interrogação humana nas suas diferentes expressões e figuras e, no coração do mundo, testemunha a interrogação divina nas suas diversas formas religiosas e espirituais. Deste modo, fez da sua teologia o lugar do diálogo entre o mundo e a Igreja e entre a Igreja e a variedade de movimentos de busca do divino, sem nunca renunciar a Jesus, o homem livre, “a subversão cristã do divino”.
Ch. Duquoc defendeu sempre, no seio da Igreja, a liberdade crítica do teólogo, na sua busca de inteligência da fé. Não é por acaso que a obra de homenagem, que lhe foi oferecida em 1995, tem o simples título: A Liberdade do Teólogo.
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PARTILHA DA PALVRA
Ontem, num encontro de antigos companheiros de seminário, dei conta da existência deste WEBANGELHO, alimentado, no meu modesto entender, por dois dos mais esclarecidos evangelizadores do sec XXI. A presidir à reunião um muito querido e conhecido bispo, agora “emérito”. Numa pequena conversa à parte reforcei-lhe a convicção. Fiquei intimamente convencido não da oportunidade do que disse mas de algum “aborrecimento” que tal intervenção causou.Longe de mim diminuir a eficácia daqueles que foram escolhidos para pregar a Palavra mas a verdade é que, na maior parte das vezes, perceber que “a fé cristã não é, simplesmente, a adesão a uma doutrina, mas uma forma de vida” implica muito trabalho, muita atenção à vida e, nela, o papel daqueles que dedicam grande parte do seu tempo a melhor perceber como pôr a nossa vida de acordo com a Vida que o Criador para nós, com Amor, disponibilizou. Sair da leitura destes textos, ou da audição de “homilias” que nos serenizam os dias, torna tudo mais fácil para percebermos que, afinal, Deus, o Seu entendimento, a Sua existência fica cada vez menos difícil. Sim, somos nós que tornámos Deus difícil. Com ou sem ex-comunhões.
antónio colaço

Uma paragem no tempo, Mãe, para te relembrar este pequeno ribeiro,aqui nas proximidades de Penhascoso e de quando contigo me trazias para aqui lavares a roupa. Acho que nos últimos dias estes pequenos cursos de água acordaram para os gloriosos dias de então.

Uns quilómetros mais à frente, Abrantes, o Tejo, no seu esplendor.Um Tejo bem cheio, longe das indesejáveis cheias de 1979, creio. E em tudo agradecemos o que para nós criaste. Mesmo a sabedoria para dominar ventos e marés.E cheias!Obrigado.
antónio colaço
Olá Colaço. Olá amigos e Irmãos.
Vais levar um 20 pela tua originalidade… Tens licença e projecto para as obras?
Olha que esta serviu-me mesmo como uma luva! Não serei eu talvez, o único irmão ligado ao sector da construção? Se calhar até sou. Por isso me tocou, e valeu a pena. Foi pedra com peso, conta e medida.
Estava pronto para ir para Caminha, mas antes, fui dar uma espreitadela no conventinho a ver se havia algo de novo. Ao ver aquele sinal, senti o dever de renunciar a algum tempo de descanso para ajudar nas obras de restauro. Compreendo e aceito a tua dificuldade em manter uma porta aberta que abriste para todos nós, e que tardamos em corresponder. Compreenderás que alguns de nós teremos dificuldade em dominar as novas tecnologias. Eu por exemplo, para não ser ultrapassado,e não me sentir envergonhado, perante os meus colegas de trabalho mais novos, e porque hoje o computador é uma ferramenta indispensável em qualquer ramo de actividade, com 61 anos de idade, fui frequentar um curso acelarado de computadores…E esta? Só podia ser do J Casais.
Como sinal do meu compromisso, junto envio as fotos para incluires na minha reportagem, (a tal que esperas), que me comprometo a fazer, já a partir de amanhã. Mesmo que tenha de a fazer em 2 partes, por questão de tempo. (Volto amanhã, com mais).
Um forte abraço para todos
J Casais

Olá amigos em geral. Olá Colaço.
Depois de descansar a noite e ter estabelecido e planeado as prioridades para o dia de trabalho de hoje, cá estou para continuar a contar mais alguma coisa desta que foi ,mais uma, das minhas muitas e longas viagens, através de continentes e mares.

Os meus dotes jornalísticos são nulos, mas vou procurar retratar (à minha maneira), aquilo que foram as minhas viagens durante as Festas de Natal e Ano Novo.
Para aqueles que visitam o Irmão Sol, já sabem, que me encontro a trabalhar no Cazaquistão, para uma companhia canadiana, em regime de 4 semanas a trabalhar, 1 semana para as viagens e 4 semanas de folga. Esta é a razão das minhas longas viagens. Na minha última colaboração, já vos falei de Toronto, de Presépios ao ar livre etc.

Estou certo que é fácil imaginar o que foram 10 dias em Toronto, para quem lá tem 4 filhos e 4 noras, 1 filha e 1 genro e 9 netos, (5 netos e 4 netas) !!!

Só vos quero falar da Passagem de Ano, num Restaurante Português no seio da Comunidade Portuguesa de Toronto. Nada faltou, e tudo ao bom estilo e gosto português, desde a decoração, à comida e bebida, e à musica ao vivo.Etc. Tudo normal para uma noite de passagem de ano.

Isto se não fosse a presença de uma senhora canadiana, com 93 anos de idade !!! , (acompanhada por um neto),que comeu, bebeu vinho verde à refeição, que dançou por 3 vezes música portuguesa, e bebeu champanhe à meia noite !!! Todos ficamos rendidos à sua jovialidade, charme, lucidês e boa disposição. Foi uma noite inesquecível. Não acontece todos os dias ter uma companhia destas…
JCasais
IRMÃO SOL APROXIMA CASAQUISTÃO DE FÁTIMA
Publicado Fevereiro 3, 2009 Uncategorized Deixar um Comentário
De volta a Portugal, como não podia deixar de ser, era hora para retemperar forças. Mas também, hora para retemperar o Espírito. Escolhemos Fátima por ser um lugar de eleição para rezar. Em Fátima sente-se a presença do Sobrenatural. (Rezar, não é falar com Deus?). Foi isso que nós fomos fazer. Depois de várias horas passadas a alimentar o Espírito, fiquei triste ao me aperceber que me tinha esquecido da máquina fotográfica em casa, o que me impossibilitou de captar algumas imagens para enviar ao Nosso Redactor, que bem precisa de material para as obras.
Tempos atrás tinha feito uma promessa, que quiz cumprir: Visitar o Frei Morgado e Seus Presépios.
Não nos conhecíamos pessoalmente. Foi este Conventinho que propiciou o nosso encontro. Estão a ver como é útil e necessário, manter esta porta aberta?

Frei Morgado, peço desculpa por o ter feito acelarar o almoço. Aparecemos um pouco cêdo de mais. Depois dos abraços e cumprimentos, o Pe. Morgado fez questão que ficássemos algum tempo a conversar, na sala de estar, antes de irmos para a Sala dos Presépios. Estava um dia bastante chuvoso, o que impossibilitava uma visita ao Jardim Bíblico. A partir da janela da sala de estar, o Pe. Morgado foi-nos explicando o nome das Árvores e Plantas do Jardim, todas mencionadas na Bíblia e existentes na Terra Santa. Um Jardim bem configurado e com um profundo Significado Bíblico. (Voltarei, talvez em Maio, mas desta vez com máquina fotográfica).
Depois passamos à Sala dos Presépios, lugar onde vai ser implantado o Museu do Presépio. É deveras deslumbrante e enorme a coleção. Vai do mais tosco , ao mais sofisticado artesanato. O Pe Morgado teve a amabilidade e paciência de nos guiar e explicar tudo até ao mais pequeno pormenor. Gostaria de ter tirado várias fotografias, mas como disse, esquedi-me da máquina. Salvou a situação o Pe. Morgado que tirou 3 fotografias, que depois me enviou por e-mail. Obrigado. Agora compreendo a necessidade de criar o espaço ‘Museu’, e que poderá ser realidade mais cedo, com a nossa ajuda. Esta obra precisa de materiais, diferentes dos do Irmão Sol. (Estamos compreendidos?). Obrigado Pe. Morgado. Um abraço. Prometo voltar.
Regressamos a Cristelo, sempre debaixo de chuva intensa, mas felizes por este dia que foi vivido diferente.
Quase nem deu tempo para folgar. Foi começar a fazer preparativos para a viagem,que me havia de trazer ao meu local de trabalho para mais 4 semanas.
Aeroporto do Porto, porta 33, partida para Frankfurt. Aeroporto de Frankfurt, porta B62, partida para Almaty. Em Almaty, porta G5, partida para Kysylorda. E finalmente 4 horas de carro através do deserto, até chegar até este lindo e (temporário) confortável complexo habitacional. (My home, away from home. (O meu lar, longe do meu lar). Prometo voltar. O nosso Redactor tem necessidade de materiais para as obras de restauro.
Um abraço do tamanho do mundo.
João Casais
VÉSPERAS.NÃO PODEMOS ENREGELAR POR DENTRO!
Publicado Fevereiro 3, 2009 Uncategorized Deixar um ComentárioOlá!
1. Eu, quando voltei a ter Internet, já andava tão
aflito com a BÍBLICA de Março-Abril (atrasada, tb
pela falta de Net, 15 dias) que não me pude/posso
voltar para outra coisa.
2. Neste fim-de-semana fui finalmente espreitar
a luz do IRMÃO SOL, e vi que também ele fechou para obras.
Afinal, a malfadada (de que tantos se estão a aproveitar para
"fartar vilanagem"!) existe mesmo: JÁ CHEGOU ATÉ AO SOL!
POBRE TERRA, SEM A LUZ DO SOL..
Por isso nem piei com as fotos do João Casais,
porque TARDE PI...ARIA..
3. Como, por este teu e-mail, não percebi se afinal as OBRAS
já acabaram e o SOL já brilha de novo, aqui te envio estas
fotografias que tirei ao casal CASAIS que veio acompanhado
por outro CASAL amigo. CASA lá isso como quiseres.
Veio alguns dias antes de regressar ao Cazaquistão. Afinal, ele já
me conhecia do Encontro dos Antigos Alunos aqui em Fátima
no ano 2002; mas não fomos então apresentados, estamos ambos
na fotografia grande da pág. 151 do livro dos 50 anos em Gondomar:

Mesmo ao lado direito do Zé Augusto Ramos, lá está JCasais.
ele, calvo, a espreitar mesmo por trás de um colega da 1ª fila com”pera” branca; eu, careca e de barba branca, “aninhado” à frente na zona central. Falámos de pessoas e factos de outros tempos, actualizámos informações sobre colegas e professores. Mostrei-lhes a CASA da Fraternidade e a MORADA dos Presépios. Gostaram – muito, acho eu.
4. As fotografias ficaram com alguma luz a mais – mas é para ajudar a reacender o IRMÃO SOL. E acende lá essa LAREIRA, que este frio invernal já começa a passar das marcas. Ao menos por dentro, não podemos enregelar. Senão, o mundo parava!
5. E à BÍBLICA regresso, pois tenho de ler atentamente as provas todas e preencher algumas páginas que ficaram para hoje, pois amanhã temos de “fechar” o número, sem falta.
Abração do
frei morgado
NOTA
Não há palavras! As tuas palavras foram a acendalha que me fez vir com urgência acender a lareira deste convento. De vez em quando enregela-se-nos a alma e dá-nos para isto. Pudessemos, ao menos, ter a certeza de que todos beneficiaríamos de alguma dose da tão necessária Contemplação de Deus.Mas eu estou em crer, cada vez mais, que somos nós, a começar por mim, que tornamos difícil os divinos vislumbres que Ele, desde a primeira hora para nós preparou, percebes? Sim, não somos felizes sózinhos, mas sê-lo-emos menos, se persistirmos em vivermos os dias sem um minutinho que seja, por dia, sem darmos por Ele bem dentro de nós. Acho que é só isso que o deixa …. como dizer, insatisfeito, triste (é uma bengala de estilo,Ele sabe!!!) não por Ele, mas por nós, como quem diz “estás a esquecer-te de Ti, da matricial felicidade com que te criei”…
João Casais, obrigado, também para ti, mesmo em viagem, de um lado para o outro – e que viagens -e tu a parares, como quem diz, se não ergo mais um tijolo a parede desmorona-se.Não te conheço mas conheço a tua generosidade. É reconfortante. Não sei o que dizem os nossos irmãos daqui ao pé da porta….
Estamos com problemas na edição de imagem.Pois bem, talvez esta pausa possa ajudar a ver com mais nitidez, a cada um daqueles que ainda aqui não participou, “chegou a minha vez“!!!!
ÚLTIMA HORA!
Já chegámos à “fala” por mail, com o Leonel Ribeiro Santos. Também o Frei Acílio já envia mails para os seus amigos…será que já podes mandar algo aqui para nós?!Não forces, mas, pelo menos um Olá!É possível. As melhoras, entretanto, para ti.
antónio colaço
Obrigado, Senhor, pelo desafio que vem das bandas da Cidade Universitária.


Leonel Ribeiro Santos e José Ramos, catedráticos do saber, acabam de lançar o repto para…um almoço, ali mesmo. Aguardemos.
ac

Todas as fotografias têm, bem guardada, uma história para contar, independentemente da história que contam a olho nú! Peguemos neste exemplo. Assim vista, esta é a história de meia dúzia de animados noviços nos gloriosos anos 1968/1969 , em Barcelos – a propósito, completam-se no próximo dia 28 de Fevereiro, os 40 anos do célebre terramoto que nos apanhou em Barcelos!!! Venham daí memórias – e que tiveram o privilégio de uma camera fotográfica por perto. Porém, para mim, a verdadeira história desta fotografia está aqui:

Este é o Frei Firmino Ribeiro, irmão de Leonel e Arménio, e que terá sido a minha primeira vítima na arte de bem … barbear em toda a sela, perdão, cela! Vejam só como o pobre coitado ficou sem ponta de cabelo à frente tão avançado andava o barbeiro em implementar o novo corte “capuchinho hair/68″!!! Disto me lembrei, ontem, enquanto mão sábia, lá em casa me aparava as guedelhas que restam! Meu caro Firmino, onde quer que te encontres, aqui te peço públicas desculpas pelas incautas tesouradas da nossa irmã tesoura!
antónio colaço

Descompustura ao meu amigo lá de cima
Deus, estou zangado contigo. Suponho que já Te habituaste às minhas zangas como Te habituaste às minhas dúvidas, aos meus afastamentos, aos meus regressos a fingir que não venho, aos momentos de harmonia que de vez em quando existem entre nós, à minha incompreensão de tanta coisa que fazes ou não fazes, aos meus ralhetes, aos meus amuos, ao que considero as Tuas injustiças, a Tua crueldade e se calhar não é injustiça, se calhar não é crueldade, sou parvo, não ligues, não consigo entender as Tuas profundezas e os Teus caminhos, o significado dos Teus gestos. Só que ultimamente tens exagerado: o ano ainda mal começou e já desataste a despovoar o mundo à minha roda, eu que nunca fui próximo de muita gente, bicho do mato a fechar-me, a fechar-me. Começaste pelo Zé Manel Rodrigues da Silva, não sei se Te lembras dele, era jornalista, morava na Rua Azedo Gneco, usava óculos, acho que Te lembras porque se vestia de uma maneira única, fumava cachimbo, tinha brinquedos em casa, bebia chá, os olhos desapareciam a sorrir, era muito generoso e muito bom, usava cabelo comprido com risca ao meio, barba, um anel de prata no mindinho, houve uma altura em que fumou cigarros de mortalha, se procurares achas fotografias da gente os dois no Teu arquivo. Tiraste o Zé Manel sem razão, não fazia mal a ninguém, fez bem a muitas pessoas a começar por mim que estou aqui a jeito
(estou sempre aqui ajeito)
segurava os óculos com um fio. O Zé Manel, desculpa lá, não perdoo, quer dizer não digo que daqui a uns tempos não perdoe mas para já não perdoo. E a seguir, pumba, a Tereza. Dessa recordas-Te, não mintas, foi a semana passada, perdão, o funeral foi domingo passado, fresco ainda, não franzas a testa a pensar, não Te escapes, é impossível que não Te recordes, a mulher do Rui, a mãe do Henrique e da Sara, pertencíamos à mesma editora, a Tereza tomava conta de mim, foste tão duro para ela nos últimos tempos e a Tereza sempre corajosa, digna, sem uma queixa. E depois do coiso no cérebro deque ela se estava a levantar com uma
força de vontade que nunca vi amandas-lhe uma gripe, uma pneumonia, cuidados intensivos, os orgãos a desistirem um a um, a inabalável esperança do Rui e o seu imenso amor, nós ambos ao pé da Tereza, toda ligada aos tubos, a inabalável esperança do Rui e a mínha nula esperança, durou mais ou menos durante quinze dias
(mais de quinze dias)
o Rui acreditava, eu não acreditava e infelizmente a razão do meu lado, sempre me maçou ter razão, bendigo algumas das
«E na volta, Deus;
vens lá de cima fazcr isto? Com que direito? Porquê? Explica-Te, mereço, no mínimo, uma justificação. 1-lá coisas que doem, no caso de andares distraído: o anel da Tereza no dedo do Rui, o beijo que deu no anel, os pobres beijos que lhe dei a ele e não
servianz de nada»
minhas asneiras, das minhas imprudências, das minhas tolices. Só ando certo ao escrever, no resto acho-me sinceramentc
(e não consegues desmentir)
um palerma, no que diz respeito à vida prática eis o campeão dos azelhas, um desastrado Quixote interior. Bom, mas isso não interessa, interessa a Tereza, Tereza com z, não com s, não me desvies a esferográfica. Na missa de corpo presente comoveram-me as lágrimas do padre, mais junto de Ti e mais conhecedor das Tuas razões do que eu. Estaria zangado também, o padre? Ou aceitava? Senhor padre, entre nós que
eu não conto a ninguém, estava zangado ou aceitava? No dia em que a Tereza morreu fui a casa deles, ainda o Rui não tinha dito aos filhos que lhes levaras a mãe
Venha ver o sítio onde a Tereza lia os seus livros
um apartamento muito bonito, cheio de luz, cheio de vida, feito à justinha para as pessoas serem felizes, os livros, os quadros, os móveis. E depois a elegância de sentimentos do Rui, a elegância na dor, a mais rara de todas. A inveja de uma família assim, as irmãs, os pais, o
(não é piegas nem exagerado)
amor deles, a infinita delicadeza, a discrição de uma imensa ternura. E na volta, Deus, vens lá de cima fazer isto? Com que direito? Porquê? Explica-Te, mereço, no mínimo, uma justificação. Há coisas que doem, no caso de andares distraído: o anel da Tereza no dedo do Rui, o beijo que deu no anel, os pobres beijos que lhe dei a ele e não serviam de nada. Rui, eu gosto muito de si. Deus, neste momento não gosto nada de Ti. A Tereza queria tanto viver. Palavras suas
- Quero muito viver
ela sentada à minha frente, do outro lado da mesa onde escrevo, neste lugar cheio de lixo e tão sujo onde eu, obsessivamente meticuloso, me sinto, pasme-se, bem.
- Quero muito viver
dizia a Tereza
- Quero muito viver
depois de falarmos de trabalho e disto e daquilo, o que fizemos, o que íamos fazer. Que mulher tão forte a Tereza, Rui, que Mulher, apenas. O Rui
Lembra-se da nossa viagem à América? há pouco tempo, contentes. Contentes em Nova lorque, Rui, em Washington. Em Boston roubei à descarada uma primeira edição do último Conrad, que o autor deixou incompleto. A Tereza e ao Rui quem os completa a partir de domingo, Deus? E agora um aviso solene, uma ameaça, uma ordem: livra-Te de tornares a meter-Te com a família do Rui. Ouviste bem? Livra-Te de tornares a meter-Te com a família do Rui porque, se o fizeres, vais ter-me à perna a Eternidade inteira e não sou um osso fácil de roer.
NOTA
Aguarda edição.ac
A propósito de memórias do terramoto de 1969
Ainda falta algum tempo para a data coincidente, sobre o tal sismo de 28 de Fevereiro de 1969, mas o assunto calha em propiciar outra oportunidade de falar de algumas lembranças, embora já distantes, sobre esses tempos.
Como sabem, quem já leu o que tenho escrito aqui, eu entrara no Seminário no Outono de 1965 e saí no Verão de 1969. Ora, aquele 1969 foi, portanto, o meu último ano, algo que na altura ainda não supunha, sequer. E o famoso “tremor de terra” apanhou-me em Gondomar, em pleno sono, no dormitório – que, nesse tempo, era já naquele casarão de pedra lateral ao edifício principal, ao lado dos balneários. Nessa época, dormia próximo o Frei Domingos, que estava encarregado de nos acompanhar no deitar e acordar. Recordo-me que, durante essa noite, acordei com um estranho ruído, seguindo-se chinfrim de ouvir as chapas das camas (lembram-se, aquelas dos números, nas cabeceiras?) a baterem contra os ferros, enquanto as camas abanavam, então, até que de repente toda a gente se levantou, instantaneamente, deitando a correr… Não me lembro de muitos pormenores, apenas tenho imagem de que um colega, na ânsia colectiva, deu uma cabeçada em qualquer coisa, não sei já se na porta ou numa das paredes, e caiu desamparado. Lembro-me que depois ficamos lá fora a ouvir notícias, referentes ao caso, através de um transístor de um senhor padre.

Agora, a propósito disso, lembro-me que, enquanto passávamos tempo nessa madrugada, fomos dar um passeio pela quinta, a ver se havia algo estragado, tendo alguns se preocupado em ir à chamada vacaria, onde estavam na época os animais de criação (pelo menos porcos e não sei se outros animais, ficando mais uma “deixa”, assim para quem se lembrar de outros pormenores). Pois, ainda a calhar, ao tema, revi há tempos um desenho que fiz durante a minha permanência em Gondomar, em cuja folha tentara desenhar e pintar, precisamente, a nossa vacaria da quinta de Gondomar…

Junto, por isso, imagem desse velho desenho (em vista geral e pormenor), onde de realce se pode ainda notar o modelo do papel que era usado, para o efeito. Já que a pintura é o que um pequeno aluno, então no 3º ano (aquilo tem data de 1967), conseguia fazer.
E pronto, é o que tal ocorrência me traz mais à memória, entre imagens já ténues.
Armando Pinto
WEBANGELHO/A HUMANIZAÇÃO DIVINA DA IGREJA
Publicado Fevereiro 9, 2009 Uncategorized Deixar um Comentário
Alçada Baptista e o catolicismo português
08.02.2009,
Frei Bento Domingues O.P
Não se reconhecia no mundo mental, espiritual e militante da Acção Católica e criar um partido tornara-se inviável.
1.Quando se fala dos católicos – leigos ou padres – dos anos 40 a 74 do século passado, é quase só, e sempre, para saber o lugar que ocuparam na oposição ao Estado Novo, com o pressuposto de que a “Igreja” era um dos seus pilares. Alçada Baptista figura, necessariamente, nessa paisagem, não só devido às suas tomadas de posição individuais e de grupo, mas sobretudo por causa de um empreendimento de vanguarda e sem paralelo, nos anos 60, “A Aventura da Moraes”, que se exprimiu através de uma livraria-editora e duas revistas: O Tempo e o Modo e Concilium (1).
Sobre as peripécias e repercussões desta aventura, já se escreveu muito e continuar-se-á, certamente, a escrever pela sua novidade e significação no campo cultural, religioso e político. O próprio António Alçada explicou, muitas vezes, a nascente desse sonho e as sucessivas dificuldades, incompreensões e desencantos na sua realização, sem nunca renegar a “iluminação” que o fez abandonar a banca prometedora de advogado e tornar-se um editor improvisado: “Naquela altura eu acreditava na Igreja como os crentes acreditam nas igrejas. A insatisfação religiosa que, algum tempo depois, iria desaguar no Concílio Vaticano II era um meio que exprimia as minhas ansiedades e achava que elas eram partilhadas por uma maioria de crentes que estavam inteiramente desmunidos de elementos que os ajudassem a consciencializar e a estruturar aquilo que, na linguagem que então me era cara, ‘contribuísse para a progressiva libertação do homem através do esclarecimento e da denúncia da sua alienação política, cultural e religiosa’.”
2.Alçada procurava, portanto, responder a uma grande lacuna do catolicismo português e agregar pessoas que a sentissem e a desejassem preencher. Não se reconhecia no mundo mental, espiritual e militante da Acção Católica e a criação de um partido, à imagem da ala mais autêntica da democracia cristã italiana, tornara-se inviável. Do Vaticano II ainda não se falava. Passados anos, quando se poderia pensar que tinha a solução na mão, deu-se conta que andava só a substituir umas coisas exteriores por outras que o impediam de ser ele mesmo. Nem tudo foi um desastre: “Uma das maiores compensações da minha ‘irresponsabilidade’ de me ter posto a ver se salvava o mundo foi, muito possivelmente, a de ter criado um estatuto que me deixou com um pé no sistema sem que ele se tivesse apropriado completamente de mim.” Foi também essa profissão de editor e as andanças em que se viu metido que lhe permitiram um conhecimento do mundo e das pessoas que, como diz em A Pesca à Linha, de outro modo, lhe teriam passado ao lado. Acerca desses encontros, leituras e descobertas, confessa: “Trago sempre comigo um pouco de razão e ironia que me trava os encantamentos sem me retirar completamente do clima onde estou.” No primeiro encontro com Lanza del Vasto, depara, em estado puro, com o prazer de viver, de olhar, de ver, de respirar, de ouvir, de estar com os outros, com a alegria. Era a coincidência entre pensamento e vida, mas para Alçada, o incorrigível anti-herói, na primeira reacção, pareceu-lhe que Lanza del Vasto, vestido de profeta, se levava demasiado a sério.
3.Para surpresa de quem o conhecia mal, Alçada aparece, em 1971, com a sua Peregrinação Interior. Vol. I: Reflexões sobre Deus. Serviu a Eduardo Lourenço, num texto magistral, para dilatar e aprofundar essa peregrinação, no interior da nossa literatura, da nossa religiosidade e do nosso catolicismo (2).
Vê, na Peregrinação Interior, o mais significativo e brilhante espelho de uma nova maneira de “ser católico”, não isenta de dilemática inquietude, embora muito lusitanamente alheia à cegueira divina de Abraão e aos paradoxos de Job, o que marca, se não os limites clássicos da nossa religiosidade, ao menos os da visão dela de António Alçada Baptista: um catolicismo reformado e reformista, confiado e inquieto.
Dessa Peregrinação surgiu um segundo volume (1982) e, aventuro-me a dizer, um terceiro com outro título, O Tecido do Outono (1999), elaborando, através de novos laços, uma peregrinação expressa numa singular teologia narrativa, onde imanência e transcendência se exigem mutuamente: “Diria que há coisas na natureza e na condição humana que me impõem a existência de um núcleo misterioso a que chamo Deus. [...] Estamos no tempo da morte de Deus, da sua ausência infinita, e aguardamos a sua Ressurreição. É evidente que não posso estar interessado num deus que aterrorizou toda a minha vida passada, que me cortou cruelmente de uma perspectiva de desenvolvimento humano que tem que ser vivido na terra e de que procura separar-me: dos prazeres, dos valores que a terra me proporciona, quer na minha comunicação com os outros, quer no meu desenvolvimento pessoal como o amor humano e a alegria. Recuso uma concepção de Deus cujo caminho seja a tristeza e a angústia.”
Alçada, na sua peregrinação, perdeu-se de uma Igreja que sabe tudo e de um Deus autoritário. Encontrou em Cristo a humanidade de Deus, a fonte da possível humanização divina da Igreja.
(1) Teresa Tamen (cord.), A Aventura da Moraes, CNC, 2006
(2) Literatura e Interioridade, in O Canto do Signo, Lisboa, Presença, 1994, pp. 150-157.
(In, Público, ontem)

No preciso momento em que editamos este texto, hora de almoço de segunda, o”audiómetro” do irmão sol está a registar uma audiência record!!!Não sabemos qual a origem, mas, para que não fiquem desiludidos, e numa concessão, única, resolvemos subir ao sótão das memórias e escolher a dedo, qual Emídio Rangel de nós (desculpa querido amigo Lopes Morgado!), duas imagens para activar a memória de todos nós! (Ao reactivar a memória com as coisas boas, pode ser que o pessoal comece a colaborar mais!!!Pronto, abrimos o jogo todo!!!).
Este rigoroso exclusivo leva-nos até Agosto de 1962, em Gondomar, onde teve lugar a Missa Nova de Frei Agostinho de Vilar, assim se chamava, então, aquele que é, até agora, o mais colaborador irmão do irmão sol! Tudo isto pode ser encontrado na edição dos “50 anos dos Capuchinhos em Gondomar”, pag 129.
Quase 50 anos de Padre, é obra, meu!Parabéns, uma vez mais.
( Mas aquelas sandálias….Podes contar quem foi o sapateiro?)
antónio colaço

Esta coisa do pessoal gostar de se reencontrar não é de agora como está bem de ver! E para que, aqui e acolá, não se diga que só publicamos fotos do pessoal do ano do editor ( sim…, ouve-se!!!) – o que constitui, desde logo, um desafio a que irmãos de outros anos se ponham ao caminho e, via mail, ou, mesmo, por correio nos enviem as fotos que têm consigo, que nós devolveremos – aqui estamos nós a caminho de Gondomar, final dos anos 70, para registar este encontro de antigos colegas.Vamos ajudar: a partir da esquerda, João Paz, Bento Oliveira (não, não é o editor por muito que se pareça!!!), Abel (que já não está entre nós!Abraço, meu!)Delfim Costa, Fr. Acílio Mendes (então, quando é que escreves para aqui, rapaz?!), António Paz (outro que já nos deixou, outro abraço também para ti!), Fr.Vítor Arantes, Fr.Adelino Soares, João Alvarenga, Fr.António Martins, Fr.João Santos Costa e Frei Mário de Negreiros.
(Fonte:50 anos Capuchinhos em Gondomar)
antóniio colaço
ANSELMO BORGES ABRE JANELA DO (IN)FINITO
Publicado Fevereiro 9, 2009 Uncategorized Deixar um Comentário
Sexta-feira, 13 de Fevereiro, 21.30, na Cooperativa Árvores, no Porto,olhem só a sorte dos que vão poder assistir não só ao lançamento do livro “Janela do (IN)FINITO“, do nosso querido amigo Anselmo Borges, mas, também, ao Debate que ele mesmo vai moderar sob o tema “RELIGIÃO,RELIGIÕES NO SEC XXVI e que conta com as participações de António Reis, Maria de Belém, Paulo Rangel.
No prefácio do livro, Guilherme d’Oliveira Martins adianta:
«Os textos que constituem este livro de Anselmo Borges são excelentes motivos de reflexão sobre um conjunto vasto de temas relacionados com o fenómeno religioso, com o diálogo entre religiões, com a relação entre fé e razão, com a diversidade de culturas, e também com a evolução da humanidade num mundo globalizado.
Anselmo Borges é um autor fecundo nos temas que aborda e no modo como o faz, tendo qualidades pedagógicas excepcionais, que lhe permitem abordar os mais diversos e complexos temas com uma clareza e uma proximidade que se tornam atraentes e acolhedoras. Mas não se pense em facilidade ou ligeireza.»
Acerca do livro, Anselmo Borges adianta:
«O ENIGMA DE UMA JANELA O fascínio de uma janela está em que se vê de fora para dentro e de dentro para fora, mas de tal maneira que as duas visões não são coincidentes. Escreveu M.-A. Ouaknin: “A janela é um objecto misterioso. Ela abre para a intimidade e para o mundo”. Ela é “fronteira, limiar e sonho”. O que se vê de fora para dentro tem sempre a ver com o oculto, o segredo, a intimidade, o sagrado. E o que se vê de dentro para fora? Baudelaire escreveu: “Je ne vois qu’infini par toutes les fenêtres”: só vejo infinito por todas as janelas. Através de uma janela, não se vê apenas o que está aí, à frente dela. Uma janela dá para o ilimitado, para o infinito.» ANSELMO BORGES.
Uma pequena recensão biográfica de Anselmo Borges:
Padre da Sociedade Missionária Portuguesa. Estudou Teologia (Universidade Gregoriana, Roma), Ciências Sociais (École des Hautes Études en Sciences Sociales, Paris) e Filosofia (Universidade de Coimbra).
Leccionou Filosofia e Teologia na Universidade Católica Portuguesa e no Seminário Maior de Maputo, Moçambique. É docente de Filosofia na Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra.
Tem diversas obras publicadas entre elas: “Janela do (In)visível“; “Religião: Opressão ou Libertação?“; “Morte e Esperança, Corpo e Transcendência” e “Deus para o Século XXI” (coordenação). É colunista do Diário de Notícias sobre temas de religião.
Todos a agendar para Sexta, 13, a grande sorte de uma noite em cheio!
antónio colaço

A caminho da Gardunha profunda.

Bem por dentro da serra. Os segredos todos ali à mão.

Oh, Serra da Estrela, chegou a tua vez! Nenhuma auto-estrada com a A 23!

As Penhas da Saúde já ficaram para trás. Um pouco mais e a saúde que isto nos traz!

O Covão da Ametade, que ainda no passado Verão visitámos sem pinga de água, ali estava cheio de neve, completamente à vontade! (Esta rima tem muita pinta!)

Afasta-te neve, temos pressa de chegar. O Zêzere, sem nós, não vai engrossar.(Outra rima muito conseguida!)

Segurem-nos, as nossas raízes querem esquiar.

Ala que se faz tarde e a fome aperta. A caminho de Manteigas, ia mesmo, dos viveiros, uma bem grelhada truta.( Esta rima, então, merece mesmo um grande nevão! Meu caro Frei Luis Gonçalves, vem rimar connosco. Realmente, até agora nem uma palavrinha, Luís! Será que a Estrela, finalmente te comove?!)
antónio colaço


Faz de mim o lado nascente do Teu Sol.Nenhuma dúvida,nenhum temor, nenhuma hesitação.Tu és a minha Iluminação.
antónio colaço
reportagem.À CONVERSA COM LEONEL E RAMOS
Publicado Fevereiro 11, 2009 Uncategorized Deixar um Comentário
Depois de uma visita a Frei Lopes Morgado, o irmão sol voltou a sair para a rua. Desta vez, a nossa reportagem foi ao encontro dos catedráticos José Ramos e Leonel Ribeiro Santos, ali para as bandas da cidade Universitária, Lisboa. O despretensioso objectivo destas visitas é surpreender os nossos amigos no seu quotidiano, ou seja, o que é que cada um de nós anda a fazer de diferente daquilo que fazia nos anos em que estávamos juntos. Dirão alguns ” e isso é assim tão importante, tão transcendente? Estamos obrigados a não cortar esse cordão umbelical“? Outros, “aceito encontrar-me contigo mas, por favor, não me metas ao barulho, não quero confusões.Isso faz parte do passado, acabou. Por acaso não tens mais que fazer? A mim sobra pouco tempo para essas deambulações ! Vai curar-te“.
Sim, é importante para nós sabermos por onde anda cada um de nós, de que são feitos os seus dias e, em que medida, o relato da sua experiência pode acrescentar mais vida à vida que cada um de nós protagoniza. Não há nenhum ajuste de contas com a história, apenas, e tão só, contar uma história. Mas, também, como é evidente, aqui se respeitará, sempre, a opção de, como dizer, isolamento, recolhimento, de cada um.
Foi um privilégio subir à cidade universitária e perceber que, quer o Zé Ramos ( só por este à-vontade já valeu a pena. Um à-vontade que gostaríamos de ver multiplicado com toda a gente, conhecida ou não!)como Presidente do Conselho Científico da Faculdade de Letras, quer o Leonel Ribeiro Santos, como Coordenador do Departamento de Filosofia da mesma Faculdade, não têm mãos a medir para gerir o seu tempo, tantos os afazeres científico-pedagógicos inerentes à gestão das suas responsabilidades. Mesmo assim, o escriba quer aqui reconhecer, publicamente, que a iniciativa do almoço partiu do nosso querido Leonel Ribeiro Santos logo secundado pelo Zé Ramos.Pela parte que nos toca, muito obrigado. O perú estava óptimo, a maçã assada também e mesmo a meia de um tinto alentejano chegou e sobrou para festejar este reencontro. Aguarda-se, para breve, uma qualificada colaboração destes nossos irmãos maiores!

O único problema desta imagem é a excessiva concentração de umas pequenas gordurinhas na anafada figurinha do comensal do lado direito!





E lá nos despedimos com o sorriso destes nossos amigos, cientes de que estão ali para dar o seu melhor! ( Uau, esta saída, uma verdadeira ruptura epistemológica com o restante texto, está o máximo!!!)
antónio colaço
NOTA
O escriba não resistiu a ir ao sótão das tantas memórias guardadas nas suas malas e, olhem só, o estudante que por lá está adormecido à espera de que, um destes dias, quem sabe, se meta ao caminho da cidade universitária par ali retomar o seu curso de História, batendo à porta destes nossos…. irmãos Reitores! Quando saiu daquela Faculdade, nos incendiados anos de 1974, e seguintes… o escriba escreveu ao seu professor Laginha que ” prefiro perder o meu curso de História, a perder, da História, o curso dos dias!” E que dias !!!!


Frei Acílio Mendes com José Augusto Ramos no Encontro em Lisboa.
Bom Dia,
Com Paz e Alegria!
(Se quiser, pode ler, na Bíblia, Gl 6,11)
Desde segunda-feira,
andamos a ler na Missa o livro do Génesis.
Um poema maravilhoso ao Deus Criador,
ao Homem e à Mulher,
à Família,
à Criação…
«E Deus viu que tudo era bom».
É o refrão tão repetido
no primeiro relato da criação.
Para nos entusiasmarmos com a obra de Deus.
E sermos, hoje,
agentes de transformação do Mundo.
Ontem, celebrámos 200 anos do nascimento
do grande cientista inglês Charles Darwin.
Lançou a teoria da «Evolução das espécies».
Não é um evolucionismo científico
contra um criacionismo obscurantista.
O primeiro mandamento
deixado pelo Deus Génesis
ao Homem e à Mulher, é o da evolução:
«Crescei, multiplicai-vos, dominai a Terra…»
Sobretudo crescer no Amor, na Solidariedade, no respeito pela maravilha da Criação… Como Francisco de Assis, o Padroeiro dos Ecologistas.
E seremos mais parecidos com o Deus do Génesis.
Transcrevo uma das frases famosas de Darwin
«A amizade de uma pessoa
é uma das melhores medidas
de quanto ela vale».
E esta, hein? Até São Valentim bate palmas.
O anexo é uma versão actualizada e humorística do relato da criação.
A conclusão é «mazinha».
Mas hoje é sexta-feira, dia 13…
O abraço amigo,
frei Acílio
NOTA
Não, não se trata da estreia de Frei Acílio aqui no irmão sol! Este é um mail que o Acílio envia para várias pessoas. Compreendendo que, de momento, ele não possa escrever para nós, escrevemos nós para ele, reeenviando-lhe as suas próprias palavras! Quanto ao anexo estamos em condições de o enviar por mail para quem, por mail, no-lo pedir.
O escriba assinala, assim, também, a má memória que lhe ficou, no Porto, no saudoso Instituto Superior de Teologia, ali para as bandas do Palácio Cristal, do único chumbo numa cadeira do 2º ano, Antropologia Biológica, creio, e que era leccionada por um professor franciscano, muito gorducho a quem chamávamos o … rodinhas!!! Aquilo era Darwin a toda a hora, vejam só. Um abraço para ti, Darwin. Volta, estás perdoado por este teu amigo!
ac
Aqui!Porque hoje …é Sábado.Bom fim-de-semana.
Se quiseres aproveitar o fim-de-semana para pôres a leitura do irmão sol em dia, vai ali ao calendário do lado, à direita, e clica com o rato, ao de leve, em cada dia.Lerás os títulos e, se te interessar, clicas para abrir. Assim será mais rápida a localização e actualização!
Obrigado.ac

Para que o irmão mofo não tome conta do conventinho, aqui ficam de beiroas e bem cheirosas irmãs violetas, este raminho!
De tempos a tempos, os nossos amigos entendem fazer uma pausa e aproveitam, e muito bem, para pôr em dia a leitura dos mais de 250 post . Já sabem que uma maneira fácil de passear pelo blog/convento, é ir ali ao calendário do lado direito e clicar ao de leve em cada dia.De imediato salta o título do texto escrito. Caso te interesse ler, clicas fundo!
Entretanto, irmão Sério, tarda em chegar mais um ou dois capítulos do JINGO. Tu não mereces que te fale aqui assim em público, mas pronto!
Até lá, e porque decorrem diligências para outras iniciativas, vai passando por aqui.Um outro quase meio convento!
antónio colaço
EXCLUSIVO: OS REIS DO NOSSO CARNAVAL!!!
Publicado Fevereiro 20, 2009 Uncategorized Deixar um Comentário
Senhoras e Senhores , meninas e mininos, Frades e ex-fradinhos, o irmão sol tem o prazer de vos anunciar os nossos dois animadores contratados a peso de ouro para abrilhantarem o Carnaval 2009! Vieram do Brasil ? Fazem parte de alguma das mil e uma telenovelas com que nos preenchem as noites, perdão, esvaziam as noites? Nãããããããããããooooo! Vindos directamente de Fafe e de S.Romão, as maiores estrelas da actualidade da animação circense da nossa praça, e arredores Séééééériiiito e Vaaaaaaziiiito!

O irmão sol lança aqui um DESAFIO: até Quarta-Feira de CINZAS, período normal de folguedos – sem qualquer inesperada intervenção do Ministério Público, como se viu em Torres Vedras ! – todas as fotografias que nos chegarem dos vossos trajes carnavalescos serão aqui publicadas e um Júri, altamente credenciado determinará se batem em criatividade a criatividade dos nossos convidados!
O prémio é tentador mas, por enquanto, não podemos revelá-lo!
Bom Carnaval!
Ah!E vão passando por aqui!
antónio colaço

Os leitores do irmão sol julgavam que estávamos a brincar … ao Carnaval! Não! Aqui, todos os desafios são a sério! Desde logo, esse desafio outro, maior, o de continuar a editar o irmão sol!
Senhoras e senhores e o “OSCAR” vai para o grande actor João Casais, bem activo no distante palco do Kazakistan! O único, aliás, que participou.Sim, sem mais comentários. Já se torna fastidioso.
As palavras do João:
Olá amigo Colaço.
Olá amigos visitantes do Irmão Sol.
Estava a ver que perdia o comboio… Mas à ultima hora consegui um traje típico desta terra.
Eu não podia ficar de fora deste Fabuloso Concurso do Traje de Carnaval, aqui no nosso Conventiho.
Maquilhar já não faz falta: Ele até já tem cara de Carnaval !..
Quem concorre é sempre com a intenção de ganhar. Mas, ficarei muito mais feliz e contente se ficar no “ nonagésimo nono lugar”…Penso que me fiz entender.
Marco encontro para de hoje a 8 dias às 11:10 am, no Aeroporto do Porto. O Cimbalino é por minha conta…
Um forte abraço Tony.
JC
____________________________
O prémio, que te será entregue no próximo ENCONTRO, é esta serigrafia “Louvor e Exaltação do Irmão Vinho” , cujo autor anda aqui por perto, um tal antónio colaço, sim!

Alíás, avisamos os nossos leitores de que o irmão sol vai passar por uma fase de menor produção já que o escriba entrou na recta final de preparação de mais uma exposição para a qual, aliás, espera convidar todos os irmãos. Datas, sítio, e tudo o mais, a seu tempo saberão. Até lá, daremos “despacho” a todo o correio que nos for enviado e, mesmo, se o Espírito se revelar – quer dizer, Ele está sempre a revelar-se o pessoal é que lhe faz orelhas moucas, mas isso é outra história – desceremos do atelier, largaremos telas, tintas e pincéis para vir abrir as portas do conventinho, que o mesmo é dizer, editar!
Até lá podem sempre passar por aqui.
antónio colaço
ACÍLIO, OLHA AQUI COMO GOSTAMOS DE TI!
Publicado Fevereiro 26, 2009 Uncategorized Deixar um Comentário
Acílio, olha aqui, vê como gostamos de ti! Estás de novo em grande forma. Aqui estamos nós prontos para ensaiar os teus novos cânticos compostos lá no mais íntimo de ti e onde, em regra, na voracidade dos dias, nós, os que aparentemente nada pestanejamos, precisaríamos de descer. Claro, não pelos motivos que te obrigaram a parar . O escriba mente.Permitam-me apanhar o exemplar e estóico comboio de Frei Acílio, em seu dorido leito, para relatar a meia dúzia de dias no Hospital Gama Pinto, primeiro, e, em casa, alguns meses, depois – faz agora um ano -e em que por via de um descolamento de retina percebi como foram importantes esses dias para descolar da minha por vezes frenética rotina! Sei, portanto, do que falo e confesso, todavia, que também foram dias de intensa e profunda meditação embora sem a profundidade mística de Acílio,e por isso fico feliz por te ver de novo aqui! Aqui, quer dizer, tardas em aparecer. Apanhei-te no mail com que nos privilegias a todos. Mas…para o irmão sol tens de arranjar um minutozito, quer dizer. Não é pedir muito, raio! Já que te abeiras do computador, lança sobre nós esse teu novo e sempre radioso olhar! Agora é que é!
Senhoras e senhores, Frei Acílio Mendes no seu melhor! Para os que não tenham recebido o mail com as novas composições, enviaremos, por mail, para quem pedir!Obrigado.
AH! QUEM QUISER MANDAR UM ABRAÇO AO ACÍLIO INTÉ QUE PODIA APROVEITAR O NOSSO MAIL QUE A GENTE DEPOIS REENCAMINHA PARA ELE SABER QUE EXISTIMOS E GOSTAMOS MUITO DELE!!!tá?!
antónio colaço
«BENDITO SEJA DEUS,
Pai de Nosso Senhor Jesus Cristo,
que do alto do Céu nos abençoou,
com todas as bênçãos espirituais em Cristo.»
(São Paulo, na Carta aos Efésios: 1,3)
«Bendito seja Deus!» Desde o passado dia 19, tem sido este o estribilho insistentemente repetido, cantado ou sussurrado em todos os tons e modos. Com a voz. Com o coração. As notas da partitura em anexo são simples rabiscos de uma indescritível vivência interior.
Escrevo a 25 de Fevereiro. Exactamente cinco meses após a primeira operação à vista esquerda. Inicia-se hoje a Quaresma. Nos óculos foi colocada uma nova lente, de acordo com a actual situação da vista. O ritmo das estações diz-me que estamos no Inverno. No calendário litúrgico celebramos o início da Quaresma. Mas, tanto interior como exteriormente, sinto-me numa florida Páscoa antecipada e em jubilosa Primavera. No Evangelho de hoje (cf. Mt 6,17), o Senhor propõe-nos cabeça perfumada (festiva) e rosto lavado (alegre). A luz do Ressuscitado ilumine os olhos do meu coração! A Palavra de Deus seja sempre «farol para os meus passos e luz para os meus caminhos» (Sl 119,105), hoje que celebramos 54 anos da fundação do Movimento de Dinamização Bíblica dos Franciscanos Capuchinhos. Bendito seja Deus! Magnificat! Tudo canta e grita de alegria! Aleluia!
Partilho, em síntese, as etapas mais decisivas de uma experiência vivida num percurso lento, doloroso, paciente e enriquecedor. «Tudo é graça de Deus! Tudo é dom do Senhor!»
No passado dia 22 de Setembro enviei um e-mail com o título «Alegrai-vos comigo». Ainda no rescaldo do Salmo dos meus anos: «Tudo canta de alegria» (Sl 65). Com a descrição de uma pitoresca viagem de Fátima ao Porto, em autocarro da Rede Expressos. Pela primeira na vida, desfrutando de um invejável desconto de 80 cêntimos, uma das benesses da TIA (Terceira Idade Activa, digo eu).
Jamais imaginaria o que me esperava no seguimento dessa viagem. Passados cinco meses, ainda me encontro no Porto! Como que sujeito a «termo de identidade e residência» e munido de invisível «pulseira electrónica»… Uma consulta na Clínica Oftalmológica Ribeiro-Barraquer desencadeou uma reviravolta de 180 graus em sonhos e projectos.
Uma primeira operação de urgência à vista esquerda, a 25 de Setembro, para extracção do cristalino, a deambular no interior do olho.
Uma segunda operação, a 17 de Dezembro, para a colocação da lente (ou cristalino artificial). E aqui sobreveio a complicação. De repente, o inesperado aconteceu em plena intervenção cirúrgica. Poucos são os segundos disponíveis para travar a morte do olho. Uma possibilidade que me espreita no período pós-operatório. Seguem-se tempos de angústia e de trevas, noites e dias de dores indescritíveis. Procurando sempre um «olhar» novo e diferente, mais interior, segundo o Espírito de Deus, numa tentativa de tudo «ver» a partir da Fé. E do coração. Com uma certeza inabalável que nos vem da Palavra da Vida: «O Senhor protege-nos, vela por nós e guarda-nos como à menina dos seus olhos» (cf. Dt 32,10).
A 07 de Janeiro, uma feliz notícia. Em princípio, a vista esquerda está salva, tendo conseguido ultrapassar o «Cabo das Tormentas». A grande batalha estava ganha! Aos cuidados intensivos da Clínica juntam-se umas «enormes cunhas lá em Cima…», no dizer do Dr. Paulo.
No dia 25 de Janeiro, celebração da Páscoa dominical e festa da «conversão» ou encontro de Paulo de Tarso com o Ressuscitado na estrada de Damasco, após quatro meses de impossibilidade de leitura e tendo caído dos olhos algumas «escamas», proclamei pela primeira vez o Evangelho na Eucaristia das 11h30, tendo a Assembleia aplaudido tão significativa vitória.
Mas o percurso não é linear. E a 05 de Fevereiro, um novo revés conduz a uma terceira intervenção cirúrgica. Uma injecção intra-ocular procura socorrer a retina, abalada ainda pela hemorragia, hematoma e inflamação; também no intuito de se conseguir mais alguma percentagem de visão.
Finalmente, a 19 de Fevereiro, constatando uma recuperação de cerca de 60% de visão na vista esquerda (há oito anos que a direita me oferece uns escassos 15%), são receitadas novas lentes para os óculos a usar. Para um olho que, durante meses, mergulhou nas trevas e esteve mesmo às portas da morte, trata-se de um verdadeiro milagre, uma passagem das trevas para a Luz, do Inverno para a Primavera, da morte para a Vida. Um acontecimento verdadeiramente pascal. A Liturgia desse dia apresenta-nos o Salmo Responsorial: «Escreva-se tudo isto para as gerações vindouras / e o povo que se há-de formar louvará o Senhor» (Sl 102,19).
Bendito seja Deus! É o Apóstolo Paulo quem me oferece o mote, num dos Hinos mais belos e empolgantes que o Novo Testamento, pela mão de São Paulo, nos transmite.
Pela competência profissional, perícia a toda a prova e acompanhamento diário do Dr. Paulo Ribeiro e de tantos intervenientes da Clínica Oftalmológica Ribeiro-Barraquer: Bendito seja Deus!
Pelas centenas e centenas (milhares?) de gotas das mais variadas espécies (Oftaquix, FML, Atropocil, Azopt, Voltaren, Edolfene, Gentadexa, etc.) que a medicina preparou para terapia dos nossos olhos e que, ao longo destes meses, os Irmãos «diáconos» me puseram na vista, com persistência e dedicação: Bendito seja Deus!
Pelo acolhimento fraterno e disponibilidade «maternal» dos Irmãos Capuchinhos, com especial destaque para os Irmãos da Fraternidade do Porto, incansáveis cireneus, generosos samaritanos e solícitos diáconos: Bendito seja Deus!
Pela presença solidária, preocupação permanente e comunhão orante de familiares e amigos, espalhados pelos quatro cantos do Mundo: Bendito seja Deus!
Pela comunhão dos santos, a descoberta de insondáveis mananciais de esperança em tantos irmãos e acontecimentos, a partilha de energias positivas e reconfortantes: Bendito seja Deus!
Pelas belezas da Música, as possibilidades das novas tecnologias, os encantos da contemplação e da partilha: Bendito seja Deus!
Pela irmã lupa, o irmão computador, a irmã internet, o irmão telemóvel, com as admiráveis possibilidades que nos trazem: Bendito seja Deus!
Pelos olhos grandes, abertos, vivos e provocadores do Cristo da Cruz de São Damião, que nestes dias nos visita, como desafio à reconstrução da casa do Senhor e à vivência do Evangelho como Regra de Vida e Luz dos nossos caminhos: Bendito seja Deus!
Pela poderosa intercessão de Nossa Senhora da Luz, de São José, de São Francisco e de Santa Clara de Assis, de São Pio de Pietrelcina, de São Paulo Apóstolo, de Santa Luzia, dos Bem-aventurados Francisco e Jacinta Marto, do Beato Nuno de Santa Maria (com a canonização marcada para o dia 26 de Abril), da Beata Alexandrina de Balazar e de todos os santos e santas: Bendito seja Deus!
Por cada uma das letras do Hino da carta aos Efésios, por cada letra desta comunicação de vida, por cada uma das notas e pausas da partitura: Bendito seja Deus!
Por todos e por tudo, agora e para sempre: Bendito seja Deus, Pai, Filho e Espírito Santo. Ámen. Aleluia!
O abraço amigo e muito agradecido,
Porto, 25 de Fevereiro de 2009

Amigo Colaço:
Com um abraço amigo, venho de novo por notar que, afinal, não houve correspondência ao apelo sobre eventuais memórias da vivência do sismo de 1969, entre irmãos capuchinhos, desse tempo.
Efectivamente passou já o dia 28 de Fevereiro, e… nada!
É pena, na verdade, que poucos estejam a ter disponibilidade, perdendo-se oportunidades de captações de novas aderências aos anuais encontros. Mais parecendo que, um dia, ainda se deva tentar um encontro, mas dos que têm colaborado neste local, a ver se outros aderem.
Pessoalmente, muito gostaria de saber novidades de antigos colegas, lembrando-me, ao acaso, de uns Lopes, de Escapães, Zé Nuno, do Porto, os gémeos de Balazar-Póvoa, o Armando Rocha, do Porto; Luís Marques e Mário Cruz, de Gondomar; Leandro, de Medas-Gondomar; Delfim, de Melres; Hilário, algures, também do concelho de Gondomar; Gabriel, Pereira, de Barcelos; Germano, de Pombal, Júlio, Arlindo, Melo, Levi, António Joaquim e… tantos e tantos… mais!!!
E que se passa com o Agostinho Vaz, há tanto tempo silencioso, além dos outros que, felizmente, têm marcado presença neste sítio informático, de convívio, que fazia falta e por ora está sendo uma feliz realidade?!
Mas, como ninguém enviou mais qualquer coisa, referente ao tema, porque não recordares tu, Colaço, o que te ficou na memória sobre aquele dia? Valerá a pena uma visão assim do que se passou noutra casa dos Capuchinhos (estavas em Barcelos, não era) – desse acontecimento que, como dizia a imprensa «pareceu ter durado tempo de uma eternidade. As mulheres choravam e rezavam em voz alta; as crianças, num misto de medo e de um estranho fascínio pelo fenómeno raro, esperavam olhando para os adultos, vistos por elas como sabedores da vida. Os homens, de olhar fixo, vomitavam medo na expressão dos rostos, pois o mundo aparecia-lhes à sua frente a bailar, na visão iminente de Dante. E o pior foi, ainda, o uivo…
Armando Pinto
________________________
Meu caro Armando, a última coisa que queria era ver acrescentada e multiplicada a minha pena pela pouca colaboração sobretudo por aqueles que ainda vão mantendo a “lamparina” do conventinho virtual acesa!
Agora sou eu quem tem tido pouco tempo.Não, não, nada de vinganças tipo, vocês não dizem nada, então eu também nada digo!
Estou, de facto, a preparar a minha próxima Exposição e o tempo escorre a olhos vistos. Mas, como o prometido é devido – e tu e aqueles que vão contribuindo são a prova disso – todos os dias passo pela caixa do correio para recolher as novidades e trazê-las para aqui.
Ninguém mais do que eu gostava de ser surpreendido com uma cartita, uma fotografiazita, do passado ou dos dias de agora. Não vale a pena repetir-me. E, muito menos, massacrar aqueles que têm colaborado, como, por exemplo, o nosso querido Sério! Diz-me, Armando, aqui que ninguém nos ouve, não estavas a adorar os episódios do JINGO?!É justo eu pedir ao Sério que escreva mais, que não faça parar a história no tempo, porque a história não parou?!
(Vá, meninos, todos à uma: SÉRIIIIIIO QUEREMOS MAIS JIIIIIIIINGO!!!)
Mas, e que dizer de outros amigos que estiveram na origem disto, como por exemplo o Frei Pojeira, o Frei César, que até agora nenhuma palavrinha, o Frei Santos Costa, que deve ter um óptimo acervo fotográfico, tantos os clics que o vimos tirar nos encontros e…nada. Está bem, ambos estão com novas paróquias, mas, por que não partilharem connosco cinco linhas e uma foto?!
Aliás, Armando, já que me puxas pela língua, aí vai uma confissão que assumo plenamente: Tenho, desde o início, a sensação de que os irmãos professos da Ordem , no seu conjunto, nos consideram como um incómodo apêndice, quiçá um perigosos disputante territorial, que dá jeito reunir-se uma vez por ano, sim, mas mais, não! Chega! Em vez de verem na nossa vontade de colaborar uma espécie de diminuição do seu campo de acção – eu quero ser evangelizado, sim! – deixem-nos também evangelizar. Acho que não temos “lepra”. Quer dizer, parece que não temos assento à mesa, quando o Deus em que acreditamos rejubila porque todos lhe chamamos PAI! E os pais, que também somos, não discriminam os seus filhos.
Dirão, os frades têm o seu múnus, não têm mãos a medir. Quando cada vez mais se discute a necessidade de questionar a necessidade de fazer Igreja pela partilha mais do que pela cartilha, quando cada vez mais sentimos que o Jesus de Nazaré se abeira de nós, pescadores ocupados com as redes, sim, mas cada vez mais enredados nos dias sem Outros horizontes para nos alimentar a nossa ânsia de Infinito…concluímos que os nossos irmãos bem poderiam perder algum tempo connosco, do tempo que perdem consigo mesmos, também – são humanos como nós, não e? - e assim saindo deste outro conventinho mais enriquecidos com os testemunos de vida que temos para lhes dar.
O Frei Manuel Luís, o Frei Luis Gonçalves, o Frei Arantes, o Frei Vítor Arantes, o Frei Guedes, o Frei Hermano….e tantos outros… que é feito deles? Nunca por aqui passaram os olhos?!
Deus seja louvado pelo silêncio com que nos brindam.
Gostávamos mais da sua acção, é certo. Mas só nos resta respeitar a sua opção.
Pelo menos até ao próximo Encontro manteremos o conventinho aberto. Até lá, deixamos perguntas, soltamos desabafos - Que é feito da Associação? Que é feito da viagem a Assis? Ilídio Novais, Juvenal, Zacarias Rito, Josué Rito, Delfim, Bento, os meus queridos colegas de ano, Vaz, Mendes, Rito,Teixeira, Afonso, e tantos, tantos outros, que é feito de vós?!
Como vês, Armando, um tsunâmi de desabafos! E o terramoto foi em 1969!
Um grande e fraternal abraço!
Até lá, pelo menos, se quiserem, passem por aqui!
antónio colaço

Olá! Para saberes do que falo, a que Convite me refiro, e perceberes porque é que o tempo tem sido pouco para cuidar do nosso querido irmão sol, passa por aqui!
Bom fim-de-semana!
Obrigado
antónio colaço
última hora:EXCLUSIVO!ACÍLIO, FINALMENTE!!!
Publicado Março 10, 2009 Uncategorized Deixar um Comentário
SENHOR, COMO É BOM ESTARMOS AQUI!!!
Quando menos imaginávamos, ei-lo, na nossa frente, de olhos bem abertos!
Finalmente, o reencontro com o Frei Acílio Mendes!Mas, também, Santos Costa e António Pojeira, este, de partida para Timor!
CONTAMOS TUDO MAIS LOGO!
E ainda…
JOÃO CASAIS descobriu AGOSTINHO VAZ!
E ainda…
BARCELOS,TERRAMOTO 1969!
HORA A HORA, A NOITE EM QUE O CONVENTO IA INDO ABAIXO!!!DELICIOSA crónica de Agostinho Vaz!
MAIS LOGO!!!
antónio colaço
BARCELOS, TERRAMOTO DE 1969.Agostinho Vaz, reporta.
Publicado Março 10, 2009 Uncategorized Deixar um Comentário
Os sobreviventes do terramoto de Barcelos,1969!
Viva minha gente!!!
Antes de dar a minha descrição sobre o dito cujo terramoto, aproveito para apresentar as minhas cordiais saudações à nossa gente, acompanhadas do respectivo pedido de desculpas pelo meu eclipse. Mas como sou um pouco de luas, não tenho passado pelo nosso convento.
Aproveito para informar do meu encontro com um ilustre frequentador deste areópago, o qual trabalha no Kasaquistão: sim, ele mesmo, o João Casais. Domingo, 8 de Março, Dia da Mulher fui apreciar um bacalhau à City Rio, em Ferreiros – Braga. Estava em amena cavaqueira com a mãe Olinda e tia Glória, quando um cavalheiro se abeirou da nossa mesa, pedindo desculpa, com o dedo em riste me interrogou de sopetão:
– Agostinho Vaz?
– Sim, ele mesmo, em carne e osso, embora comendo bacalhau.
É que este confrade foi dotado com um dos dons do corpo glorioso. É verdade! Para além de um olho de lince em fixar fisionomias, o nosso bom João Casais possui o dom da ubiquidade, porque, Omnipresente, só Deus.
Seguiu-se um bate-papo entre nós, após as devidas apresentações, que até nos esquecemos do tacho e do seu conteúdo que estava a arrefecer. Depois seguiu-se o meu contacto com os comensais do João e as despedidas com a minha promessa de lhe facultar a listagem de todos os nossos confrades. Mas não lhe vou enviar a listagem por correio. Não senhor. Entretanto o João voa hoje, (3ª feira) para Toronto e regressa no dia 17 a Portugal. Combinámos encontrar-nos após a sua chegada. Mas o homem anda numa roda viva entre o Kasaquistão, Barcelos e Toronto.
NR-É um privilégio, aqui, no cantinho da cel@, imaginar-vos de volta do bacalhau com que matastes saudades!Que pena não termos uma fotozita!Nem acredito, João!Muito obrigado Agostinmho, vamos já para o terramoto! ac
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BARCELOS . 1969 .O CONVENTO DE SANTO ANTÓNIO ABANOU!
Ora vamos lá contar a minha versão dos factos ocorridos naquela madrugada, quando os fradinhos de Santo António, assim como todo o país foram estremunhadamente acordados.
Era quinta-feira, dia de feira em Barcelos. Seriam, talvez, quatro horas da manhã, quando senti um ruído surdo e vibrante, aumentando de intensidade.Dei comigo a pensar que seriam os carros de bois dos lavradores que iam para a feira semanal. Mas que diabo, ainda era muito cedo…
Seguiu-se um forte abalo com grande impacto telúrico nas estruturas do Convento. Saltei do leito e dei comigo em desequilíbrio a tentar enfiar uns chanatos nos pés, quando … caí. Mas eu não tinha bebido vinho, tinha-me deitado sóbrio…
- Que se passará? – Ah! Já sei. Isto deve ser um terramoto.
Quando tomo consciência do que seria, na verdade, ouvi um grande estrondo, para os lados da cela do Frei João Teixeira e de imediato o frei Lino sai para o corredor em camisa de dormir, imlorando estridentemente, a intercessão de todos os Santos e de Nossa Senhora.
Na cela ao lado da minha ouvia o Frei Carlos Rito respondendo: -rogai por nós mas, oh Lino vai para a tua cama. Será que a esta hora não tens palha no ninho?
Contrastando com o medo e a devoção do Frei Lino, o Frei Carlos continuava de porta aberta a invectivar o confrade para este dominar o pânico que tomou conta dele.
A minha descrição poderá induzir num lapso de tempo exagerado. Tento dar conta daquilo que me lembro, como se fosse ontem.
Entretanto um segundo abalo rugidor fez-nos sair das celas, uns com o hábito e outros sem o mesmo. Cada um se amanhou como pôde e encontrámo-nos todos no corredor das celas. Deparo, então, com o Padre Mestre, Frei Bernardino de Vide a incitar-nos a aceitar a vontade de Deus. Sugerindo-nos possíveis pontos de abrigo, lá nos foi lembrando que o convento era velho e que o epicentro do maldito se situaria próximo da Galiza. Com o intuito de alcançarmos o pátio do recreio baixámos do 3º piso passando pelo segundo, quando ouvi o Padre João Evangelista de Idiazábal a rezar. Fui ao quarto do bondoso e obeso Padre convidando-o a sair, ao que ele me perguntou:
- que haces pequeño, a estas horas? Hey, pincho, ven ajudar-me.
Continuavam os fantásticos estremeções e o edifício acusava a violência abrindo frechas nas paredes.
Quando chegámos ao pátio deparámos com o Miguel Barraco, meio atordoado, a perguntar-nos:
- Oh Frei, oh Frei, oh Frei? Valha -nos Nossa Senhora…
Já em segurança, relativa, lá fomos informados pelo Padre basco Frei Francisco de Olleta de alguns pormenores da infernal tremideira.
Eu continuava inquieto pelo estrondo, ao fundo do corredor, que se verificou após o auge do terramoto. Entre nós, com o Padre Mestre por perto, íamos perguntando uns aos outros quais os efeitos de tamanha tremideira. Para além de relatar o que se passou na minha cela, com o aparecimento de grandes fendas e a pequena queda lá nos ouvíamos uns aos outros. O Frei Firmino do Pombal ia sossegando o Manel Barraco, o Frei Lino continuava muito ansioso e invocando a ajuda divina. O Frei Joaquim Afonso, com a sua fleuma, conjecturava sobre as consequências, caso o abalo tivesse sido um pouco mais forte… Revelando falsa calma, o Frei José de Luanda desafiou-me a dar uma espreitadela para o mundo, ou seja: o irmão auxiliar tendo vindo do mundo havia pouco tempo gostaria de contemplar alguma donzela, talvez em camisa de dormir. O Frei Agostinho Mendes sossegou o noviço e pediu ao vizinho da sua cela, Frei João Teixeira que nos contasse porque saiu para o corredor, lívido como a cera, após o grande estrondo.
Por questões de espaço e arrumação, os Capuchinhos de Barcelos arrumaram algumas estátuas de Santos, no sótão do convento. Algumas, como a de S. Judas Tadeu e a de S. Francisco ficaram dispostas sobre algumas traves, por cima das nossas celas.
O caso poderia ter sido dramático, caso o frade de Uíge não desse à sola agradecendo a Deus ter saído ileso. E então o Frei João Teixeira foi-nos dando conta do sucedido e dizia:
– Depois do primeiro abalo deduzi tratar-se de um tremor de terra, porém julguei que o efeito ficasse por ali e deixei-me ficar na cama. Após o segundo abalo senti algo de anormal no tecto e resolvi saltar da cama. Eis, senão quando e de repente cai a estátua de S.Francisco em cima da minha cama à mistura com caliça e ripas do tecto em barro.
Claro está, que a situação potencialmente perigosa nos proporcionou, pela madrugada, uma fuga pouco ordenada para espaço aberto, a possibilidade de convivermos e rirmos das nossas desventuras provocado pelo monstro que rugia e estrebuchava nas entranhas da irmã Terra. Contadas as peripécias proporcionadas pelo medonho e demoníaco evento, o Padre Mestre ordenou-nos a ida para as celas continuar o descanso até à hora de matinas. Na passagem pelo segundo piso fomos interpelados pelo Padre Evangelista, que atirou:
- Que passa pequeño? Ven aqui pincho Frei Rito.
Como já não houvesse tempo que justificasse o mergulho noutro sono entrámos para as celas e comunicáva-mos com o frade vizinho através das fracturas da parede divisória, até às seis e trinta da matina. Durante o santo dia, nos claustros do convento e no pátio do recreio não se falou noutra coisa. Que Deus seja louvado!
Agostinho Vaz
FREI ACÍLIO DE OLHOS POSTOS NO..IRMÃO SOL!!
Publicado Março 10, 2009 Uncategorized Deixar um Comentário
Hoje, ao almoço, e após breve conversa com Frei Pojeira, desloquei-me à nossa casa da Barjona de Freitas, em Lisboa. (Digo nossa, pois foi esta a casa que me acolheu nos primeiros tempos aquando da saída do Porto!!!).Tratava-se de lhe pedir emprestado o original sobre S.Francisco – revelado no Encontro de Gondomar – e que faço questão de apresentar na próxima exposição que farei na Galeria da Associação 25 de Abril, no próximo dia 16, como podes ver aqui. Eis senão, quando, do elevador, cantarolando me surge Frei Acílio Mendes!!! Não podia crer no que via!!! “Sim, estás a ver-me! Eu também estou a ver-te!”, disse-me.
E pronto, mais tarde voltaremos à conversa sobre esta tão demorada quanto saborosa conversa de almoço.
Uma novidade – duas, se quiserem – Frei António Pojeira está de partida para Timor, no próximo dia 2 de Abril e, sendo assim, a nossa viagem a Assis já não se realiza, para pena minha, digo-o desde já. Será que os 800 anos do nosso querido Francisco vão ficar sem esta viagem que tanto desejávamos?!
Seja como for, para o Frei Pojeira, Timor vai ser mais um desafio.Estaremos contigo e, mais, queremos noticiar tudo quanto de bom vais fazer!
Para o Frei Santos Costa fica o apelo de que nos envie desenhos e fotografias suas, da sua nova paróquia (falta aqui o link!está no da Ordem!) e para ti, Acílio, para já, a continuação de uma óptima recuperação! Foi tão bom reencontrar-te. Um verdadeiro Tabor na Barjona de Freitas! As fotos que faltam! O resto do texto… mais tarde!



antónio colaço

ABRIL, ÂNIMOS MIL
pintura . escultura

16 abril . 8 maio
Galeria da Associação 25 de Abril

exposição comemorativa dos 30 anos da ânimo http://animo30.wordpress.com
CONVITE
Venho convidar todos os leitores da ânimo para a inauguração da Exposição “Abril, Ânimos Mil” que terá lugar no dia 16 de Abril, pelas 19 horas, na Galeria da Associação 25 de Abril, ao Chiado, na Rua da Misericórdia, Nº95, em Lisboa.
Num tempo de desânimo, uma exposição que faz apelo a que retomemos os caminhos que Abril nos abriu e em cujo esquecimento radicam, também, à nossa escala, algumas das razões para a crise que enfrentamos.
Na luta por uma sociedade mais justa e solidária, regressar às origens, mesmo a partir da grande cidade, pode ser um bom começo. O desenho do cartaz é feito a partir de um bordado original da minha saudosa Mãe para o meu primeiro lençol de bebé! Nas Lisboas de Lisboa, o Portugal interior, de Gavião a Mação, com passagem por Abrantes, em lugar de destaque nas obras que apresento.
Às palavras, juntaremos os licores e os bolos fintos de Mação, acreditando que, assim, poderemos fintar o desencantado destino de que nos queremos, de uma vez por todas, afastar. Talvez possamos sair, assim, mais animados e com a renovada vontade de Reabrir as portas que Abril abriu. Não faltará para isso, e também, algum vinho maçanico, Chave Dourada, da nossa modesta produção. Estão convidados . Conto convosco. A palavra e o poder às vossas agendas! Todas as agendas!
antónio colaço
ENTRETANTO…. No silêncio das noites ou no prolongamento dos dias de fim de semana … a exposição vai ganhando corpo. Não pretendo originalidades bacocas mas sempre direi que assumo esta tão original quanto despretensiosa partilha do atelier, digamos, on-line, quando, alguns dos consagrados nomes ou, talvez os seus “testas de ferro”, tudo fazem para esconder do público as mais recentes inovações dos seus apoderados. “Vincent, Vem Cá“, ou o mistério do assalto aos girassóis de Van Gogh, “Louvor e exaltação das hortênsias” e “Jangadas para os Náufragos de Medusa” – obrigado, Mário Franco, pela convincente exposição, pelo desmedido fascínio que me fizeste criar pelo original de Géricault -1791/1824 – ocupam, agora, toda a nossa atenção. Aqui fica esta espécie de making off de obras em execução:
Vincent, Vem cá!
Louvor e Exaltação das Hortênsias.
Jangadas para os Náufragos de Medusa (A partir da obra de Theodore Géricault). antónio colaço
última hora:PE ANSELMO BORGES NA ABERTURA DA EXPOSIÇÃO “ABRIL,ÂNIMOS MIL”!
Publicado Março 16, 2009 Uncategorized Deixar um Comentário
É com incontida emoção que tenho o prazer de anunciar aos nossos amigos que a celebração dos 30 anos da ânimo conta, na inauguração da Exposição “ABRIL,ÂNIMOS MIL, com a presença e a iluminada palavra do meu querido amigo Padre Anselmo Borges.
” De que falamos quando falamos de “ânimo”, o mote para a conversa com Anselmo, um dos mais dinâmicos e revolucionários evangelizadores do sec XXVI e que aqui não deixamos de sublinhar! A alegria patente no rosto desse outro amigo, o Manuel Vilas Boas, da TSF, diz tudo de como é bom estar entre amigos destes. Um motivo mais para subir até ao Chiado na quinta-feira, 16 de Abril, pelas 19 horas, e entrar na Galeria da Associação 25 de Abril, situada, mais precisamente, na Rua da Misericórdia, nº 95.
Na sequência desta novidade, agora mesmo confirmada, uma outra pode estar a caminho. Aguardemos.
antónio colaço
Amigo Colaço: Tenho acompanhado com grande interesse a evolução dos preparativos para a tua exposição, inteirando-me da tua veia artística (que naturalmente desconhecia, em virtude de não nos termos chegado a encontrar na nossa caminhada pelos Capuchinhos), da qual, aliás, fiquei mais ciente ainda em recente encontro com o comum amigo Agostinho Vaz, de que te vou falar já. Antes de mais, desejo-te as maiores felicidades para a exposição Ânimos Mil, onde não poderei estar obviamente, pela distância física. Mas, vou ver se a minha filha e meu genro (esses sim residentes perto, na área da grande Lisboa) poderão passar por aí, embora pela sua vida profissional, de enfermeiros, não sei se terão hipóteses, atendendo a que trabalham por turnos. Vamos ver… Quanto ao recente reencontro com o Vaz, não dissera nada antes por saber que andas muito ocupado. Mas também por, com a envolvência natural, até me ter esquecido de registar em imagem tal momento. Tendo passado por aqui, pela minha terra, o Vaz veio ao meu encontro, a meio duma manhã, na semana passada. Então, apesar de eu ter o tempo limitado, porque daí a pouco tinha de ir para o emprego (já que presentemente trabalho de tarde, das 13 às 20 horas), estivemos à conversa sem notar o tempo passar… Disso tudo (até para o espicaçar a escrever mais neste Irmão Sol), o Agostinho Vaz por certo dirá de sua justiça, podendo eu acrescentar já que foi um bom frente a frente, a deixar a conversa mais em dia, como se costuma dizer. Até sempre.
Armando Pinto
olá!
Fui seminarista, não há muito tempo, 10…20…35…anos, é isso, estive em Barcelos 1º. ano e depois 2 anos em Gondomar.
Ao longo destes anos tenho acompanhado, mais ou menos de perto, a vida de alguns amigos, outros começo a esquecer…
Fui à Igreja do Amial,há dois anos (‘), falar com o Padre Fernando Alberto Pedrosa Cabecinhas, que foi meu colega, penso que estava com pressa…e nada mais soube.
Gostaria de ter algumas fotografias para mostrar aos meus filhos e saber se tudo vai bem com V.Exª.s
Eu Sou José Paulo Gonçalves Costa
FAFE
Um abraço.
Se calhar, a Primavera, que acaba de chegar às 11.44, também pode morar numa tela feita com o que sobrou do passado Outono no meu Vale das Árvores.
É isto que me fascina na Natureza, numa palavra, na Criação: ressuscitamos como se nunca tivessemos morrido. Obrigado pela irmã Primavera! antónio colaço
A prova provada de que, apesar de ocupados com a preparação da exposição, Abril, Ânimos Mil, todos os dias vamos à porta/correio do nosso conventinho virtual para ver se algum irmão quer entrar.Sim, eu sei que tardam cartas do Rito, do Vaz, do Mendes, do Teixeira, do Pojeira ( de partida para Timor, estás obrigado a reportar o quotidiano timorense!!!) e quem mais?!
TODOS: do SÉÉÉÉÉÉÉRIO!!! Sim,tu, o guionista dos guionistas, que nenhuma Globo jamais de nós apartará, então e o 4º episódio do JINGO?!
2
Até lá, queiram passar por aqui para saber as últimas deste vosso irmão! Alguém mais tem por aí blogs para divulgar?! Façam favor!
Depressa que se faz tarde!
Aproveito para divulgar o … Convite para 16 de Abril!!!

Aqui está, vindo de Barcelos, Frei Hermano.

Paz e Bem!
Olá Amigo Colaço, dei uma vista de olhos ao Blog do Irmão Sol e vejo que continua com MIL ÂNIMOS ao leme da linda nau dos Antigos Alunos.
Infelizmente não penso penso ir a Lisboa nos próximos tempos pelo que só poderei entrar nesse admirável mundo novo da ânimo, se você continuar a partilhar on-line o seu atelier!
Não tenho nada para escrever porque sou um miúdo à beira de muitos de vós e a escrita faz-se sobretudo de história e de história; poderia era talvez passar mais vezes pela vossa capela virtual!?
Ando “aflito” com um projecto da Pastoral Juvenil; sonhei no ano passado – ainda não se falava tão apocalipticamente de crise – levar um grupo de jovens comigo a Timor-Leste. São eles quem – fora da sacristia – melhor pode transformar por dentro – com valores cristãos – as escolas, hospitais, empresas, partidos políticos e a própria igreja. Reze por esta intenção, ok? Em Abril, orações mil!
Dê uma vista de olhos em:
http://viveroessencial.wordpress.com
Um abraço muito fraterno,
frei hermano

Amigos!
Gostei de ver o Sitio Irmão Sol. Foi bom ver um trabalho tão bem feito. A todos os que nele trabalham e lhe dão alma dou os meus PARABÉNS!
Prometo dar mais notícias.
Para todos uma Santa e Feliz Páscoa!
Um grande Abraço
Frei Luís Gonçalves
NR
Aqui está, outra vez, a prova provada de que este vosso irmão carteiro não larga a caixa do correio.Todos os dias em busca de novidades! E eis, finalmente o ….Luuuuuuuuuuuuuuuuuuuuís, como é bom saber-te por aqui, finalmente! “Realmente“! Luís,creio que deves saber navegar pelo irmão sol, pois bem, procura lá mais para trás e verás com o que dás!!! (Isto é para te fazer lembrar as nossas velhas disputas de quem é que rimava mais!!!)É que dedicámos-te um post a chamar por ti! Tal como ao nosso outro amigo e que, sei agora, está contigo aí em Barcelos, o Frei Manuel Luis!!! Trata de o pôr em contacto connosco, também! Em breve vamos falar mais!!!! Estou aflito com o tempo a voar tão depressa e a sentir que não posso estar aqui mais tempo a fim de concluir os trabalhos que faltam para a Exposição de 16 de Abril!!!Passa por aqui, tu e os outros irmãos,para saberem como estão as coisase claro, aparecerem na Galeria da Associação 25 de Abril, pelas 19 horas!!!
Ficamos à espera das tuas notícias e….,parece, que temos para aí um novo livro?!O último não foi o ….”Palmeiras em flor?!”
No sítio onde estou não tinha nenhuma foto tua à mão!Fui ao Google e, olha, só!Lá estás tu!!!Não tenho tempo para o link, mas experimenta também!!!
Um grande abraço!!!
antónio colaço
FÁTIMA.1ºCONGRESSO ANTIGOS ALUNOS.INSCRIÇÕES ATÉ 10 ABRIL
Publicado Abril 1, 2009 Uncategorized Deixar um Comentário
Olá amigos
No sábado passado (dia 28/3) estive em Fátima na reunião preparatória do 1º Congresso dos Antigos Alunos dos Seminários,
Estiveram presentes representantes de quase todas as Associações
dos Antigos Alunos das várias Ordens Religiosas.
A nossa Associação enviou para todos, na mensagem de Natal o programa do Congresso. Quem estiver interessado em participar, ainda está a tempo de se inscrever até ao dia 10 de Abril.
É um Congresso aberto a todos.
Até este momento os Capuchinhos estão representados só por mim, mas espero que haja mais alguém com coragem de enfrentar três dias de convívio, com todos os participantes de todas as Ordens Religiosas.
Vamos todos inscrevermo-nos no Congresso a realizar nos dias
24 a 26 de Abril.
Vamos testemunhar que a nossa vivência Capuchinha é inabalável,
e que nos marcou para toda a vida, com orgulho de sermos ex-Capuchinhos.
Para mais informações contactar
António Joaquim
______________________

NR
1.Através do nosso mail daremos o TLM do António Joaquim a quem quiser.
2.Segue um texto que respigamos da Agência Ecclesia.
3.Pessoalmente acho a iniciativa muito meritória desde que…nós, os antigos alunos, não concorramos a figuras de um museu de cera que dá jeito exibir, muito arrumadinhos, num Congresso, quando, como temos provado ao longo dos últimos meses, o que queremos mesmo é, pela vivência do presente,mais do que figurantes, sermos participantes na construção de dias mais frutificantes!
4.Para os que puderem e quiserem, vá, ide lá congressar.”Coragem”, para citar o António Joaquim!Mas, no regresso, vinde para aqui PARTICIPAR! Todos os dias, com o nosso passado, sim, mas com os passos bem acertados rumo ao Futuro em que acreditamos e com Quem estamos concertados! (Luís Gonçalves, isto é que rimar, meu!Põe aqui os olhos!)
antónio colaço
| Por onde andam os antigos seminaristas? |
| Fátima continua preparação do I Congresso de Antigos Alunos dos Seminários, no qual será apresentado um inquérito da UCP |
| . A convite da Comissão Organizadora do Congresso de Antigos Alunos dos Seminários, uma iniciativa do Santuário de Fátima a realizar no âmbito da Celebração dos 100 Anos do Nascimento de Francisco Marto, o Centro de Estudos e Sondagens de Opinião (CESOP) da Universidade Católica Portuguesa está a realizar um inquérito que pretende retratar o percurso de vida dos antigos alunos dos seminários e institutos religiosos de Portugal. Nas palavras do investigador do CESOP João António procurar-se-á com este estudo “compreender o que levou os antigos alunos a entrar no Seminário, que memórias guardam do Seminário, que percursos de vida percorreram até aqui e conhecer as suas opiniões sobre a relevância dos Seminários para a sociedade em geral. Não se trata dum estudo em profundidade, mas sim dum primeiro retrato duma população que, ao que sei, nunca foi estudada deste modo. Assim, diria que para além de permitir saber, de uma maneira sucinta, por onde andam, o que fazem, como estão ou o que pensam os antigos alunos, esta sondagem tem ainda o interesse de poder suscitar novas perguntas que outros poderão procurar responder utilizando esta ou outra metodologia”. O Centro de Estudos e Sondagens de Opinião tem vindo a desenvolver numerosos projectos de investigação que se dividem em duas grandes áreas: as sondagens de opinião e os estudos de âmbito sociológico. Em termos de metodologia, este trabalho de investigação que será apresentado em Fátima na tarde do dia 24 de Abril, explica João António, “trata-se duma sondagem por telefone que consistirá em entrevistas de aproximadamente 20 minutos. Temos como objectivo entrevistar cerca de 1200 antigos seminaristas. Procuraremos entrevistar pessoas de todos os Seminários para que possamos obter uma amostra o mais diversificada possível. Da mesma forma tentaremos entrevistar pessoas de várias gerações. Mas a amostra final dependerá da vontade de participação demonstrada pelos potenciais inquiridos e da validade e actualização dos dados de que partimos, isto é, dos contactos telefónicos que nos foram fornecidos pela Comissão Organizadora do Congresso. Os telefonemas serão feitos a partir do final do mês de Fevereiro e pensamos que deveremos ter todos os dados recolhidos até final de Março”. Pretende a Comissão Organizadora e o CESOP “que a sondagem traga resultados válidos e que a sua apresentação no Congresso contribua para a reflexão sobre a importância dos Seminários na sociedade portuguesa do século XX e deste início de século XXI”. Recorde-se que continuam abertas as inscrições para o I Congresso de Antigos Alunos dos Seminários, que decorrerá nos dias 24 a 26 de Abril, no Salão do Bom Pastor, no Centro Pastoral Paulo VI, em Fátima. Este congresso nacional, intitulado “Seminários: da memória à profecia”, propõe a reflexão sobre várias temáticas relacionadas com o desenvolvimento e o papel dos seminários, sobre as opções de vida e sobre a vocação, e alia estes momentos de reflexão a outros de oração e culturais. Para os momentos culturais em específico, e porque a formação cultural a vários níveis desde sempre marcou a vida dos alunos no seminário, os antigos seminaristas são chamados a dar mostras da sua criatividade e habilidades com a elaboração de posters para uma exposição e a animar um sarau cultural, a realizar no dia 25 de Abril, e um tempo de animação durante o almoço-convívio do dia 26 de Abril. No dia 26 de Abril, pelas 12h30, a Eucaristia de encerramento do Congresso, na Igreja da Santíssima Trindade, será presidida pelo Presidente da Conferência Episcopal Portuguesa, D. Jorge Ortiga. O Programa, os Regulamentos para os momentos culturais e também o Hino inédito para o Congresso, criado por Jerónimo da Rocha Monteiro SDB, estão disponíveis em www.fatima.pt
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POJEIRA EM TIMOR.MARTINS E MORGADO EM ASSIS!
Publicado Abril 4, 2009 Uncategorized Deixar um ComentárioPelas razões que já expliquei não tem sido possível dar a assistência ao irmão sol que ele merece.Todavia, todos os dias consulto a caixa do correio e…nada. Ou seja, em face da minha temporária indisponibildade, não quer dizer que não escrevam, como fez o nosso querido Luis Gonçalves.
Escrevam, que o animador de serviço de imediato publicará! Até lá, continuem a passar por aqui, embora a cada hora que passa o tempo encurte e, também para a actualização da ânimo, a disponibilidade sejacada vez menor.O dia 16 aproxima-se! O convite renova-se! Apareçam:

Entretanto, soubemos que o Frei Pojeira já deve ter chegado a TIMOR!
Grande António, aguardamos as tuas prometidas notícias e desejamos tudo de bom para ti e para todos os que esperam pelo teu dinamismo! Ficámos nós mais enfraquecidos mas, perante aqueles que quase nada têm,só temos que seguir o teu exemplo e continuar o que aqui fizeste! O irmão sol também é a resposta a um desafio teu! Felicidades.
A caminho de Assis – já que não podemos ir nós, os associados….(que pena!)- vão, depois da Páscoa, Frei António Martins, Frei Lopes Morgado e mais alguém! Vão para o Encontro das Esteiras, integrado nos 800 anos de S.Francisco! Prometidas estão imagens exclusivas!!!
Voltaremos ao assunto!
Entretanto, que é feito, pelo menos, dos nossos habituais colaboradores?
Sério, esse JINGO está demoraaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaado?!
Abraços!!
antónio colaço
Olá amigo Colaço.
Como compreenderás não me será possível, (com pena minha), visitar a tua Exposição. Os motivos estão à vista, como sabes. Sei que tens andado, e continuas numa roda viva à volta da Exposição “ABRIL, ÂNIMOS MIL”. Que seja um sucesso, pois bem o mereces.
Contudo, ainda vais tirando uns minutos para ver o nosso correio. A caixa continua vazia. Que pena…
Depois que regressei do Canadá e antes de vir para o trabalho, imagina o que fiz: Estava prometido e fui visitar o nosso amigo Agostinho Vaz em Fafe. Não me vais perguntar pelas fotos, porque este candidato a PAPARAZZO, não passou no exame. Porquê? Porque se esquece da câmara sempre que sai de casa… Na minha primeira visita a Fafe, o Agostinho foi um Cicerone à altura. Mereceu nota vinte.

Depois de me mostrar as zonas mais importantes da cidade, lá fomos meter os pés debaixo da mesa. Aquela vitela assada… “Trofa style”, estava deliciosa. Foi regada com Verde da Região como convinha. Só que no fim,o nosso caro Agostinho criou um pequeno embaraço ao João. Naquela de pago eu. Não. Pago eu. O Agostinho foi o vencedor, com a solene frase: Em Fafe mandam os de Fafe!!! E o João meteu a viola ao saco, e o Agostinho Vaz pagou a conta…Tenho de arranjar um slogan para Barcelos… Como bom Cicerone, o Agostinho deixou para a parte de tarde, a visita mais importante: A visita ao Jardim do Calvário, (fica num alto, a condizer com o nome), de onde e de perto se podia ver e admirar “ O Nosso Primeiro Seminário Capuchinho”.

Foi com uma certa emoção que vi e admirei e imaginei os primeiros alunos na hora do recreio a jogar à “lhufa” (?), com as bolinhas de vidro das garrafas dos refrigerantes “Pirolito”.

Em conversa amena pelo jardim, o Vaz deixou caír uma sugestão, que me parece fantástica: Preparar um dos nossos próximos encontros naquela casa, que foi o Nosso Primeiro Seminário. O Agostinho, com excelentes ligações à Misericódia e à Autarquia, (comparo-o com àquele Nosso Irmão, lá para as bandas de S.Bento), estará ao dispôr da Direção da AAC, para apoio logístico e não só. Já me esquecia: A história do elevador do jardim…Essa, Agostinho, terás de ser tu a contá-la aqui. Até à entrada da auto-estrada fui guiado por um Sports Car, (que só lhe faltava o sinal: “Follow Me”). Um levantar de braço, significando um adeus até breve. Obrigado Agostinho. Marcaremos encontro para Barcelos. Um abraço deste lado do mundo, em particular para o Editor e para o Agostinho Vaz, e em geral para todos os visitantes do Irmão Sol.
João Casais
Peço a melhor compreensão a todos os irmãos: Até ao dia 16 já não consigo actualizar, sequer, o Correio. Estou em contagem final para a Exposição. Não é preciso repetir o Convite. Já me devem rogar mil pragas por tal.
Assim, deixo-vos com este belíssimo texto de um outro amigo, o Pe Vítor Gonçalves!
Páscoa Feliz!
À PROCURA DA PALAVRA
P. Vítor Gonçalves
DOMINGO DA RESSURREIÇÃO Ano B
“Procurais a Jesus de Nazaré, o Crucificado?
Ressuscitou: não está aqui.”
Mc 16, 6
Manhã de Maria
Acabei de sentir o meu Filho a abraçar-me.
Foi como se Nazaré e Belém se juntassem num único momento,
o meu sim e o primeiro balbuciar humano de Deus.
E voltei a ouvir aquele riso que dava vida às coisas,
e a sentir as mãos tão solícitas em tocar e curar.
Revivi os sinais e as palavras que guardei como tesouros,
as vidas transformadas pelo seu olhar,
e os futuros abertos pelo seu perdão.
Estremeci de alegria como Ele me fizera estremecer
quando fui ter com Isabel.
Mas esta era uma alegria nova,
capaz de vencer todas as tristezas e curar todas as lágrimas.
A alegria de um amor sem fim, de um dia sem ocaso.
Senti-o curar no peito a ferida que a lança no seu lado
também abrira em mim, como tinha dito o bom Simeão.
Não desejo noites como estas a nenhuma mãe
e agora sei como rasga o coração a morte de um filho.
João esteve sempre comigo
e nem chorar sabíamos porque as lágrimas
não diziam aquela dor imensa
e uma estranha esperança a lutarem em de nós.
Era o fim mas tudo parecia suspenso
de um princípio que nos ultrapassava,
como se estivéssemos nos primeiros lugares
de um mundo novo que ia romper a casca da história.
Era o fim da vida que conhecíamos, de egoísmo e indiferença,
e sentíamo-nos tão pequeninos e frágeis
para o novo que se aproximava.
Há pouquinho, com o primeiro raio do sol desta manhã,
o meu querido Filho abraçou-me como só Ele sabe
e convidou-me a entrar na vida nova.
Olhei-O, toquei-Lhe, senti-O tão o mesmo e tão Outro,
a envolver-me de um amor indescritível,
que se estendia aos seus amigos, e a tantos, e a todos
do mundo e do universo. Nesse amor me encontro
e saboreio a surpresa de Maria, de Pedro e de João
e de todos os que hoje e em muitos outros hoje
vão encontrar a Vida no meu Filho!

…às 19 Horas, na Galeria da Associação 25 de Abril, na Rua da Misericórdia, Nº 95, ao Chiado.
Não é preciso repetir Convite, certo?
Vão passando por aqui!Obrigado.
antónio colaço
Estamos quase de regresso.Até lá, obrigado, a todos os que têm passado pela Galeria da Associação 25 de Abril. Até dia 9 de maio.
Em breve, toda a exposição, aqui!
FREI POJEIRA:PRIMEIRAS NOTÍCIAS DE TIMOR
Publicado Abril 22, 2009 Uncategorized Deixar um Comentário
Frei Pojeira, o primeiro à esquerda, Frei Santos Costa e Frei Acílio Mendes, no dia em que fui ao Convento de Benfica buscar o “meu” S.Francisco para a Exposição “Abril, ânimos Mil”.
A primeira de muitas cartas de Pojeira, esperamos! E…uma fotografiazita, dava jeito?! Aí vai a carta com morada e tudo a fim de quem queira possa escrever-lhe, também. ac
___________________________
Paróquia de Nª Srª do Rosário de Laleia
Telm – 006707472301
Caixa Postal 139 – DILI
TIMOR-LESTE
Caríssimo Amigo
A.A.C.:
Paz e Bem!
Como já é do conhecimento quase geral, encontro-me a trabalhar em TIMOR. Porque o Fr. Fernando Alberto se encontrava sozinho, como agente pastoral e como formador dos nossos jovens aspirantes, era necessário que alguém viesse. Porque me disponibilizei, cá me encontro desde o passado dia 7 deste mês de Abril.
No dia 8 estive todo o dia em acção pastoral. Acompanhando o Fr. Fernando, passamos pelas três grandes comunidades ou Centros de culto que atendemos. Quase todo o dia foi passado a escutar e a absolver os penitentes. Os dias da Semana Santa, com as celebrações próprias de cada dia, foram vividos intensamente e em comunhão com um povo simpático e que apenas espera que eu – aprendendo a sua língua – possa dialogar com eles sem precisar de tradutores.
Na Sexta-feira Santa, logo às 9,00 horas, toda a população se juntou para a grande Via-Sacra que, percorrendo muitos caminhos, campos e montes, saindo da Igreja, terminou no alto de um monte onde já se encontra implantada uma Cruz de ferro. Naturalmente, associei-me ao povo na caminhada que só terminou por volta das 12,00 horas.
Passados 15 dias, envio-vos a boa nova do bom acolhimento que me fizeram quando aterrei em Dili. Era esperado pelos irmãos Capuchinhos que cá vivem, por dois Postulantes que irão para o Noviciado na Indonésia, dentro de pouco mais de dois meses e, possivelmente, serão os primeiros Capuchinhos timorenses, e pelas irmãs religiosas franciscanas que vivem aqui perto, em Tibar.
Graças aos bons ofícios de um sacerdote timorense, que encontrei no Aeroporto de Singapura e viajou no mesmo avião, e ao respeito que todos nutrem pelos sacerdotes, foi fácil a minha passagem pela alfândega. Em menos de 10 minutos, recolhida a minha bagagem, estava junto dos que me aguardavam.
Estou há poucos dias nesta terra. Mas já deu para perceber que há muito que fazer, para além da acção pastoral. Precisam de ajuda e abertura de horizontes para que possam ir saindo do estado de grande pobreza. Até as próprias Capelas necessitam urgentemente de uma acção reparadora para que se possa ter um espaço condigno PARA a celebração dos mistérios da salvação. No final da visita pascal que se fez numa dessas comunidades, uma irmã brasileira, que entrou em 43 casas, desabafava que todos tinham “soalho de terra”!…
Desde aqui, e de longe a longe, enviarei notícia das novidades que surgirem.
Com amizade e estima, um abraço muito amigo e fraterno.
Laleia, 21 de Abril de 2009
Fr. António Pojeira Dias

Uma agradabilíssima surpresa que o correio trouxe esta manhã: o nosso querido colega Agostinho Mendes, que, finalmente, está online connosco, embalou muitas das mais bonitas e saudosas imagens do nosso passado comum e, ala, a caminho da redacção do irmão sol!
Ainda sem tempo para retomar a “normalidade editorial”, pelos motivos que todos conhecem, está aqui matéria prima para, aos poucos, regressarmos ao bom caminho!!
Olhem só, para abrir o apetite:

Obrigado, Agostinho, pela tua disponibilidade. Em breve…cenas dos próximos capítulos.Ah, nas imagens que recebemos, temos muitos irmãos de outros anos e, bem assim, de alguns dos nosso irmãos professos de hoje!

Quim Afonso, o que é que tu e eu fazemos ali na foto? Éramos tão maus jogadores, assim? Mas o Sério, meu Deus, aquelas joelheiras mais parecem as guardas de um verdadeiro soldado do Império Romano?!
( Sério…. o teu JINGO?!)
E o nosso querido Provincial Frei Martins, o primeiro da esquerda na primeira linha, ao lado do Frei Manuel Luís? Ainda me lembro dos teus pontapés na atmosfera, Manuel, mas eras certinho na defesa, se bem me lembro.Ou não fosses um verdadeiro Cavaleiro da Imaculada.
Aguardem e…sigam o exemplo do Agostinho Mendes.Enviem que nos devolvemos, claaaaaaro!
antónio colaço

A SICNotícias esteve, ontem, na Galeria da Associação 25 de Abril para dar conhecimento do que por ali se passa.
A reportagem acabou de passar há alguns minutos.
Numa amigável colaboração – e enquanto não conseguimos ter o nosso próprio “software”….- a reportagem pode ser vista aqui!
A SIC Notícias volta a exibir o “CARTAZ” mais logo e a SIC, mãe, na próxima quinta-feira em horário que ainda desconhecemos.
A todos, muito obrigado.Um obrigado especial ao Miguel Andrade e ao seu jornalista de imagem, cujo nome aguardo,pela qualidade do trabalho apresentado!
antónio colaço
NOTA
Aos nossos amigos e irmãos do irmão sol o pedido de compreensão para esta demora no regresso ao nosso convívio neste virtual conventinho, quer dizer, capuchinho convento de todas as virtudes!Esperamos que percebam as razões! Aliás, se quiserem passar pela Galeria lá reencontrarão o S.Francisco de Assis exposto de mil sementes de girassóis rodeado! Obrigado!Até lá, vão passando por aqui!

Recorri a esta foto para ilustrar as palavras que acabam de chegar de…Assis, pela mão do nosso querido Frei Acílio!Pojeira, em Timor, Colaço em Mação e Acílio, hoje, em….ASSIS!Como gostava de estar aí, também!!!!Mas gosto muito deste meu regresso ao meu Vale das Árvores.Cheio de Sol e… com muito para fazer!
Já agora, deves saber, com o teu mail foste um dos primeiros cinco a candidatar-se à oferta de um desenho alusivo à Exposição e aos 35 anos de Abril!Mai nada!!!
A Palavra ao Frei Acílio Mendes com um pedido: e uma ou duas fotos não se arranjam?
ultima hora:QUARTA, 6 MAIO NA ANTENA 1.da meia noite às duas
Publicado Maio 4, 2009 Uncategorized Deixar um Comentário
É uma notícia acabada de chegar: este vosso irmão é o convidado de Jorge Afonso, na Antena 1, na próxima quarta-feira, dia 6 de Maio, entre a meia noite e as duas da madrugada.
Pela minha parte, prometo conversa animada.
Obrigado
antónio colaço

Como se nenhuma paragem tivesse ocorrido.
Como se nunca na trémula lamparina do nosso querido conventinho virtual o azeite tivesse faltado.
Como se entre o Kazakstan, Cristelo, Fafe, Ansião, Abiúl, Caldinhas de StºTirso, Longra, Gondomar, Porto, Barcelos e ….Fátima nunca as palavras tivessem adormecido, extenuadas, à beira das nossas muitas estradas.
Peguei nesta rosa, colhida (fotograficamente, Joaquim Morgado, não te assustes!) ontem à noite, no nosso convento em Fátima, para perfumar este regresso, sem qualquer sombra de ressentimento, pelos tantos esquecimentos, pelos dias a fio sem correio, alô Timor, alô Jingo, alô Vaz, Teixeira, Josué, Zacarias, Ilídio, Arménio, Armando, Joao Casais, Zé Ramos, Sério, Leonel, Luis Gonçalves, Morgado….
Aqui estamos, de novo, oh Maria.
antónio colaço
Preparava-me para assinalar o Regresso e o milagre aconteceu!
Directamente de Assis, Frei Acílio Mendes. Um mail partilhado que aqui destacamos!
Obrigado Frei Acílio!Como é bom saber-te em Assis, novamente de olhos bem abertos!Para ti as imagens colhidas, ontem, em Fátima e que convoco para ilustrar as tuas palavras!ac

Buon giorno,
buona gente!
Pace e Bene a tutti,
fratelli e sorelle!
Continuo em Assis, a beber da nascente que jorra sem parar.
Hoje, dia 13 de Maio, os Irmãos Capuchinhos, por especial atenção, quiseram celebrar, na Liturgia das Horas e na Eucaristia, a comemoração de Nossa Senhora de Fátima. Embora sabendo das dificuldades em enxergar as letras do Missal, pediram-me para presidir à celebração da Eucaristia da Fraternidade.

Eis-me, de repente, a pensar nas múltiplas relações entre Fátima e Assis, assim como entre Assis e Fátima. Foi a homilia. Deixo algus apontamentos:
Há dois níveis de contemplar Fátima e Assis. Tal como a nossa aproximação à Bíblia.
O nível simples, popular, folclórico e, por vezes, até comercial.
E um outro nível mais profundo e exigente, o do «mistério da Fé». As próprias leituras da Palavra de Deus aludiam a estes dois níveis: ou ficar-se pela circuncisão como rito externo (Actos) ou pelas parras das videiras (Evangelho). Ou então «circuncidar» o coração e alegrar-se com a salvação que é Cristo e «permanecer» bem unido a Cristo para dar fruto e fruto abundante e permanente…
Neste nível mais profundo, o nível da Fé e da simbólica, temos muitas dimensões a descobrir. Em Assis e em Fátima.
Por exemplo:
Tanto em Assis como em Fátima há a manifestação de Deus, o Deus da Paz e da Misericórdia. Um Deus que se revela aos pequeninos: em Fátima aos três pastorinhos (Lúcia, Francisco e Jacinta). Em Assis, a Francisco, «il Poverello», a Clara, a «plantazinha» e seus companheiros, os «menores».
Todas as manifestações de Deus são «por nós e para nossa salvação». Os três pastorinhos descobriram muito cedo esta dimensão da «solidariedade» com os pobres e os pecadores. Daí, a sua oração, sacrifícios e renúncias. Francisco de Assis teve sérias dúvidas se ficar eternamente na sedutora vida eremítica ou andar, como Jesus de Nazaré e seus Apóstolos, de terra em terra a anunciar a Feliz Notícia do Abbá. Foi o primeiro Fundador a escrever na Regra um capítulo sobre os que partem para as missões… A Senhora de Fátima «percorre o mundo inteiro» de mãos erguidas (oração) e pés descalços (penitência) a apontar a todos os seus filhos o seu querido Filho Jesus, como Caminho, Verdade e Vida.
A mensagem de Fátima é mensagem de penitência e de oração. O grupo dos que embarcaram na aventura evangélica de Francisco começou por chamar-se «os Penitentes de Assis». Sempre houve na Família Franciscana uma tensão para a oração, o deserto, o eremitério, os Cárceri, o Alverne… Os Capuchinhos nasceram na Igreja com este especial ímpeto contemplativo.
Em Fátima e em Assis há a manifestação do «rosto materno de Deus» na presença de Maria, a Mãe de Jesus e a Mãe da Igreja, a Senhora mais brilhante que o Sol. Com simplicidade Maria é invocada nas estrofes populares do «Ave de Fátima» (letra do poeta Afonso Lopes Vieira), mas também noutros cânticos de conteúdo mais teológico como o «Ave, o Theotokos, Ave, o Mater Dei!». Franciscco desfaz-se em loas e saudações à Virgem Santa Maria: «Salve, Senhora santa Rainha, Virgem feita Igreja! Salve, casa de Deus!…»
Importa estudar a Mariologia e o Franciscanismo nas Universidades e na Catequese. Mas, a mensagem principal de Fátima e de Assis capta-se pela «via do amor», o coração. Francisco e Clara são os santos da Ternura e da Bondade do Altíssimo, Omnipotente e Bom Senhor. Em Fátima há a manifestação do imaculado «Coração» de Maria e do humilde «Coração» de Jesus. Os filósofos Aristóteles e Platão são duas fontes inspiradoras, de cariz diferente, mas sempre convergente na procura do Bem, da Verdade e da Beleza…
Tanto em Fátima como no projecto de Assis, o destinatário principal é o Povo. Os Capuchinhos são conhecidos como os «frades do povo». Em Portugal, os que, com simplicidade, levam a Bíblia, a Palavra de Deus ao Povo… Na recente tragédia do terramoto de Áquila, os únicos religiosos que ali permaneceram com o Povo foram os Capuchinhos (o seu actual «convento» é o vagão de um comboio…)
Tanto em Assis como em Fátima, importa descobrir a «geografia da salvação». Em Assis, há lugares «sagrados», como: o «túmulo» de Francisco e seus companheiros, na Basílica; a Porciúncula, em Santa Maria dos Anjos, o convento de São Damião; a Cruz de São Damião e a presença do «corpo» e do espírito de Santa Clara, na Basílica que lhe é dedicada; o santuário dos Cárceri… Em Fátima, são lugares sagrados: a capelinha das aparições, o altar da capelinha, da Basílica e da nova Igreja da Santíssima Trindade (todas as peregrinações convergem para o altar da Palavra e da Eucaristia); as capelas da Reconciliação, a capela da adoração do Santíssimo Sacramento…
E muito mais haveria a aprofundar. Mas, falta-me o tempo e o engenho…

Só falta referir que, no final da Eucaristia, cantámos com entusiasmo o «Ave de Fátima».
Em louvor de Cristo, de sua Mãe Maria Santíssima e dos seus servos Francisco e Clara de Assis.
O abraço fraterno, fatimista e assisiense,
frei Acílio
É um rigoroso exclusivo. O irmão sol está, neste momento, em estúdio, acompanhando o frenesi da montagem da última produção do grande realizador franciscano de seu nome Agostinho Mendes.
De facto, perante a apatia total do auditório do irmão sol, em responder aos assuntos da actualidade, Agostinho Mendes chegou à conclusão de que só um bom mergulho no passado serviria para despertar os nossos leitores!
Embora aproveitemos este grande momento para reafirmar os nossos objectivos de permanecermos, sobretudo, atentos aos grandes desafios do presente - o que nos levou recentemente a ir ao encontro dos actuais locais de trabalho de alguns dos nossos irmãos, recordamos a reportagem que fizemos na Faculdade de Letras com Leonel Ribeiro Santos e José Augusto Ramos – não será por nós que as visitas ao passado deixarão de fazer-se!
Bora daí a ocupar os vossos lugares que a sessão é completamente gratuita! Obrigado Agostinho Mendes pela tua fabulosa disponibilidade! Oxalá outros sigam o teu exemplo! Ou seja, enviem as vossas fotos – por correio, ou por mail - que nós, depois de as scanarmos, procederemos à sua devolução!
Claquette!

Acção!!!!!!

Agostinho Mendes e Frei Fonseca(?). Quem identifica?

Sério, Martins ( júnior!O irmão do noso Provincial!), Mendes e Fonseca!
Agora percebemos, Sério, por que não tem havido mais JINGO!!! Sai já do banho, rapaz!!!

Depois do banho, um banho de sol. Do Irmão Sol, claro! Mendes, Vaz, Firmino, Acílio, Lino e Joaquim Afonso! Então caríssimo Acílio, onde é que aí, em Assis, podes desfrutar de um sol destes?!

Enquanto uns andam no bem-bom da água, a Irmã Água, outros, no silêncio dos tachos e panelas, sal, pimenta e outros franciscanos condimentos, tudo fazem para que na mesa nada falte.

Lá ao fundo, à esquerda, o saudoso Frei Joaquim! Aqui à frente, à esquerda, um castiço beneditino cujo nome me escapa mas que era um grande animador sempre de serviço!

E pronto, por hoje regressa tudo à santa quietude conventual! De todos estes, o António Paz, o segundo na segunda fila a contar da esquerda, continua connosco, sim, mas… do Outro Lado! Olá, “Pazigo”, acho que era esse o teu amigável alcunha!
::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::
PARA A SESSÃO DE AMANHÃ, NÃO PERCAM:

QUEM TRAMOU A BICICLETA DO MANUEL BARRACO?!!
Realização Augustin Spielberg Mendez

Assistente de Realização Tony Colass

Realizou-se em Fátima o Congresso dos Antigos Alunos dos Seminários.
Para visionar a reportagem do Programa 70X7, clica aqui!
AS CONCLUSÕES

Congresso Seminários: da memória à profecia
CONCLUSÕES
1 – Este Congresso teve grande participação e interesse. Conseguiu um êxito assinalável que a todos desafiou e interpelou.
2 – Para os participantes, o resultado mais palpável e imediato, foi o enriquecimento pessoal que proporcionou pelas vivências humanas e espirituais e, sobretudo, pela relação interpessoal.
3 – Muitos antigos alunos dos seminários são detentores de formação e capacidades que poderão contribuir para dar resposta ao desafio premente da nova evangelização.
4 – Mais de 67 mil cidadãos deste país devem a sua formação básica aos Seminários. Através dos Seminários, a Igreja deu um contributo significativo à formação cívica e cristã de muitos jovens.
5 – O Inquérito realizado pela UCP e os numerosos testemunhos apresentados evidenciaram, de modo eloquente, que os Seminários desempenharam um papel relevante na instrução e formação cívica e cristã.
6- Foi sugerido que as Universidades públicas e a Universidade Católica incentivassem a realização de trabalhos de investigação para aferir o papel dos antigos alunos na cultura em geral e, sobretudo na literatura, música, história e acção social.
7 – Foram dados contributos para definir os modelos de Seminário que dêem resposta à necessidade de formar sacerdotes com uma nova cultura de vocação, realmente missionários e evangelizadores, preparados para, nesta cultura pós moderna, se reencontrarem consigo mesmos e se abrirem ao seu semelhante e ao Amor de Deus.
8 – Na sociedade fragmentada, sem consensos éticos básicos, minada pela cultura do vazio de ideais e de valores, os Seminários devem ser escolas onde se aprende com rigor e profundidade, com vista a poder servir com dedicação, perseverança e mostrar os valores do humanismo cristão.
9 – Neste Congresso fizemos memória das nossas origens e identidade para nos apoiarmos naquilo que vivemos e podermos continuar a avançar com esperança.Fátima, lugar onde nos reunimos, aproximou-nos do Beato Francisco Marto e de N.ª S.ª do Rosário, faróis de esperança.
10 – O Seminário proporcionou-nos formação sólida e aptidões em muitas áreas do saber. Comparável a um ‘sistema operativo’ informático que activa muitas ferramentas. Marca quem por lá passou e ajuda a ‘estar em rede’.Esta preparação deu-nos competências em variados contextos profissionais e sociais: capacidade de cultivar o pensamento, expressar opiniões e de viver em grupo.
11 – A missão de ser fermento implica ser activo, comprometido, formação cuidada e espírito de iniciativa.
12 – A vocação é a razão sublime que nos leva à união com Deus. Redescobre-se todos os dias, com ânimo e perseverança. Realiza-se através da busca contínua, da acção atenta ao amor criador de Deus e à vivência da fraternidade universal.
13 – Existe um sentimento generalizado para que seja dada alguma sequência ao Congresso através de acções que se venham a organizar no futuro.
14 – Valores cristãos . . .Vivemos numa sociedade com asssinalável progresso material e tecnológico, mas com aridez espiritual e marcado relativismo ético . . .Quatro aspectos da vivência cristã como fermento nesta socidade:· Conjugar adequadamente o ser e o ter.· Viver, com sentido de serviço, a caridade.· Comprometer-se na exemplaridade.· Ser faróis de esperança.
15 – Foi expresso um voto de congratulação pela canonização do Beato Nuno Álvares Pereira.
16 – Os congressistas manifestaram viva gratidão ao Santuário de Fátima por todo o apoio a este Iº Congresso Nacional de Antigos Alunos dos Seminários.
_ _ _ _ _ _ _ _
Perspectiva de hoje sobre a função dos Seminários na vida e na missão da Igreja
(Síntese da intervenção do P. Vicente Nieto)
Mais do que perspectivar como serão as coisas, proponho-me oferecer alguns indicadores de rumo para o caminho dos Seminários, isto é, para a formação sacerdotal, restringindo-me aos seminários maiores.
1- Necessidade dos Seminários
A experiência e a referência comunitária – eclesial – é indispensável para formar os padres que a Igreja quer e a sociedade necessita. A família, as escolas públicas oficiais e a comunidade paroquial não reúnem condições formativas integrais, globais e específicas.
2 – Valores formativos prioritários
2.1 Formação humana. Os Seminários deverão formar pessoas humanamente consistentes e com bases culturais sólidas para continuadamente repensar e reformular a fé nas novas situações. A base humana é o fundamento de todo o edifício espiritual, intelectual e pastoral. São objectivos pedagógicos da máxima importância formar pessoas que se conheçam a si mesmas, que se aceitem e auto-estimem, que apreciem e respeitem a dignidade de todas as outras pessoas e capazes de entabular relações de empatia.
2.2 Formação enraizada na vida do Espírito. A “sequela Christi” não deixa de ser vital também para o presbítero. Só os discípulos convictos e ardentes serão pastores zelosos. Não há voz de profeta sem ouvidos de discípulo, nem compromisso missionário autêntico sem espírito contemplativo. Por palavras de Jesus: “Tu amas-me? Apascenta as minhas ovelhas.” (Jo, 21, 15-17).
2.3 Ministério e Missão. Viver o ministério presbiterial corresponde a servir com humildade o Povo de Deus. Os Seminários devem ser escolas onde se aprende o espírito de serviço, servindo em sintonia com o Bom Pastor, Fiel e Misericordioso. O espírito missionário deve chegar também aos que ainda não estão na comunidade eclesial. O espírito de serviço e o espírito missionário estarão sempre presentes na organização interna e disciplinar dos seminários e constituirão um critério fundamental de discernimento vocacional.
2.4 Comunhão entre a Igreja e as comunidades. A Igreja, por identidade fundacional, deve ser sacramento de comunhão trinitária e nela, o padre é agente e cuidador da comunhão na Igreja. Para muitos padres é um grande desafio desfazer a fronteira entre a grande Igreja e as comunidades de cristãos que não comungam alguns dos ensinamentos. Os Seminários devem ser escolas de comunhão. O espírito e a capacidade de gerar comunhão constituirão também critérios básicos de discernimento vocacional.
2.5 Preparação para aprender. Os Seminários administram a formação institucional fundamental inicial mas não toda a formação. Os Seminários formarão se ensinarem a aprender: pelo estudo e pela vida, pelos êxitos e falhas, pela escuta da palavra e pela oração. Os candidatos ao sacerdócio devem ter consciência de que a formação institucional é só o início do percurso de formação e que esta deve continuar fora do seminário, um processo permanente, nunca terminado. A formação contínua dos padres deriva directamente do tipo de formação recebida nos seminários.
2.6 Ministério presbiterial, carisma ao serviço de todos os carismas. O padre deve administrar bem o seu carisma recebido de Deus e pô-lo ao serviço dos outros. A pastoral da Igreja necessita de padres que sejam capazes de descobrir, potenciar e activar carismas e vontades para um trabalho convergente em prol da missão da Igreja no mundo. Os seminários deverão ajudar os futuros padres a descobrir que o seu carisma é um carisma de totalidade ao serviço de todos os carismas e que, para isto, necessita de praticar a virtudes da esperança, humildade, coragem, paciência e alegria.
3. Propedêutico e estágio pastoral
Os seis anos de Seminário Maior, perceptivos pela Ratio Institutionis Formationis Sacerdotalis, configuram o que poderíamos chamar a formação básica, um percurso formativo com distintas etapas. Neste momento, quero insistir na conveniência, para não dizer necessidade, duma etapa prévia ao acesso ao Seminário Maior e de outra, posterior à formação institucional, o estágio pastoral. As pressas não são boas conselheiras nem produzem bons frutos. Se “Roma lenta quia aeterna”, também a formação sacerdotal reclama tempo, “quia sacerdos in aeternum”.
4. Riscos a superar
4.1 Subserviência da formação intelectual dos futuros padres às faculdades de teologia. Risco de a formação teológica e pastoral serem deficientes.
4.2 Minifúndio formativo. O minifúndio formativo expressa-se por carência de alunos e pela deficiência de formadores e professores, situação que dificulta a formação, desencoraja os alunos e os formadores e não proporciona as referências comunitárias suficientes.
Para concluir, refiro os documentos oficiais de Roma e os apelos dos bispos para inverter as tendências espontâneas:
A um menor número de candidatos deverá corresponder uma maior selecção;
A dificuldades maiores, maior vigilância;
A necessidades maiores, mais confiança.
Os Seminários deverão formar padres, homens confiantes em Deus, mediadores entre Deus e os homens, com fé e esperança na Terra Prometido, tal como Moisés, sem lá chegar, mas felizes por tê-la avistado e ter seguido
Congresso Seminários: da memória à profecia
CONCLUSÕES
1 – Este Congresso teve grande participação e interesse. Conseguiu um êxito assinalável que a todos desafiou e interpelou.
2 – Para os participantes, o resultado mais palpável e imediato, foi o enriquecimento pessoal que proporcionou pelas vivências humanas e espirituais e, sobretudo, pela relação interpessoal.
3 – Muitos antigos alunos dos seminários são detentores de formação e capacidades que poderão contribuir para dar resposta ao desafio premente da nova evangelização.
4 – Mais de 67 mil cidadãos deste país devem a sua formação básica aos Seminários. Através dos Seminários, a Igreja deu um contributo significativo à formação cívica e cristã de muitos jovens.
5 – O Inquérito realizado pela UCP e os numerosos testemunhos apresentados evidenciaram, de modo eloquente, que os Seminários desempenharam um papel relevante na instrução e formação cívica e cristã.
6- Foi sugerido que as Universidades públicas e a Universidade Católica incentivassem a realização de trabalhos de investigação para aferir o papel dos antigos alunos na cultura em geral e, sobretudo na literatura, música, história e acção social.
7 – Foram dados contributos para definir os modelos de Seminário que dêem resposta à necessidade de formar sacerdotes com uma nova cultura de vocação, realmente missionários e evangelizadores, preparados para, nesta cultura pós moderna, se reencontrarem consigo mesmos e se abrirem ao seu semelhante e ao Amor de Deus.
8 – Na sociedade fragmentada, sem consensos éticos básicos, minada pela cultura do vazio de ideais e de valores, os Seminários devem ser escolas onde se aprende com rigor e profundidade, com vista a poder servir com dedicação, perseverança e mostrar os valores do humanismo cristão.
9 – Neste Congresso fizemos memória das nossas origens e identidade para nos apoiarmos naquilo que vivemos e podermos continuar a avançar com esperança.Fátima, lugar onde nos reunimos, aproximou-nos do Beato Francisco Marto e de N.ª S.ª do Rosário, faróis de esperança.
10 – O Seminário proporcionou-nos formação sólida e aptidões em muitas áreas do saber. Comparável a um ‘sistema operativo’ informático que activa muitas ferramentas. Marca quem por lá passou e ajuda a ‘estar em rede’.Esta preparação deu-nos competências em variados contextos profissionais e sociais: capacidade de cultivar o pensamento, expressar opiniões e de viver em grupo.
11 – A missão de ser fermento implica ser activo, comprometido, formação cuidada e espírito de iniciativa.
12 – A vocação é a razão sublime que nos leva à união com Deus. Redescobre-se todos os dias, com ânimo e perseverança. Realiza-se através da busca contínua, da acção atenta ao amor criador de Deus e à vivência da fraternidade universal.
13 – Existe um sentimento generalizado para que seja dada alguma sequência ao Congresso através de acções que se venham a organizar no futuro.
14 – Valores cristãos . . .Vivemos numa sociedade com asssinalável progresso material e tecnológico, mas com aridez espiritual e marcado relativismo ético . . .Quatro aspectos da vivência cristã como fermento nesta socidade:· Conjugar adequadamente o ser e o ter.· Viver, com sentido de serviço, a caridade.· Comprometer-se na exemplaridade.· Ser faróis de esperança.
15 – Foi expresso um voto de congratulação pela canonização do Beato Nuno Álvares Pereira.
16 – Os congressistas manifestaram viva gratidão ao Santuário de Fátima por todo o apoio a este Iº Congresso Nacional de Antigos Alunos dos Seminários.
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Perspectiva de hoje sobre a função dos Seminários na vida e na missão da Igreja
(Síntese da intervenção do P. Vicente Nieto)
Mais do que perspectivar como serão as coisas, proponho-me oferecer alguns indicadores de rumo para o caminho dos Seminários, isto é, para a formação sacerdotal, restringindo-me aos seminários maiores.
1- Necessidade dos Seminários
A experiência e a referência comunitária – eclesial – é indispensável para formar os padres que a Igreja quer e a sociedade necessita. A família, as escolas públicas oficiais e a comunidade paroquial não reúnem condições formativas integrais, globais e específicas.
2 – Valores formativos prioritários
2.1 Formação humana. Os Seminários deverão formar pessoas humanamente consistentes e com bases culturais sólidas para continuadamente repensar e reformular a fé nas novas situações. A base humana é o fundamento de todo o edifício espiritual, intelectual e pastoral. São objectivos pedagógicos da máxima importância formar pessoas que se conheçam a si mesmas, que se aceitem e auto-estimem, que apreciem e respeitem a dignidade de todas as outras pessoas e capazes de entabular relações de empatia.
2.2 Formação enraizada na vida do Espírito. A “sequela Christi” não deixa de ser vital também para o presbítero. Só os discípulos convictos e ardentes serão pastores zelosos. Não há voz de profeta sem ouvidos de discípulo, nem compromisso missionário autêntico sem espírito contemplativo. Por palavras de Jesus: “Tu amas-me? Apascenta as minhas ovelhas.” (Jo, 21, 15-17).
2.3 Ministério e Missão. Viver o ministério presbiterial corresponde a servir com humildade o Povo de Deus. Os Seminários devem ser escolas onde se aprende o espírito de serviço, servindo em sintonia com o Bom Pastor, Fiel e Misericordioso. O espírito missionário deve chegar também aos que ainda não estão na comunidade eclesial. O espírito de serviço e o espírito missionário estarão sempre presentes na organização interna e disciplinar dos seminários e constituirão um critério fundamental de discernimento vocacional.
2.4 Comunhão entre a Igreja e as comunidades. A Igreja, por identidade fundacional, deve ser sacramento de comunhão trinitária e nela, o padre é agente e cuidador da comunhão na Igreja. Para muitos padres é um grande desafio desfazer a fronteira entre a grande Igreja e as comunidades de cristãos que não comungam alguns dos ensinamentos. Os Seminários devem ser escolas de comunhão. O espírito e a capacidade de gerar comunhão constituirão também critérios básicos de discernimento vocacional.
2.5 Preparação para aprender. Os Seminários administram a formação institucional fundamental inicial mas não toda a formação. Os Seminários formarão se ensinarem a aprender: pelo estudo e pela vida, pelos êxitos e falhas, pela escuta da palavra e pela oração. Os candidatos ao sacerdócio devem ter consciência de que a formação institucional é só o início do percurso de formação e que esta deve continuar fora do seminário, um processo permanente, nunca terminado. A formação contínua dos padres deriva directamente do tipo de formação recebida nos seminários.
2.6 Ministério presbiterial, carisma ao serviço de todos os carismas. O padre deve administrar bem o seu carisma recebido de Deus e pô-lo ao serviço dos outros. A pastoral da Igreja necessita de padres que sejam capazes de descobrir, potenciar e activar carismas e vontades para um trabalho convergente em prol da missão da Igreja no mundo. Os seminários deverão ajudar os futuros padres a descobrir que o seu carisma é um carisma de totalidade ao serviço de todos os carismas e que, para isto, necessita de praticar a virtudes da esperança, humildade, coragem, paciência e alegria.
3. Propedêutico e estágio pastoral
Os seis anos de Seminário Maior, perceptivos pela Ratio Institutionis Formationis Sacerdotalis, configuram o que poderíamos chamar a formação básica, um percurso formativo com distintas etapas. Neste momento, quero insistir na conveniência, para não dizer necessidade, duma etapa prévia ao acesso ao Seminário Maior e de outra, posterior à formação institucional, o estágio pastoral. As pressas não são boas conselheiras nem produzem bons frutos. Se “Roma lenta quia aeterna”, também a formação sacerdotal reclama tempo, “quia sacerdos in aeternum”.
4. Riscos a superar
4.1 Subserviência da formação intelectual dos futuros padres às faculdades de teologia. Risco de a formação teológica e pastoral serem deficientes.
4.2 Minifúndio formativo. O minifúndio formativo expressa-se por carência de alunos e pela deficiência de formadores e professores, situação que dificulta a formação, desencoraja os alunos e os formadores e não proporciona as referências comunitárias suficientes.
Para concluir, refiro os documentos oficiais de Roma e os apelos dos bispos para inverter as tendências espontâneas:
A um menor número de candidatos deverá corresponder uma maior selecção;
A dificuldades maiores, maior vigilância;
A necessidades maiores, mais confiança.
Os Seminários deverão formar padres, homens confiantes em Deus, mediadores entre Deus e os homens, com fé e esperança na Terra Prometido, tal como Moisés, sem lá chegar, mas felizes por tê-la avistado e ter seguido

Pronto, alguém me disse que queria partir para o fim de semana com uma imagem assim mais solta, depois da aturada leitura das Conclusões do Congresso dos ex-alunos dos seminários.
Quiçá, que desse sequência ao anunciado mistério “Quem tramou a bicicleta do Manel Barraco?”.
Desiludam-se, amigos! Tudo não passa de estratégias para captar, não a atenção dos nossos leitores, e sim a sua, como dizer, pulsão colaboradora. Quer dizer, meterem, não os pés ao caminho mas … os pulsos ( pulsão, estão a ver?!), com que lançam mãos para QWERTar um texto, aqui, uma imagem ali! Creio que me faço entender!
Esta imagem – Colaço, Mendes e Vaz – foi tirada em Lisboa, iníci0 dos anos 70 e, se reparam, vê-se que está rasgada em baixo! Foi tirada nas primeiras máquinas automáticas “à la minuta”!!! e rasgamos em pedacinhos para que cada um ficasse com a sua parte! Este pedaço foi enviado pelo Mendes, sendo que também ainda guardo o meu e com este pedaço de história confirmamos os laços que ao longo de todos estes anos fomos mantendo entre nós e o papel que a fotografia assume como testemunha de um tempo. Obrigado, somos uns privilegiados!
Mas….(preparem-se que vem aí trovoada!!!) tudo isto para dizer que, não queríamos que o irmão sol fosse alimentado só com as nossas histórias , PÔRRA!!!!
Têm ali o mail, então façam o favor de passar o fim de semana a descobrir os vossos pedaços de histórias tá?!
Bom fim-de-semana!!!
antónio colaço (texto)
agostinho mendes (imagem)

CONFISSÃO:NÃO É JUSTO CONTINUAR….LOUVADO SEJA O IRMÃO SILÊNCIO.
Publicado Maio 21, 2009 Uncategorized Deixar um Comentário… nestas condições.
De facto, o irmão sol pode ser tudo menos um lugar de encontro dos antigos alunos dos frades menores capuchinhos. Ou antes, mais não tem sido do que um encontro de meia dúzia de amigos que se cruzaram numa dada época, por sinal a mesma, deixando para trás tanta gente e tantas histórias para contar.
Quase sempre os mesmos, confesso.
Mas tudo fiz para que assim não fosse, confesso, também, e isso tem sido visível no que, para o bem e para o mal, por aí ficou escrito.
A conta gotas, chegaram diferentes fotografias, sim, mas quase sempre dos mesmos.
A conta gotas, diferentes textos, sim, mas quase sempre dos mesmos.
O irmão sol bateu hoje todos os recordes de visitas desde a sua fundação mas… nenhuma palavra, nenhuma iniciativa que viesse iluminar os nossos passos, certificar-nos de que, afinal, não passamos de meia dúzia de “pseudo-intelectuais” que mais não fazem do que descer em voo rasante sobre as juvenis presas de Gondomar, Barcelos, Porto e sobre a suas tantas histórias para contar, quais abutres literários, sorver-lhes as inocentes vísceras em golfadas de fino recorte literário.
Agora, para o bem e para o mal, os mesmos que sempre têm escrito, também já nem sequer reagem. Para sua felicidade, aperceberam-se do logro em que estavam a cair.
O problema, portanto, é meu: sou sempre o mesmo e, esgotado, sem criatividade só resta dedicar-me à contemplação, ao silêncio.
É certo que ainda restam algumas zonas onde ludibriar alguns incautos. Uma questão de tempo, dirão os mesmos.
S.Francisco, o homem de acção, convoca-me para a reflexão. É por lá que, por minha conta e risco próprios, continuarei. Aliás, dou graças a Deus porque o espírito conventual aqui iniciado saltou para aquele espaço. Hoje, sem qualquer vergonha intelectual, rezo na ânimo, leio o webangelho na ânimo e é para lá que encaminho os meus passos. Pronto a receber quem por lá quiser aparecer.
Louvado sejais, Irmão Silêncio.
antónio colaço
QUASE UM MÊS DE SILÊNCIO DEPOIS….LOUVADO SEJAS PELA IRMÃ NET!
Publicado Junho 15, 2009 Uncategorized Deixar um Comentário
Querido Irmão Francisco, estamos todos demasiado ocupados nas nossas vidas para que percamos o nosso precioso tempo a passar por aqui para revermos quer o que fomos, quer o que estamos a fazer. Sim, nós sabemos que se fosses vivo não desperdiçarias este meio para proclamar bem alto o amor à Irmã Net como veículo privilegiado para proclamar a Palavra do Cristo, que lá em S. Damião, te pediu que reconstruísses a Igreja dEle. Sabes, a vida está difícil e, sobretudo, desinteressante.
O melhor ainda é divertirmo-nos com a meia dúzia de telenovelas que nos servem ao serão, onde, à distância do clic de um comando, vamos deixando que os actores ( os sábios directores das TVI, das SICs, das empresas de publicidade que sibilinamente nos vendem os seus produtos) vivam por nós a vida que nos cabia viver. É menos estimulante mas sofre-se menos.
Ainda bem que aquele irmão danado pela net esteve este mês sem nos incomodar/desafiar para o que quer que seja. Ainda bem que aquele outro irmão lá de cima o calou com aquela dos pseudo- intelectuais. Já temos que sobre das nossas vidas. Todos os dias rezamos as nossas oraçõezinhas, para que é que haveríamos de andar agora a rezar,as matinas, as vésperas…. ainda por cima para um computador…é preciso ter muita lata!!!
Deixe-se estar muito quietinho, irmão Colaço, lá no seu cantinho, que o nosso Irmão Francisquinho também lhe agradece. Pelo Irmão Silêncio Louvado sejas, oh Meu Senhor….
ac
___________________________________________________
JOÃO CASAIS
1
Olá. Bom Dia Colaço.
Estou 100% solidário com a tua decisão. Não ficarei desapontado, se pura e simplesmente não editares o que te enviei. A provocação foi grande. Muita coragem e paciência tens tido tu. Continuaremos amigos, agora mais do que nunca.
Abraço solidário
JC
2
Olá amigo Colaço.
Há sempre alguém que reage…
Estava à espera de melhor ocasião. Ou seja: Ter mais tempo disponível para preparar um texto mais longo. A necessidade com que te debates neste tempo de crise, (sim, a crise também atingiu o IRMÃO SOL), levou-me a acelarar tudo.
Quem ainda reconhece esta Casa?

São os Irmãos que por aqui passaram, que eu gostava que não te dessem um minuto de descanso… No bom sentido, claro… Que começassem a escrever as suas memórias neste lugar de encontro. (Ainda considero que o seja. Desculpa o meu optimismo).
Agora que já possuo a lista completa de todos os Antigos Alunos Capuchinhos, graças à AAAC e ao amigo Agostinho Vaz, (a propósito: Por onde andas?), não vou descansar. No futuro irei chamar pelos nomes, e tentarei que eles venham, (será que consiguerei?), a este lugar de encontro: “Irmão Sol”.
POIARES. Matar saúdades…
Começarei por fazer a minha pública confissão: Eu tinha-te dito que iria tentar que alterassem a minha escala de viagem, a fim de poder visitar a tua Exposição. Isso foi-me concedido. A surpreza foi programada, mas não foi consumada.
No dia 1 de Maio, juntamente com vários casais amigos, partimos em direção a Lisboa. Passamos por Fátima, (Queira desculpar-me Frei Morgado. Não deu sequer para uma curta visita.), e pernoitamos em Nazaré.
Foi aqui que tudo se alterou: Um imprevisto aconteceu… e por solidariedade, resolvemos todos regressar a casa. Desculpa-me Tony, pela não consumação da surpreza.
Já em direção ao Norte e ao aproximar-me de Coimbra, vieram-me as saúdades: Porque não fazer uma visita relâmpago a Poiares? Foi o que fizemos.
Naquela que foi a minha Casa durante 3 anos, já com muitas alterações, mas com a mesma configuração de há 50 anos, encontra-se instalado um lar de Terceira Idade. Pedi autorização para tirar fotografias. Despedi-me com uma imensa saúdade, e com uma promessa de lá voltar com tempo suficiente talvez para reconstituir um daqueles passeios sadios das Quintas-Feiras.
Descrição mais pormenorizada? Não pode ser de momento. Melhor? Gostaria imenso de o saber fazer.
Deste lado do mundo, para ti amigo Colaço, um abraço solidário.
Para todos os visitantes deste Lugar de Encontro, um grande abraço também.
João Casais, (algures no deserto).
__________________________________________
ANTÓNIO SOUSA COSTA

Caros A.A. Capuchinhos e em particular António Colaço
Eu sou o António Fernando Sousa Costa e também sou um A.A.C.
Sou natural de Barcelos e como nasci a duzentos metros do convento
de Santo António, desde muito cedo comecei a frequentar o convento e assim logo após a primeira comunhão comecei a ajudar á missa.
No convento em Barcelos conheci muitos noviços. Destaco o Sério, o João Teixeira, o Agostinho Vaz, o Joaquim Afonso. Está claro de que já não se lembram de mim, contudo foram eles que despertaram em mim o sentimento franciscano.
Em Setembro de 1968 entrei no seminário de Gondomar e fui logo rotulado de BARCELENSE. Um abraço especial para os meus colegas de curso Franklin, Albino, José Luís, José Domingos, Miguel, Dalmo, Ramos, Gabriel, Fernando Lopes, Ventura, Viegas, Joaquim João, Mário, Rui Rito, Abel, Guimarães, José Alberto, Orlando Gadanha, José Pedro, Vicente,
Saí do Seminário quando ia entrar no 4º ano por culpa própria mas também do sistema que não era o melhor. Durante bastante tempo mantive contacto escrito com o meu director, Fernando Pereira da Silva que sempre me deu os melhores conselhos, a ele o meu maior obrigado. Obrigado também a ti António Colaço (conhecemo-nos em 1968 em SANTO ANTÓNIO Barcelos) por nos proporcionares as leituras quotidianas do IRMÃO SOL.
Por toda a minha vida estarei sempre ligado a SÃO FRANCISCO de Assis e aos Capuchinhos em particular. Neste momento como sou responsável de uma oficina de automóveis faço para que os automóveis da comunidade de SANTO ANTÓNIO estejam sempre nas melhores condições.
Junto envio foto tirada em 1971 no seminário do Amial
António Sousa Costa
NOTA
António, não resisto: o irmão sol era ( É ? ) para proporcionar testemunhos destes! O teu desvelo para que os carros dos capuchinhos estejam sempre nas melhores condições é encantador e permite sublinhar, mais uma vez, o lado de que queríamos estar: o hoje dos nossos dias!!!
Muito obrigado.ac
_________________________________________________
ELEONORA ROMANINI
Não desistam de todos nós, vocês nos ajudam a PENSAR !
Aqueles que sofrem não conseguem retornar pensamentos e meditações por estarem atribulados em demasia.
Mais uma vez agradeço a colaboração de vocês por todos esclarecimentos recebidos,
Att,
Eleonora Romanini
NOTA
Não sei quem é Eleonora, mas não surpreende esta carta. A Irmã Net é isto mesmo olhada com os olhos de quem vê nela Luz, Iluminação, partilha, Fraternidade.Obrigado Eleonora.
Para todos aqui fica a alegria do Padre Alberto e sus muchachos entre os quais o escriba se encontra. Escriba que não tem parado. Para todos os irmãos que passem pela Galeria da Biblioteca Municipal de Aljustrel, até 8 de Agosto, lá encontrarão a exposição “Perto do Princípio“.
Não sabemos o que vão ser os proxímos dias. Sem mágoa, sem qualquer ressentimento continuamos o nosso caminho. Ninguém é obrigado a vir connosco.
Se houver o tradicional encontro em Setembro, a gente vê-se por lá.
Obrigado aos que connosco caminham.
ac

Olá, Irmão-NetO.
Pois olha, sobre o Encontro não te sei responder.
Confesso é a minha surpresa ao ver a casa de Poiaresque reconheci logo, sem a sua bela AVENIDA DASCAMÉLIAS. Já não se poderá chamar àquiloQUINTA DAS CAMÉLIAS, como se chamava.
Reconheci o edifício, pois também o fotografei em 1989 (então trabalhava com diapositivos, e foi para um diaporama sobre os 50 anos dos Capuchinhos em Portugal). Funciona ali uma Lar da Terceira Idade, por sinal chamado LAR DE S. FRANCISCO (tal como o que funciona na antiga Casa que tivemos em Serpa, diocese de Beja). O átrio coberto, construído na frente, é a sala de convívio dos idosos, banhado de luz abundante. No topo das alas (aqui vê-se a do lado esquerdo, onde funcionavam o refeitório e o salão de estudo) colocaram elevador; e um rasgo de luz percorre-a de cima abaixo, acompanhando a escada (em vez das anteriores janelas, apenas uma em cada piso) defendido do sol por uma placa em betão.
E viva o João, algures no deserto.
Não há crise: quem está quieto sabe parar e esperar.
Passeia, homem, enquanto podes!
Abraaaaaaaaço.
frei Morgado
Boa noite amigo
Como foi definido no ultimo encontro dos AAC que se realizou em Setembro passado em Gondomar, este ano não se realizará o tradicional encontro, só para 2010.
Espero que esteja tudo bem contigo.
Um abraço
António Joaquim
CELEBRAR OS 800 ANOS DE FRANCISCO EM FÁTIMA!!!
Publicado Junho 16, 2009 Uncategorized Deixar um Comentário
Uma surpresa de última hora!
Só pode ter sido o dedo do nosso querido irmão Francisco de Assis!
Palavras não eram ditas pelo António Joaquim, da Direcção da AAC, aqui mais abaixo, e eis que o nosso querido amigo Zé Augusto Ramos sobe a S. Bento, a pretexto de um reunião de trabaho, para nos fazer uma visita!!!
Então ( Zé, confirma-me, faz de conta que foi mesmo assim) é assim : em Gondomar combinámos não fazer o habitual encontro de Setembro este ano PORQUE iríamos a ASSIS festejar os 800 anos do nosso Pai Francisco, certo?!
Como, entretanto, pelos motivos mais ou menos mal explicados, tal não foi possível – pronto, o Pojeira foi para Timor e nós, a começar por mim, queremos sempre a papinha toda feita – e nada!!!Não mexemos uma palha!
Assim sendo, há algo que está em falta!
Somos nós, o nosso espírito franciscano que não pode ficar em casa!!!
Por isso, o Zé Ramos e o escriba de serviço, antónio colaço, tomamos a liberdade de propor à associação que convoque um Encontro para Fátima, no primeiro fim-de-semana de Setembro, como é hábito!
E o nosso hábito é este e mais nenhum: ENCONTRARMO-NOS ENTRE NÓS E COM FRANCISCO!
Nos seus 800 anos, podia lá ser?!
jose ramos
antónio colaço

Boa tarde amigo Colaço
Tomei agora conhecimento que o n/ blog teve continuidade, felizmente.
Do que li, já, chamou-me a atenção aquela bela mensagem do António Fernando Sousa Costa. De cujo nome não me recordo sinceramente, mas teve de ser do meu tempo por ter entrado em Gondomar em 1968, tendo eu saído de lá depois em 1969. Até porque dos nomes que refere há um ou outro de que tenho ténue ideia e há um, Dalmo, do qual não consigo já imaginar a cara mas o nome, por ser algo raro, me recorda antigo conhecimento. Falta-me já alguma memória, tantos foram os anos que já passaram.
Agora, sobre a foto que juntou, não seria possível identificar os nomes? É que algumas daquelas caras são-me familiares, recordando-me das fisionomias, desses tempos, mas sem conseguir associar os nomes…
Um abraço do
Armando Pinto
AFINAL,QUEREMOS OU NÃO ENCONTRARMO-NOS?!A PALAVRA DO PADRE PROVINCIAL!
Publicado Junho 18, 2009 Uncategorized Deixar um Comentário
Ola Dr António Colaço:
Saudações fraternas e franciscanas.
Respondo à tua pergunta se este ano há ou não o Encontro Anual dos Antigos Alunos.
Ficou acordado em que, uma vez que havia aquele Congresso para os Antigos Alunos de todos os seminários em Fátima, e portanto a nível nacional, ESTE ANO NÃO HAVERIA O nosso ENCONTRO.
No entanto, se a Comissão decidir que se faça, eu reservo na minha Agenda…para estar presente. Mas penso que já não vai a tempo… É que ao que me constou estariam em Fátima uns 4 ou 5 ex-seminaristas…dos nossos
Um abraço amigo e PARABÉNS pelo trabalho de informação e partilha que realizas no “Irmão Sol”.
Um Obrigado e um Abraço
Fr António Martins

PEÇO A PALAVRA!
Meu querido Padre Provincal, meu querido irmão António Martins, ou, deixa-me, antes, regresssar ao tu-cá-tu-lá das nossas disputas futebolísticas do Ameal, desde já, obrigado por subires até este conventinho virtual e poderes, assim, ajudar-nos a reflectir um pouco mais em voz alta!

NR-Já depois de editado este texto chegou esta imagem! Olha-nos, só!
Reafirmo: o que me ficou na memória foi que o nosso encontro de Setembro não teria lugar em virtude de nos deslocarmos a Assis para festejar os 800 anos de Francisco. Nada mais. O Congresso nunca me pareceu que obtivesse assim tanta adesão ao ponto de justificar não nos encontrarmos. Mas, admitamos que sim, a questão agora é outra: não fomos, infelizmente, a Assis! Também não percamos mais tempo com isso.É passado. Acredito que ainda um dia lá iremos com um único pretexto: reencontrarmo-nos com QUEM Francisco lá se encontrou: Deus Pai de Nosso Senhor Jesus Cristo.
Agora, a verdadeira questão que se coloca é apenas esta: Setembro, uma vez por ano, serve ou não para nos reencontrarmos, entre nós, à luz da Palavra d’Ele, ”onde dois ou três se reunirem em Meu Nome, Eu estarei no meio deles” (Morgado, completa aí a citação evangélica!)?!!!
Afinal, temos ou não temos saudades de nós? De, por um dia, não darmos descanso a Francisco, tantas as saudades que temos dele, em nós?!
Afinal, todos os anos temos tido a alegria de ver irmãos que se vão juntando a nós, sabendo dos nossos Encontros, e nós mesmos, os que permanecemos mais ou menos constantes, como que ganhamos novo ânimo para retomar a caminhada, tendo em conta os atribulados dias que vivemos, vamos deixar morrer esse fiozinho de Luz que nos mantém serenos, sabendo-nos por perto, em Setembro, uma vez por ano?!
De que é que temos medo?
De que é que , ou de Quem é que estamos fartos?
O irmão sol não quer substituir nada nem ninguém, mas, pelo menos, façam-nos essa justiça, com todos os altos e baixos, continua a ser um sítio por onde passamos em busca de um novo escrito de alguém , de uma nova fotografia enviada por alguém, em suma, de mais alguns rostos, de mais alguns rastos do que fomos, mas, sobretudo do que ainda nos resta para Viver!Das Damascos, como Paulo, que nos resta percorrer!
“Já não sou eu quem vive, é Cristo que vive em mim”.
Uma vez por ano, em Setembro, meu Deus, quando me lembro….. dos abraços, dos desabafos, dos cansaços, das recordações mil vezes partilhadas e outras tantas relembradas, das pequenas angústias confessadas e logo ali mesmo superadas,, dos Jingo a que nos abraçamos, das camélias e tílias que cheiramos, das videiras que tantas vezes vindimámos, das despedidas ao cair da tarde, Emaús de nós, chorosos, esquecendo que Ele vai caminhar connosco….
É claro que é a Comissão quem tem de tomar a iniciativa. Mas uma comissão é apenas alguém que tem a missão de nos manter em comum. De nos despertar, durante um ano, da letargia em que parece estamos interessados em permanecer.
O irmão sol apareceu para iluminar os nossos dias, todos os dias, com o fiozinho de luz que cada um em si alimenta e partilha, qual farol seguro em mar encapelado.
Não nos resignamos, pois, a encontros-faz-de-conta. Queremos poder contar com cada um de nós vindo dos quatro cantos deste Portugal cada vez mais descrente.
Não queremos acrescentar escuridão e melancolia aos dias cinzentos que parecem persistir.
Queremos Luz, queremos ser parte da Luz que falta descobrir.
Só nós sabemos porque não queremos ficar em casa!
Só nós sabemos, como no Tabor, como é bom subir à Casa do Pai Francisco!
Meu caro Martins, eu não desisto!
Meus caros irmãos, eu insisto!
Em Fátima, não há gente? Como os pastorinhos, cada um leva seu farnel, e à sombra do Jardim Bíblico de Morgado, faremos do pouco de cada um o grande almoço mais partilhado.
PS
Quanto ao Dr que me atribuis, meu caro, informo-te que continuo a frequentar a Quotidiana Universidade da Vida. Nela, não se atribuem títulos, somos, sim, eternos discípulos.

Pax et Bonum!
Um abraço muito fraterno a todos vós, em Francisco e Clara de Assis.
Alegra-me muito saber que o Irmão Sol está de volta e parece que o “susto” surtiu efeito porque, até ver, está mais movimentado. Sim, é bom que todos sintam que este cantinho é de todos, de um modo especial os AAC, e que todos são co-responsáveis na partilha de fotos, notícias, lembranças e sonhos. Esta paragem de algumas semanas fez-me lembrar a necessidade que também Francisco sentiu de viver um tempo na montanha, a tentar fazer uma síntese da sua própria vida e do que Deus esperaria da emergente Fraternidade Franciscana, sobretudo depois que começou a perceber que a forma de vida dos seus frades começava a fugir da simplicidade inicial…
Mas gostaria de um modo especial de recorrer à vossa oração – em que realmente acredito – , numa altura em que me preparo mais intensamente para a minha ordenação diaconal ( bem como do frei Ademário, da Vice-Província de Cabo Verde). Será já no próximo Domingo, dia 21 de Junho, às 12h00, na Igreja de Santo António, em Barcelos.
Será Bispo ordenante Dom Basílio do Nascimento, bispo de Baucau (Timor-Leste).
Penso que a Eucaristia será transmitida pela Rádio Cávado
Abraço cheio de ternura franciscana,
frei hermano filipe
NOTAS
1. Frei Hermano, os nosso parabéns, desde já e…para bem de todos nós um pedido:queremos ver como tudo se passou! Trata de arranjar umas imagens aqui para o pessoal!
2.Já recebemos algumas mensagens relativas à polémica matéria sobre se este ano há ou não há encontro? Não queríamos editar nada, por enquanto, para que o assunto mereça a máxima atenção! Mas esta notícia da ordenação de Frei Hermano Filipe tem toda a prioridade! Oh! se tem e por isso sobe a assunto principal!
Para a próxima semana voltamos ao tema!Enquanto aguardamos mais contributos desejamos um bom fim-de-semana!
antónio colaço
Aguardamos!ac
O pretexto foi falar da Exposição “Perto do Princípio“, patente na Galeria da Biblioteca Municipal de Aljustrel até dia 8 de Agosto. Dirás para ti próprio, “António, pois, querias dar bordoada no Julião Sarmento e mais aquela da arte só para as elites, na Joana Vasconcelos e mais a sua grande tirada “só existe quem vende” ou,mesmo, no Leonel Moura e os seus robotários tão queridos, tão afectivos, tão cheios de mil bytes emocionais ou não te tivesse o Leonel acusado de subjectivista…pois é!!! Há quanto tempo sonhas com as recensões no JL, no suplemento Actual, do Expresso, ou aspiras a uma qualquer converseta com o Alexandre Pomar, o Alexandre Melo ou mesmo o João Pinharanda, hein?!…desanda daí, meu, vai lá falar com o outro João, acalma-o e verás que fazes mais pela arte, pela tal arte que proclamas não se esgotar nem nas galerias e muito menos nos artistas.- Por uns instantes que sejam, sê coerente!!!!”
antónio colaço

Então é assim:
Amanhã, espere para saber as últimas sobre uma proposta que o irmão sol tem para lhe fazer:
- No Sábado, 5 de Setembro, vamos encontrar-nos AQUELES QUE QUISEREM, AQUELES QUE TEMOS SAUDADES DE NÓS, EM SÍTIO QUE IREMOS REVELAR-LHE, AMANHÃ!
Desde que editámos o último post, que alguns ainda terão lido, teve lugar uma pequena revolução na proposta que preparávamos!
Este “fabuloso” Mercury, pode dar uma pequena pista! Amanhã vai perceber tudo!!!Sim, até o dono, que a estas horas não imagina o que o espera!!!Calma, não vamos leiloar o Mercury, irmão!!!
Ainda para amanhã, as últimas da ordenação de Frei Hermano Filipe ( oh meu irmão despacha-te a enviar as fotos!!!).
Publicação das últimas opiniões recebidas só que, agora, à luz desta nova realidade! Ou seja, não vamos chorar mais sobre o leite derramado do há ou não há encontro, bla, bla, bla!
Vai haver Encontro, vai ser no dia 5 de Setembro, sem encargos para ninguém PORQUE A AMIZADE E A FRATERNIDADE NÃO TÊM PREÇO!!!
Até amanhã!!!
antónio colaço
Colaço. Envio fotos do tempo de seminarista e actual. Claro que estou bem mais elegante.
É pena não haver o encontro anual.
Contudo se alguns irmãos se quiserem encontrar eu certamente estarei presente.
Se alguém dos irmãos passar por Barcelos será para com muita alegria que o receberei na minha casa. A direcção é….
António Sousa Costa
(O irmão sol vai disponibilizar os contactos não só para a Associação como para aqueles que nos solicitarem.Queremos, apesar desta abertura toda, preservar alguma coisa do quotidiano das nossas vidas .Nada mais.Quem quiser faxfavori!Ah! Apreciamos o teu sentido de auto-estima.Mai nada. E o Mercury, meu, já vais ver o que te vai acontecer daqui a mais 2 ou 3 post!!ac)


Bom, mas esta, meu caro, é de estalos! E dizes tu que queres tratar bem os carros dos irmãos da Ordem em Barcelos!!! Eu quero voltar a ser noviço, já! Tal como em 1968!!!!
Liiiiiiiiindo!!!! ( a propósito, arranja-se para aí um Citroen DCV, em bom estado????Já viste o que pode acontecer no irmão sol?!!!!!!!Obrigado pela TUA IDEIA!!!)

ac
Olá, maestro. Não há dúvida: só tu e José Sócrates para desemperrar a máquina e levar a gente a crer. Espero é que ele tenha melhor adesão no futuro do que tu em tantas tentativas aqui no passado recente.

Com um abraço, envio esta fotografia de 1969 ( quarenta anos depois!) em Gondomar,tirada com os frades da Comunidade por ocasão da Visita do Ministro Geral da Ordem Frei Clementino de Vlissingen. Para lembrarem pessoas então conhecidas – algumas, infelizmente, já falecidas, como: o Ministro Geral, o frei Boaventura, o frei António Monteiro, o frei João Torres Lima, o frei Mário Rito, o frei Nuno de Lisboa e o frei Carlos Augusto da Cumieira.
Ah, e se queres mesmo saber, a frase de Jesus que citaste é do Evangelho de S. Mateus, cap. 18,20. Abraço amigo do
frei Morgado
NR
Já vais ver, Mestre, como é que Francisco resolveu o assunto!!!
ac
ENCONTRO?NÃO EXISTEM SOLUÇÕES MÁGICAS!A PALAVRA DA ASSOCIAÇÃO
Publicado Junho 23, 2009 Uncategorized Deixar um Comentário

Boa tarde
Muito se tem falado por telefone e escrito no irmão sol da viagem a Assis e do próximo Encontro. De uma vez por todas e para ficar bem claro, não é por falta de empenhamento da Comissão AAC, nem pelo facto do Irmão António Pojeira ter viajado para Timor, mas sim por desinteresse de todos nós ex-capuchinhos.
E passo a esclarecer estes dois pontos:
Na mensagem de Natal foi enviado para todos uma mensagem que abaixo transcrevo:
XIII ENCONTRO – AAC - Não se realizará em 2009 em virtude de estar previsto dois eventos:
1º – 1º Congresso Nacional Antigos Alunos Seminaristas a realizar de 24 a 26 Abril de 2009. Ver programa em anexo.
2º – Peregrinação a Assis (Itália). No último encontro abordou-se a hipótese de uma viagem a Assis, possivelmente em Setembro.
Quem estiver interessado contacte para:
António Joaquim email – ajoaquim.silva@gmail.com
Arménio Medeiros email –armeniomedeiros@hotmail.com
Pela comissão Organizadora Encontros
Já todos se lembram desta mensagem?
1 – O congresso Nacional dos Antigos Alunos Seminaristas, que se realizou em Fátima no passado mês de Abril, já se foi.
Contou só com a presença do António Joaquim e do António Costa, dois num universo de aproximadamente mil ex- capuchinhos.
2 – Inscrições para a viagem a Assis? a AAC recebeu uma inscrição do nosso colega da Universidade do Minho, a reservar luga para ele e para a esposa.
Que mais há a dizer? Como se pode organizar uma viagem nestas condições? Depois de todo este interesse e entusiasmo, não existem soluções mágicas, por isso quem souber e quiser fazer melhor, da minha parte estou disponivel para dar todo o apoio e ajuda dentro das minhas possibilidades.
Também não tenho tempo nem orçamento, para telefonar a todos, já que por e-mail ninguém respondeu.
Penso que talvez esteja na altura de renovar a equipa, injectar sangue novo, que traga novas ideias que cativem e aproximem todos nós.
Se a ideia do encontro do irmão sol, se realizar em Setembro, em Fátima, eu digo presente.
Um abraço
António Joaquim
VAMOS ENCONTRAR-NOS EM 5 DE SETEMBRO!!!SAIBA COMO JÁ A SEGUIR!!!
Publicado Junho 23, 2009 Uncategorized Deixar um Comentário
Em Setembro, no Sábado, dia 5 de Setembro, vai ser,de novo, possível olharmos para o céu! Olharmos para o Céu que há em cada um de nós!
Graças a Deus!
Saiba como, já a seguir!

Querido Padre Provincial, Frei António Martins, queridos Irmãos Capuchinhos professos, e não só, tratem de agendar o 5 de Setembro!
Já ides ver que é irresistível o que temos para vos propor e graças a quem!
antónio colaço
5 DE SETEMBRO 2009.TODOS A S.PEDRO DO ALVITO.BARCELOS.O COLÉGIO DIDALVI ESPERA POR NÓS!!!
Publicado Junho 23, 2009 Uncategorized Deixar um Comentário





- Jura que estás para aí a dizer, “não acredito no paraíso que estou a ver? Mas isto é demais, só falta aqui S.Francisco e o irmão Lobo!!!Onde é que estamos, para onde é que nos estão a convocar, meu Deus?!
-Vês que tínhamos razão?! Então acompanha-nos! Não, não tenhas medo! Não vais cair do cavalo para celebrar o ano Paulino! Do que se trata é de comemorarmos os 800 anos de Francisco!!! Sim, aliás, isto anda tudo ligado:Paulo, Francisco, a Irmã Natureza, DEUS, numa Palavra! Acompanha-nos:

Pronto, aqui chegados, para te perderes de espanto e admiração pela obra feita na Quinta Pedagógica d’Alvarenga, do Colégio Didálvi, em S.Pedro do Alvito, a meia dúzia de quilómetros de Barcelos, só tens que clicar neste link!!!!Lá tens, inclusive, como chegar lá!
Agora vamos aos factos!
Quando ontem, no meio de algum continuado desânimo (apenas enunciado, não assumido, certo?) decidimos invocar o espírito de Francisco e avançar com a proposta de um Piquenique Franciscano, algures, em Fátima, à sombra da Azinheira do Jardim de Frei Morgado, o que nos movia era mesmo desafiar a vontade de nos reencontrarmos, uma vez por ano, pedindo a quem quisesse e sentisse igual apelo, pois que confeccionasse em suas casas um generoso e bem condimentado farnel, apesar da crise, que integrasse alguma gulodice tradicional da região de cada um ( por ex, palha de Abrantes, jesuítas de Sto Tirso, ovos moles de Aveiro, pão de ló de Serafão (?!!), etc,etc) um encorpado tinto, verde ou maduro, um inofensivo licorzito de poejo ou medronho, pegasse em talheres e pratos descartáveis e lá estaríamos nós, não por causa da comida mas fazendo da comida um meio para partilharmos o amor, a fraternidade e a caridade que aprendemos em Poiares, Gondomar, Porto, ou Barcelos!
Eis senão, quando, um dos silenciosos conselheiros que com os seus continuados telefonemas muito contribuiu para que aqui estejamos, hoje, agora mesmo, com este entusiasmo todo, nos liga e no fulgor da ideia que com ele partilhávamos do “piquenique franciscano” avança, de imediato, para aquilo que, não duvidamos, se vai converter num verdadeiro MANJAR CELESTIAL!! !Pediu-nos alguns minutos e, depois de secretos pactos, eis, irmãos, o anúncio:
-JOÃO TEIXEIRA E JOÃO ALVARENGA, proprietários do Colégio DIDALVI, convidam todos os irmãos capuchinhos, os que saíram e os que estão dentro, para ali confraternizarem, no dia 5 de Setembro, sem quaisquer encargos….
-…. mas, João, aquela ideia de as pessoas trazerem algo de suas casas e piquenicarem para que não fiqueis sobrecarregados….
- Nem mais uma palavra! Só queremos que, atempadamente, nos diagam quantos vêm!!!!


É, desde já, graças a estes dois grandes amigos, João Teixeira e João Alvarenga, nossos colegas de caminhada franciscana, que este ano, encerraremos em beleza,os 800 anos de S.Francisco de Assis!
Meu caro António Joaquim, o trabalho de organização deste evento, está, a partir de agora, nas vossas mãos! Não há nenhum encargo para vós, membros dedicados da AAC, a não ser o de convocar oficialmente o pessoal para que, tomamos a liberdade de sugerir - aproveitando o facto de muitos tomarem, agora, contacto com a notícia – até 17 de Agosto, uma segunda-feira, depois dos folguedos do 15 de Agosto, confirmem a sua participação para que os nossos amigos saibam com quantas pessoas podem contar!
Mas, fica aqui um sinal muito sério: estaremos lá os que quisermos!Não deixará de fazer-se!O programa deverá seguir o habitual:
-Encontro, Eucaristia, Almoço, Testemunhos, Animação.
É inútil, meu estimado António Joaquim, desesperarmos com a tradicional falta de participação do pessoal. Aqui no irmão sol o que não temos sofrido! Aprendemos a arte da sábia rendição ao que é! E depois, sem dramatismos, seja o que for!
Estamos confiantes! Tudo vai correr bem!
Para nós, pessoalmente, esta inesperada iniciativa traz o sabor, não só da intervenção da divina Providência por meio do nosso querido S.Francisco de Assis – vocês já imaginaram onde nos vamos meter?! Exactamente, na boca do …irmão Lobo, tamanha a riqueza natural do Parque que ali adivinhamos!!!!Pessoalmente estamos ansiosos por desfrutar o trabalho desta equipa – como, também, este inesperado reencontro com o João Alvarenga, o mediático Presidente da Associação dos Estabelecimentos de Ensino Particular e Cooperativo, e presidente do Didalvi ! Leiam a sua história no site!!!
Parabéns João Alvarenga!
Parabéns João Teixeira!
Ou seja, quando re-pe-ti-da-men-te, aqui defendemos no irmão sol que este lugar é para fundirmos passado e presente a caminho de um só FUTURO, sinal de que nada em nós terminou, sinal de que continuamos a caminhada, irmanados nos valores da PAZ e do BEM, que são de ontem, de hoje e de sempre, aqui estamos nós com esta iniciativa a materializar por actos o que aqui, talvez com algum enfado para alguns, temos defendido com palavras!
E chega de palavras!
Vamos correr a espalhar esta Boa Nova?!
Vamos inscrever-nos na Associação?
António Joaquim, Arménio, apontem aí, se faz favor, duas pessoas em meu nome!!!
antónio colaço
joão teixeira
joaão alvarenga
ÚLTIMA HORA:FREI ANTÓNIO MARTINS ESTARÁ CONNOSCO EM BARCELOS!!!FAZ COMO ELE!INSCREVE-TE JÁ!
Publicado Junho 24, 2009 Uncategorized Deixar um Comentário
A redacção do irmão sol acabou de falar com Frei António Martins.Não só confirmou a sua presença como nos adiantou a sua proposta para que o Encontro tivesse seu início com o Acolhimento/ Eucaristia na Igreja do nosso Convento de Barcelos e dali seguiríamos para o Almoço/Convívio na Quinta Pedagógica d’Alvarenga.
ENTRETANTO….( editado à hora de almoço de quarta-feira)
Por iniciativa do irmão sol, terminámos agora mesmo uma outra conversa com o António Joaquim, da Associação Antigos Alunos Capuchinhos.
Em síntese transmitimos ao António as últimas diligências efectuadas e disponibilizamos toda a nossa boa vontade para colaborar na realização do 13º Encontro ( o número da nossa grande sorte em querermos continuar a fazer parte da grande família franciscana capuchinha!) de acordo com a proposta aqui avançada pelos nossos amigos João Teixeira e João Alvarenga ( ou não seja hoje o dia desse grande Santo!!!).
Assim, dentro de dias, iremos receber a habitual convocatória para a qual só pedimos a máxima atenção de cada um de nós pedindo que nos ajudem a tornar este Encontro num grande êxito, manifestando junto da Associação, até dia 17 de Agosto, a respectiva inscrição. Nada mais te é pedido. Nenhum encargo, para além da viagem!
Aqui entre nós, por que não te inscreves já, deixando o assunto resolvido antes da partida para férias?
Nem todos os nossos amigos têm internet, por isso, torna-se importante que a mensagem seja passada de boca em boca, desde logo, para aqueles que conhecemos melhor, os nossos amigos mais próximos, “os do nosso ano“, estimulando-os a que, ” desta vez é que é”, não vou faltar ao encerramento dos 800 anos de Francisco de Assis!
Voltaremos com mais informações!
Ah! ENTRETANTO…..
Não sabemos se já deram pelas alterações no site da Ordem mas que está mais arejada e funcional, lá isso está!
E foi lá que fomos buscar as últimas da ordenação do Frei Hermano. Como não te despachavas, meu, aqui está o vídeo com os votos de muitos parabéns pelo passo que acabaste de dar! Ah! E já que falamos em Barcelos, é ocasião para que nós, os que por lá passamos, em 1968/1969, no caso, possamos ir preparando a hora de matar saudades:
antónio colaço
ACTUALIZAÇÃO
Podemos informar que a nossa Associação reúne, amanhã, Sexta-feira, 26 de Junho, para tomar posição sobre esta iniciativa tudo levando a crer que os nosso amigos estão sensibilizados para que tudo corra pelo melhor.
Entretanto, meu caro Frei Martins, olha-me só, o que a subida ao sótão nos acaba de revelar. Ou seja, estávamos destinadaos a entender-nos!

Ameal,1970(?) – A Ordenação Sacerdotal de Frei António Martins e a humilde reverência deste vosso escriba de serviço.
antónio colaço
ASSOCIAÇÃO APROVA 13º ENCONTRO.5 SETEMBRO.QUINTA D’ALVARENGA, BARCELOS
Publicado Junho 29, 2009 Uncategorized Deixar um ComentárioOlá Colaço
Então é assim, como sabes, ontem ( Sexta, 26 Junho) a Comissão AAC esteve reunida e apoiamos totalmente a iniciativa do Irmão Sol para o encontro a 5 de Setembro.



A carta para a convocatória, está muito bem, não há emendas a fazer, é só completar com os contactos da comissão, e, já agora, completa também com o teu. A ideia é não enviar cartas para quem conhecemos o e-mail.
Também foi decidido que a comissão vá a Barcelos, para conhecer e combinar pormenores de logística com o João Teixeira e o João Alvarega, o dia provável será 22 de Agosto, este ainda a combinar conforme a disponibilidade de todos.
Um abraço
António Joaquim
NR
Aqui está a confirmação de que estamos todos juntos e unidos na grande vontade de nos encontrarmos em Barcelos, no dia 5 de Setembro.
Hoje mesmo, também, o irmão sol chegou à fala com o João Alvarenga que está felicíssimo com a ideia de nos receber a todos.
Dentro de dias receberemos a carta convocatória mas, quem quiser e desejar, poderá deixar já a indicação de quantas pessoas pensa levar , enviando a informação para estes mails:
armeniomedeiros@hotmail.com e ajoaquim.silva@gmail.com
Também o mail do irmão sol (irmaossol@gmail.com ) poderá ajudar para alguma emergência encaminhado nós as informações nele recebidas para a Comissão da AAC.
Luis Marques, Arménio Medeiros e António Joaquim, obrigado pelo vosso empenhamento. Decididamente, ao contrário do que o número sugere, o 13º ENCONTRO vai ser uma grande jornada: a SORTE protege os audazes!
ac



Entre o ontem e o hoje dos dias, contribuindo para avivar memórias e assim rechear o próximo 5 de Setembro de mil histórias para relembrar, aqui ficam mais três fotografias que assinalam a visita, em 1970 (?), dos seminaristas de Portalegre e de Valadares, com quem estudávamos no ISET ( Instituto Superior de Estudos Teológicos )do Porto.
Quem se revê por ali?!
Rui, Manuel Luis, Luis Gonçalves, Santos Costa e outros, faleeeeeeeeem!!!
Seguiram hoje para Gondomar as missivas que a todos – os que não têm mail – nos vão convocar. Voltaremos ao assunto com a publicação da Carta Convocatória que a Associação vai enviar!
Até amanhã! Já só faltam 66 dias!!!!
antónio colaço
1963. Perto do Princípio. Estreia-se, agora, no irmão sol este pequeno filme realizado há cerca de 10 anos para celebrar o reencontro de ex-seminaristas de um outro Seminário, no caso, da Diocese de Portalegre e Castelo Branco, e que significou para muitos deles reencontrarem-se 30 anos depois.
Embora os rostos sejam datados, digamos, o percurso do filme segue os passos dados por muitos de nós entre Gondomar, Barcelos e Porto. Como elo comum, os desafios da década de sessenta, da guerra do Vietname ao assalto do Santa Maria, da crise académica de 62 e 69 ao flagelo da emigração, dos Beatles e Rolling Stones ao assassinato de JFKennedy, de João XXIII e Concílio Vaticano II a Paulo VI, do Calvário à Iglésias, dos primeiros televisores Siera ao Palmolive….
Enfim, a história de uma mala, da mala de cada um de nós e que o nosso sótão guarda, mala que, repetidamente, fazemos apelo aos nosso amigos para que abram e deixem sair cá para fora com as suas suas tantas histórias por contar, partilhar!!!
Enfim, uma forma de alimentarmos o 5 de Setembro, o nosso próprio Reencontro Anual, por que não?! Uma forma de motivarmos aqueles de entre nós que nunca participaram nos nossos Encontros e que, visionando estas imagens, fiquem com apetite para conviver!
Classificação
Filme para maiores de 10/11 anos acabados de entrar num qualquer Seminário perto de si, no fulgor da década de 60, longe de seus pais e amigos mas sempre perto de Deus, de um Deus, que, apenas saberão mais tarde, é Amor . Bem longe de um deus feito temor e que educadores condicionados por igual aprendizagem reproduzirão.
Hoje, quarenta anos depois, uns e outros reencontram-se. Afinal, o amor de Deus é de todos e para Sempre .
ficha técnica
antónio colaço (realização) . victor sequeira (montagem . estúdios infima) . antero lopes (actor convidado do teatro nacional de alcains) . lisboa março 2000.
nota 1 . o filme é exibido em duas partes devido aos condicionalismos do Youtube.Podes vê-lo no ecrã total clicando na 2ª janelinha, em baixo à direita, a seguir à janela do volume.
nota 2 . não resisto a chamar a atenção para o final do filme quando esse grande actor contratado a peso de ouro, Antero Lopes, numa desconstrucção total entre realizador e actor, adianta, no seu sotaque alcainense puro ” estou farte diste!!!”. Desculpem-me a imodéstia mas … é um momento sublime!
segunda parte
ACÍLIO LEVA-NOS A ASSIS.NÓS LEVAMOS ACÍLIO A BARCELOS!
Publicado Julho 3, 2009 Uncategorized Deixar um Comentário
Esta tripla de amigos pode voltar a reencontrar-se, 40 anos depois, em Barcelos, já no próximo dia 5 de Setembro, data da realização do nosso 13 Encontro de Antigos Alunos Capuchinhos!
Rito, Vaz e Acílio, nem mais! Nos anos de 1968/69 os primeiros entravam para o seu ano de noviciado. Acílio fazia também o seu primeiro ano como jovem padre ordenado! Tantas histórias para contar. Mas a melhor, soube-a o cronista de serviço num destes últimos Encontros, só que…. ainda não prescreveu o tempo necessárioop para poder ser publicamente revelada. Mas é uma delícia! Pode ser que os seus protagonistas aproveitem esta ocasião para, frente a frente, quer com Acílio, quer com Frei Benvindo, então Mestre de Noviços, quer com Frei José Lopes, Superior da Convento de Barcelos e ali, em ambiente de festa percebamos como se trocavam as voltas ao destino!!!!
Hoje o que nos traz aqui é divulgar um texto de Acílio recebido com o irmão sol em plena fase de recente recolhimento. Acílio, regressado de Assis, há poucos dias, reportando. Uma delícia:
TRAZER O CÉU PARA A TERRA
Buon giono, buona gente!
Pace e Bene a tutti!
Vivemos estes dias a dinâmica da «Ascensão». Com Cristo, já todos subimos ao Céu, a plenitude do Amor. Só falta trazermos o Céu para Terra.
Fomos criados para as alturas. Quem não recorda a parábola africana da «águia e da galinha»?
«Sursum corda!» Para os menos familiarizados com o latim: «Corações ao alto!»
É por isso que construímos santuários, capelas, ermidas… no cimo dos montes.
E também construímos cidades que nos convidam a subir, como Jerusalém, Fátima, Assis…
Sim. Nestes dias, tive a graça de descobrir as subidas a Assis. A pé, como peregrino da Paz. Na primeira vez, o percurso foi de Santa Maria dos Anjos até Assis. Como a última parte do percurso é mais íngreme, reservei hora e meia. Afinal, bastaram 55 e minutos! Talvez levado pela alegria da subida. A Bíblia oferece-nos uma pequena colecção de Salmos (120 – 134) para as subidas a Jerusalém. Rumo a Assis, a cidade da Paz e da Fraternidade universal, fui compondo o meu «salmo das subidas». Aí fica o desafio: «SUBAMOS PARA ASSIS!» No anexo, também com as pautas da música.
Oh! Como sou feliz,
Quando o Espírito me diz:
Vamos subir para Assis!
Assis, cidade santa, encanto belo,
Assis, sonho do meu peregrinar!
Em ti revive sempre o Poverello,
Assis é Cristo a chamar!
Assis é um convite permanente,
Que o Altíssimo Senhor a todos faz:
Beber o Evangelho na nascente
E ser arauto da Paz.
Francisco e Clara são de Deus estrelas
A noite mais escura a iluminar;
Profetas da Esperança e sentinelas
De Deus – notícia a anunciar!
Subamos para Assis! Eis a utopia:
Assis transforma os lobos em irmãos!
Nos ramos de oliveira, desafia:
«Constrói a Paz! Abre as mãos!»
Como peregrinos, vivemos a dinâmica das ascensões em seus dois movimentos: o entusiasmo da subida e o compromisso da descida.
Na Bíblia, surgem de quando em vez uns homens vestidos de branco que nos pregam cada partida! Na madrugada da Ressurreição, umas piedosas mulheres correm ao sepulcro para perfumar um defunto, seu amigo. Os tais, vestidos de branco, não se deixam «alienar» com perfumes ou incensos: «Porque buscais o Vivente entre os mortos? Não está aqui. Ressuscitou!» (Lc 24, 6).
No monte da Ascensão, os discípulos quedam-se de olhar fixo no céu, para onde Jesus se afastara. Os tais homens vestidos de branco não se comprazem com semelhantes êxtases ou misticismos: «Homens da Galileia, porque estais a olhar para o céu?» (Act 1,11)
O próprio Pedro, fascinado com o encanto do monte Tabor, já nem pensa descer: «Senhor, como é bom estarmos aqui! Se quiseres, farei aqui três tendas…» (Mt 17,4).
Também para Assis, há um tempo para subir e um tempo para descer. Chegou a hora de deixar Assis, a cidade. E levar Assis, o «espírito de Assis», lá para baixo, para a planície, para a cidade dos Homens e das Mulheres.
Lá em baixo estão os irmãos leprosos, estão os lobos de qualquer Gúbio, estão os nossos desempregados (mais 287 em cada dia que passa), estão as Casas Pias onde a Justiça não «pia», estão os apitos dourados que a corrupção conseguiu calar; estão os senhores comerciantes da guerra, da droga e da prostituição (empresas sem déficit)…
Lá em baixo há multidões famintas da Feliz Notícia da Verdade, da Justiça, da Paz. Hoje, como há 800 anos, Francisco e Clara de Assis continuam a apontar a nascente que pode saciar todas as fomes e sedes: Cristo entregue por nós e por todos, nossa vida em abundância.
Lá em baixo, crianças, jovens e adultos acolheram o fogo do Evangelho e, como Paulo há uns 2.000 anos, vivem com intensidade o desafio: «Ai de mim, se não anunciar Jesus Cristo!»
O Senhor te abençoe e te guarde, irmão/irmã!
O abraço amigo e (ainda) assisiense,
frei Acílio Mendes
O que é que se passa?
Passa-se e muito!!!!
De correio, nada.
De facto isto tem dias e é preciso muita serenidade para não desanimar. Mas, como podem constatar, o quotidiano, o hoje dos dias ( alguns amigos julgam que o cronista de serviço vive da contemplação do passado ) aquilo que tantas vezes aqui dizemos “contem-nos de que são feitos os vosso dias” pela parte que nos diz respeito não pára!!!
Passem por aqui e …. Verão!
Até amanhã!
antónio colaço
Obrigado pela Irmã Luz que espalhas pela cidade e que, de mãos dadas, com a Irmã Água, ambas tornam mais luminosos e refrescantes os nossos atormentados dias.
antónio colaço

A redacção do irmão sol acaba de tomar conhecimento do falecimento da Mãe do nosso caríssimo Carlos Rito e que hoje foi a sepultar para o Sabugal. Daqui lhe enviamos um abraço solidário extensivo a toda a sua família e, cremos, a alguns outros membros da nossa comunidade. Que nos actualize quem pode.
ac
A ASSOCIAÇÃO CONVOCA-NOS PARA O 13º ENCONTRO DE 5 DE SETEMBRO!
Publicado Julho 9, 2009 Uncategorized Deixar um ComentárioBoa noite Amigos
Como já deve de ser do conhecimento de alguns, no próximo dia 5 de Setembro, em Barcelos, vamos realizar o nosso encontro.
O programa vai ser idêntico aos anos anteriores.
A recepção será na casa dos Capuchinhos de Barcelos, a partir das 10,30.
Junto envio carta, com mais pormenores.
Não esqueças de confirmar a tua presença e quantas pessoas te acompanham até ao dia 17 de Agosto.
Vamos todos comemorar os 800 anos de S.Francisco de Assis e os 75 anos do Convento de St.António de Barcelos.
Saudações Franciscanas
Pela comissão AAC
António Joaquim

Caríssimos
Estamos aqui para vos dar uma boa notícia:- Afinal, vamos poder fazer o nosso XIII ENCONTRO, no próximo dia 5 de Setembro, sábado, no Colégio Didalvi, em S. Pedro do Alvito, a meia dúzia de Km de Barcelos.
2.Esta é a notícia principal. Não vamos perder, agora , mais tempo a discutir porque é que não fomos nem a Assis, ou porque é que apenas alguns de nós participaram no 1º Congresso dos Antigos Alunos dos Seminários, em Fátima. Não. Neste momento são já coisas do passado e o que aqui nos traz é o nosso presente e a nossa grande vontade em, pelo menos uma vez por ano, matarmos as saudades que temos todos uns dos outros.
3.Graças à iniciativa de dois dos nossos antigos companheiros, o João Teixeira e o João Alvarenga e, bem assim, à persistência do nosso blog o irmão sol ( a propósito, se ainda não o conheces deves passar por lá: http://irmaosol.wordpress.com ) a que demos o nosso total apoio e que conta, também, desde já, com a adesão e presença confirmada do nosso querido Provincial, Frei António Martins, aqui estamos a pedir-te, apenas e tão só, que nos confirmes, até ao dia 17 de Agosto, quantas pessoas trazes contigo para que os organizadores saibam o que fazer. Sim, o João Teixeira e o João Alvarenga disponibilizam-nos, não só as instalações da Quinta Pedagógica de Alvarenga ( passa por aqui e vê a beleza do sítio que nos espera: http://www.didalvi.pt/quinta ) como OFERECEM o almoço e lanche que reconfortarão a nossa fome de conviver! Para eles, desde já o nosso muito obrigado!

4.Como vês, sem qualquer encargo, a não ser o da deslocação, o único preço que te pedimos é o de que correspondas e invistas PARTICIPANDO num dia bem passado. Com sorte, diríamos mais, tudo estamos a fazer para que o 13º Encontro seja mesmo o mais participado. A sorte que nós temos em termo-nos como amigos. Estamos, igualmente, a desenvolver esforços para que toda a Comunidade Capuchinha – professos e não professos – se junte a nós para, assim, encerrarmos em clima de grande alegria a comemoração dos 800 anos do nosso querido S. Francisco de Assis.

5.O nosso dia começa, assim, pelas 10.30 horas, no nosso Convento de Sto António, em Barcelos, que celebra este ano os seus 75 anos, aproveitando para o revisitar, e às 12H celebraremos a nossa tradicional Eucaristia. Em seguida deslocar-nos-emos para S.Pedro do Alvito .
6.Fica ao teu critério, para tornar mais rico o nosso dia gastronómico, sugerir-te que tragas um licor ou um doce típico da tua terra, ou, mesmo feitos por ti. Para te inscreveres, e outras dúvidas, os contactos da Comissão:
Luis Marques Arménio Medeiros armeniomedeiros@hotmail.com
António Joaquim ajoaquim.silva@gmail.com
Só nos resta acreditar que vais falar a todos os companheiros do teu ano para que não faltem, certo?
Até dia 5 de Setembro.
A Comissão da Associação dos Antigos Alunos Capuchinhos . Gondomar . 2 Julho . 2009
_________________________________________________
E PRONTO, ESTAMOS TODOS CONVOCADOS, RESTA RESPONDER PARA OS MAILS INDICADOS POR FORMA A QUE A COMISSÃO E OS NOSSOS AMIGOS JOÃO TEIXEIRA E JOÃO ALVARENGA POSSAM ADEQUADAMENTE PREPARAR TUDO O QUE HÁ A PREPARAR COM O POUCO TEMPO DE QUE DISPÕEM.
ac

Amigo Colaço:
Já recebi também a carta-convocatória da AAAC. Como acompanho diariamente este nosso local de encontro, estando avisado, portanto, há muito que estou a tentar ganhar coragem para desta vez ir, também. Neste momento ainda não decidi, porque estou à espera de resposta do meu irmão (Fernando Pinto), se também quer ir ou não. Quanto ao meu primo esse não pode, já que, como deves recordar-te, em tempos já dei a conhecer que ele está incapacitado (deves ter conhecido o António Rosário, não sei). Assim, espero, daqui a dias dizer-te algo, antes mesmo de dar resposta à comissão. Bem mereces, por tudo o que tens feito.
Um abraço
Armando Pinto
NR
Armando, não sei o estado de saúde do teu primo mas … admitindo que pode deslocar-se, quem sabe, tal como os doentes que se acercavam de Jesus Cristo, se uma deslocação dos três a Barcelos não nos faria bem…. a todos?!É uma provocação amigável!Obrigado pelas tuas palavras.
antónio colaço
ESTREIA ABSOLUTA:JOAQUIM AFONSO HOMENAGEIA 50 ANOS DE FREI JOAQUIM MONTEIRO
Publicado Julho 10, 2009 Uncategorized Deixar um Comentário
ÚLTIMA HORA: Acaba de chegar à nossa redacção o primeiro texto/ colaboração do Joaquim Afonso em homenagem às bodas sacerdotais de Frei Joaquim Monteiro!
Joaquim Afonso que no final da década de 6o assinava as muito lidas ”Crónicas” da saudosa revistinha policopiada “Ideal”, regressa, assim, às lides da escrita!
Aqui nesta foto, algures num palco em Barcelos, aquando do seu Noviciado!
Já voltamos para editar o seu texto!
antónio colaço
FREI JOAQUIM MONTEIRO.FORMAR NA LIBERDADE PARA A LIBERDADE.
Publicado Julho 10, 2009 Uncategorized Deixar um Comentário
Frei Joaquim Monteiro versus Frei Joaquim de Serafão
Por ocasião das Bodas de Ouro Sacerdotais – Serafão 5 de Julho de 2009
Testemunho de um aluno, conterrâneo e amigo
Rev.do Pároco de Serafão
Revdo Frei Joaquim Monteiro
Revdos Capuchinhos
Caros conterrâneos e cidadãos presentes
Dados biográficos
Parabéns pelas suas bodas de ouro sacerdotais, pela jubilação da Universidade Católica Portuguesa, pela vida e presença nesta terra e nesta comunidade.
Não se trata neste momento tão importante e tão significativo desta paróquia e desta terra recordar as peripécias e façanhas da infância e juventude de um dos seus filhos. Trata-se, antes sim, de dar a conhecer ou a reconhecer às gerações mais recentes alguns passos do percurso biográfico, académico, sacerdotal e pastoral de um homem singular que aqui nasceu em Julho no ano de 1934 e à qual esteve directa ou indirectamente ligado.
O Fr. Joaquim Monteiro, filho de Manuel Monteiro e de Custódia Maria da Costa Ramos, nasceu em Vilarelho, Serafão, concelho de Fafe, a 29 de Julho de 1934. É irmão de D. António Monteiro [+2004], capuchinho e Bispo de Viseu. Entrou para o Seminário dos Capuchinhos no Porto a 3 de Outubro de 1947. Vestiu o hábito na Ordem dos Franciscanos Capuchinhos a 1 de Agosto de 1951 em Barcelos e a 6 de Agosto de 1952 fez a sua Profissão temporária dos votos religiosos, emitindo a Profissão perpétua em Salamanca, a 10 de Agosto de 1955. A 2 ou 21 de Fevereiro de 1959, na Catedral de Salamanca, foi ordenado sacerdote por Dom Francisco Barbado Viejo. Fez os seus estudos superiores em Salamanca, de 1955 a 1959, obtendo na Universidade Pontifícia, em 1960, a Licenciatura em Teologia.
Integrou quase sempre a Fraternidade do Porto, tendo passado também por Barcelos e Gondomar. Foi Director das revistas «Paz e Bem» (1960-1969) e «Bíblica» (1978-1987), onde deixou dezenas/centenas de artigos publicados, particularmente nesta última. Foi da sua iniciativa terem-se iniciado na revista BÍBLICA os comentários às Leituras Dominicais, a partir de 1978.
Algumas publicações do Fr. Joaquim Monteiro:
– «Dinamização Bíblica do Povo de Deus», Difusora Bíblica, Lisboa, 1978, 204 págs.;
– «O mistério da Igreja no Itinerário Catecumenal», Telos, Porto, 1986, 96 págs.;
– Alguns estudos científicos publicados em separatas, como: «Eclesiologia e eclesiologias», Porto, 1981, 47 p., in Humanística e Teologia, t. II, f. 1), «Itinerário espiritual de São Francisco de Assis», Porto, 1981, 40 p., in Humanística e Teologia, t. II, f. 3), «O Diabo na teologia e a teologia do Diabo», Porto, 1984, 56 p., in Humanística e Teologia, t. V, f. 1); «A dinâmica mística da Vida Espiritual», Porto, 1987, 48 p., in Humanística e Teologia, t. VIII, fasc. 1.
Esteve ainda na base da elaboração dos conteúdos para o I e II Cursos de Dinamização Bíblica, iniciados em 1975.
Tem dedicado a sua vida, sobretudo, ao ensino, como professor de Teologia, leccionando diversas disciplinas, primeiro no Centro de Estudos da Ordem, no Porto, depois no ISET (Instituto Superior de Estudos Teológicos), criado para os alunos de todos os Institutos Religiosos do Norte, a seguir, no ICHT (Instituto de Ciências Humanas e Teológicas), fundado no Porto para Religiosos e diocesanos e, finalmente, na Universidade Católica, no Porto.
Durante alguns anos foi também director do CER (Centro de Estudos para Religiosas) e, de 1978 a 1981, exerceu, ainda, o cargo de Director dos Estudantes de Teologia da Ordem em Portugal.
Foi eleito Definidor da Província Portuguesa dos Franciscanos Capuchinhos para os triénios de 1975-1978 (III Capítulo Provincial); 1978-1981 (VI Capítulo Provincial); e 1987-1990 (VIII Capítulo Provincial).
Trabalhou em vários Movimentos eclesiais, como os Cursos de Cristandade, a Catequese, as Equipas de Casais e Grupos de Base, entre outros. Tem sido chamado a orientar vários Capítulos Provinciais de Irmãs Religiosas, destacando-se igualmente na orientação de Retiros, quer ao clero, quer a congregações religiosas. Como teólogo, é bastante solicitado, tendo sido encarregado de examinar os escritos da Venerável Irmã Rita de Jesus, em ordem ao processo de beatificação (foi beatificada em Viseu, em 2006).
Ainda como conferencista, tem sido chamado regularmente a dar a sua colaboração nas Semanas Bíblicas, quer nas Semanas Bíblicas Regionais (Barcelos, Gondomar, Porto), quer na Semana Bíblica Nacional, que anualmente se realiza em Fátima.
O Fr. Joaquim Monteiro reside actualmente na fraternidade do Amial, Porto.
Liberdade e criatividade franciscana
A Universidade Católica (Porto) prestou-lhe, por ocasião da sua jubilação, uma justa homenagem ao Fr. Joaquim Monteiro. O jornal «Voz Portucalense» fez-se eco do acontecimento (16-06-2004). E cito:
«Frei Joaquim Monteiro consagrou a quase totalidade da sua vida ao estudo e ao ensino da teologia. Gerações e gerações de alunos que ajudou a formar, e que carinhosamente o tratam por “Mestre”, testemunham a sua liberdade e criatividade no ensino e no tratamento dos assuntos. Ao completar setenta anos, Frei Joaquim merece a jubilação pelo seu labor incansável de formar na liberdade e para a liberdade. Nisso, assimilou profundamente o espírito de Francisco de Assis, espírito que transparece em toda a sua vida. O melhor que se pode dizer de alguém que ensina teologia é que é um crente. Tal se pode dizer de Frei Joaquim. E por isso, todas as escolas de teologia que houve no Porto e a que esteve ligado lhe estão gratas por várias dezenas de anos de labor.O trabalho de Frei Joaquim reflecte o seu franciscanismo noutros aspectos, como sejam o esforço de olhar incessantemente para as fontes bíblicas da fé, à procura de Jesus, na simplicidade da sua pessoa e do seu programa, para lá de séculos e séculos de uma tradição, discutível em muitos aspectos. Com essa frescura originária da fé, procurou Frei Joaquim confrontar os seus alunos. Muitos deles agradecem-lhe essa ligação entre teologia e espiritualidade e penitenciam-se de não ter sido capazes de compreender e viver o programa de liberdade, mesmo quanto à forma de prestação de contas de avaliação (exames), que promovia de forma tão responsabilizante.
A integração de Frei Joaquim no corpo de professores na Faculdade de Teologia e nas escolas que a precederam, no Porto, mostra uma opção pela pluralidade de proveniências de docentes e estudantes, que é uma grande riqueza destas escolas. Isso enriquece muito uns outros. Na hora de ver jubilar-se Frei Joaquim, é justa a gratidão pelo património que nos deixa, e é devida a expectativa de ver continuada a tradição de um contributo de franciscanismo na Faculdade de Teologia.» (Texto de Jorge Teixeira da Cunha)
Como um dos seus alunos nos Institutos já referidos e recordo tantos neste momento e já mais tarde na Universidade Católica Portuguesa-Porto, quero aqui, na nossa terra natal e com humildade, testemunhar a minha gratidão e privilégio de o ter como professor e mestre em diversas fases da vida. A par disto, a amabilidade e generosidade de estar presente em alguns acontecimentos importantes da minha vida pessoal e familiar. Por tudo isto, o nosso muito obrigado e que Deus lhe dê vida e saúde ( bem como a sua irmã Margarida) para nos honrar com a sua presença e palavra.E, para terminar, dizer que apesar de não constar nos anais panegíricos dos Fafenses e Serafonenses ilustres, sempre foi e é, por mérito próprio, um cidadão ilustre desta terra e (da justiça) de Fafe. Obrigado pela oportunidade!
Joaquim Gonçalves Afonso
NR - Aguardamos que mão amiga nos faça chegar mais alguma fotografia mais significativa do que esta que recolhemos no site da Ordem. Alô, Frei Lopes Morgado!ac
IRMÃO SOL BATE RECORD DE VISITAS.PRENÚNCIO DE GRANDE ENCONTRO EM BARCELOS!!!
Publicado Julho 10, 2009 Uncategorized Deixar um Comentário
A afluência ao nosso site, chamemos-lhe sítio, conventinho virtual, o que quiserem, está a registarnas últimas horas uma afluência espectacular!!!
Acreditamos que tudo isto é prenúncio de um Grande Encontro em Barcelos no cada vez mais próximo dia 5 de Setembro, a partir das 10.30, no nosso Convento de St.António, em Barcelos, primeiro ( para a Eucaristia e Acolhimento ) e, em seguida para a Quinta d’Alvarenga, em S.Pedro do Alvito!!!
De facto, as condições para passar um dia em cheio, com tanta Natureza para conhecer, com tanto recanto para visitar fazem acreditar que ninguém vai ficar em casa!!! Para não falar da gratuita hospitalidade que os nossos amigos João Teixeira e João Alvarenga desde a primeira hora preparam para nós, adivinha-se um programa de animação em cheio!!!
Os POPBRES ( com excepção do nosso querido e saudoso António Paz)ameaçam regressar, segundo nos confidenciou o Ringo Starr da formação, Agostinho Vaz e a TVI, “consta“, que já terá adquirido os direitos de transmissão!!!!!

Se não acredita no carácter paradisíaco do local , passe por lá e veja do que vai poder desfrutar ao vivo, juntando-se a nós no dia 5 de Setembro!!Não te esqueças é de dizeres para os membros da Comissão, até ao dia 17 de Agosto, quantas pessoas contas levar! Se te esqueceste dos contactos, o mail do irmão sol também serve, pois nós reencaminhamos toda a informação para a Comissão!!
E desejamos-te um bom fim de semana com este pedacinho de verde!!!
antónio colaço


Bom dia a todos.
Gostaria imenso de entrar em contacto com todos os companheiros que me reconhecem: Sou o Manuel Alves Martins, antigo Frei Candido dos Foios, do ano do nosso respeitado e apreciado Acilio Dias Mendes.Do ano que precede, Antonio Pojeira Dias, Cesar Pedrosa, etc.
Estou em Franca, Paris, desde 1970 e apos 4 anos de Serviço militar.
Obrigado pelas tuas noticias.
Um grande abraço amigo capuchinho
Manuel Alves Martins
NR – Desafiado pelo irmão sol a vir até Barcelos, ao nosso 13º Encontro, no próximo dia 5 de Setembro, o Manuel alegou razões profissionais para não poder vir ainda este ano. Para os nossos amigos que queiram chegar à fala com ele, o irmão sol tem o mail que disponibilizará a quem pedir.ac
Andávamos preocupados com o silêncio do João Casais, um dos obreiros da primeira hora, dos primeiros tijolos, deste nosso Conventinho. O João, ora entre o Kazakhstan, ora entre o Canadá, por onde andaria? Nas estepes sem “netes”? Metemo-nos ao caminho e a resposta veio célere! Não cometemos nenhuma inconfidência, antes pelo contrário, ao dar conta da boa nova: O João vai casar o seu filho mais novo, a quem desejamos, desde já,os mais sinceros parabéns e o João vai estar connosco, em Barcelos!
E se o João vem do Canadá, por que não o pessoal que está por cá ?!
ac
Em directo para o Canadá:

Olá amigo Colaço.
Tens razão. Pois já vai bastante tempo que não tiro 5 minutos para dizer que ainda estou vivo.
É claro que a minha agitadíssima vida, nestas últimas semanas, não pode servir de desculpa.
Mas mesmo assim não resisto…Aí vai a desculpa barata.(My poor confession…).
Começando pelo princípio: Acabei o meu contrato no Kazakhstan no dia 30 de Junho. Não há lugar para mais enfadonhas crónicas de viagem.
Como brevemente vou completar 65 anos, já pedi a minha reforma.
Mas o que realmente me tem prendido o tempo é, imagina: “Os preparativos para o casamento do meu filho mais novo“. Mas, sinceramente, isto é desculpa que se apresente? Peço desculpa.
Já agora posso adiantar que o Padre Celebrante, vai ser o Nosso Irmão Frei Benjamim Augusto Aspra.
E já me esquecia: No dia 30 de Junho fiz a minha inscrição para o Nosso Encontro em Barcelos. A Internet é mesmo uma arma poderosa…
Voltarei com “ânimo” para outro assunto.
Um abração
João Casais
NR – João, “crónicas endafonhas” só se for para ti que tens a maçada de delas nos dares testemunho. Não tens saída!!!! Continua a … sair, a viajar e a reportar para nós!ac
Voltaremos a falar no início da próxima semana.
Para que se perceba o ritmo a que temos andado, o que de alguma forma ajuda a perceber que isto de blogar/passado tem a ver com o profundo empenhamento no aqui e agora dos dias, passem por aqui!
Razão porque, nada havendo no correio – Sério, o JINGO? Teixeira, o texto prometido? Vaz, por onde andas? L Morgado, e então as fotografias prometidas ? Pojeira, e Timor? Acílio, já desceste de Assis? Ramos, retratos do final de ano? Hermano, e agora depois da ordenação, então ? e? – segunda trataremos de animar isto!!!!
Abraços!
antónio colaço

Olá, sou o Rui, estávamos aqui entretidos em S.Martinho de Anta – o quê?! julgavam que vim para aqui para fazer “jumping” ? - e acho que hoje vou ser desafiado por um tal Agostinho Vaz para… o quê?! Ainda não posso dizer mais nada?! Ora gaita!!!

Olá, eu aqui do meio, o 2º a contar da direita, sou o Firmino, e agora não consigo lembrar-me do nome dos meus outros colegas, para além do Mendes, o da ponta direita.
Acho que hoje vou ser desafiado por alguém para….O quê?! Não posso adiantar mais nada?! Claro que eu vou estar em Barcelos, e na Quinta d’Alvarenga, no próximo 5 de Setembro, mas o que eu queria mesmo dizer era que….o quê, ainda não posso dizer?!

Pronto, irmão redactor, não é preciso gastares o teu latim. Já sabemos o que nos vais dizer, sabíamos que quando vieste almoçar connosco nos punhamos a jeito para o que nos vais dizer:
” Hoje, vamos ser desafiados por um tal Agostinho Vaz, para que….o quê?! Ainda não pdemos dizer nada?! Claro … ainda não vimos o desafio mas.. é lógico que estaremos em Barcelos, na Quinta d’Alvarenga. Então eu, Zé Ramos, podia deixar de ir lá cantar o irmão sol naquele cenário fabuloso?! Já me descaí, não foi?! Ah! Não podia antecipar nada ainda, poui é…
antónio colaço
ÚLTIMA HORA: ALUGAMOS BICICLETAS …ELÉTRICAS PARA BARCELOS!!!
Publicado Julho 22, 2009 Uncategorized Deixar um Comentário
Face à declarada crise e aos argumentos de alguns dos nossos amigos que vêem no preço dos combustíveis uma dificuldade acrescida para se deslocarem a Barcelos, no próximo dia 5 de Setembro - a propósito, não se esqueçam de fazer a vossa inscrição – por que não aproveitam para, no instante de um clic a fazerem JÁ?!
apenas para que os nossos amigos João Teixeira e João Alvarenga saibam com quantos contam ( já que nos oferecem o repasto, que, nunca é demais dizer, aqui agradecemos!!!) ora, dizíamos nós, aqui está a resposta que o irmão sol foi desencantar aos seus arquivos: esta revolucionária bicicleta eléctrica que dá para transportar três irmãos de cada vez!!!
Esta foto cumpre, agora, exactamente 40 anos!!! Pobre Manel Barraco (era assim?!) quase que lhe estragávamos a bicicleta!!! Tantos anos como a ida do homem à Lua cujo 40 aniversário se assinalou anteontem. Já lá vamos!!! Foi tirada no Noviciado, em Barcelos!
A propósito dos 40 anos de aterragem na Lua!!!

Estes três heróicos rapazes nem sonham a heroicidade de outros tantos rapazes vestidos não de brancos fatos de alumínio mas, sim, de castanho e pobre burel, almas jovens dedicadas ao serviço de Deus, isolados do mundo, obrigados a ficar nas suas celas do Convento de Barcelos, quase a professarem a pobreza, a obediência e a castidade para as suas vidas, impossibilitados, assim, de acompanharem o mundo, o seu progresso…..

…ei,ei, Frei Colaço….vamos lá a ter tento na língua, perdão tento no qwert do computador!!! Ou os meus amigos têm razão de queixa aqui do Frei Zé Lopes, hein?!
Julgam que eu e todos os outros padres não vos vimos a espreitar em tudo quanto era canto da nossa humilde sala de televisão? E alguém vos escorraçou para as vossas celas de noviços?! Não venhas, agora, fazer aqui ajustes de contas com a história!!!
-Pronto, bom amigo, o que lá vai lá vai!!!!
antónio colaço
ÚLTIMA HORA:IRMÃO SOL ACOMPANHA ENCONTRO DA COMISSÃO COM PROPRIETÁRIOS QUINTA D’ALVARENGA!!!
Publicado Julho 22, 2009 Uncategorized Deixar um ComentárioDentro de momentos vamos saber o que se passa lá para as bandas de S.Pedro do Alvito, na Quinta d’ Alvarenga!!! Estão lá reunidos os nossos amigos João Teixeira, João Alvarenga, Arménio, Luis e António Joaquim.
Uma equipa de reportagem do irmão sol vai já a caminho!!!
antonio colaço
RIGOROSO EXCLUSIVO:AGOSTINHO VAZ RESSUSCITA CONJUNTO RÉ MAIOR PARA BARCELOS!!!
Publicado Julho 22, 2009 Uncategorized Deixar um Comentário
exclusivo – Capa do DVD a ser lançado em Barcelos!!!
Paz e Bem para todos!!!
Desapareci por algum tempo, mas eis-me de novo no convívio virtual, com a minha gente.
Tinha prometido ao Colaço uma pequena reportagem sobre as Festas da Cidade de Fafe, mais conhecidas por Festas da Senhora de Antime. Mas falhei! Embora fora de horas junto, em anexo, algumas fotos da cidade engalanada com as festivas decorações.
Sinto um rebate de consciência quando não participo no nosso blog; já tentei “psicanalisar” e consigo sinalisar o trauma que provocou tal “pancada”! Sim, porque todos temos uma “pancada”, maior ou menor, consoante a profundidade da lesão.
Tentando regredir no tempo lembro, perfeitamente, os estímulos do nosso professor de Português, o Rev.dº Padre Benardino de Vide. Tudo ia bem, quando por substituição de professor da disciplina de Português, se apresenta à nossa turma um outro professor, que se dizia façanhudo nas lides da língua mátria.
Com outro método e pedagogia, ou sem ambos, toca a desancar nas composições dos alunos. E fazia-o com tal virulência que a mim desmotivou para a escrita. Confesso que, ainda hoje, tenho preguiça em escrever, ou seja: não será preguiça, mas alguma resistência que me dificulta a escrita.
Mas vamos ao que interessa: O nosso encontro proporcionado pela bondade e generosidade dos nossos João Teixeira e João Alvarenga.
Desde já peço que me considerem inscrito com o meu núcleo familiar de 4 pessoas, inclusivé.

A ocasião sugere-nos a reconstituição do nosso grupo de música popular, o RÉ MAIOR, de saudosa memória.
Então era assim constituído por uma formação flutuante:
- Rui Chamusco atacava, com mestria, os foles do acordeão de botões;
- Constantino Sério era o solista de serviço;
- Tozé Colaço esfregava as cordas do violão;
- Agostinho Vaz deixava-se eclipsar por outro violão;
- Acílio Mendes marcava o ritmo com os bordões de um violão;
- João Teixeira tinia os ferrinhos com ritmo aprimorado e o actual Provincial,
- António Martins atacava o bombo com frenesim.
Esta era uma das possíveis formações que podia alternar com outra mais composta com 3 ou 4 elementos de coreografia, em que pontuava o, também, saudoso Pe. Alberto de Carcavelos.



Na impossibilidade de reunir as várias formações, dado que alguns já não se encontram entre nós, julgo possuirmos uma reserva de recursos humanos que possibilitará a reconstituição do RÉ MAIOR.
Quanto ao instrumental eu garanto alguma “ferramenta”, tal como:
-1 violão; 1 baixo electro-acústico; 1 cavaquinho; 1 viola braguesa e uma concertina em Fá à 4ªvoz.
Rezemos para que o Rui Chamusco apareça com o seu acordeão e venham daí uns ferrinhos e tambor.
Quanto ao reportório estaremos abertos a sugestões e, claro está, às músicas que tocàvamos na época.
Esta é a minha sugestão; digam de vossa justiça.
Um abraço fraterno do
A. Henriques Vaz
NR - Agostinho, deixa-me invadir o teu texto para reforçar o apelo a esse grande amigo, a esse frade maior, a esse GRANDE RUI DE TODOS OS ACORDEONS: RUI, contamos contigo para Barcelos! Estamos de acordo?!Perdão, estamos todos com o teu acordeon!!!

JOÃO CASAIS ADQUIRIU “ÚLTIMA PEDRA”.ÓRFÃOS DO UGANDA GRATOS
Publicado Julho 22, 2009 Uncategorized Deixar um Comentário
Chamo-me a ” Última Pedra“, ( 70X50 ) sou um quadro feito a partir da colagem de três tijolos oitocentistas, recuperados a partir dos restos das obras de renovação do Plenário da Assembleia da República, sobre fundo de madeira e utilização de acrílico.
Acabo de ser adquirido por alguém que veio de longe, “de muito longe”. Estou feliz porque a solidariedade não tem pátria e África, os putos órfãos de Bulenga, contam, a partir de agora, com mais 501 euros para os tantos mil e um tijolos de que se faz o seu quotidiano em prol de uma digna sobrevivência.
Obrigado João Casais, umas boas férias para ti e espero ser, em breve, também, em Cristelo, no Canadá ou no longinquo Kazahkistan, uma boa companhia, uma companhia de peso – peso uns bons quilos!!! – mas a tua generosidade pesa muito mais no sofrido coração de Africa.
Estou muito orgulhoso de que sejas o meu novo dono, ou, se quiseres, que o meu autor, agora, já possa dizer, como os grandes nomes da nossa praça, “pintor x representado no …. Kazakistan”! Ora tomem!
ac
O mail do João Casais acabadinho de chegar:


My dear friend Colaço.
Falei que tinha outro assunto para falar contigo. (Aqui neste sítio).
Aquela saída do Tio Pinho acabou por te complicar, e de que maneira… o teu projectado Leilão. No entanto os meninos da Bulenga, continuam a precisar de ajuda.
Juntando o útil ao agradável, este forreta vai cobrir o teu lanço de 500 euros, com mais 1 euro… (501.00 €) e tu vais oferecer o dinheiro aos meninos da Bulenga, e o Kazakistanês vai ficar com uma obra do amigo Colaço.
Happy end? I hope so.
Qual a conta que devo usar para a transferência? Isto no caso de o quadro ainda se encontrar em leilão, claro.
Um abração, ( a partir de Cristelo).
joão casais
________________________________________
NR .1. João, no dia 5 de Setembro, este “A Última Pedra” estará nas tuas mãos!
2.Para ti e todos os que queiram ajudar Bulenga, lembramos que as meninas Rita Colaço e Lina Ribeiro continuam a tudo fazer para dar a cana aos nossos putos de Bulenga. Aqui fica a conta que elas abriram:
” É preciso continuar:
NIB: 003508020000404170024 (Caixa Geral de Depósitos)
3. Os nossos amigos que costumam passar pela ânimo, blog pessoal deste irmão menor das escrit@s, sabem da história. Tal como os meninos de Bulenga. S.Francisco não faria melhor! Obrigado, outra vez, João! Já viste como ficaram gratas?!
João, a santid@de passa por estes gestos. Cada vez mais confiante de que Deus nos está a interpelar @qui !
Muito obrigado!
antónio colaço
A COMISSÃO DA AAC ESTEVE NA QUINTA D’ALVARENGA.5 DE SETEMBRO VAI SER SUCESSO
Publicado Julho 22, 2009 Uncategorized Deixar um Comentário






Mais palavras para quê ?!
A reportagem enviada pelo nosso repórter João Teixeira, curiosamente um dos proprietários da Quinta D’Alvarenga, conjuntamente com o João Alvarenga – e que assegurou para nós este serviço especial - dispensa mais comentários a não ser que tudo está a ser preparado pelo Luis, António Joaquim e Arménio, para que o nosso próximo Encontro de 5 de Setembro seja um sucesso.
E que melhor para celebrar os 800 anos de Francisco de Assis do que começar com uma imagem de um cão, quase irmão lobo, e terminar com a ternura de um branco cavalo das frescas pradarias da Quinta d’Alvarenga?! (Clica no link e passeia-te!!!)
Se ainda estavas com dúvidas não hesites e, sobretudo, trata de te inscrever como já dissemos ali atrás num outro post!!! Relembramos que os nosso companheiros Teixeira e Alvarenga só precisam de saber, até 17 de Agosto, quantas pessoas é que te acompanham, para que nada falte.
Desta vez é tudo oferecido por dois amigos!
Em contrapartida, nós vamos oferecer uns aos outros a amizade e a nossa franciscana fraternidade !
Sabemos que da reunião de trabalho ficou no ar a ideia de antecipar um pouco o horário da eucaristia - inicialmente prevista para o meio dia - a qual terá lugar na nossa Igreja Conventual de Stº António, em Barcelos, lugar de encontro e que quereremos visitar, claro, e de onde partiremos para a Quinta d’Alvarenga, em SºPedro do Alvito.
Aguardemos o que têm para nos dizer, em definitivo, os nosso amigos da Comissão.
Mas, agora, o que se torna mais imperioso, até porque se metem as férias, é que cada um se decida a meter “mãos” ao caminho e clicar nos mails para proceder à sua inscrição!
Não faltarão surpresas para passar uma agradável tarde num fabuloso sítio onde, em cada esquina, em cada colina, em cada recanto, em cada lago, em cada estrebaria, respira uma franciscana irmã Natureza“!!!
Obrigado, João Teixeira e João Alvarenga!
Força, António Joaquim, Luís e Arménio!!! Contem connosco!
antónio colaço.texto joão teixeira . imagem

Na cidade dos homens, a Santidade de Deus. Um tímido balbuciar, ainda, sim, mas o prenúncio de que Deus se nos anunci@, também por @qui.
antónio colaço
AGORA A SÉRIO: O SÉRIO PROMETE VOLTAR!!!
Publicado Julho 24, 2009 Uncategorized Deixar um Comentário
-Oh, Ilídio Novais, pá, o Colaço tinha-me prometido que este texto era só com a minha fotografia, pá!!!! Já que aqui estás, diz-me lá se já te inscreveste para Barcelos, 5 de Setembro, pá?!
RETOMAR O JINGO
Que dormidêra!… Confundir o jingo da Quinta da Bouça Cova, em Gondomar, com um chaparro qualquer (sem desprimor para qualquer alentejano – de que me não livro também, uma vez que o último quartel na tropa foi o Regimente de Infantaria 19, em Évora (1975-76), que se transferiu para Beja, para onde tenho de endereçar qualquer assunto respeitante ao serviço militar), com dizia, confundir o jingo com um chaparro qualquer não lembrava ao diabo. A sesta vai longa demais!
Se o frio do inverno, que se arrastou pela primavera, podia desculpar esta hibernação, a ausência já parece moléstia com o verão a meio…
Como tantos colegas, ia quase diariamente espreitar ao janêlo do nosso conventinho, a respirar um pouco daquele atmosfera que envolveu os anos adolescência; também estremeci com os momentos de deserto que aconteceram em determinadas alturas…
E tanto para partilhar!…
Retoma-se o Jingo. Para os quadros de Gondomar. Outras partilhas surgirão, até em resposta a desafios ou a-propósitos sugeridos por colegas.
Numa boa: partilha de vivências que nos foram comuns in illo tempore, como outras que se lhe ligam (e que coisa se liga mais àquela época que cada um de nós – a mesma pessoa que viveu aquilo, aquilo que, de alguma maneira, integra a vida que se vive hoje?!…)
Até já.
Sério
NR-Estamos para ver se é desta! Deixa lá a sesta, sim, pá! Agora o que aqui na redacção do irmão sol todos estamos a torcer é para que, em breve, possamos bater continência no nosso Capitão Sério fardado de …tropa!!! Foto pra cá, já!!!ac
PST!!!EH! TU AÍ QUE AINDA NÃO TE INSCREVESTE!!!CHEGA AQUI,POR FAVOR!!!
Publicado Julho 24, 2009 Uncategorized Deixar um Comentário
Sim, soubemos agora que tu, amigo, até aqui estavas como Tomé! Precisavas de ver para crer! Então, olha, mete aqui os teus olhos e diz-nos se não é fabuloso podermos dispor, este ano, de um cenário paradisíaco para o nosso 13º Encontro AAC, de Sábado, 5 de Setembro, na Quinta d’Alvarenga, ali às portas de Barcelos, e onde almoçaremos e conviveremos depois da Eucaristia que celebraremos na Igreja do nosso Convento de Stº António depois de…..

….Eh!, irmão Colaço, desculpa lá vir aqui meter-me no teu texto ( explica aí ao pessoal que és tu quem me pões a falar, certo?! )mas era só para vos dizer que eu e o João Teixeira tudo queremos fazer para vos receber o melhor possível mas precisamos que nos digam, pelo menos até 17 de Agosto, quer dizer, o mais cedo possível pois o pessoal vai de férias e não tem tempo para vir aqui abrir os seus computadores, quer dizer, as portas deste nosso Convento virtu@l – sim, um Convento de todas as virtudes, nomeadamente a da organização!!! – e dedicar um só minuto a clicar nos mails que o João Teixeira já vos vai indicar!!! A sério, estou com imensas saudades de vos encontrar a todos, a começar por este castiço do Colaço ( é ele que está a auto adjectivar-se, mas pronto!!!) e acho que vamos passar uma tarde agradabilíssima. João Teixeira, entra aí tu:

- Oh, pá, este Jairzinho da gaita ( era assim que eu tratava o irmão Colaço, que, de bola… vou ali já volto, mas “estilo” tinha, sim senhor!!!) não tinha nada que me convocar para este texto!!! As pessoas assustam-se só de pensar que nós os dois é que vamos ser os cozinheiros!!! Quer dizer, sei que o Colaço até confecciona para aí uns pratos de se lhe tirar o chapéu, aliás, outro dos alcunhas dele, em Barcelos, era o Frei Farófias, iguaria aprendida com sua Mãe, já que, como todos se lembram, no Noviciado aprendíamos de tudo um pouco!!!
Bom, mas para recordar todas estas coisas é que eu,

-…agora na actualidade ( o que fazem as novas tecnologias!!!) estou aqui para me juntar ao João Alvarenga e pedir-vos, pedir-te a ti que ainda não te increveste, vem cá, dá cá a tua mão e clica aqui, vá lá:

armeniomedeiros@hotmail.com e ajoaquim.silva@gmail.com
Se clicaste, estás inscrito!!!
É HOJE!!!! POR QUE NÃO …. A G O R A?!
Em última análise o mail do irmão sol ( irmaossol@gmail.com )também pode funcionar que a sua redacção depois faz-nos chegar!!!
A sério, dava-nos muito jeito!!! Imagina quando recebes pessoas lá em casa ( quem era, quemera o nosso amigo ” láincasa?!! ?!) as voltas que não dás para saberes ao certo para quantas pessoas tens de arranjar comida, acepipes, bebidas….
Ainda por cima não queremos que te falte nada!!! Fica-me mal estar a relembrar que é tudo oferta nossa, por isso, em troca, se quiseres, oferece-nos a tua inscriçãozoca ( oh Colaço podias ter arranjado aí uma rima mais rica!!!)!!!
Vá lá!!!
Um bom fim de semana para todos! Se ainda não se decidiram…..façam-no quanto antes!!!
antónio colaço
50 ANOS DE SANTIDADE UNEM JOQUIM MONTEIRO,JOSÉ LOPES E HERCULANO ALVES.
Publicado Julho 27, 2009 Uncategorized Deixar um Comentário


Obrigado especial à nossa delegação em Fátima – desculpa lá irmão Frei Joaquim Lopes Morgado, mas isto assim é mais cool – e ao nosso repórter fotográfico, Frei João Santos Costa, a possibilidade de evocarmos aqui os 50 anos de Ordenação Sacerdotal dos Padres Joaquim Monteiro e José Machado e os 50 de Profissão do Pe Herculano Alves!
No dia 5 de Setembro, se quiserem ter o prazer de se juntar a nós, em Barcelos, cantaremos todos a uma voz: Parabéns, a vocês!
Ou, como dizemos aqui na redacção: O que os anos nos fazem quando fazemos anos.
antónio colaço . texto
joão santos costa . imagem
joaquim lopes morgado . pesquisa
A BARCAÇA DE NOÉ!Joaquim Afonso regressa à escrita
Publicado Julho 27, 2009 Uncategorized Deixar um Comentário
-Touê, Joãoê! Oh! pá, aquele gajo lá do Sul nom me larga e olha, aí bai disto, carago!!! Diz se gostas!!!
A BARCAÇA DE NOÉ
Incumbe-me Delgadus Maximus, superior altíssimus ab conventum, depois de consultar seus venerandos anciãos reformados e altas patentes da hierarquia e também auscultar os altos desígnios dos deuses, gravados a ferro e fogo nas tábuas abençoadas em parte incerta, suspeitas que em Gondilanes, Vilarecho, terras baixas de Barreiro ou afins de Fafe ou algures em Messejana, onde antes havia mar ou Mação de Alcains ou talvez em Requeixo – Travassós e segundo testemunhos e notícias mais recentes porventura misturadas com tijolos ressequidos e outro lixo não reciclado de um antigo monumento restaurado lá para os lados… com muito dinheiro de usurários e contribuintes anónimos para augúrio de poucos que representam muitos e que pincelados por génio de artista habituado a vasculhar os caixotes de lixo, vulgo (baú de arte menor),


enobrecem causas diferentes e altruístas dignas de mérito, diz-se, que me dirija ao mais senior ou ao mais junior e lhe revele o profundo sonho oculto desde tempos imemoriais, no sentido de construir um convento mais adequado à modernidade eremita.
Podendo ser na Costa dos Lameiros, perto da Costa de Paredes, transição para S. Michel del Monte, lugar ermo, cheio de mato, urtigas e silvas, figueiras do diabo e figos já maduros nesta época, abelhas, vespas e abelhões, mel silvestre, grande variedade de plantas raquíticas e picantes, muitos insectos e répteis não venenosos, batráquios microscópicos em extinção, dispersos por lagos e pequenos riachos onde antigamente surgiram vulcões provados por cientistas de renome que já estudaram a arqueologia, fauna e flora e penedia adjacente, desejosos de vida quase extinta, água de mina descoberta por Celtas e Iberos, pastagens verdejantes para vacas, bois, cabras, cabritos, ovelhas e carneiros, coelhos, lebres e lagartos minúsculos pouco evoluídos do Rex Dinossaurius, dizem, habitat de civilizações antigas, superiores e prematuramente extintas pelo dilúvio, com bela vista para o céu estrelado, Gondilanes, monte de Santa Cristina d´Agrela, Senhora do Sameiro, Bispos e Arcebispos de Braga e outras p(u/o)testantades, picos das serras do Gerês, Falperra e Cabreira, muito propícias ao silêncio – montes e montanhas sacrossantas – itinerários remotos de peregrinações antigas entre norte e sul, segundo a tradição oral.
Aí instalados, distribuir-se-ão por três luxuosas tendas: uma para o chefe orientada para a constelação de Cassiopeia, outra para os simples orientada no sentido da ursa menor e outra para os mais simples e divergentes, vulgo ofmcap e abandonados, orientada no sentido da ursa maior, mas todas em sintonia com a estrela polar e a lua.
As três tendas primariam pela higiene, bem – estar colectivo.
Assim dispostas em lugar privilegiado e quase divino, à semelhança de Noé, no caso da subida crescente e inesperada da água do mar, das ondas e da mina do ermo, todas as populações das zonas mais baixas ficariam submersas e nós salvos estaríamos.
Se tal acontecer, o remédio é embarcar, transportando no mínimo um casal de animais e de aves do ermo, nomeadamente pardelhos diversos com exclusão de pegas e éguas selvagens, cucos, morcegos, rolas, cegonhas e melros e porque não, os canários e piriquitos armazenados em cativeiro, sabe-se lá onde, e assim, hoje, graças ao GPS não seria difícil a orientação, pois animais cheiram animais e esta cadeia de odores funciona como as ondas hertezianas e movidos pelo instinto de conservação atracariam onde lhes cheirasse a animais, claro de outra estirpe, mas da mesma espécie.
Provavelmente sonhando com a Quinta Pedagógica D´Alvarenga, mais atraente, cheirosa e propensa ao reencontro e acasalamento, em Alvito S.Pedro- Barcelos.
Na dita cuja, encontrariam refúgio e lautamente saciariam muita fome da extenuante viagem e da permanência no ermo. Conviveriam amistosamente com os animais mais evoluídos pedagogicamente, os mais sábios dariam eloquentes lições aos mais ignorantes e aqueles que por motivos muito graves se não enquadrassem na dita, seriam expulsos e lançados aos bichinhos muito transfigurados e irreconhecíveis ou ao pântano do dilúvio, acabando por se extinguirem alimentando copiosamente os irmãos peixinhos, privando -se assim do verdadeiro paraíso ecológico. Deixariam de se reproduzir e pecar contra um mandamento original bíblico.

O chefe ficaria triste, depois de tantas e heróicas chamadas de atenção para os comportamentos menos adequados e ausência, o céu que está próximo, tornar-se-ia num inferno.

Alguns dos sobreviventes da Barcaça de Noé (vendo-se o autor da prosa na ponta direita!!) , secando seus corpos a caminho de Barcelos, no próximo dia 5 de Setembro.(Por acaso a foto é de 1969, nas margens do Cávado, Barcelos!!!)
Portanto, se isto acontecer, depois de passar a “Babilónia” atormentada, quase sem timoneiro e debaixo dos destroços sobreviver e conseguir ver o fim do túnel é sinal de vitória. Lá retemperará as forças e participará num opíparo banquete e do bolo trazido de Passos, lá para os lados de Mirandela, que segundo rezam as escrituras mais antigas, será jubilosamente servido a quem o merecer, num trono elegante, um à direita e outro à esquerda, solenemente presididos por duas grandes e ilustres personagens e restantes acólitos, que presumo discursaria da maneira que já o Outro, o mais velho discursou e que me atrevo a citar: “ Vinde a mim, meus dilectos filhos queridos, extraviados, desterrados e abandonados livre ou forçosamente, tipo pai do filho pródigo, errantes por caminhos tortuosos e íngremes, nunca antes navegados e eu vos aliviarei; comei e bebei, não o pão que o diabo amassou, pecai até à saciedade, pois a vós está reservado “ in aeternum” um grande lugar neste templo a que tendes direito desde o princípio, desde que iniciaste esta grande jornada em direcção à Quinta Pedagógica prometida. O altíssimo é tão clemente e misericordioso que se alegrará. Aqui, já não são precisas mais tendas, deixai-as, saí do inferno de cafarnaum, pois tendes um parque onde podeis estacionar as vossas carroças, carabanas e autocarabanas, bicicletas e até avionetas e motas de água. Se houver um dilúvio ,telefonarei para a baleia e as vossas vidas estarão salvas. É tudo o que tenho para vos dizer e oferecer. Quereis mais?”.
O superior ab conventum Maximus ficará muito contente ou triste ao saber que o mensageiro brincou e desvirtuou o seu augusto desígnio.
Obrigado.
Joaquim Afonso
NR - Para o redactor de serviço este é um momento privilegiado. Ou, como dizíamos em linguagem inventada pelo Jockin ( carinhoso diminutivo do Quim Afonso ) PIMVA! PIMVA! O Quim já cá está!!!) ac

Irmãos, isto que vedes aqui é a parte mais alta do meu Vale das Árvores, uma espécie de meio hectar de Céu (é muito menos mas…. soa melhor!) e onde resolvi semear algumas sementes de girassol sabendo que o terreno não sendo de boa qualidade dificilmente dará girassóis pujantes. Mas a generosa Irmã Terra, fazendo-lhe chegar alguma água lá os vai fazendo crescer. Porém…..

…(não se assustem!!!Sim, é o editor de serviço, de vez em quando também convém dar a cara, como é a fase em que estamos, para dizer que estarei em Barcelos, com a minha mulher, no dia 5 de Setembro, claro, e até já estamos inscritos, não é António Joaquim?)…
Porém, como ia dizendo - e é por isso que a foto deste castiço para aqui foi chamada – cá em baixo, numa terra muito melhor, as mesmas sementes dão estes pujantes girassóis, porque são mais regados, a terra é melhor, em suma, são bem tratados. Nada lhes falta!!! E até deram para fazer este quadro com que no ano passado celebrei os 50 anos de Gondomar /800 anos de S.Francisco, e que está neste momento em exposição até ao dia 8 de Agosto, na Galeria da Biblioteca Municipal de Aljustrel, seguindo, depois, para Messejana, onde é inaugurada em 15 de Agosto, na Capela dos Santos Reis, chamando-se Perto do Princípio, em homenagem ao meu querido Pai, natural desta típica aldeia alentejana…ufff

Ou seja, o nosso tão desejado Encontro de 5 de Setembro, só poderá frutificar, dar boa semente, bonitos girassóis,

como estes, se cada um de nós passar a palavra ao amigo do lado, ao companheiro de ano que está indeciso, ao amigo que todos os anos diz que é desta é que vou e … nada!!!

Irmãos, toca a girar daqui para fora!!! Toca a regar esta ideia em que acreditamos! Sejamos o sol que falta aqueles que ainda não se decidiram a passar um dia em cheio na PAZ e no BEM de Francisco! Para que a Luz de Deus nunca nos falte!
É tão simples: Clica nestes mails e diz quantas pessoas levas em 5 de Setembro para ajudar a tornar mais luminosos os nossos dias!
armeniomedeiros@hotmail.com e ajoaquim.silva@gmail.com
Obrigado!
NR - Amanhã publicamos mais textos que não param de chegar! Escreve-nos também! O que esperas do 5 de Setembro? O que mais gostavas que pudesse acontecer?ac
AMAR SERAFÃO E DAR A CONHECER A SUA HISTÓRIA
Publicado Julho 29, 2009 Uncategorized Deixar um Comentário
Pois bem, não acordem o menino, que é tão grande e está dormindo… Mando-te o texto produzido para o encontro de Serafonenses no qual estavam presentes algumas figuras conhecidas da nossa praça,vulgo de Serafão. Foi um encontro cordial e amistoso de velhos conterrâneoas ligados à causa pública, passada e presente. Abraços nossos para os vossos. Até breve
Joaquim Afonso

ENCONTRO DE SERAFONENSES / JUVENTUDE DE SERAFÃO
25 DE JULHO 2009 – EM SERAFÃO – FAFE
Um simples contributo
Costuma-se dizer que ninguém é profeta na sua terra e com isto apenas quero dizer que não pretendo subtrair os profetas que ao longo dos tempos nos prometeram um mundo novo e não se aperceberam que o povo quer mesmo um mundo novo a sério.
Este encontro desejado e organizado por um grupo de serafonenses (ilustres), tenazes e de grande memória, traz consigo à luz muitas recordações singulares, humildes, gloriosas (e tenuamente épicas) de um passado já relativamente longínquo, mas genuíno e de grande significado local e regional e também as memórias mais recentes – um desafio para uma terra nova, uma aldeia nova, uma vila nova, que desde tempos idos e difíceis foi sonhada por jovens e adultos simples, corajosos e destemidos desta laboriosa terra – não tempos de leite e mel, que também o havia, mas de fel e sacrifício, (que o digam os nossos entes queridos já idos se a voz o tempo não apagasse e os pais daqueles que têm a sorte de contemplar os seus filhos).

Alunos da EB1 .Pode saber mais aqui!
Esta terra, terra de Serafão, cheia de tradições, odores e beleza, não a das estátuas esculpidas pela arte e engenho humano ou génio de um artista, mas a beleza simples e original do campo e das pessoas, herdeiras de uma memória colectiva e prenúncio (fecundo) de prosperidade futura.
O que é hoje, Serafão? Contraste radicalmente com o seu passado arcaico, rural, semi-conservador e artesanal, dividido entre o respeito e o medo, entre o profano e o sagrado, … muito submetido às leis naturais e aos rituais cíclicos da vida, imposições políticas, religiosas e sociais na sua globalidade, não obstante, se distinguir gente anónima, homens e mulheres de grande mérito, prestígio e bravura tal, que mereceram no passado e continuam a merecer hoje, justamente, a nossa distinção, respeito e perpetuidade, as quais me escuso de mencionar neste momento, mas que quero destacar nesta ocasião.
Encontro de Serafonenses versus encontro da juventude de Serafão. Mas que juventude de Serafão?

Um importante achado arqueológico
No passado Serafão – Cellafano – Cellafão – Cerafão – (nome que remonta às origens ou talvez mesmo antes da fundação da nacionalidade portuguesa), uma terra às escuras, abandonada pelo poder político, com aglomerados populacionais dispersos, que mal constava nos mapas regionais e nos mapas de Portugal, nos anais de um povo, nos roteiros turísticos pelo seu ruralismo primitivo e natural, de caminhos tortuosos e íngremes, um verdadeiro paraíso ecológico, um povo simples, uma comunidade trabalhadora na faina do linho e do azeite, do milho e do centeio ( que gritem os moinhos desactivadas pelo progresso contemporâneo e as tecnologias), da batata e dos legumes, do feijão e do vinho, da água repartida segundo regras antigas, da propriedade de subsistência, do ferreiro e do sapateiro, do barbeiro e do pedreiro, do carpinteiro e do comerciante, do proprietário, do caseiro e do jornaleiro, do cesteiro e da tecedeira, da costureira e do alfaiate, do pastor e do mineiro, do moleiro, do carteiro/carteira, dos estudantes e jovens, do cantadores e tocadores populares, dum regime comunitário singular, dos emigrantes e tantos oriundos desta terra que nunca renegaram o seu berço, da guerra indesejada e servil, da religiosidade popular, da alegria das lavradas de Maio e das ceifas e vindimas de Outono – tão poéticas e ao mesmo tempo tão dramáticas – das estações do ano sempre renovadas e viçosas.
Falar de Serafão é falar da carta nunca recebida, do amigo ou parente distante, dos pais que amaram e amam os seus filhos, do moribundo agonizado, das promessas não cumpridas e (eternamente) adiadas, das calçadas cavadas pelos carros de bois chiando nas escarpas dos montes ou nos caminhos e quelhos tortuosos, do rio Torto – note-se a ironia – marco de um tempo – tão límpido, cristalino e fecundo no passado e actualmente triste e moribundo – o rio da minha aldeia já não é o rio da minha aldeia – ( não é para ler – quem nasce torto tarde ou nunca se endireita, diz o povo ), das casas simples e sombrias onde o conforto era uma utopia, das crianças tão precocemente condenadas à labuta, das mulheres tão prematuramente viúvas, das mães que nos ensinaram a valorizar o sonho, a rectidão, a dar valor ao trabalho, a enfrentar os desafios e a reconhecer as nossas raízes, a justiça, a religião, a determinação, a escutar e a ter gosto pela vida, do sofrimento, da solidariedade e particularmente da liberdade.

É falar da sua igreja, das suas capelas, das festas e romarias e também das escolas, dos professores/professoras que heroicamente e com métodos considerados hoje pela pedagogia moderna menos adequados/ultrapassados, mas com muita dedicação e amor à causa, muito contribuíram para a nossa alfabetização e alicerces culturais.
É, enfim, recordar todos aqueles (homens e mulheres) que nos precederam e deram o seu contributo nas mais diversas actividades para o desenvolvimento social e cultural e progresso democrático.
Mas, é também falar do tempo em que não havia luz eléctrica, rádio, televisão, telefone, táxi, telemóvel, internet, televisão a cores e outros bens que tornam a vida actual mais fácil, da generosidade de quem contribuiu para erigir a cabine de Serafão, da candeia a petróleo ou a azeite como companhia nas noites de invernia apocalíptica, do telefone único e distante para a maioria das populações, do médico ausente e da saúde adiada, da ausência de comunicação e transporte, da falta de infra-estruturas básicas, de uma povoação quase isolada do seu concelho e distrito e do mundo em constante mutação.
É falar de um passado humilde de paz e harmonia, de inquietudes, sobressaltos, irreverências, incertezas, confrontos semi-pacíficos, incompreensões, de tensões e de revolta contra a injustiça e a dignidade humana, a opressão e a vassalagem e ao mesmo tempo de um desejo profundo de libertação, de emancipação e progresso.
É, por fim, falar do futuro que já foi ontem e continua a ser hoje “ in aeternum”.
Beneficiamos actualmente das mínimas infra-estruturas( básicas) essenciais, de casas e habitações mais confortáveis e modernas, pese embora alguma descaracterização paisagística, de acessibilidades mais capazes embora insuficientes, de assistência médica generalizada, de acesso ao ensino e à cultura, veja-se a internet e a televisão, (nunca antes imaginada), ao desporto e ao lazer, etc, mas ainda há muito caminho a percorrer (a fazer). Banir discrepâncias e assimetrias sobretudo a nível dos menos beneficiados, zelar pela segurança e bem-estar das crianças e dos mais velhos e aproximar mais e melhor os cidadãos de causas que promovam o bem comum e o progressivo desenvolvimento desta terra.
Unir esforços para legar uma herança honrosa às gerações futuras.
Folheando alguns documentos das minhas memórias e não sou a melhor memória desta terra, considero importante realçar o contributo de todos aqueles rapazes e raparigas, homens e mulheres deste quinhão, uns morando cá, outros dispersos por vilas e cidades de Portugal, outros emigrados em países estrangeiros levados não pela aventura, mas pela penúria, pela fuga à guerra imposta, pelas precárias condições de vida, também eles eco e testemunho vivo desta terra, mãe e um pouco (paradoxalmente) madrasta.
Muitos episódios tenho guardados na minha memória e guardados estarão na vossa memória e na nossa história e na memória de muitos protagonistas anónimos, provavelmente aqui hoje presentes sem desejo e reivindicação de louvor, mas apenas por vontade de se reencontrarem na terra que os viu nascer e crescer e à qual estão unidos por laços de familiaridade, amizade e solidariedade.
Um grande palco de grandes acções e emoções.
Quantos caminhos e quantos anos percorridos para hoje estarmos aqui! Quantas faces então jovens e belas e hoje mais matizadas e amadurecidas pelo tempo! Quantos filhos e quantos netos! Herdeiros vivos desta nobre terra encantadora…Quantas histórias por contar…
Os mais velhos têm o dever cívico de dar a conhecer e mostrar às gerações vindouras o verdadeiro passado desta terra e dos entes que os antecederam. Não as quimeras e fantasias, mas a verdadeira história, já parcialmente contada em monografias e outras obras, mas sempre incompleta, aquela que nos caracteriza como povo, aquela que nos faz singulares, um povo chamado de Serafão e nos torna em muitos aspectos, únicos e peculiares no universo fafense.
Orgulho-me de Serafão e dos meus conterrâneos ou serafonense e agradeço o honroso convite feito pelo meu amigo e conterrâneo José Gonçalves (do Outeiro do Paço) e restante equipa e desejo a todos os presentes as maiores felicidades. Obrigado por esta oportunidade.
Viva Serafão! Viva o povo de Serafão!
Tenho dito.
Joaquim Afonso

- Quim, Quim, conta-nos mais histórias assim!!! Oh! Agostinho Vaz, baixa aí o rádio, meu, vamos ouvir mais histórias do Quim!!!Mas…queremos histórias com fotografias maiores, pá!!! Estas foi uma senhora muito simpática lá da tua terra, Quim, que nos indicou o site!!! Bota aí umas foto de jeito da tua terra!!!!
ÚLTIMA HORA.ARTUR BELEZA LANÇA DVD EM BARCELOS!!!
Publicado Julho 29, 2009 Uncategorized Deixar um Comentário
É um rigoroso exclusivo do irmão sol: esta é a capa do mais recente DVD que o nosso Artur Beleza, consagrado Pavarotti capuchinho se prepara para lançar em Barcelos, no próximo Encontro de 5 de Setembro!!!
O tema do álbum, só com inéditos do cantor/compositor, chamar-se-á ” EU VI A BELEZA DIDALVI“. Tanto quanto foi possível apurar pela nossa equipa papparazzi que já fizemos deslocar para a Quinta d’Alvarenga, de facto, o cantor tem sido visto e ouvido por entre o magnífico arvoredo ensaiando alguns dos temas de cariz mais franciscano dada a majestade da paisagem envolvente!
Espera-se grande afluência de público para o Concerto de 5 de Setembro e o irmão sol está já a negociar ( quer dizer, apesar de menores precisamos dos euros para a nossa obra assistencial…) os direitos de transmissão via Net, havendo uma televisão nacioanl já interessada, igualmente, na transmissão do evento!
Se ainda não se inscreveu, esperamos que esta notícia te tire todas as dúvidas!
Ou seja, à borla, comer e … ouvir Artur Beleza!!???Por que esperas?!
Inscreva-se já! Clique para estes mails:
e
Não se esqueça, deve inscrever-se até dia 17 de Agosto, para que os nossos amigos João Teixeira e João Alvarenga possam saber quantos somos para que nada nos falte! Para que nada te falte!!!
Ah! E para que a editora de Artur Beleza saiba, também, quantos DVD deve levar para as …. ofertas!!! Isto para não falar da reedição dos conjuntos RÉ MAIOR, e POPBRES!!!
antónio colaço
NR- Bom…. nesta luta diária para incentivar os nosso amigos a subirem até Barcelos, no próximo dia 5 de Setembro, vale tudo e mesmo o recurso à….ficção! Ou seja, para além do que há de verdade, esta do Artur….é como se diz, “qualquer semelhança é mera coincid….”
A propósito, ARTUR, ONDE É QUE TU ESTAVAS, perdão, ONDE É QUE TU VAIS ESTAR NO PRÓXIMO DIA 5 DE SETEMBRO?!
Vá, deixa-te de m…., e toca a inscrever-te!!! ac
O irmão sol é assim. Não larga os assuntos enquanto não sentir que tudo ficou dito e tudo ficou muito bem … visto por todos!!!
Acabadinha de chegar a reportagem fotográfica deste grandioso 1º Encontro do Grupo Cultural e Recreativo de Serafão, ou não seja Serafão uma pátria da comunidade franciscana capuchinha portuguesa. ac

Para ilustrar as imagens, este vibrante apelo final de Joaquim Afonso:
“É, por fim, falar do futuro que já foi ontem e continua a ser hoje “ in aeternum”.
Beneficiamos actualmente das mínimas infra-estruturas( básicas) essenciais, de casas e habitações mais confortáveis e modernas, pese embora alguma descaracterização paisagística, de acessibilidades mais capazes embora insuficientes, de assistência médica generalizada, de acesso ao ensino e à cultura, veja-se a internet e a televisão, (nunca antes imaginada), ao desporto e ao lazer, etc, mas ainda há muito caminho a percorrer (a fazer). Banir discrepâncias e assimetrias sobretudo a nível dos menos beneficiados, zelar pela segurança e bem-estar das crianças e dos mais velhos e aproximar mais e melhor os cidadãos de causas que promovam o bem comum e o progressivo desenvolvimento desta terra.
Unir esforços para legar uma herança honrosa às gerações futuras.”



-Oh! Joaquim, que categoria de discurso, meu !!! Em tua huonra bou dar cabo desta maurguinha!!!

-Oh Herculano, dá cá um abraço, carago! Que orgulho ver esta gente manifestar tanto amor à nossa terra!!

LOUVADO SEJAS, OH MEU SENHOR PELA IRMÃ TERRA…
Publicado Julho 30, 2009 Uncategorized Deixar um Comentário
Ontem como hoje, louvando o Senhor, mas agora na dureza do trabalho…. rural!!!
Ou de como estes dois cantores, à esquerda,Frei Joaquim Afonso, e Frei António de Gavião- meu caro Frei João Teixeira estás aqui a mais a não ser que envies uma foto das tuas agriculturas – são hoje dois exímios “lavradores!!!


O editor, para que não julguem que passa a vida ao computador!!!
Olhem só alguns dos produtos do Jockin:




Olá, Irmão Sol! Aqui vai mais uma dica acerca do próximo encontro dos AAC. na Quinta D’Alvarenga, em Barcelos.
O amigo Colaço tem toda a razão quando afirma que aquele local é um sonho. É um sonho e uma realidade.
Só quem vê, poderá comprová-lo.
O lugar é idílico porque engloba, em si, uma auréola ecológica de beleza e fulgor raramente vistos. Penso que os nossos amigos e antigos companheiros não irão faltar porque S. Francisco também lá vai estar e dar-nos a sua benção pela nossa presença.

A meu ver, ninguém deve perder tão bela oportunidade, até porque, em lugar algum, como ali, encontraremos onde, juntos, possamos dar largas à imaginação e ao contentamento.
Parabéns, aos promotores desta tão feliz iniciativa!
Um grande abraço para ti, Colaço, para ti, J. Alvarenga e para ti J. Teixeira. Sempre atento ao Irmão Sol.
Arménio Medeiros
INÉDITO:PAPPARAZZI CAPUCHINHOS DISPUTAM MELHORES IMAGENS DA QUINTA D’ALVARENGA!!!
Publicado Julho 30, 2009 Uncategorized Deixar um ComentárioNão temos a mínima dúvida: vai ser a maior concentração de papparazzi capuchinhos alguma vez vista em Portugal!!!!

E não é razão para menos tal a beleza das imagens que se adivinham e as fotografias, “para mais tarde recordar” , que, durante todo o dia 5 de Setembro, na Quinta d’ Alvarenga se vão captar!!!
A organização está a braços com esta avalanche de fotógrafos, operadores de câmera, etc, que já começou a subir até S.Pedro do Alvito, a meia dúzia de Kms de Barcelos, e onde, no dia 5 de Setembro decorre o nosso 13 Encontro ( oh irmão editor, pára lá de repetir tanto a data que a gente já sabe de cor!!!)
Porém, há um pequenino problema! De facto, só quem se inscrever através dos seguintes mails
é que poderá desfrutar de tamanho privilégio, ou seja, belíssimas fotografias com a família e os amigos!!!
Por que esperas? Inscreve-te já!
Até porque os nossos amigos anfitriões precisam de saber quantos somos!!!
Inscreve-te até dia 17 de Agosto, mas…. por que não já?! Depois vêm aí as férias e uma falha de memória todos temos!!!Vá!!!




-Olá! Este Colaço é um inventor. Agora deu-lhe para me chamar o rei dos papparazzi minori !!!
Provocações à parte façam favor de se inscreverem!!!Lá vos espero em Barcelos, a 5 de Setembro, a disputar comigo os melhores ângulos, os melhores enquadramentos, para que nada se perca do muito que por lá se vai passar!
Obrigado, grande Frei João Santos Costa, pela ajuda neste apelativo texto à participação do pessoal!!!
antónio colaço
AGOSTINHO VAZ EM DIRECTO DAS GUALTERIANAS
Publicado Agosto 4, 2009 Uncategorized Deixar um Comentário

Meu povo:
Votos franciscanos de Paz e Bem.
Estamos em contagem decrescente para o “grande dia”! (não confundir com “la Grand Bouf”)
Como já tinha ameaçado por altura das Festas da Cidade de Fafe, ou da Senhora da Misericórdia de Antime, enviar uma reportagem fotográfica, promessa que não cumpri, decidi compensar tal falha enviando algumas imagens recolhidas no passado 1º de Agosto, em Guimarães.
O programa das Festas em honra de S. Gualter, santo franciscano muito venerado e querido pelos minhotos do concelho de Guimarães contemplava muitos items comuns aos programas tradicionais. Segue o programa oficial das festividades, abaixo descriminado. Pela minha parte optei pelo Sábado, no que se refere a uma manifestação de carinho popular por um instrumento muito associado às festas minhotas: a concertina.
Tendo aprendido a menejar, bàsicamente, tal instrumento por autodidatismo confrontei-me com vícios, quase insanáveis, acumulados ao longo do tempo. Para expurgar de tais anomalias procurei o mestre Soalheira pela qualidade do seu método e pela elevada mestria sendo, provavelmente, o expoente máximo na execução da concertina. Como se trata de um instrumento diatónico tem naturais limitações. Só que o Mestre Soalheira consegue extrair todo o seu potencial melódico, rítmico e harmónico.
Assim, a minha pobre reportagem fotográfica incide, principalmente, sobre um desfile de grupos que exibiam o seu colorido reportório musical, desfile que partiu da praça da Mumadona até à praça do Pão, onde se seguiu a exibição de cada um dos grupos, representantes do concelho anfitrião, de Fafe, Vizela, Lousada, Felgueiras e Sto. Tirso.
Aproveitei para bater uns “clics” sobre a noite festiva do sábado de S. Gualter, nalguns pontos da cidade.


Como bom cristão e franciscano deveria associar-me aos actos religiosos, incluindo a majestosa procissão de S. Gualter, pelas 17:00 de Domingo.

NR – Confesso, não sei se é Procissão Gualterianas ou das Cruzes, 1968/9?ac
Aquela mesma que nós, então noviços, participámos em Agosto de 1969 transportados pelos nossos benfeitores D. Hirma e marido Sr. Fritz (seria este o nome ou confundo com o Fritz do Solnado, no saudoso Zip-Zip?) viajando de Barcelos a Guimarães em 3 viaturas. Eu tive o santo privilégio de viajar no, então revolucionário, Citroen D5 soberbamente conduzido pela D. Hirma.
(Aguarda Imagem)
A história que precedeu a majestosa procissão e durante a mesma, já dei conta no nosso 12º Encontro em Gondomar, pelo que me abstenho de vos maçar com o reconto da mesma.





O Poema de Frei Lopes Morgado:
Todos os sábados costumo ler o Boletim paroquial de Fafe. Mas no último número do “Igreja Nova” de 2 de Agosto reparei num poema da autoria do nosso caro Frei Lopes Morgado, intitulado:
VOZ DA SENTINELA

Senhor, Tu vais nascer
E o mundo em dor materna
De parto prematuro
Sem ter o enxoval nem casa ou hospital
Aonde Te acolher
Senhor, Tu vais nascer
E há ódios a explodir
Em cenas de terror
Com homens a mandar
E homens a matarem
E homens a morrerem
Senhor, Tu vais nascer
E há esgotos entupidos
Por fetos engeitados
E órfãos sem ter pão
E sem habitação
Nem escola onde aprender
Senhor, Tu vais nascer
E há velhos sem família
Casais desempregados
Doentes sem consulta
E jovens que procuram
Razões para viver
Senhor, Tu vais nascer
E tanto amor perdido
Em terras calcinadas
E sangue e tanta dor
Em guerras sem valor
Que é bem melhor perder
Senhor, Tu vais nascer
E a gente sem saber
A forma de Te acolher
Para mim, este poema constitui uma surpresa muito agradável, pois para além de outros versejadores surge este belo poema do nosso confrade Frei Lopes Morgado. Parabéns pelo conteúdo valioso, pela sensibilidade poética e pela estética associadas ao poema.

Irmão Farófias:
Foi o que se pôde arranjar. A seguir vamos tratar do reportório do RÉ MAIOR. Venham daí algumas sugestões e candidatos para esfregarem os vários bacalhaus, o bombo e os ferrinhos.
Um forte abrassom do
A. Henriques Vaz
NR-Aqui está um belíssimo momento que o Agostinho Vaz a todos nos proporcionou.As desculpas pelo atraso na edição mas….vai continuar assim neste ritmo das férias. A banda larga aqui para estas “bandas do interior…..” Tem que ser edição aso bochechos. Aguardamos uma foto surpresa para ilustrar a nossa participação nas gualterians….ac

Este é o casal….. do João Casais e esposa. Mas vem aí novo casal: Vera e Paulo Casais ( ainda não temos foto!!) Ora leiam tudo!!! João, ficamos à espera da reportagem. Obrigado, outra vez, pela tua reforçada generosidade e que tudo corre pelo melhor, desde logo para o jovem casal “Casais“!ac
__________________________
Olá amigo Colaço. Bom dia.
Antes de mais quero felicitar-te pela homenagem que estás prestando ao teu Pai, com as Exposições em Aljustrel e Messejana. Lá do alto, Ele (Teu Pai), sentir-se-á orgulhoso e grato.
Afinal houve qualquer engano com os números: Não foram 501 €, mas sim 600 € que o Pintor ofereceu aos putos da Bulenga. Aquele forreta comprador, resolveu brincar com os números…Achou engraçado cobrir o lanço com 1 €. Será que teve piada?
Agora a boda!!!
De facto tem dado para me manter bem ocupado. Desde obras e arranjos em casa, até aos preparativos, tudo tem concorrido para que o meu tempo seja sempre curto.
Aí vai o programado: No dia 22 de Agosto de 2009, pelas 14:00 horas, Vera e Paulo Casais vão casar-se na Igreja do Senhor Bom Jesus de Fão-Esposende. A cerimónia será presidida pelo Nosso Irmão Pe. Benjamim Augusto Aspra, da Igreja de Santo António dos Capuchinhos em Barcelos. Coincidências? Talvez.
O banquete será servido aqui:
http://quintadomarachao.wordpress.com/category/fotos/ , com recepção, jantar e ceia à meia noite.
No entanto ainda não está tudo ultimado. Falta-me ainda contactar os média para cobertura do acontecimento…Ainda estou indeciso, (TV, Rádio, Jornais, Blogs etc.). ahahah…Sonhar ainda não paga imposto? Então eu continuo…
Não fosse a Exposição de Messejana, a grande distância que nos separa e a proximidade do 13º Encontro em Alvito de S. Pedro, a opção seria Irmão Sol para cobertura em exclusivo!!! Assim não posso, não devo e não tenho coragem. Isto, porque acima de tudo, tenho que ser compreensivo.
No próximo dia 9 de Agosto, chegam do Canadá os primeiros familiares. As outras datas são o 12 e o 16 de Agosto para os restantes familiares e amigos. Do Canadá esperamos 35 pessoas. De França esperamos mais 10 familiares.
Abração (do João). See you later.
João Casais
NÃO POSSO CRER, TU AINDA NÃO TE INSCREVESTE!!!
Publicado Agosto 5, 2009 Uncategorized Deixar um Comentário
É assim, não te assustes! Não, não é o Primeiro-Ministro deste país a ordenar-te o que quer que seja. Chega!No dia 27 de Setembro procede como melhor te aprouver mas….agora, presta-me um pouco de atenção. ( Sim, deve ser das últimas vezes que me dirijo à tua pessoa uma vez que as movimentações que me aguardam e as localidades do interior por onde vou andar não vão permitir muito mais.Deixa-me, por isso, que hoje te fale na primeira pessoa e com fotografia e tudo – pronto, sei que é de meter medo ao susto – mas … o que quero mesmo é meter-te um susto porque eu próprio me assustei quando o pessoal da organização me deu conta das poucas inscrições que estão a chegar à Associação!!!
É uma pena que desperdicemos, não a generosidade do João Teixeira e João Alvarenga que nos oferecem a hospitalidade na íntegra mas, sobretudo, esta ocasião soberana de festejar os 800 anos do nosso Pai S.Francisco, no cenário que ele próprio não desdenharia para voltar a fazer tudo de novo, para honra e glória de Deus nosso Pai!
É uma pena que desperdicemos esta oportunidade de demonstrarmos que, verdadeiramente, todos os anos temos fome de nos reencontrar, de sabermos o que é feito de cada um de nós, as nossas alegrias e tristezas, os nossos sucessos e coisas menos boas…
Enfim… o irmão sol lá estará e não desiste de mais uma tentativa, mais um apelo final a que se inscrevam, até 17 de Agosto, para estes mail( porque não clicas já?!)
É que de facto, no mínimo, os nossos anfitriões precisam de saber as linhas com que nos vão cozer … o dia!!! Quando qualquer um de nós em suas casas organiza o que quer que sejam precisa de deitar contas à vida ao que é preciso arranjar, certo? Então, ponham-se no lugar dos nosso amigos!
ULTIMA HORA
Entretanto chegou este mail da Associação:
Olá Colaço, a quinta é espectacular, quem não se deslocar a Barcelos no dia 5 de Setembro, nem imagina o que vai perder.Falámos com o João Alvarenga e o João Teixeira e decidiu-se
alterar a hora da Eucaristia, que é no convento dos Capuchinhos, em Barcelos, para as 11,30 horas.
Divulga aí na página do irmão sol, que nós vamos tentar contactar todos os que já se inscreveram e dar a conhecer o novo horário aos novos que se inscrevam por telefone.
Junto a lista do pessoal que já deu o sim até agora dia 3.Um abraço
A.J.
____________________________
A foto de cima não foi convincente?
Então, chamo o nosso querido Frei Bernardino, para, comigo,COMO SE FOSSE HÁ QUARENTA ANOS, NO DIA DA NOSSA PROFISSÃO, EM BARCELOS, chamarmos o pessoal à razão:
TODOS A BARCELOS NO DIA 5 DE SETEMBRO!!!!

antónio colaço
NR-Vamos enviar este texto por mail a todos os associados pois sabemos que muitos não têm tempo para ler o irmão sol!Presunção e água benta, eles que nos perdoem esta aposta hoje tão individualizada.Perdido por cem…..

Algum ciclista atrasado na etapa da Volta a Portugal?
Não, simplesmente alguém pedalando no velhinho “relvado” do Ameal, 1970, a caminho…. de Barcelos, 5 de Setembro!!! Quem será o !”candidobarbosa” de trazer por casa?!
antónio colaço
O CAMINHO “MARÍTIMO” PARA A QUINTA D’ALVARENGA”!!!!
Publicado Agosto 6, 2009 Uncategorized Deixar um Comentário
-Senhor!!!Senhor D.Infante, para onde ides?! Para onde levais esta gentinha?!! Para a Índia ? Para Malaca ?!!…
-Quem sois vós, óh fradinho de nariz empertigado que assim ousais desafiar-me a mudar de rotas?!
-Senhor, escutai-me, estes são os meus irmãos de última hora que querem entrar em vossa barcaça a caminho dos lagos da Quinta d’ Alvarenga, no próximo dia 5 de Setembro!!! Se não vos despachais, a tempo já não chegais!!!
E se ele há por lá especiarias de pasmar, da canela à pimenta até ao vinho a espumar!!!!
antónio colaço
NR-Aceitam-se sugestões para convencer “os vinhateiros” da última hora!
DEPOIS DA NOITE ESCURA….O DIA.O LUMINOSO DIA 5 DE SETEMBRO!!!
Publicado Agosto 8, 2009 Uncategorized Deixar um Comentário
Os meus girassóis, Vale das Árvores, Mação.
Quase noite.A Irmã noite, a sua beleza, quase nos esquecemos, tantas e condicionadas imagens que carregamos associadas “à escuridão da noite”! E, no entanto, estes girassóis voltarão a sorrir no seu esplendor mal amanheça o novo dia!
Vem isto a propósito das notícias carregadas de alguma escuridão que o António Joaquim nos faz chegar da Associação, sobre o lento ritmo de inscrições do pessoal, para o dia 5 de Setembro.É por isso que hoje, não voltamos a repetir até à exaustão o “inscreve-te, bla, bla, bla”!!!
Não!

Farol do Guincho, anteontem
Hoje, ficamo-nos a olhar a noite, a sua escuridão, confiantes de que, pela manhã, um luminoso Sol vai regressar esplendoroso, com muitos irmãos a caminho de Barcelos. Reparem no espírito do pessoal neste mail que vamos transcrever, omitindo a identidade para que nos fixemos no essencial:
Ó Colaço!
Descansa, que eu penso ir e vou inscrever-me.
Quanto a levar o ……, já é tarefa mais subtil. Nem sempre se consegue chegar com razões legítimas a todo o lado.
Boas andanças para ti, meu rapaz.
E um abraço..
……
( NR - O pessoal vai aderir!!!João Alvarenga e João Teixeira, tenham paciência, a Irmã Paciência que tudo acalma…façam as contas por alto….Também ainda faltam quase 8 dias para o fim do prazo do 17 de Agosto,bla.bla)ac

Explico tudo: sou a Micas e estou aqui sem o meu dono saber! Acreditem, ele já não sabe que voltas dar à cabeça para dizer aqueles meninos que ainda não se inscreveram para o Grande Encontro de 5 de Setembro, em Barcelos, que já so faltam 6 dias para o fazerem, é até ao dia 17 de Agosto e…o quê?! Não me deixam falar?!
-Micas, mas que fazes tu aqui no meu franciscano sótão…o quê?!Estiveste a escrever aos meninos, no meu computador?! A alertá-los de que só faltam 6 dias?! Mas quem é que tu te julgas?! O que tens aí escondido nas patas?! Mostra cá!!!O quê?! Um rascunho com mais recados que te preparavas para editar?! Mostra: “Sério, quando vem o GINGO? Vaz: envia as músicas para ensaiar, Sério: que cânticos para a Eucaristi…… Micas, já daqui para fora!!!
antónio colaço
NOS FESTEJOS DE SANTA CLARA-A-NOVA…ALENTEJO PROFUNDO
Publicado Agosto 12, 2009 Uncategorized Deixar um Comentário
Acreditem, mais de uma hora só para colocar esta imagem, proclamar o milagre de Santa Clara de Assis, aqui venerada como padroeira, algures perto d Almodôvar, e pedir-lhe que lembre aos nosso amigos que faltam 5 dias…..pronto!Fugiu a rede!Não fujam da inscrição!
antónio colaço
PORQUE HOJE É SEGUNDA, 17 DE AGOSTO,DATA LIMITE PARA TE INSCREVERES….
Publicado Agosto 17, 2009 Uncategorized Deixar um Comentário
O que é que eu, António Joaquim, faço aqui a estas horas, com a cruz de Cristo em fundo, ao lado do presidente Manuel Camacho, autarca da comunista câmara de Aljustrel, acompanhado da minha mulher e de um tal António Colaço, cujo apêndice “barrigular” excede todas as recomendadas precauções…..
A verdade é que hoje, segunda-feira, termina o prazo para as vossas inscrições no nosso Encontro de 5 de Setembro!
Vamos lá a inscreverem-se!!!!

Sim, sou quem estão a pensar, o Joaquim Afonso, nem mais nem menos!E subi até Messejana para a exposição de um tal Colaço, acompanhado do meu filho e do meu cãozinho.Por acaso não me encontrei com o António Joaquim por um triz mas juntos, o António Joaquim, eu Joaquim e o Colaço, aqui estamos a pedir-vos, pela última vez:
-INSCREVAM-SE, POR FAVOR, ATÉ HOJE, AO FINAL DO DIA, PARA SABERMOS QUANTOS SOMOS NO PRÓXIMO DIA 5 DE SETEMBRO….AQUI!
Mai nada, antes que a rede caia!!!
antónio colaço
ÚLTIMA HORA-1
Um grande e solidário abraço ao nosso irmão Luis Marques.Acabamos de saber que o seu Pai faleceu ontem.Meu caro Luís, estamos todos contigo, sobretudo porque acreditamos que o teu Pai, agora, está ainda mais presente no meio de todos nós!Ele vai ajudar-te a ajudar-nos a tornar ainda mais pleno de sentido o nosso Encontro de 5 de Setembro!Grande abraço.
ULTIMA HORA – 2
Acabadinho de chegar do Rio de Janeiro:
Paz e Bem
FALTAM POUCAS HORAS PARA TE INSCREVERES PARA O DIA 5 DE SETEMBRO.SENTA-TE AQUI SÓ POR UM MINUTO….
Publicado Agosto 17, 2009 Uncategorized Deixar um Comentário 
Esta fotografia foi tirada há, precisamente, 40 anos, em Barcelos! Eu, António Colaço, perdão, Frei António de Gavião, e o Jockin, perdão, Frei Joaquim Gonçalves Afonso, no dia da nossa tomada de hábito!
Mas…..se tu fores a Barcelos, no próximo dia 5 de Setembro, também podes reencontrar-te com amigos que não vês há muito tempo e com quem podes reatar velhas amizades, encontrar apoio nas necessidades, numa palavra, continuar a celebrar a VIDA!

Eu tive o privilégio de antecipar esse momento! Porquê? Porque o pessoal do meu ano é extraordinário e está sempre disponível para surpreender!!! Foi o que o Jockin fez, no passado Sábado, 15 de Agosto (bem como o António Joaquim, de um outro ano, mas igualmente já possuído pela dinâmica da AAC-Associação dos Antigos Alunos Capuchinhos) e apareceu-me com a Galeria – Capela dos Santos Reis, em Messejana, quase a fechar!!!
As inscrições para 5 de Setembro estão quase a fechar!!
Surpreende-nos no DIA 5 DE SETEMBRO!
Aparece!!!!
antónio colaço

O que tinhamos a dizer está dito. Quem tinhamos de ajudar a acreditar que vai ser bom estarmos juntos, outra vez, está feito. O Espírito Santo iluminou muitos de nós. Atestam-no algumas das últimas mensagens recebidas. Obrigado, Senhor, mas sabemos que para alguns de nós a hora da decisão ainda vai tardar, tão “ocupados” estão com as “coisas do mundo” nas quais julgam estar a sua “felicidade”. Para esses, sem que nos vangloriemos de um Teu desvelo especial para connosco, Ilumina-os, para que vejam com mais clareza o fiozinho de Luz que brilha lá no fundo dos seus coraçõezinhos ocupados, quiçá, olhando-nos, a nós, os que já dissemos sim, como os cultivadores de doentias nostalgias, saudosistas de um passado de que teimam libertar-se, alheios do mundo onde eles dão cartas.
Obrigado, por nos teres falado dos vinhateiros da última hora, por nos teres convencido de que os filhos pródigos serão sempre tratados como iguais, por nos teres confrontado com as tantas pedras que deveríamos atirar, nós, os impolutos de trazer por casa, obrigado por Te sabermos sempre connosco mesmo presente naqueles que, de todo, não poderão subir connosco ao Tabor do próximo Barcelos-5-de-Setembro.
Obrigado, Senhor, se um só dos nossos irmãos distraídos, passando por aqui, sentir o Teu apelo: “Vai, inscreve-te ainda, eles estão de braços abertos à tua espera”!
antónio colaço
Então, João, queremos saber tudo da “boda”?!
Venham de lá duas ou três das mais significativas fotos!
Não é preciso mandares uma fatia do Bolo, certo?!
Grande abraço
antónio colaço
ÚLTIMA HORA.NOVA OPORTUNIDADE PARA BARCELOS!
Publicado Agosto 24, 2009 Uncategorized Deixar um Comentário

A caminho da Lagoa Comprida, S.Romão, ali bem perto, meu caro Sério, este Sublime Pôr-do-Irmão-Sol! Obrigado, bom Deus.
antónio colaço
DOIS TEXTOS DO JOAQUIM AFONSO.LEITURA PARA AJUDAR A PASSAR O TEMPO ATÉ AO 5 DE SETEMBRO!
Publicado Agosto 25, 2009 Uncategorized Deixar um Comentário
A FALÉSIA OU A RETÓRICA DA FALÁCIA
Os jornais diários e os outros meios de comunicação e difusão audiovisual são extremamente fecundos, poços sem fundo a olho nu, vislumbrando-se aqui e além, nas profundidades mal enxergadas pelo olho, na divulgação tumultuosa dos acontecimentos, alguns animaizinhos a que a ciência rotula de crocodilos, jacarés ou frustrados peixes voadores, resistentes às intempéries mais naturais ou maleitas urdidas e artificiais e cientemente provocadas pela dor e sentido humano.
Todos os que apreciam o sol e quem são os que o não apreciam em dose racional, quando a natureza decide, desvendando silenciosa e surpreendentemente os seus segredos íntimos e ciclicamente dotar estes seres abundantes e de pele pluri-dimensional de escamas incontáveis, protectoras e de penugem mais ou menos resistente aos raios, não os que os partem, mas os outros, que deviam ser partidos e esbatidos até à exaustão com um grande martelo-pilão de dimensão nacional e até internacional ou por quem tenha a força hercúlea nas mãos e no ser e a coragem de o fazer com alguma soberba e invejável pedagogia.
Refiro-me à tão apregoada tragédia, tragédia sem culpados comentam os jornais e as revistas, com muitas e exaustivas explicações à mistura de gente erudita, culta, conhecedora de realidades profundas e superficiais, inatingíveis aos néscios e sobretudo de retórica falésia inaudita.
Claro que tudo isto causou imenso alarido e pasmo no grande auditório turístico e em todos os veraneantes e nos malfadados e sortudos fatídicos. Eclosão natural nas arribas, marés muito fortes, sismo e falta de cultura de segurança são justificações para o acidente mortífero da praia Maria Luísa. No entanto, as férias continuam e os turistas e mirones enchem o areal, tipo praia de Alcácer-Quibir no Norte Africano, também ela catastrófica e mortífera em tempos, admirando e chorando não o rei desaparecido que já foi e segundo alguns, regressará em dia de névoa como redentor, mas o monstro causador da tragédia infame e dolorosa.
Cinco vítimas a lamentar, mas quem é que as lamenta? As crepideiras e os crepideiros algarvios? Os donos desenfreados e abonados de poder e glória ou os senhores do império, alheados em praias exóticas e secretas e destas e outras tantas derrocadas iminentes? A protecção civil e os bombeiros? Santa Bárbara Virgem? Os Sindicatos e os trabalhadores? O futebol? A autarquia ou o autarca – mor ou o director regional do turismo? O governo e a legislação? A região hidrográfica? A Sexta-feira que por azar não era treze? A autoridade marítima e a protecção civil? Os bombeiros, o inem, gnr, psp, sef? Impermeabilização dos solos das arribas? A subida do nível da água do mar devido às alterações climatéricas e a fraca resistência das rochas ao ataque do mar? Os geólogos e biólogos? O bode? Afinal, quem são os lamentadores e lacrimejantes fingidos? O povo anónimo, choroso e magoado de tantas aberrações? O Velho do Restelo ou o profundo Adamastor incógnito? Alguma divindade frustrada ou aspirante a deus maior? Algum rei encoberto e disfarçado de Sebastião? Porventura, o Diabo revoltado contra Deus?
Não pensem que foi castigo divino. Já lá vai o tempo em que nos ameaçavam e eles sabiam porquê com o caldeirão de azeite fervente ou as luminosas e tenebrosas labaredas do fogo do inferno e destruíam e capavam os nossos indomados instintos com estas falácias pias, santas e crentes ameaças, que não só nos cegavam quase eternamente os olhos, mas também o reduzido cérebro. Cegas ameaças! Afinal, pode um cego orientar outro cego? Haverá euromilhões ou totoloto chorudo que apague a dor de uma vida, vidas…
Afinal, para onde vamos?
Depois de casa roubada, trancas à porta… E, esta, hein!?
Joaquim Afonso

DOURO EDÍLICO OU DOURO ETÍLICO
(Prefiro o douro edílico, mas…etílico)
Quem não aprecia surpresas? Mas, surpresas agradáveis, pois as desagradáveis surpreendem-nos quotidianamente e primam por uma constância crescente e enigmática. As segundas, hoje passarão para segundo plano para dar relevo e ênfase às primeiras, não fossem elas dotadas de muito sentido e prazer, quando inesperadamente advêm. Toda esta lamúria preambular apenas quer acentuar uma particularidade singular e original que seres ainda muito novos e tenros e de olhos postos no futuro, que tentam obreira e incipientemente construir hoje com algum ardor e determinação, num determinado dia e hora, apareceram sorridentes e cépticos perante outros dois seres humanos, que por sinal dizem e provam que adoram, no sentido de os surpreender onírica e positivamente.
Estou a querer falar-vos da nossa viagem Douro arriba, Douro Azul. Não a viagem à lua futura do homem, aquele homem que sonha e tenta transformar o vil metal em ouro, o sonho em física, não o rio do melodioso Fausto “ Por este Rio acima”, tão bela é a melódica canção, ritmada e sincronizada de quedas e ondas leves provocadas pela barcaça altiva e elegante e pouco frondosa no ascendente luminoso e serpenteado cenário variado e de arvorizados granitos mil, dispersos e organizados arquitectónica e emporiamente alguns, segundo os padrões secretos e belos da mãe natureza e alimentados viçosa e libidinosamente pela água repleta de peixes graúdos e pequenos, muito viscosos e aparentemente agitados pelos humanos intrusos, provavelmente um pouco etilizados pela história, pelo ar, fresca e abundante serra e variada natureza. Não é o rio da minha aldeia, hoje triste e quase moribundo, não é o rio do Fausto, o dos descobrimentos tão falados e por vezes tão maltratados, não é também, exactamente o do Rui cantador de canções e baladas, do casario e alfobres em restauração lenta como a água do rio e das engenhosas e elegantes pontes com pés gigantes de sustentáculo, embora o do Rui seja quase a metáfora daquele que nós navegámos presenteira e luxuosamente, diga-se. Também não é o teu ou o meu rio ou do teu pai ou avó. É o nosso rio, o rio de nós todos os portugueses e do mundo, sobretudo e também o irmão daquele que lhe dá origem, dos nossos irmãos do outro lado da linha imaginária, que tu bem conheces e por vezes não entendes, hoje em paz, pois a guerra é passada e esquecida e que o seja para sempre! É o rio que nos conta as histórias guardadas nas profundidades do passado e do seu leito, algumas muito trágicas e dolorosos, fruto de intrusos danados. É o rio que te conduz ao cume da montanha, onde o sol brilha sempre. É o rio das vindimas e dos vinhateiros, dos homens e mulheres, da fome e da miséria, do trabalho sazonal, dos braços de várias provenientes, da esperança, da sobrevivência onde o emprego não abundava, dos estreitos socalcos e de exóticas experiências. É o rio da nascente indústria do turismo, das quintas antigas, adegas e lagares. É o rio da cultura, das tradições, dos rituais, mas não o da praia e do golfe. É o rio do enoturismo, dos refúgios de charme em seculares solares, dos cruzeiros modernos e do comboio antes a vapor. É o rio destino que leva ao mar e ainda sossegado da civilização ávida de o desassossegar, das paisagens diversificadas e superiores. É o rio das pessoas, da gente, do anti-artificialismo, do futuro a navegar… Quem é o audaz timoneiro? É o rio do encanto e do mistério! Enfim, o rio de uma Nação e de uma Pátria (no bom sentido), sonhadora e sobretudo do povo lusitano tão forte nas suas pernas e nos seus pulmões e cuja voz e tensão chega a todos os descendentes de Luso e outros vindos de terras antes ditas, por outros, portuguesas, mas pouco iluminadas e famintas de luz, depois da cegueira provocada por tão longa e nebulosa escuridão imposta. É o irmão dos outros, mais velhos, mais novos, maiores e mais pequenos, sorridentes ou tristes, conforme o sangue que lhes circula nas veias doridas, dunadas e precocemente calejadas. É aquele que fica triste quando o seu irmão está moribundo e não tem médico nem remédio para a doença, assistência ou bombeiro que o salve. É aquele que dá vida, dádiva gratuita e generosa para que tu e eu e os teus se salvem sem qualquer bulício ou exigência e generosamente espalha pelos quatro cantos do paraíso, não do éden perdido e humilhado em terras d´Além, a sua frescura e vitalidade original e ímpar.
Sem ele e os seus irmãos o que seria de nós?
Quero dizer-vos, a modos de confidência muito secreta e intimista e particularmente partilhar convosco, que eu tive o privilégio e provavelmente outros, de ver e sentir um pedacinho do céu espelhado na superfície das águas, não o dos pardais, Platão ou Aristóteles, não o da Solnado ou quaisquer outros vendilhões arrogantes ou outras visionárias da praça da alegria enferrujadas pelas máscaras e pelo tempo, mas não tenho esse dom e categoria de pitonisa grega, nem o privilégio, que sinceramente dispenso e enjoadamente rejeito. É um outro, mais original e mais sagrado…
Querem experimentar? Façam como o aventureiro, desterrado e forçado Luís (o trinca-espinhas, vulgo rilha-foles), lancem-se ao rio ou ao mar! Querem colete?
Então, navegar… navegar… navegar… é preciso! E, esta, hein!?
JA
NR -O nosso querido Joaquim Afonso está de regresso e em grande forma. Temos em nosso poder mais textos. Explicámos ao Quim que só agora começamos a editá-los tão concentrados andámos em convocar o pessoal para a adesão ao 5 de Setembro! Essa tarefa terminou ( a propósito, já te increveste? Se não vai ali abaixo e vê o que ainda podes fazer!)e por isso, agora, mais serenos podemos entrgar-nos à leitura, assim como que a passar o tempo mais depressa até ao 5 de Setembro! Sigam o exemplo do Quim! ac

Cinco linhas. Cinco imagens, cinco votos para aquilo que imaginas ou desejas possa vir a ser o 5 de Setembro.
O nosso mail espera por 50 ou 500 caracteres teus caracterizando a expectativa que rodeia estes dias que antecedem o nosso Encontro. Prefaciando alguém conhecido, as coisas são o que são mais a expectativa delas! De facto, ajuda-nos a imaginar o 5 de Setembro para que a sua realidade ultrapasse em muito, e para melhor, tudo quanto possamos antecipar.
Ou antes, o que te leva a Barcelos? Reencontrar pessoas? Rever o passado? Conferir percursos? Programar melhores e mais esperançosos dias? Perceber que o tempo que nos resta é cada vez mais curto e que cada dia que passa deve ser intensamente aproveitado?
Vá lá, dentro de 5 minutos, esperamos por um mail teu!
antónio colaço

Olá! Sou o irmão Júlio Pires, com votos professos de toda a solidariedade do mundo e achei que devia ajudar o irmão Colaço a abrir-vos o apetite para o dia 5 de Setembro. Longe de mim competir com as cozinheiras que o João Teixeira e o João Alvarenga disponibilizam para o vosso 5 de Setembro mas, se for preciso, achegãs com um arroz malandrinho de se lhe tirar o chapéu, perdão o hábito, nunca se sabe!
O editor não tem tempo para mais mas depois pode dar-vos a receita!
Ter vindo a casa dele cozinhar encheu-me de muita alegria. Os valores do convívio e da partilha em marcha! O mesmo que ides fazer em Barcelos, estou certo!!!
Ba, ide-bos lá comer uns peichitos que os Tios Teixeira e Albarenga bos bão preparari!!!!Oh, Balha-me Deuji e Xão Franxisco, nom me fiquem aí a olhari com esses olhitos de inbeija, credo!!!!
antónio colaço
DOCES CONVENTUAIS.A FAMA E…. O PROVEITO.POR UM 5 DE SETEMBRO BEM DOCE!!!
Publicado Agosto 28, 2009 Uncategorized Deixar um Comentário
Enquanto não nos chega nenhum pedacinho visual/virtual do bolo dos noivos de Cristelo, aqui vão para abrir o apetite, desde Mação, as suas famosas fofas, ou cavacas!
A sério – não, não tem nada a ver contigo, Sério, mas, se bem me lembro doces era coisa a que nunca dizias Não! – era interessante, pelo menos para o lanche, ou, quiçá, para a sobremesa, partilharmos alguma da doçaria típica das nossas regiões! E se a doçaria conventual tem fama, nós, antigos fradinhos, tiremos, pelo menos, o proveito e tornemos, assim, os nossos dias, ou, pelo menos uma tarde deles, um pouco mais doces.
Um doce contributo para acelerar a resolução da crise! Não, nada de demagogia,e sim tudo a ver com a capuchinha magia da partilha!
Por uma doce partilha ficamos a aguardar pelas cavacas de Mação, pelos jesuitas de Sto Tirso, pelos sameiros de Braga, pelas mocas doces de Fafe (?!), pelos biscoitos enserafados de Serafão (?!), pelas barricas de ovos “móis” de Aveiro ou pelos Cristelos crocantes de…
E, já agora, por que não uns licorezitos…..
antónio colaço
NR – Para nossa tão agradável quanto reconfortante surpresa, o nível de visitas do irmão sol, em pleno período de férias, não pára de subir! Apesar das dificuldades editoriais ( que estão a chegar ao fim com o aproximar do regresso às aulas….) temos mantido um esforço editorial mínimo mas ficamos satisfeitos por nos sabermos companhia de tantos! Bora lá a participar mais um bocadinho, escrevendo, também!!!ac
![Fam%C3%ADlia%20Casais[1] Fam%C3%ADlia%20Casais[1]](http://irmaosol.files.wordpress.com/2009/08/famc3adlia20casais1.jpg?w=500)
DE CRISTELO COM ATRASO.
Olá Tony. Olá Irmãos visitantes deste Convento virtual.
Atrasado sim senhor, mas prometo não apresentar desculpas esfarrapadas para o atraso. (Mea culpa).
No passado dia 22 do corrente mês de Agosto, completou-se mais um ciclo da minha Missão Terrena: Criar, educar e casar os filhos. Com a vinda da Vera para a família, completou-se o ciclo e passamos a ter ao nosso redor: 5 filhos, 5 noras, 1 filha, 1 genro, 5 netos e 4 netas. Família numerosa…
Com este curto texto e fotografias quero partilhar convosco a nossa alegria de missão cumprida.
O Casamento aconteceu na Igreja do Bom Jesus de Fão-Esposende, tendo sido Celebrantre o Frei Benjamim Augusto Aspra que deslumbrou noivos e convidados com homilia apropriada.
Terminada a Cerimónia Religiosa, seguiu-se a recepção e banquete na Quinta do Marachão em Rio Tinto-Esposende, mesmo junto ao rio Cávado.
Para não fugir muito à regra, saímos de lá às 04.30 da madrugada de Domingo dia 23.
Eu sei que o Irmão Colaço, esperava uma longa reportagem. Desculpa Tony. Falta-me o jeito de jornalista.
De Cristelo um abração.
Até S. Pedro de Alvito no dia 5 de Setembro. (Próximo Sábado).
João Casais
![Casamento[1] Casamento[1]](http://irmaosol.files.wordpress.com/2009/08/casamento1.jpg?w=500)
![Frei_Benjamim_Augusto__Aspra[1] Frei_Benjamim_Augusto__Aspra[1]](http://irmaosol.files.wordpress.com/2009/08/frei_benjamim_augusto__aspra1.jpg?w=500)
![Noivo_com_Os_pais[1] Noivo_com_Os_pais[1]](http://irmaosol.files.wordpress.com/2009/08/noivo_com_os_pais1.jpg?w=500)
![Noivos%20com%20Jo%C3%A3o%20e%20Miquelina[1] Noivos%20com%20Jo%C3%A3o%20e%20Miquelina[1]](http://irmaosol.files.wordpress.com/2009/08/noivos20com20joc3a3o20e20miquelina1.jpg?w=500)
NR – Nesta estreia absoluta do irmão sol, versão casamentos e baptizados só falta mesmo, João, a….. fatiazita do bolo!!!!Podes mandar ainda que a gente completa depois!!!!Mais uma vez obrigado por partilhares connosco estes momentos da vida da tua/nossa família!! ac
REPERTÓRIO MUSICAL DO “RÉ MAIOR”PARA 5 DE SETEMBRO
Publicado Agosto 31, 2009 Uncategorized Deixar um Comentário![vaz8a1[1]a vaz8a1[1]a](http://irmaosol.files.wordpress.com/2009/08/vaz8a11a.jpg?w=500)
Vivam todos os meus confrades!!!
Agora, que o apetite se vem aguçando pela acção do Irmão Farófias e outros, vamos pensar o que iremos cantar, para alegrar os nossos corações e as nossas almas. Para o coração recomendamos o azeite, gorduras vegetais de forma a não elevarmos os níveis das lipoproteínas de baixa densidade (LDL) e incrementarmos o aumento do bom colesterol, ou seja, as lipoproteínas de alta densidade (HDL). Mas não vamos por aí: até parece que estou dissertar sobre fisiologia humana!
Convenhamos, que a par da oração, da meditação e de toda a elevação espiritual, como remansos da alma, o néctar da parra funciona como um óptimo complemento fisiológico para o coração e um bálsamo para a alma.
A propósito das propriedades balsâmicas do néctar de Baco: – que saudades eu tenho das vindimas feitas por nós, em Gondomar, Porto e até nas Irmãs Franciscanas de Arcozelo, em Barcelos…
Ora, derivemos para o assunto em epígrafe. Como me comprometi, solenemente, a levar a ferramenta, ou seja, o instrumental e ferramental gostaria de saber o que vamos cantar, para que o nosso encontro musical não degenere em bagunça!
Então vamos puxar pela “moleirinha” e lembrarmo-nos das espécies musicais que, então cantávamos e estavam, ao tempo, no top-ten.
Assim agradeço aos diversos elementos que compuseram o saudoso RÉ Maior para debitarem algumas das melodias, para assim, as enquadrarmos nas devidas tonalidades.
Apelo ao Sério, Colaço, Leonel, Kim Alphonsus, João Teixeira, Rui Chamusco e outros, para colocarem no nosso blog as canções de que se lembram.
Para além de algumas mais místicas lembro-me do RAPA O Tacho, do Bailinho da Madeira, Oliveira da Serra, o Tiro Liro, etc. Venham daí sugestões para um reportório rico e variado. Como estaremos em pleno coração do Minho, não podem faltar algumas músicas aminhotadas como: viras, malhões, chulas e gotas.
Portanto, como dono da ferramenta convoco os operacionais acima citados, para que vão cortando as unhas da mão esquerda e tratando as da mão direita para esfregarem os bacalhaus dos violões, braguesas e cavaquinhos. A secção rítmica será comandada pelo irmão Kim Alponsus de Serafão que terá de enquadrar o irmão João de Carmona. O Sério será o solista de serviço.
Um abraço solidário de Paz e Bem
agostinho vaz
CONTAGEM DECRESCENTE…OS MAL OU BEM AVENTURADOS
Publicado Agosto 31, 2009 Uncategorized Deixar um Comentário
NR – Meu caro Joaquim, na redacção não encontrámos melhor foto para este teu espectacular texto. Sejamos nós as irmãs abelhinhas em busca do Divino Néctar bendizendo, pela mão de Francisco, o Irmão Sol!
OS MAL OU BEM (AVENTURADOS)
Podeis aguçar-me o apetite com fanecas, chicharros, carapaus e peixinhos miúdos, tamboril ou goraz, caviar ou mexilhões gigantes, ostras exóticas ou até minhocas chinesas de olhos em bico, colaçozinhos ou joãozinhos, agostinhos ou ritinhos, firmininhos ou lininhos e até joaquinzinhos ou outras espécies subaquáticas e sobmarítimas de rara e invulgar beleza e marchetado colorido.
Podeis adornar o prato com mel silvestre de mil odores, arroz da comporta, azeitonas de paços e alto alentejo, doces de mação, pastéis de belém, ovos-moles, fogaças do castelo, trigo e broa de fafe.
Podeis abrir as portas da adega e do lagar e servir o melhor néctar e licor de aljustrel, messejana, alcains, lisboa, parlamento, pombal, abiúl, caldinhas ou fafe.
Podeis transportar o porco (vulgo suíno), não o leitão da mea-lhada, em padiolas medievais vestidas a rigor e acolitadas por anfitriões e arquitriclíneos idóneos e venerandos. Podeis alugar uma quadriga ou parelha para que nos sentemos dignamente à mesa dos reis…
Nada disso serve de engodo às minhas profundas e visceradas entranhas e ao estranho apetite escondido e devorador. A saciedade contida ao longo desta heróica e turbulenta maratona não se compraz com tão humilde e franciscana ementa.
Alvito-te, imploro-te S. Pedro, algo mais suculento e nobre para tão nobres corpos e almas, famintas e sedentas!
E, na esperança babilónica de tão grandioso manjar e de inúmeros convivas, peço-te Francisco, que providencies um altar, mesmo sem ara, à nossa dimensão e gula, em local verdejante e paradisíaco, podendo ser nas margens e deltas do éden. Eu sei, que se pecarmos, a tua misericórdia e clemência e a do teu amigo e amiga serão infinitas.
Afinal, o que te faz mover? A carroça ou o burro?
Segue o exemplo dos mestres! Deixa o teu pai e tua mãe, vem e segue-me…
Joaquim Afonso
![Padornelo%20Basanca%204%20FASS%201[1] Padornelo%20Basanca%204%20FASS%201[1]](http://irmaosol.files.wordpress.com/2009/08/padornelo20basanca20420fass2011.jpg?w=500)
AS ALMINHAS DA MINHA TERRA…DEUSAS DAS ENCRUZILHADAS?
O povo romano foi em tudo, mesmo na religião, um povo de tendências pragmáticas. As práticas religiosas dos Romanos não visavam qualquer intuito idealista ou moral. Os ritos e as fórmulas sagradas, quer familiares, quer nacionais, tinham apenas o fim de tornar os deuses favoráveis, isto é, de evitar que estes lhes enviem castigos.
Os Romanos invocavam uma infinidade de numina, quer dizer, poderes ou vontades divinas. As origens destes numina perde-se na noite da Pré-História, pois os Romanos não os representaram durante muito tempo. Mas esses poderes (abstractos) foram-se concretizando na pessoa de alguns deuses que presidiam a certas actividades: Saturno (às sementeiras), Jano (à luz), Marte (à vegetação e mais tarde à guerra), Júpiter (ao céu e aos fenómenos atmosféricos), etc. A primeira e mais antiga tríade divina era constituída por Júpiter, Marte e Jano.
Os principais deuses nacionais, propriamente romanos, reflectem as características da raça latina, raça de camponeses e soldados.
Todo este breve preâmbulo para dizer que sempre me impressionaram/intrigaram “As alminhas da minha terra!” vejam bem! Situadas numa curva do lado direito de quem sobe para a igreja paroquial de S.Julião ou do lado esquerdo de quem desce para o rio, chamado Torto, no lugar dos Patelos, mesmo em frente à casa do senhor João Carvalho (que Deus haja!), encontramos um nicho, tipo miniatura em formato engenhoso de capela, protegido, vidrado e redado com imagens bastante realistas de almas/corpos de crianças, jovens e adultos a arder no brilhante e multicolor fogo, diziam eles do inferno e com o diabo de cornos esguios, tipo veado selvagem com cio e ar azafamado com cara de poucos amigos e aparentemente zangado e zangão com o forcado de espeto desenferrujado a atiçá-las hercúlea e vivamente. Quem por lá passava e toda a população o fazia obrigatoriamente ou não, inadvertida ou propositadamente olhava e quem destemidamente se aventurava a aproximar-se do tal, via e lia melhor a seguinte legenda, escrita por alguém frequentador de escolas de novas oportunidades profusamente divulgadas: “ Dê uma esmolinha para as almas!”. Recordo-me de alguém ter dito ou espalhado a notícia com pia e devota voz de que seriam as alminhas do purgatório a sofrer umas queimadelas antes de entrarem definitivamente no paraíso.
Bem. Declaro que aquelas luminosas labaredas e imagens sofredoras, mística e catolicamente traumatizantes, nunca na realidade se tinham visto ou ouvido falar em qualquer altura ou situação na aldeia. Creio até ao momento, que se saiba, nenhum cidadão daquela terra ter queimado outros seres vivos de igual forma, a não ser a tradição de matar e queimar a penugem dos porcos.
O passeante ou transeunte, criança semi-descalça, jovem esfarrapado ou adulto toldado e sebento de terra e lama ressequida, aterrorizado com tantas e gigantescas labaredas faiscantes que ardiam teimosamente sem de consumir e tanto fogo nunca visto, que até de noite espantavam a escuridão de breu, diga-se sinceramente, que é um milagre nunca explicado pela ciência mais avançada. As pessoas generosas e pasmadas de compaixão, temor e certamente alguma devoção colocavam na respectiva ranhura tosca e na greta já gasta pelo tempo e bastante larga e usada por quase todos os da terra e dos baldios arredores, seu óbulo generoso, minúsculo e muito espremido, fazendo lembrar o tal da viuvinha alegre, algures cantando e dançando nos coros e altares do senhor. Reparem que até alguns miúdos e dos mais atrevidos e menos princípios arriscavam meter o dedo na ranhura em forma de buraquinho, tentando apalpar os segredos do tesouro, mas que só um tinha o privilégio do acesso.
Esta visão tão dramática e efusivamente doentia criava no meu ser tantas artimanhas e fantasmas ao ponto de na descida para o rio e a caminho de Lordelo, que se chama, ainda hoje, “torto”, não sei porquê, calçada minhota primitiva cheia de musgo e lesmas a necessitar de dieta e emparedada de bardos e bardos de videiras e árvores diversas, tortulhos, lagartos e sardões, libelinhas doidas e alguns pardelhos e pássaras menos exóticas e onde não era costume passar o Cristo Salvador. Inebriado por tão sensuais imagens, provavelmente de artista queimado vivo e reencarnado, só me apetecia pegar em cântaros, baldes e panelas de água roubadas ao Zé moleiro tão humedecido pela corrente e ambiente do rio e muito surdo de tantos ecos dos jumentos famintos e cansados dos arreios e taleigos para refrescar aquelas angélicas almas sofredoras.
Tudo isto não passava de meras e pias intenções. Por mais rios e oceanos de água lançados hipoteticamente nas almas cadentes, intuía ingénua e puerilmente que as não aliviaria do fogo eterno, pois estavam irremediavelmente condenadas “in aeternum” pelas escrituras mais antigas e pelos sacrossantos doutores, dogmáticos e infalíveis iluminados. Toda a conjuntura social, política e religiosa assim sintonizava e as grandes e longas pregações, lausperenes, procissões, confissões e penitências… também alimentavam este frenesim e fundo pagano-religioso, muito domesticado pela ignorância e pela religiosidade popular pouco peneirada de cisco.
Mas, que triste imagem para tão alegre povo!
Hoje, não sei se existe. O progresso e a modernização das estradas e dos acessos às localidades provavelmente fez recuar tais mini-monumentos sacros que deviam ser protectores e acolhedores. Não quero pensar, Deus me livre, que seriam um obstáculo ao trabalho árduo de homens e máquinas nem ironizar o santo nicho e sagrado banco.
Mas, para onde ia o tesouro escondido e guardado a sete chaves e um porteiro com cornos, mas do diabo que o leve? Para o S. Julião, padroeiro da terra, o padre ou irmã do padre ou sobrinhos e sobrinhas e família do padre, paróquia, comissão fabriqueira, sacristão, bispo, arquidiocese de braga, episcopado, santos e santas de deus? Para onde?
Recentes notícias abonam que tais dádivas estão a ser objecto de averiguações desde há vários anos por parte de algumas entidades responsáveis civis e religiosas, por tesouros dispersos e mal administrados, mas como em tudo é preciso tempo e muita paciência para chegar a um veredicto. Os semanários, através dos seus comentadores mais assíduos e bem pagos, referem que mesmo que se encontre alguma luz ao fundo do túnel, terão a mesma sorte que os outros, arquivarão os processos e serão ilibados, pois aqui não há culpa nem culpados…E, esta, hein!?
JA

Socorremo-nos desta alterada imagem enviada pelo nosso reporter especial às Gualterianas, Agostinho Vaz, para dar conta de que entrámos na recta final a caminho de S.Pedro do Alvito!
A nossa disponibilidade editorial não tem sido muita mas hoje lá conseguimos arrumar o conventinho.Do casamento dos Casais, aos apelos do Vaz, passando pela grande forma literária do Joaquim Afonso, de tudo se faz a vida neste nosso Convento c@puchinho!
Podemos informar que Frei Lopes Morgado prepara para todos nós uma agradável surpresa!
Voltamos a apelar a todos os nosso irmãos professos, que, cremos se encontram neste momento no habitual Retiro anual, para que dirijam os seus passos para Barcelos no próximo dia 5! Era uma excelente forma de assinalar o encerramento dos 800 anos de nosso seráfico Pai S.Francisco.
Não tenham dúvidas, isto, faz-se com todos nós, os que saímos e os que continuam.
O António Joaquim e os outros membros da AAC aguardam pela vossa ainda possível inscrição!
Enquanto aguardamos mais testemunhos da expectativa que vai aí por esses coraçõezinhos, desejamos um bom resto de dia!
antónio colaço
FALTAM QUATRO DIAS.OS SORRISOS DO ARMANDO PINTO.
Publicado Setembro 1, 2009 Uncategorized Deixar um Comentário![ScannedImage-4[1] ScannedImage-4[1]](http://irmaosol.files.wordpress.com/2009/09/scannedimage-41.jpg?w=214&h=300)


Agostinho Vaz, são para ti, em especial, estas imagens das minhas “uvas de mesa” deste ano e que a estas horas fazem as delícias dos nossos olhos na velha casa recuperada do bisavô Luís, em Mação!
De facto evocaste um destes dias a nossa acção solidária para com o célebre casal Irma/Fritz(?) vindimando-lhes a abastada quinta da Maia, creio, mas as vindimas, para mim, no início, significavam um deixar a família e os amigos mais cedo que os outros. Não foi fácil ao princípio, creio. Hoje dou graças por essas magníficas tardes subindo e descendo altas escadas. Ajuda-me, não chegámos a vindimar vestidos com os nossos hábitos de capuchinhos professos?!
antónio colaço
ULTIMA HORA.REDACÇÃO REUNIDA NOITE FORA PARA ATRIBUIÇÃO GIRASSOIS DE OURO.FALTAM 3 DIAS!!!
Publicado Setembro 1, 2009 Uncategorized Deixar um ComentárioA redacção do irmão sol continua reunida pela madrugada fora. A três dias do Grande Reencontro Anual, e de posse das óptimas notícias que nos chegam, via António Joaquim, da direcção da Associação, anunciando um excelente número de adesões – embora se esperem ainda mais alguns “atrasados”, que serão sempre bem-vindos, claro! – podemos, apenas, anunciar uma outra iniciativa:
- Vamos atribuir pela primeira vez os “GIRASSÓIS DE OURO” com que queremos reconhecer aqueles que de entre nós mais se destacaram em diversos campos no relacionamento connosco e que a seu tempo revelaremos!
Já nos chamam do Plenário da redacção pelo que temos de ficar por aqui!!!
Boa noite!
antónio colaço
![bolo[1] bolo[1]](http://irmaosol.files.wordpress.com/2009/09/bolo1.jpg?w=500)
Olá Colaço.
Desculpa, mas as fotos do Casamento ainda estão em poder do fotógrafo. O Paulo e a Vera foram para Lua de Mel para Cuba e Jamaica. Nestas circunstâncias tenho que me socorrer de fotos tiradas por Familiares e amigos.
Faltou a tal reportagem…(Mea culpa).
Junto segue a foto do bolo.
Um abraço e até sábado.
João Casais
PS. No Sábado vou ter que servir a dois senhores. Vou aparecer ao encontro, cumprimentar os Irmãos e partir para Soutelo-Vila Verde para assistir ao casamento de um cunhado meu. Logo que acabe o casamento seguirei directo para S. Pedro de Alvito, onde chegarei por volta das duas horas da tarde, para o convívio. Vou informar a AAC, ainda hoje.
NR – Vê se andas com calma. É evidente que depois destes contactos virtuais todos, queremos dar-te um abraço. Além do mais vais ter o teu “Bulenga” para levar….O bolo é, de facto, um espectáculo em criatividade. Espero que os noivos tenham levado uma fatiazita para….”El Comandante”!!!!ac
ARCOZELO.NOVIÇAS, NOVIÇOS E A VINDIMA DELES.
Publicado Setembro 2, 2009 Uncategorized Deixar um Comentário![3435319405_45d4813454[1] 3435319405_45d4813454[1]](http://irmaosol.files.wordpress.com/2009/09/3435319405_45d48134541.jpg?w=500)
De Terras de Montelongo, um abraço franciscano!
Pois, meu caro Colaço quero agradecer-te o último post sobre as nossas vindimas, para as quais éramos solicitados desde Gondomar, Amial, Maia e Barcelos. A nossa fama de vindimadores vinha de longe… No entanto, as mais apreciadas foram na quinta das Irmãs de Arcozelo.
Passo a justificar: a organização meticulosa das tarefas, o lanche divinal que nos ofereceu a Madre Superiora e a progressão da actividade. Realmente, a sensibilidade feminina das religiosas contrastava com a nossa rudeza, na execução das actividades propostas.
Depois de uns bardos conquistados, na recolha dos purpúreos bagos, utilizando os escadotes de vários lances, já um pouco exaustos, fomos brindados com uma merenda variada e muito sucolenta. Qualidade e quantidade estavam conjugadas em conformidade com os cânones do civismo e da urbanidade. No entanto os fradinhos cooperantes, na vindima, revelaram os seus apetites desenfreados cometendo o pecado, colectivo, da gula.
Quando a Madre Superiora volta, para se assegurar da regular ingestão calórica, por efeito dos bolos conventuais e do néctar de Baco, já nós tínhamos vindimado o pequeno repasto. Ficámos desconcertados, quando a Madre regressa à salinha, mais cedo do que contávamos, e um pouco perplexa perguntou se queríamos comer mais.
![capuchinhos36d[1] capuchinhos36d[1]](http://irmaosol.files.wordpress.com/2009/09/capuchinhos36d1.jpg?w=500&h=338)
NR – Um pequeno intervalo, antes da segunda dose do lanche, só para revelar que nesta foto (a única que dispomos aqui na redacção ambulante…e onde aparece o editor – sim, que também tem direito a aparecer de vez em quando e então numa cena destas, imperdível, era o que faltava!!!) se encontram todos os fradinhos vindimadores!
Entre tímidos “nins” e um pouco envergonhados lá acordámos em manducar uma segunda dose do divinal lanche.
Nestas coisas venais, a natureza humana tem fragilidades imensas. Novamente, a amabilidade e cortesia da Madre Superiora se impôs aos fradinhos noviços com a doação de novo lanche.
- E não é que a terrena tentação da gula se apoderou dos fradinhos?
- É verdade!!!
Passados que são 41 anos, a completarem em Outubro próximo, ainda sinto algum rubor nas faces, pelo pecado que nos igualou a autênticos trogloditas…
Mas a descrição da nossa vindima ainda não acabou.
Algo me surpreendeu no planeamento e execução da vindima: foi a harmonia da actividade, respeitante à atribuição das tarefas e das zonas de intervenção.
Ao fim da tarde eram visíveis, nos vindimadores e vindimadoras, os efeitos das múltiplas subidas aos escadotes, bem como as extensões/flexões de braços e troncos para se alcançarem os cachos. À diminuição da área a vindimar, correspondia a aproximação das duas frentes de vindimadores: de um lado atacavam, as uveiras, os fradinhos de Sto. António e do outro, as irmãs de Arcozelo, até ao último cacho.
O nosso desempenho foi, de tal forma, eficaz, que a Madre Superiora nos lançou o repto para a safra seguinte. Para mal dos nossos pecados não voltámos a vindimar na Quinta de Arcozelo, em Barcelos.
Um abrassom do
Agostinho Henriques Vaz
NR – O Google leva-nos a todo o lado, nomeadamente, a Arcozelo, ao Convento das Irmãs Franciscanas Missionárias de Maria, só não nos leva de regresso às fabulosas imagens que é possivel, no entanto, adivinhar, graças à tua prodigiosa e criativa memória! Os parabéns da redacção em peso! ac
FALTAM DOIS DIAS.JÚRI JÁ DECIDIU PARA QUEM VÃO OS 8 GIRASSÓIS DE OURO
Publicado Setembro 3, 2009 Uncategorized Deixar um Comentário
Sabemos que já todos receberam o Programa e Coordenadas para Sábado.
Devido a dificuldades de edição dos mesmos voltamos mais tarde.
Acábamos de sair da Casa da Moeda onde, a custo, conseguimos algum “ouro” do mais fino quilate para os nossos 8 Girassóis de Ouros – um por cada 100 anos dos 800 anos de S.Francisco!!! – e com que vamos reconhecer o mérito, a excelência, a disponibilidade, a criatividade, na colaboração connosco em quase um ano de existência!
Os envelopes com as atribuições estão agora lacrados e entregues à autoridade de segurança do Encontro…
Até mais logo!
antónio colaço

Sem entrar em muitos pormenores, até para não desanimar os muitos irmãos que amanhã vão rumar até Barcelos, a verdade é que a redacção do irmão sol por duas vezes andou perdida no Porto ao cair da noite. Em menos de uma fracção de segundo abandonas o centro histórico do Porto, onde acabaste de entrar….e estás a caminho de Leça, Guinfães ou S. Mamede de Infesta para não falar das manobras perigosas a que recorreste para evitar, in extremis, que fosses recambiado para Lisboa, via Arrábida ou Freixo!!!
Como está diferente o Porto dos meus “troleis”, da minha Campanhã onde, finalmente, em liberdade, a caminho das tão desejadas férias, para Sul, comprava os cigarros com que o Zé Duarte, de Nine (que é feito de ti, meu?!) nos iniciara ( Vaz, Mendes, não me lembro do nome, Sintra? Estoril, sei que eram outros…). Ainda bem que abundam agora as VCIs, novas e mais modernas circunvalações, viadutos e rotundas ….
Cai a madrugada para as bandas de Campanhã onde conseguimos chegar graças ao solidário ”siga-me!” de um jovem segurança ao volante do seu carro, quiçá extenuado por mais um dia de trabalho, e lá fora ouvem-se os carros da recolha do lixo. Uma chuva miudinha deixa antever o pior para Barcelos, ou talvez não, talvez o sol, o irmão sol de que nos despedimos, há pouco, no saudoso Castelo do Queijo, Praia do Leme e dos Ingleses, volte amanhã para nos abraçar em força.
São essas imagens que editamos, madrugada dentro, quando chegados à nossa b@nca de trabalho – a cela do Ameal mais para norte, não muito distante, recordo, agora, e as edições do sinal+ por finalizar…. – constatamos terem sido quase batidos todos os recordes de visitas ao irmão sol. Sentimo-nos penalizados pela informação que não conseguimos editar em tempo útil e, no entanto,começámos o dia de ontem por aí mas… os pdf’s que não dominamos!!!!
Fica, porém, uma iluminada leitura de tudo isto. O Espírito Santo “aguentou-nos” este tempo todo e guiou-nos até aqui, não temos, hoje, a mínima dúvida. A missão do irmão sol foi a de ajudar a convocar-nos para Barcelos. Graças ao empenho dos dirigentes da nossa Associação, já todos receberam as coordenadas, quer do Programa, quer como chegar a Barcelos. Por isso, é chegada a hora de dar tempo a um silêncio activo no qual brotarão as palavras, os abraços, as evocações, as tantas emoções, as tantas orações.
Sim, o irmão sol não é mais do que um instrumento da Vossa Paz e Bem, Senhor.
Vamos tentar editar o Programa e outras coordenadas mas saímos de cena com esta ideia:
-Era importante estar em Barcelos, a partir das 10Horas, para que a Eucaristia pudesse começar às 11.
Nós,a partir do Porto, sabemos apenas que temos de apanhar a A28 a caminhode Viana e, depois a A11 para sair para Barcelos!
Quem tem boca vai a Roma, perdão, a Barcelos!
Boa noite!
antónio colaço


NR
Excepcionalmente damos um nº de telf (253 881 195 )do Colégio Didalvi que, esperamos, seja usado apenas pelos nosso amigos que verdadeiramente se sintam desorientados.A Net tem destas coisas!
Até parece que mergulhámos, não nas cálidas águas do Cávado, mas na piscina de …..Asclépio ( oh!João Alvarenga mas como no sentimos pequeninos perante tamanha erudição!!!Onde raio foram descobrir tanta gente!!!Isto, assim dito, resulta “boca” pouco cultural mas, depois de tanta canseira era só para recuperar da nossa tanta asneira técnico editorial!)
Ena, tantos!!!Mas nós, pelos vistos, ainda somos mais!
E eis-nos em pleno “Salão de Eros e Psique”. Bom, aqui na redacção já não dizemos nada!Isto promete!
A propósito de mesa…..a redacção do irmão sol traz de Mação algumas cavacas e algum licor de poejo e romã!
Embora o João Teixeira tenha dito que não, retomamos a proposta: era interessante uma partilha gastronómica destas pequenas iguarias conventuais! Ninguém está a dizer para trazerem….Leitão da Bairrada, Chanfana da Mealhada, Rojões de Viana….
Então, é assim, siga, não o cherne mas… os links!!! e veja as maravilhas que esta equipa fabulosa preparou para nós!!!!
13 Encontro Capuchinhos 05_09_2009
A CAMINHO DE BARCELOS!!!O SANTO E A SENHA!!!
Publicado Setembro 4, 2009 Uncategorized Deixar um ComentárioEste será, provavelmente, o nosso último post! A caminho de Barcelos com as nossas “armas e bagagens”( o computador, que é um meio, simplesmente, e…. o poejo, a romã, e as cavacas de Mação)!!!
Mas, sobretudo, uma imeeeeeeeensa, uma inteeeeeensa vontade de conviver!
Obrigado a todos!Boa viagem para todos!
antónio colaço
E O PORTO AQUI TÃO PERTO (II). A CAMINHO DE BARCELOS!É HOJE
Publicado Setembro 4, 2009 Uncategorized Deixar um Comentário
E cai a noite em Santa Catarina. No mesmo sítio onde começou o dia, o pedinte com um “pédemeia”, um outro em forma de estátua, o esplendor do Majestic, S.Bento do chegar e partir,a catedral dos livros na Livraria Lello,a Cedofeita do calçado de outrora, dizem-me,o Palácio Cristal dos inacessíveis mundiais de hóquei, o velho ISET-InstitutoSuperior de Teologia e os dois anos por lá passados, no Palácio D.Manuel,a agradável surpresa do Via Catarina e a fabulosa recriação de um Porto antigo para lugar de comer e conversar. Porto, tão Perto do meu Princípio. antónio colaço
Um coro de alvoraçadas e madrugadoras gaivotas parece querer juntar-se a nós, mais do que os galos da nossa aldeia!
É deste Porto ,quase ribeirinho, que nos fazemos ao caminho!
Para todos, votos de óptima viagem a caminho de Barcelos!
A pedido do António Joaquim, da direcção da Associação, enviámos este pequeno texto que integrará o habitual desdobrável de acolhimento:
Cada vez Mais Contigo, Senhor!
Aqui estamos mais uma vez e, de cada vez, mais disponíveis para voltarmos outras vezes.
Porque continuas a chamar-nos, como a Francisco, para que reconstruamos a Tua igreja, para que nos reconstruamos, cada um de nós, como pedras vivas da Tua Igreja. Em cada ano que passa, um esquecimento aqui, um menor empenhamento ali, uma solidariedade esquecida acolá e, sem querermos, os alicerces do Amor que trazemos argamassados em Ti, estremecem, tantas as solicitações destes últimos tempos, que saudamos, como consequência do progresso de que nos fizeste capazes, sim, mas de que, deslumbrados, não raro, facilmente, deixamos se nos imponham e nos isolem num desmesurado egoísmo.
Altíssimo, Omnipotente, bom Senhor, a TI o louvor, a glória, a honra e toda a bênção!
Obrigado, por estarmos juntos, outra vez, sabendo que nunca entre nós há distância porque, em cada hora que passa, sentimos-Te entre nós, cada vez mais nosso, Deus connosco, de Lisboa ao Porto, do Pombal a Fafe, de Serafão a Cristelo, de mãos dadas com as alegrias e tristezas do Joaquim, do João, do Afonso, do António, de todos os que vieram e dos que não puderam vir, mas sabemos.
Obrigado, pela Irmã Coragem que nos deste e pela Iluminação que alcançámos e que nos fez ultrapassar todas as barreiras, desde a dúvida ao bem-bom dos nossos dias e, como entusiasmados peregrinos de uma outra Assis, fez-nos rumar até esta nossa saudosa Barcelos, qual Igreja de São Damião dos nossos dias e, onde, desejosos, estamos prontos, como Francisco, para ouvir-Te.
Senhor, fazei de nós um instrumento da vossa Paz, conseguindo, desde logo, contar com cada um dos nossos irmãos, nas boas e más horas da nossa vida e, bem assim, com aqueles que nos são mais próximos, no emprego, no lar ou na sociedade, procuremos sempre menos “ser consolado do que consolar, ser compreendido do que compreender, ser amado do que amar. Porque é dando que se recebe. É perdoando que se é perdoado. É morrendo que se ressuscita para a Vida eterna!”
antónio colaço
Bom Encontro para todos! Para os que, de todo, não puderam ir, passem por aqui, tentaremos editar em directo o que for possível!
Faz de conta que ainda não escreveste o que vamos ler a seguir, primeiras reacções a chegarem à redacção, e que ainda - sim, caríssimo Agostinho Vaz, como advinhaste que era por ti, pela tua generosidade, pela tua alegria, que queria começar ( hoje vou falar na primeira pessoa!) - faz de conta, dizia, que todos os que estivemos, perdão, todos os que estamos no grande salão Eros e Psique e que acabámos de ouvir, placidamente, o nosso Artur Beleza e que, em seguida, aquele castiço que andava lá com o micro na mão, anunciava o último girassol e, em seguida, prevendo a desmobilização que iria acontecer, com a descida para a outra sala para tomar o café, e chamava os Ré Maior para fecharem com chave de ouro o nosso almoço?!
Sim, meu caro Agostinho, não me sai da cabeça que tenhamos permitido que o pessoal “debandasse” sem que o dito castiço, que lá andou com o micro na mão, não tivesse anunciado a vossa actuação, ali e, em seguida, permitisse que outros dissessem o que lhes ia na alma. ( Parece que estávamos todos com muita pressa para ir ver os empatas de Portugal na TV! ) Oh! balha-me Deus! Não habia nexexidade! É uma reflexão que fica por fazer! Afinal, este encontro que era para não se realizar, converteu-se, segundo o António Joaquim ( já falo contigo, também, grande e silencioso obreiro!!!) no maior Encontro até hoje realizado, sim, mas deixámos incompleto esse lado do tu-cá-tu-lá do que é que cada um faz ou quer vir a fazer, tão importante para matarmos as saudades e consolidarmos as tantas solidariedades, ali, cara-a-cara com todos.
Sinto-me penalizado, embora já esteja preparado para outra e confesso perante todos que a festa terminou com um “soube-me a pouco” no que a este aspecto diz respeito, não obstante termos dado a voz a muitos de nós! É sempre um risco. Já em Barcelos, o risco foi o de visitarmos espaços que nos foram tão queridos mas …. a fugir. A disponibilidade das nossas companheiras, o convocá-las para as tarefas em que serão timoneiras, é um outro aspecto que temos de melhorar
De qualquer forma não vamos ficar a carpir lágrimas e penso mesmo que, independentemente das condições de audibilidade da sala (algo de que pessoalmente não me apercebi) houve espaço para as mil e uma conversas de cada um entre si eos seus pares - que já tinham começado em Barcelos e se prolongaram nas formalidades da recepção, não é crítica, é descobrirmos como poderíamos ter aproveitado melhor o tempo – e ali, na fabulosa sala, ter tido um fio condutor previamente melhor acertado mas qu, apesar de tudo, foi tentado nas conversas prévias tidas quer com Frei Martins, Frei Morgado, João Alvarenga, João Teixeira, Luis Nunes e António Joaquim. Está feito e nada adianta chorar sobre o leite derramado. Devo assumir, por inteiro, esse lado falhado. A boa vontade e a boa fé não chegam. Uma nova oportunidade mas, sobretudo, novos protagonistas.
Pronto, voltaremos para uma reflexão mais serena, mais tarde, ficando disponíveis para ouvir todas as críticas – batam, não se encolham! – mas, agora, mesmo antes de referir quem ganhou os girassóis de ouro e como será a atribuição do 8º girassol de ouro que falta, a ser encontrado entre todos os nossos leitores!!!, antes de vos anunciar a estreia do CINE IRMÃO SOL…. vamos já em directo para as fabulosas colinas da Quinta d’ Alvarenga ( ah! João Alvarenga e João Teixeira, só a vossa encantadora e solidária disponibilidade consegue atenuar esta pequenita “moínha” que sinto por ter incomodado alguns irmãos com os meus excessos palavrosos, muito obrigado uma vez mais!) ouvir o Ré Maior sob a batuta do Agostinho Vaz, José Melo, Carlos Rito, o Nuno (?ajudem-nos a acertar nos nomes!!!), do Zacarias e de todos quantos permaneceram!Deixámos fugir o Rui Chamusco que, finalmente apareceu!!!
Vamos, assim, começar pelo fim! Os últimos serão os primeiros!
Somos todos ouvidos para ti, caro Agostinho:
Bom dia a todos os que estão no batente!
Bem, o nosso Encontro foi algo de memorável!
Como diria o Chico Buarque: – “foi bonita a festa, pá, estou contente!!!
Um abraço franciscano a todos os meus confrades.
A. Henriques Vaz
ÚLTIMA SESSÃO DO CINE IRMÃO SOL!ANTE-ESTREIA A TODO O MOMENTO!!!LOTAÇÃO QUASE ESGOTADA!ISTO É UM GRANDE TÍTULO PARA UM GRANDE FILME!!!
Publicado Setembro 7, 2009 Uncategorized Deixar um ComentárioAguardamos a todo o momento ligação directa ao nosso Drive In instalado numa das mais panorâmicas colinas da Quinta d’Alvarenga.
Ainda temos bilhetes para exibição dos seguintes filmes:
-Almoço na Quinta d’ Alvarenga
-Artur Beleza, em directo e rigoroso exclusivo, vindo directamente de Granada!
-Ré Maior Franciscano em verdadeira descamisada minhota!
Até lá, fiquem com um pequeno “documentário”! Não permitimos consumo de pastilha elástica, para não estragar a fabulosa relva, mas temos ao vosso dispor as saborosas e estaladiças pipocas TAL & TAL dos nossos pedagógicos milheirais (digam lá TAL- Teixeira & Alvarenga, ainda não se tinha lembrado desta, hein?! Vai de borla como forma de agradecer o vosso infinito empenho!!!)!!
Ei!Ei, vamos lá a a regressar à realidade!!!!A propósito, quando é que vamos saber a verdadeira história dos ” Os Noviços Salteadores do Pavilhão Proibido“?!
RIGOROSO EXCLUSIVO: “IRMÃO SOL MOVIES” APRESENTA
Publicado Setembro 7, 2009 Uncategorized Deixar um ComentárioPedimos aos nossos amigos que parem de consumir mais pipocas já que a qualidade das imagens e do som exige toda a atenção!
É altura para pedir a quem tenha melhores imagens – fotografia e vídeo – pois que as disponibilize para o nosso mail! O quê, ainda está alguém na sal que não sabe o que é o nosso mail? Que não sabe o que é o irmão sol?! Mas… então como chegaram aqui?!
João Alvarenga e João Teixeira, peçam ao incansável Filipe Guedes que explique aos nosso amigos como chegar até aqui!!!!
Em relação ao próximo e último filme, pedimos as máximas desculpas aos nosso amigos do Ré Maior! Ficámos sem bateria! Inadmissível! Se alguém possui mais filmes, faxfavor!
ESTE GIRASSOL PODE SER TEU (onde também se comenta o silêncio reinante…)
Publicado Setembro 10, 2009 Uncategorized Deixar um ComentárioEste é o “girassol de ouro-2009” que falta atribuir, do conjunto dos 8 com que assinalamos os 800 anos de Francisco de Assis.
Até ao final de Setembro, o melhor texto sobre qual o melhor contributo que o irmão sol pode dar para nos tornar os dias mais habitados, mais Iluminados, um texto que pode variar entre os 80 e os 800 caracteres, e no qual, mais do que as palmadinhas nas costas, queremos saber aquilo de que mais gostas e aqui não vês abordado.
Temos muitos assuntos em carteira ( nomeadamente, quem foram e porque é que ganharam os girassóis de ouro 2009), mas, com excepção de três colaborações que, por pudor ainda não publicámos, não queríamos, de qualquer maneira, quebrar o silêncio desta pasmaceira (Luís Gonçalves repegaste-me o rimanço!!!).
O irmão sol completará o seu primeiro aniversário?
O irmão sol é para todos, e cada um, um adversário?
O irmão sol está a mais nas vossas vidas?
Duvidas?
ac
WEBANGELHOS DE ANSELMO BORGES E BENTO DOMINGUES
Publicado Setembro 13, 2009 Uncategorized Deixar um Comentário
Frei Bento Domingues, In Público 13 Setembro 2009
Conversas interrompidas
Por Frei Bento Domingues O.P.
Quando se chega à minha idade, a morte está sempre a interromper conversas ou a impedir outras que andavam adiadas
1. Quando se chega à minha idade, a morte está sempre a interromper conversas ou a impedir outras que andavam adiadas. Almocei com Raúl Solnado no dia anterior à sua entrada no hospital com a promessa de continuarmos os nossos encontros. Em Junho, durante um lanche em sua casa, foi a uma estante, retirou um livro de colaboração – não me lembro do título – e apontou-me um pequeno texto assinado por ele. Estava, ali, o essencial de tudo. Pedi-lhe para o fotocopiar e dar a conhecer. Disseram-me que foi colocado em cima do caixão e teria sido lido, por alguém da RTP, durante o percurso para o cemitério. Não posso deixar de o reproduzir na primeira crónica depois das férias:
“Numa das vezes que fui à Expo, em Lisboa, descobri, estranhamente, uma pequena sala completamente despojada, apenas com meia dúzia de bancos corridos. Nada mais tinha. Não existia ali qualquer sinal religioso e por essa razão pensei que aquele espaço se tratava de um templo grandioso.
“Quase como um espanto, senti uma sensação que nunca sentira antes e, de repente, uma vontade de rezar não sei a quem ou a quê. Sentei-me num daqueles bancos, fechei os olhos, apertei as mãos, entrelacei os dedos e comecei a sentir uma emoção rara, um silêncio absoluto. Tudo o que pensava só poderia ser trazido por um Deus que ali deveria viver e que me envolvia no meu corpo amolecido. O meu pensamento aquietou-se naquele pasmo deslumbrante, naquela serenidade, naquela paz.
“Quando os meus olhos se abriram, aquele Deus tinha desaparecido em qualquer canto que só Ele conhece, um canto que nunca ninguém conheceu e quando saí daquela porta, corri para a beira do rio para dar um grito de gratidão à minha alma, e sorri para o Universo.
“Aquela vírgula de tempo foi o mais belo minuto de silêncio que iluminou a minha vida e fez com que eu me reencontrasse. Resta-me a esperança de que, num tempo que seja breve, me volte a acontecer. Que esse meu Deus assim queira.” (Raúl Solnado, Um Vazio no Tempo, 2007).
2. Há muitos anos que não consigo separar-me da obra Os Degraus do Parnaso, de M. S. Lourenço. É, para mim, uma fonte inesgotável. Na sua harmonia literária e filosófica – fruto de uma “fecundação cruzada” – cumpre, de forma admirável, a tarefa de nos levar, pela sua perfeição, até à fronteira do inexprimível e à incapacidade de nos rendermos à crescente “indústria da cultura” e às suas inundações de lixo.
Nesses textos não há, apenas, uma fecundação cruzada de criação literária e de presença filosófica actuante. A ligação entre religião e literatura é omnipresente: sustenta que “o artista verdadeiro é aquele que alcançou o conhecimento verdadeiro, o qual consiste na percepção da realidade sensível e na intuição da realidade inexprimível. A aura que rodeia o artista verdadeiro é um efeito do Sopro divino”.
Depois de marcar a diferença entre o processo científico e o literário na procura da verdade e de concluir pelo valor cognitivo da experiência simbólica da obra de arte, enfrenta a questão das fronteiras entre a literatura e a religião: “Tenho defendido a ideia de que o culto religioso não existe incondicionalmente e que a expressão da experiência religiosa é condicionada pela formulação literária que a descreve, uma vez que esta é o veículo da asserção religiosa. O passo de S. João segundo o qual o princípio é o Logos é assim interpretável como exprimindo a ideia segundo a qual o Logos, a fórmula, é a linguagem universal e, portanto também, a da religião e do seu culto. Assim, o problema da verdade da religião reconduz-se ao problema da verdade das fórmulas da literatura subjacente. Uma doutrina religiosa é apenas tão verdadeira quanto o for a fórmula literária que a transmite.”
A última vez que falei com M. Lourenço ao telefone, não lhe exprimi, apenas, a minha admiração pela sua “cultura da subtileza”, mas também o desejo de a ver contrariar, de forma activa, a mediocridade da nossa cultura católica. Era uma conversa adiada para quando me mandasse a obra completa, em processo de publicação na Assírio & Alvim. Agora, espero que o Sopro divino que o habitava não me abandone até ao novo encontro porque, como escreveu, a “ressurreição é uma ideia justa”.
3. Em 1960, foi eleito o primeiro Presidente católico dos EUA, John Kennedy. Tomou posse em 1961. Foi assassinado em 1963. Era o mais velho de nove irmãos. As grandes causas, as tragédias e os escândalos desta espantosa família católica encheram as bocas do mundo. Morreu, em Agosto, o mais novo, Edward Kennedy.
Alguns sectores da Igreja – dadas as suas posições controversas – procuraram impedir a celebração católica do seu funeral. O cardeal Sean O’Malley justificou-a, lendo uma carta de E. Kennedy ao Papa: “(…) Trabalhei para receber os imigrantes, combater a discriminação e ampliar o acesso aos cuidados médicos e à educação. Procurei sempre ser um católico fiel, Santidade, e, embora as minhas debilidades me tenham feito falhar, nunca deixei de crer e respeitar os ensinamentos fundamentais da minha fé.”
Esta carta, à boca da morte, de um político livre no seio da Igreja, é uma conversa para continuar.
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Pe.Anselmo Borges, In Diário de Notícias
PORTUGUÊS E MATEMÁTICA
Se a compreensão do Português for frágil, não há razão para espanto no desastre a Matemática
A palavra escola vem do grego scholê, que significa ócio. Não se trata, porém, do ócio da preguiça, mas do tempo livre para o exercício da liberdade do cidadão enquanto homem livre, tendo, portanto, a escola de ser o lugar e a instituição da formação para o ser Homem pleno e íntegro.
Há aquele preceito paradoxal de Píndaro: “Homem, torna-te no que és”. Então, o Homem já é e tem de tornar-se no que é? Realmente, quando se compara o Homem e os outros animais, constata-se que os outros já vêm ao mundo feitos enquanto o Homem nasce prematuro, por fazer e tendo de fazer-se: devido ao que os biólogos chamam a neotenia, já nasce Homem, mas tem de fazer-se plenamente humano. E aí está a razão da educação enquanto o trabalho mais humano e humanizador, de tal modo que Fernando Savater pode justamente considerar os professores como “a corporação mais necessária, mais esforçada e generosa, mais civilizadora de quantos trabalham para satisfazer as exigências de um Estado democrático”. Porque o que é próprio do Homem não é tanto aprender como “aprender de outros homens, ser ensinado por eles”.
Savater também escreve, com razão, que “a principal disciplina que os homens ensinam uns aos outros é em que consiste ser Homem”. Por isso, o horizonte da escola tem de ser o Homem na sua humanidade plena, o humanismo integral. Não se justifica aquela abusada separação entre ciências e humanidades. Aliás, na base dessa separação está um equívoco: a denominação de “humanidades” é de origem renascentista, não por oposição às ciências – essa separação entre ciências da natureza, com base na explicação, e ciências do espírito, com base na compreensão, acentuou-se no século XIX -, mas aos estudos bíblico-teológicos. De facto, das humanidades faziam parte tanto o Banquete, de Platão, como os Elementos de Geometria, de Euclides.
Compreende-se, pois, que da educação faça parte tanto o Português como a Matemática. Mas, se a linguagem é estruturante de mundo e o saber fundamental, torna-se claro que, se a compreensão do Português for frágil, não há razão para espanto no desastre em Matemática.
Fica aí uma súmula de erros em Português em escritos académicos recentes de estudantes universitários.
Erro constante é o de colocar o verbo haver no plural, quando deveria ser colocado no singular. Note-se, porém, que este erro é frequente mesmo em professores dos diversos graus de ensino, ministros, gestores, advogados… Exemplos: “haviam muitas possibilidades”, “poderiam haver outros partidos”. Neste caso, será preciso perguntar qual é o sujeito.
Uma boa pontuação é rara e uma bênção, pois dificilmente se sabe colocar uma vírgula no lugar certo. Mas não é raro colocá-la imediatamente a seguir ao sujeito da frase. Será então preciso perguntar: qual é a lógica que preside à coisa?
Agora, casos concretos: “o homem dasse a conhecer”; “vou reflectir à cerca de outro tema”; “deve-se dizer não há violência”; “se ele mandá-se, como seria?”; “há-dem ver” – aqui, observo que já ouvi esta a um ministro; “o nosso tempo trás de volta o mito”; “isto nada tem haver com o que foi dito”; “à muito tempo que é assim”; “tratam-se de questões complexas” – é muito frequente ouvir este erro na televisão, na rádio e em conferências; “vamos, quando quiser-mos”; “é assim; senão vejamos” – outro erro comum.
Por onde começar na reforma do ensino?
Tive a sorte de ter tido excelentes professores, mas talvez aquele ao qual mais devo seja o da escola primária, como então se dizia – saíamos de lá a dividir correctamente as orações, a distinguir entre um “que” relativo e um “que” integrante, um “se” condicional e um “se” infinitivo, e a redigir sem erros mortais. Ele não tinha passado pela Universidade, mas era dedicado e punha-nos a fazer essas coisas – redacções ou composições literárias, ditados, cópias… – com naturalidade e exigência, corrigindo diariamente o que era para corrigir. Cumpria como professor o que diz o étimo, que é profiteor: declarar abertamente, confessar publicamente, proclamar, obrigar-se a, dar a conhecer, entregar uma mensagem, ensinar.
O irmão sol.TV está na fase de emissões experimentais e perante o silêncio reinante ( sim, já pedimos que nos enviem os vosso filmes de Barcelos, já pedimos que nos escrevam, já pedimos que testemunhem sobre como decorreu ou/e como deveria ter decorrido o Encontro, já pedimos envio de fotos, já, já,já….) mas como não somos de virar a cara aos desafios – sim, Irmão Silêncio, queremos ser dignos de ti, da Irmã Serenidade que em ti habita e nos faz acalmar a nevrite aguda perante as tantas contrariedades que nos envias para nos testar a solidez da Paz e do Bem que dizemos praticar, a começar na nossa casa, entre estes nossos queridos irmãos – aqui estamos com este pequeno filme experimental, ontem, à tarde, no final de uma vindima caseira e perante uma pequena carga da Irmã Água de Outono, algures, no Centro de Portugal.
Partilhamos.
ac
NOTA DA REDACÇÃO
Acabámos de receber alguns textos. Na maior parte deles carregam a bondade de reconhecer o êxito do 5 de Setembro. Vamos pedir à Irmã Coragem que nos ajude a publicá-los e que em nosso rosto as ruborizadas faces jamais possam esconder as tantas e involuntárias lacunas e sim revelar a firme vontade de as superar.ac
Achei oportuno convocar para aqui este texto, ia a dizer da Casa Mãe…, para percebermos de que é que isto se pode também alimentar. De facto, cada vez mais, o irmão sol é nosso e … dos nossos !Portanto, façam favor de trazer histórias das vossas crias. Gosto deste lado animal, crias, assim como as crias do terno irmão lobo de Assis. Quer dizer, se calhar é chover no molhado, tantos são os apelos!Adiante.ac


Estas são imagens colhidas no passado Domingo, em Abrantes, e mostram o Novo Arquivo Municipal “Eduardo Campos“, que será inaugurado no próximo Sábado,19 de Setembro, pelas 10.30.
O projecto da obra é da autoria do Arquitecto João Colaço*.

Este é o Convite endereçado pela Câmara Municipal de Abrantes e no qual é omitido o nome do autor da obra.
Sendo que um Arquivo serve, entre outras coisas, para guardar, como memórias vivas, quem foi quem e o que fez, no Concelho, será que a Câmara Municipal, o seu Presidente, já não tem memória de quem foi o autor?
Ficamos a aguardar pelo Convite para a inauguração do polémico MIA, o chamado Pedregulho de Abrantes, vulgo Museu Ibérico.
O quê, não sabem quem é o autor?! Pronto, somos humildes, batem-nos mas damos a outra face, Carrilho, Carrilho da Graça!
Ironias à parte, não fica bem a uma câmara, ainda por cima socialista, para quem a valorização das pessoas está acima de tudo, passar ao lado de quem suou estopinhas para dar corpo a uma ideia que, ao princípio, parecia não querer ultrapassar a feitura de um moderno armazém de velharias documentais e nada mais. Sei do que falo.
É tempo de as câmaras municipais começarem a dar nome aos autores das suas obras, sejam eles os humildes arquitectos dos seus gabinetes ou os badalados arquitectos pagos a peso de ouro mas de quem, a reboque da sua mediática áurea , os senhores autarcas lá vão embarcando alguns dos seus desmedidos deslumbramentos.
antónio colaço
*Declaração de interesses – O Arquitecto João Colaço é meu filho e com o qual tenho grandes discussões sobre alguns dos caminhos e opções da moderna arquitectura. Era o que faltava não defender as minhas crias quando passo o tempo a defender as crias de todos os meus queridos amigos.Parabéns, grande João, e desculpa nem sempre ter-te dado toda a atenção para os mil e um esquiços com que perpetuaste a memória do “tio Eduardo Campos”!!!Parabéns, Eduardo Campos – tu que já estás nessa Eternidade inarquivável – apesar das polémicas, das distâncias do Arquivo em relação ao centro da cidade, ele ali está para nos encurtar distâncias com as memórias dos nossos antepassados. Como tu tão bem soubeste comprovar!
Damos início à publicação do conjunto das mensagens recebidas. Nenhum comentário, a não ser para esta primeira carta de alguém a quem nós ( sim “o sr. sempre de micro na mão“) desafiámos para que nos escrevesse, participasse. Como vê, Rosa Maria, já cá está.
Esperamos que se sinta bem. E mais não dizemos para já. Os nossos amigos que leiam, partilhem opiniões, em suma, sigam o seu exemplo! Ah! Obrigado por este tão franciscano irmão lobo!E não é que ele se mexe mesmo?! ac
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As minhas saudações!
Em primeiro lugar não sei precisamente com quem estou a falar; no entanto, como o meu marido não domina o computador e eu vou arranhando, vou-me identificar como sendo Rosa Maria S Lobo Ribeiro, esposa do vosso companheiro José Lobo Ribeiro.
Estou a contactar-vos depois do convívio numa zona espectacular com uma forte animação por parte de alguns convivas e que o Sr. que sempre de micro na mão falando entusiasticamente, depois de breves palavras com ele, me convidou a participar na vossa revista.Pois aqui estou eu com a minha modéstia tentando dar alguma colaboração que espero agradar.E começo com um poema dedicado ao sol do meu 3º livro de poesia.
O SOL
Haverá beleza maior
Que o cintilar incandescente
Da estrela que a todos ilumina
E dá vida permanente?
Doce e quente luz,
Farol majestoso e imponente,
Despertar dos poetas e artistas,
É a mensagem divina presente.
Na natureza é rei que reina
Com seus raios reluzentes.
É querido pelos Homens e pelas flores,
É esperança dos dias quentes.
Em cada dia é promessa
Duma vida para o Além.
O sol, em todo o seu esplendor,
Sorriso maior o Mundo não tem.
Rosa Maria
PS.
Se alguém estiver interessado em adquirir o livro, está à venda em Lisboa na Livraria Barata, em Gaia na Fnac do Gaiashopping, no Porto na livraria Porto Editora Lda , livraria Latina Editora Lda e em Matosinhos no Marshopping Fnac.,e chama-se A MAGIA DO SENTIR (não é caro…)
E para hoje mais um poema:
O AMOR É…
O amor
É chama que arde
E que se sente.
É o despoletar da vida,
Que nos anima
A ir em frente.
É a saudade
De quem está junto
E tantas vezes ausente.
É uma flor
De cor radiosa,
Com um perfume quente.
É um doce sofrer
Que grava no coração
Uma ferida permanente.
É um querer profundo
Que adormece a razão
E anestesia a mente.
O amor
É Deus que vive
Na alma de cada crente.
Rosa Maria
Com os melhores cumprimentos e saudações fraternas
BONS AMIGOS:
Paz e Bem!
Diz o nosso povo que «recordar é viver!»
É por isso que eu recordo com saudade o ENCONTRO do passado dia 5 de Setembro em Barcelos.
Gostei tanto de ver velhos amigos que há tanto tempo não via!
Que bom, poder abraçar-te amigo Colaço. Como recordo os nossos tempos de estudantes no Porto!
Que bom voltar a ver o Manuel do Adro! O Arménio! A malta de Serafão!
Que bom poder estar de novo com o meu velho amigo JOÃO PAZ, amigo de tantas horas distantes …e presentes!
Que bom ver os amigos BENFIQUISTAS de outros tempos!
Gostei do encontro. Foi bela a EUCARISTIA.
Foi maravilhoso o Convívio!
Para todos, deixo o MEU ABRAÇO.
E apetece-me dizer como o autor do Princepezinho: «O Essencial é invisível para os olhos!»
Por isso não tenho mais palavras.
Para todos um GRANDE ABRAÇO e para os organizadores os meus PARABÉNS!
Frei Luís Gonçalves
Foto:J.Casais
Amigo Colaço:
Antes de mais, deixa dizer-te que foi bom conhecer-te, pessoalmente. A ti e aos outros que pude conhecer e reconhecer. E fica a saber que valeu a pena ir, finalmente, sobretudo, como sabes, por ter sido uma decisão fortemente influenciada pelo nosso convívio virtual ao longo de vários meses, depois que conheci este blog de encontro.
Estas linhas não são relacionadas com o apelo que fizestes, do envio de textos, mas sim com a intenção que eu já tinha, apenas não tendo sido possível antes por afazeres vários.
Quanto ao nosso encontro, dos antigos alunos, gostei mesmo, tendo revisto alguns antigos companheiros que já não via há décadas. A propósito, julgo que, entre alguns acertos naturais que deverão ser tomados em conta para futuro, faltou uma apresentação pública de todos os presentes. Unicamente para todos saberem quem estava ali, pois, falando por mim, só quase a meio da tarde, em conversa com outros, soube que alguns dos meus conhecidos também aí se encontravam e não cheguei a reconhecer meio mundo - já que não via esses amigos há coisa de quarenta anos, tendo-os conhecido jovenzinhos, enquanto agora me apreceram obviamente com fisionomia dos anos vividos.
Assim, numa próxima oportunidade, no próximo ano por exemplo, deveria ser feito algo do género, bastando dizer-se (pelo apresentador, p. ex.) o nome e ano de entrada de cada um, sem gastar muito tempo nem obrigar a exposição desnecessária, para tal se concretizar e toda a gente se ver e reconhecer. Já que só o cartão (crachat) ao peito não resolve isso e o tempo acabou por se passar (tendo eu ido embora mais cedo por o meu sobrinhito, filho de meu irmão, estar já impaciente), dizia, sem ficar completamente preenchido o desejo de reencontro total.
Outros aspectos haverá a rever, nomeadamente uma fotografia de conjunto, para recordação, mas no mais julgo que tudo esteve bem. Estando, assim de parabéns a organização.
Um abraço do
Armando Pinto
NR. Sublinhados da redacção.
Olá Colaço
O Encontro de Barcelos foi espectacular, foi sem dúvida o de maior participação e decorreu muito bem. Este foi o sentimento geral dos que lá estiveram e com quem tive a alegria e o prazer de conversar e ouvir as suas opiniões.
Desde o convívio inicial, passando pela Eucaristia, saboreando o almoço numa quinta que é um pequeno paraíso, e revivendo o passado fazendo projectos e sonhando com o futuro junto dos nossos amigos, tudo foi muito bom.
Quero-te agradecer em nome da comissão dos Antigos Alunos dos Capuchinhos, a tua teimosia e o empenho que tiveste através do IrmaoSol, para que o encontro se realizasse, e pedir desculpa por alguma coisa menos correcta ao longo destes meses de preparação e que não tenha sido do teu agrado. O meu e o nosso muito obrigado.
Um abração
António Joaquim
1ª CARTA
My dear friend Colaço.
Já li, reli e vi os vídeos. És um bom animador. Continua, que estás no caminho certo.Foi o mais animado encontro a que assisti. Já conheci e convivi com muitos mais AAC, do que nos anteriores encontros. A Quinta Alvarenga é um Paraíso Terreal…Obrigado.
Depois voltarei com algumas sugestões. Penso que o factor tempo, deveria ser repensado.
Um abração, e até breve.
J. Casais
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2ª CARTA
Olá amigo Colaço.
Desculpa o meu silêncio, mas ainda não consegui recuperar de casamentos e encontros.
Talvez à falta de melhor este material te ajude a manter a chama viva.
Um abração.
João Casais
Foto: J.Casais
Colaço, viva!
Acho que, depois do ENCONTRO de Sábado passado, pelo que ouvi o mais frequentado de sempre, o IRMÃO SOL não precisa de mais provas da sua existência nem da sua capacidade de mobilização.
Claro, as máquinas precisam sempre de um maquinista ou de um técnico – e, neste caso, tu foste o mobilizador da iniciativa em boa hora apoiada pelo João Alvarenga e o João Teixeira, a quem mais uma vez agradeço.
Enviei-te as fotos que considerei mais sofríveis esteticamente e podes editá-las quando quiseres. Por enquanto não posso enviar-te mais nada. Estou de saída para a Madeira (amanhã), aonde vou participar na XXII SEMANA BÍBLICA e donde só voltareia 22; mas, no regresso, já cá tenho a BÍBLICA do Natal á minha espera para editar e paginar.
Tenho olhado para o IRMÃO SOL 2009 que me atribuíste e entregaste no convívio a seguir ao almoço e sinto-me envergonhado.
Envergonhado pelo modo como NÃO te agradeci a atenção e pela oportunidade que NÃO aproveitei exactamente para sublinhar as capacidades deste espaço virtual para congregar e reUNIR tanta gente que não teve outro meio de contacto.
Mas, sobretudo, pelo modo sem graça como pretendi moderar o teu entusiasmo e espontaneidade ao microfone. Vi, depois, que poderia ter estragado a festa se não fosse o teu traquejo nesses meios em directo.
Desculpa, mano. De facto, eu não “estava” LÁ, naquele momento, pelas razões que te expliquei antes e depois. Mas devia, também, este pedido público de desculpas aos que estavam presentes.
Tive que vir embora mais cedo, porque estava condicionado pelo programa de quem me deu boleia. E não cheguei a despedir-me como deveria. Mas continuo por AQUI e vou tentar manter os contactos.
Até um dia destes, talvez a partir da Madeira.
Abraço amigo do
frei Morgado
BARCELOS.5 SETEMBRO.MAIS REPORTAGEM FOTOGRÁFICA….
Publicado Setembro 17, 2009 Uncategorized Deixar um Comentário…enviada por Frei Lopes Morgado, João Casais, nós próprios, irá sendo divulgada à medida que os outros afazeres ( sim, também temos outros afazeres!) possibilitem. Aqui ficam mais algumas, hoje.
Obrigado, Frei Morgado ( e assim ficas perdoado, quer dizer, mais descansado!!!) por possibilitares este exercicio:
Frei Bernardino e seu noviço, hoje:
E ontem, quer dizer, há, precisamente, 40 anos!
E ainda da objectiva de Frei Lopes Morgado:
A palavra, perdão, as imagens recolhidas pelo João Casais:
-Rui, não penses que nos escapas mais o teu acordeão para a próxima!!!
antónio colaço
Fotos: LMorgado
Duas semanas depois e não havendo por ora mais correio deixem-me, hoje, finalmente, partilhar convosco uma pequena reflexão, não sem que, antes, reporte, para aqueles que não estiveram presentes, a quem e porque foram atribuídos os girassois de our0.2009:
GIRASSOL DE MÉRITO – Para o nosso querido Provincial, Frei António Martins. Desde a primeira hora connosco e, sobretudo, incentivando-nos a que, juntamente com a AAC levássemos por diante o 13º Encontro que parecia não ter lugar. Queremos continuara a contar contigo. O Webangelho tambem tem aqui um púlpito privilegiado. Junta-te ao Pe Anselmo e a Frei Bento.
O MELHOR LEITOR COLABORADOR – Sem sombra de dúvidas para o João Casais que, desde a primeira hora, nos descobriu no então distante Kazakhstan e para quem o irmão sol era o seu “bom dia, João” antes de partir para o trabalho. Leu-nos, escreveu-nos, enviou imagens, partilhou, enfim, o seu quotidiano. Não contente com isso foi solidário e graças à sua generosidade, fruto do cruzamento com este e outros sítios, as crianças de Bulenga puderam beneficiar de mais de um milhar de euros para construirem um novo quotidiano.
O MELHOR ARQUIVO DE IMAGENS -Sem sombra de dúvidas para o Agostinho Vaz. Um entusiasta da primeira hora em subir ao sótão das suas tantas memórias fotográficas cujo envio faz acompanhar de textos vibrantes e fino recorte literário.
Uma palavra, vulgo, “Menção honrosa”, tal como foi dito na “sessão de entrega”, também para o Agostinho Mendes, chegado aqui mais recentemente, mas que não tem parado de vasculhar os seus arquivos. É para continuar, meu caro.
A MELHOR FICÇÃO – Outro girassol de ouro onde não houve nenhuma dúvida na atribuição, e que foi inteirinho para o Constantino Sério pelas suas crónicas JINGO, incompreensivelmente interrompidas ( isto é para te provocar, irmão!). São de ler e chorar por mais. Só uma grande vaga de reclamações poderá demover o Sério a que não demore tanto tempo!!!(A propósito, quando envias a solicitada morada para que te enviemos o que te pertence?!)Queremos mais! Também aqui uma Menção Honrosa para o Armando Pinto, da Longra, de quem esperamos renovada colaboração. Vê se logras os deuses,meu!
PREMIAR A NOSSA ASSOCIAÇÃO – Não é fácil nos dias de hoje, desenvolver e manter tarefas associativas com o pessoal cada vez mais remetido ao bem bom da pantufinha & telenovela . O António Joaquim foi incansável a atender os telefonemas e mails da nossa redacção, mas também o Arménio Ribeiro e o Luis Marques.Para eles, portanto, este girassol com o pedido de que não deixem morrer as mil e uma pétalas de que se faz a nossa fraternidade.
A MELHOR COLABORAÇÃO DENTRO DA ORDEM – Nenhuma hesitação em distinguir a permanente atitude de colaboração do nosso querido Frei Lopes Morgado. A todos os níveis mas, sobretudo, com o claro entendimento de que nós, os que saímos, também contamos nesta tarefa de alcançarmos juntos a Terra Prometida.
OBRIGADO, QUINTA PEDAGÓGICA – Um obrigado que, nunca é demais sublinhá-lo, tornou possível o maior Encontro de todos os que realizámos. Os nomes para este girassol de ouro já todos os sabem, João Teixeira e João Alvarenga. Foram inexcedíveis e daqui vão os renovados votos de agradecimento para todos os que, desde a cozinha ao Filipe Guedes, public relations, motorista e tudo e tudo, tudo fizeram para tornar a tarde tão preenchida.
O TEU GIRASSOL DE OURO – Dos 8 girassóis – um por cada 100 dos 800 anos de Francisco de Assis – falta entregar este! Pois bem, renovamos o que dissemos, até ao final de Setembro o melhor texto/colaboração que nos chegar e aludindo ao papel do irmão sol em manter-nos minimamente irmanados, qual Igreja de S.Damião do sec XXI onde possamos falar e rezar, será premiado com este valioso troféu feito de um ouro mais precioso que todos os quilates de trazer por casa, o ouro da nossa amizade franciscana.Não pedimos muito, entre 80 a 800 caracteres!
Pim!
E agora a confissão, mas, antes, João Alvarenga e Luís Marques cheguem-se aqui ao pé de mim que não quero ficar sózinho “em palco!”
A ideia da atribuição dos Girassóis, apareceu quase já com as malas feitas para Barcelos. Desde a concepção e feitura até à entrega final, tudo foi sendo arquitectado quase em cima do joelho. O objectivo era introduzir no habitual convívio que, em regra se segue após o almoço, um factor mais, de animação. Ao mesmo tempo para aproveitar falar do irmão sol que muitos ainda ignoravam (e ignoram!). Não por causa da deslumbrada equipa e sim para que, durante um ano em que ficamos sem nos contactarmos, ficássemos a saber que , desde há uma ano, exactamente, que o desafio fora lançado e estava em concretização. Ou seja, utilizar a net ao serviço do nosso permanente convívio.
Cedo me apercebi que dada a vastidão dos sítios e dos desafios para que a Quinta nos desafiava, que tal sessão deveria ser feita logo ali durante o almoço, a partir da sobremesa. Ir tomar o café lá abaixo era cortar a dinâmica e a maior parte do pessoal daria ao “slide” até porque havia esse desafio do futebol!
Tudo estava a correr bem, acordámos não haver condições para passar um trabalho de Frei Morgado sobre Assis ( algo que nós próprios aqui estimulámos como surpresa a apresentar ) e lá demos início a uma tentativa de Casino Estoril à nossa franciscana maneira!!! Só mais tarde me apercebi de que as condições de audibilidade não seriam as melhores mas pareceu-me que a coisa estva a correr bem, conversa aqui, conversa acolá, com alguns dos protagonistas, entrada musical de Artur Beleza, em beleza, a que faltou o RÉ MAIOR por má programação da minha parte, confesso, conjugada com uma debandada geral para o salão onde teria lugar o café!
E é aqui que sinto alguma insatisfação já que o modelo que continuo a defender passa por cada um que quiser usar da palavra deve fazê-lo, para partilhar o que quiser, nem que seja só para se identificar, caso seja a primeira vez que aparece. Não. As coisas ficaram por ali e os poucos que restaram foram lá para baixo e nada mais foi dito.
Este tipo de encontros precisa de um diálogo, de um fio condutor,tal como Pojeira e Cesar fizeram, sim, mas, se possível, mais partilhado. Foi o que tentei fazer mas, em consequência de entusiasmos vários, deixei que as coisas ficassem a meio. Penitencio-me, por isso, sem qualquer ressentimento ou sentimento de culpa. Não percebi na ocasião os riscos da desmobilização e pronto.
É aqui que entra o “senhor do micro”, na linha do que disse a nossa irmã Rosa Lobo ( esperamos que as mulheres aqui entrem, finalmente, com mais assiduidade!!!!). Ou seja, o micro ( liderei com muito orgulho com mais algumas pessoas a luta das rádios livres em Portugal ), as novas tecnologias, são, para mim, mais do que objectos de fácil deslumbramento, meios de enriquecimento comunicacional na linha do pessoano comunicar é preciso.
Admito que algum entusiasmo possa ter sido excessivo da minha parte. Mas acho preferível pecar por excesso do que por defeito e, no caso, o defeito era irmos para casa de mãos a abanar, sem nos ouvirmos, sem nada para partilhar.
Pelo menos ouvimos o nosso Provincial, os laureados, e tantos outros. Sim, eu também queria mais.
Caríssimo Agostinho Vaz, de joelhos, a teus pés, estou disposto a cumprir a penitência que Frei Lopes Morgado me quiser atribuir pelo facto de o teu/nosso RÉ MAIOR não ter actuado logo a seguir a Artur Beleza ( o que daria uma perfeita combinação de estilos clássico/popular!!!)!
Por que não fazerem-me subir e descer, de joelhos, os fresquinhos relvados da Quinta d’Alvarenga…. para o próximo ano?! João Teixeira, esta é para ti!!!
antónio colaço
TODOS AO 12º FESTIVAL INTERNACIONAL DE ÓRGÃO
Publicado Setembro 21, 2009 Uncategorized Deixar um ComentárioNão. O órgão da Matriz de Mação não integra o Programa do 12º Festival Internacional de Órgão deste ano.
Consulte o Programa e não perca nenhuma das sessões. Infelizmente as muitas tarefas impediram, ao contrário do que é costume, participar na Abertura. Pelo menos, contamos aparecer pelos Jerónimos.
Por isso, demos um pulo até ao órgão da Matriz de Mação(Sec XVII), com uma breve visita prévia que partilhamos convosco. Não, o problema não é de algumas palhetas desafinadas e sim do executante, um aprendiz de sons a quem aquela fabulosa peça agradece, pelo menos, algumas improvisadas festinhas. Nada mais do que isso. O órgão agradece, como se pode ler aqui!
O “organista é um bom organista …” e na linha de alguns comentários anteriores, tentou, em 1980, a aprendizagem no Conservatório Regional de Tomar que, de uma vez por todas, desse consistência a um irreprimivível autodidatismo.Um acidente de automóvel interromperia tão saudável aspiração! Estavam por lá, entre outros, o prof Antoine Sibertin Blanc,hoje, organista titular da Sé Patriarcal de Lisboa, então nosso professor de Canto Coral ( foi lá que fomos companheiros de carteira dessa grande estrela Carlos Moisés, dos Quinta do Bill!Ah! Carlos, saudades da Dª Tamagnini e suas exigências!!!)
antónio colaço
Já que optamos pelo silêncio, aqui neste lugar, escutemos o que o Pe Anselmo Borges nos tem a dizer para percebermos se é deste silêncio que o nosso se faz!!!!.ac
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Pe. Anselmo Borges
In Diário de Notícias ( 19.Set.09)
No meio da vertigem das tempestades de palavras em que vivemos, que nos atordoam e paralisam, talvez se torne urgente parar. Para ouvir.
Ouvir o quê? Ouvir o silêncio. E só depois de ouvir o silêncio será possível falar, falar com sentido e palavras novas, seminais, iluminadas e iluminantes, criadoras. De verdade. Onde se acendem as palavras novas, seminais, iluminadas e iluminantes, criadoras, e a Poesia, senão no silêncio, talvez melhor, na Palavra originária que fala no silêncio?
Ouvir o quê? Ouvir a voz da consciência, que sussurra ou grita no silêncio. Quem a ouve?
Ouvir o quê? Ouvir música, a grande música, aquela que diz o indizível e nos transporta lá, lá ao donde somos e para onde verdadeiramente queremos ir: a nossa morada.
Ouvir o quê? Ouvir os gemidos dos pobres, os gritos dos explorados, dos abandonados, dos que não podem falar, das vítimas das injustiças.
Ouvir o quê? Talvez Deus – um dia ouvi Jacques Lacan dizer que os teólogos não acreditam em Deus, porque falam demasiado dele -, o Deus que, no meio do barulho, só está presente pela ausência.
Ouvir o quê? Ouvir a sabedoria. Sócrates, o mártir da Filosofia, que só sabia que não sabia, consagrou a vida a confrontar a retórica sofística com a arrogância da ignorância e a urgência da busca da verdade. Falava, depois de ouvir o seu daímon, a voz do deus e da consciência.
Ninguém sabe se Deus existe ou não. Como escreve o filósofo André Comte-Sponville, tanto aquele que diz: “Eu sei que Deus não existe” como aquele que diz: “Eu sei que Deus existe” é “um imbecil que toma a fé por um saber”. Deus não é “objecto” de saber, mas de fé. E há razões para acreditar e razões para não acreditar.
Comte-Sponville não crê, apresentando argumentos, mas compreendendo também os argumentos de quem crê. Numa obra sua recente, L’Esprit de l’athéisme, mostra razões para não crer, mas sublinhando a urgência de pensar, se se não quiser cair no perigo iminente de fanatismos e do niilismo, e, consequentemente, na barbárie, “uma espiritualidade sem Deus”.
Constituinte dessa espiritualidade, no quadro de um “ateísmo místico”, é precisamente o silêncio. “Silêncio do mar. Silêncio do vento. Silêncio do sábio, mesmo quando fala. Basta calar-se, ou, melhor, fazer silêncio em si (calar-se é fácil, fazer silêncio é outra coisa), para que só haja a verdade, que todo o discurso supõe, verdade que os contém a todos e que nenhum contém. Verdade do silêncio: silêncio da verdade.”
Encontrei Raul Solnado apenas uma vez. Num casamento. Surpreendeu-me a imagem que me ficou: a de um homem reflexivo. Não professava nenhuma religião. Por isso, não teve funeral religioso. Mas deixou um pequeno escrito, com uma experiência, no silêncio, na Expo, em Lisboa, em 2007.
“Numa das vezes que fui à Expo, em Lisboa, descobri, estranhamente, uma pequena sala completamente despojada, apenas com meia dúzia de bancos corridos. Nada mais tinha. Não existia ali qualquer sinal religioso e por essa razão pensei que aquele espaço se tratava de um templo grandioso. Quase como um espanto, senti uma sensação que nunca sentira antes e, de repente, uma vontade de rezar não sei a quem ou a quê. Sentei-me num daqueles bancos, fechei os olhos, apertei as mãos, entrelacei os dedos e comecei a sentir uma emoção rara, um silêncio absoluto. Tudo o que pensava só poderia ser trazido por um Deus que ali deveria viver e que me envolvia no meu corpo amolecido. O meu pensamento aquietou-se naquele pasmo deslumbrante, naquela serenidade, naquela paz. Quando os meus olhos se abriram, aquele Deus tinha desaparecido em qualquer canto que só Ele conhece, um canto que nunca ninguém conheceu e quando saí daquela porta, corri para a beira do rio para dar um grito de gratidão à minha alma, e sorri para o Universo. Aquela vírgula de tempo foi o mais belo minuto de silêncio que iluminou a minha vida e fez com que eu me reencontrasse. Resta-me a esperança de que, num tempo que seja breve, me volte a acontecer. Que esse meu Deus assim queira.”
A FALA DAS URNAS.UMA NOVA MAIORIA.A DOS QUE MAIS PRECISAM
Publicado Setembro 28, 2009 Uncategorized Deixar um Comentário
(EDITADO AQUI, ONTEM, às 20.30)
Imagem da única rosa colhida, esta tarde, no meu Vale das Árvores. Quase ao fechar das urnas, um botão a desabrochar.
É tempo de assumir que o caminho se faz com mais gente. Gente do lado do pão, da paz e da justiça para os que mais precisam. Gente do lado da maioria.
Viva a nova maioria.
Tem de ser Melhor. Tem de ser Maior.
Com todos. A Esquerda TODA.
antónio colaço*
Um post assumidamente pouco correcto.Politicamente falando…depois da fala das urnas! Uma fala…correcta!Não há volta a dar!
Acredito no ânimo de José Sócrates para fazer todas as pontes com as esquerdas! Todas.
ÚLTIMA HORA.SÉRIO REGRESSA COM JINGO!!!
Publicado Setembro 29, 2009 Uncategorized Deixar um ComentárioConstantino Sério regressa para defender a baliza da melhor ficção publicada no irmão sol!
Constantino Sério defende com unhas e dentes o seu girassol de ouro regressando à publicação das mais ansiadas crónicas de que há memória: JINGO!
Mas…. o que você não sabe é que Constantino Sério se recusa a receber o girassol de ouro que lhe foi atribuído pelo plenário de 5 de Setembro, en Barcelos, enquanto não cumprir ….. a edição nº 10!
AGUARDE PARA SABER MAIS!!!
Mais logo, mais um capítulo!
ac
26 de Setembro de 2009. Os 49 anos já lá vão. Começa o 50º ano após aquele dia 26 de Setembro de 1960 em que dei entrada no Seminário de Gondomar.
Havia saído de São Romão cerca das 6 da manhã, em direcção a Coimbra, onde se apanhou o comboio (botafogo – mais farrusco que a minha cozinha sem chaminé – por isso óptima para fumeiro).
Com as preocupações nas costas do meu irmão Zé, nem me lembro se descemos em Campanhã, se fomos a São Bento. Parece que fomos de táxi de Campanhã para Gondomar. ((Jingo 0 – 4 Novembro 2008)
Boa altura para retomar o Jingo.
Saudade? E se for?! Nenhum mal vem daí.Mas se algum valor encontro nesta recordação é o sentimento profundo de gratidão – à Instituição e aos colegas. Se o Seminário me formou, sublinho o que os colegas me proporcionaram de aprendizagem.
Se o meu OBRIGADO vai para o Seminário, quero também enviá-lo aos colegas: os que entraram comigo naquele 26 de Setembro de 1960 (caloiros como eu), aos que entretanto já lá estavam, aos que vieram depois.
Muito OBRIGADO!!!
Sério
Boa tarde!
Em primeiro lugar vou me apresentar, sou a mulher do Américo Fernandes Oliveira antigo seminarista de Gondomar e Amial.
Feita apresentação começo por dizer que leio com atenção o vosso e meu blog Irmão Sol e vou dizer o que me vai na alma neste momento, acho que não é de bom tom fazer politica num sitio que a todos pertence, porque as pessoas têm ideologias diferentes e se fossem todos a falar então o blog não seria visto com o mesmo espírito.
Também pergunto o porquê de não se poder fazer comentários no mesmo espaço, é que eu também tenho um blog (só meu) e não me importo nada com qualquer tipo de comentários, porque a minha alma é grande tanto ouve elogios como não, e assim vou aprendendo.
Desde já agradeço atenção dispensada.
Maria de Fátima Oliveira
________________________
NR
Obrigado, Maria de Fátima, por participar na construção deste espaço e obrigado por senti-lo, também como seu. Temos muito gosto nisso e mais, como pode verificar, aqui estamos a publicar, na íntegra, todo o seu texto e num espaço com muito maior destaque do que os dos tradicionais comentários.
O texto a que se refere, foi publicado depois do acto eleitoral mas não teria nenhuma repulsa em publicá-lo antes . Este, assinado por mim, como a qualquer outro assinado por quem quer que fosse, reflectindo opções de esquerda , do centro ou de direita , numa palavra, um texto respeitador dos valores da democracia em que, afortunadamente, respiramos há mais de 35 anos.
Se há alguma questão editorial que não poderá assacar, como sugere, ao editor do irmão sol, é a de falta de constante apelo à participação dos nossos leitores através das formas mais usuais que entendam como textos de opinião, textos de evocação do passado, imagens do que foram, imagens do que são….
Vá lá Maria de Fátima, essa do não ser de bom tom fazer politica num sitio que a todos pertence, porque as pessoas têm ideologias diferentes e se fossem todos a falar então o blog não seria visto com o mesmo espírito” não tem aqui qualquer aplicação e depois, é como vê, saudemos a sua primeira participação, e se é de uma riqueza política que desde já saudamos. Alguém ficou incomodado?
Nem pensar.E porque a política não tem pátria nem lugar especial onde afirmar-se ( apesar de este lug@r me pertencer editorialmente, tudo nele tenho feito para que cada vez mais seja pertença de todos, na melhor imitação de partilha de nosso seráfico Pai S.Francisco ) é que por muito que não queiramos, tudo em nós é politico! Claro que se refere à partidarização da política, sim, mas, deixe que lhe diga, que também não vem nenhum mal ao mundo afirmarmos aqui as nossas diferenças desde que assinemos por baixo que o mesmo é dizer, não tememos o confronto de ideias! Lembra-se do Evangelho do passado domingo e do receio dos apóstolos de que outros andassem a fazer milagres à sua revelia e o que lhes respondeu Jesus?!
As nossas almas são todas tão grandes como a sua, irmã, e se Deus não criou almas de primeira e de segunda, como deve calcular, não percamos mais tempo. Venha de lá a próxima colaboração.
Por exemplo, por que não abrir aqui um espaço para ouvirmos os testemunhos das nossas queridas mulheres? O que significa ser mulher, companheira de alguém que tinha como meta servir a Deus em exclusividade? Ou isso não é questão que se coloque e todos não somos demais para exaltar o nosso bom Deus, amando-nos uns aos outros como ele nos amou?!
Obrigado, Fátima, e um abraço ao Américo.
Espero que mais alguém se junte a nós escrevendo para o mail, a porta de entrada deste nosso conventinho virtual, quer dizer, de todas as virtudes.
antónio colaço
NOVO ÓRGÃO TUBOS DOS JERÓNIMOS.ESTREIA ABSOLUTA
Publicado Outubro 1, 2009 Uncategorized Deixar um ComentárioGraças à informação de um amigo, aqui mesmo – obrigado, Zé – pudemos desfrutar do Concerto de estreia do novo Órgão de Tubos do Mosteiro doa Jerónimos!
Apenas um reparo, que não é tão pequeno assim. Discordamos, em absoluto, da sua localização. Por que não colocá-lo no Coro alto?
A leitura do conjunto da Igreja fica completamente anulada.Isto se diz a favor da belíssima peça que é o Órgão fabricado pela Organaria Mathis AG de Nafels, Suiça. Uma opinião para fundamentar melhor – diga-nos de sua justiça – mas que hoje, agora, pode esperar.
É para lá que vamos já com o Prof Wolfgang Seifen, Professor Catedrático de Improvisação na Universidade das Artes de Berlim :
antónio colaço
WEBANGELHO SEGUNDO ANSELMO.OS CRISTÃOS E A CRISE
Publicado Outubro 3, 2009 Uncategorized Deixar um Comentário
Pe Anselmo Borges
In Diário de Notícias, hoje
Os cristãos e a criseFrente a este título, temos, logo à partida, de reconhecer que é nos países de maioria cristã que estão os responsáveismaiores pela crise. Não foi no hemisfério Norte que começou? Por outro lado, é na Europa que se encontra hoje o melhor nível de vida da história, e o modelo social europeu é invejado. Mas há uma pergunta, aparentemente cínica, para a qual não é fácil encontrar resposta definitiva: somos ricos à custa do Terceiro Mundo? Eles são pobres porque nós somos ricos?
Depois, é preciso perceber que há, nesta questão, níveis ou esferas a distinguir, como escrevi aqui, no artigo “O capitalismo é moral?”. À economia não se pede que seja moral, mas eficiente. Por isso, não há uma moral da economia ou da empresa, mas deve haver moral na economia e na empresa.
No Evangelho segundo São Mateus, há um texto terrível – o da parábola dos talentos. Um servo recebeu cinco e conseguiu outros cinco; outro, dois e ganhou outros dois; o terceiro recebeu um só talento e, com medo, guardou-o, para poder entregá-lo ao senhor, quando voltasse. Resposta do senhor: “Devias ter levado o meu dinheiro aos banqueiros e tê-lo-ia levantado com juros. Tirai-lhe o talento e dai-o ao que tem dez. Porque ao que tem será dado e terá em abundância; mas ao que não tem até o que tem lhe será tirado” O dito “ao que tem mais será dado e ao que não tem até o que tem lhe será tirado” ficou conhecido na sociologia como “o efeito de Mateus”.
É certo que a parábola deve ser lida à luz do texto seguinte, referente ao Juízo Final, portanto, à verdade última da História: “Vinde, benditos de meu Pai, porque me destes de comer, de beber, de vestir…” O critério de salvação é a bondade e o bem-fazer aos preferidos de Deus, os pobres. Mas isso não nega a necessidade de eficiência da economia.
Onde está então um sistema novo a unir liberdade e justiça, política e moral, amor e eficiência? De qualquer modo, há uma nova tomada de consciência, sintetizada nesta afirmação contundente de um especialista em economia, Jacques Attali: hoje, “coabitam duas tendências: a selvajaria absoluta, que vai fazer com que tudo expluda, se não se agir rapidamente; e a tomada de consciência do interesse de um Estado de direito global, que tudo pode salvar”.
No contexto da crise, realizou-se de 3 a 6 de Setembro, em Madrid, com 700 participantes, o XXIX Congresso de Teologia sobre o tema “O cristianismo perante a crise”. Ficam aí algumas conclusões.
A crise de 2008 e 2009 é “uma prova de fogo não só para os dirigentes mundiais, mas também para a consciência de muitos cristãos, ao questionar o seu nível de solidariedade comprometida”.
Trata-se de “uma realidade de injustiça económica que exclui os mais necessitados e vulneráveis da sociedade”, tornando-se patente a fragilidade de uma sociedade que substituiu os valores cristãos pelo “enriquecimento fácil e a ostentação sem limites”. Assim, quando “não só a economia e a política, mas também a fé e a ética estão em crise, é hora de solidarizar-se com os grupos mais frágeis da humanidade e recuperar alguns valores cristãos, como a opção preferencial pelos pobres”.
“Embora consideremos que o responsável pela crise é o sistema capitalista, que permite que alguns enriqueçam à custa do empobrecimento das maiorias populares, denunciamos a apatia e a falta de compromisso social das confissões religiosas, que se preocupam mais com questões de poder e com continuar a defender situações de privilégio no campo económico e social do que em denunciar as injustiças de um sistema que atenaza os sectores mais necessitados.”
Impõe-se construir “uma nova ordem mundial – política, económica, jurídica – alternativa ao neoliberalismo, baseada na cooperação, na solidariedade e capaz de levar a cabo controles efectivos do actual sistema financeiro”.
No plano pessoal, “como cidadãos e crentes”, temos de assumir compromissos concretos, “renunciando ao consumo irracional e insolidário, vivendo com austeridade, solidarizando-nos de modo efectivo com as vítimas da crise”.
Ligação “directa” à Matriz de Mação.Aguarda!
Vai uma enchente mensagens pelo 1º ano do irmão sol que bloqueou…..bla,bla,
aguarda edição
(Quer dizer se quiseres mandar mensagem podes fazê-lo!Que mais não seja pelos 8oo anos de S.Francisco!!!A ele todos os parabéns!!!)
ACÍLIO.A CORAGEM DE OLHAR OS IRMÃOS OLHOS BEM DE FRENTE.
Publicado Outubro 6, 2009 Uncategorized Deixar um ComentárioSem mais palavras, o mail do Acílio.Obrigado pela tua lição!
Acílio, deixamos-te na animada companhia de Rito e Vaz. Para que continues a viver em PAZ, mesmo no sofrimento, que sabemos em ti ter todo o franciscano acolhimento.
«OLHOS FRANCISCANOS»
Bom Dia,Com Paz e Alegria!
«Subamos para Assis». Foi a última mensagem enviada da cidade do Poverello, no longínquo 22 de Maio. Com o consequente desafio a «descer», partilhando com simplicidade a mensagem evangélica de Francisco, o Irmão universal. Escrevo a 4 de Outubro, um Domingo – Dia do Ressuscitado, mas também dia em que celebramos Francisco de Assis, o Santo da Paz e do Bem. Luís de Camões, num soneto (apócrifo) ao Serafim de Assis, canta:
«Fostes de santos uma rara mina;
Almas de mil a mil ao Céu mandastes
Do mundo que, perdido, reformastes.»
Nestes últimos tempos têm-me chegado muitas mensagens de pessoas amigas, manifestando preocupação e perplexidade perante o meu silêncio. Terei abandonado os Capuchinhos e entrado na Cartuxa de Évora?
Agradeço a inquietação. Morremos quando já ninguém pergunta por nós, ou quando nos desinteressamos dos irmãos.
Chegou a hora de partilhar umas migalhas de vida. É tempo de interagir – como agora se diz. Com a firme convicção de que a comunhão vai para além das palavras e das mensagens. Mas também se alimenta com a comunicação fraterna.
Iniciei há pouco tempo a oração do Salmo 66 como o «Salmo dos meus anos». Por vezes, detemo-nos a esquadrinhar as palavras da Bíblia. Missão necessária, exigente e fundamental: para respeitar o texto sagrado e, sobretudo, para ali descobrir a Palavra que nos rasga horizontes de futuro. Mas há também um movimento inverso: é preciso deixar que a Palavra de Deus nos interprete a nós, interprete e interpele a nossa vida com seus avanços e recuos, alegrias, tristezas, lutas e esperanças.
Faço este pequeno exercício com o «Salmo dos meus anos». Qual sinfonia em três andamentos. A nível hegeliano, até poderia enveredar pela tese, a antítese e a síntese. Em perspectiva bíblica, podemos evocar a experiência vital de três livros: Génesis (projecto), Êxodo (luta), Apocalipse (realização).
É bom saber que o Salmo 66 é um belo cântico de acção de graças públicas. Destaco a dimensão «pública», comunitária, fraterna, eclesial. Daí esta partilha de vida.
- 1. «Vinde e admirai as obras de Deus»
«Aclamai a Deus, terra inteira,
cantai a glória do seu nome,
proclamai os seus louvores.
Dizei a Deus: «São admiráveis as tuas obras!
Toda a terra te adora e canta louvores;
entoa hinos ao teu nome.»
Vinde e admirai as obras de Deus,
as obras admiráveis que Ele fez diante dos homens.
Por isso nos alegramos nele!
Bendizei, ó povos, o nosso Deus,
fazei ressoar a voz do seu louvor.» (Sl 66, 1-8)
São os primeiros versículos do Salmo, o pórtico desta grande doxologia. Por muitos anos que vivamos, sempre ficaremos em défice para com Deus e os seus admiráveis carinhos para connosco. Milhares e milhares de anos não chegariam para cantar a nossa gratidão ao Altíssimo e Bom Senhor, fonte de todo o bem, beleza e encanto por viver. A eternidade mais não é do que uma vibrante sinfonia de Encantamento, Amor e Gratidão.
Como peregrinos, na saúde e na doença, na tempestade e na bonança, na claridade e nas trevas: «Vinde e admirai as obras de Deus»
Nas pequeninas coisas do quotidiano, semeadas de agradáveis surpresas aos de olhar vigilante: ««Vinde e admirai as obras de Deus»
Com as três maravilhosas famílias de que vivo rodeado (os Irmãos Capuchinhos, os familiares e os amigos), proclamo: «Toda a terra Te adora e canta louvores.»
De dia e de noite, hoje e por toda a eternidade: «Fazei ressoar a voz do seu louvor».
- 2. «Tu nos puseste à prova»
«Foi Ele quem salvou a nossa vida
e não permitiu que os nossos pés resvalassem.
Ó Deus, Tu nos puseste à prova
e nos purificaste como se faz com a prata.
Fizeste-nos cair na armadilha,
puseste um fardo pesado às nossas costas.» (Sl 66,9-11)
Vivo, desde o dia 15 de Setembro do ano passado, uma interminável «Via Crucis», sempre em busca da «Via Lucis» que tarda em despontar. Depois de uma dolorosa e sempre enriquecedora experiência ao longo de vários meses, finalmente em Maio e Junho, o olho esquerdo atingiu uma percentagem de visão jamais esperada: rondou os 80%, também com o recurso a «avastin», a milagrosa injecção intra-ocular. Uma vista que esteve a poucos segundos das trevas da morte…
Na Solenidade do Corpo de Deus, concelebrei a Eucaristia na Paróquia da Sagrada Família do Calhariz de Benfica, em Lisboa. Ao proclamar o Evangelho, apercebo-me de que algo estranho me dificulta a visão. Pouco depois, a causa é certeiramente identificada na Clínica: descolamento da retina. Uma retina já bastante fragilizada. No início desta longa Via-Sacra, o arguto Dr. Paulo alertava para a importância decisiva do comportamento da retina em todo este processo.
Eis que, de repente, tudo se desmorona! E a visão desce drasticamente para uns escassos 20%. Voltam as trevas. É a «prova» a que o Senhor me submete, o «pesado fardo» colocado sobre os meus ombros. Em linguagem automobilística dos máximos, médios e mínimos, encontro-me actualmente quase abaixo dos mínimos.
Mas, nada de desistir! A fortaleza é um dom Espírito!
E vieram mais quatro intervenções cirúrgicas: a primeira, a 15 de Junho, com anestesia geral, no Hospital da Ordem de São Francisco, no Porto; as outras três, com anestesia local, todas na Clínica Oftalmológica Ribeiro-Barraquer, nos dias 27 de Junho, 7 de Setembro (hora e meia de intenso e exaustivo trabalho e aturada perícia para o Dr. Paulo) e 12 de Setembro. Nesta última foram 276 «raios» Laser – pacientemente contados pelo incansável frei Avelino. Como «intermezzo», há a juntar ainda uma virose (epiteliopatia ocular) sanada com pomadas de várias espécies. A luta continua! O objectivo é salvar a retina. Sem retina não há visão para ninguém. Será que os espinafres (graças à luteína e zeaxantina) vão dar uma ajudinha?!
E vão 7 operações à vista esquerda! Corrida ao Guinness Book? Expressão bíblica da plenitude com a «Via Lucis» à espreita? Na Bíblia, o Êxodo só conclui com a entrada na Terra da Promissão…
- 3. «Bendito seja Deus, que não me retirou a sua misericórdia»
«Vinde e ouvi, todos os que temeis a Deus;
vou narrar-vos o que Ele fez por mim.
Bendito seja Deus, que não rejeitou a minha oração,
nem me retirou a sua misericórdia.» (Sl 66, 16-20)
O Deus da Bíblia é Abbá, Papá, com entranhas maternas de misericórdia e de ternura. Cada palavra, cada silêncio, cada respiração há-de transformar-se numa majestosa sinfonia à eterna misericórdia do Senhor!
Volto ao tripé desta partilha. O «Glória» que todos os Domingos cantamos na Eucaristia, tendo origem no cântico dos Anjos do Natal, é um hino profundamente pascal. Também aqui os três andamentos: o louvor, a súplica e a exaltação. Tentei uma nova composição, arriscando a mudança de tonalidade no segundo andamento, o da súplica e da piedade (oscilando entre o Fá maior e o Fá menor…). Mas retomando a simplicidade e beleza do tom inicial: o Dó natural. Em anexo, segue a partitura.
Não esqueço um antigo alerta de Chico Buarque: «A coisa aqui está preta». Apesar disso, por aqui, o céu continua azul, o mar é imenso, há estrelas no céu, verdes são os campos, há cheiro a maresia… É Outono. Mas com sabor a Primavera…De Evangelho no coração, somos visceralmente pessoas da aventura e da esperança, teimosos sonhadores de paraísos de portas a todos sempre abertas.
Há dias, numa sessão de fados a que tive o ensejo de assistir, o vasto reportório incluía um conhecido fado: «Ai! Quem me dera ter outra vez 20 anos…» Mais sensível agora a tudo o que refere ao olhar, surpreendeu-me a expressão: «Meus olhos pareciam dois franciscanos…». Vai por outra vertente o itinerário do romântico fado. Mas, quero acreditar que «olhos franciscanos» são aqueles que, mesmo na escuridão, se encantam com a luz e a beleza que o Altíssimo e Bom Senhor derramou, a mãos cheias, por toda a parte, nas pessoas e na natureza.
É com «olhos franciscanos» que contemplo cada uma das grandes letras com que redijo estes parágrafos. Cada uma destas letras é um hino ao Senhor que criou o Homem e a Mulher com capacidades inauditas de amor e de comunicação – também através destas novas tecnologias.
É com «olhos franciscanos» que, em espírito, contemplo cada irmã, cada irmão que vier a ler esta partilha de vida.
Com o abraço irmão e amigo de Paz e Bem,
Porto, 04 de Outubro de 2009
(Festa de São Francisco de Assis)
frei Acílio
UM ANO DE IRMÃO SOL.PARABÉNS,S.FRANCISCO!PARABÉNS, ARMANDO PINTO!
Publicado Outubro 6, 2009 Uncategorized Deixar um ComentárioFinalmente, vamos ligar não à Matriz de Mação mas à Igreja da Ameixoeira!
Foi completamente impossível a edição do que quer que fosse nos últimos dias mas também não vamos bater mais no ceguinho. O irmão sol nasceu por vontade própria de quem o alimenta, numa fase incial, e de todos os que o têm alimentado, num outro momento e por uma causa que pareceu justa. Mais não fosse o grande Encontro de Barcelos, o ter-se realizado, já teria sido suficiente para justificar o seu aparecimento.
Compromissos vários impedem maior disponibilidade do irmão que zela aqui pela port@ria pelo que a vida que desejaríamos mais intensa – sim, nomeadamente, a via da oração e meditação – ficarão no coraçãozinho de cada um. Ao menos isso. Só que franciscanismo é partilha!
Durante o próximo ano evitaremos, assim, qualquer tipo de choradinho balofo. Isto faz-se com quem quiser, quando quiser e como quiser!
Agora queremos ir para a FESTA!!!
Amanhã editaremos aqui as mensagens que já recebemos.
Para já, obrigado, João Teixeira, Sério, João Casais e Frei Morgado.
Atenção: o artista contratado estava um pouco nervoso e o Melo ficou com a partitura do “S.Francisco lá na Glória” na pasta lá do coro de Gondomar!!!( Toma, é para não ficar com as culpas todas!!!!).
Parabéns S.Francisco! Este pedacinho vai inteiramente para o nosso querido Acílio! Obrigado pela tua Grande Coragem!
Já faz um ano que o IRMÃO SOL se ergueu espargindo a sua luz. De PARABÉNS o parturiente. De PARABÉNS todos nós: os que vamos espreitando a portinhola deste conventinho, os que vamos alimentando a candeia.
Ad multos anos!
Sério
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No 1º aniversário do blog Irmão Sol e passado um mês do nosso (re)Encontro
Passado tanto tempo, volvidos cerca de quarenta anos desde que a vida de horizontes conventuais ficou para trás, no que nos diz respeito, houve, finalmente, um reencontro vivido com essas memórias no Encontro de 2009, dos antigos alunos capuchinhos…
- Algo proporcionado pela convivência neste blog de local de encontro virtual, criado há um ano precisamente e descoberto pessoalmente numa das nossas buscas informáticas, há alguns meses, pouco depois da sua criação.
Ora, fora em Junho de 1969 que houvera essa tal alteração na existência pessoal, de quem agora revive, “escrevivendo” isso, na primeira pessoa. Depois de entrada em Gondomar que, não mais esquece, ocorrera a 27 de Setembro de 1965.
A caminho do recente encontro de Barcelos diversas imagens pairaram no subconsciente, de passagens de um passado que fez parte dos caminhos percorridos. Sabendo que nada era igual, já, mas com ânsia de alguma reposição interior, pelo menos em rever caras e feições agora transformadas. Quanto logo à chegada, defronte e no interior da igreja, nos deparamos com fisionomias que nos diziam algo mas não reconhecemos de imediato, tão só pudemos depois descortinar, já na convivência durante a visita ao convento e posteriormente na quinta onde decorreu o convívio, pelas conversas de uns e outros dos antigos amigos e conhecidos.
O tempo passou, mas continua presente o que representa algo que só quem está por dentro de tal dimensão pode comprovar. E este local informático teve tão por demais importante papel, assim todos queiram e possam corresponder. Porque o que representa o nosso passado, por mais que possa de permeio ter acontecido, jamais poderá ser apagado da nossa memória e do nosso ser.
Longra / Felgueiras, 5 de Outubro de 2009
Armando Pinto
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Estimado Tó Zé
No dia de S.Francisco orientei o Coral do Amial. Foi muito bonito! Quem me veio dar um abraço ? O nosso Afonso! Que surpresa! Não contava com ele. Convidei o Vaz para vir alomoçar a minha casa. Não pode vir pois a esposa partiu uma perna. Fica para breve. Não te liguei antes pois presumi estares ocupado com a campanha. Eu também com o começo das aulas e preocupação com a saúde. Felizmente que foi um pequeno susto. Fico à espera da tua gravação “orgãsmico-musical”.Um abraço.
João Teixeira, teu irmão e do Sol!
NR – As melhoras para ti e lá para casa do Agostinho, nomeadamente para a sua carinhosa mulher.
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Olá! A sorte ( ou a estratégia ) do irmão sol foi ter nascido na Festa de S.Francisco. Os Capuchinhos também o juntamos às nossas comemorações: ontem e hoje, em Fátima, os nossos 75 anos em Barcelos foram e são particularmente lembrados:entregamos a Cruz de S.Damião que peregrinou 3 anos pelas Fraternidades Franciscanas do país, o grupo de jovens de Stº António cantou a Missa e representou o Auto Francisco, Um Jovem, Como, Nós. Hoje, às 19 horas, encerram os 50 anos em Gondomar com missa presididda pelo Bispo do Porto.
Parabéns a tutti quanti e Paz e Bem para a AAAC e o irmão sol
Frei Morgado
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Olá caros amigos: Irmão Sol e irmão Colaço.
Irmão Sol, Parabéns pelo teu primeiro aninho de vida!!! Como seria a nossa vida sem a tua companhia virtual?
Embora nem tudo tenham sido rosas neste teu primeiro ano de vida, acabaste por fazer muito mais do que aquilo que se pode esperar de alguém com a tua idade. Devemos concordar que cumpriste a tua missão exemplarmente.
Mas aqui, não poderemos esquecer o teu Criador, e Guardião. Sem a sua coragem e persistência, não terias sobrevivido…Disso não temos dúvidas.
Irmão sol, feliz aniversário.
Irmão Colaço, Guardião deste Conventinho. Obrigado. Não te arrependas. A coragem é própria dos fortes.
Um abração para ti e para todos os visitantes deste Conventinho.
João Casais
PS. Voltarei brevemente.
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A todos, uma vez mais, muito obrigado.
E assim, o Girassol de Ouro/1º aniversário, vai inteirinho para o Armando Pinto. Para além de colaborador regular foi o único que, por sua exclusiva iniciativa e sem qualquer intuito, voltou a meter-se ao caminho para saudar este espaço. Ele, que nos descobriu, nas suas habituais “buscas” informáticas. Armando que esteve em Barcelos, não o duvidamos, pelas energias que encontrou no irmão sol. Energias que aproveitaram a mais gente de entre os seus.
O Armando é uma alma incansável e sempre em busca de Sentido para a vida. Obrigado pelo teu estímulo! Parabéns pelo teu Girassol!
ac
O Sol adianta , hoje, que apenas 37 Câmaras mudarão de mãos. Miguel Sousa Tavares constatava, ontem, que muitos autarcas/ou as forças políticas que os apoiam já levam quase 34 anos de eternizado poder….e que é muito difícil que algum deles o perca.
Assim, que reflexão é possível? Ficamos em casa durante quatro anos,deixando que os outros decidam por nós? Temos algum tácito bem bom negocial – um emprego, uma licençazita por baixo da mesa, um concursozito com informação antecipada, um estranho pudor em afrontar “o senhor presidente”?!
Vinde, o artista contratado para nos animar o silêncio é um bom artista, tem as suas (muitas) limitações mas a única coisa que pretende é que, no próximo domingo, cada um se meta ao caminho e execute a mais bela peça da democracia: VOTE!
Órgão da Igreja da Ameixoeira, Lisboa.
É apenas um registo, um despretensioso registo. O Dr. Francisco Assis acabou de me convidar para trabalhar consigo na coordenação do Gabinete de Imprensa do GPPS. Outra vez.
Louvado sejas, oh meu Senhor.
ac
Está na Única, revista do Expresso, desta semana. Um trabalho que deveria ter sido publicado aquando da Exposição “Perto do Princípio“, que decorreu em Messejana, no passado mês de Agosto. A obra fotografada rendeu 600 euros que foram inteirinhos para os 50 putos órfãos de pais com sida de Bulenga, nos arredores do Uganda e foi feita a partir de três tijolos oitocentistas deitados para o lixo das obras de recuperação do Plenário da Assembleia da República.Intitula-se “A última pedra“, por oposição ao tradicional lançamento da ….primeira pedra! Aqui é a última pedra que foi lançada, não para o lixo, e, sim, para uma boa causa!
Obrigado João Casais, outra vez!
Ou de como a “vocação esvaída” se converteu numa vocação outra, ainda mais sentida, de continuarmos, João, espalhando a PAZ e o BEM!
Franciscanos, portanto!
Hoje e sempre!
antónio colaço
Sem palavras. Jesu, de Bach. Uma das mais melodiosas versões que o You Tube nos proporciona.
SEM NOME,SEM ABRIGO, PERDÃO, COM ABRIGO
Publicado Outubro 23, 2009 Uncategorized Deixar um ComentárioSem palavras é o que é.
O Expresso acaba de me pregar mais esta agradável partida.
Obrigado, Zita Seabra. Do fundo do meu coração. Um coração do tamanho de todos os nomes.
Clique no Van Gogh!!!
Capela do Convento de StºAntónio, Barcelos. 6 Setembro 2009
Foi tudo tão a fugir, sabes bem, que não nos conseguimos juntar todos, aqui, nesta tua S.Damião de Barcelos. Quarenta anos depois, faltam aqui o João Teixeira, tão afadigado andava para que nada falhasse na Quinta D’Alvarenga, o Jockin ( onde te meteste meu safado?!) e tantos outros que não subiram sequer a Barcelos, o “Ferminho”, o Linú….
Que estaríamos a fazer, há 40 anos, por estas horas? Se calhar a rezar-Te desconhecendo ainda outras formas de ter-Te presente no nosso meio, como agora, neste preciso momento.
Que estará cada um dos meus irmãos a fazer neste momento? Rezo com eles para que nunca percamos a ligação contigo, mesmo que esta casa esteja tão triste, como que abandonada…. ou, se calhar, o mais importante é que possa vir aqui agradecer-Te porque a esta hora todos eles Te louvam num outro lado da vida, algures por Coimbra, Stº Tirso, Lisboa, Feira, Pombal… a leccionar, a vender as vacinas, a analisar processos, a preparar aulas … como se não houvesse sítio específico algum onde louvar-Te a Ti que estás em toda a parte?!
Obrigado pelo silêncio, pelo Irmão Silêncio e por poder Ouvir as vozes de todos eles. A Tua voz, neles, aqui.
antónio colaço
Querida Mãezinha, não sei se consegues perceber a nossa alegria, apesar de termos deixado os nossos lares há tão poucos dias, aqui estamos a reclamar que não nos faltes, tu e as Mães dos meus queridos colegas de aventura, com os “Bolinhos, bolinhos, à porta dos seus santinhos!!!” que faziam a delícia das nossas gulosas gargantas por estes dias!
Lembras-te das bolsinhas em retalhinhos coloridos que com tanta paciência para nós costuravas? Se quiseres podes mandar no cabaz pela carreira dos Claras que aqui no seminário depois vão lá buscar. Vê se mandas daquelas broas de milho,das maiores, lembras-te, com intenso sabor a erva doce, para além daquelas mais pequeninas, com sabor a nozes e mel… Mas olha, manda em quantidade para repartir com os meus novos amigos. Eles estão neste momento, tal como eu, na solidão das suas carteiras, um bocadinho às escondidas, a escrever o mesmo postal que eu…espera, tenho de parar, vou disfarçar e esconder o postal entre as páginas da Selecta Latina.
Vem aí o padre perfeito que está sempre de olho em nós. Eu estou aqui mesmo ao pé de um santo em madeira, acho que se chama S.Tomás de Aquino, se queres que te diga ainda não sei bem quem ele é, mas, se a santa protecção dele pode ser uma vantagem a verdade é que tenho de olhar sempre para trás para ver se o padre já entrou na sala o que, como deves clacular, exige uma capacidade de manobra mais rápida que a dos meus colegas que estão lá mais para o fundo.Pronto, o padre Emílio já se foi, dizem que bate muito com uma vergasta, acho que não me vou safar até porque a Matemática, de que ele é professor, não é muito do meu agrado, como sabes! Que S.Tomás me ajude e desvie a vergastinha das minhas queridas orelhas.
Pronto, não posso demorar mais até porque daqui a bocado vamos todos para o recreio e, imagina tu, enquanto os outros meninos vão jogar a bola, descobri ali numa sala um velho órgão mas que está meio estragado e custa um pouco a pôr-se de pé!!!É engraçado acho que vou ser capaz de o pôr a tocar. Claro que eu não sei como é que aquilo se toca mas deve ser melhor do que aquelas imitações que fazia aí com os dedos na nossa mesa que o Pai carpinteirou no Verão passado, enquanto comia e que tanto te irritavam, ” pára, Tóze!!! Come, Tóze!!!”….Mãezinha, tenho muitas saudades tuas e…. das tuas broínhas….
Mãezinha, na linha do que diz aquele nosso amigo lá de Proença, o Zé Henrique, mas agora ao contrário, ” a sorte que nós tivemos em encontrar umas mulheres assim” ( a mulher dele também se chama Filomena, como a nossa Meninha, sabes?!) toma, prova das broínhas que fizemos a noite passada sob a criativa batuta de Meninha.
Já comprámos numa grande superfície tudo o que precisávamos para os putos que amanhã nos vão bater lá à porta. Não tem nada a ver com os nossos tempos, em que, pela manhã cedo, nos metíamos ao caminho das aldeolas em torno de Cardigos, como a Lameirancha….
Pronto, faz de conta que aí onde estás nos agradeces por manter viva a tradição e que te soube bem na Net eterna de que são feitos os teus dias dar uma espreitadela pelos aromas da nossa receita. Vai lá descansar mais um bocadinho que é para os meninos que costumam passar por aqui se deliciarem também um pouquinho!
-Bolinhos, bolinhos, à porta dos seus santinhos!!!
antónio colaço
Pe Anselmo Borges
In DN 31Outubro 2009
SERIA INJUSTO NÃO HAVER DEUS
As nossas sociedades científico-técnicas, comandadas pela razão instrumental, pelo progresso, o êxito e o consumo, hedonistas, nas quais a fé se obnubilou, são as primeiras da História a fazer da morte tabu. Este tabu, acompanhado da perda da fé no Além e da eternidade, é essencial para o entendimento do que se passa. Porque já não há eternidade, o tempo não faz texto, ficando reduzido a instantes que se devoram. Como pode então ainda haver valores e futuro num tempo que se dissolve na voragem de instantes?
De qualquer modo, estas nossas sociedades permitem a visita dos mortos dois dias por ano: 1 e 2 de Novembro. Os cemitérios enchem-se e, de forma mais ou menos explícita e funda, num silêncio ao mesmo tempo vazio e opaco, plúmbeo, há o confronto com a ultimidade, aí onde verdadeiramente se é Homem. Afinal, qual é o sentido da existência e de tudo? O que vale verdadeiramente? M. Heidegger chamou a atenção para isso: a diferença entre a existência autêntica e a existência inautêntica dá-se nesse confronto. Se tudo decorre na banalidade rasante e na gritaria oca, a explicação está aqui: no último tabu.
Para onde vão os mortos? Para o Silêncio. O mistério da morte é esse: dizemos que partiram, mas o que abala é não deixarem endereço. Na morte, a evidência é o cadáver. Mas quem se contenta com o cadáver? Por isso, a morte é o impensável que obriga a pensar e, enquanto formos mortais, havemos de perguntar por Deus.
Deus não é “objecto” de ciência, mas uma esperança, sobretudo quando se pensa nas vítimas inocentes. Como escreveu o agnóstico M. Horkheimer, um dos fundadores da Escola Crítica de Frankfurt, “se tivesse de descrever a razão por que Kant se manteve na fé em Deus, não saberia encontrar melhor referência do que aquele passo de Victor Hugo: uma anciã caminha pela rua. Ela cuidou dos filhos e colheu ingratidão; trabalhou e vive na miséria; amou e vive na solidão. E no entanto está longe de qualquer ódio e rancor, e ajuda onde pode… Alguém vê-a caminhar e diz: Ça doit avoir un lendemain!… Porque não foram capazes de pensar que a injustiça que atravessa a História seja definitiva, Voltaire e Kant postularam Deus – não para eles mesmos”.
A curto, a médio, a longo prazo, todos foram estando mortos. A curto, a médio, a longo prazo, todos iremos, todos irão estando mortos, e lá, no final, só há uma alternativa.
Claude Lévi-Strauss conclui assim o seu L’homme nu: “Ao homem incumbe viver e lutar, pensar e crer, sobretudo conservar a coragem, sem que nunca o abandone a certeza adversa de que outrora não estava presente e que não estará sempre presente sobre a Terra e que, com o seu desaparecimento inelutável da superfície de um planeta também ele votado à morte, os seus trabalhos, os seus sofrimentos, as suas alegrias, as suas esperanças e as suas obras se tornarão como se não tivessem existido, não havendo já nenhuma consciência para preservar ao menos a lembrança desses movimentos efémeros, excepto, através de alguns traços rapidamente apagados de um mundo de rosto impassível, a constatação anulada de que existiram, isto é, nada”.
A Bíblia, no último livro, Apocalipse, conclui assim: “Vi então um novo céu e uma nova terra. E vi descer do céu, de junto de Deus, a cidade santa, a nova Jerusalém. E ouvi uma voz potente que vinha do trono: ‘Esta é a morada de Deus entre os homens. Ele habitará com eles; eles serão o seu povo e o próprio Deus estará com eles e será o seu Deus. Ele enxugará todas as lágrimas dos seus olhos; e não haverá mais morte, nem luto, nem pranto, nem dor. Porque as primeiras coisas passaram.’”
No meio da perplexidade, fico com Kant: “A balança do entendimento não é completamente imparcial, e um braço da mesma com o dístico ‘esperança do futuro’ tem uma vantagem mecânica, que faz com que mesmo razões leves, que caem no seu respectivo prato, levantem o outro braço, que contém especulações em si de maior peso. Esta é a única incorrecção que eu não posso eliminar e que eu na realidade não quero abandonar.”
Caríssimo Tó Zé
Aquela tua cartinha, cheia de doçura e candura (que pena não sermos sempre crianças!), associada àqueles deliciosos bolinhos e à doce recordação do coração doce e terno de uma mãe, humedececeram-me os olhos e povoaram-me este dia de Todos os Santos da presença saudosa, tão distante e tão perto ao mesmo tempo, da tua e da minha Santa Mãe e de todas as Santas Mães, porque todas as verdadeiras Mães, são Santas!
São estes docinhos que nos fazem, tantas vezes, falta na vida, meu caríssimo Tó Zé. Como estes docinhos, nenhuns!… e nada os substitui.
Obrigado pela tua cartinha. Não sabes como me fez bem e me confortou desta saudade que nos mói, muito mais nos dias em que ela mais se aviva! Obrigado pelos Bolinhos da Meninha! Obrigado, Mãe!
Agradeço a tua grande amizade e imaginaçao. Não deixes de nos enviar estes teus “docinhos”, autênticas preciosidades a alimentar e tornar muito mais saborosa uma comunhão indestrutível, que nos une todos, porque sincera,fraterna,límpida,pura e profun-damen-te franciscana.
Neste dia de todos os Santos, um Santo abraço para ti e todos os teus.
João Teixeira
Jonhy, muito obrigado! Estou sem palavras, vamos é cantar o fado!
(Nem o Luís Gonçalves diria melhor!!!)
antónio colaço






































































































































































































































































































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